Capítulo X – Celidónia ( o primeiro suspiro de amor)

Era um domingo quando você me chamou para sair. Foi a primeira vez que os nossos horários bateram e conseguimos um curto espaço de tempo só para nós.

Foi você quem me chamou para sair, mas fui eu quem escolheu o lugar.

- Onde estamos indo, L? – Você perguntou, tentando conter a ansiedade. Seus olhos estavam vendados por um pano branco e eu te guiava, segurando uma de suas mãos.

- Se eu te disser, não será mais aquilo que chamam de surpresa. Espere um pouco, Maya, estamos quase lá. – Eu caminhei de mãos dadas com você, ainda por um tempo, até que parei e soltei sua venda. – Chegamos.

A sua reação foi, no mínimo, previsível. Os seus olhos azuis se arregalaram, o sangue se concentrou nas suas bochechas e então eu vi lágrimas. Lágrimas correrem pelo seu rosto.

- Você está triste, Maya? – Perguntei, enquanto você olhava continuamente para a paisagem. Um campo de Celidónias.

- Não. É que esse lugar...- E então você me abraçou e me roubou um beijo, sem nem sequer terminar a frase.

As Celidónias sempre foram as suas flores favoritas, ainda mais por seu significado: O primeiro suspiro de amor. E era assim que eu me sentia agora com você. E então eu percebi que jamais te perderia. Nem para o meu trabalho, nem para a sua música.

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Agora vocês sabem o que são Celidónias 8)