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Dean e Elisa saíram pela porta dos fundos, enquanto Samuel encerrava a conta no hotel.

Esperavam no carro. O caçador sentado no banco do carona. A garota, atrás.

Ambos estavam cansados. Embora, Dean apresentasse maior abatimento. De óculos escuros, cochilava recostado no banco, quando Sam saiu da recepção.

Logo, partiram.

Deitada sobre o banco, Elisa encolhia-se como podia sob a jaqueta de Dean, enquanto passavam em uma das ruas laterais próxima aos restos de sua casa.

O número de pessoas que se aglomeravam sobre o cordão de isolamento dificultava a passagem.

Devagar, Samuel taxiou o carro. Três ruas depois, virou a esquina, estacionava ao lado de uma alta cerca viva.

A rua estava deserta.

- Você ta bem? – perguntou Sam.

Elisa mantinha-se rente ao estofado.

- Tirando o fato que destruí metade de um quarteirão to... ótima! Eu só queria um saco pra colocar na cabeça.

- Bem, pensa pelo lado bom.

- Não dá pra ser pior que isso?

- Pelo menos não é mais virgem - disse Dean.

Disperso, não notou a expressão séria do irmão. Observava a paisagem pelo retrovisor.

- E agora?- perguntou Elisa. Olhos fixos no topo da cerca.

Tinha a face corada.

- Desce do carro, cegue com a vida.

- É fácil falar. Se perguntarem onde passei a noite? O que eu faço?

-Diga que dormiu na casa de uma amiga. De preferência, uma que possa confirmar seu álibi- disse Samuel.

- E se aquela coisa voltar?- respirou fundo- Quais são as chances de...

- É você que deve saber- disse o mais velho dos Winchesters - Como se sente?

Elisa, sentou-se no vão entre os bancos.

- Bem, acho. - fechou os olhos- Só... diferente- sorriu sem conseguir articular mais do que isso.

- Acho que vai ter que descobrir sozinha- falou Samuel, por fim.

Com o queixo apoiado sobre o banco do carona, ela o encarou.

Mordia os lábios com força, quando, repentinamente, roubou-lhe um beijo.

Segurando a cabeça entre suas mãos, ela o beijou demoradamente.

Surpreso, a princípio, o caçador mantinha a boca fechada, enquanto Elisa, carinhosamente, esgueirou-se para o banco da frente.

Sam apoiou as costas entre a poltrona e a porta do carro. Segurava a maçaneta com uma das mãos com força, enquanto com a outra, sem perceber, puxava a garota pela cintura. Instintivamente, retribuía o agrado.

- Sem vestal, sem fumaça- sussurrou Elisa ao afastar-se alguns centímetros do caçador. Apoiava as mãos um pouco abaixo da barriga- Tem razão- disse ao encará-lo.

Girou a maçaneta sob a mão do caçador. Abriu a porta.

- Vai sair ?

Apressado, o Winchester desceu do carro seguido de Elisa.

Como um gato, ela pulou o banco dianteiro. Rápido, saiu do veículo.

Espreguiçou, enquanto Samuel recompunha-se no banco. Compenetrado, segurava firme o volante à frente.

A garota bateu a porta do carro.

- Tchau, Dean, Sam- despediu-se alegre.

O mais velho dos Winchesters estava em choque.

Apenas, quando ela se afastou , recobrou os sentidos. Saiu do Impala.

- Elisa- retirou os óculos.

- Fala- disse ao voltar o corpo.

Com a cabeça, acenou o Winchester para que voltasse.

Sem pressa, Elisa caminhou em sua direção. Os braços presos as costas, deslizou com suavidade até o caçador que lhe entregou um cartão.

- James Stuart?

- O número... Se precisar, é só ligar.

- Acho que vai ta um pouco velha pra minha filha – disse sorrindo ao encará-lo. Mais séria, entretanto, prosseguiu- Obrigada por tudo!

Sussurrou ao abraçá-lo.

Despediram-se finalmente.

Dean retornou ao carro.

Os irmãos ficaram calados por algum tempo. Apenas quando Elisa dobrava a esquina, Samuel quebrou o silêncio.
- Acha que ela vai ficar bem?

- Por que ta perguntando?

- Não sei. Ela não era assim, quando nos encontramos, era? As atitudes, o temperamento...

- Qual o problema?

- Ela me lembra você- disse o mais jovem ao olhar o irmão com uma expressão séria no rosto.

O mais velho dos Winchesters franziu o cenho.

- Acha que ela pode ter absorvido uma parte de mim?- Deixou o olhar vagar pela vizinhança, a mão pousada na lateral externa do veículo.

- Talvez.

Fez-se uma pausa.

Os irmãos se encararam.

- Sammy,...

- O quê?

- Você não faz o meu tipo.

Com os óculos escuros, Dean deitou-se no banco. De lado, voltou a dormir.

O irmão o olhou, por algum tempo, com um sorriso estranho nos lábios. Cruzou o cinto. Sem uma palavra, deu a partida.


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Definitivamente, adorei escrever esta Fic...

Imaginar os irmãos no armário, a bacante e todo o resto foi muito melhor do que eu esperava.

O que mais gosto em Supernatural, além dos Winchesters é claro, é a capacidade que eles tem de reformular alguns mitos antigos. Tentei fazer o máximo disso com a vestal e a bacante.

Espero que gostem!