N.A.: Rá, levei eras, mas cá está mais um capítulo. Vocês vão me matar, já vão sabendo disso... *-*

Quero agradecer: U. Ninah, Afrodite, Thay, Veronique, Ju e Asakura, pelo comentários lindo e adoráveis. Promessa é dívida, no próximo capítulo tem NC, e das grandes. Preparem-se. ;D

Sem betagem, geral, so sorry!

Boa Leitura!


10.

Rogue POV

Corri para dentro da Mansão querendo ver Jubilee o mais rápido possível, sem querer pensar na merda que fiz. Logan deveria querer minha cabeça para pendurar na parede após aquilo. E ele não está errado. Passei por Storm, que me fitou com os olhos preocupados, mas ao mesmo tempo, cansados. Quase parei e a abracei, mas no momento Juilee era mais importante que qualquer outra pessoa; inclusive Logan.

Cheguei ao nível inferior, correndo descalça pelo chão frio até o laboratório. Queria ver Jubilee fora dali, e antes mesmo que eu conseguisse colocar a mão na porta e empurrá-la, ouvi alguém falar comigo á esquerda.

"Achei que estaria gritando o nome de um certo Wolverine."

Olhei para o lado sabendo exatamente quem encontraria. Jubilee estava encostada no batente da porta do vestiário, a roupa que usavámos nas missões colada em seu corpo. Corri até ela, abraçando-a, sem focar-me em meu poder, sabendo que ele não atacaria mais Jubilee, eu sofreria demais com isso outra vez, minha mente já havia aprendido isso.

"Hey, eu disse para Hank te falar que eu estou bem, que desespero é esse?"

Jubilee disse e me abraçou de volta, mas logo quis afastar-se olhando em meu rosto. Eu poderia quebrar ali, poderia chorar, gritar, deixar que ela soubesse o quão idiota eu fui com Wolverine, mas não era o momento. Afastei os cabelos do rosto, olhando-a dentro dos olhos.

"Poderia ter te matado." Desviei o assunto.

"Sim, e todos os outros estranhos e bizarros aqui também, mas isso não é tudo. O que você fez, Rogue?"

Ótimo, ela pressume que a culpa é minha. Bom, e dessa vez, é.

"Depois conversamos. Como está, de verdade?"

"Bem, quase uma nova mulher." Ela rebola e dá um tapa na própria coxa, me fazendo rir. Só mesmo Jubilee para brincar com coisas sérias. "Agora, diz, pegou minha charmosa personalidade?"

"Oh Deus, e como. Tive certa dó de Wolverine."

Ela sorri toda orgulhosa.

"Oh, então o Senhor-Eu-Ainda-Não-Sei-o-Que-Sinto estava por perto quando você ficou com minha personalidade? Isso sim deve ter sido interessante." Ela bate palmas toda animada. Mal sabe a confusão que isso causou.

"Ah sim, foi interessante para dizer no mínimo."

"Conte, Rogue, agora!"

"Depois?"

Ela me analisa, como se conseguisse entender o porque de eu não querer falar ali, porém, não conseguimos falar mais nada, Hank atravessa as portas do laboratório olhando para nós duas, sorrindo logo após.

"Bom vê-la em casa, Rogue. Vê que Jubilee já está nova em folha?"

Assenti, virando-me e abraçando minha melhor amiga novamente. Não queria pensar em que talvez eu pudesse ferí-la ou matá-la. Ou qualquer pessoa que amo ou gosto dentro dessa escola. Somente o pensamento disso e eu já sentia minha mente empurrando meu poder cada vez mais para baixo de minha pele. Ele começava a obedecer apenas meus sentimentos, e isso me deixava mais calma. Apesar de que agora sinto medo de não conseguir ativá-lo a tempo quando for necessário.

"Posso saber onde vai com o uniforme, Jubilee?" Hank pergunta me tirando de meus pensamentos.

"Ouvi Storm falar sobre a missão." Ela mostrou o corpo como se fosse o resto da resposta.

"Creio que ainda não..." Hank começa, mas Jubilee passa na minha frente, cruzando os braços e encarando-o.

"Estou bem e vou. Quero ver quem conseguirá me impedir." Hank respira fundo e balança a cabeça, resmungando sobre não ter mais autoridade alguma. "E você." Ela olha por cima do ombro, piscando e sorrindo pra mim. "Vá se trocar, temos uma missão."

"Jubilee, acho que Rogue..." Ela olha Hank e deve ter sido com cara de brava, pois Hank se calou e jogou os braços enormes e peludos para cima, como que desistindo. "Vista-se, Rogue, temos uma missão."

Sorri enquanto o vejo sair do corredor e vejo Jubilee indicar com a cabeça a porta do vestiário. Sorrio para ela, vendo-a seguir Hank, pulando em suas costas e ouvindo-o reclamar de algo. Empurro a porta do vestiário, entrando e seguindo na direção do meu armário. Eu não estava com cabeça para nenhuma missão, mas Jubilee estava disposta a me manter em sua vista; claro que para saber o porque de não querer tocar no assunto 'Wolverine'.

"Vai na missão, guria?"

Hummmm, e lá vamos nós de novo com o 'guria'.


Wolverine POV

Ele está na porra do controle. Eu já não ligava. Se ela não tinha ideia do que queria, eu não ficaria correndo atrás; quando ela se resolvesse, ela iria me procurar. Wolverine lida melhor com essas coisas, é sempre mais fácil.

"Logan?" Puta que o pariu, eu nem ao menos cheguei nesse lugar e já tem alguém me caçando. Me virei no corredor na direção da sala. "Oh, Wolverine."

Sorrio. Adoro pessoas que reconhecem quem está no comando.

"Temos uma missão, reconhecimento apenas. Poderia ir?" Storm fala calma, como se nada tivesse acontecido da última vez que nos vimos.

"Quem vai?"

Ela pondera antes de responder. Ótimo, já deveria ter visto a cara da guria.

"Alguns novatos e Hank. Mas acho que ele agradeceria a ajuda."

Balanço a cabeça uma vez e me viro, seguindo pelo corredor. Vou para o vestiário, o cheiro de Marie está perto e isso nunca é uma boa coisa. Vestiário, roupas sendo retiradas, ela perto demais, Wolverine solto. Merda, só de pensar tenho vontade de prendê-la na porra da parede e...

Foco, imbecil, foco, você não está mais sozinho no vestiário. Sorrio. Marie entrou e pelo cheiro, sentiu medo quando me viu.

"Vai na missão, guria?"

A cara de surpresa e indignação dela faz meu dia valer, e muito. Cruzo os braços com apenas a parte de baixo do uniforme colocado, vendo-a analisar meus braços e só depois prestar atenção no meu rosto. Merda, ela ficou excitada. O cheiro invade meu sistema, o Wolverine já sentiu.

"Vou." A voz baixa dela me deixa mais calmo, ela não quer briga. "Logan, poderíamos conversar depois? Quando... ele não estiver aqui?"

Sorrio e continuo me trocando. Ela sabe bem que vai conversar com ambos, mas esses papos de sentimentos é com Logan mesmo, eu não tenho paciência.

"Claro, guria, quando eu for dar uma volta, deixo você bater um papo com ele. Mas sabe, nada que diga vai fazer com que a palhaçada que você fez, fique melhor."

Fecho o zíper até o pescoço, estralando-o e me virando para ver uma Rogue quase que sem roupa alguma, apenas me fitando com as mãos na cintura, os cabelos caindo pelos ombros. Puta merda, essa mulher quer me matar mesmo. Rosno alto, chamando atenção dela para o que realmente importa: meu controle escapando.

"Escuta aqui, Wolverine." Ela começa se aproximando. PUTA. MERDA. "Eu quero conversar com Logan, explicar o porque de ter reagido daquele jeito. Com você sabemos que a única área que nos daríamos bem seria no tablado ou no quarto." Rosno de novo, essa guria vai me matar vindo rebolando desse jeito, com os seios balançando dentro do sutiã e os olhos sérios. Meu uniforme ficou bem apertado.

"Guria, segura a língua."

A frase certa seria outra, mas eu respeito minha companheira, e nunca a atacaria assim, mas essa guria tá abusando da sorte.

"Ou o quê, Wolverine? Sabemos bem que não vai me machucar, sou importante para vocês assim como vocês são para mim." Ela declara corando. O cheiro do medo dela é palpável, mas da excitação também. Qual que é, ela quer me matar?

"Não vou falar de novo, Rogue, segura a língua."

Ela dá de ombros, virando-se e rebolando até o armário dela. Fodeu. É só olhar para aquele traseiro e Wolverine descontrola-se. Seguro-a pela cintura, mordendo o ombro dela com força conforme ela se debate, tentando se soltar. Ah, guria, até parece que você não sabe com quem está lidando.

"Ou se acalma ou vou lhe arrancar sangue."

Ameaçar nunca surtiu muito efeito quando a guria está brava. Cravo os dentes outra vez no ombro dela, dessa vez vendo-a gemer de dor e amolecer nos meus braços. A respiração dela é rápida, o cheiro da excitação mais forte. Merda, eu já nem tento não pressionar meu corpo no dela. Foda-se, eu quero e quero agora.


Rogue POV

Sinto meu sangue escorrer em algumas gotas pelo ombro enquanto o corpo de Wolverine pressiona o meu. Deus, eu sempre quis tanto esse corpo, tanto o coração e a mente dele, porque justo agora não consigo pensar diferente? Porque a idéia de ser real e eterno me deixou tão assustada? Cravo as unhas nos braços dele, ouvindo-o rosnar baixo e bravo.

"Pare de provocar, guria, não vai gostar das conseqüências." Ele lambe o machucado que fez em meu ombro. "Ou talvez goste."

A frase me deixa com as pernas moles, e ele me segura pela cintura com mais força, sentando no banco do meio do corredor, me levando com ele. Deus sabe como não vou conseguir resistir, Wolverine desperta o pior lado do Wolverine que ainda vive na minha mente.

"Wolverine, me solte."

Ele ri contra minha nuca, uma das mãos segurando minha cintura, a outra levantando meus cabelos da nuca para que ele encontre pele com pele.

"Se ativar seu poder, pode se considerar caçada, guria."

Minha mente assassina guiada por Wolverine que ainda vive aqui dentro, me diz para ativar minha pele, mas meu medo de ferir as pessoas que eu amo me impedem de fazer isso. Me debato mais uma vez, Wolverine volta a morder meu ombro, no mesmo lugar, com a mesma força de antes, arrancando mais sangue.

"Pare de me desafiar, Rogue, não vou avisar de novo."

A voz dele me deixa com medo, tento me mover, tentando escapar, mas ele me segura com mais força.

"O que pretende com isso?"

Os lábios dele trilham um caminho lento até minha orelha, as mãos marcando minha pele clara na nuca e a outra em minha cintura. A dor é suportável, mas o prazer que sinto com isso, quase me faz gritar. Ele responde minha pergunta com a voz pesada e rouca.

"Nos próximos minutos estar dentro de você."

Meus olhos se abrem rápido, merda, nem lembrava de tê-los fechados. Espera, o que foi que ele disse?


continua...