Cap.10 Amar sem culpa
- O que? – disse Gina – de jeito nenhum. Lílian é minha filha... Ela tem q ficar com a mãe.
- Como assim SUA filha? Vai me dizer que ela é filha de outro também?
- Será que dá pra vocês dois pararem com isso? – se exaltou Molly.
- Escuta aqui Gina, eu não vou deixar você levar a minha filhinha pra morar com Malfoy. Você está me entendendo? Se você quiser brigar por isso vamos brigar.
- Não. Harry, não vai ser saudável para Lílian que a gente brigue, está bem? Ela fica com você, pelo menos até tudo se acertar. Depois eu sugiro que ela decida.
- E vamos ver com quem ela vai querer ficar. Inclusive, vou buscá-la na Mione agora. – dizendo isso desaparatou.
- Como é que a minha vida pôde desmoronar assim mãe?
- Por culpa inteiramente sua – disse Molly saindo da sala.
Gina decidiu, então, passar o resto do dia com a pessoa que ela sabia que a acolheria com o maior amor do mundo.
- Gina – disse Draco quase com desespero abraçando a ruiva quando ela entrou em sua casa – Ah, meu amor... Meu amor... Eu te amo tanto. Eu não consigo nem imaginar o que você está sentindo com tudo isso.
- Ah Draco – disse Gina deixando escorrer uma lágrima que Draco limpou com o dorso na mão – pra completar Harry quer me tomar minha filhinha.
- Amor – disse Draco apertando o abraço – eu estou aqui com você, estou aqui para o que precisar... Se você quer lutar pela guarda da sua filha eu vou estar ao seu lado.
- Como é que eu posso lutar com Harry pela guarda dela depois de tudo o que eu fiz com ele meu amor?
- Ele não vai poder usar isso como argumento no processo se ele não quiser que todos saibam.
- Mas é tão injusto, entende? Eu já o magoei de tantas maneiras... Será que é certo eu pisar nele ainda mais? E ele é um ótimo pai, ele morreria por qualquer um dos nossos filhos, e Lílian ficará ótima com ele... É só que... ela é o meu bebê... E eu a quero comigo.
- Eu entendo você. Não quero te ajudar a tomar essa decisão, porque isso cabe somente a você meu amor. Mas saiba que eu estou aqui apoiando você em tudo... Em tudo – ele disse pegando Gina nos braços e subindo as escadas com ela.
Draco a deitou em sua cama e deitou do lado dela. Gina deitou sua cabeça no peito de Draco. Ela tinha se esquecido o quanto ele era definido. Começou a acariciar seu peito, sua barriga, seus braços, excitando-o. Draco a agarrou e deitou em cima dela, beijando-a. Beijou sua boca e seu pescoço enquanto a acariciava por baixo de sua blusa. Gina sentira todos os seus problemas desaparecerem nos braços de Draco. Ela tirou a camisa dele, expondo seu peitoral definido.
- Como você consegue ser tão perfeito? – disse Gina entre beijos.
- O engraçado é que eu ia dizer a mesma coisa – ele disse beijando-a novamente.
E eles se amaram, se descobriram de uma maneira que não tinha ocorrido da outra vez. Draco não cansava de correr as mãos pelas curvas de Gina, sentindo que dessa vez ela era realmente sua e que nada mais os impediria de serem um do outro.
Gina nunca sentira nada igual. Nenhum prazer que Harry dera a ela era como aquele. Ela e Draco funcionavam de uma maneira sincrônica, como se um soubesse exatamente o que o outro queria, o que o outro gostava.
- Eu te amo tanto – disse Draco deitando-se ao lado dela e puxando-a para si.
- Eu estou me sentindo tão culpada por estar tão feliz no meio de toda essa confusão...
- Gina – ele disse olhando nos olhos dela – você me faz mais feliz do que eu jamais achei que eu seria... Mesmo sofrendo por você sempre ter voltado correndo para Potter, cada vez que você cedia a mim eu me sentia tão... Acho que ainda nem inventaram a palavra para o bem que me fazia. No fundo eu sempre soube que você também me amava, e eu sempre tive esperanças de ter você ao meu lado sem ter que nos escondermos, sem que você sentisse culpa ou a pior das mulheres, porque Gina, você é perfeita. Você foi a mulher que me ensinou o que é o amor e me fez perceber o quanto ele me faz bem. Se você deixar eu vou passar o resto da minha vida tentando fazer você sentir por mim pelo menos um décimo do amor que eu sinto por você, e eu juro Gina, que eu vou passar o resto da minha vida tentando fazer você tão feliz quanto você me faz.
- Ah, Draco – Gina disse com os olhos marejando – porque eu não tive coragem de ficar com você quando eu engravidei do nosso filho?
- Do nosso filho – ele disse sorrindo e fechando os olhos – me faz tão bem ouvir você dizer isso, mas... Eu realmente acho que esse é um segredo que deve ficar entre os que já sabem e ninguém mais.
- Você realmente está de acordo com essa história de não contar para Tiago?
- O que eu mais gostaria era ouvi-lo me chamar de pai, você sabe disso, mas eu não posso atormentar a cabeça dele dessa maneira. Ele ama Potter, Potter é o pai dele. E eu também entendo como ele está se sentindo. Tem medo de perder o filho.
- Tiago sempre foi tão diferente dele em tudo, e Harry sempre estranhou isso tanto. Ele tem medo de Tiago saber da verdade e se identificar tanto com você que vai acabar deixando de amá-lo como pai... Mas isso nunca vai acontecer. Harry é o pai que Tiago conhece e ama, apesar de todas as diferenças.
- Eu vou fazer o melhor pra me contentar o tendo como meu enteado. E eu vou amar poder conhecê-lo melhor.
- Tenho certeza que sim... Você vai ver como ele tem muito da sua personalidade – ela disse sorrindo – Ah, e você sabia que ele é muito amigo de Escórpio? Apronta muito com ele por lá.
- Meus dois filhos – ele disse – Escuta amor... Mudando um pouco de assunto... Você pretende ficar na casa da sua mãe até quando? Sabe... Eu estou sozinho nessa casa enorme, então eu pensei... Bom...
- Eu adoraria morar com você – disse Gina abraçando-o – Até porque tenho certeza que na casa da minha mãe todos vão me olhar bem torto... Só preciso pegar o resto das minhas coisas em casa... Acho que vou aproveitar agora que Harry não está lá.
- Eu vou ficar esperando você, talvez com um jantar incrível e... Um vinho...
Gina apenas beijou-o antes de desaparatar.
"Acho que isso quer dizer que ela gostou da idéia" – pensou Draco e levantou-se para fazer o jantar.
