Oi gente? Como foi a semana de vcs? Espero que ótima a e mais tranquila que a minha hihihih!
Bem aqui esta mai um cap Super fofo na minha opinao (que é suspeita né?)kkkk
Ed e Bells estão se conhecendo mais agora e quem não acha esse Dylan um graça!
Espero que gostem flores...
CAPÍTULO NOVE
— Papai, venha ver!
— Papai, olhe, olhe para mim!
— Papai, veja!
Os chamados eram constantes, sem fim. Isabella ouviu-os toda a tarde. Ela ficou deitada no terraço, na sombra, acomodada nos travesseiros, completamente inerte. Mas, apesar do descanso físico e mental, esta va um caco. Lágrimas não cessavam de escorrer-lhe pelo rosto por mais que tentasse contê-las. Bastava olhar Dylan na praia, brincando no mar, construindo um castelo de areia, jogando futebol, todo o tempo seu rosto era puro êxtase.
Uma vez, durante o jogo, parou de repente e correu até ela, subindo-lhe no colo e apertando-a tão forte que ela mal pôde respirar.
— Mamãe! A gente conseguiu um pai! — e correu de volta a ele, Edward Masen Cullen, o homem que mais ti nha motivos para odiar.
Como poderia odiá-lo agora? Dylan sabia que ele era o pai dele. Se ela o detestasse não conseguiria dis farçar. Dylan perceberia. E isso seria terrível para ele...
Será que poderia deixar de odiar Edward?
O que vou fazer?, pensou. Em que cais irei aportar?
O cansaço a invadiu. Estava cansada demais para pensar. Tudo era muito difícil, muito confuso.
Ia simplesmente ficar ali, deitada sob o sol quente, acostumando-se com o fato de que o filho agora co nhecia o pai, um pai que queria fazer parte perma nente da vida dele. Um pai que estava disposto a ser civilizado com a mãe do filho.
Os olhos pousaram nos dois jogando bola. Dylan ria e chamava Edward...
Edward, vestido com calça esporte e camisa pólo, o cabelo negro despenteado, o rosto melancólico ani mado.
Sentiu um buraco no estômago. Fechou os olhos. Edward só existia como pai de Dylan. Nada mais. Nada mais. Precisava ter isso em mente.
— Hoje — disse Edward — vamos sair de barco para uma praia escondida na ilha.
Os olhos de Dylan brilharam como estrelas. O me nino até deixou o café-da-manhã de lado.
— Um barco? — repetiu, interessado.
Edward olhou para Isabella. Ela ficou assustada.
— É seguro e vamos usar salva-vidas.
— Mamãe! Por favor!
O instinto maternal a induzia a recusar. Barcos na vegavam no mar e crianças podiam se afogar no mar. Mas Dylan parecia tão animado...
— Bem, eu... — hesitou.
— Sim, sim, sim! — Dylan pulava na cadeira.
— Estou surpreso por ter tanto medo do mar — co mentou Edward —, considerando que seu pai desenha va iates. Você nunca passeou de barco com ele quan do criança?
— Não convivi muito com meu pai. Minha mãe pediu o divórcio quando eu tinha mais ou menos a idade de Dylan. Ela vivia em Oxfordshire, bem longe do mar.
Não queria falar sobre a infância com Edward. Na verdade, não queria lhe falar nada, embora ele conti nuasse falando com ela. Ele tinha feito isso no dia an terior, na presença de Dylan. Falando com ela de for ma casual, como se nunca lhe fizesse acusações as querosas.
Pelo menos Dylan estava lá, sem perceber a ener gia estranha entre as duas pessoas que, embora não de forma intencional, o trouxeram ao mundo. Ele aceita ra a chegada do pai em sua vida com uma alegria in fantil, como se Papai Noel tivesse chegado.
Para ela era mais difícil aceitar. E no lugar da ex-citação, havia tensão.
Não conseguia lidar com a idéia de ele ser civiliza do. Que ele deliberadamente tentasse fazê-la partici par da conversa.
Mesmo enquanto as palavras se formavam em sua cabeça, ela sabia que não podia agir assim. Apesar das ressalvas, sabia que ele estava certo. Pela felici dade de Nicky, deveria tentar colocar de lado a hosti lidade como ele estava fazendo. Mas era difícil es quecer algo que a acompanhava havia cinco anos.
Ainda assim ali estava ela, respondendo às per guntas como se aquelas discussões horrorosas nunca tivessem ocorrido.
Uma ruga lhe surgiu na testa.
— Sua mãe não gostava que você saísse com seu pai?
Havia um quê de apreensão na voz dele.
— Pelo contrário — respondeu na defensiva, não gostando de ouvir críticas à mãe. — Meu pai não ti nha muito tempo para mim. Ou para ela. Ou para nada, exceto para seus barcos. Então, não, eu não ve lejava quando criança. Fiz um curso básico porque achei que isso seria do agrado de meu pai, mas...
Ficou em silêncio. Por que cargas d'água estava contando a Edward suas tentativas idiotas de fazer com que o pai se interessasse por ela?
— E? — incitou-a a continuar.
— Ele não respondeu à minha carta contando que eu recebera um certificado com menção honrosa. En tão não prossegui.
— O que você estudou, afinal?
— Contabilidade. Muito chato. Mas eu sabia que me possibilitaria arranjar um emprego. Mamãe nunca teve muito dinheiro. Papai sempre atrasava a pen são...
— Você é contadora? — perguntou, demonstran do surpresa.
— Sou. Depois que minha mãe morreu, procurei meu pai e comecei a trabalhar para ele, para ajudar a tocar a empresa. Percebi como a situação financeira era ruim e sabia que a única maneira de salvá-la era encontrar um investidor, um comprador ou um sócio. Foi por isso que procurei a MML. Eu lhe contei isso.
— Você nunca me contou que era contadora.
— Que diferença faz saber minhas qualificações profissionais? — rebateu.
— Precisa perguntar?
Olhou para ela de um jeito estranho, com ar de avaliação. Isso a perturbava.
Levantou-se e segurou a mão de Dylan.
— Hora de escovar os dentes.
Ele levantou-se da mesa e a seguiu relutante.
A viagem de barco foi uma enorme aventura para Dylan. Preso entre as pernas do pai, ele pilotava, as mãos cobertas pelas de Edward. Sentada na popa, Isabella se segurava apreensiva, o corpo doendo quando o barco subia as ondas.
Mas a alegria e a excitação de Dylan faziam com que valesse a pena, bem como o local de destino.
Era mesmo uma praia escondida. Do mar, era qua se imperceptível. Mas perto dos penhascos, via-se uma praia pequena e linda, com areia muito branca e água azul-turquesa.
— Nós vamos mergulhar — disse Dylan. — Eu e meu pai!
Edward jogou a âncora e pulou na água que batia-lhe nos joelhos. Pegou Dylan e o deixou na praia, a uma pequena distância. Depois voltou para o barco. Estendeu-lhe os braços.
— Posso me virar — disse Isabella imediatamen te. Mas quando se levantou, insegura, o barco balan çou e instintivamente ela segurou o objeto sólido mais próximo: Edward.
Segurou-o oscilando, apavorada. Em uma ação rá pida, ele a pegou pelo braço. Por um momento fugaz, sentiu-se protegida. Depois, ficou completamente rí gida, como se tivesse se transformado em um pedaço de pau.
Edward caminhava na água em direção à praia, o duro corpo nos braços.
Thee mou, ela não tinha se comportado assim na noite em que ele a carregara no colo até a cama! Pelo contrário, ela se entregou, suave como o mais macio veludo.
Não, não fazia sentido pensar nisso. Era a última coisa de que queria se lembrar.
E Isabella era a última mulher no planeta pela qual queria sentir atração. Porém, não havia motivo para ela ter um ataque a cada vez que a tocava.
Ele a colocou na areia e ela afastou-se rapidamen te. Ficou ocupado trazendo o que precisavam e ar mando uma barraca na sombra da rocha. Dylan saltitava, excitado.
— Venha, papai! — Começou a mexer na sacola do equipamento de mergulho.
— Cuidado! Isso, primeiro os pés-de-pato.
Isabella olhava-os, sentada em uma toalha. O co ração começava a desacelerar. Ela havia tirado o co lete salva-vidas, mas Edward e Dylan ainda os ves tiam. O olhar continuou a seguir Edward. Os ombros e o peitoral pareciam mais largos na camiseta de man gas curtas. Ela sentiu aquele antigo tremor. Sentiu, por um segundo, o braço protetor que a carregou até terra firme.
Um sentimento estranho, vasto e completamente ilógico de perda a invadiu. Como se perdesse algo muito precioso. Isso era estúpido! Ela nunca tinha tido Edward.
Ele apenas a tinha possuído, divertido-se com ela e a descartado. Ele nunca tivera intenção de nada além de uma noite apenas. Para ele, não significara nada além disso. Não devia se esquecer disso.
— Ele está muito pesado? — perguntou Edward, apontando para Dylan, que, exausto pelo passeio de barco, pelos mergulhos e pelo farto piquenique pre parado por Maria, dormia no colo de Isabella.
Edward estava esticado na toalha de praia com ar de tigre, a camiseta moldando o físico, as longas pernas nuas esticadas, flexíveis e musculosas, os pés descal ços.
— Ele nunca está pesado — sorriu Isabella, olhando para o filho adormecido, cheia de amor. A mão acariciou o cabelo de seda.
Os olhos de Edward brilharam.
Como ela mudava quando sorria... O sorriso ilumi nava-lhe o rosto. Tornava-o brando. Pegou-se analisando-o quando ela olhou para Dylan. A palidez ha via desaparecido. Agora ela apenas parecia esbelta, não magra. Nem a pele parecia doentia. O calor do sol mediterrâneo deixara-lhe um tom de mel no rosto. O céu brilhante tornou seus olhos mais azuis tam bém, e não mais desmaiados.
Na verdade...
Ele reorganizou o catálogo mental. A aparência fí sica de Isabella era completamente irrelevante. Ela era a mãe do filho dele. Nada mais.
E uma contadora?
Ficou pensativo. Naquela noite quando dissera que queria falar com ele em particular, falara como contadora do pai?
Eu posso checar. Há registros das pessoas que têm qualificações profissionais.
Porque se fosse verdade, talvez sua alegação de ino cência quanto à acusação fosse justa. E se fosse justa...
Novamente estancou os pensamentos.
Não. Mesmo se ela se oferecesse em uma bandeja para amaciá-lo, isso não a eximia da culpa. Ainda as sim, ela era culpada por manter o filho longe do pai. Era cruel, vingativa.
— Como ele era quando bebê? Você tem fotos? Rhianna levantou os olhos. Havia uma expressão curiosa no rosto de Edward. Reservada, quase fecha da. Era ansiedade, percebeu. Algo a espetou lá dentro e se deu conta do que era: culpa.
Culpa por ele nunca tê-lo visto quando bebê. Cul pa, pois os anos perdidos nunca seriam recuperados.
— Algumas — respondeu, sentindo-se envergonhada.
— Eu... eu... gostaria de vê-las um dia.
Edward Cullen hesitante? O rico, poderoso, domi nador e exigente Edward Masen Cullen? Um homem que ti nha tudo que queria a um simples estalar de dedos?
Um homem que não tinha lembranças do filho bebê...
— Elas... estão em meu apartamento. Mas não são muitas. Ele... ele era um bebê muito sereno — fez uma pausa. — Não dava nenhum trabalho, graças a Deus. Meu pai... — engoliu em seco — bom, ele não estava bem, e eu tive que fazer empréstimos.
— Ele ficava incomodado com Dylan?
Ela olhou para o mar, vislumbrando o apartamento apertado, onde ela, Dylan e o pai moraram.
— Sim — respondeu, e não percebeu a ponta de amargura ao falar. — Meu pai se ressentia de qual quer coisa e de qualquer um que se interpusesse entre ele e o trabalho.
— Você sente falta dele?
— É horrível dizer, mas não sinto. Ele não se im portava com minha mãe, comigo ou com o neto. Então por que alguém se importaria com ele? Eu... fiz o que pude por ele. Tudo que podia fazer. Mas nunca era o suficiente. Eu nunca pude lhe dar de volta a única coisa que amava: a empresa. Então, depois de um tempo, acabei deixando tudo para lá. Eu tinha Dylan, e isso era o suficiente. E a felicidade de Dylan é o único motivo de minha presença aqui. Você fez Dylan feliz...
A voz vacilou. Houve um longo silêncio.
— Por que você chorou quando eu contei a ele que era seu pai?
Ela tremeu os lábios.
— Fiquei feliz por ele. Você fez... você fez... — Deu um suspiro e levantou a cabeça. — Você fez bem, a ele. Eu... eu fiquei surpresa. Você realmente pare ce... se preocupar com ele.
— Por que você achou que seria diferente? — dis se Edward devagar. — Você achou — os olhos dele encontraram os dela — que eu seria como seu pai?
O clima ficou pesado.
A garganta de Isabella ficou seca.
— Eu... eu... — Fechou os olhos. — Sim.
Edward a observou. Por um instante, nada disse.
Depois declarou, sereno:
— Vou amar Dylan de todo o coração, com toda a minha alma, até eu morrer. Quando o vi pela primeira vez e o reconheci como meu filho, sabia que eu nunca iria rejeitá-lo. Como... como meu próprio pai me re jeitou.
Ela olhou para ele, o rosto suavizando-se.
— Está vendo? Como você, passei minha infância e minha adolescência querendo que meu pai me amasse. Mas isso nunca aconteceu. Ele nunca me amou.
Havia tristeza na voz, e sem pensar, apenas impe lida por um instinto impossível de ser suprimido, es tendeu a mão e tocou, suave, a mão dele esticada na toalha. Imediatamente afastou-a, mas estava feito.
Entre eles, por um fugaz momento, uma energia os aproximou. Duas pessoas cujas infâncias tinham sido estragadas pela crueldade dos adultos.
De repente, Isabella teve certeza de que Dylan es tava seguro seguro com o homem que o assumira como filho e que nunca trairia o amor de uma criança.
Sentiu lágrimas brotando.
— Nós podemos, Bella — a voz de Edward era baixa, firme e comovente. — Podemos ser bons pais para Dylan. Nós o amamos e, para o bem dele, pode mos fazer isso.
Ele não disse o que era "isso", mas não precisava. Isabella sabia.
"Isso" era o que ele tinha lhe pedido: colocar de lado a raiva e a desconfiança que os dois nutriam um pelo outro para o bem de Nicky.
Com cautela respondeu, emocionada:
— Eu... eu vou tentar.
— Obrigado — disse, calmo.
Voltaram para a vila no final da tarde. Dylan acor dou revigorado e louco para mergulhar mais, nadar mais e explorar as rochas e a praia com o pai. Isabella os admirava. A forma como via Edward tinha mu dado.
Saber que a infância dele fora difícil, como a dela, tivera o efeito de mostrar-lhe porque estava tão deter minado a ser um bom pai e tornava-o mais humano. Não era apenas um homem rico e poderoso usando a fortuna para comprar os outros, mas alguém vulne rável.
O humor dela estava estranho quando chegaram. Dylan saiu correndo para procurar Renne e contar as maravilhas do dia. Edward foi tomar banho e depois para o escritório. Isabella rendeu-se aos cuidados da enfermeira.
Tomou os remédios e fez a fisioterapia, mas estava desligada. Tão desligada que ficou surpresa quando se olhou no espelho, enquanto a enfermeira lhe seca va o cabelo na penteadeira.
— Meu Deus! — exclamou, sem força. A enfermeira penteou seu cabelo como se fosse uma cabeleireira. Não que ela tivesse ido a uma nos últimos cinco anos. Não podia se dar a esse luxo e le vando-se em conta não ter uma vida social, era algo totalmente desnecessário.
Não que precisasse agora. Mas a enfermeira estava parada às suas costas, contente com o resultado que Isabella não teve coragem de dizer nada além de "Está maravilhoso!". E era verdade.
O cabelo, na altura dos ombros, virado para den tro, deixava o rosto do jeito que tinha sido havia mui tos anos.
A enfermeira sorriu, satisfeita.
Renne entrou com um estojo de maquilagem.
— Mas o que está acontecendo? — perguntou Isabella, sorrindo.
— A enfermeira Uley diz que os pacientes melhoram quando se sentem bonitos. É psicológico, mas funciona — afirmou Renne.
— Isso mesmo — disse a enfermeira. — Agora, fi que parada. Isso é parte do tratamento! — brincou.
Isabella deixou que Renne a maquilasse, lhe em prestasse um vestido de verão vermelho e amarelo, um colar e um par de sandálias.
Ao terminar, Renne deu um passo atrás.
— Uau! Você está maravilhosa!
Atrás dela, a enfermeira balançou a cabeça, apro vando.
— Está mesmo. Ninguém diria que esteve doente.
Isabella ficou aturdida. Não, pensou, ela não esta va mais doente. Estava... igual ao que era!
Ficou se olhando. Por cinco anos, sua aparência fora algo totalmente irrelevante. E ainda é.
Você não tem ninguém para quem queira ficar bo nita. Ninguém. Muito menos para Edward. Ele é o pai de Dylan. E só isso que representa para você. Só isso. Não se esqueça.
Levou o conselho a sério. Afinal, era verdade.
Mas a mudança na aparência não passou desaper cebida a Dylan. Quando entrou para dar-lhe um beijo de boa-noite, arregalou os olhos.
— Mamãe! Você está linda! - Ela sorriu.
— Obrigada, meu querido.
Ele lhe estendeu os braços.
— Quero um beijo.
Isabella obedeceu, abraçando-o apertado.
— Só posso jogar um beijo. Ou você vai ficar sujo de batom.
Dylan deu-lhe vários beijos na bochecha.
— Mamãe — disse satisfeito e deitou-se, aninhando-se no travesseiro. — Mamãe, Dylan, papai e Teddy. Abraçou o ursinho.
— Papai já me deu boa noite. Ele disse que a gente pode sair de barco amanhã de novo. Disse que posso dirigir. Disse... — A voz foi sumindo.
Isabella sentou-se ao lado dele, segurando-lhe a mão enquanto ele caía dormindo. Depois apagou o abajur, deixando apenas uma luz fraca no quarto. Fi cou sentada, a mão na dele, sentindo um amor imenso pelo filho. Depois de muito tempo, inclinou-se e ro çou os lábios de leve na testa da criança. Ergueu-se e virou-se para sair.
Ficou estática. Edward estava parado no batente. Ele afastou-se, segurando a porta para ela.
Sentindo-se incrivelmente segura, passou por ele. Por quanto tempo ele tinha ficado lá? Desde que ela desligara a luz?
Ao alcançar o hall, seguiu em disparada. O que queria era ir embora, encontrar a enfermeira e Renne e jantar com elas. Nenhuma das duas, reparou, tinha feito a menor referência ao fato de que o patrão reco nhecia abertamente Dylan como filho. Bem, pensou Isabella, as funcionárias eram discretas, boas e acei tavam o que quer que acontecesse nas ricas casas em que trabalhavam.
Os empregados da casa se comportavam com dis crição semelhante. Stavros saiu da cozinha para abrir a porta da sala de jantar, simplesmente murmurando "Kyria...", com seu educado tom habitual.
Isabella viu que a mesa estava posta para duas pessoas. Lembrou-se imediatamente da outra refei ção que tivera ali, seguida da horrível cena. Porém, tinha que colocar isso de lado, pelo bem do filho.
Sentou-se na cadeira que Stavros puxava. Edward pôs-se à sua frente. Tinha os olhos cravados nela.
Era o passado voltando à tona. Edward percorreu Isabella com os olhos. Estava pasmado.
Sim, ela estava mais velha, agora com seus vinte e tantos anos, o cabelo mais curto e o rosto mais magro. Mas ainda deslumbrante.
E finalmente vestindo, registrou, algo que não pare cia ter sido encontrado na lata do lixo. O vestido era simples, mas bem melhor do que as camisetas desbota das e as calças de algodão largas que usara até então.
O vestido até mostrava que Isabella tinha seios...
Edward observou os dois montes delineados. O decote podia ser modesto, mas o tecido modelava o corpo.
Ela teve que se controlar para permanecer parada. Queria sair correndo.
O olhar intenso dele era torturante. Malditas enfer meira Uley e Renne! Que diabos fizeram?
Elas, porém, sabiam exatamente o que tinham fei to. Transformaram-na em uma mulher, coisa que ela não era havia muito tempo. Desde que Edward havia lhe tirado a roupa e a deitado na cama... As lembranças tomaram conta dela. Viu aqueles olhos negros afogando-a no desejo... O desejo poderoso, devastador, vergonhoso renas cera. Como há cinco anos. Tentou colocá-lo em um lugar bem longe da alma. No entanto, não conseguia parar de pensar nisso, era inútil. Ela era puro mel.
Não quero sentir isso. Não quero! Não quero de sejá-lo!
Mas você o deseja. Você o deseja tanto quanto an tes... Você nunca será capaz de resistir... Nunca.
Foi tomada pelo desespero. Tinha que lutar contra os sentimentos! Não podia sucumbir ao que destruíra sua vida. Recobrou as forças e baniu a fraqueza que a possuía, levantando a cabeça e controlando o peito arfante.
A mãe de Dylan. Nada mais.
Assim como ela não era nada além disso para Ale xis.
Agradeceu o copo de vinho branco que Stavros lhe serviu. Tomou um gole, sentindo-se recuperada.
Queria correr, voar. Mas agir descontroladamente seria confessar o que estava acontecendo.
Ela não faria isso. Tinha que manter uma conversa trivial.
Disse a primeira coisa que lhe veio à cabeça:
— Obrigada por ter levado Dylan para o passeio de barco. Ele adorou!
Edward não respondeu logo. Depois, com visível esforço, disse:
— Mas foi muito cansativo para você. Amanhã vou levar vocês para velejar. Ver o quanto ainda se lembra de seu curso.
— Quase nada — falou, apressada.
— Bem, vamos ver. E com um vento leve será muito mais tranqüilo para você — retrucou Edward.
Stavros chegou com a entrada, uma bem-vinda sa lada de frutos do mar. Depois que ela e Edward se ser viram, ficou recomposta.
Parecia que Edward também. Os dois tentavam manter uma conversa cordial durante o jantar pri meiro sobre velejar, e em seguida Edward explicou as particularidades do mar Egeu: os freqüentes meltemi do verão, as súbitas tempestades, as complicadas cor rentes do mar... Porém, percebeu que ele não estava muito concentrado no que dizia. Isso a perturbou, embora não soubesse o porquê.
Não tinha mais forças para pensar a respeito. Toda energia fora gasta apenas para dar continuidade à conversa, fazendo perguntas, respondendo. Nem mesmo falaram sobre Dylan.
Apesar disso, se Dylan não existisse, não estariam sentados ali, tentando ser gentis. E pelo bem dele, ti nha que fazer isso: forçar-se a ser " normal" com ele como se fosse apenas um conhecido. Quanto mais tentasse, mais fácil seria, disse a si mesma.
E finalmente registrou, agradecida, que ele havia parado de encará-la.
Foi apenas o choque ao notar o quanto mudei. Foi só por isso que olhou tanto.
E ela devia estar contente com isso. Muito conten te mesmo. Aliviada. Na verdade, agradecida.
Suspirou e fez outra pergunta sobre velejar.
Quando finalmente chegou a hora do cafezinho, fi cou ainda mais grata. Mesmo assim, emoções me xiam por dentro. Embora soubesse agora que Dylan estava seguro com Edward, que ele estava ligado ao fi lho por fortes laços emocionais, havia uma pergunta sem resposta.
Essa civilidade não era para ela, mas para Dylan. E embora pudesse confiar nele, em relação ao filho, será que ela podia estar a salvo com Edward? Podia garantir que ele confiasse nela? Não precisou esperar muito para descobrir...
Tomaram café no terraço.
A noite estava adorável. Do mato, vinha o canto insistente das cigarras. Um vento suave agitava o Mar, as ondas batiam na areia, tranqüilas. Stavros colocara uma vela na mesa, junto com a bandeja de café. Só a luz tênue da vela e a lua refletida na areia e no mar quebravam a escuridão da noite.
— Você está com frio?
— Não. Estou bem. Está muito agradável.
Ela mergulhou no silêncio, os olhos acostumando-se à escuridão. Do outro lado da mesa, a figura de Edward tomando forma, a camisa branca de mangas compridas de gola aberta refletindo a palidez da lua.
Ela tomou um gole de café, inalando o perfume da bebida. Pelo canto do olho, enquanto admirava a pai sagem, podia ver Edward recostar-se, esticando as pernas por baixo da mesa segurando a xícara de café ainda intocado. Como ela, parecia satisfeito em ficar em silêncio. Continuou olhando o reflexo da luz nas pequenas ondas.
Nenhum som vinha da casa. Os aposentos dos em pregados ficavam do lado oposto à praia e Dylan ti nha dormido há muito.
Era um cenário sereno. Mas ainda assim, debaixo da aparência tranqüila, correntes profundas corriam. O futuro estendia-se como a noite sobre o mar. Era um véu impenetrável.
O que aconteceria? Não agora, aqui nessa ilha, mas quando ela ficasse boa outra vez. O que aconte ceria a ela e a Dylan? A incerteza a possuía.
Voltou a procurá-lo com uma expressão cautelosa dele era indecifrável.
Mas enquanto estudava-lhe o rosto, ele perguntou, baixinho:
— O que foi?
— O que vai acontecer? — questionou Isabella, com voz confusa. — Você disse querer uma reaproximação pacífica por causa de Dylan. Mas o que vai acontecer depois?
Tentou decifrar-lhe o rosto, através da sombra que lhe cobria os olhos.
Por um longo momento, ele a fitou. Ela não conse guia imaginar o que ele pensava, mas podia perceber que estava tenso.
— O que vai acontecer depois? — repetiu ele, em voz baixa. — Acho que só há uma resposta.
Deixou os olhos repousarem nela.
— Nós nos casamos.
Ultimo recado mais não menos importante: Temos leitoras Novas *-* UHUL
Sejam mais que bem vindas flores *-* E as que sempre estão aqui agradeço as marcas que deixam *-*
Ate sábado que vem!
