Disclaimer: Naruto não me pertence
Eclipse do duelo: Bom, você não escreveu outro comentário e por isso estou torcendo seriamente para que você esteja viva hahaha De qualquer jeito, obrigada pelo recadinho, fico feliz que a cena do beijo tenha te emocionado!
Grey-Gaara: Él es un dulce, ¿no? Siempre tan atento y preocupado. ¡Gracias por el recado y aquí va un capítulo más para usted! Besos.
Carol: Muito obrigada! Espero que você também goste desse capítulo, estarei esperando pelo seu tão fiel review. s2
Bela21: Oi, maravilhosa! Obrigadaaaaaaaa! Você sempre me deixa extremamente feliz com os seus comentários, eu nem sei como agradecer rs Quando eu escrevo o que eu mais quero é que quem esteja lendo realmente sinta-se dentro da história, fico maravilhada de saber que você consegue sentir isso. Eu juro que nessa capítulo não tem coração partido, só muito muito calor hahaha Espero que você goste do que eu trouxe essa semana porque foram novidades para mim também rs E não se preocupa, os papéis do divorcio ainda vão demorar muito para se tornar um problema e ainda tem muita coisa boa pela frente hahaha
Guest: Me elogiou por postar o ultimo capítulo tão rápido e agora eu demorei séculos para voltar de novo, espero que você possa me perdoar hahaha O Kankuro é a alegria da minha história, definitivamente, eu gosto de coloca-lo nesse tipo de situação kkk Olha que espertinha! Adivinhou que a Naomi estava envolvida! Quais são as suas próximas suposições? hahah Obrigada pelo recadinho e aqui vai um novo capítulo fresquinho, espero que você aproveite!
Guest: Ta aqui maaaaissss como você pediu! hahah Aproveite!
Nvoa: Eu fico extremamente feliz com comentários assim! Muito obrigada! Espero que você ainda esteja por aqui para acompanhar esse novo cap.
Misty-zune: Eu sei que as vezes eu posso demorar um pouco para postar, mas desistir jamaaaaaais! Essa fic é o meu maior bebê. hahaha Fico muito feliz que você esteja gostando. Eu sempre achei o Gaara a coisa mais fofa e é sempre bom saber que alguem concorda comigo. Se eu já sou apaixonada sem ele nem existir, imagina se eu encontrasse esse ruivo na minha frente. hahaha Aqui vai mais um capítulo, espero que você goste desse também!
NayBarbosa: Aqui está mais um! Aproveite e obrigada pelo recadinho!
NOTA IMPORTANTE: Bem, eu resolvi ousar bastante nesse capítulo. Eu sempre tive uma vontade de escrever umas cenas mais quentes, mas sempre tive muita vergonha. Finalmente resolvi colocar a vergonha de lado e saiu esse capítulo para maiores de 18 anos hahaha Eu deixo aqui meus sinceros pedidos para reviews, porque eu realmente quero saber o que vocês acharam, ficou uma merda ou posso ousar ainda mais no próximo capítulo? Por favor, me digam! Eu adoro quando você interagem comigo. Sem mais delongas, aproveitem o capítulo.
Ah! Uma dica: eu me inspirei muito nas músicas Lips on you - Maroon 5, Crazy in love - Beyoncé (versão 50 tons de cinza) e Call out my name - The Weeknd. Recomendo para playlist da ultima cena!
Castelo de Areia - Capítulo X
"Eu olho tão profundamente em seus olhos
Eu toco você mais e mais toda hora
Quando você sai eu estou te implorando para não ir
Chamo seu nome duas ou três vezes
É algo engraçado pra eu tentar explicar
Como eu estou me sentindo e meu orgulho é o único culpado
Porque eu sei que não entendo
Como o seu amor consegue fazer o que ninguém mais consegue." - Crazy in love, Beyoncé.
Sakura sempre foi uma criança que adorava ler e ouvir todo o tipo de história, principalmente os romances. Ela se deixava envolver e se colocava no lugar dos personagens, imaginando quando seria a sua vez. Quando se apaixonou por Sasuke, seus sonhos ganharam um rosto e ele se tornou o protagonista de todas as suas fantasias. Quando, de fato, se envolveu com o Uchiha, ela acreditou que aquele seria o momento que tudo o que sempre sonhou se tornaria realidade. Estar com ele era tudo o que ela desejava e o seu conto de fadas finalmente se tornaria real. Mas algo que Sakura jamais admitiu para ninguém, principalmente para si mesma é que, no fundo, ela sempre soube que faltava algo, um toque de mágica. Então, seu coração foi partido e ela sentiu cada vez mais dificuldade de acreditar em qualquer tipo de encanto.
Até estar com Gaara.
Mais uma vez, o ruivo faz o mundo a Haruno virar de ponta cabeça. Porque tudo aquilo que Sakura ouvia quando era criança, sobre como um beijo pode fazer o mundo parar de girar, um toque pode fazer seu corpo inteiro tremer e um sussurro pode roubar todo o seu ar se torna real quando está com o Kazekage.
Ele parece conhece-la mais do que Sakura conhece a si mesma.
Já se passaram três semanas desde o ataque e Sakura sente-se como se nada tivesse acontecido. Sua cura foi impecável e nenhum dano permaneceu. Nenhum dano físico, porque ela jamais poderia prever como seria difícil lidar com todas as questões burocráticas que seguiram o atentado. Felizmente, ninguém fez assim como Hiro e culpou o ruivo pelo o que aconteceu, o povo de Suna é mais compreensível do que Sakura esperava. Houve uma cerimônia de luto para os falecidos e, embora a Haruno não estivesse nada de acordo, Naomi também foi homenageada. Afinal de contas, tudo o que estava acontecendo deve ser mantido em segredo.
Assim como Sakura esperava, Gaara ativa o seu modo superprotetor no momento que a Haruno pisa os pés para fora do hospital. Foram inúmeras discussões sobre escolta e guarda-costas, mas afinal, o que coloca um fim na briga é a proposta da Haruno.
Sem seguranças durante o dia e a total proteção dele durante a noite.
Eles passam a dividir o quarto e mesmo depois de apenas duas semanas, a Haruno sente-se perfeitamente acostumada a ele, como se acordar com os lábios do Kazekage sobre os seus e as mãos dele em sua cintura já fizesse parte da sua rotina há anos.
- Bom dia. – Ela sorri sem conseguir acreditar em como é natural acordar ao lado dele.
- Desculpe acordá-la, mas está na hora.
- Sim, o hospital está-
- Não, hoje você vai tirar o dia de folga. – Ele ainda está com os olhos fechados e se move para esconder seu rosto no pescoço dela, exatamente como se acostumou a fazer todas as vezes que deve dizer algo que sabe que a deixará agitada.
- Nós já tivemos essa conversa um milhão de vezes, Gaara. Eu estou perfeitamente capaz de voltar ao trabalho e-
- Eu sei, Haruno. – Ele quase ri e ergue o rosto para olhar nos olhos verdes dela. – Eu tenho uma surpresa para você.
- Que surpresa?
- Você saberá em breve.
Ele dá um beijo rápido nela e se levanta depressa antes que Sakura possa protestar. A Haruno rola os olhos um pouco irritada, porque ele sabe exatamente o quanto ela detesta ficar curiosa.
Gaara pega uma troca de roupa e segue para o banheiro, fechando a porta atrás de si. Sakura sorri. Apesar de dormirem no mesmo quarto, há um acordo mútuo de ir com calma. Ele a respeita e sabe exatamente até onde pode ir e Sakura nunca esteve tão agradecida por conhecer alguém como o ruivo.
Ela se levanta e, como na maioria das manhãs, abre as cortinas e arruma a cama. Seria mentira dizer que ela não sente falta do sorriso de Emiko acordando-a todas as manhãs, mas também é muito bom ter um minuto para si mesma antes de começar o dia. A penteadeira que ficava no outro quarto agora está ao lado do guarda-roupas e ela senta-se para desembaraçar o seu cabelo. No dia que Shikamaru deixou Suna, deu a ela uma pulseira com um único pingente, o símbolo de Konoha. Quando Sakura começou a trabalhar no hospital, o pingente foi da pulseira para um colar e permaneceu com ela desde então. Na maioria do tempo, ela se quer lembra-se que está com ele, mas vendo o seu reflexo no espelho, não pode deixar de tocá-lo. Há muito tempo Sakura não pensa em Konoha e ela percebe que pela primeira vez, ela lembra da sua vila e não sente seu coração contorcendo-se de maneira sufocante. Seu corpo está completamente curado e perceber que a sua alma caminha para o mesmo sentido dia após dia, fez Sakura sentir-se quente e viva, completamente diferente de quando chegou em Suna.
É só quando ela ouve Gaara sair do banheiro que percebe que seus olhos estão cheios de lágrimas e suas mãos vão até eles depressa.
- Qual é o problema? – Ele percebe e se aproxima alerta e preocupado, mas Sakura sorri olhando-o através do espelho e se vira querendo rir quando vê o olhar desesperado dele.
- Eu estou feliz. – Ela se levanta para abraça-lo. – Vou ganhar minha surpresa agora?
Definitivamente nunca houve alguém que conseguisse fazer o Kazekage rir com tanta facilidade como ela fazia.
- Ainda não.
Eles se beijam mais uma vez. A boca dele está com gosto de pasta de dentes e o sabor toma conta do beijo. Suas mãos já conhecem o caminho e chegam depressa a cintura dela, ao mesmo tempo que as dela alcançam seu cabelo ruivo, úmido e com cheiro de banho. Seria impossível contar quantos beijos eles já haviam trocado ou quantos sentimentos diferentes Sakura já havia experimentado, mas beijar Gaara é sempre algo surpreendente. Ele é capaz de fazê-la sentir-se apaixonada e embriagada, quente como o deserto ou ampara e protegida como ele está fazendo-a sentir-se neste exato momento.
- Está tudo bem? - Ela responde com um aceno positivo e um sorriso.
- Eu prometo. – Mais um beijo rápido. – Vou tomar banho agora.
Não é comum encontrá-lo ainda no quarto quando Sakura deixa o banheiro e isso a deixa ainda mais curiosa. Ele está sentado e a observa terminar de se arrumar e apenas se levanta quando a Haruno dá a certeza que está pronta para descer e começar o dia. Eles saem do quarto juntos, mas ao descer as escadas, ele a para segurando sua mão.
- Sakura, eu não seria capaz de explicar o quanto sou grato pelo seu apoio depois de tudo o que aconteceu, mas você sabe, melhor do que qualquer outra pessoa que eu ainda me culpo. – Ela tenta argumentar, mas ele não dá chance. – Fiz o melhor que pude para compensar as famílias dos ninjas que morreram durante o atentado, mas por mais que eu pensasse, não consegui encontrar algo que pudesse fazer para compensar você.
- Como não, Gaara? Tudo o que estamos vivendo-
- Sim, é maravilhoso. Mas eu quero vê-la feliz, Sakura, completamente feliz. E é por isso que solicitei uma missão especial. – Ele sorri. – Uma missão de Konoha.
Sakura arregala os olhos e desce as escadas correndo, sem ao menos deixá-lo terminar de falar. Ela corre depressa para a sala de jantar com um sorri no rosto e ao atravessar a porta, seu sorriso aumenta ainda mais.
- Testuda, finalmente!
O mercado estava mais quente e agitado do que de costume, ou talvez Sakura estivesse mais entusiasmada do que esteve em meses e por isso, o mundo ao seu redor parecia mais empolgante e colorido. Encontrar Ino, definitivamente não era algo que ela estava esperando para aquele dia, mas foi a melhor surpresa que ela poderia receber. Foram apenas alguns meses separadas, mas tempo o suficiente para que a saudade as deixe como duas adolescentes bobas, caminhando por entre as barracas do mercado, de braços dados e rindo uma para outra. Suas línguas quase não funcionam rápido o suficiente para deixar extravasar toda a ansiedade e contar detalhe e novidade que perderam uma sobre a outra.
- Depois que você saiu do hospital, Shizune praticamente jogou todo o seu trabalho para cima de mim, foram semanas horríveis até nos acostumarmos. – Ino bufa e rola os olhos, fingindo estar exausta só por lembra-se daqueles dias, mas seu sorriso volta rapidamente.
- Sinto muito pelo transtorno. – A rosada sorri e empurra sua amiga.
- Nah, tudo bem, tudo está mais calmo agora. – Sakura solta-se de sua amiga e caminha distraidamente em direção a uma barraca de tecidos.
Konoha não possuía um mercado como este e por isso este é um dos locais favoritos de Sakura em toda a vila. As barracas formam um longo corredor, posicionando-se de maneira organizada sob tendas para proteger os comerciantes do Sol. Na primeira parte há todo tipo de especiarias, como ervas aromáticas e temperos. No centro vende-se tecidos, joias feitas à mão e outros artesanatos, e ao fim, diversas barracas de comida típica, geralmente cercadas por música. Todo o mercado é a principal atração turística da vila, por ser tão rico e fiel à cultura de Suna.
A Haruno sorri e quando vê entre a pilha um tecido roxo e bordado com padrões dourados. Ela tem a certeza que ele agradará a Yamanaka e por isso, o puxa e colocando-o ao redor dor ombros, lança um olhar que a loira reconhece rapidamente.
- Meu Deus, eu amo essa vila. – Ino diz chocada com a beleza e qualidade do produto.
- Eu também! – Sakura ri e isso chama a atenção de sua amiga.
- Tenho que confessar, Sakura – Começa, Ino – Eu nunca acreditei que esse seu plano maluco de vir para Suna iria funcionar, mas olha só para você!
O sorriso da Haruno se transforma um pouco e ela se inclina para segurar a mão se sua amiga.
- Eu sei que não foi fácil para você me apoiar, Ino, mas obrigada. Vir para Suna foi a melhor decisão que eu já tomei.
A loira retribui o aperto em sua mão e sorri, seu tom de voz muda, fica alegre e sugestivo, animando mais uma vez a dupla. – E toda essa mudança foi graças ao Sol de Suna, ou...
- Sim, Ino, foi o Sol, o calor, o deserto-
- E o Kazekage! – Ino ri alto e Sakura puxa o tecido para si, jogando ao redor da sua cabeça e cobrindo sua boca e nariz para esconder seu rosto repentinamente vermelho.
- Nós vamos levar este! – Ela diz virando-se para o vendedor, sem conseguir segurar sua risada também.
As duas continuam a caminhar pelo mercado até o Sol ficar insuportavelmente quente indicando o horário do almoço e por insistência da loira, elas escolhem comer em um restaurante de comida típica e autentica do deserto, de acordo com Ino, por ser a primeira vez que a Yamanaka vinha a Suna como visitante ela tinha a obrigação de viver a experiência completa.
- Mas Gaara disse que te convocou em uma missão.
- Meramente burocrática, um simples entrega de documentos. Um gennin poderia fazer isso, mas ele exigiu especificamente Ino Yamanaka.
- Para que você pudesse vir me visitar... – Sakura concluí sorrindo, enquanto as duas sentam-se
- Yep. Ele é um cara legal.
- Sim, ele é... Não acredito que ele fez tudo isso só para me agradar. – Sakura deixa escapar um sorriso que não passa desapercebido pela loira.
Ino pega o cardápio e o lê cuidadosamente, fingindo um tom casual quando volta a falar, sem erguer os olhos para a Haruno – E a quanto tempo você está dormindo como ele exatamente?
Sakura engasga com a própria saliva, sem conseguir conter o tom avermelhado em seu rosto mais uma vez. Ela ergue as mãos e as balança no ar, sem conseguir olhar diretamente para sua amiga.
- Não, não, não. Nós não estamos dormindo juntos! Quero dizer, estamos, mas não desse jeito, é só uma conveniência para me manter segura e-
Quando Sakura volta seus olhos verdes para os olhos azuis e intensos da Yamanaka eles estão estreitos e desafiantes como o olhar de quem sabe que a outra pessoa está mentindo. A rosada cobre seu rosto com uma das mãos e suspira para espantar o embaraço.
- Nós estamos... Namorando? Eu acho. Algo assim. – Ela encara sua amiga, sentindo-se um pouco confusa de repente. – É possível duas pessoas que já são casadas namorarem?
Mas a única responde que ela recebe é um sachê de sal sendo arremessado contra o seu rosto por uma loira furiosa.
- E em nenhum momento das cinco horas que acabamos de passar juntas você pensou que seria relevante me contar essa pequena novidade?
- O que? Eu pensei que você já soubesse!
- Ah, ficou bem claro quando fiquei mais de meia hora esperando os pombinhos acordarem hoje de manhã, mas eu esperava que a minha melhor amiga me contasse pessoalmente esse tipo de coisa!
- Tudo bem, fica calma, sua doida. – Sakura ergue as mãos para se defender de outro sache de sal e ri. – Nós nos aproximamos há alguns meses, mas foi preciso um prédio cair na minha cabeça para me fazer perder o medo de seguir em frente.
Ino se acalma, sabendo que o assunto ficou um pouco mais delicado.
- No começo não foi fácil, nós demoramos até conseguir uma trégua. Bem, eu ainda estava passando por um período difícil e admito que não me esforcei para facilitar nossa convivência... Mas Gaara é incrivelmente paciente. – Ela sorri e continua.
– Ele me ajudou muito, me ajudou a me lembrar de quem eu era e a reencontrar o que eu perdi. Foi assim que nos aproximamos.
- E quando você se apaixonou? – Ino provoca.
- Eu não sei exatamente... – Sakura ri, mas fica pensativa logo em seguida – Quando eu aceitei o casamento, jamais poderia adivinhar a pessoa maravilhosa que ele se tornou. Gaara é muito gentil, ninguém jamais me tratou como ele trata, ou se importou como ele se importa. Ele me aceitou sem saber no que e estava se envolvendo e lutou comigo, mesmo sem entender contra o que.
- Ele me deu a oportunidade de me abrir e entender o que eu estava sentindo, então nós nos aproximamos cada vez mais. Ele também se abriu para mim e permitiu que eu entendesse que ele também passou por muita coisa, mas soube transformar sua dor em algo bom.
- Eu me sinto forte quando estou com ele e segura, como se eu não precisasse me esforçar para preencher nenhum vazio, ou para me sentir completa, eu não... – Sakura põe a mão sobre o peito – Eu não preciso sentir por nós dois.
- Ino, você se lembra daquela conversa que tivemos durando nossa missão na Vila do Chá? – A rosada pergunta. - Você me disse que eu estava cega. Eu fiquei tão furiosa porque para mim, quem estava cega era você. Por não reconhecer que ele havia mudado e que agora ele poderia me amar.
- Então eu arremessei uma kunai contra você e quase matei a Hinata do coração. – As duas dão uma risada cumplices, mas Ino fica séria. – E disse que enquanto você estivesse com ele, jamais saberia o que é ser amada de verdade.
- Eu não conseguia ver isso naquela época, mas agora eu vejo Ino. – A Haruno suspira, sentindo sua garganta enroscar e seus olhos ficarem úmidos. – Tudo o que eu sentia foi real e eu realmente acho que, pelo menos por um tempo, o que nós dois vivemos foi verdadeiro, mas Sasuke é um buraco negro e nenhum amor que eu pudesse oferecer seria o suficiente.
- Mas não é culpa sua, Sakura.
- Eu sei, sei disso agora. Eu costumava pensar que o amor seria o suficiente e doeu demais perceber que não. – Sakura respira fundo e solta o ar vagarosamente. - Mas agora sou grata por isso, porque o que aconteceria comigo se eu continuasse amando um amor que consumia uma parte de mim?
Ino ergue sua mão para segurar a da Haruno sobre a mesa e as duas trocam um olhar sincero que deixa Sakura perceber o quão orgulhosa e feliz sua amiga está. Ino jamais imaginou que encontraria uma Sakura tão diferente daquela que deixou Konoha. Uma mulher madura e consciente de si mesma, alguém que a Yamanaka sempre acreditou que Sakura poderia ser. Se livrar das algemas de um amor tão conturbado com toda a certeza foi um processo lento e doloroso, mas olhar para Sakura naquele momento é o mesmo que ver uma borboleta sair de um casulo depois de meses lutando para sobreviver, é ver alguém que rastejou e lutou por muito tempo, mas que agora pode abrir as suas asas e voar.
- É diferente com Gaara agora?
- Meu Deus, eu nem poderia comparar! – Sakura rola os olhos, mas depois sorri. – Ele me faz muito bem, Ino.
A Yamanaka ainda segura a mão da rosada e dá um leve e cumplice aperto.
- Você o ama?
- Eu... Eu não sei. – Sakura morde o seu lábio. – Mas eu sinto que com ele isso seria possível, com ele eu finalmente poderia entender o que é amar e ser amada de verdade.
- Eu estou muito feliz por você, Sakura! – As duas dão uma risada leve, familiar e Ino se levanta, debruçando-se sobre a mesa para abraçar a Haruno.
- Obrigada, obrigada por tudo, Ino! – Elas se abraçam por alguns instantes até a loira se mover e sentar-se novamente.
- Certo! – Ino bate as mãos no ar e anima-se rapidamente – Agora vamos comer, estou morrendo de fome!
Mesmo antes de se tornar Kazekage, Gaara sempre foi um dos homens mais cautelosos que Kankuro conhecia, essa característica apenas cresceu e amadureceu quando o ruivo ganhou o seu título. Seu irmão é inteligente, capaz de prever movimentos e reagir antes que as consequências se tornem irremediáveis. Exatamente por isso, por conhecer seu irmãozinho tão bem, Kankuro faz o máximo possível para acompanha-lo em sua redenção, ajudando-o a entender e evitar que algo como o ataque de algumas semanas atrás volte a acontecer. E também exatamente por isso, os dois acostumaram a se reunir pelo menos duas vezes por semana no mesmo lugar desde o ataque.
Gaara é um homem cauteloso e Kankuro leal, uma dupla imbatível.
Mas em momentos como estes, só Deus sabe o que é capaz de acontecer quando a teimosia do Kazekage se choca com a impaciência do seu irmão.
- Gaara, eu sei que você quer entender o que está acontecendo, mas como eu já te disse milhares de vezes, eu e você não somos o suficiente. – Gaara ergue os olhos dos papeis diante de si para encarar seu irmão – Nós precisamos da Sakura.
- E eu também já te disse milhares de vezes que não vou autorizar a continuação dessa pesquisa até ter a certeza de que é seguro.
- Você realmente acha que perder seis horas por semana, presos nesse laboratório vai nos levar a alguma solução mágica? – Kankuro joga a pasta que estava segurando em cima do balcão de mármore e se afasta caminhando pelo laboratório. - Nós não somos médicos, não sabemos como a droga funciona. Não somos cientistas e não podemos decifrar os seus componentes.
- Alguma coisa nesses resultados os levaram a querer explodir esse laboratório, Kankuro. A resposta está aqui.
- Mas nós dois não somos capazes de ver, Gaara. – O moreno suspira, deixando o silencio dominar por um instante antes de voltar a falar. – Eu sei que você está preocupado, eu também estou, mas você precisa controlar esse seu medo e deixa-la voltar a trabalhar na pesquisa.
- Não.
- Gaara, isso não se resume a ela. Você está colocando todos da vila em risco! – Kankuro finalmente perde a paciência e grita com seu irmão como não faziam a muito tempo.
Mas Gaara não responde. Ele se apoia no balcão e olha para os papeis sem realmente vê-los. Todo o avanço da pesquisa que rosada conduzia está diante dele. Os relatórios e resultados, separados e catalogados pela data e relevância. As peças de um quebra-cabeças que simplesmente não se encaixavam.
- Eu estou ciente disso, Kankuro. – O ruivo diz, cerrado os punhos sobre o balcão. – Mas manter a Sakura afastada, significa evitar outra tentativa de para-la. Significa manter a vila segura.
- Não tem como você garantir isso. – Ele se aproxima do seu irmão, Kankuro de um lado do balcão e Gaara do outro. - Você precisa encontrar esses desgraçados e encerrar essa história de uma vez por todas.
- O momento está próximo.
O silencio reina mais uma vez, Kankuro de repente sentindo toda a tensão sobre os ombros do seu irmão. Ele encarra Gaara, sua expressão é pensativa e apreensiva, como o moreno havia visto poucas vezes em seu irmão.
- Qual é o problema realmente, Gaara? – Kakuro sussurra, sentindo subitamente que há mais do que o Kazekage está querendo compartilhar.
- Quanto mais eu encaro esses resultados, menos consigo entender. Não consigo dizer se é porque Naomi os alterou, ou se fomos manipulados... É exatamente isso, Kankuro. – Seu tom de voz é estranho aos ouvidos do seu irmão. – Eu não faço a menor ideia do com que estamos lidando.
E o moreno compreende. Aquilo realmente é bem maior do que ele poderia imaginar.
- Os resultados são todos contraditórios. Não consigo dizer de onde vêm ou quem poderia estar pode de trás disso. Não posso prever, não posso elaborar uma estratégia.
Gaara fecha os olhos e luta contra a vontade de descontar a sua frustação nos papeis a sua frente.
- Seja como for, Gaara, eu tenho certeza que você será capaz de lidar com eles.
- Você se lembra do que aconteceu da última vez que eu lidei com um inimigo para o qual não estava preparado? – Ele murmura, quase não ouvindo a própria voz.
- É diferente agora. Você está mais experiente, mais forte. – Kankuro caminha contornando o balcão até estar do lado do seu irmão e toca o seu ombro. – Além disso, você não estará sozinho como da ultima vez.
Eles se encaram em silêncio, até o moreno voltar a falar. – A sua própria esposa é uma ninja excepcional. Ela é forte, experiente e perfeitamente capaz.
Gaara rola os olhos, mas seu irmão continua antes que ele possa ter a chance de protestar. – Ela também é a minha família, Gaara, eu também me preocupo, mas você sabe melhor que eu do que Sakura Haruno é capaz.
- Fazem três semanas que uma bomba explodiu diante dela e ela está andando por aí como se tivesse ralado o joelho. Ela é forte, irmãozinho.
Gaara sorri porque sabe que seu irmão está certo, mas não consegue acreditar no quão irônica esta situação é. Ele passou os últimos meses tentando lembrar a Haruno de quem ela era e agora seu irmão é quem precisa lembra-lo.
- E nós precisamos dela, Gaara.
O Kazekage balança a cabeça, sabendo que não outra alternativa a não ser concordar. Aquele beco sem saída já havia durado tempo demais e se havia alguém capaz de atravessa-lo definitivamente era a sua esposa, nem que fosse no soco.
Havia muito tempo desde a última vez que a Haruno se permitiu comer até que sentisse seu estômago pesado e dificuldade para caminhar. A comida estava indescritivelmente maravilhosa, mas mesmo depois de tantos meses morando em Suna, a Haruno ainda não estava acostumada com o tempero forte e gosto marcante da comida típica de Suna. Pelo menos, Ino não haveria como reclamar de que não havia vivido a experiência completa.
As suas deixam o restaurante e caminham sem dizer nada. Ino de repente entrelaça seu braço ao da amiga e apoia sua cabeça em seu ombro, esse era um costume que as duas tinham desde crianças, o silêncio geralmente não dura muito, mas o aconchego sim. Elas caminham devagar e tão juntas quanto possível. Quem as visse jamais poderia arriscar dizer que eram irmãs, o cabelo rosa tão diferente do loiro e os olhos verdes opostos aos azuis não deixam dúvidas, mas o carinho e a intimidade que compartilham por apenas caminharem praticamente coladas deixa claro que nada mais que genética as divide.
- Quando você vai voltar para Konoha? – Sakura pergunta encarando o chão coberto de areia.
- Amanhã.
- Tão rápido? – Ela se espanta, vira-se para olha-la depressa.
- É uma missão patética, lembra? – A loira ri e balança seu corpo, envolvendo sua amiga também.
- Mesmo assim... Não foi o suficiente. – Sakura faz um biquinho e Ino separa-se dela.
- Você está indo muito bem sem mim aqui, testuda.
- Eu sei, mas eu sinto sua falta, porca.
Ino sorri e abraça sua amiga tão forte quanto na última vez que se viram. Por um instante, Sakura tem sua visão bloqueada pelo seu cabelo loiro e seus sentidos invadidos pelo cheiro de cereja, tão familiar que Sakura reconheceria imediatamente não importa quanto tempo mais passasse sem ver sua amiga. Ela se move para afastar o cabelo da Yamanaka e seu olhar bate imediatamente do outro lado da rua, mas especificamente na figura estranha que a observa.
Ao perceber que foi notado, ele se move depressa e como um vulto, desaparece na viela a sua esquerda. Sakura franze as sobrancelhas e desvencilha da sua amiga, com a ligeira sensação de que o conhece.
- Sakura?
Mas a Haruno não responde, ao invés disso, ela se atira na rua desviando depressa das pessoas que bloqueiam seu caminho, ela vai em direção a viela também. Sakura pode ouvir os chamados quase histéricos da sua amiga, mas se recusa a responder, determinada em alcançar seu alvo.
O Sol está alto no céu, mas o dia se torna noite quando ela finalmente atinge o outro lado da rua e mergulha sem pestanejar na viela escura. A primeira coisa que ela nota é um cheiro azedo e amargo, característico de lugares como este. Tábulas de madeira criam um teto improvisado entre os dois prédios e vários tipos de materiais formam casas. Conforme avança, Sakura diminui consideravelmente seu passo e prossegue com cautela, sentido diversos olhares sobre si. Há dois homens deitados em papelões há sua esquerda e sem fazer um contato visual direto, ela consegue dizer que não é quem ela procura. Mais à frente uma mulher alta e suja, fuma um cigarro apoiada na parede e Sakura percebe que aquele lugar se trata de um beco sem saída, usado por moradores de rua e pedintes.
- Você não deveria estar aqui, princesa. – A mulher a observa de cima a baixo e diz, sua voz é rouca e enrolada.
- Estou procurando uma pessoa. – Mas antes que sua companhia possa respondê-la, outra voz surge.
- O que seu marido diria se soubesse que você está em um lugar como este? – Sakura reconhece imediatamente a voz e se vira. – Porque nós dois sabemos bem o quão protetor ele é.
- Hiro. – Ele surge logo atrás dela e caminha em lentos passos até estar exatamente entre ela e a única saída daquele lugar imundo.
Não havia a menor dúvida de que entre todas as pessoas que sabiam a veracidade do ataque, o cientista foi o maior incrédulo e consequentemente, o mais assombrado pela verdade. Logo após o atentado, ele foi submetido a um interrogatório exaustante, onde foi comprovado que Hiro não fazia a mínima ideia sobre quem realmente era Naomi. Ainda que tudo tenha se esclarecido e confirmado, mesmo sabendo que não nenhum ser humano seria capaz de salvá-la, Hiro jamais parou de culpar o Kazekage pela morte da mulher que ele amava. No fim, não haviam razões para manter o cientista preso por mais tempo e ele foi solto ainda que a contragosto do Kazekage. Tudo indicava que Hiro era inocente, entretanto, ao olhar em seus olhos, Gaara teve a certeza que aquele era o olhar de quem buscava vingança e isso foi um dos maiores motivos que despertou a superproteção do Kazekage sobre a Haruno. Foram inúmeras discussões e ainda sim, lá estava ela em um beco escuro diante do homem que tanto inquietava o seu marido.
Ao vê-lo Haruno quase não o reconhece. O cientista que costumava manter sua aparência sempre tão impecável, agora pode ser confundido com qualquer outro morador daquela viela. Suas roupas estão imundas, rasgadas e Sakura nota manchas de sangue que provavelmente têm tudo a ver com o seu rosto desfigurado por cortes e hematomas. Ainda assim, ele sorri quando percebe o olhar da Haruno. Um sorriso irônico, diabólico e em seguida, vira de uma só vez o conteúdo de uma garrafa de vidro que ele carrega. É uma quantidade significável de bebida, mas ele bebe sem se importar com os filetes que escorrem pela lateral da sua boca. Mesmo distante, Sakura consegue sentir perfeitamente o cheiro que ele emana, álcool e desespero. Ao terminar de beber Hiro limpa sua boca e encara a Haruno com a expressão cadavérica. Sakura ergue os braços pronta para se defender.
- Está assustada, princesa? Porque não chama o seu herói? – O cientista tropeça nos próprios pés.
- O que significa isso, Hiro? Porque você está morando nesse lugar? – Sua expressão irônica muda depressa, ficando sombria e carregada de ódio.
- Você realmente acha que eu posso voltar para aquele apartamento vazio?
A Haruno compreende imediatamente e algo que ela deixa transparecer em sua expressão o enfurece. O cientista atira a garrafa de vidro na parece ao seu lado e ruge como um louco.
- VOCÊ NÃO TEM O MENOR DIRETO DE SENTIR PENA DE MIM! – Ele grita de repente, cuspindo e apontando para ela.
Sakura não se move, mas se mantem alerta.
- Hiro, o que você está fazendo? Você realmente acha que a Naomi gostaria de te ver assim.
- Cala essa boca, eu não quero ouvir você dizer o nome dela! – Ele ruge.
- Você não a conhecia. – O cientista dá uma risada irônica e desesperada.
- Quem você pensa que é para me dizer essa merda? – Ele dá um passo na direção dela, mas tropeça e não se aproxima mais. – Ouvir a sua voz me deixa enojado.
Ele ergue os olhos e Sakura quase não pode vê-los na escuridão, mas o reflexo de ódio e dor é nítido. – Ouvir a sua voz me lembra que enquanto você está aqui dizendo esse monte de merda, o que sobrou da minha Naomi apodrece debaixo da terra.
Essa frase parece realmente enoja-lo, Hiro luta contra uma ânsia de vomito e quando se debruça para respirar melhor, cai de joelhos. Sakura se move para ajuda-lo, mas ele ergue a mão e sua expressão é clara, exigindo que ela não ouse toca-lo.
- E eu apodreço aqui. – Ele conclui, cuspindo no chão.
- Não precisa ser assim.
- Vai embora, princesa. Aproveite o seu marido enquanto você pode. – Deveria ser um conselho, mas soa claramente como uma ameaça.
- O que você quer dizer com isso?
Hiro apenas ergue seus olhos e ainda que no chão, desprezível e em um estado humilhante, seu olhar queima.
- O Kazekage ainda vai se arrepender das suas escolhas naquele dia.
Sakura ergue o seu queixo, mudando sua postura imediatamente. Ela é uma mulher gentil e entende que Hiro não está em seu juízo perfeito, afetado pela tragédia daquele dia, mas há um limite e ameaçar o seu marido em alto e bom som, definitivamente foi ultrapassa-lo.
- Olhe ao seu redor, Hiro. Olhe para você mesmo. – Patético. – Eu sei que você está passando por um momento difícil e por isso vou fingir que não ouvi você ameaçar o Kazekage.
Ela começa a caminha, contornando-o facilmente. O cientista não se move, mas cerra os punhos e os dentes. Sakura se afasta um pouco, mas para e volta a falar sem olhar para ele.
- Você pensa que me conhece, mas na verdade não faz menor ideia do que eu sou capaz. – Sakura foca seu chakra na ponta do pé e faz o chão tremer e rachar no ponto exato onde ele está. Hiro pula surpreso e se afasta da rachadura olhando-a assustado. - Ameace a minha família mais uma vez e pode ter certeza de que saberá.
Sakura deixa a viela, de volta para o Sol satisfeita sabendo que o recado foi dado e recebido, mas ao mesmo tempo, respira fundo, temendo por apenas por imaginar Gaara realmente em perigo. Ela se recusa a olhar para trás, mas se olhasse veria o cientista encolhendo-se próximo a parede e abraçando as próprias pernas, enquanto treme e morde seu lábio com força até sentir o gosto de sangue.
- Eu sei, Naomi. Mas não se preocupe, querida, nós teremos a nossa vingança. – Ele murmura tendo a certeza de que está sendo ouvindo, ainda que não haja ninguém ao seu redor.
Gaara sinceramente não esperava encontrar sua esposa no momento que abre a porta do quarto, ainda está cedo e ele esperava que a Haruno fosse passar até a última hora do dia com a Yamanaka, mas quando ele a vê fica imediatamente mais relaxado e feliz por tê-la ali, porque o dia foi realmente longo, exaustivo e tudo o que o Kazekage deseja é descansar, sentindo o calor adocicado de sua esposa. Se o cheiro úmido que toma o quarto não é o suficiente para dizer que Sakura havia acabado de sair do banho, o roupão que ela usa não deixa dúvidas. Seu cabelo está molhado e embaraçado, indicando que ela definitivamente havia acabado de deixar o banheiro e sua expressão surpresa diz que ela não também não esperava vê-lo tão cedo. Nos primeiros dias, quando começaram a dividir o quarto, encontrá-lo de supetão vestindo nada mais que um roupão branco seria o suficiente para deixá-la corada e envergonhada, mas Sakura mal se move e continua diante do guarda-roupa, procurando o que vestir.
- Você chegou cedo hoje, está tudo bem? – Ela pergunta sem vira-se para encará-lo e puxa um vestido roxo, mas o devolve rapidamente.
- Sim, apenas uma dor de cabeça. – Gaara diz suspirando e sentando em sua cama, mas algo em seu tom de voz faz a Haruno deixar as roupas e caminhar até ele. – Está tudo bem, não se preocupe.
- Desde quando um dor de cabeça é o suficiente para te fazer parar de trabalhar? – Pergunta Sakura, segurando o rosto do marido entre suas mãos e forçando-o a olhar para ela.
Gaara apenas suspira e coloca seus braços ao redor da cintura dela, segurando-a e a impulsionando em sua direção para que ele possa afundar seu rosto em sua barriga. As pernas nuas da Haruno roçam as suas, como na noite que trocaram seu primeiro beijo e ele sente os músculos dela enrijecerem e depois relaxarem como em todas as vezes que o ruivo arrisca realizar um movimento mais ousado. As mãos dela fazem um carinho aconchegante em seu cabelo vermelho e Gaara sente vontade de suspirar. Como é possível sentir-se tão subitamente relaxado apenas por estar perto dela? Isso faz o Kazekage questionar-se a influência da rosada sobre ele. Não era nenhum segredo que Gaara estava mais envolvido com Sakura do que ele jamais esteve, mas em instantes como estes, ele sente seu coração se contorcer e seu estômago gelar, pensando sobre o quão assustador é estar completamente rendido. Mas então ele sente a Haruno descer suas mãos, correndo-as sobre seu pescoço e depois para dentro da sua camisa, massageando cada músculo, relaxando-o com o seu calor e Gaara consegue simplesmente esquecer qualquer questão que o estava preocupando.
- Melhor? – Ela sussurra e a sua voz é suave, mas o suficiente para despertá-lo.
- Sim, obrigada. – Sakura sorri. – Eu também não esperava te encontrar em casa.
- Bem, espero que você não encare isso como uma cilada, mas... – Sakura ri e caminha pelo quarto de volta até o guarda-roupas. – Ino decidiu que quer te conhecer melhor, por isso decidimos que jantaríamos aqui em casa essa noite.
- Como você sabia que eu estaria aqui?
- Eu não sabia, mas agora que está... – Ela lança seu sorriso profissional, exclusivo para quando quer convencê-lo de alguma coisa.
Gaara sorri de volta e Sakura comemora feliz porque sua tática sempre funciona.
- Nunca vi você demorar tanto tempo para escolher o que vestir. Devo usar o traje completo de Kazekage?
Ela rola os olhos, mas ri. – Não se preocupe, para sua sorte eu sou especialista em escolher um look aprovado por Ino Yamanaka.
- Parece um trabalho difícil. – Sakura não olha para ele, mas pode ouvi-lo desabotoar o seu colete, tirá-lo e pendurá-lo como faz todos os dias antes de entrar no banho.
- Você não faz a menor ideia. – Ela diz, ouvindo rir e fechar a porta do banheiro, deixando Sakura sozinha questionando a si mesma sobre quando haviam adquirido tanta intimidade.
Mais cedo, quando deixou o quarto em direção a sala de jantar usando um vestido de flores amarelas, Sakura tinha a certeza que escolheu uma roupa viva e alegre para combinar com o seu espírito naquela noite, mas horas depois, quando tropeça em seus próprios pés e cai ao subir escada, com a certeza não era dessa maneira que ela imaginou a primeira vez que seu marido veria sua roupa íntima, Sakura xinga a si mesma pela sua infeliz escolha.
- Eu sabia que aquelas duas últimas doses de Sake seriam uma péssima ideia. – Gaara tenta usar um tom de voz irritado, mas falha miseravelmente quando Sakura morde seu lábio inferior para evitar que sua risada escape. – Se machucou?
Ela não responde, apenas acena com a cabeça e aponta para o seu quadril. O Kazekage suspira e se abaixa para ergue-la no colo.
Seria difícil dizer exatamente quando a situação começou a sair do controle, mas se tivesse que apostar, Gaara diria que foi no momento que Kankuro foi até a cozinha e voltou com duas garrafas de Sake. Apesar do estado em que sua esposa, seus dois irmãos e hóspede se encontravam, Gaara não consegue deixar de sorrir, sabendo que acabou te der uma das melhores noites da sua vida. O ruivo jamais imaginou que veria sua irmã mais velha, sempre tão séria e controlada se render a uma garrafa de Sake, mas seu ponto fraco ficou claro quando Ino começou a fazer perguntas claramente invasivas sobre Shikamaru Nara.
Ino definitivamente revelou-se uma convidada ousada. Mesmo antes do álcool, suas perguntas eram certeiras e audaciosas, mas ficou claro para o Kazekage que a Yamanaka nada mais queria do que a certeza que sua amiga tão amada estivesse bem e feliz, isso foi o suficiente para convencer Gaara a entrar no jogo, jogo que a própria loira admitiu que ele sabia bem como jogar. No fim da noite, Ino sabia mais sobre o casal Sakura e Gaara do que qualquer outra pessoa. Mais tarde, felizmente, Gaara pode descobrir que além de atrevida, Ino Yamanaka é divertida, principalmente ao sincronizar-se com Kankuro em todo tipo de palhaçada, deixando o jantar ainda mais barulhento. Com toda certeza, essa casa jamais havia presenciado um momento tão fragoroso.
- Você não precisa me carregar. – Sakura diz de repente quando eles já estão praticamente na porta do quarto, sua voz é alta e explode no corredor silencioso.
- Shh, você vai acordar a casa toda. – Gaara sussurra, ajeitando-a em seus braços.
- Eu duvido muito disso. – E ela está certa.
Temari foi a primeira a desaparecer e Gaara torce para encontrá-la dormindo tranquilamente em seu quarto. Kankuro foi o segundo, mas não chegou até muito longe, jogando-se no sofá da sala ao lado. Quando restaram apenas o três na mesa de jantar, Ino esperou apenas um minuto de silêncio para voltar a falar e diferente do que ele imaginava, suas palavras foram sérias e diretamente direcionadas a ele. E, embora ele duvidasse que Sakura fosse se lembrar do que a Yamanaka disse, ele com toda certeza jamais esqueceria.
- Hey, Kazekage – Ino aponta seu dedo para ele e fixando sua atenção - Ela confia em você e agora eu também confio, então seja um bom homem e não a faça sofrer como aquele bastardo fez. Ela merece ser feliz mais do que qualquer outra pessoa que eu conheço.
Gaara olha para a sua esposa, distraída e bêbada o suficiente para fica alheia a conversa que acontece logo ao seu lado.
- Fazer essa mulher feliz é tudo o que eu mais quero.
Ino sorri triunfantemente, se levanta de repente, deixando sua amiga confusa quando parte para o andar de cima dizendo que o seu trabalho está completo.
- Gaara. – A voz tão familiar de sua esposa o traz de volta. – Nunca mais me deixe beber tanto.
Ele sente vontade de rir. – Para onde foi toda a alegria de alguns instantes atrás?
- Estou tonta. – O Kazekage não consegue impedir seu lado superprotetor de falar mais alto e imediatamente a coloca sentada no banco de frente para a penteadeira.
- Vou pegar um copo de água para você.
Ele vai até o banheiro e quando volta, ela está de frente para o espelho, prendendo o seu cabelo e retirando seus brincos. Gaara lhe entrega o copo de água que ela bebe em um único gole. O Kazekage caminha pelo quarto, já familiarizado com a rotina que os dois adquiriram antes de dormir. Ela sempre é a primeira a usar o banheiro, enquanto ele troca de roupa e em seguida, invertem as tarefas. Normalmente, quando ele deixa o banheiro, Sakura já está deitada e a cama quente, esperando por ele.
Mas naquela noite, ela está mais lenta e quando se abaixa para desabotoar suas sandálias, quase cai no banco onde está sentada. Gaara é rápido e logo está ao lado dela, apoiando-a.
- Eu preciso da sua ajuda.
- Tudo bem.
Ele se ajoelha de frente para ela segura sua perna direita, colocando-a apoiada em seu joelho para soltar as amarras. Seus dedos são delicados, trabalham vagarosamente e pela primeira vez, frios em contraste com a pele quente dela. Gaara demora muito mais do que o necessário para realizar o trabalho e quando ergue seus olhos Sakura choca-se com a quentura que eles carregam.
- Meus dedos estão gelados, sinto muito. – Ele sussurra e de repente Sakura pode dizer que eles estão de volta naquele lugar onde cada detalhe, cada movimento e cada olhar é perigosamente calculado.
- Não se preocupe.
- Agora a outra. – Ela se move sobre o banco e sua outra perna o alcança, seu vestido se move e deixa sua coxa ainda mais exposta, mas nenhum dos dois se move para corrigir isso.
Seus dedos trabalham ainda mais lentamente, se é que isso é possível. Ele solta a primeira tira, depois a segunda e desliza seu sapato delicadamente, deixando seu pé livre. Sua mão permanece sobre sua pele nua, assim como seus olhos. Gaara circunda seu tornozelo e segue em direção a sua panturrilha, movendo-se lento e cauteloso, sabendo que ela está tão atenta a cada movimento quanto ele. O Kazekage continua, sua mão vaga até a parte de trás do seu joelho e segue até sua coxa e Sakura finalmente suspira quando ele alcança a barra do vestido. As mãos dela agarram firmemente a lateral do banco e ela pode sentir seu coração batendo forte, explodindo em seus ouvidos. Ela ainda está tonta e por isso fecha os olhos e inclina sua cabeça levemente para trás, mas essa decisão apenas intensifica seus sentidos e ela sente que está prestes a explodir quando sente os lábios dele tocando-a. Ele beija delicadamente a parte interna do seu joelho e firma sua mão na coxa dela ao mesmo tempo que permite sua língua alcançar sua pele.
Sakura geme alto quando ele avança de repente, lambendo-a do joelho até a parte interna da coxa e sua mão avança para debaixo do vestido, alcançando sua calcinha e osso do seu quadril.
- G-Gaara. – Ela murmura com a voz trêmula e agarra o cabelo dele, forçando-o a olhada de entre as suas pernas.
Eles se encaram por alguns instantes. Ela pode ler exatamente o que seus olhos dizem, tão quentes e preenchidos de desejo, mas no instante que ele vê que os dela não dizem o mesmo, ele se afasta levemente.
- Ir com calma, certo? – Sakura morde o lábio e acena com a cabeça, sentindo seu coração apertar.
Mas Gaara suspira e descansa sua cabeça no colo dela por instante, antes de erguer seus olhos para ela novamente, e dessa vez, eles estão menos intensos e mais compreensíveis.
- Vou me trocar no banheiro, ok? – Ele diz e ela concorda.
Sakura se levanta quando o ouve fechar a porta, mas se arrepende logo em seguida, perdendo o equilíbrio. Ela se apoia no guarda-roupas e abrindo-o, escolhe o primeiro pijama que vê – um conjunto de seda preto. Gaara volta em um instante e se apoia na escrivaninha de frente para o espelho, observando-a terminar de se preparar para dormir.
- Eu esqueci completamente de te contar. – Sakura diz, encarando-o através do espelho. – Hoje eu encontrei Hiro no mercado.
Ela vê perfeitamente a mudança brusca em toda a linguagem corporal do Kazekage, ele fica tenso de repente, franze as sobrancelhas e dá dois passos em direção a ela.
- Não aconteceu nada. – Sakura ergue as mãos para acalmá-lo antes que ele comece. – Ele certamente não está em seu juízo perfeito, mas justamente por isso não acho que seja uma ameaça.
- O que aconteceu?
- Pensei tê-lo visto e por isso o seguir para conversarmos, entã-
- Você o seguiu?! Que diabos, Sakura? – Ela se assusta com o tom de voz agressivo e repentino e se vira para encará-lo.
- Sou perfeitamente capaz de lidar com ele, Gaara. – Mas o Kazekage não parece convencido.
Sakura coloca um robe, preto assim seu pijama e ajeita seu cabelo, para prendê-lo em uma trança, como costuma fazer todas as noites.
- O que ele disse? – O ruivo pergunta, irritado.
- Fez algumas ameaças. Disse que faria você se arrepender ou algo assim... Mas não se preocupe, Gaara, ele estava bêbado, sujo... Completamente perdido. – Sakura lamenta, observando seu próprio reflexo, mas foca em seu marido quando ele fica estranhamente quieto.
Ela se vira novamente para observá-lo. – Gaara, eu estou falando sério. Ele não pode fazer nada para te afetar, não se preocupe.
- Você sabe perfeitamente que não é comigo que eu estou preocupado. Por minha causa a mulher que ele amava está morta e-
- Não foi sua culpa!
- Sakura, se alguma coisa acontecer com você, eu-
- Não vai acontecer nada! – Como de costume, ela o interrompe mais uma vez e ele apenas rola os olhos, impaciente. – Acredite em mim, ele não pode fazer nada contra nenhum de nós dois.
Sakura sorri, mas Gaara não parece convencido. Eles permanecem mais um instante se encarando. A Haruno alarga seu sorriso e brinca com a gola do robe.
- Então quer dizer que tudo o que precisa para atingir o grande Kazekage de Sunagakure é ferir sua linda e inocente esposa? – Sakura diz marota, piscando e balançando-se brincalhona, tentado aliviar o clima.
Mas Gaara permanece sério e quando ele não corresponde a brincadeira, Sakura deixa seu sorriso diminuir.
- Sim. – O ruivo responde prontamente e Sakura deixa seu sorriso sumir completamente.
Gaara caminha com seus olhos fixos nos dela, parando a poucos centímetros, muito perto e muito cedo, porque todo o calor a pouco sentido ainda está fresco e louco para voltar a queimar.
- Você faz a menor ideia – Ele ergue sua mão e a rosada imagina que ele vá toca o seu rosto, mas ele alcança seu pescoço e parte para o seu cabelo, agarrando-o delicadamente, mas ao mesmo tempo firme como somente Gaara é capaz de fazer. – Do que eu faria se alguma coisa acontecesse com você?
Ele se inclina para beijá-la, mas Sakura decide que o jogo ainda não acabou.
- O que você faria, Kazekage-sama? – Sua voz é rouca, insolente e de repente tão quente como a pouco estivera.
Sakura jamais conheceu e pensa que jamais conhecerá alguém capaz de acendê-la como Gaara faz, como seu ele conhecesse todos os seus botões, como se ele soubesse exatamente onde tocar e onde apertar para colocá-la em chamas em apenas um segundo.
- Como eu poderia ouvir outra coisa senão esse seu esse tom de voz tão arrogante? – Ele dá um pequeno puxão no seu cabelo e ela respira fundo, sentindo-se presa e rendida ao seu aperto.
Sua outra mão toca a cintura fina dela e a circunda até atingir o nó que prende seu robe. Ele o desfaz sem dificuldades, lento e provocante. O tecido fino desliza sobre os ombros dela e Sakura abaixa os braços para que ele termine de cair até atingir o chão, expondo-a de uma maneira que ela jamais esteve.
- Como poderia ver algo senão esse corpo que me tortura todos os dias? – Ele a mantém presa, segurando-a pelo pescoço e cabelo, mas sem machucá-la e corre seus olhos pelo seu corpo sem nenhum pudor.
O tecido é fino, emoldura suas curvas perfeitamente, desde o seu quadril até os seios, tortuosamente expostos, e marca seus mamilos enrijecidos.
- Como eu poderia sentir outra coisa senão o seu calor? – Ele a puxa de repente e a pressiona contra o seu próprio corpo e tão subitamente, Sakura pode sentir cada centímetro do ruivo contra si.
O efeito do álcool já não é o mesmo, mas ainda presente e ela suspira alto, sentindo dificuldades para se controlar, sentindo suas entranhas se contorcerem e seu corpo úmido de desejo. Ele é firme contra ela, duro, mas macio, contraditório como Gaara costuma ser.
- Me diga Haruno, como eu poderia sentir outro cheiro senão o da sua pele? – Ele pressiona seu nariz contra o pescoço dela e Sakura sente dificuldades de se manter em pé.
- E finalmente, como eu poderia sentir outro gosto senão o da sua boca?
Gaara a beija.
O tipo de beijo que faz Sakura sentir que está prestes a desmaiar. Suas pernas falham e ele consegue sentir, por isso a pressiona ainda mais, apoiando o seu peso em si mesmo. Ela não poderia dizer como ou quando, mas quando dá por si, ele está deitando-a na cama. Seu corpo sobre o dela e sua boca jamais deixando-a, nem por um mísero segundo.
As mãos dele conhecem o caminho, mas naquela noite elas se aventuram e ultrapassam fronteiras, assim como seus lábios. Ele move o seu rosto e desce, do seu pescoço segue até seu colo, ao mesmo tempo que suas mãos sobem, contornando-a. Ele alcança sua barriga e continua subindo até alcançar suas costelas. Sakura se contorce contra o colchão e fecha os olhos sabendo o que está por vir. Gaara alcança seus seios e desliza suas mãos, sentindo um de cada vez. Suas mãos continuam subindo e levam com elas o fino tecido que os separam. Sakura também é ágil e em um segundo, ele também está livre.
Os dois se abraçam, sentindo nada mais do que sua pele, um contra o outro. Ele é quente, Sakura já sabe disso, mas também é úmido e eletrizante, todo o seu corpo se arrepia ao sentir sua barriga contra a dele e se contorce quando sente seus mamilos tocando seu peito.
Ele a deita novamente e olha em seus olhos apenas para vê-la fecha-los e suspirar de prazer quando ele se posiciona entre suas pernas, ainda que haja camadas de tecidos separando-os. Gaara tem toda certeza que poderia ficar admirando-a pelo resto da noite senão soubesse que seus lábios ainda não estão satisfeitos e que suas mãos ainda têm um trabalho a cumprir. Sua língua é destemida e segue o mesmo caminho, agindo em conjunto com as suas mãos e atingem o alvo ao mesmo tempo. Sakura geme sem se conter e se contorce em direção a ele quando sente sua língua circundar um de seus mamilos. Ele pressiona seu seio firmando em sua boca com uma de suas mãos, enquanto a outra trabalha no lado oposto, apertando-a e friccionando-a, como se estivesse brincando, sem ter a menor ideia do que isso está fazendo com ela. Sua língua dá espaço para seus dentes e todos os gemidos e suspiros que Sakura deixa escapar o encorajam ainda mais. Ele a morde devagar, ela geme e ele a lambe, circundando seus mamilos com habilidade. Gaara alterna sua boca, brincando com um seio de cada vez, levando Sakura ao seu limite.
Ele está chupando seu seio esquerdo quando Sakura decide que já não pode mais aguentar.
- G-Gaara. – O Kazekage abre os olhos, que nem se quer notou que havia fechado e a visão do rosto dela o deixa ainda mais excitado.
- Você quer que eu pare? - Sua voz é nada mais que um leve sussurro.
- Não. - Diferente dele, a voz dela é firme e clara. Sakura está vermelha, ofegante e seu olhar transborda desejo. Ela não precisa dizer mais nada para que ele compreenda. Os dois se movem sobre o colchão e ele se posiciona atrás dela, ambos levemente sentados.
- Mas-
A Haruno tenta argumentar, mas ele a silencia com um beijo. Sakura ergue seu braço e o enrosca ao redor do pescoço dele e Gaara esconde seu rosto no pescoço dela. Suas mãos trabalham em sincronia e pressionam ambos os seios, fazendo a Haruno se contorcer mais uma vez, espremendo suas costas contra o peito dele e o seu quadril contra sua ereção. Ele geme ao mesmo tempo que ela e enquanto uma mão permanece firme e hábil contra seu mamilo, a outra desce. Ele a toca o tempo todo, até alcançar o cós do pijama. Sakura imaginou que ele a tocaria lenta e tortuosamente, como antes, mas não. Ele entra depressa e a atinge certeiro. Sakura está quente e tão úmida que logo, toda sua mão é tomada pela sua lubricidade. Ela não esperava que ele fosse tão rápido e direto ao ponto e por isso, seu corpo pula de surpresa e ela não é capaz de segurar o gemido mais alto da noite. Sakura tenta cobrir sua boca, mas Gaara prende seu braço e a imobiliza no lugar, enquanto a toca. A Haruno se move, rebolando, sincronizada com os seus movimentos, e logo pode ouvi-lo gemer em seu ouvido também. Sakura abre as pernas e ele avança, atingindo-a ainda mais profundamente. A rosada se contorce e abre sua boca sem emitir nenhum som. Ele é bom, ele é muito bom e sabe exatamente o que está fazendo. Logo, sua outra mão está de volta em seu peito e ele a massageia ao mesmo tempo que a penetra com seus dedos.
Eles continuam no mesmo ritmo, sincronizados com perfeição, até Sakura sente que está prestes a explodir e mais uma vez, ele prova que a conhece perfeitamente. Gaara aumenta velocidade, assim como ela. A Haruno apoia suas mãos no colchão e rebola com dedicação, ouvindo-o gemer cada vez mais alto assim como ela. O ritmo é alucinante, mas os segundos passam devagar e o mundo para no momento que Sakura explode de fato. Ela treme contra ele e morde seu lábio para impedir a si mesma de continuar gemendo, mas não consegue deixar de murmurar o nome dele quando Gaara agarra sua cintura e continua seus movimentos com os dedos ainda dentro dela. Ele se move mais três vezes, ouvindo-a arfar e assim como ela, geme alto quando atinge o seu ápice, vibrando ofegante e então, rendendo-se completamente esgotado.
Eles permanecem na mesma posição por alguns instantes, ofegantes e exaustos, tentando acalmar suas respirações entrecortadas. Sakura é a primeira a se mover, virando-se e juntos, se deitam. Gaara segura seu corpo seminu, escondendo-a em si e beija sua testa.
- Pode dormir, está tudo bem. – Ele sussurra e Sakura sorri.
Ela toca sua tatuagem e contorna seu rosto em um carinho delicado, antes de fechar os olhos.
- Gaara, - Ele murmura em resposta. – Eu também não saberia o que fazer sem você.
O Kazekage sorri e beija a testa dela mais uma vez. – E você não vai precisar descobrir, Sakura.
Especialmente neste capítulo, reviews são muito bem vindos! :)
