Ohaio! o/

Nossa eu demorei pra posta :P um mês

Bom... esse é o último cap.... Por isso resolvi caprichar nele e ficou quase o dobro do tamanho dos outros o/

Espero que gostem!^^

AVISO: antes de começar quero avisar que esse cap contém "cenas obscenas", ou seja, lemon. Então, muito cuidado e quando achar q a coisa tá ficando quente demais pule pra linha de asteriscos se não quiser ver. :)

Muito obrigada a todos! :D

()-meu comentário XD

PS: recomendo ouvirem "Best of you" do Foo Fighters enquanto lêem essa fic. E aconselho a procurarem a tradução também, que em minha opinião combina bastante com a história de L e Raito.


Capítulo Final - A primeira noite

Naquele dia amanheceu como em todos os outros, sem nenhuma diferença pra maioria das pessoas. Mas pra Raito e L, principalmente, aquele era o começo de um dia muito importante.

L se levantou da cadeira em frente ao computador e foi para a cozinha, obviamente sem ter dormido uma hora sequer. Enquanto ouvia Raito descer as escadas indo ao seu encontro, ele tentava desastradamente fazer uma xícara de chá.

-Bom dia Ryuuzaki. Está se sentindo bem?-Raito olhou curiosamente para o amigo, buscando uma expressão ou algo que indicasse tristeza no rosto do moreno. Afinal, era o aniversário da morte de Watari.

L terminou o chá e se virou para o outro com duas xícaras na mão:

-Sim, eu estou bem Raito-kun, não se preocupe comigo. -e deu um sorriso leve.

-Hum... Ok então. -O ruivo sentou-se no balcão da cozinha visivelmente insatisfeito. Não tinha se convencido.

L estendeu uma das xícaras para Raito e o observou atentamente engolir o conteúdo.

"Eu planejei tudo com cuidado... Só espero que ele me entenda quando eu contar do plano... Mas... Raito vai gostar. Tenho certeza." Olhando para a própria xícara, deixou escapar um sorriso satisfeito e ansioso. "Tenho muita coisa pra fazer antes de me encontrar com você de novo, Raito-kun." Ele pensou, e constatando que o ruivo já tinha terminado o chá, deu um longo sorriso e completou o pensamento:

-Espero que não se importe.

Completamente tonto, Raito tentou fixar seu olhar no moreno para procurar respostas, mas só teve tempo de soltar um gemido antes de cair de cara na mesa, desacordado.

Satisfeito, L pegou cuidadosamente o corpo adormecido do jovem e carregou surpreendentemente sem muita dificuldade até o sofá. E olhando carinhosamente para o rosto de um Raito totalmente inocente e frágil, ele se explicou:

-Bom, lamento muito ter que te deixar aqui... Principalmente com essa cara... -ele fechou os olhos e suspirou- Mas não se preocupe. Não vou demorar e logo estaremos juntos de novo. Mais do que nunca. -sorriu.

Ele fez uma pausa, olhou ao redor e se sentou no sofá ao lado pra continuar:

- Foi minha única opção, afinal, você não ia me deixar nem 10 segundos sozinho hoje. E eu preciso de pelo menos 1 hora e meia pra preparar tudo pra nós, Raito-kun. Eu sei que você se preocupa com meu estado emocional hoje... Mas sinceramente, você já devia ter esperado que isso acontecesse. E devia ter imaginado também, ou melhor, devia ter se lembrado que eu não mostro minhas emoções na sua frente quando quero esconder alguma coisa. Parece que o amor está te deixando distraído. -ele parou de falar para observar o ruivo dormindo por um momento, imaginando que o amor também o tinha deixado um tanto distraído - Ahhhhh... Que pena! Eu queria ficar mais um pouco aqui conversando com você. Não sabia que era tão bom ouvinte, Raito-kun. -sorriu com a piada particular.

Tendo terminado de explicar tudo à toa para o amigo que dormia profundamente jogado no sofá, achou que já era hora de ir, levantou do sofá e sussurrou ao pé do ouvido do ruivo, ainda sorrindo:

-Sonhe comigo.

O moreno saiu e começou sua manhã atarefada indo a um lugar onde nunca estivera, e nem nunca imaginaria estar: Uma delegacia.

Surpreso com aquela figura tão peculiar, um dos policiais pegou uma algema e correu para prender L.

-Mas o que é isto?! -L se desviou da investida do policial sem dificuldade.

-Você é um drogado não é? Veio se entregar? -o policial já não tinha tanta certeza do que estava fazendo.

Por um longo momento, L ficou parado olhando surpreso para o policial.

-Eu, POR ACASO, tenho cara de drogado?! -ele perguntou tentando conter sua raiva.

O policial não respondeu.

-Olha, eu sou um só um cidadão tentando fazer sua parte. -disse ele tentando se acalmar e sentando-se com seu jeito característico. O policial levantou uma sobrancelha. Ele continuou- Tenho suspeitas de que um dos meus vizinhos faz parte de um tipo de "máfia" e mata muitas pessoas sem levantar nenhuma suspeita.

-Mas então dê o endereço de seu vizinho e vamos pegá-lo!- o policial exclamou, ainda estranhando o "alien drogado" à sua frente.

-O problema é que eu preciso ter certeza antes. E ele confia em mim, pois somos vizinhos há bastante tempo e acabamos amigos. Se vocês aparecessem lá ele fugiria nos primeiros 10 segundos depois de ouvir as sirenes. -encarou intensamente o policial, intimidando-o.

-O-o que você pretende fazer então?

-Vou armar uma armadilha pra ele. Por isso preciso das algemas. Depois vou fazê-lo confessar tudo, e então prometo que o entrego a vocês. Se ele for inocente eu devolvo as algemas.

-Desculpe senhor, mas é muito perigoso e não posso deixar.

O moreno bufou, aborrecido. Respirou fundo e resolveu pressionar um pouco mais o policial. Se levantou da cadeira e foi chegando mais perto do policial a cada palavra:

-Senhor... Nakamura, se você não me der essas algemas e me deixar armar a emboscada, vocês NUNCA vão pegar esse cara. Acredite em mim, ele é incrivelmente inteligente e fugiria antes que pudessem sequer perceber. Além disso, se ele fugir a culpa vai ser total e exclusivamente sua. -continuou encarando o policial, agora a poucos centímetros de seu rosto.

Sem saída diante dos argumentos daquela figura pálida que ele ainda considerava um alien drogado e desesperado pra sair daquela posição nada confortável em que o moreno o havia deixado, o pobre policial acabou concordando e deu um prazo de um dia para que ele trouxesse o homem ou as algemas.

Quando L já estava saindo da delegacia, o policial não conteve a curiosidade e perguntou, meio incerto se devia confrontar aquele ser de outro mundo:

-Se-senhor... Se ele é incrivelmente inteligente, como pretende pegá-lo?

Triunfante, o moreno se virou para o policial com um enorme sorriso convencido no rosto e disse:

-Porque eu sou ainda mais inteligente que ele. -e saiu mantendo o sorriso no rosto. Tinha dado tudo certo, como ele esperava.

Passou em mais alguns lugares um pouco mais fáceis de conseguir as coisas de que precisava, e depois de acabar tudo, sentou em um banco e olhou no relógio que tinha comprado (Sim, ele não tinha relógio. O tempo pra ele era uma coisa relevante na maior parte de sua vida. Mas não naquele momento.) e fechou os olhos. Watari. Tinha que visitar Watari.

O cemitério não era dos mais desagradáveis: completamente cheio de flores coloridas de muitos tipos, que escondiam um pouco a tristeza e paisagem cinza das lápides. Mesmo assim era o lugar mais infeliz da terra pra ele.

Ficou olhando o lugar por um momento, parado em pé na entrada com o semblante vazio. Entrou relutante, sentindo-se estranho. Caminhou desajeitadamente até o túmulo de seu velho amigo pensando no que diria.

-Watari... Devo dizer feliz aniversário? Acho que não. -ele riu fracamente- Bom, eu vim aqui, pra te dizer que eu finalmente vou seguir seu conselho. Vou dar meu coração a alguém que mereça. Tenho certeza de que você sabe de quem estou falando, e espero que esteja orgulhoso de mim pelo que vou fazer hoje. Eu vou me libertar Watari. De tudo que me prendeu um dia no meu trabalho de detetive. De tudo que me impediu de ser feliz, de ter uma vida.

O moreno se agachou perto da lápide, colocou o envelope branco ali e sorriu, deixando escapar uma lágrima de saudade.

-E queria te agradecer... Por ter feito parte da minha vida.

Uma brisa passou por seu rosto e ele levantou a cabeça, com os olhos fechados. Um flashback dos bons momentos com Watari passou pela sua mente tão leve como a brisa tocava seu rosto. Mesmo assim doía demais.

As lágrimas começaram a cair de seus olhos em grande quantidade, e ele sentiu um aperto na garganta. Passou o braço no rosto molhado e afundou a cabeça nos joelhos por um momento, numa tentativa frustrada de esconder das pessoas que passavam seu momento de fraqueza.

Colocou um pequeno buquê de rosas brancas em cima da lápide e murmurou, com dificuldade, um último "adeus".

Voltou pra casa andando mesmo. Precisava de tempo pra deixar pra trás toda sua vida de detetive e aceitar que agora podia ser ele mesmo. Podia sorrir sem medo de colocar em perigo as pessoas que ama. Podia chorar na frente de todo mundo sem medo de expor uma fraqueza a quem não devia. Podia mudar. Dizer seu nome, mostrar o rosto, fazer piadas... Ele não tinha pressa, e também não queria ter que esperar muito até que Raito acordasse...

Abriu a porta do QG e sorriu. Na verdade, ele deu risada. Uma risada alta e alegre. Raito estava completamente adormecido com a cara toda amassada no tecido do sofá, quase caindo.

Depois de tirar uma foto com seu celular da cena cômica (porque ninguém é de ferro), ele bagunçou o cabelo do amigo e pegou seus preparativos, levando para uma sala do subsolo do prédio, feita especialmente para interrogatórios de bandidos perigosos como Kira, por exemplo.

A sala era totalmente branca. Não havia absolutamente nada além de uma cadeira de ferro grudada no meio do chão estofado, uma janela de vidro espelhado que dava para outra sala e uma mesa também de ferro um pouco mais a frente. Tirou de uma sacola um pote cheio de morangos e colocou em cima da mesa. Deixou o relógio na mesa e começou uma contagem regressiva do tempo que -pelos seus cálculos- Raito levaria para acordar. Vinte minutos. Pegou as algemas e colocou no bolso, junto com um pedaço de pano macio.

Voltou à sala e tentou se concentrar. Estava ficando mais ansioso a cada segundo e precisava se concentrar pra que tudo desse certo. Respirou fundo. Trancou todas as portas e desligou o alarme. Não queria de modo algum ser interrompido. O mundo podia acabar lá fora que ele não se importaria.

Tirou Raito do sofá e o carregou com cuidado até a sala branca. Colocou o ruivo sentado na cadeira e algemou seus braços para trás. Por fim, colocou a venda nos olhos do amigo e só então percebeu que por mais que tivesse preparado tudo com cuidado, ainda estava totalmente despreparado e assustado.

Então ele começou a andar de um lado para o outro da sala. Como começaria? O que faria primeiro?Tinha tanta coisa pra falar... Será que Raito agüentaria até ele terminar? Respirou fundo e olhou para o relógio: um minuto.

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Ele gemeu longamente. "Aaaaaii... Acho que dei mau-jeito enquanto dormia..." Tentou colocar a mão na cabeça, mas ela não saiu do lugar. Estava presa. "MAS O QUE...!" Tentou abrir os olhos e descobrir onde estava, mas percebeu que um pedaço de pano o impedia de fazer isso também. "DROGA!... Meu deus!!! " Ele então se lembrou do que L dissera no café da manhã, e de ter adormecido depois. Entendendo mais ou menos a situação, começou a gritar.

-RYUUZAKI!!! Ryuuzaki onde você está, droga!!!

O moreno levou um susto. Pulou da cadeira e diminuiu a luz antes de chegar perto do ruivo.

-Shhh... Está tudo bem, Raito-kun. -L disse baixinho, enquanto tirava a venda do amigo desesperado.

-AAAAHHHH!!!! -o ruivo fechou os olhos por reflexo enquanto gritava com o outro. -POR QUE VOCÊ ME DOPOU SEU MALUCO?? E O QUE VOCÊ PRETENDE ME ALGEMANDO?? VAI ME INTERROGAR??

-Vou me confessar. -L pegou uma cadeira e colocou perto da de Raito, suspirando.

-... -Raito não sabia o que dizer, então tentava descobrir as intenções do outro.

-Por conde começar... Hum... Raito-kun, antes de tudo que eu pretendo fazer com você aqui hoje, - Raito levantou uma sobrancelha. - eu preciso te dizer algumas coisas.

-Continue. - Como raciocinar já não era mais possível, Raito decidiu prestar atenção no que o outro tinha pra dizer.

-Você se lembra do dia em que eu te pedi pra sair com você?

-Claro

-Um pouco antes de eu fazer aquilo, eu estava desesperado Raito. Completamente aterrorizado. No dia, eu pensei que fosse por medo de morrer. Medo de que sem mais impedimentos, você se cansasse de mim e resolvesse me matar. Mas agora... Agora eu sei que era por medo de não poder nunca mais te ver. -L chegava mais perto e Raito mantinha os olhos fixados nos dele.

Delicadamente, L beijou a testa do outro, que sentiu o rosto queimar de vergonha. Se afastando de novo, L continuou.

-Foi então que eu criei o plano mais insano da minha vida: Fazer você se apaixonar por mim, impedindo que me matasse, e conseguindo sua confissão de Kira. -olhou um momento para o ruivo, esperando ver decepção em seu rosto, mas Raito permanecia atento e controlado. - instalei escutas pelo prédio inteiro, além de andar com um gravador no bolso, e então criei um roteiro baseado em sua personalidade sobre como agir para te conquistar. Me senti ridículo...

L se aproximou novamente, e afundou suas mãos dentro do cabelo macio e sedoso do ruivo, arranhando de leve sua nuca. Raito sentiu sua pele arrepiar e fechou os olhos por um segundo. L se afastou um pouco e apoiou cada mão em um joelho do outro, continuando:

-E me senti mais ridículo ainda por não ser capaz de seguir nem um roteiro estando perto de você. Só conseguia ser eu mesmo, um pouco mais confuso e atrapalhado, mas parecia bom pra você. E parecia estar dando tudo certo, até que aconteceu aquilo com Watari...

-Ryuuzaki...

-Eu fiquei completamente perdido. Nada mais importava. Eu amaldiçoei aquele maldito plano e o quanto eu tinha sido ridículo e detestável. Eu fiquei deprimido... E quando ligaram do hospital, eu não consegui mais me controlar, eu explodi. E você me segurou, pra que eu não me ferisse, e tirou toda a raiva de mim com aquele beijo. Foi naquele momento, Raito-kun, que eu percebi que tinha caído na minha própria armadilha, junto com você, e que todo o plano já não fazia mais sentido pra mim.

L se inclinou para frente e mordeu delicadamente a ponta da orelha de Raito. O ruivo se remexeu na cadeira e soltou um gemido baixo de prazer. O moreno continuou, dessa vez sussurrando no ouvido do outro.

-Eu não queria mais aquilo. Eu só queria viver feliz com você. Depois, eu ouvi aquela sua conversa com o shinigami. Você admitiu ser Kira, mas disse que não ia mais me matar. Era a confissão que eu precisava. A escuta certamente havia gravado sua fala, mas eu também não tinha mais vontade de te prender. Então eu destrui aquela fita e tirei todos os gravadores na primeira oportunidade que tive.

-Ryuuzaki eu quero...

-Espere. Tem uma última coisa que eu preciso fazer. Desde aquele dia, eu fiquei pensando em como te agradecer por tudo que tinha me mostrado, pelos dias que eu passei me divertindo com você, por tudo... E só agora percebi que o melhor jeito de te dizer isso, você já me mostrou.

Ryuuzaki puxou devagar a cabeça de Raito e o beijou apaixonadamente, arranhando as costas do outro lentamente, tentando desesperadamente proporcionar prazer para o "amigo".

Com dificuldade e muita força de vontade, Raito se afastou da boca de L e começou a falar, meio ofegante.

-Ryuuzaki... Você... Não precisa se desculpar... -sorriu.

O moreno abriu os olhos e inclinou a cabeça, surpreso.

-Eu sabia do seu plano, Ryuuzaki. Desde o começo. Eu deixei você fazer o que quisesse comigo, afinal, isso nunca me impediria de te matar. Você disse que eu me recusei a te matar naquele dia que eu te beijei. Além do fato de eu estar começando a me convencer que eu amo você, tem outro motivo.

-... Sério? - L ficou ainda mais confuso e Raito sorriu com a expressão do outro.

-Sim. Lembra da nossa guerra de comida?

-Claro que lembro.

-Lembra de como ela começou? Eu fiquei engasgado e você não hesitou em me salvar, mesmo sabendo que eu podia te matar no segundo seguinte se quisesse realmente. Você salvou a vida de uma pessoa que podia tirar a sua. Como, Ryuuzaki, como eu podia ter coragem de te matar depois disso? Como eu podia matar uma pessoa que eu amo?

L deitou a cabeça no ombro de Raito, emocionado, enquanto ele continuava a falar.

-Durante esse último ano que a gente ficou brincando de gato e rato, você quase me enlouqueceu. Cada coisa que você fazia me deixava maluco, completamente perdido. Ambos sabíamos que éramos correspondidos, não é verdade? Só estávamos nos preparando... Mas você demorou demais Ryuuzaki-kun. Sabe que eu até destrui meu Death note? E tudo por ca...! Ry-Ryuuzaki!...

De repente, Raito sentiu sua calça ficar mais apertada. L deu um beijo no pescoço do ruivo e se afastou um pouco, sorrindo com malícia. Raito começou a suar frio ao ver o moreno se ajoelhar na frente de sua cadeira enquanto abaixava suas calças.

-Ryuuzaki!! O-O que você está fazendo?!!- Raito começou a gritar e se agitar desesperadamente na cadeira, tentando se soltar.

-Terminando de te agradecer. - O moreno sorriu com malícia e colocou na boca o membro do ruivo, fazendo-o gritar.

-AH! AAH! Ry-RYUZAKI!! Por favor... Pare… AHH! AAAAAAAAAAH!! MEU DEUS!! Ryuuzaki!!! -o ruivo continuava se remexendo inutilmente na cadeira, suplicando ao outro entre um gemido e outro que soltasse suas mãos. Odiava não estar no comando da situação, além de que o desejo de tocar a pele pálida do moreno já estava o deixando louco há muito, muito tempo.

-Ryu-Ryuuzaki... Se você não me soltar... Eu juro que vo-vou... AHhh...! Eu vou... AHH...!!!!!! - Raito abaixou a cabeça e sentiu uma onda devastadora de prazer tomar seu corpo inteiro, impedindo-o de falar e arrancando completamente suas forças por um momento.

L levantou a cabeça, satisfeito. Raito permanecia com a cabeça baixa, ofegando sem parar. O moreno se levantou e quando virou de costas para pegar os morangos na mesa, sentiu seu rosto bater no chão estofado.

- Você subestimou minha inteligência de novo, amor. -Raito sussurrou no ouvido do moreno, sorrindo. -Eu sei abrir algemas.

Montado em cima das costas de L, Raito algemou-o e sorriu, malicioso.

-Rá! Agora é sua vez de ficar com as mãos presas. -Raito fez silêncio por um momento e olhou ao redor, procurando um lugar mais apropriado. Olhou pra mesa ao lado e sorriu. -Mas eu quero você aqui!

O ruivo pegou o corpo de um L completamente desnorteado e colocou em cima da mesa com as pernas pra fora. Então, começou sua "vingança".

Pela primeira vez, Raito viu cor no rosto do outro. Totalmente excitado, L ficava com o rosto cada vez mais corado, e gemia cada vez mais alto, e para a satisfação do ruivo, se contorcia tentando tirar as algemas e empurrar a cabeça do outro contra a sua virilha.

E em poucos minutos, ambos perderam completamente a noção de tempo, lugar, dia... Só existiam os dois ali, satisfazendo um ao outro como podiam. Esse momento tão esperado... Tanto Raito quando L aguardaram pacientemente para que só acontecesse sob as circunstâncias certas. E agora que elas existiam, estavam dando tudo de si para começar uma nova vida juntos, cheia de prazer e felicidade.

Quando Raito não agüentava mais esperar, ele olhou para L e percebeu, surpreso, que ele estava com as mãos livres. Sorrindo e balançando as algemas no dedo indicador, L se aproximou do ruivo enquanto sussurrava:

-Sabe, Raito-kun, eu também sei abrir algemas. -e puxou a cabeça do outro para um beijo.

-A propósito -O moreno continuou, sorrindo- pode "entrar".

Raito ficou parado um momento, até que entendeu o que o outro queria dizer. Sorriu longamente com malícia e beijou o peitoral do moreno até chegar a pele fina da virilha. Ele olhou pra cima e avisou:

-Vai doer um pouco.

Um grito de dor escapou da boca de L. Raito ficou preocupado e olhou com receio para o moreno, já juntando forças para retirar o seu membro, mas L olhou determinado pra ele e gritou desesperado:

-CONTINUE! EU... ESTOU BEM!!... AAAAAAAA... AA...!! - L fechou os olhos com força enquanto ofegava e procurava desesperadamente algo em que se segurar. Raito puxou o moreno para um beijo na tentativa de amenizar a dor. Pouco a pouco a sensação ruim ia dando lugar ao prazer, que invadia cada canto de seu corpo. E agora o moreno sorria. Não sabia que sexo era tão bom assim.

Em meio a um gemido e outro, L conseguiu dizer com certa dificuldade:

-Raito-kun... Eu não sabia... Que isso era tão bom...! -ele sorriu e fechou os olhos.

O ruivo sorriu. Essa sensação era melhor que a de matar pessoas.

Pouco tempo depois, eles chegaram ao limite. Um último gemido saiu da boca de ambos e eles se deitaram, exaustos, e adormeceram juntos.

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-Bom diaa... -cantarolou um Raito sorridente, que alisava uma mecha do cabelo de L.

-Waaaahhh... Você deve ser muito bom mesmo, é a segunda vez que eu durmo como uma pessoa normal por sua causa. - sorriu o moreno ainda com sono, levantando-se e olhando no relógio em cima da mesa. Uma hora da tarde.

-E a segunda vez que você acorda sem olheiras. -riu o outro, ao ver a cara de horror do moreno olhando para o vidro espelhado em uma das paredes da sala.

-Droga. Lá se vai minha marca registrada mais uma vez. -L fez uma careta divertida. - daqui a pouco nem você vai me reconhecer.

-É claro que vou te reconhecer. Fui eu que te deixei assim.

Riram juntos. Raito se levantou também e deu um beijo no moreno.

-Sabe Raito... Quando eu criei aquele plano... Eu achei que fossem meus últimos dias... -L olhou pro chão.

Raito sorriu. Abraçou por trás o namorado e sussurrou em seu ouvido um velho clichê:

-Os últimos serão os primeiros, meu amor.

Riram juntos novamente. Raito tinha razão. L precisara chegar ao ponto de quase morrer pra tomar uma atitude e "começar" sua vida, mesmo que sem querer. Preocupado com a hora, o moreno de desvencilhou do abraço e começou a pegar suas roupas do chão e vesti-las. O ruivo deu um olhar confuso pela pressa do outro.

- Por que você está colocando a roupa com tanta pressa?

-Tenho que devolver uma coisa ou vou acabar preso. -L mostrou as algemas.

Raito deu uma gargalhada alta e fez uma careta.

-Não vai me dizer que você pegou isso aí de uma delegacia?

-Sim, de onde mais eu tiraria uma algema?-O moreno encarou Raito como se fosse óbvio.

-De uma sex shop, talvez. -o ruivo tentou segurar o riso.

O moreno encarou confuso o outro. Não fazia a mínima idéia do que era aquilo.

-Ryuuzaki, Ryuuzaki... Eu vou ter que te mostrar muita coisa ainda. Bem que eu achei as algemas difíceis de tirar...

-Sério? Eu não. -L provocou o outro com uma careta.

-Ahaha... Mas como você conseguiu convencer um policial a dar as algemas dele pra você? Roubar você não iria...

-Bom, digamos que um pouco de pressão psicológica já é o bastante. -L sorriu.

-E eu pensando que era o "cara mau" daqui...

De repente, tudo ficou em silêncio. O moreno olhou para Raito e deu um sorriso malicioso, desviando o olhar.

-É melhor você colocar suas roupas também, Raito-kun, ou eu vou ter que usar as algemas de novo.

L saiu da sala depois de se despedir de Raito, que agora também estava colocando suas roupas.

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O moreno entrou na delegacia em um estado deplorável. As roupas totalmente amassadas, o cabelo mais bagunçado que de costume. Pelo menos as olheiras estavam menos profundas.

Imediatamente reconhecendo aquela figura tão esquisita, o policial Nakamura correu para falar com L:

-E então senhor? Conseguiu prender o bandido? Onde ele está?

L apenas estendeu as algemas na ponta dos dedos para o policial.

-Ué... Ele não era culpado?

-Ele é completamente culpado, na verdade. Mas ele roubou uma coisa minha e eu tive que soltá-lo.

-O- o que ele roubou? Nós podemos recuperar pra você se disser onde ele está!

O moreno já estava saindo da delegacia, mas parou na porta, e sem se virar, disse:

-Ele roubou meu coração. E isso eu quero que fique com ele pra sempre. -sorriu e foi embora.


Nhaaaaaaaaa

Termino gente :~~~~~~~~~~~

q triste :(

Dessa vez vou usar esse espaço aqui pra fazer os agradecimentos:

Se vocês gostaram do lemon desse cap, agradeçam o incentivo de:

* Vicky-chan; AizawaChanYatta; .x ; shamps (que acompanhou minha fic desde o primeiríssimo cap! Muitíssimo obrigada pelas reviews viu? Tomara q vc continue me acompanhando em fics futuras )

Se vocês me acham engraçada e feliz, agradeçam as reviews divertidas de:

* Caks-sama; shindou; NanY-cHan; -'-san'-; Tsukiyama Yuki; "SUA FIC EH UMA DAS MELHORES!"; 2Dobbys; AizawaChanYatta; .x... (mas o prêmio de A review q eu ri d+ vai para Vicky-chan quando teve medo de que minha criatividade tivesse sido levada por uma assistente social XD Hehe! Muito obrigada Vicky-chan!

Se vocês gostaram da idéia de ilustrar a fic, agradeçam a:

*Tsukiyama Yuki

E por último, mas não menos importante,

Se vocês gostaram da fic, agradeçam a todas essas pessoas q me incentivaram e elogiaram durante todo o processo! :)

* AizawaChanYatta; shamps; Vicky-chan; shindou; .x; 2Dobbys; Mello-afk-; Ami-Nekozawa ;pessoa anônima auto-denominada "SUA FIC EH UMA DAS MELHORES!"; Tsukiyama Yuki; shindou; -'-san'-; Uchiha Kaori; Neo Kimi; NanY-cHan; Yuna-chan s2; Hinaxchan; Mari; Sakura Harukari; Yze-chan; Caks-sama; Kuchiki Denise; V sensei; ViniciusTonon.

E muito obrigada a todos que leram minha fic mandando reviews ou não! :D

Espero poder contar com todos vocês da próxima vez!

Muitos beijos!!!***