Gente, só p. esclarecer que eu achei que poderia ficar um pouco confuso quanto a datas e tudo isso... Ah e deixando bem claro, a Bella está com 30 semanas se gravidez, então vamos lá !
Capítulo IX
BPOV
18 de Maio de 2009
- Jesus Isabella ! Você não acha que está sendo um pouco precipitada ? – minha amiga me perguntou.
- Não, Edward sempre foi casado com seu trabalho. Eu tentei ao meu máximo fazer com que nossa relação desse certo, principalmente depois da descoberta da gravidez, mas você não entende Alice, não sou eu quem o pode fazer feliz.
- Bella, você não sabe do que está falando – Alice suspirou.
- Por favor Lice, não quero você protegendo seu irmão aqui. Por um segundo seja minha melhor amiga e pense no melhor pra mim, no que é melhor para sua sobrinha, aconteceram coisas que não tem volta entre nós.
- Me diga de uma vez Bella. O que meu irmão fez de tão errado para que você tomasse tal decisão ?
Fiquei em silêncio, ponderando se realmente seria melhor revelar logo o motivo da minha desilusão, se sentia melhor de uma vez por todas desmontar a imagem de herói romântico que todos da família Cullen tinham dele. Mas o que seria isso ? Seria somente uma vingança, e para quê, o que isso me traria ? Com certeza seu amor não seria.
- Deixa pra lá Alice, de qualquer jeito isso vai ter que esperar um pouco. Como vou ter que ficar no país eu vou visitar logo meu pai, antes que ele descubra que voltei.
- Você sabe que ele vai acabar descobrindo, não é mesmo ?
- Sim, mas pelo menos tenho certeza que ele não me procurará.
- Minha Nossa Senhora mulher !! Quantas vezes eu vou tr que te dizer que aquele homem é louco por você ? – Alice me falou eloqüentemente.
- Alice, existem coisas que me fazem acreditar no contrário. Por favor, arrume este favor para mim, enquanto eu estiver em Forks vou ver se consigo ir me comunicando com ele para que o mais rápido possível uma vez de volta tudo esteja resolvido.
- Isabella Swan, mesmo te conhecendo faz anos ainda me impressiono como a senhora pode ser cabeça-dura, mas se é assim que você quer, resta a mim entender. Pode deixar, para te defender hei de procurar o melhor advogado desta cidade.
- Obrigada amiga, não tenho palavras para te agradecer.
Após o almoço Alice me deixou no aeroporto, onde eu peguei o primeiro vôo para Washington, e depois para Portland em direção a Forks.
Em tão pouco tempo me encontro mais uma vez sentada no avião, pensando o que farei da minha vida. Talvez vir a Forks não foi a melhor idéia ...
Meus pais sabiam da notícia que estava grávida por telefone. Para falar a verdade, desde que me mudei a sua presença foi diminuindo cada vez mais, fazendo com que hoje em dia simples cartões de Natal sejam a elo de conecção entre o chique Upper East Side onde vivia e a simples cidadezinha do interior.
Como pude me tornar isso ?
Me tornei uma pessoa completamente desconhecida, me deixei levar por todos os valores fúteis que tanto tempo critiquei. Deixei minha vida passar diante dos meus olhos, sem que eu atuasse para tentar mudá-la.
É claro que não estava arrependida, mas aqui pensando percebi que tenho 29 anos, grávida, desempregada, sem marido ou renda, e a família que tinha eu lhe virei as costas. Percebi que o buraco que havia entrado era mais fundo do que realmente havia imaginado. Nunca pensei que para tentar mudar meu destino teria que sofrer tanto, teria que aceitar tantas verdades que estavam diante dos meus olhos, mas estes ficavam fechados, se negando a admiti-las. Vi pela janela do avião as densas florestas se aproximando, sinais de que estava próxima novamente às minhas raízes.
Uma vez passado a área de recolher sua bagagem fui em direção a aluguel de carros, apesar de não saber quanto tempo ficaria aqui sabia que minha velha caminhonete da Chevrolet não estaria mais aqui me aguardando, foi só mais uma das muitas coisas que eu considerava insuficientes para meus sonhos de menina na cidade grande.
Troquei meu carrinho de 53 por um Audi R8, e a felicidade por trás disso, onde esteve ?
O final da tarde já estava chegando, e mesmo assim as ruas da cidade estavam tão calmas quanto no alvorecer. Via as crianças saindo da Escola Forks High School, onde eu própria criei tantas memórias, tinha alguns amigos que na época pareciam eternos. Mike, Ângela, Jéssica, Eric, como será que estariam agora ? O caminho, apesar de não ser feito há muito tempo, parecia estranhamente automático a minha direção. Ia para meu lar, aonde cresci.
Passei a padaria, a loja de conveniências, as pequenas butiques locais, percebi que tudo permanecera o mesmo, como se o tempo tivesse congelado e esses 10 anos não tivessem passado. Parecia que a única aberração na face da terra era eu, quem em 10 anos conseguiu seu maior sonho, ou pelo menos era o que eu pensava, e mesmo assim devia estar tão miseravelmente infeliz comparado àqueles com uma vida simples, mas calma nessa cidade.
Quando pequena sempre imaginei em me tornar uma mulher muito importante, seja uma escritora ou uma autora, e voltar para cidade como se fosse um orgulho, um exemplo que se alguém quisesse mesmo lutar por seus sonhos, conseguiria atingi-los um dia... Mas o problema é o seguinte : tecnicamente eu os atingi, para aqueles que ainda não o sabiam (que no caso eram todos da face terrestre menos Alice, e talvez a essa hora um eficiente advogado) eu era o exemplo, famosa em capas de revistas, casado com um marido lindo, vivendo em uma casa fenomenal e com o estilo de vida que muitos nem imaginavam.
Contudo, eu me sentia envergonhada, sentia como se tivesse enganado a todos. Achando que realmente havia conseguido ser alguém na vida, como meus pais sempre diziam quando nos falávamos por telefone, que eu frequentemente era o assunto da cidade, como a pequena Bella Swan se tornou uma mulher tão charmosa e poderosa, diziam como eram orgulhosos de mim. Mas como eu poderia contar que na realidade tudo era uma farsa, que eu era uma mulher traída pelo próprio marido, a quem eu não podia lhe oferecer a única coisa que era esperada: o amor incondicional.
Quando me dei conta estava estacionada fronte a garagem da charmosa casa de tigolos vermelhos com uma alta chaminé na frente, minha antiga casa. Tomei toda a coragem ainda restante, eram minha única saída, meu único esconderijo nesse mundo que parecia nunca me dar trégua.
Andei até a entrada da porta, com a mão tremendo apertei a campanhia.
O tempo parecia parar, sentia cada pingo da garoua típica do clima úmido dessa região caindo em meus ombros protegidos pelo sobre-tudo. Tudo e nada ao mesmo tempo passava pela minha cabeça, não sei se conseguiria ser rejeitada mais uma vez, e mesmo assim estava me sujeitando a isso agora.
- Já vai, um segundo – escutei Charlie berrar de dentro da casa.
Depois de parecer não passar o tempo, tudo passou muito rápido, rápido até demais. Quando dei por mim estava frente a frente com meu pai, vi a surpresa em seus olhos.
- Pai – disse e não agüentei, desabei em soluços por finalmente me sentir segura de algum modo. Tinha a segurança de seus braços a minha volta impedindo minha queda.
- Bella, minha filha, o que houve ? – ele perguntou preocupado enquanto me guiava até a sala.
- Pai – eu tentava falar entre os soluços – eu estou despedaçada.
Vi em Charlie algo que nunca tinha visto antes, uma lágrima caiu dos seus olhos. Ele sempre havia sido um pai distante emocionalmente, mas nunca me negou amor ou apoio.
- Me diz quem foi Isabella. – ele demandou com uma determinação no olhar – foi seu marido não é mesmo ? Ele não dura até amanhã, se ele tiver te feito sofrer numa época como essa.
- Não pai, chega dessa conversa. Eu não agüento mais, preciso descansar e tentar esquecer, relaxar. Meu quarto ainda está arrumado ?
- Claro Bells, nós sempre esperávamos uma visita, e por isso resolvemos não mudá-lo.
Me senti mais culpada ainda naquele exato momento. Enquanto eles estavam esperando uma visita da filha eu estava passando minhas férias e recessos em resorts chiques ou em festas exclusivas. Enquanto eles esperavam o amor da única filha, eu indiretamente esperava o esquecimento.
- Eu estou muito cansada pai, vou descansar um pouco, se estiver tudo bem ...
- Sim, está ótimo.
- Pai, cadê a mamãe ? – perguntei.
- Ela está de plantão no hospital, mas de noite já estará de volta. – escutei sua resposta enquanto já subia as escadas, parei quando escutei o resto de seu discurso – Bells, você sabe que o melhor é desabafar logo do que ficar guardando para si mesma, não sabe ?
Eu sabia, tinha certeza que ficar tão estressada faziam mal para mim, mas acima de tudo, fazia mal a minha filha. Porém eu não tinha escolha, não tinha coragem de admitir que o sonho havia acabado. Pelo menos não por enquanto.
- Sei sim pai, depois. É que estou muito cansada.
- Com certeza Bells, não devia ficar exagerando estando num estágio tão avançado da gravidez como está – ele alertou. Então lembrei que apesar de todo o drama emocional nem havia me lembrado da surpresa que deve ter sido para o chefe de polícia encontrar sua filha, bem grávida, sozinha no portão da casa a mais de 5000 km de onde ela mora.
- Aham, aliás parabéns vovô, terá uma netinha – lhe contei enquanto passava em sua face uma expressão de surpresa, medo (?) e de devoção.
- Que ótimo Bells, vocês devem estar animados !
- É pai, com certeza – disse com um ressentimento na minha voz, que esperava não ter sido detectado.
- É bom te ter de volta Bells, mesmo que seja por um período curto de tempo.
- Como sabe que ficarei pouco tempo ?
- Por que eu te conheço Bells, eu sei que seu espírito nunca foi de cidade pequena, e entendo completamente – Charlie disse e pela primeira vez em quase um mês me permiti dar um sorriso natural, leve.
- É bom estar de volta pai. – me despedi antes de me dirigir ao meu quarto, onde na desconfortável pequena cama encontrei um sono quieto e indolor.
Olá minhas idílicas leitoras !!
(P.S. : isso não é um xingamento hahahahaha)
Mil desculpas, do fundo do meu coração pela demora. Mas eu tenho uma desculpa, primeiro foi por causa do vestibular, e agora aconteceu uma coisa muito ruim. Eu estou com um problema de tendinite (por LER - lesão de esforço repetitivo) de escrever no meu braço esquerdo, e somado a isso eu ainda tenho tido umas dores no pulso, por isso esse capítulo demorou bastante a ser escrito.
Mil agradecimentos para aquelas que ainda me aturam (hahahah) principalmente a : Tatah Ferreira, Leila, Gibeluh, Gabi-b, Ludroffer, lydhyamsf, Rory Joy Stiletto, Carol Venancio, Danny Cullen, SAMsamCullen, Paloma Gomes, Pri Cullen Malfoy, Marcela P. M. Pattinson, Ana Smith, Pandora, julieide, Christye-Lupin, MrSouza Cullen, lc, Nana Godoy !!!
Aviso 1 : como dito lá em cima, vale a pena relembrar, agora a história terá datas, para ficar mais facil a compreensão !!
Aviso 2 : update será no Sábado que vem (COM CERTEZA !! =P)
Aviso 3: é mais um desabafo, COMO EU QUERIA SER PAULISTA NUMA HORA DESSAS !! ESTAR EM SP E ENCONTRAR A KRISTEN E O TAYLOOR !! QUEM DERA !! Ah e obrigada pelo apoio de todas !!
Beijoos queridas !! (e talvez você pudesse gentilmente deixar uma reviewzinha ?)
