Notas da Autora:

Obs.Os personagens pertencem à tia Steph, mas se fossem meus, há as possibilidades...

Obs.Fic 100% Beward

Obs. Historia para maiores de 18 anos.


10 - Eu acho que meu bárbaro, tinha alguns planos em mente.

– Não minha lady, vou prendê-la a mim, de um modo que nunca vai me deixar. – minhas sobrancelhas devem ter chegado até o cabelo.

– Não entendi bárbaro.

– Será minha esposa.

Meus olhos se arregalaram e olhei confusa para todos no salão que pareciam tão perplexos como eu.

– Acho que não ouvi direito. – ele sorriu abertamente.

– Ira se casar comigo Isabella.

– O senhor enlouqueceu! – gritei me afastando dele, e ele somente riu.

– Sim, no momento que a tomei como prisioneira, agora já decidi. Ira se casar comigo.

– Edward... – Marie Alice guinchou e ambos a olhamos.

– O que?

– Você não pode fazer isso.

– Por que não?

– Por que eu sou sua prisioneira! – gritei chamando sua atenção e ele sorriu.

– Sim, mas agora será minha esposa.

– Mas... mas...

– Nada de mas Isabella, iremos nos casar imediatamente.

– Não pode.

– Por quê? Me de um bom motivo?

– O senhor, bem... – minha mente havia ficado em branco com sua proposta absurda, e grunhi até me lembrar de um motivo. – O senhor odeia casamento.

– Eu não odeio casamento.

– Sim, sim, sim. Disse que nunca iria se casar. – ele grunhiu e deu um passo em minha direção e dei um para trás.

– Sim eu sei, mas... – ele passou a mão pelo cabelo e grunhiu. – Não importa Isabella, iremos casar e pronto.

– Mas a minha opinião não conta? – coloquei a mão na cintura e levantei o queixo.

– E qual sua opinião, minha lady? – falou calmamente.

– Ora de que casar com o senhor é a pior opção possível.

– Por quê Isabella? Nós nos daremos bem...

– Mas eu nem gosto do senhor. – ele arqueou uma sobrancelha.

– Não?

– Obvio que não, é um insensível, bárbaro, grosseirão, um...

– Isabella, não deve ofender seu futuro marido.

– Não me casarei com você. – ele se aproximou mais, e segurou meus braços me fazendo encará-lo.

– Oh sim Isabella, você casará, ou casa ou iremos para meu quarto e a farei o que quero desde que a vi naquele estábulo.

– Eu... eu... não tem uma terceira opção? – sussurrei e ele riu.

– Não Isabella, a única opção é o que eu quero, e quero que seja minha esposa.

– Mas eu não quero.

– Me diga por que?

– Eu já disse, você é um bárbaro...

– Bem, pois agora ira ser a esposa de um bárbaro. – grunhiu e mais rápido do que eu pensei que fosse possível eu estava em seus ombros.

– AAAAh me solte... – grunhi me debatendo e ganhei uma palmada no traseiro.

– Quieta esposa.

– Seu bárbaro, não sou sua esposa, me solta grosseirão, bastardo... – grunhi ainda me debatendo e ele somente riu enquanto saia do castelo.

Vi Marie Alice correndo atrás de nós assim, com o soldado que não gostava de mim, pobre de mim. Iria me casar com um bárbaro, e toda suja de farinha. Ao me lembrar que estava toda suja voltei a xingar e grunhir.

Levei outra palmada no traseiro e me calei, observei que estávamos no pátio e íamos para uma construção pequena não muito longe, pela cruz na porta imaginei que fosse a capela.

Eu não sabia que aqui tinha uma, só esperava que o padre não fosse tão severo como o padre Caius de Volturi. Eu não queria acabar careca, o bárbaro não ia gostar de uma esposa careca, quem gostaria?

Entramos na capela um pouco escura, havia algumas fileiras de bancos compridos de cada lado, e não podia ver o altar, por que ainda estava nos ombros desse bárbaro insensível.

– Meu senhor. – alguém gritou alarmado e sorri.

Agora esse grosseirão iria levar uma bronca do padre.

– Boa tarde, padre.

– Quem é essa meu filho? – guinchou o homem e o bárbaro riu e deu outra palmada em meu traseiro.

– Ora é a noiva. – era agora, esse bárbaro ia levar a bronca da historia.

Um silêncio longo pairou no ar e em seguida, o homem que devia ser o padre, gargalhou. Esperneei furiosa e o bárbaro me colocou no chão e segurou meu queixo e escovou delicadamente seus lábios nos meus, o olhei confusa e ele sorriu.

– Se comporte minha lady. – ele me virou de frente para o homem que ainda ria e estreitei os olhos.

Ele era baixo e um pouco grande, tinha cabelos ralos brancos e um sorriso muito grande.

– Isabella, esse é o padre Laurent. Padre essa é minha noiva, Isabella Volturi. – o padre parou de rir imediatamente e me olhou mais atentamente.

– Você é a filha de Aro Volturi? – empinei o queixo e coloquei as mãos na cintura.

– Sim padre, e o senhor deve concordar comigo, que é um absurdo o que esse bárbaro quer.

– Bárbaro? – ele murmurou e bufei.

– Edward! – me corrigi e ele sorriu.

– Ah sim, e vocês tem certeza disso? – ele perguntou sorrindo.

– Sim.

– Não. – falamos juntos e grunhi olhando o bárbaro que só sorria.

– Entendo. Então vamos começar. – olhei em pânico para o padre.

– O senhor não pode estar falando serio. –O encarei cética- Eu não posso me casar com esse grosseirão!

– Por que minha filha?

– Oras por que... – minha mente ficou em branco e tentei encontrar um motivo, mas tudo que eu falava o bárbaro contestava. – Eu não o amo. – sussurrei e o bárbaro me virou para ficar de frente para ele e segurou meu queixo para que eu olhasse em seus olhos.

– Você amava o seu outro noivo?

– Já disse que não.

– Mas ia casar mesmo assim.

– Eu tinha, que outra opção eu tinha?

– Agora você tem outra.

– Tenho? Parece que estou sendo forçada. – ele suspirou e abaixou um pouco a cabeça.

– Minha adorável lady, ou você casa comigo, ou vai pra corte do rei e casa com outro, a decisão é sua. – mordi ao lábio e suspirei.

– E não tenho uma terceira opção? – fiz beicinho e ele sorriu.

– Bem, do jeito que as coisas estão eu acabarei a tornando minha concubina. – meus olhos se estreitaram.

– O senhor não se atreveria. – ele riu.

– Oh sim minha lady, não há nada que eu deseje mais do que me deitar com você. Mas sei que você não gostaria, então te ofereço essa opção, case comigo. – mordi o lábio e o olhei atentamente.

O bárbaro era até agradável, muito bonito, mais bonito que Michel, e era forte com certeza me protegeria, nunca deixariam me levar, e eu gostava da vida daqui, não era como em Volturi, eu tinha tantas liberdades que me eram negadas em casa. E o bárbaro realmente era bonito.

– Está bem. – falei por fim e ele sorriu abertamente. – Mas eu quero mais que quatro vestidos. – ele riu alto e segurou meu rosto e beijou meus lábios com calma, suspirei contra sua boca o abraçando pelo pescoço.

Quando nos afastamos eu estava vermelha e ele sorria.

– Não se preocupe minha lady, terá tudo que quiser.

– Estamos prontos? – o padre chamou e o bárbaro nos virou para ele e assentiu.

– Sim, nos case.

– Ótimo.

– Não. – guinchei já me virando e ele me agarrou me olhando seus olhos estreitados.

– O que foi agora Isabella?

– Eu preciso me trocar... – ele me olhou começando a se zangar e pigarreei limpei uma manchinha no meu vestido. – Mas eu faço isso depois.

– Bom.

– Vá logo com isso. – resmungou para o padre que sorriu e deu inicio ao casamento.

[...]

Marie Alice soltou meus cabelos e os penteou para mim, sorri para ela agradecida e alisei o meu lindo vestido vermelho, que ela havia costurado hoje. Acabou sendo perfeito já que em breve era o jantar de casamento.

A celebração de casamento havia sido bem rápida, lógico que antes dos aceito, teve um sermão muito chato, e tive que conter a vontade de bocejar, eu não queria chatear o padre na primeira vez que nos encontramos.

Mas assim que acabou e eu disse o sim para meu bárbaro, eu só esperava que tivesse sido para o melhor, e que minha decisão não causasse problemas mais há frente.

– Está perfeita. – Marie Alice sussurrou e sorri me virando para ela.

– Obrigada Marie Alice.

– Já lhe disse só Alice. E agora somos irmãs, não precisa agradecer, faço de coração.

– Você, você acha que fiz o certo? – ela suspirou e apertou minhas mãos nas dela.

– Querida, eu realmente acredito que você e Edward se darão muito bem.

– Você não respondeu minha pergunta. – ela riu.

– Sim, eu acho que fez o certo.

– Eu espero que sim.

– O que há, Isabella?

– Eu só... e se meu pai voltar?

– Você acha que ele voltara? – Alice pareceu assustada e franzi o cenho.

– Oh que há Alice? – ela se levantou me evitando.

– Nada querida. Não pense nisso agora, hoje é o dia do seu casamento. Então pronta para a grande noite?

– Oh... – enrubesci fortemente. – Eu não sei. – ela riu.

– Bem, minha mãe dizia que não precisa se preocupar, confie no seu marido que ele saberá o que fazer.

– Oh, minha aia dizia que eu só tinha que ficara parada até o homem acabar. – Alice enrubesceu.

– Mesmo?

– Sim, mas eu ouvia as moças da cozinha falando, quando eu fugia do meu quarto.

– E... e o que elas diziam? – Alice me olhava com curiosidade e meu rosto se avermelhou.

– Bem, que era muito bom, que era prazeroso.

– Oh, eu nunca imaginaria.

– Sim, os beijos de Edward são prazerosos, mas eu temo a noite, ele é grande demais.

– Isabella! – ela gritou tampando o rosto com as mãos.

– O que?

– Não fale assim do meu irmão. E quando o viu despido? – dessa vez eu fiquei vermelha e tampei o rosto.

– Bem, quando estava no banho, ele muito grosseiramente se apossou do meu banho. – resmunguei e ela riu vermelha.

– Bem, não se preocupe. Confie em Edward, ele não ira machucá-la, ele saberá o que fazer.

– Sim, eu vou confiar nele. Obrigada Alice. – me levantei e ela também e nos abraçamos.

– Agora vamos que estou faminta. – resmunguei e encontramos o soldado na nossa porta.

– Lady Masen, Lady Cullen. – nos cumprimentou e sorri.

Lady Cullen. Eu gostava de como soava.

Descemos para o salão e assim que chegamos havia muitas pessoas, boa parte dos aldeões parecia estar lá. O bárbaro veio apressadamente em nossa direção e pegou minha mão a beijando.

– Minha esposa.

– Meu senhor. – acabei sorrindo e ele riu.

– Venha, deve estar com fome.

Ele me levou a cadeira de sempre ao seu lado, dessa vez a cadeira onde Tânia sentava estava vazia, e agradeci por isso. Não iria aceitar a mulher que queria meu marido ao meu lado. Alice se sentou do outro lado do bar... Edward, iria ser difícil me acostumar a chamá-lo pelo nome.

Olhei para os aldeões e alguns criados, os soldados todos sentados esperando, o bárbaro... Edward iniciar a refeição, quando ele o fez, fizeram um brinde aos noivos e começaram a comer.

Fiquei olhando em volta, e vi Tânia sentando ao lado do administrador, os dois olhavam pra mim, e nenhum de seus olhares me agradou, estremeci levemente abaixei a cabeça tentando me concentrar na comida.

– Está sem fome? – ele perguntou e ergui a cabeça sorrindo.

– Não, quer dizer sim... – ele riu.

– Está com fome, sim ou não.

– Sim estou com fome.

– Bom. Coma então.

Exatamente como na noite passada ele me serviu e comi enquanto o observava, ele sorria para mim sempre que me pegava o olhando e varias vezes beijava meus dedos.

Quando me dei por satisfeita, voltei a olhar em volta do salão, e não havia mais nenhum sinal de Tânia o administrador. Respirei aliviada, a presença deles não era nada agradável. Agora os criados, haviam buscado músicos que se preparavam para tocar. Oh eu nunca havia visto músicos de perto.

– Gosta de musica minha esposa? – voltei a olhar o bárbaro e sorri.

– Eu ouvi algumas vezes do meu quarto, quando meu pai dava alguma festa, e Irina dizia que eu cantava muito bem. – ele fez uma cara estranha.

– Hmmm, aqui ouvira sempre que quiser.

– Esplêndido! – falei animada e ele voltou a sorrir.

Os músicos começaram a tocar e os criados afastaram as mesas e alguns casais dançavam, o bárbaro se levantou e me estendeu a mão.

– Vamos minha esposa.

– Eu não sei... – ele pegou minha mão, ignorando minha negativa e me levou para aonde os outros estavam.

Engoli em seco me sentindo ansiosa, ele levou suas mãos grandes a minha cintura e me beijou rapidamente.

– Abrace meu pescoço. – falou gentilmente abaixando a cabeça e esfregou o nariz no meu, rindo fiz o que pediu e entrelacei os dedos na sua nuca.

Dei um gritinho quando ele ficou ereto e meus pés ficaram fora do chão, ele segurou minha cintura com um braço e começou a me balançar no ritmo da musica.

Eu ri alto enquanto ele se movia sem nunca me soltar e dando beijos em meu rosto ou testa, suspirando alegremente deitei a cabeça em seu peito aproveitando o momento perfeito.

– Quero ir me deitar minha esposa. – levantei a cabeça o encarando e estreitei os olhos.

– Mas já?

– Sim, quero ficar sozinho com você em nosso quarto, em nossa cama...

Eu acho que meu bárbaro, tinha alguns planos em mente.