Notas do capítulo
Eeeei pessoal, depois de meio ano sem postar, aqui estou eu com um capitulo!
Desculpem mesmo, mas a falta de criatividade estava matando minha vontade de escrever, principalmente por que eu gosto de fazer coisas legais com essa fic ^_^
Então um beijo e obrigado a quem esperou att e desculpe de todas as formas, o atraso.
Beijos, e boa leitura!
(Cap. 10) Capítulo 10
Assim que acordei na manhã seguinte, sentei-me na cama e procurei com os olhos Izaya. Eu ainda me lembrava dele ali no meu lado, do que fizemos a noite. Ele não estava lá, sua roupa bem dobrada sobre a cômoda. Levantei-me da cama, vesti minha blusa e saí dali.
–Yes, mother. They are eating and bathing ... No, I'm not hitting them, much less confusing ... Bye ...
(Sim, mãe. Elas estão comendo e tomando banho... Não, eu não estou batendo nelas, muito menos as confundindo... Bye...)
Ele desligou o telefone, suspirando e sorrindo para as duas meninas que brincavam animadas no meio da sala. Ele se levantou e me olhou surpreso. Imaginei que ele não esperava que eu estivesse acordado às sete da manhã. Sorri e fui com ele até a cozinha.
Senti-me um tanto inseguro sobre como agir. Ele não tinha falado nada e ficava virado para o fogão olhando alguma coisa. Evitava-me de todas as formas, e eu via claramente isso. Eu também não o tinha chamado, mas isso durou pouco. Assim que ele se virou e serviu-me chá e lhe segurei a mão.
– Espere. – eu disse, mas ele tentou puxar a mão.
– Me solte. – ele respondeu sério.
– Por que está assim? – perguntei – O que houve?
– eu não acho que você deveria ainda estar aqui. – disse rude, fazendo-me soltá-lo – Aquilo, de ontem. Eu realmente não me importo.
– Do que você...
– Você quer que seu seja mais claro! – ele bateu na mesa e se inclinou, sorrindo – Eu... Não... Gosto... De... Você... Shi-zu-chan!
Na hora, eu não pude acreditar. O que diabos tinha acontecido com ele, o que o fez agir assim? Ele se afastou de mim, rindo da minha cara, baixinho. Suas mãos foram para a cintura e ele me encarou durante algum tempo.
– O que você esperava?! Que eu caísse de amores por você? Isso é ingênuo demais, até pra você... – ele disse, se aproximando de novo – Imagine quando eu contar para todos que o indestrutível Shizu-chan está no amor por Izaya. Imagine quantas pessoas vão rir dessa sua cara idiota, acreditando que eu era um fofo Tsundere, enquanto que eu podia dizer que meu personagem era mais do tipo, como diriam as garotas mesmo? Yandere, certo? – riu.
Eu lhe olhava perplexo. Eu não acreditava realmente que ele tinha feito aquilo comigo. Eu havia confiado nele o suficiente para perdoá-lo por tudo. Mas ele não mudou nada. Ele ainda era uma cobra, uma maldita pulga!
– Seu...!
– Rá rá rá, você deveria ver a sua cara Shizu-chan! É impagável! – ele riu alto, debochando ainda mais de mim. – Se eu fosse você, voltava para seu irmãozinho idiota, ele já deve estar com saudade desse monte de merda que é você!
Eu simplesmente não agüentei. Minha mão foi parar com um soco na cara dele, que caiu no chão mesmo tentando se apoiar na mesa. E, mesmo que eu não quisesse admitir, aquilo me deu grande satisfação.
– É melhor você sumir de Ikebukuro, Izaya. Por que da próxima vez que eu encontrá-lo, vou matá-lo. – disse em raiva – Tenha absoluta certeza disso!
Sai de lá o mais apressado que pude. As meninas chiaram assim que eu cheguei à sala, mas infelizmente eu não estava com cabeça para elas agora, por mais que elas fossem fofas. Eu andava com tanta raiva que assim que eu passei perto de uma maquina de venta automática, eu simplesmente a tirei do chão e joguei-a longe.
Eu fui para casa esperando que Kasuka já tivesse ido embora. Eu esperava realmente não encontrá-lo lá, eu não queria brigar, eu não queria falar nada. Eu, na verdade, não sabia o que eu queria naquele momento. Fui pelo caminha mais longo de minha casa, evitando o centro.
Assim que cheguei lá, encontrei Kasuka sentado no sofá assistindo a alguma coisa na TV. Olhei-o de lado e fui para o meu quarto direto, sequer devolvendo-lhe o cumprimento. Mas eu bem lhe ouvi chegar perto de mim quando já estava em meu quarto.
– Saia, Kasuka.
– Por que eu deveria? Eu sou seu irmão.
– Eu estou sério. – eu disse, olhando-lhe cansado.
Eu estava sentado no chão, minha camisa estava aberta por que eu me sentia sufocado demais. Meu cabelo era logicamente uma bagunça, assim como provavelmente estava todo eu. Mas ele não parecia se importar se eu estava sério ou não (ou uma bagunça ou não).
Ele se aproximou e envolveu meus ombros em seus braços, me abraçando de frente. O corpo dele era tão pequeno e frágil que eu tinha medo que, se o tocasse ele fosse machucar. Na verdade, eu sabia que seria provavelmente assim, então eu deixei minhas mãos no chão, mas minha cabeça caiu contra seu peito.
– Você está uma bagunça, nii-san... – ele disse, depois de um longo tempo em silêncio.
Provavelmente suas pernas estavam doendo, eu as via tremer de leve, mas ele ainda não tinha se movido. Nem sequer um milímetro ele tinha se afastado de mim. E eu gostava disso, por que sentia que ele na tinha medo de mim. Que eu podia confiar nele.
– Vai me contar o que houve entre você e seu amigo? – ele me disse, afastando-se finalmente.
– Não. – respondi de imediato.
Eu não queria envolvê-lo nisso. Eu não queria Kasuka preocupado comigo, eu era o irmão mais velho, eu deveria cuidar dele, não o contrário. Mas sempre, todas às vezes, ele inevitavelmente cuidava de mim. Fiz ele se sentar em cima das minhas pernas e agradeci por ele ter ficado comigo.
– Não se preocupe. – ele disse. – Não importa o que ele faça, eu ainda vou estar aqui.
– Kasuka, por favor...
Mas naquela hora, algo me surpreendeu de uma forma louca. Louca demais. Kasuka havia me beijado! Ele estava me beijando na boca! Ele demorou apenas alguns segundos naquele beijo e eu não movi um músculo desde que ele havia começado. Ele se afastou e se escondeu, me abraçando.
– Desculpe. Mas eu te amo tanto, que ver você assim faz-me sentir raiva do quão falso aquele Izaya é. Desculpe nii-san.
– Isso é... – eu suspirei, o que eu diria agora? – Tudo bem...
– Então tudo bem se eu... Fizer de Novo... – ele me disse, com aquele rosto de quando éramos crianças, quando eu não lhe negava nada.
Ele me beijou novamente tão rápido que eu sequer tive tempo de lhe responder novamente. Seus lábios finos agarraram os meus e ele invadiu sua língua na minha boca, tomando conta daquele beijo roubado. Eu não fui louco suficiente para retribuir, apesar se sentir o gosto de café que ele tinha.
O beijo terminou, felizmente, tão rápido quanto começou. Ele estava corado, e seus lábios tremiam. Mas apesar da aparência doce, seus beijos não eram tão viciantes com os de Izaya. A questão era: eu sentia um gosto amargo em minha boca...
Notas finais do capítulo
Hohohoh, muitas coisas ainda vão acontecer nesse dia conturbado do Shizu-chan?
Eu não sei se voltei bem como Shizu-chan, eu gosto de escrever o que estou vendo atualmente, e é muito difícil quando você se afasta muito. Mas, né...
