Pain-sama 10 x Konoha 0

OWNEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEED HASHIRAMA \Õ/ NA SUA CARA DE MADEIRA, SENJU Ò0Ó/

(momento mada-fã)


Capítulo X – Depois da festa

Abriu levemente os olhos, sentindo uma imensa dor de cabeça. Por sorte, as cortinas permaneciam fechadas e a luz do sol não era tão forte no cômodo. Varreu os olhos pelo lugar, a mente falhando, e por vários minutos não conseguiu raciocinar direito. Só depois de ver a cama vazia do outro lado do quarto notou estar na república. Deitado em sua cama. Estranhou que a segunda cama estivesse perfeitamente arrumada, seu parceiro de quarto sempre a deixava bagunçada, com os lençóis no chão.

Foi então que sentiu um ar quente em seu peito e algo pesado em cima de si. Levou o maior susto de sua vida ao olhar para baixo e deparar-se com um tufo de cabelos negros. Afastou as mãos que envolviam o pequeno corpo do adormecido e olhou-o com os olhos salientados da face, a boca entreaberta, o coração quase saltando pela boca. Desviou o olhar para o chão do quarto, onde estavam espalhadas peças de roupa, ou melhor, de fantasias. Pela capa longa e roupas sociais jogadas junto as suas deduziu rapidamente quem estava consigo em sua cama.

O corpo menor se mexeu levemente, abraçando sua cintura, e então sentiu os lábios gelados do moreno tocarem seu peito, e logo o rosto mascarado erguia-se a ele, esboçando um sorriso na face pálida.

- Bom dia, Zetsu-san. – o mais velho lhe disse de forma calma, parecendo não se importar com o pânico na face bicolor do maior – Algum problema?

- T-Tobi... – murmurou quase sem voz, remexendo-se desconfortável – O que... Houve noite passada?

Viu o meigo e galante sorriso na face do moreno desaparecer lentamente, e por detrás da máscara branca tinha certeza que suas sobrancelhas estavam arqueadas, em uma expressão de dúvida.

- Como assim? – perguntou em tom paciente, abrindo um leve sorriso irônico.

- Não me lembro de nada.

- Sério? – questionou-o agora sério, recebendo como resposta um aceno positivo – Que estranho... Não bebeu nem uma garrafa inteira.

- Eu sou muito sensível a bebida alcoólica, fico bêbado fácil. – corava enquanto explicava a ele, pois ao mexer-se na cama o moreno ergueu o lençol, proporcionando ao bicolor uma perfeita vista de seu corpo nu.

- Isso é chato, Zetsu-san. – resmungou em voz chateada, debruçando-se sobre o corpo trêmulo do maior, que o encarava sem ao menos piscar – O que aconteceu foi que... Saímos da festa bem cedo, viemos para casa, subimos as escadas... Agora Tobi lembra que você estava cambaleando um pouco enquanto subia. – disse displicente, jogando os braços ao lado de seu rosto e passando os dedos pelos fios verdes – Então viemos para o quarto, o Zetsu-san me beijou e começou a me despir...

- Não precisa detalhar o resto. – interrompeu-o levemente corado.

- Hey, o Tobi teve uma idéia! – exclamou animado.

- E o que seria?

- Vamos recriar a noite de ontem e te fazer lembrar. – sussurrou ao seu ouvido, mordiscando sensualmente o lóbulo de sua orelha.

- E-eu acho melhor não-

Foi calado pelos lábios doces do moreno, que tocaram os seus timidamente, descendo então por seu pescoço, onde deixava com a língua um rastro de saliva. Com as mãos contornava o corpo magro do maior, e os dentes roçavam por seu peito, arrancando-lhe suspiros de puro prazer.

Batidas fortes na porta interromperam-nos.

- Zetsu! Tobi! acordem! – a voz de Kisame foi ouvida aos berros do outro lado da porta.

- O que quer, Kisame-san? – Tobi perguntou alto, sem esconder a irritação na voz.

- Orochimaru está chamando todo mundo na sala! Só faltam vocês... E por que a porta está trancada? – girou a maçaneta algumas vezes enquanto falava.

- Não vamos. – respondeu o moreno, tapando com uma das mãos a boca do maior, que fez menção de dizer algo – Depois alguém nos diz o que era.

- Levantem daí logo e... Ah, saquei! Haha, vocês dois... – riu-se o Hoshigaki, fazendo com que Zetsu murmurasse algo imediatamente, tentando tirar a mão do mais velho de sua boca.

- É, isso mesmo. – respondeu risonho – Agora nos deixe, tá legal?

- Ta, né?!... Foi mau... "Interromper". – saiu da porta e passou a caminhar pelo corredor, soltando alguns risinhos.

- FICOU LOUCO?! – Zetsu gritou desesperado, assim que viu-se livre para falar – O Kisame vai... contar a todo mundo!

- E o que tem demais? – perguntou desdenhoso – O Tobi não tem nenhum problema em... dizer a todos... Gosto do Zetsu-san.

Encarou os olhos negros e vazios do mais velho, boquiaberto. À vontade de esganá-lo até a morte se extinguira ao ouvir tais palavras. Encarou-o por algum tempo, ignorando seu sorriso debochador. Parecia duvidar.

- Prove. – o bicolor disse em tom seco e ameaçador, desafiando-o.

Por minutos nada aconteceu, continuaram se encarando em um silêncio mórbido, onde um "como" martelava na cabeça do moreno. Os dedos magros da mão esquerda do pequeno foram até a máscara branca em seu rosto, e lentamente via-o retirá-la de sua face pálida. Por fim lançou-a em cima da mesa de cabeceira e encarou os olhos amarelos do que estava sob si, que o encarava boquiaberto. Olhos negros, lábios esbranquiçados, rosto pálido e magro, expressão rude... Definitivamente ele não parecia o Tobi a qual conheciam.

- Me chamo Uchiha Madara. – o agora "desmascarado" dizia pacientemente – E eu posso não ver as coisas muito bem... Mas sempre vi um rapaz preocupado comigo no meio daqueles idiotas. – lançou um sorriso divertido – O Zetsu-san é o único que pode me compreender, o único que me faz sentir seguro.

Não aguardou por mais palavras, inclinou-se em direção aos lábios brancos e gélidos, selando um beijo cálido.

O.o.o.O.o.o.O.o.o.O.o.o.O.o.o.O

O corredor estava silencioso, o que não chegava a ser uma surpresa, ou melhor, sequer havia reparado nisso. Apenas lhe importava aquele a quem olhava apreensivo, e os olhos vermelhos já não derramavam lágrimas, por falta delas. Estava cansado, com sono, faminto, a garganta seca e as vestes sujas, mas não iria sair dali até ter uma resposta.

Através do vidro tinha uma perfeita visão da sala onde um certo ruivo estava deitado, preso a diversas máquinas, que o ajudavam a respirar, media os batimentos de seu coração... Já nem sabia o que todas elas faziam. Os homens de branco que passavam por ele eram sempre parados, mas nada diziam, além do "não podemos dizer nada por enquanto". Já estava irritado com isso, estava furioso pela falta de informações, mas não podia fazer nada, a não ser esperar e rezar para que ele acordasse.

- Deidara? – ouviu uma conhecida voz lhe chamar pelo nome, e ao virar o rosto deparou-se com o rapaz de cabelos cinzas presos em um rabo-de-cavalo, que trazia consigo uma sacola.

- Oi Kabuto. – respondeu-o em um fio de voz, apressando-se a limpar o rosto – O que faz aqui?

- Vim lhe trazer comida e... fazer companhia. – esboçou um fraco sorriso, enquanto colocava a sacola sobre um dos bancos para tirar de lá uma marmita e uma garrafa.

- Obrigado, mas não estou com fome. Unnn... – dizia ainda em tom fraco, sem desgrudar os olhos azuis da sala.

- Não perguntei se está com fome, irá comer ou vai acabar passando mal também. – o Yakushi empurrou o prato nas mãos do loiro, que o olhou meio que desgostoso – Como vai o Sasori?

- Ainda está desacordado... Os médicos não me dizem nada, só passam de um lado pro outro, apressados...

- Entendo. – observou o loiro sentar-se em uma das cadeiras atrás de si, então voltou sua atenção ao quarto – Ele foi isolado?

- É, foi. Como não sabem o que causa as crises, o colocaram nessa sala esterilizada... Nada nem ninguém entra sem autorização. Os resultados dos exames devem sair em duas horas, pelo que me disseram.

- Para quê foram feitos os exames?

- Tudo. – respondeu em um murmúrio – Qualquer coisa que possa estar fazendo mal ao danna. Eles dizem que não tem como não acharem a doença. Espero que estejam certos.

- Ele não está desacordado? – Kabuto franziu o cenho.

- Sim. Um médico me disse que ele só deve acordar amanhã.

- Então por quê está com os olhos abertos? – apontou a cama onde estava o ruivo.

Deidara ergueu-se apressado e correu até o vidro, jogando as mãos na superfície gelada enquanto os olhos saltavam da face ao ver o Akasuna tremer pro inteiro. Rapidamente alguns médicos entraram no local e correram para segurar o rapaz, enquanto uma enfermeira puxava a cortina. Nada mais foi visto.

- HEY! – gritou o loiro, esmurrando o vidro.

- Calma Deidara! – o Yakushi segurou seus braços, puxando-o para longe do vidro – Eles devem estar fazendo alguns exames.

- Se fosse isso eles não teriam tapado a janela! – exclamou alto, soltando-se das mãos do segundo – Você é todo metido a médico, então deve saber que não é somente isso!

- Bem... – pôs uma das mãos na nuca – Pode ser algo bem grave.

O.o.o.O.o.o.O.o.o.O.o.o.O.o.o.O

Do quarto uma música alta era ouvida sobre o som da água que caía do chuveiro, e uma voz grave acompanhava os berros que vinham do aparelho de som ligado fora do box. Hidan tinha o costume de banhar-se enquanto ouvia música, e quando ele ouvia música, todos ouviam, pois também tinha o costume de pôr no volume no máximo.

Virou-se rapidamente ao ouvir um outro barulho sob a música alta. Olhou o box vazio com sobrancelhas arqueadas, riu-se em sua paranóia e voltou a dar as costas. Ouviu a porta do box ser aberta, mas desta vez não teve tempo para se virar, foi jogado com força em direção a parede, e então virado. Com os olhos fechados pela força do impacto não viu quem o empurrara. Mãos fortes o puxavam para cima enquanto uma boca sedenta passeava por seu pescoço, fazendo com que suspiros saíssem por seus lábios. Jogou as mãos em volta dos ombros de quem quer que fosse, e só então abriu os olhos.

- K-kakuzu... – murmurou quase sem voz pelo susto, empurrando-o de leve – O que diabos pensa que está fazendo?! – gritou alto, fazendo-se ouvir sob a música – Me larga! – tentou chutar o moreno, mas este pôs a cocha entre suas pernas, prendendo-as e fazendo o platinado arregalar os olhos.

- Não estou para ouvir sua birra Hidan, então fique quieto e... aproveite. – puxou os pulsos do menor e jogou-o no chão do banheiro, subindo em sua cintura – Vou dar a você o eu tem desejado há meses. – espiou o corpo nu sob si, não contendo passar uma das mãos pelo peitoral molhado, enquanto a outra agarrava-lhe firme os cabelos.

- Do que está falando, sua vadia? – esperneou mais uma vez, tentando tirar as mãos do maior de si.

- Você sabe bem. Achou que eu não havia percebido? – puxou-o mais uma vez, o jogando agora no canto do box, para deixá-lo sem saída – Nem adianta fazer-se de santo agora.

O dono de orbes violeta e palavreado agressivo rugiu xingamentos ao moreno por muito tempo, enquanto o "ofendido" o olhava quieto, esperando que se calasse, ao mesmo tempo em que vagava os olhos luxuriosos por seu corpo.

- O QUE ESTÁ OLHANDO?! – gritou escarlate, assim que notou para onde o parceiro olhava.

- Estou tentando decidir o que fazer com você primeiro. – comentou casualmente. Não esperou que os xingamentos e ameaças voltassem, foi ao pescoço do albino e jogou-o no chão, ignorando a reluta e ordens para que parasse.

Hidan sentia-se acariciar por mãos ágeis e boca abusada, esperneava, esmurrava e xingava, mas nada fazia-o parar com suas carícias e toques. Via os olhares displicentes, quentes e raivosos que lhe eram lançados, mas não via aquilo que realmente queria. Parou de lutar quando viu-se já sem forças, deixando o maior imensamente feliz por tê-lo feito calar-se. No entanto, a felicidade e excitação de Kakuzu fugiram de si ao sentir o albino tremer e um soluço abafado escapar por seus lábios, assim com duas palavras que ele jamais usava juntas:

- Por favor,... me larga. – pediu mais uma vez.

O moreno olhou a face corada do rapaz mais jovem por algum tempo, agora sério, enquanto uma pequena e solitária lágrima caía pelos olhos fechados. Enxugou-a com o indicador antes de soltá-lo e erguer-se. Caminhou até o chuveiro ligado, o desligando, e permaneceu de costas para ele, calado, sendo observado por confusos olhos violeta, cujo dono puxava uma toalha para cobrir-se e se encolhia no canto da parede.

- O que foi isso? – Kakuzu perguntou após minutos de silêncio – Por que estava chorando, merda?! – encostou a testa na parede, arrumando o calção que usava – Eu sei que você me quer, me deseja... Sempre soube.

- E-eu... nunca quis isso de você, Kakuzu. – começou em sussurros, abrindo o box para abaixar o volume da música.

- Não minta. Eu via como me olhava, como me tocava sempre que podia e... o que você disse ontem. – virou-se para ele, escorrendo pela parede até sentar-se o chão.

- Você entendeu bem errado. – encarou-o de rabo-de-olho – Não quero só uma noite na sua cama.

- E então...? – questionou desentendido.

O albino levantou-se devagar e meio receoso, para então se arrastar até ele e sentar ao seu lado. Ergueu uma das mãos, levando-a ao peito do moreno.

- É isso aqui... o que eu quero de você. – fechou a mão em seu peito, aproximando-se dos lábios entreabertos, mas foi parado pela mão de Kakuzu. Afastou-se novamente, soltando também seu peito – Sabia que seria assim.

- Tenho uma condição.

- Como?

- Para ficar com você... tenho uma condição. – voltou os orbes verdes ao albino, que o olhava confuso.

- Não entendi.

- É simples, Hidan. – suspirou, passando as mãos pelos cabelos negros – Hoje à noite, na hora do jantar, você vai dizer a todos o que sente por mim, então... serei seu.

- O que você ganharia com isso? – indagou desgostoso.

- Vou saber se você está dizendo a verdade. – dizendo isso, levantou-se e saiu do box – Venha logo, Orochimaru está na sala esperando.

- Filho da puta...

O.o.o.O.o.o.O.o.o.O.o.o.O.o.o.O

- Finalmente! – uma voz feminina exclamou no meio dos inúmeros adolescentes amontoados ao pé da escada.

- Está atrasado. – o homem de longos cabelos escorridos murmurou a Hidan, enquanto o mesmo passava por ele enquanto descia as escadas.

- Foi mau. – resmungou.

- Bom, acho que estamos todos aqui. – Orochimaru disse sorridente, ignorando o tom com a qual o mais novo lhe falara – Não vou tomar muito do tempo de vocês, irei direto ao assunto. Como muitos de vocês já devem saber, sou Orochimaru, o dono dessa república. Pein e Konan estavam dirigindo-a no meu lugar, pois eu e Kabuto tiramos umas pequenas férias. Ah, Kabuto-kun não pôde comparecer a nossa reuniãozinha, porque ele foi visitar Sasori no hospital e levar algumas coisas para Deidara.

- Tem alguma notícia sobre o estado de saúde dele? – Pein perguntou.

- Nada. Vou passar no hospital quando terminarmos aqui. – olhou o relógio – Só tenho a dizer que eu posso ter voltado, mas as regras estabelecidas ainda são válidas... Alguns de vocês eu desconheço, então quero que se apresentem, exceto por Sasuke-kun, Tayuya, Neji, Hinata, e... – olhou-os um a um – Ah, e o Naruto-kun.

Indicou o rapaz mais próximo para que dissesse seu nome, e o mesmo se repetiu até que todos se apresentassem. Após isso, Orochimaru tirou do bolso uma caderneta e fez algumas anotações, voltando-se então aos moradores.

- Terei alguma tolerância quanto a horário para os casais que residem aqui, e os que têm um namorado ou namorada fora da república podem trazê-los para passar a noite, caso queiram. – esboçou um largo sorriso – Vou tentar adivinhar alguns. – rabiscou novamente algo na caderneta – Sasuke-kun e essa menina irritante de horrível cabelo rosa do seu lado... Como é o nome mesmo? Saputa... Sapata...

- É Haruno Sakura! – exclamou em sua fúria, sendo segura pelo Uchiha para que não voasse no homem risonho – Não venha descontar em mim só porque o Sasuke-kun não quis você, branquelo!

- Sakura! – foi à vez de Sasuke exclamar, tapando sua boca com uma das mãos, enquanto risos eram abafados pelos que conheciam a história, e os que desconheciam apenas arregalavam os olhos.

- Fique e se decepcione com seu garoto menina, ele não conhece nada da vida. – disse provocante, sem perder a pose perante os mais novos.

- Não vai se defender, Sasuke-kun? Esse protótipo de...

- Cuidado com a língua! – agora Orochimaru exclamara, pela primeira vez parecendo raivoso.

- Não dê ouvidos a ele Sakura, é só uma víbora cheia de veneno. – olhou-o de rabo-de-olho, antes de virar as costas e sair com a rosada para a cozinha.

- Muito bem... – começou o homem pálido, entre risos – O próximo deve ser Neji-kun e TenTen, certo? – escreveu algo em sua caderneta – Naruto-kun e Hinata também... Alguém mais?

- Eu e o Shika. – a Sabaku mais velha lhe disse – E o Lee com meu irmãozinho. – os olhares foram para o moreno no fundo da sala.

- Temari! – Lee exclamou, de olhos arregalados.

- Opa, foi mau. – desculpou-se com um sorriso no rosto.

- Ora ora, quem diria, Lee e Gaara... – murmurou com pequenos risinhos, escrevendo seus nomes – Mais alguém?

- Nós aqui. – o Inuzuka ergueu uma das mãos, agitando-a no ar – Kiba e Lela.

- Certo. Agora imagino que mais ninguém. – olhou em volta, vendo-os em silêncio – Era só isso, podem voltar ao que faziam.

O.o.o.O.o.o.O.o.o.O.o.o.O.o.o.O

Um rapaz de óculos escuros e capuz entrou na casa, trazendo em mãos algumas cartas, as quais olhava sem muito interesse. Fechou a porta e caminhou alguns passos lentos pela sala, lendo os endereçados. Achou uma carta para Hoshigaki Kisame, que estava sentado no sofá há alguns metros de si, jogando vídeo game. Deu de ombros e foi entregar-lhe a correspondência, quando foi parado por uma exclamação:

- Shino! – olhou para trás, era Itachi – Deixa que eu entregue a carta do Kisame. – tomou-a das mãos do mais novo, sem sequer esperar uma resposta, somente o empurrou para o lado e foi até o sofá.

O Uchiha suspirou, revirando os olhos, e então contornou o sofá, fazendo-se ver pelo azul. Kisame pausou seu jogo e encarou o moreno.

- Deseja alguma coisa, Itachi-san? – perguntou após um longo silêncio.

- Na verdade eu... Queria falar com você sobre a festa de ontem...

- Não precisa dizer nada. – interrompeu-o – Já sei o que vai falar. Bebeu demais, não estava consciente do que fazia... Na verdade, eu é que tenho que me desculpar. Sabia que estava bêbado, mas não pude resistir à tentação. – riu-se, afastando para que o menor sentasse ao seu lado – Desculpe.

- Já que é assim... Tudo bem. – olhou a carta em suas mãos, como pretexto para não encará-lo – Posso te fazer uma pergunta?

- Acabou de fazer, mas se quer me fazer outra pergunta, é claro que pode. – respondeu bem-humorado.

- Por que você não desiste de mim? – olhou-o curioso, para ver na face azul a surpresa, provavelmente o pegara sem resposta.

- Bem... – começou atrapalhado, encostou-se ao sofá e pôs as mãos na nuca – Somente gosto de você. Sabe o que dizem por aí, "ninguém escolhe por quem se apaixona".

- Entendo. – Itachi levantou-se, estendendo-lhe a carta em mãos – É pra você.

- Obrigado. – apanhou o envelope e virou-o, olhando o remetente – É a resposta do teste que fiz semana passada, pra liga de basquete! – exclamou atônito, levantando em um pulo – Será que...?

- Abra, oras. – resmungou o moreno.

Obedeceu imediatamente. Rasgou um dos lados do envelope e puxou a carta lá dentro, abrindo-a de uma vez para correr os olhos pelo papel, repetindo o gesto por incontáveis vezes.

- E então, Kisame? – perguntou Itachi.

- Eu... EU FUI ACEITO! – gritou a plenos pulmões, jogando-se sobre o pequeno em um abraço animado, e logo que o largou não se conteve em roubar um beijo de seus lábios – Não acredito nisso, que sorte dos infernos. – subiu no sofá, pulando sobre ele e fazendo uma algazarra que já trazia curiosos a sala.

- Que bom pra você... Kisame. – forçou um fraco sorriso.

O.o.o.O.o.o.O.o.o.O.o.o.O.o.o.O

Após ser expulso da sala só pôde voltar a folhear as cartas e dirigir-se ao seu quarto. Entretido com a correspondência, sequer reparou quando passou por uma garota sorridente, deixando-a realmente brava por ele tê-la ignorado.

- Hey! – exclamou alto, assustando-o, como já virara costume – Não me ignore, garotão. – saiu do quarto e caminhou até ele.

- Não tinha lhe visto. – respondeu em tom baixo.

- Claro que não... – olhou-o de cima a baixo – O que é isso?

- A correspondência.

- Não isso, e sim isso. – apontou-o.

- Sou eu. – Shino franziu o cenho.

- Reparei. – resmungou a ruiva, dando-lhe um tapa na nuca para depois puxar o capuz e tentar retirar os óculos.

- O que pensa que está fazendo? – irritou-se Shino, tornando a puxar o capuz, mas recebeu um tapa na mão como advertência.

- Você precisa mesmo de ajuda para se vestir. – tentou, mais uma vez, retirar os óculos escuros de seu rosto.

- Eu gosto de como me visto, e não posso tirar os óculos, tenho retinas frágeis à luz.

- Ah, saquei. – parou de forçar a tirada dos óculos – Você tem um rosto bonito, não se esconda.

- Obrigado. – agradeceu sem jeito.

- Não tinha saído com aquele seu amigo bonitão? – Tayuya perguntou sorridente.

- O Kiba? É, tinha, mas encontramos com a Lela e eu sobrei.

- Onde estavam indo?

- Dar uma volta. – respondeu-a em um muxoxo.

- Pode sair comigo. – pôs as mãos na cintura – Mas não vai se animando garotão, você é moleque demais pra mim. – agarrou seu braço e saiu arrastando-o pelo corredor, e a única coisa que se passou pela mente do Aburame foi: "imagine só se eu fosse mais velho".

O.o.o.O.o.o.O.o.o.O.o.o.O.o.o.O

Estavam todos sentados à imensa mesa, exceto por Deidara, que ainda não chegara do hospital, e Sasori, claro. Era hora do jantar.

- Parabéns, Kisame. – Pein dizia sorridente, dando um tapa nas costas do rapaz ao seu lado.

- Obrigado. – retribuiu ao sorriso.

- Alguém tem notícias do Sasori? – Konan perguntara.

- Ele já acordou, mas ainda não podemos visitá-lo. – respondeu-a Kabuto, que acabara de chegar do hospital – Os médicos ainda não descobriram o que ele tem.

- Só espero que não seja assim tão grave... – suspirou a azulada.

- Alguém tem que ir buscar o Deidara, ou ao menos fazer campainha a ele, não pode ficar lá sozinho a noite toda. – Zetsu disse desdenhoso.

Após isso se calaram, apenas entreolhando-se para decidir quem iria.

Enquanto alguns se entreolhavam para resolver quem iria ao hospital, outros se entreolhavam para decidir assuntos bem diferentes. Kakuzu olhava a Hidan, tentando ocultar o sorriso quase inevitável, enquanto o albino o olhava receoso.

Por fim, uma expressão decidida se formou na face do devoto de Jashin, que se ergueu.


YO MINNA-SAN! \õ/

Ryuuku: Ela tá bem animada hoje :)

Sim, eu estou! *O* PAIN DESTRUIU KONOHA, WEEEEE \Õ/ (/spoiler) Não me contive, é uma notícia boa demais pra não ser dada D:

Ryuuku: MALDITA! TOT *joga o capítulo do mangá pela janela* Odeio você! :'(

Eu também te amo s2 Bom, sobre o capítulo... Não vou mentir, não atualizei mais cedo porque tava sem saco pra escrever XD

Ryuuku: Pelo menos é sincera u.u

Sim, eu sou :O Bem... Eu até gostei do capítulo... Ficou bom :) Lembro que queria escrever mais algo aí, mas não sei o quê... o.o Seja lá o que for, não está no capítulo (dã) .-. Achei que ele ia ficar bem maior...

Ah, um agradecimento especial a Reneev, que deu uma betada na fic \õ/

Feliz natal a todos, porque natal é MARA *.* Mesmo eu não ganhando presente... ;/

E... Bem, estamos chegando ao final da fic! 8D

Até o próximo capítulos, mandem reviews ou o Pain-sama destrói sua cidade também ;D

Ryuuku: PÁRA COM SPOILER TOT

Emo e.e Bem... Até ;DD

FELIZ NATAL \Õ/