Capítulo 9 – Dormindo no mesmo Quarto
BPOV
Já era de noite quando eu terminei com o jardim.
Alice e Jasper tinham sumido, e só apareceram horas depois. Não que isso me importasse. Quer dizer, só porque eles podiam fazer sexo na hora que eles quisessem e eu não?
Só porque os amigos deles não os interrompiam na hora do beijo mais importante da vida deles?
Tudo bem, eu admito, eu estava mesmo muito puta da vida. E isso não é legal. Digo, quando eu fico puta da vida. Porque em vez de começar a berrar como qualquer pessoa normal... Bem... Eu choro.
Sério. Eu sinto meu nariz arder horrivelmente e, antes de poder me controlar as lágrimas começam a escorrer por meu rosto.
É uma coisa triste pra dizer a verdade. Literalmente triste.
E qual é o único lugar da casa dos Cullen que você pode chorar sem ser interrompida? Ou reformulando a pergunta, pode fazer qualquer coisa sem ser interrompida?
Quem disse banheiro errou.
Eu quis dizer NENHUM. Nenhum lugar dessa casa é privado. Claro que na hora eu estava nervosa de mais para pensar em trancar a porta, mas isso é irrelevante.
Eu só sei que me enfiei no sofá e comecei a chorar. E depois de dez minutos passou, porque minha raiva já estava descarregada.
Bem pra falar a verdade não estava, mas pensar em formas de vingança contra Emmett era relaxante, sério mesmo.
Coisas que envolviam porões e convencer Rosalie a deixar Emmett sem sexo por umas três décadas, podem realmente consolar uma pessoa.
Quando estiverem na fossa, pensem nisso. Eu garanto que adianta.
E quando eu parei com minha fossa por-não-ter-agarrado-o-Edward-nem-feito-coisas-pecaminosas-com-ele, a primeira coisa que aconteceu foi o telefone tocar.
Alice veio correndo atender, e falou umas poucas palavras com Carlisle e Esme, que pareciam estar se divertindo muito na Irlanda.
E meu Deus, até meu possíveis-futuros-sogros podiam ter uma noite se sexo saudável e eu uma adolescente normal nem podia beijar o cara que eu amava, porque o idiota do irmão dele ficava atrapalhando.
Tudo bem. Um dia eu ia superar isso. Quem sabe quando eu tivesse oitenta e nove anos e não fosse mais virgem.
Tá legal, eu admito. Eu queria muito estar com Edward. De preferência na cama.
E ops... Eu até tinha me esquecido que isso ia acontecer hoje, porque o encanador havia concertado o cano do banheiro, mas não havia concertado todos os estragos que ele fizera.
Quero dizer, o único quarto em que eu podia dormir era o do Edward. E meu Deus, nós íamos dividir sua cama-king-ultra-size por uma noite ou, se tudo desse certo, ou errado dependendo do ponto de vista, por até mais de uma noite.
Ta agora eu ovulei aqui. E isso foi uma piada sem-graça, então esqueçam.
E que só de pensar em Edward, dormindo ao meu lado, eu já começava a me sentir ansiosa, ao mesmo tempo em que meu coração disparava de uma forma irracional.
Meu Deus... Estar apaixonada é um porre. Tudo em que eu podia pensar era nisso.
E Rosalie meio que estava me corrompendo também. Porque quando eu, ela e Alice, estamos conversando sobre essas coisas, eu fico com medo. Sério. Ela fala sobre as coisas que Emmett faz com ela, e isso me assusta.
Ela disse que eles já fizeram... Bem... Vocês entenderam o que eles fizeram... Em uma cabine fotográfica.
Sem brincadeira. Em-uma-cabine-fotográfica. Eu fiquei com medo, porque eu não pensei que isso fosse possível.
Quero dizer olhem o tamanho de Emmett. E a qualquer momento, qualquer pessoa podia entrar ali... Ou ouvir estranhos gemidos.
Isso pode traumatizar uma pessoa. Não a mim, porque no meu estado, eu bem queria estar em uma cabine fotográfica... Porque era mais provável que ninguém me interrompesse na cabine, do que aqui na casa do Cullen.
E ta. Eu preciso logo de Edward. Toda essa sedução estava me matando.
E agora... Eu tento algo essa noite, ou não?
EPOV
Eu estava deitado na cama, esperando Bella sair do banheiro em que ela estava se trocando.
Eu já havia decidido que ia beijá-la, mesmo que ela me rejeitasse. Eu não agüentava mais ficar longe dela. Em minha cabeça, era impossível que uma coisa dessas acontecesse: Amar tanto uma mulher, a ponto de nem sequer conseguir ficar longe dela. Amar tanto uma única pessoa, de modo que ela se tornasse seu mundo, sua fonte de sobrevivência.
Mas era assim que me sentia. Era assim, toda vez que meu coração batia, e eu sabia que ele continuava pulsando por ela, só por ela.
Eu amava Bella. Era tão fácil admitir para mim mesmo, quando por toda a vida fora assim. Era estranho pensar desse jeito. Porque antes de observá-la como uma mulher, incrivelmente sensual e desejável, eu a observa como uma irmã. E como minha melhor amiga.
Agora, obviamente, minha mente havia mudado. Eu fui cego por tempo de mais, para deixar que essa tortura que estava passando agora, se estendesse.
Eu ia dizer tudo o que eu sentia para Bella. E se ela me aceitasse, eu seria o homem mais feliz do mundo.
Se ela não me visse como eu a vejo, - loucamente e, sinceramente, apaixonadamente, - Eu iria fazer de tudo para conquistá-la. Nem que eu tivesse que dedicar minha vida a isso.
Eu dei um suspiro contente com minha decisão, e meus olhos foram parar na porta que se abria.
Meu coração disparou e, finalmente Bella apareceu em minha frente.
E meu Deus! Ela estava espetacular!
Ela estava vestida com uma camisola de seda branca, que se estendia levemente até seus pés. Seu rosto, lindo como o de uma princesa, estava levemente rosado, enquanto ela caminhava lentamente até mim, com aquele seu rebolado discreto que me enlouquecia.
Eu tentei me conter... Tentei fazer com que meus braços não puxassem sua cintura fina de encontro a mim, mas foi impossível.
No segundo seguinte, meu coração batia junto ao dela, num abraço apertado.
Era agora.
- Edward... – Ela sussurrou. – Eu preciso te falar uma coisa.
Suas mãos haviam subido para meus cabelos, e os acariciavam de um jeito extremamente gentil. Eu me senti feliz de um jeito estranho, nessa cena simples.
Mas eu decidi que não a deixaria falar. Eu ia agir. Porque se eu a deixasse falar qualquer coisa como: "Ah Edward, você é como meu irmão." Ou "Edward, eu te amo como um irmão." Eu ia perder a coragem. Eu nunca ia desistir dela, obviamente, mas teria que arrumar um jeito mais eficaz de conquistá-la.
Por isso, quando ela ia pronunciar suas primeiras sílabas, eu coloquei meu dedo em seus lábios, a obrigando a parar.
Meus lhos passearam lentamente por todo seu rosto, porque eu não queria esquecer aquele momento nunca. Iria me lembrar dele para sempre, se dependesse de mim.
Eu me inclinei para frente, roçando nossos narizes, e eu pude sentir perfeitamente o hálito quente e ofegante de Bella.
Ela havia fechado seus olhos, e suas mãos subitamente fizeram uma pressão maior em meus cabelos, aproximando mais nossos rostos.
Quando nossos lábios se encostaram, eu pensei que fosse morrer. Uma corrente elétrica atravessou meu corpo, e eu me senti subitamente alerta, feroz... Excitado.
Meus dedos escorregaram por sua nuca, e eu pedi passagem com minha língua, sendo aceito prontamente.
Nossos corpos estavam colados, enquanto nossas línguas dançavam ferozmente entre si, se amando do jeito delas.
E sem nem mesmo saber de onde isso saía, eu descolei meus lábios dos dela, e passei a beijar sua bochecha, seu maxilar e fui descendo para seu pescoço.
Eu tinha certeza que ela podia sentir minha excitação, mas isso não me constrangeu. Eu podia sentir seus seios intumescidos contra meu peito, e sabia que ela também me queria.
E eu fui mais longe, e passei a beijar seus ombros, enquanto a ouvia gemer bem baixinho em meu ouvido.
Isso era humanamente impossível. Como será que eu podia querê-la tanto, quando nós só havíamos nos reencontrado a um dia e uma noite? Como será que meu corpo podia clamar tanto pelo dela, quando nós sempre fomos irmão antes disso?
Eu não sabia, mas sabia que era isso que eu queria para minha vida. Sempre.
- Edward... – Ela suspirou meu nome baixinho, enquanto eu me virava e passava as pernas por seu quadril, ficando em cima dela.
E novamente capturei seus lábios, enquanto minhas mãos voavam pela lateral de seus seios até alcançar sua cintura perfeita. E a apertei delicadamente, enquanto sentia o corpo de Bella se arquear de encontro ao meu, e suas pernas enlaçarem minha cintura.
Eu me friccionei a ela, e não pude evitar soltar um gemido, quando as mãos de Bella desceram de minha nuca, e começaram a arranhar minhas costas por cima do pijama.
Meu maior desejo era que nossas roupas voassem pelos ares, e que eu pudesse penetrá-la e penetrá-la, até que fosse impossível continuar. Mas eu sabia que não era para ser assim. Eu sabia que com Bella tinha que ser diferente. Bella era especial.
Mas isso não significava que eu fosse parar, obviamente.
Por isso, apenas para acalmar um pouco as coisas, eu saí de cima dela, e continuei a beijar seus lábios, lentamente agora, sentindo a textura de sua língua de encontro a minha, enquanto nos abraçávamos.
Oh, eu a amava. E iria demonstrar isso de todas as formas possíveis e impossíveis, daqui por diante.
