Capítulo 10 – Medo dos próprios sentimentos
Jared e Jensen respiravam ofegantes. Seus sentimentos finalmente afloraram e ambos compreendiam o significado do brilho que viam em seus olhos. Era como se o tempo e o espaço não existissem e a sensação de reencontro preenchesse-os, aquecendo o fôlego de suas vidas.
De repente, em um ímpeto de medo, o loiro acordou para sua própria realidade: um homem descompromissado, de baladas noturnas e que gostava de sair com mulheres que lhe ofereciam diversão e prazer. Não era homofóbico, mas também não era gay. Então por que havia beijado o seu melhor amigo? Havia algo errado com a lógica de Jensen e em sua mente buscava uma justificativa para o seu ato, escondendo dentro de si os reais motivos para o que acontecera minutos atrás.
Assustado, recusava-se a admitir o que sentia pelo garoto. Julgou-se um aproveitador da carência dele e culpou o clima do momento por seu próprio ato.
Quebrou em seguida o contato visual que lhe permitia ver no fundo daquele olhar jovial, o sentimento pulsante e forte chamado amor.
- Desculpe-me Jay, por favor! – Falou sem olhar em seus olhos.
- Desculpe-me? Por quê? – Perguntou o jovem surpreso, ainda nos braços do amigo.
- Como por quê? Eu me aproveitei de você, meu melhor amigo, minha responsabilidade! – Falou com indignação voltando a encará-lo nos olhos.
O moreno não disse nada. Olhava-o incrédulo. Como ele pedia desculpas por algo de comum acordo? Viu o brilho em seus olhos, sentiu a intensidade com que o beijara e a força do seu abraço, pedir desculpas não era o que esperava, mas uma declaração sobre o que sentia, afinal. Estava desnorteado e pela primeira vez desde que o conheceu, sentiu-se só mesmo estando em sua companhia.
- Jared... Jensen... Vocês estão bem? – A voz de Traci ecoou distante.
Ouviram o barulho de galopes. O mais velho desceu do cavalo deixando Jared sentado. Ajudou-o a se acomodar melhor na cela, segurou as rédias e guiou o puro sangue ao encontro dos amigos.
Jason praticava hipismo. Ao avistar a égua que o jovem montava correndo desenfreada, seguiu-a e conseguiu dominá-la. O rapaz a conduzia e acompanhava os outros. Vinham a procura dos dois amigos deixados para trás. Temiam que um deles estivesse ferido.
Quando os encontraram, Kane, Steven e Jason desceram de seus cavalos tocando-os e perguntando sobre suas condições físicas. Traci, no entanto, ao olhar seus rostos percebeu que havia acontecido algo e que as consequências disso não eram vistas em seus corpos, embora ela as via pela maneira que seus dois melhores amigos evitavam se olhar.
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Ao retornarem a casa de campo, já era noite e quando os cavalos foram guardados, a morena pediu a Ackles que a ajudasse com as montarias. Jared, confuso com os acontecimentos daquele fim de tarde, foi para o seu quarto enquanto os outros rapazes adentraram a casa comentando para Hellen e Jim o heroísmo do loiro a quase uma hora atrás.
No estábulo, enquanto o loiro guardava as celas, sua amiga resolveu ser direta sobre o assunto que vinha protelando para acontecer:
- Jen aconteceu alguma coisa entre você e o Jay? – Olhou-a assustado. Temia que ela tivesse presenciado a cena do beijo.
- Cla-claro que não. Que pergunta é essa? – Gaguejou ao falar, pois não conseguia esconder o nervosismo.
- Você não me engana, Jen! – Eu vi confusão nos olhos dele e senti o seu medo quando os rapazes e eu os encontramos. Você pode até ter enganado os outros, mas a mim você não engana. Vamos! Desembucha!
- Eu não sei do que você está falando e essa conversa não tem fundamento! – Exclamou com raiva.
Jensen soltou as montarias, deu as costas a amiga e caminhava para a saída quando a pergunta dela o pegou desprevenido:
- Está acontecendo algo além de amizade entre vocês dois?
- Por Deus, Traci! Ele é só o meu melhor amigo. Entenda isso!
Virou-se para ela e aumentou o tom de voz ao falar. Seu rosto era puro desespero e esse detalhe não passou despercebido pela mulher.
- Eu não acredito! Então minhas suspeitas estavam corretas...
- Que suspeitas? – Perguntou curioso.
- Vocês dois se apaixonaram um pelo outro.
Ela simplesmente falou com convicção e sem dar um mínimo de atenção a cara de pânico do loiro.
- Nunca mais repita isso! Principalmente em voz alta. – Falou calmo, mas irritado.
- De que você tem medo? De finalmente ter encontrado o amor de sua vida ou do fato dele ser homem? Hein? Responda-me?
Não adiantava. Conhecia a garota e se continuassem a conversar sobre esse assunto, demorariam o suficiente para alguém os procurar e ouvir o conteúdo da conversa. Decidiu que o melhor era deixá-la com seus devaneios porque não estava apaixonado por Jared e não o desejava como homem. O fato de tê-lo beijado não implicava em paixão, tão pouco, amor. Dizia para si o tempo todo. Porém, o que Jensen não sabia, era da dor que causaria a si mesmo e ao moreno por lutar contra algo que já estava marcado para acontecer.
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Ele olhava o teto na escuridão do quarto. O frio da noite se fazia presente, então se mantinha aquecido embaixo do edredom. Estava pensativo. Quando subiu, Jared tomou um banho rápido, vestiu o seu pijama e guardou as roupas usadas à tarde em sua mochila. Seus pertences já estavam organizados para retornarem a Los Angeles.
Não desceu para o jantar. Queria poupar-se de responder a perguntas sobre o que aconteceu durante o passeio porque isso remeteria à lembrança do beijo que o amigo lhe deu. Era difícil compreender o que tinha se passado. Afinal, seu amor era correspondido ou estava só com esse sentimento? Perguntas sem respostas que alimentavam suas incertezas, tirando-o do caminho seguro que a presença do mais velho significava em sua vida. Conversaria com Katie ao retornarem. Sua amiga tinha sempre as palavras certas e na hora certa. Estava tão concentrado em suas indagações que se assustou quando ouviu o barulho de passos se aproximando do seu quarto. Fingiu estar dormindo. Havia decidido não conversar com mais ninguém aquela noite, principalmente com Jensen.
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A conversa com Traci havia demorado mais do que ele esperava. Há mais de meia hora tinham retornado ao casarão e todo esse tempo sua melhor amiga o bombardeou com perguntas e suposições infundadas, mas ao mesmo tempo em que pensava assim, sentia sua alma machucar diante de tais pensamentos, como se profanasse algo sagrado. Deus! O que estava acontecendo? Não podia e não devia estar apaixonado por Jared... E em sua mente, repetia isso incessantemente. Talvez se continuasse a repetir, daria credibilidade a seus pensamentos. Pensava isso enquanto subia as escadas rumo ao andar de cima.
Ao abrir a porta do quarto que dividia com o jovem, viu-o dormindo coberto pelo edredom. Sorriu com a imagem. Aproximou-se calmamente para não acorda-lo. Verificou sua pulsação e temperatura. Estavam normais. Subiu mais o tecido que o aquecia. Seguia mesmo ritual de cuidados, desde que chegaram. Ficou preocupado porque certamente ele não tinha jantado, mas não iria acordá-lo. Deixaria-o descansar e descansaria também. Quando acordassem, pediria a Hellen que preparasse um lanche reforçado para ambos. Continuaria a cuidar dele, era seu melhor amigo. Só esperava que as consequências do seu ato não murchasse o sorriso daquele doce menino. E entre medos e preocupações o loiro adormeceu sem saber que ao seu lado, o jovem o olhava sem compreender essa "apenas amizade" devotada.
Acordaram com alguém batendo forte na porta. Jensen reconheceu a voz do senhor Beaver e rapidamente a abriu. Eram quatro da manhã e todos estavam atrasados em duas horas para o retorno a Los Angeles. O caseiro saira pela casa acordando todos enquanto sua esposa preparava o desjejum. Sabia que eles não teriam tempo para se alimentar ao retornarem a suas casas.
Quarenta e cinco minutos depois pegavam a estrada graças as suas bagagens estarem prontas desde a tarde.
Ackles sentia-se angustiado. Desde o café, Jared lhe falava somente o necessário. Enquanto dirigia, puxou conversa, perguntando sobre sua medicação, mas as respostas eram sempre monossilábicas e mesmo quando ele lhe lançava um sorriso, não era a mesma coisa pois não via o brilho em seus olhos, tão pouco as covinhas faziam-se presente em suas bochechas.
"Droga! Por que eu fui fazer aquilo" – Jensen se perguntava diante da quietude do moreno.
Chegaram às sete e trinta da manhã na cidade de Los Angeles. Como se depediram uns dos outros na casa de campo, cada um seguiu por caminhos diferentes. O loiro levou o moreno para o seu apartamento. O clima entre eles permanecia o mesmo. O mais velho achava que sua atitude de deixar de lado o que aconteceu, resolveria a questão sobre o beijo, enquanto o garoto queria entender o porquê do seu melhor amigo agir assim. Precisava entender, tinha consciência do amor que sentia, mas estava no escuro quanto ao outro. Esperaria e na hora certa teriam a conversa que precisavam para todas as suas dúvidas esclarecer.
Jensen estacionou o carro em frente ao condomínio onde Jared morava. Ao descerem, ele o ajudou carregando a sua mochila enquanto pegavam o elevador. Falavam coisas esporádicas apenas para quebrar o clima constrangedor.
Ao chegarem, o jovem pôs-se a frente e girou a chave na porta, mas percebeu que ela estava destrancada. Ele havia verificado duas vezes a fechadura antes de viajar. Olharam-se assustados. Ackles tomou a dianteira e abriu a porta sorrateiramente. Pdalecki o seguia. Passou a vista pelo lugar avistando deitado sobre o sofá, um homem loiro com cabelos tão curtos quanto o seu. Vendo a cena, o garoto aproximou-se do ser adormecido e chamou alto o nome daquele que conhecia muito bem:
- Eric?
Eric Jonhson havia ligado incontáveis vezes para Jared desde sábado pela manhã. Seu pai conversara durante a semana com os dois renomados especialistas em câncer da Europa e os traria de Londres para cuidarem exclusivamente do jovem. Eram eles os doutores Andrew Strush Portman e Felip Baldrom Evaner, ambos especialistas em câncer e tumores generalizados.
Jonhson não tinha suas ligações atendidas fossem ao ligar para o apartamento ou para o celular do moreno. Resolveu perguntar a Mike, o porteiro do condomínio, constatando que ele voltaria somente na segunda-feira.
Decidido a esperá-lo, chegou às seis e trinta ao apartamento que antes dividiam e como não havia ninguém, deitou sobre o sofá macio, adormecendo minutos depois.
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- O que você faz aqui? – Perguntou o jovem com irritação na voz.
- Bom dia para você também, Jare! – O homem acordara assustado com a voz ríspida do moreno.
- Jay, ele é o Eric?
Perguntou Ackles com o semblante sério, não conseguiu esconder a raiva por aquele sujeito está ali, no apartamento do garoto.
Jonhson o olhou curioso após a pergunta. Não conseguia entender o que aquele sujeito fazia ao lado de seu namorado e nem o porquê dele o tratar com tanta intimidade. – "Ele o chamou de Jay"?
- Deixe-me apresentá-los:
- Jensen, esse é Eric Johann Jonhson e Eric, esse é Jensen Ross Ackles, meu melhor amigo. – Disse com certo desprezo ao apresentar o ex-namorado ao amigo.
- Jare só esqueceu de dizer que sou o namorado dele. - Falou aproximando-se do loiro para lhe apertar a mão.
Jensen estava impassível e não dizia nada. Olhava-o com o semblante retorcido de raiva e mesmo que não admitisse, de ciúmes.
- Então você é o herdeiro dos Ackles? Meu pai é cliente do seu, sabia? Cara, que honra saber que meu amor é seu amigo!
Falou eufórico e já estendendo a mão para o cumprimento. O que não esperava era pela atitude do loiro.
Ficou olhando alguns segundos para a mão entendida, antes de sorrir sarcástico e desferir um soco contra o homem a sua frente.
Eric foi ao chão com a força do punho de Ackles. Seu rosto antes impassível e raivoso deu lugar a uma fúria incontida e ele foi para cima do outro no intuito de deixá-lo com vários hematomas.
- Não Jen, por favor! – O jovem o olhou temeroso.
- Você ainda o defende? Havia medo e descrença em sua pergunta.
- Não é isso. Só não quero que você haja como ele. Você é melhor.
Toda incredulidade e receio sumiram naquele momento. Por frações de segundos seus olhos se encontraram e a vontade de beijá-lo novamente ressurgia no mais velho, mesmo não admitindo que o amava.
- Eu vou processá-lo Ackles! Espere a visita dos meus advogados.
A voz de Eric os trouxe de volta a realidade. Ambos olharam para o homem que urrava palavras de rancor.
- Vá embora Eric. Você não tem mais o que fazer aqui. – Disse de maneira firme.
- Como assim? Eu sou seu namorado, lembra? Eu só dei um tempo em nossa relação. Quem deve sair é esse ai? – Apontou para Jensen.
Jared o olhou pasmo e sorriu sem humor. Aquele sujeito era muito cínico. Achava que podia manipular sua vida. Isso podia ser antes, mas agora as coisas tinham se modificado.
- Você é meu ex-namorado, fazendo o favor. E "esse ai" tem nome. Além do mais a presença dele não me incomoda mais a sua sim.
O loiro olhou para Jonhson com seu típico sorriso de lado e ergueu as sobrancelhas em sinal de deboche, causando no rival uma irritação ainda maior.
- Você é muito egoísta, garoto. Você não compreende o meu sofrimento? Mesmo afastado, eu vou cuidar de sua saúde.
- Você não vai cuidar de ninguém. Quem vai cuidar dele sou eu.
Jensen que até então manteve-se afastado por pedido do amigo, não aguentou ouvir que aquele ser ia cuidar de Jared. Depois de tudo que o fizera sofrer, depois de tê-lo deixado por um medo infantil e de não ter atendidos suas ligações, retornava e impunha sua vontade? Caso ele não fosse um Ackles, esse tal de Eric conseguiria isso. Não abriria mão do moreno. Jamais!
- Jensen fique longe do meu caminho e afaste-se de Jared! – Puxou o jovem pelo pulso, sentando-o no sofá ao seu lado.
A paciência do loiro morreu com aquela atitude. Ele avançou sobre Jonhson desferindo dois socos simultâneos e ao derrubá-lo no chão, levantou-o pelo colarinho e o guiou a porta, gritando antes de jogá-lo para fora:
- Nunca mais toque nele. Nem ouse a machucá-lo. Da próxima vez eu farei muito pior. – Jogou-o e fechou a porta.
Olhou para o moreno. Ele estava de cabeça baixa, mãos cruzadas entre suas pernas e com a respiração agitada. Estendeu-lhe a mão e ao erguer o seu rosto, Jared o olhou nos olhos. Pegou na mão oferecida e deixou-se ser levantado. Recebeu um abraço acolhedor, no qual afundou seu rosto na curva do pescoço do loiro, permitindo que as lágrimas rolassem livres. Chorou em seus braços toda a dor que sentia.
Minutos depois, com a cabeça no colo do mais velho, adormeceu profundamente vencido pelo cansaço em sua alma. Jensen o levou ao quarto, acomodou-o em sua cama, retirou os sapatos e as meias e o cobriu logo depois. Saiu do apartamento, trancando-o pelo lado de fora e jogando a chave por baixo da porta.
Eric chegou em casa com muita raiva. Sinceramente, aquilo que sentia era ódio. Passou pela governanta dando socos no sofá e quase derrubou a empregada ao passar pela sala de estar. Foi em direção ao escritório do seu pai.
- Entre! – Falou Andrew Jonhson após as batidas na porta.
- Meu Deus! Filho... O que aconteceu com você?
Largou os documentos sobre a mesa, levantou às pressas e foi em direção ao filho, preocupado.
- Isso foi o Ackles, papai. Aquele intrometido. – Falou entre dentes.
- Roger Ackles? O que solicitei serviço de uma de suas empresas?
Não havia lógica naquela afirmação. Por que ele agrediria seu filho? Pensava o senhor Jonhson, espantado com o que ouvira.
- Não o Roger, papai! Jensen Ackles, o herdeiro "do trono". – Disse com ironia.
- Explique-me o que aconteceu!
E entre lampejos de raivas, esmurros nos móveis e gritos de desabafo, o homem contou ao pai tudo o que aconteceu nos mínimos detalhes.
- Eu vou matá-lo, papai. Ele pensa que vai tirar o Jay de mim. Eu jamais vou permitir isso! – Vociferou após o desabafo ao pai.
- Componha-se Johann! Você é um homem com trinta e um anos e não um adolescente. – Gritou o patriarca.
- Mas pai, ele...
- Sem mas. Pelo que entendi você pediu por essa situação. Eu não o estou chamando de santo, mas ele não é o grande errado nessa história. Você abandonou o Jared, você foi arrogante com ele e ainda quer ser tratado com flores? Por Deus, filho! A vida não é assim... Agora vá tomar um banho e trocar essa roupa suja de sangue. O doutor Lindemberg virá tratar dos seus ferimentos antes de irmos para a empresa. E nunca mais repita essa história de matar. Eu não criei um assassino. Finalizou próximo ao filho, segurando-o pelo queixo.
- Eu não vou perder o Jared, papai. – Disse com convicção antes de sair do escritório em direção ao seu quarto.
O senhor Jonhson baixou a cabeça e suspirou pesadamente antes de falar olhando para a porta aberta, no qual via seu filho subindo as escadas.
- Você já o perdeu, Eric. Apenas não se deu conta.
Respondendo aos rewies:
Patrícia Rodrigues: Eu também Patty! Adoro esse lado protetor e um pouco possessivo que mesmo o Jensen real demonstra com o Jared. Vamos ver como as coisas ficam. Um beijo, amada!
Malukita: Eu ri com o que você disse. Já passei por isso ao ler histórias que eu amo: sorrir à toa e dar pulinhos de alegria torcendo pelos personagens. Vamos ver se o Jen assume os seus sentimentos. Um beijo, linda!
Sol Padackles: Gostou mesmo da cena do beijo? Foi romântico, não foi? Será que a Traci viu? Obrigada pelo apoio e por nossas conversas pelo MSN. Um beijo e muita sorte para você.
1- Pessoal, ao ler não custa nada você mandar um rewie. Basta clicar no balão no fim da história e dizer o que achou. Fácil, não?
2- Quem desejar ler minha nova one-shot "Eu me redimo por você" Basta acessar o meu perfil ou procurar na pág. do FF, mas não esqueça de comentar.
Beijos e obrigada pela atenção de vocês.
