As Joias do Anjo e do Diabo
Quando regressaram da praia tomaram banho e despacharam-se para depois irem ter com o Lucas para ver o que ele queria. Ele estava dentro do seu laboratório à frente do seu computador:
- Que querias Lucas? – Perguntou a Dália. O ouvir isso ele virou a cadeira em direção a eles.
- Quero vos mostrar uma coisa que descobri quando pesquisei um pouco sobre as joias. É que sabem, alguns de nós …
O Lucas foi interrompido com uma sirene a tocar da parede do laboratório. O som era alto e ensurdecedor que mal se ouvia as pessoas a falar. O Lucas rapidamente desligou o alarme e foi ver o que era no computador.
- O que era isto? – Pergunta o Bruno.
- É um radar que instalei, quando fosse descoberta alguma joia isso ativa. – Responde o Lucas enquanto procura o sinal das joias no computador. Mal se via ele a tocar no teclado com tanta velocidade de escrever. – Mas o sinal não vem deste país.
- O quê? – Todos ficaram espantados.
- Mas não tinhas dito que esta lenda era de Portugal? – Disse o Lourenço.
- Sim, eu disse. Mas as joias quando se separaram foram cada uma para o seu canto, mas depois o Homem pode muito bem ter trocado os lugares das joias por muitas razões que desconhecemos.
- Então e donde vem esse sinal? – Perguntou a Leonor.
- Duas joias foram ativadas no Central Park em Nova Iorque. – Desligou o computador, virou a cadeira e saiu dela. – Bem, temos que ir para América.
- Sim! – Todos responderam.
Despacharam-se e fizeram a viagem até Nova Iorque. Mas quando lá chegaram só ouviam gritos das pessoas nas ruas enquanto fugiam do parque. Certamente algo de mau se passava por lá. Quando lá chegaram viram mesmo no meio do parque um demónio vermelho com uns 20 metros de altura. Ele estava a destruir tudo na cidade. De repente foram vistos pelo demónio e foi em direção à carrinha.
- Ele vem aqui Lucas! – Disse logo a Ângela.
- Eu sei! Agarrem-se bem a algo.
O Lucas rapidamente desviou o helicóptero para não serem atingidos. Por pouco não foram porque passou por centímetros a mão do monstro.
- Dália! Eu tenho que aterrar o helicóptero mas se ele vê vai ataca-lo preciso duma distração! Ângela, agarra na Dália para ela não cair!
- Certo! – Responderam as duas.
Num corrimão as Ângela pôs as suas pernas e os seus braços estão atados à cintura da Dália enquanto esta abriu a porta.
- Little Tornado.
Dois pequenos tornados foram em direção aos olhos do monstro que o fez ficar confuso e a Dália fechou a porta.
- Já está Lucas!
- Ótimo!
Então foram para uns prédios atrás para o helicóptero não ser destruído rapidamente. Saíram do helicóptero e foram em direção ao parque. Quando lá chegaram é que realmente viram o tamanho daquela besta.
- Como nós o vamos derrotar? – Perguntou o Lourenço. – Ele é demasiado grande.
Enquanto eles pensavam num plano para deitar abaixo o demónio algo ou alguém caiu a uma grande velocidade no chão que fez um grande buraco não muito longe donde eles se encontravam. Foram ver o que era. Era um anjo. Uma rapariga loira com o seu cabelo a chegar muito bem até metade das costas com 2 asas de anjo em cada lado das costas. Ela tinha um top branco com calças brancas e também eram da mesma cor os seus sapatos. Mesmo que não fosse, podia muito bem ser um anjo, a ver do Lucas. "Ela é tão bela." Pensou o Lucas para si e ela começou a levantar-se. Tinha os olhos castanho-esverdeados e era ligeiramente mais alta que o Lourenço, que era o mais alto do grupo. Quando ela reparou que estava à volta deles ela disse logo em português:
- Vão-se embora! Isto não é um sítio seguro para vocês.
- Espera. – Disse a Dália. – Nós podemos ajudar.
- Não podem não. Ele é muito perigoso. – Disse a anjo ao virar-se para eles e deu para reparar que tinha uma cruz na cintura.
- Posso ver essa cruz por favor? - Perguntou o Lucas.
- Não. Eu já disse vão-se embora antes que fiquem aleijados, se não ficarem pior.
- Essa cruz também te deu poderes, não foi? – Perguntou o Bruno e ela ficou logo calada e prestou-lhe atenção. – Nós também temos coisas assim parecidas. Elas chamam-se joias mágicas e cada tem o seu próprio poder e viemos acabar com aquele demónio e podemos …
- NÃO! – Falou ela ao largar uma pequena lágrima. – Eu não permitirei vocês acabarem com ele. Tem que haver outra maneira.
- Então porquê? – Perguntou o Lourenço.
Ela olhou para o demónio a destruir prédios. Respirou fundo e respondeu:
- Acreditem ou não, aquele demónio é o meu irmão gémeo Luís. Não sei o que se passou, mas quando encontramos estas pedras estranhas ele tocou na dele e logo se transformou naquele monstro. Eu já tentei acalmá-lo mas não tive sorte nenhuma. – Ela baixou a cabeça e começou ‑lhe a correr dos olhos mais umas poucas lágrimas. Um pouco depois levantou a cabeça e falou. – Se o querem derrubar, então primeiro tem que me derrotar.
- Nós não vamos lutar contra ti. – Disse o Bruno com os braços cruzados. Descruzou‑os e foi ter com o anjo e depois pôs as suas mãos nos ombros dela. – Nós viemos salvar estas pessoas. Se tu dizes que ele é teu irmão então nós faremos tudo para que ele seja derrotado e depois o levamos daqui. Percebes? – Ela abanou com a cabeça e depois o Bruno virou-se para o grupo. – Já sabem. Não importa o que façam. Temos que o derrotar. Pelo bem de todos os cidadãos daqui. – Virou-se outra vez para ela. – Já agora como te chamas?
- Luísa.
- Eu sou o Bruno e sou o líder do grupo. – E depois foi apresentar o grupo da direita à esquerda. – Eles são a Ângela, a Leonor, o Lourenço, a Dália e o Lucas.
- Mas como vão ataca-lo, já pensaram nisso? – Perguntou a Luísa.
- Não, nós mal chegamos aqui. – Disse o Lourenço.
- Eu posso ter um plano.
Todos viraram-se. Era o mesmo homem estranho que das outras vezes.
- Tu outra vez? – Perguntaram espantados a Leonor e o Lucas.
- Vocês conhecem-no? – Perguntou a Dália a eles.
- Não, ele não diz o nome. Mas ajudou-me a derrotar o Sr. Trovão no incêndio.
- E a mim ajudou-me contra o Sr. Gelo na praia.
- E pelos vistos safaram-se muito bem pelo que estou a ver.
- E vens aqui ajudar‑nos? – Perguntou a Luísa.
Baixou um pouco os óculos a mostrar os seus olhos verdes e disse:
- Eu nunca digo não a pessoas belas. Ainda por cima se forem anjos.
- Cuidado! Atrás de ti! – Disse a Leonor.
E o punho do demónio caiu em cima do misterioso. Mas ele estava ao lado.
- Eu tenho a joia do Tempo. Com ela eu paro o tempo e sei tudo o que aconteceu, o que acontece e o que acontecerá.
Dito isto deu um salto mortal para o punho do demónio que voltou a andar e ele começou a correr para o ombro. Todos ficaram impressionados com a técnica dele. O demónio ia enxotá‑lo com a mão mas o homem saltou a tempo de escapar. Quando chegou ao ombro saltou para o nariz do monstro e daí deu outro salto mortal para trás mas só ficou a rodopiar para cima e deixou o seu pé direito de fora. Começou a descer até o seu pé chegar à testa e disse:
- Backwards Somersault: Full Right Power1.
Com tanta força que ele fez até rachou a testa do demónio. Depois foi para o chão e apareceu logo ao pé deles.
- O meu trabalho já está feito.
- Mas não o derrotas-te. – Falou o Lucas.
- Eu nunca o disse que o derrotaria. Ele só vai ser derrotado pela flecha da luz para iluminar a escuridão dele. – Tens que ser tu a dar o último golpe Luísa.
- Eu!? – Perguntou ela espantada. – Eu … Eu não consigo. Ele é meu irmão, e não o posso matar! – E agora voltou a chorar.
- Eu não estou a dizer para matares o teu irmão, nada disso. Ele é um demónio. O teu irmão está dentro do demónio. A raiva que o teu irmão tinha por algo que ambos sabemos o que é tomou controlo da joia. Aquela joia é oposta às outras. Ela responde melhor à raiva do portador. Mas tanta raiva fez o Luís se descontrolar.
- Eu não consigo! Eu não tenho nenhum ataque. Não podes tu ou um de vocês ataca-lo?
- Não porque qualquer ataque. Se um de nós atacar pode causar ferimentos ao Luís. É por isso que tens de ser tu Luísa. Só tu é que tens o poder de … - Sentiu um puxão do seu braço esquerdo pelo Lucas que disse.
- Se ela não consegue então deixa-a. Tem que haver outra maneira.
- Sim, há. Derrotam a besta mas acabam com a vida do Luís. É essa a outra maneira que queres?
- Já chega. – Disse a Luísa.
- Não, mas tem que haver outra maneira. Tem que haver.
- Ouve bem Lucas. Só há duas opções nisto. Ou a Luísa o ataca e salva o irmão ou vocês e eu atacamos e o irmão dela morre por nossa causa. O que achas melhor?
- JÁ CHEGA! – Implorou a Luísa e eles ficaram calados. – Eu vou fazê-lo. Mas não sei como queres que faça. – Agarrou nas suas asas. – Eu só sei transformar-me em anjo que agora não serve para nada. E tentou puxá-las mas que também lhe deu dor mas conseguiu arrancar uma pena. – Eu nem arrancar estas asas parvas eu consigo.
Ela atira a pena para a frente quando de repente a pena começou a brilhar.
- O que se passa com a pena? – Pergunta a Luísa mas não obteve resposta.
A pena brilhou tanto com uma luz branca que chegou a formar a forma de um arco que fez com que o cabelo da Luísa voasse um pouco para cima. A luz desapareceu e viu-se o que era. Era um arco longo revestido por penas iguais às das suas asas com uma corda branca e fina que mal se vê. O arco tinha a sua altura, mas assim podia chegar a grandes distâncias. A Luísa tentou puxar o fio do arco e de lá apareceu uma flecha branca. Então decidiu. Apontou a flecha um pouco mais acima da testa do demónio e disse:
- Celestial Arrow2.
Então a flecha foi disparada a uma grande distância e acertou em cheio na racha da testa deixada pelo homem.
- Já está! – Disse a Luísa e todos ficaram contentes, mas o demónio ficou mais zangado com aquilo que rugiu de dor.
- O que aconteceu? – Perguntou a Luísa. – Pensei que tinhas dito que disparar a flecha ia acabar com isto.
- E tinha. Afinal o futuro mudou. É preciso alguém enfiar aquilo mais para dentro.
De repente o Bruno começou a correr em direção ao demónio.
- Bruno, onde vais? – Perguntou a Leonor.
- Eu tenho um plano prepara o helicóptero Lucas. – Disse o Bruno que depois saltou para a frente e apontou para de onde saltou com a sua mão. – Attacker Defense.
O seu ataque o fez ir mais para cima como se estivesse a voar.
- Já sei o que quer fazer. – Disse o misterioso.
- Já? – Pergunta a Luísa. – O que é então.
- Ele vai chegar lá acima com o impulso da Defesa Atacante e vai fazer força na flecha para entrar na testa. Tu depois tens de os salvar antes que caiam.
- Mas não tenho força para levar os dois.
- Eu aviso a Ângela para salvar o Bruno. Prepara-te para salvares o Luís.
- Sim.
Ela vou-o até o demónio e o misterioso desapareceu.
O Bruno quando chegou à testa do demónio atacou a flecha para entrar.
- Attacker Defense!
Ele foi empurrado para trás e viu a flecha a entrar na testa e essa começou a brilhar uma luz preta e branca de tal maneira que chegou a acabar com o demónio. De lá de dentro apareceu o Luís que era parecido à Luísa como eram gémeos, mas com diferenças. O cabelo era curto e preto. Tinha uma t-shirt vermelha com umas calças pretas e ténis brancos e pretos. A Luísa passou pelo Bruno e foi apanhar o Luís. O Bruno sentiu logo um puxão pelos braços. A Ângela puxou-o para dentro da carrinha ao mesmo tempo que a Luísa levava o Luís lá para dentro. Quando já estavam lá dentro a Dália ia fechar a porta mas o homem misterioso não deixou.
- Então. Deixa fechar a porta. – Disse a Dália.
- Não. Eu tenho que ir embora. – Falou o misterioso.
- Mas podes ficar connosco e juntares-te ao grupo. – Disse o Bruno.
- Não posso Bruno. Eu não tenho tempo para isso. – Justificou o homem. – Para já. Mas a próxima vez que nos encontrarmos eu junto-me a vocês. Até à próxima, Joias Mágicas.
Saltou para fora do helicóptero mas desapareceu logo. O resto do grupo foi para casa e levaram a Luísa e o Luís com eles.
1 Backwards Somersault: Full Right Power – Salto Mortal para Trás: Poder Direito Total.
2 Celestial Arrow – Flecha Celestial.
