Título: Um Lugar Para Recomeçar
Gênero: Padackles / J2
Autora: Mary Spn
Beta: Eu mesma! Os erros são todos meus.
Conselheira: TaXXTi
Avisos: Contém cenas de relação homossexual entre dois homens. Não gosta, não leia!
Sinopse: Dois homens feridos pelo passado. Enquanto um deles está disposto a recomeçar, tudo o que o outro quer é fugir. Estariam destinados a curar as feridas um do outro ou a machucarem-se ainda mais?
Um Lugar Para Recomeçar
Capítulo 10
Tudo o que Jared queria era que as pessoas esquecessem a sua existência, queria estar em paz, sozinho, queria ficar trancado dentro da sua muralha, longe de tudo... Sem precisar lidar com as pessoas, sem precisar sentir...
Mas Jensen tinha aparecido ali como quem não quer nada, e pouco a pouco estava derrubando suas barreiras. E isso o assustava... Assustava muito.
Aquele escritor era muito mais ousado do que podia esperar, além de teimoso e inconsequente. Quando estava por perto lhe fazia perder completamente a razão.
Jared estava decidido a impedi-lo de sair da ilha de qualquer maneira, nem que tivesse que amarrá-lo em uma cadeira. Mas as coisas tomaram outro rumo... Um rumo que não esperava.
Quando sentiu a proximidade do corpo de Jensen e os lábios macios do outro junto aos seus, qualquer palavra que tinha pensado em dizer morreu na garganta.
Por mais que quisesse lutar contra seus desejos, não conseguiu resistir àquela tentação.
Abriu os lábios, permitindo a língua de Jensen explorar sua boca, e soltou as mãos da gola da camisa do loiro, se agarrando a sua cintura e puxando seu corpo para mais junto de si.
Sentiu Jensen sorrir vitorioso entre o beijo e o teria socado se não estivesse tão ocupado em desabotoar a camisa do loiro. Suas bocas quase não se separaram enquanto despiam a camiseta um do outro. Jared só largava a boca de Jensen para beijar morder de leve o seu pescoço, afinal a pele de Jensen era algo viciante.
As mãos do loiro deslizavam pela cintura e pelas costas de Jared, apalpando e sentindo cada músculo.
Jensen viu-se prensado contra a parede pelo corpo de Jared, sentindo quanto o outro também já estava excitado. Seus corpos se esfregavam, roçando suas ereções e arrancando gemidos um do outro.
Jensen sentiu as mãos grandes de Jared apertarem suas nádegas e então o erguerem do chão, momento em que envolveu suas pernas em torno da cintura do moreno e deixou-se ser carregado até a cama.
Após deitá-lo, Jared o beijou, então desceu seus lábios pelo pescoço, ombros e peito de Jensen, lambendo e provando seu gosto.
Jensen agarrou Jared pelos ombros e rapidamente inverteu as posições. Beijou o pescoço e o peito do moreno, demorando-se um pouco mais em seus mamilos, lambendo e deixando-os enrijecidos.
Desceu sua língua pela barriga de Jared e então abriu sua calça, puxando-a para baixo junto com a boxer preta, deixando-o completamente nu. Segurou seu membro com a mão direita e passou a massageá-lo devagar, arrancando gemidos do moreno.
Jared agarrou-se com força aos lençóis quando sentiu Jensen abocanhá-lo, ora lambendo, ora chupando seu pênis com empenho, o levando à beira da loucura. Quando estava prestes a gozar, fez com que o loiro parasse, então o beijou e inverteu as posições novamente.
Jensen foi virado de bruços depois de Jared ajudá-lo a livrar-se das próprias calças.
O moreno dava leves mordidas e beijava a pele de suas costas; as costas de Jensen eram tão perfeitas, um verdadeiro convite ao pecado.
Jensen sentia-se extremamente excitado, mas também um pouco temeroso ao sentir a ereção de Jared roçando em seu traseiro.
Apesar do moreno estar sendo gentil e carinhoso, Jensen sentiu um frio na espinha ao pensar que Jared poderia tentar penetrá-lo assim, sem nenhum preparo.
Pensou em dizer algo, mas mudou de ideia quando Jared o virou novamente e pegou um tubo de lubrificante e camisinhas na gaveta ao lado da cama.
O moreno o beijou de uma maneira doce e carinhosa antes de dobrar seus joelhos e invadir sua entrada com seus dedos lambuzados de lubrificante.
Jensen gemeu e apertou seus olhos ao sentir aquele contato tão íntimo pela primeira vez depois de muito tempo.
- Eu nunca fiz isso com um homem antes, então... Você me avisa se eu fizer algo de errado – Jared sussurrou entre os beijos.
- Você está indo muito bem – Jensen sorriu, lhe passando segurança.
O que inicialmente era algo desconfortável, estava tornando-se cada vez mais prazeroso. Jared movimentava seus dedos em um ritmo gostoso de vai e vêm que fazia Jensen querer mais e empurrar seu corpo involuntariamente de encontro aos dedos do moreno.
Quando sentiu que o loiro estava pronto e relaxado, Jared se encaixou entre as suas pernas, colocou o preservativo em seu membro e o penetrou devagar, sentindo o corpo de Jensen se contrair.
A dor inicial era inevitável, mas logo que Jared passou a se movimentar dentro dele, Jensen envolveu suas pernas em torno da cintura do moreno e só palavras desconexas e gemidos de prazer podiam ser ouvidos dentro do farol.
As mãos de Jensen se agarravam às costas de Jared, marcando sua pele.
Enquanto entrava cada vez mais fundo e mais forte no corpo apertado de Jensen, Jared se deliciava com os gemidos e com a expressão de prazer no rosto do loiro... Seus olhos fechados, a face rosada e a boca entreaberta; sem dúvida Jensen era pura tentação.
Jared voltou a beijá-lo, abafando os gemidos de ambos, estava completamente entregue ao prazer e às emoções do momento, sentindo tudo que não se permitira sentir há muito tempo.
O corpo de Jensen era viciante e acolhedor, seu cheiro, o gosto da sua pele, seus toques... Jared já não sabia mais se conseguiria viver sem isso.
Seus corpos suados se encaixavam perfeitamente, e a cada movimento do corpo do moreno, Jensen sentia seu membro sendo pressionado contra a sua barriga, fazendo-o quase delirar de prazer.
Em pouco tempo Jensen gozou, gemendo o nome de Jared e lambuzando o abdômen de ambos. Sentindo o corpo do loiro contrair-se ainda mais pelo orgasmo, Jared também se derramou dentro dele.
Depois de recuperar o fôlego e livrar-se do preservativo, Jared envolveu Jensen em seus braços.
- Nada mal, hã? – Jensen o encarou, com um sorriso doce nos lábios.
- Não, nada mal – Jared suspirou e beijou-o novamente.
Ficaram algum tempo em silêncio, relaxando nos braços um do outro e acabaram adormecendo.
Quando Jensen despertou horas depois, se espantou ao perceber que Jared ainda estava ali, acordado, o observando e fazendo um leve carinho em seus cabelos.
- Wow! Você não fugiu desta vez?
- Parece que não – Jared sorriu.
- Por que o mar está muito agitado? – Jensen virou-se de frente para poder encará-lo.
- Não, porque eu sei que não adianta tentar fugir de você.
- Hmm... Finalmente você disse alguma coisa sensata!
- Jensen...
- Hmm?
- Você sabe que isso nunca vai dar certo. Por que continua insistindo?
- E por que tanta certeza de que não vai dar certo?
- Você tem uma vida lá fora, e eu não pretendo sair desta ilha tão cedo.
- Você pode mudar de ideia.
- Não, eu não posso.
- Ok. Tem algo que eu aprendi com o Julian... Talvez não completamente, mas ele vivia tentando enfiar isso na minha cabeça.
- E o que é?
- Viver o momento. Um dia de cada vez, sem se preocupar com o amanhã. No início eu achava isso uma loucura, mas ele tinha razão. Do que adianta fazer planos para o futuro, se não sabemos nem se amanhã estaremos vivos ou não?
- Não me parece uma ideia muito otimista.
- Não, mas funciona. E é assim que eu tenho vivido desde a morte dele. Um dia de cada vez. Você deveria tentar.
- Talvez.
- Bom, talvez é bem melhor do que nunca.
- Como ele era?
- O Julian? Bom, ele era praticamente o oposto de mim. Enquanto eu sempre fui romântico e sonhador, ele era extremamente racional. Sempre agia pela lógica. Mas era uma pessoa incrível, doce, e na maioria das vezes ele acabava cedendo por mim, deixando a razão de lado e aderindo às minhas loucuras.
- Você consegue ser bem persuasivo quando quer.
- Você ainda não viu nada... – Jensen sorriu com malícia.
- É, eu aposto que não. Romântico e sonhador, é? Eu já suspeitava disso... Dá pra perceber pela maneira que você escreve.
- Ahaaa! Então aquela história de "O que você escreve? História em quadrinhos?" era tudo uma farsa, não era? Você já leu os meus livros! Pelo menos um você já leu!
- Eu vou te mostrar uma coisa... Na verdade, eu não deveria te mostrar porque você vai ficar insuportável... – Jared vestiu sua calça e foi até o baú de madeira que estava encostado na parede, levantando sua tampa.
- Puta que pariu! – Jensen arregalou os olhos ao ver que tinha um exemplar de todos os onze livros que havia escrito – Você é meu fã!
- Não! Quero dizer, talvez um pouquinho... Mas não eram meus. A Gene era sua fã. Eu nunca tinha lido nenhum deles antes de vir para esta ilha.
- Quais você leu depois que veio pra cá?
- Todos – Jared rolou os olhos depois de ver o sorriso convencido de Jensen – Quando chove não se tem muito o que fazer por aqui, sabe?
- Sei – Jensen deu risadas – E você gostou de algum?
Jared retirou um deles do baú e o entregou nas mãos de Jensen.
- Destinos Entrelaçados? Jura? Logo você que não acredita em destino?
- Abra...
- Eu autografei? – Jensen se espantou ao abrir a primeira página - Espera... Eu me lembro! Claro, eu me lembro dela... Tão sorridente com o bebê no colo, e... Ela pediu que eu autografasse em nome da sua filha, para que ela... – Jensen parou de falar de repente, vendo que só traria à tona mais lembranças tristes.
- Ela dizia que você escrevia com o coração. Vivia insistindo pra eu ler, mas... Eu nunca tive muito interesse. Às vezes ela lia alguns trechos pra mim, antes de dormir.
- Uau!
- Alguns dias depois da tragédia, eu... Eu voltei pra buscar algumas coisas na casa, ou no que tinha sobrado dela, e... A maior parte estava destruída, mas estante da sala onde estavam os livros continuava lá... intacta, apenas com um pouco de poeira. Eu recolhi os livros porque era algo que ela amava, os trouxe pra cá e quando comecei a ler não consegui mais parar... Só então eu entendi o que ela quis dizer.
- Você não acredita mesmo que tenha um dedo do destino nisso tudo?
- Eu já te falei, Jensen... Se existe um destino, até hoje ele só serviu pra me ferrar!
- Tudo que aconteceu é muito triste, e eu sei bem como você se sente, mas... Talvez se você se desse uma chance... Você ainda pode ser feliz!
- E se eu não quiser?
- Por quê? Não foi culpa sua e você está vivo, Jared! Você merece ser feliz, você precisa recomeçar a sua vida – Jensen segurou o rosto do moreno com as duas mãos – E você não está sozinho.
- Eu não... Eu não sei...
- Pelo menos enquanto eu estiver por aqui, promete?
- O quê?
- Promete que enquanto eu estiver aqui você vai tentar esquecer o seu passado e se divertir um pouco?
- Me divertir? - Jared franziu a testa.
- Você precisa deixar de lado toda essa amargura que carrega consigo, precisa sorrir mais! Você não faz idéia do quanto o seu sorriso é incrivelmente lindo...
- Dá pra você parar? – Jared riu, sem graça.
- Você devia me agradecer, foi um elogio!
- Isso já está sendo gay demais pro meu gosto – Jared brincou.
- É isso que te incomoda? Se envolver com um homem é algo que te assusta?
- Não tanto quanto eu imaginava.
- Você imaginava? Então... Já tinha pensado sobre isso?
- Você faz perguntas demais, Jensen! - Jared rolou os olhos, disfarçando.
- Me diz!
- É claro que eu pensei, eu... Eu não sei, você... Mexe comigo! Desde aquela noite que...
- Que eu te chupei?
- É. Eu também sou de carne e osso, Jensen, qual é?
- Eu sei. Na verdade eu só queria ver você admitir.
- Admitir o quê?
- Que tem pensado em mim, ou melhor ainda, que sente desejo por mim.
- E você ainda duvidava disso depois do que aconteceu hoje?
- É que você tem um jeito estranho de demonstrar que se importa, sabe?
- Não é isso, eu... Eu só queria que você desistisse, antes das coisas chegarem neste ponto. Mas que porra, você é muito mais teimoso do que eu imaginei!
- Eu jamais desistiria de você - Jensen falou com sinceridade.
- Você não deveria criar tanta expectativa, Jensen... Eu já disse que...
- Que eu irei embora e que você não pretende sair dessa ilha... Eu sei. Um dia de cada vez, lembra?
- Você não existe! – Jared riu.
- Eu existo sim, você quer que eu prove? – Jensen chegou bem perto, colando seus corpos e abraçou Jared pela cintura.
- Então prove! – Jared o agarrou e derrubou-o na cama, se deitando em cima dele e prendendo suas mãos acima da cabeça.
- Possessivo... Eu sempre imaginei! – Jensen sorriu de um jeito safado antes de ter sua boca tomada pelos lábios de Jared.
Continua...
Respondendo às reviews:
Sandra: Jared se sente mesmo muito culpado. Mas quem sabe o Jensen consiga dar jeito naquela teimosia toda, não? Ah, obrigada pela dica, mas Jared cego? Não sei se eu conseguiria... Obrigada por ler e comentar! Beijos!
Candy: Jared marrentinho? rsrs. Não, com certeza ele não é assim, mas por isso eu gosto de escrever AU, assim posso moldar os personagens do jeito que eu quero! *adooro* Mas o lado doce dele logo vai aparecer... Jensen é mesmo um amor, ele não desiste nunca! \o/ Beijos! E obrigada por comentar!
Bia: Jared com ciúmes é tudo de bom, né? Foi maldade eu terminar o capítulo daquele jeito? Será? rsrs. Beijokas!
Elisete: Eu sei, a cena do Jared deitado na praia com o revolver na mão foi de cortar o coração, né? Tadinho do Jensen... Pois é, quanto ao Jared ceder ou não, o capítulo atual já deu sua resposta, espero que tenha gostado! Bjos!
Lene: Sem dúvida eles foram feitos um para o outro! Até o destino parece estar dando uma forcinha, não é? Obrigada por comentar! Beijos!
DWS: Obrigada! Fico feliz em saber. Beijos!
Quero muuuitas reviews neste capítulo, hein! Senão eu faço o barco do Jensen virar e o Jared se suicidar... hehehe! *autora malvada mode on*
