Capitulo VIII

Sesshoumaru se recuperou a tempo de retribuir o cumprimento.

- Sesshoumaru Taishou. É um prazer vê-lo

- O nome é familiar, mas... não consigo me lembrar de onde o conheço.

Sesshoumaru lançou um olhar intrigado para Rin, que mantinha os lábios comprimidos numa demonstração de tensão.

- Minha família possui uma empresa de comercio exterior do outro lado da rua.

- Hmm... é amigo de Rin?

- Sim, somos bons amigos.

- Estavam discutindo negócios?

- Não exatamente.

- Rin! Guardando segredos do seu tio?

-Foi tudo muito repentino tio Jenine. Talvez possamos marcar um jantar para o final de semana. Assim você e Sesshoumaru terão uma chance de se conhecerem melhor.

- Ótima idéia. – como se lembrasse de repente o motivo de sua visita, ele entregou uma pasta a sobrinha. – Ayame comentou que estava procurando por isso. Não sei como ela foi parar em minha mesa. Acho que alguém deixou lá por engano.

Sesshoumaru compreendeu que Rin carregava um fardo pesado. Felizmente, para ela, logo poderiam dividir o peso da responsabilidade.

- Obrigada por trazê-la até aqui tio.

- Por nada. Foi um prazer conhecê-lo Sesshoumaru. Estarei esperando ansioso pelo nosso jantar.

No minuto em que Jenine partiu, Sesshoumaru virou-se para encarar a noiva.

- Há algo que queira me dizer, cara?

- Não.

- Tem certeza?

- Absoluta.

- Talvez deva mencionar que encontrei seu tio no corredor segundos antes de entrar nesta sala. E ele não me reconheceu. Só consigo pensar em uma explicação. Jenine é o pequeno problema que compromete o futuro da New Generation. O que ele tem? Alzheimer? Demência? Senilidade precoce?

- Por favor...

- Esta tentando protegê-lo e a firma com a decisão de se casar e assumir o comando. E espera resolver a questão antes que a condição dele se torne conhecida de todos. Estou certo?

- Sabe que não posso responder...

- Por quê? Tem medo de revelar seu segredo e ser traída? Acha que vou passar a informação a outras pessoas? Afinal, sou Sesshoumaru Taishou, o corrupto desonesto...

- Pare com isso! Tenho uma responsabilidade nessa companhia. Não podia contar nada sobre Jenine. Não podia contar a ninguém! tem idéia do que aconteceria se a noticia se tornasse de conhecimento publico?

- As ações da sua empresa perderiam o valor. Alguns contratos seriam cancelados, outros nem seriam assinados...

- Exatamente. E o que aconteceria com todos os empregados que dependem da saúde financeira da Generation? Tenho de pensar neles e colocá-los acima dos meus interesses pessoais. Não é uma questão de confiar ou não em você.

- E agora que descobrir seu segredo?

- Não vai dizer nada a ninguém.

- Tem certeza?

- Absoluta. Não dirá nem mesmo a sua família. E mesmo que conte a eles, a informação jamais ultrapassará a barreira daquela sala de reuniões.

Rin confiava nele. Agora tinha aprova dessa confiança, e o sentimento o agradava.

- Prefere que eu não diga nada a meus irmãos?

- Quanto mais gente souber sobre o problema, maior será o risco de que algo seja revelado inadvertidamente. Tenho enfrentado dificuldades imensas para encobrir os pequenos deslizes de meu tio.

Podia imaginar.

- Muito bem, vamos nos casar e você terá o controle da companhia e de sua herança. E depois?

- Quando o procurei a primeira vez, você pensou que minha motivação era a ganância, a sede de poder. Pois não quero o poder. Quero me livrar dele.

Era impossível esconder o choque.

- Rin!

- Esta decidido, Sesshoumaru. Vou vender a New Generation e Associados. Tenho consciência de minhas limitações. Sei que não estou preparada para assumir o lugar de meu tio.

- E o que vai fazer?

- Estou certa de que encontrarei um bom emprego. Gosto do mundo empresarial. Sou boa no que faço e pretendo continuar trabalhando. Mas não quero controlar uma empresa do porte da Generation. Prefiro algo menor e mais intimo. Felizmente o valor conferido com a venda será suficiente para que eu tenha tempo para tomar uma decisão, embora esteja disposta a transferir a maior parcela para Jenine. Considerando que ele e meu pai construíram a companhia, creio que ele mereça.

- Se é isso que quer, apoiarei sua decisão. No entanto, lastimo que o negócio tenha de passar para mãos estranhas depois de tudo que seu pai e seu tio fizeram. Há quanto esta enfrentando essa... crise?

Ela suspirou com ar cansado.

- Comecei a notar os primeiros sintomas há um ano, mas continuei fingindo ignorá-los, justificando cada incidente. Então ele fez uma enorme confusão com a conta de um de nossos maiores clientes, e decidi que era hora de tomar uma atitude. No mês passado sugeri que vendêssemos a Generation.

- E Jenine recusou a sugestão?

- Sim. Acho que ele tem medo de reconhecer que esta doente.

- E como ele reagirá quando você assumir o controle?

- Tio Jenine vai ficar furioso... mas, no fundo, sei que se sentirá aliviado quando superar o impacto da novidade.

Sesshoumaru pensou nas alternativas e descobriu que eram poucas.

- Percebe que nosso casamento tornou-se imperativo? Se alguém descobrir sobre a doença de Jenine, não conseguira vender a companhia nem pela metade do valor real.

- Eu sei.

Ele pôs a mão no bolso e pegou uma pequena caixa de veludo.

- Estou carregando isto comigo há alguns dias, esperando pelo momento ideal. Creio que o momento chegou. - Abriu a caixa e tirou dela um anel de rubis e diamantes entrelaçados formando um coração. Segurando a mão dela, colocou o anel em seu dedo. – Quer casar comigo, Rin?

- É lindo! – ela murmurou emocionada. – Rubi é a minha pedra da sorte.

- A minha é o diamante. Por isso escolhi esse anel. O joalheiro me contou que rubis significam devoção e integridade, enquanto os diamantes representam invencibilidade e boa sorte. Espero que ele esteja certo.

- Também representam a inocência, algo que espero vê-lo provar em breve.

- É uma combinação, Rin. Uma combinação vencedora. E então? Aceita meu pedido?

-Você sabe que sim.

- Não vai se arrepender. Juro que vou ajudá-la a cuidar de tudo. Farei o que estiver ao meu alcance para protegê-la. Prometo. – e beijou-a.

- Nervosa?

Rin olhou para a porta da sala d juiz de paz e assentiu.

- Um pouco. Mas estou feliz por termos optado por San Francisco. Eu não suportaria uma viagem até Lãs Vegas.

- Também prefiro me casar aqui, em casa. Assim poderemos celebrar nossa noite de núpcias no meu apartamento.

Céus.a noite de núpcias.

- Boa idéia. honor nos fará companhia.

- Um gato. – ele resmungou. – Era tudo que eu queria na minha lua-de-mel.

- Não é uma lua-de-mel! É...

- Uma noite de núpcias. Quase a mesma coisa. Trouxe algo para tentar acalmá-la, mas agora estou pensando que só vou conseguir alimentar seu nervosismo. Aqui esta. – e ofereceu uma caixa bem embrulhada.

- O que é? Meu Deus! Espero que não seja algo terno e sem valor. – comentou. Assim não se sentiria tão mal quando entregasse o que levara para o futuro marido.

- Receio que não. É melhor preparar-se para um daqueles momentos emocionantes que tanto detesta.

- Obrigado pelo aviso. – abriu a caixa e fechou os olhos, lutando contra a imensa emoção que ameaçava dominá-la. – Sesshoumaru! O que você fez?

Ele removeu o véu curto e delicado, uma peça com muitas décadas de existência.

- Minha bisavó fez este véu para o casamento de minha mãe. As esposas de meus irmãos não puderam usá-lo, por que optaram por cerimônias pouco convencionais. Você será a primeira.

- Esta tentando dizer que nosso casamento é convencional?

- Comparado ao de meus irmãos...

- Estou começando a ficar assustada.

- Você ainda não sabe de nada.

- Por que fez isso? Não estamos nos casando de verdade.

- Nosso casamento será real Rin. Você ainda não se deu conta disso, mas o tempo á fará aceitar a realidade. E fiz isso por que você não tem mais ninguém para cuidar de detalhes como este. – Ajeitou o véu sobre a cabeça da noiva e sorriu. – Se sua mãe fosse viva, ou a minha, tudo teria sido resolvido. – De outro bolso, retirou dois clipes de ouro e lápis-lazúli para prender o véu em seus cabelos. – Estes são novos. Comprei o par quando vinha para cá.

Lagrimas queimavam em seus olhos.

- Estou tão embaraçada! Acho que não posso mais entregar o presente que escolhi.

- Nem pense nisso! – Sesshoumaru sorriu. – Onde esta ele?

Relutante ela entregou uma embalagem pequena e redonda.

- Espero que seu senso de humor esteja intacto.

Sesshoumaru rasgou o papel e deixou escapar uma gargalhada.

- Removedor de manchas?

- Acha que vai funcionar? Perdi a conta de quantas camisas suas já arruinei com meu batom.

Sesshoumaru ainda estava rindo quando o juiz os chamou. O procedimento foi rápido, mas Rin surpreendeu-se com a emoção provocada pela troca dos votos. Quando foram declarados marido e mulher, as lagrimas corriam soltas pelo seu rosto.

- Não chore cara. Este é um momento de alegria.

- Oh, mas eu estou feliz! Muito feliz!

Tomando-a nos braços, Sesshoumaru beijou-a como se fosse realmente marido apaixonado, não um parceiro comercial selando um acordo temporário. Depois ele disse algo que a deixou em pânico. Sorrindo, com uma paixão que transbordava de seus olhos escuros, ele murmurou:

- Agora você é minha, Sra.Taishou.

Rin removeu o véu e deixou-o sobre a cômoda com uma certa reverencia. Era difícil aceitar que agora tinha um marido. Fitou-o e sentiu-se amedrontada com a firmeza daquele olhar profundo.

- Agora que estamos casados, eu assumo o comando. – disse.

Sesshoumaru ergueu uma sobrancelha.

- Como?

- Foi o que combinamos.

- Nós combinamos?

- Sim, você aceitou a condição quando estávamos acertando os detalhes de nosso acordo. E foi uma decisão sensata, se me permite comentar.

- Sem duvida. Agora vai dizer que fui pratico, racional e lógico.

- Oh, não! Essa é a minha maneira de tomar decisões. Você sempre deixa a emoção interferir no processo.

- É mesmo?

O sorriso que bailava nos lábios dele a incomodava, mas não recuaria agora. Estavam casados há poucas horas. Se o deixasse tomar o poder, estaria perdida.

- É claro que sim. Seus presentes de casamento, por exemplo. Foram frutos de uma decisão emocional. Romântica, sem duvida, mas emocional.

- Gostou deles?

- Muito.

- Queria que nosso casamento fosse inesquecível.

- Como um acordo lucrativo, você quer dizer?

- Não. – E tomou-a nos braços para um beijo rápido. – Como um casamento de verdade.

- O que esta fazendo?

- Beijando minha esposa.

- Mas... eu não disse que devia beijar-me

- É verdade. Mas também não disse que não devia beijá-la. Imaginei que apreciaria uma certa demonstração de iniciativa.

- Não sei se é uma boa idéia...

- É uma ótima idéia!

- Pretende consumar nosso casamento, não é?

- Admito que pensei nessa possibilidade.

- E se eu não quiser?

- Esta dizendo que devo parar?

Algo no tom de voz sugeria que devia tomar cuidado.

- Prefiro não tratar essa questão como uma ordem.

- Bela decisão.

- Mas tentarei demove-lo do propósito. Precisa entender que não há nada de prático nisso... não existe uma razão concreta para dormirmos juntos. Em termos comerciais, o que teríamos a lucrar?

- Se pensa assim, não dormiremos juntos.

- Não?

- Não. Apenas faremos amor.

Antes que pudesse reagir, ele a empurrou na direção da cama, onde fez com que se sentasse. Ajoelhado a seus pés, segurou seu rosto entre as mãos.

- Confie em mim Rin.

- Eu confio.

- Então admita que estamos vivendo algo muito mais intenso que um simples contrato. Pela primeira vez na vida reconheça que existe um momento em que temos de viver as emoções. E este é o nosso momento.

- Não... não era isso que eu queria. Planejei um casamento para salvar minha empresa, não para sentir... – era difícil conter as lagrimas. – Eu não devia sentir nada por você.

- Então, por que me escolheu? Por que não se casou com outro homem qualquer? Alguém que assinasse um acordo pré-nupcial e partisse sem fazer alarde logo que você assumisse o controle da Generation?

- Por que não confiava em mais ninguém. Só em você.

- Esta falando serio?

- Contratei um detetive para investigá-lo Sesshoumaru. Assim que li aquele relatório e tomei conhecimento de todas as injustiças praticadas contra você, soube que era o homem mais digno e honrado que poderia encontrar.

- E eu tenho certeza de que jamais desejei outra mulher como desejo você.

Tensa, Rin esperou que ele desse o próximo passo. Era inútil continuar negando. Sabia o que queria e não se deixaria enganar por um pacote de mentiras criadas para confundir e causar sofrimento. Não usaria a capa dos sentimentos para disfarçar o desejo. Precisava dele, mas nem por isso perdera o controle.

Respirando fundo, disse:

- Se me beijar, aposto que posso despi-lo em tempo recorde.

Ele sorriu.

- Nesse caso, o que estamos esperando?

Rin cumpriu a promessa. Sesshoumaru também era rápido, e em pouco tempo estavam nus e excitados, trocando caricias que alimentavam o desejo e conferiam imenso prazer.

- Me ame Sesshoumaru. – ela suplicou com voz rouca, tomada pela paixão incontrolável. – Agora!

- Como parceiro comercial ou como marido?

- Como marido. Como o homem a quem confio todos os meus segredos.

E ele atendeu de imediato. Enquanto penetrava em seu corpo e executava uma dança mais antiga que o mundo conhecia, Sesshoumaru murmurava palavras que a enlouqueciam, acariciando e beijando, provocando e saciando.

- Eu quero mais...- ela implorou com desespero.

- Por quê?

- Por que...

- Fale cara...

Rin balançou a cabeça com ar confuso. Por que ele não a levava ao clímax? Por que insistia em conter-se? Por que não acompanhava na busca da satisfação das necessidades?

- Por favor... não entendo o que quer...

- Quero que se entregue por completo.

- Mas eu estou... você sabe que estou me entregando.

- Não. Sei que tem medo, e por isso tenta conter-se. Se entregue.

- Não entendo. O que quer de mim? Fale e terá.

- Quero sua rendição. Disse que confia em mim. Então se entregue sem restrições. Renda-se. Eu a protegerei. Juro!

Rin o abraçou e acompanhou-o naquela dança primitiva e elementar. Mas, durante todo o tempo, lutava contra a exigência, tentando preservar uma parte dela que nem sabia identificar. Quando o clímax chegou, forte envolvente e explosivo, toda intenção de controle desapareceu de sua mente.

- Sesshoumaru! – Era um grito de rendição, e ambos sabiam disso.

Então ele a acompanhou no mergulhou para o mundo das sensações, fundindo corpos, almas e corações.

Não havia mais como negar. Alarmada, Rin se deu conta de que uma mudança irrevogável e profunda havia acontecido. Lutava contra o inevitável, mas jamais poderia vencer aquela batalha em particular. Por isso desistiu e abriu mão do controle. A empresaria lógica que mantinha o controle de tudo deixara de existir. No lugar dela desabrochava apenas a Rin, e havia sido Sesshoumaru, seu marido, que promovera a transformação. E, naquele momento de paixão intensa e profunda, ela murmurou seu nome e sussurrou palavras que formariam fortes elos entre eles.

Havia dado a ele a mais doce das promessas... sua rendição incondicional e seu amor.

Meninas espero que tenham gostado.

Muitos beijos:

Patysaori

Dinda – flower

rai

Kuchiki Rin

Acdy-chan

tenshiraissa

Francine

Linn-chan

Ayaa-chan

Se esqueci o nome de alguém me desculpem, dá legal.