Disclaimer:Inuyasha não faz parte do meu acervo pessoal de coisas T-T
Ainda.
Dedico esse Capà rafa, que fez niver dia 4!Parabéns, Rafa!Felicidades!E obrigada a manu por ter betado
Férias, por Mari Moon
Estou aqui, infeliz e descontente, no Jipão do Sesshoumaru, indo para a escola.Olha que legal, no meu primeiro dia de escola eu já manchei minha ficha escolar, então amanhã eu ficarei o dia inteiro de suspensão das aulas (parte boa) enquanto fico pintando todo o cenário da peça "Cinderela" em companhia do ser que me botou nessa enrascada: Senhor Matzuyama Inuyasha (parte MUITO ruim).Beleza.Se bem que quem conseguir me dizer algo que é melhor do que fazer bagunça com tintas, eu juro que beijo esse ser.
Cheguei e encontrei Sangô, que queria saber cada detalhe, o que havia acontecido e blábláblá.Isso, é claro, até ver meu urso.
Meu Deus.Quando a Sangô viu meu Ursinho Akita, ela ficou DOIDA!Ela encheu me ouvido com histórias de garotos apaixonados que dão ursinhos para as meninas em sinal de amor e blábláblá.Tanto ela me encheu com essa asneira do meu "caso escondido" (?) com o Inuyasha, que eu cheguei à duas conclusões:1 ª - Eu estou tendo um caso com o Inuyasha (mesmo sem saber ô.o) e 2 ª- Meu ouvido não é penico pra escutar as (desculpem-me a palavra) merdas que a Sangô fala!
Tendo em vista que a primeira opção é, com a mais certa e absoluta certeza, errada, então a segunda é que é a certa.Chegamos então, à interessante conclusão de que a Sangô só fala besteira!
-Kagome, que lindo, ele se declarou para você por meio desse ursinho!
-¬¬ Sangô, vê se para de falar asneiras!A humanidade agradece!
-...E você já deu um nome para ele?
Acho que ela não ouviu nem meia palavra do que eu disse.
-Er...bem...nome?
-Não acredito que você não deu um nome para ele, a prova de amor do homem da sua vida!
Na verdade sim, eu dei um nome.Mas, nem sob tortura, eu vou revela-lo à Sangô (ah, e abrindo parênteses, esse Akita não é um presente do HOMEM DA MINHA VIDA, como a Sangô gosta de falar, mas um mero bichinho de pelúcia muito Kawaii que só custou o esforço de três tiros ao Inuyasha).Sim.Sobre o nome.NÃO pensem que é uma prova de amor ao Inuyasha, é só que esse bichinho parece MUITO com o Inuyasha, sabe, os mesmos olhinhos grande e dourados, a orelhinhas felpudas e o rostinho fofo.Bem.Eu chamei ele de ...Inu-kun.
Ah vai, não me encham.Foi a primeira coisa que veio na minha cabeça quando eu vi ele.
-Meninas, toque de recolher.Senhorita Higurashi, no meu escritório amanhã pontualmente às sete.
Do nada, o ser abriu a porta, balançando o sobretudo, e invadindo o quarto sem aviso, falando de maneira agressiva, balançando veementemente as longas mechas cor de prata.
Não ensinaram a bater na porta não?
-IIIII, detenção... Meus pêsames fia, por que esse ai capricha...
E eu não sei?
Afinal, como eu já disse, eu guardo em meu interior todo o azar do mundo, e em minhas veias corre o legítimo sangue de Lorde Murphy, e o espírito da sorte tem uma alergia profunda e fatal a mim.
¬¬
-Boa noite...
Só se for para você...
X . o . X
Novamente acordamos atrasadas.O despertador fofo de Sangô marcava 06:40. É realmente uma maldade por parte da sociedade capitalista escolar que os alunos estejam atrasados antes de o sol nascer.
-Kagome, você não vai precisar do uniforme não, né?
-Ahhh, não sei, já que eu estou de detenção...
-Então vem cá que eu tenho a roupa per-fei-ta!
Por que essa afirmação sempre me dá medo?
Quando me dei por mim, estava enfiada em um vestido leve e suave, homogêneo na cor rosada, que me fazia lembrar ligeiramente os vestidinhos ripongas da professora Rin.Este tinha alcinhas delicadas e finas, e cintura marcada pelo corpete feminino da parte de cima do vestido, que depois se rodava em uma saia não tão rodada assim, mas que ficava pendendo de maneira livre da cintura até o joelho.Blergh.Eu tava parecendo a chapeuzinho vermelho.A diferença é que não havia nenhum chapeuzinho vermelho.Graças aos céus ela não me mandou subir em nenhum salto, plataforma ou semelhantes, mas sim em um confortável sapato boneca.Seu Gran-Finale consistia de uma trança grossa (eu tenho muuuuito cabelo,...) amarrada no final por uma liguinha rosa cheia de pinduricalhos peludos cor-de-rosa (¬¬).
Por último, borrifou um pouco do seu perfume, "Lulu", em todos os pontos possíveis do meu corpo.
Básico.
-AAAAAAAH, Kagome, você tá tão fofa!Você ta parecendo uma criancinha indo catar flores no campo...
Sangô, você não sabe como eu estou me sentindo extasiadamente feliz em parecer uma criancinha indo catar flores no campo...
Ela me deu um abraço de transformar osso em purê, logo plantado um beijo melado nas minhas bochechas rosadas, ao que eu, muito estressadamente, me desvencilhei, fazendo bico, parecendo uma criancinha de cinco anos.Detesto quando me agarram assim.Me lembra aquelas tias chatas e solteironas que não nada pra fazer a não ser incomodar a sobrinha.
Quando saímos do quarto (eram cinco para as sete), tomamos café como doidas, mal percebondo o que comíamos (graças a kami, por que se eu fosse prestar atenção ao que eu estava comendo, provavelmente vomitaria ali mesmo), e cada uma tomou seu rumo.Enquanto Sangô, com sua mochila a tiracolo, caminhava em direção às salas de aula, e eu subia o corredor em direção à sala do carrasco mau.
Sangô ainda me soprou um meloso "txau", ao que eu prontamente ignorei, uma enorme gota escorrendo na minha cabeça.
Quando cheguei, Inuyasha já estava lá, com moletom e uma cara de inocente tão impressionante que enganaria qualquer trouxa.
Há.Pena que o Sesshoumaru não é um trouxa.
-Bom, é bom ver que estão na hora.Encontrarão tudo o que precisam na sala de artes.Vocês tem até o lanche da tarde para TERMINAR e ARRUMAR TUDO.Podem ir.Qualquer coisa que aconteça, Rin, que estará na sala ao lado, irá me avisar.
Beleza.Até cinco da tarde com o Inuyasha e pintando cenário.Só pode ser mais um dia perfeito de terça-feira.
Rumamos os dois para a já quase tão conhecida sala de artes.Paramos em frente ao portal, olhando para a penumbra mal-iluminada pelo sol, que recém tinha nascido.Depois de algum tempo de silêncio modorrento, Inuyasha deu um golpe violento no interruptor, me fazendo pular de susto.A explosão de luz iluminou a sala ampla, de piso de parkê e teto alto.No final, havia um grande painel com várias formas e algumas (algumas?Tinha bem umas trinta!) latas de tinta de cores variadas, copos com pincel ao lado do tanque enferrujado.
Deus.Hoje vai ser um dia longo!
Rin, a professora de artes, então deu sua entrada triunfal.Usava um vestidinho tomara-que-caia rodado que lhe caía muito bem, uma rosinha delicada pendurada nas melenas cor de chocolate e cheirando a jasmim fresco do campo.
-Inu e Kagome, o Sesshoumaru-sama me avisou da detenção de vocês, e pediu para que os supervisionasse e explicasse para vocês o que teria de ser feito.Mas, pessoalmente, acho que é exagero do sesshoumaru achar que vocês não conseguem fazer algo tão simples sozinhos.Então só vou explicar para vocês o cenário e depois vou ficar na sala dos professores ali ao lado, que agora está vazia por causa do horário de aulas, qualquer coisa que precisarem eu estou lá.Bem, acho que Sesshouamru-sama deu o prazo de vocês até as seis, certo?Ok, então, venham ver o que têm de fazer.
Ela nos guiou até o fim da sala, onde estavam empilhadas uma quantidade exorbitante de tintas, papeis, pinceis, anilinas, árvores e pessoas de papelão, uma caixa cheia de fitas, guisos e acessórios a um canto, simplesmente o sonho de qualquer pintor!
-Bem, aqui estão os cinco atos de Cinderela.Tudo o que vocês tem de fazer é pinta-los e decora-los.Cada ato tem um cenário diferente que vocês devem arrumar di-rei-tinho!Mas principalmente, CUIDADO COM O CENÁRIO DO PALÁCIO DA FESTA!É a cena MAIS importante, portanto NADA DE BORRÕES!Bem, vejo vocês às seis!
Eu e Inuaysha fizemos impressionantes caras de preguiça ao olharmos as pilhas de trabalho que teríamos de fazer até as seis horas.Era desumano!
Eu mereço.Passar o dia inteirinho pintando papelão.Isso mesmo, papelão.Eu acho que sou a menina mais sortuda do mundo.
-Bem, é melhor começarmos.
Ele separou uma árvore de papelão da montoeira de figuras de papelão jogadas a um canto e avançou numa lata de tinta marrom.Eu fiz o mesmo, indo abrir uma lata de tinta verde.
-Ei, quem disse que você pode pintar essa árvore comigo?
Eu olhei-o com cara de atônita.
-Como assim, tem o seu nome nessa árvore?
-É óbvio que não tem o MEU NOME escrito em UMA ÁRVORE DE PAPELÃO!
-Portanto, eu também posso pinta-la!
-Mas eu peguei primeiro!
-E eu peguei depois!Que diferença isso faz?
-Feh!
Ele fez muxoxo e baixou as orelhinhas, prensando-as no topo da cabeça, exatamente como os cães fazem quando estão com raiva.
Era incrivelmente fofo.
-Então ta.Você vai ficar sem a minha amigável companhia para pintar a sua árvore.EU vou pintar alguma outra coisa mais digna!
E saí remexendo a pilha de papelões a procura de algo mais digno do que uma árvore.Acabei encontrando uma mulher de roupa de gala (sabe, aqueles vestidos super rodados da era medieval) e cabelos encaracolados, muito bem desenhados de grafite, porém ainda com um aspecto pálido de cor de papelão.Devia ser autoria de Rin.
Decididamente, a Rin sabe desenhar.
Sentei-me ao lado do papelão e peguei um pincel e uma lata de tinta vermelha, para começar a pintar aquele vestido, que para mim tinha cara de vestido vermelho.Mas é claro que eu não tenho sossego nem para pintar uma mulher de papelão.
-Ei, o que está fazendo?
-Bolo de nozes com cobertura de beterraba.E você?
-¬¬
-Oras, que foi?E por favor, me passa a farinha?Ta ali do lado da dúzia de ovos.
-Eu quero dizer, por que você vai pintar isso de vermelho?É óbvio que isso deve ser pintado de azul.
-Meu deus, você é daltônico?Isso aqui tem ser vermelho!
Ambos olhamos para o estéril pedaço de papelão, os olhos semicerrados, os ouvidos aguçados, como que para ouvir as preferências do papelão (!) sobre qual cor ele desejaria se pintado.Ficamos assim uns cinco minutos, analisando uma placa de papel reciclado (¬¬) como se analisássemos uma tela de pintura para descobrir o que pintar nela.Por fim, nossas divergências opiniônicas (essa palavra existe? O.O) afloraram em uma agradável discussão.
-Azul!
-Vermelho!
-Azul!
-Vermelho!
-Azul!
-VERMELHO!
-AZUL!
-V-E-R-M-E-L-H-O!
-A-Z-U-L!
-UM MILHÃO DE VEZES VERMELHO!
-DOIS MILHÕES DE VEZES AZUL!
-INFINITAS VEZES VEMELHO!
-INFINITAS MAIS UMA VEZ AZUL!
-DUAS VEZES INFITOS VERMELHO!
-VERMELHO!
-AZU... não não, VERMELHO!
-hahahahahaahahahahahahah!Eu não acredito que você caiu!Que anta!
Ah, a última vez que ele decidi testar a minha paciência ele acabou enterrado em uma poça de Lama!Dessa vez, o que será? –faz cara de inocente-.
Então eu pulei no pescoço dele!Quem disse que ele tem PERMISSÃO para me chamar de anta?
-Caham Caham, eu detesto interromper os pombinhos, mas os senhores tem muito trabalho a fazer!
Por o sesshoumaru tem sempre que aparecer?
Voltamo-nos para nossas tarefas, silenciosos como pessoas mudas (¬¬).Eu comecei a pintar o vestido de vermelho de maneira bem violenta, só para irritar o Inuyasha.
Depois de acabar de pintar o vestido, comecei a pintar seus cachinhos de amarelo-ovo (o melhor amarelo que tinha), fazendo alguns detalhes em marrom (vai kagome, se acha a pintora profissional, vai), depois pintando sua pele de, bem... cor de pele, e seus olhinhos de azul bem claro,com bastante cuidado, e ainda passando tinta preta com um pincel bem fino, para parecer cílios.Depois, pintei seus lábios da mesma cor que pintei o vestido, bem berrante, com bastante capricho.Ainda pintei um singelo colar de pérolas, e fiz alguns detalhes no vestido em dourado.Por fim, analisei minha obra prima.
-Magnifiqué!
Quando olhei para trás, vi que Inuyasha já havia pintado quatro árvores, um banquinho de jardim e estava pintando uma pedra.O porém é que ele pintava pior do que um menino do jardim de infância!
-Inuyasha, não aprendeu a pintar nunca na vida não?
Ele me olhou com uma cara de Picasso inspirado.
-Do que está falando?Eu estou fazendo obras de arte!
¬¬
Eu posso ser meio (MEIO?) bitolada, mas eu reconheço uma obra de arte quando eu vejo uma.
E sinto informar que isso DEFINITIVAMENTE não é uma obra de arte.
-Isso aí não é uma obra de arte nem em plutão!
-A é?E o que VOCÊ entende do obras de arte?
-Nada!Por isso mesmo eu sei que isso NÃO É uma!
-¬¬
-Quer parar de me olhar assim?
-Não.
-Oras, seu Da Vince fracassado, volte ao trabalho.
-O que te faz pensar que você pinta melhor que eu?Francamente, olha só essa mulher!Parece que uma lata de tinta marrom caiu sobre o cabelo loiro!E quantos olhos ela tem?Você pintou TRÊS pontos azuis!
-ALOOOO, isso é um brinco!
-Pois parece um olho!
-Para daltônicos como você...
-Oras, você pode ser meio doida, mas você não pode pedir que OS OUTROS entendam as suas doideiras!
A esse ponto da discussão, nós já estávamos de pé e cerrando os punhos.A única coisa que acabou com a discussão iminente foi o sinal de troca de aulas que soou ao longe, ao que nós acordamos para nossas vidinhas miseráveis de pintores de papelão e voltamos aos nossos respectivos trabalhos.
Eu dei língua e me virei de costas, obstinada como uma criança de cinco anos.Peguei a mulher de papelão que eu tinha pintado (chamei-a de Helsie, acho que ela parece com o nome xD ) e a pus debaixo do sol, na varandinha da sala de artes, em meio aos outros papelões que o Inuyasha tinha pintado, e escolhi um novo papelão, dessa vez, eu escolhi um papelão bem grande e redondo, que eu descobri ser a lua da cena em que a Cinderela encontra a fada madrinha no jardim.
Sentei-me no meio da sala, e comecei a procurar a tinta prateada, afinal, de que outra cor eu pintaria a lua?Verde? ¬¬
Depois de muito procurar entre as pilhas de tintas de cores variadas, não a encontrei.Mas eu tinha certeza que tinha uma lata de tinta prateada, afinal, eu vira uma logo que entrara na sala!
Mas ai, eu notei que o sorriso do Inuyasha estava divertido demais para alguém que só estava pintando papelão.
-Inu...Inuyasha...o que você tem ai?
Eu tinha aprendido, por experiência própria, a suspeitar desse sorriso.
-Ora, nada!Mas que menina mais desconfiada, você!Sabia que é preciso confiar nos outros, já que nesse mundo cínico já não é mais possível encontrar a verdade nas pobres almas humanas...
-Inuyasha, não venha como filosofia barata!O que você está escondendo?
Ele me olhava e sorria, com aquele sorriso que fazia milhões de meninas suspirarem, e escondia algo nas costas.
-Inuyasha, o que você tem ai ?
-Vem aqui olhar!
Fui sorrateiramente, afinal, o que um Inuyasha poderia fazer?
Ele não moveu um músculo, e continuava a me encarar com aquele sorriso encantador.
Eu estou com medo.
-Olha o que eu tenho aqui-i...
Ele começou a cantarolar, balançando algo pesado nas suas costas.Eu cheguei cada vez mais perto para saber o que o dito cujo estava escondendo.
Um brilho prateado quase cegou meus olhos, de repente.Ele tinha se virado para a janela, onde uma cascata de luz solar se derrubou sobre suas costas, refletindo em algo metálico.
-Eu não acredito que você está com a tinta ai!
Ele alargou ainda mais o sorriso, quase me fazendo babar, mas ai a parte racional do meu cérebro (eu tenho uma parte racional no cérebro?) me lembrou que não era hora de babar por Deuses Gregos, mas sim de recuperar a tinta que o malandro tinha escondido!
-Me devolve isso!
Eu pulei sobre ele com a agilidade de um felino, e ele, desavisado sobre a notícia de uma louca desvairada jogando todo o seu peso sobre o seu pobre corpo culpado, simplesmente foi ao chão, segurando de maneira quase brutal a grande lata de tinta prata –eu sabia que aquele cachorro tinha pegado ela!-, e eu fui para cima.
Uma cena comicamente incomum:Um hanyou jogado no meio da sala de artes tentando quase inutilmente proteger uma lata de tinta (?) de uma doida varrida que tentava, por meio de violência em seu estado mais bruto, alcançar a lata.
É claro que essa menina portadora de uma grave deficiência no cérebro não mediria esforços para recuperar sua lata de tinta surrupiada, inclusive se jogar sobre o Hanyou mais gato de uma escola masculina.
Mas ai, o mais interessante finalmente aconteceu:Eu alcancei uma das alças da lata e de tinta, enquanto ele ainda segurava a outra com firmeza determinada.Fiz um tentativa frustrada de sair de cima dele e me levantar, como exigia a conduta de uma lady, mas não consegui fazer isso com as duas mãos seguras na alça da lata de tinta.
Então, como a única saída restante, esse ser puxou com todas as suas forças a alça metálica da tinta para si, tentando inutilmente lutar contra as forças de alguém que tinha sangue yokai correndo nas veias.
Bem, mas apesar de forte, a alça de metal não tinha nem de longe nem a mesma força que a minha.E embora Inuyasha ainda conseguisse trazer a lata para si, esta também estava sendo puxada por mim.E bem, latas de tintas forma feitas para que os pincéis se enfiassem nelas, não para serem motivo de briga de dois adolescentes.E por isso, a lata de tinta prateada, que não tinha estabilidade suficiente para agüentar a pressão do dois lados, fez o que a lei da física mandava.
Isso mesmo.
Numa enorme explosão, a lata se partiu, sem cerimônia, em duas.
E bem, a bipartição repentina da lata não foi o pior.
O pior foi o conteúdo prateado, líquido e pegajoso da lata voado para todos os lados, atingindo todos os objetos próximos.
Infelizmente, eu (e o Inuyasha também, mas, pelo amor dos céus, o incidente foi culpa dele!) era um desses objetos muito próximos.
Resulatado:Dois seres prateados e estarrecidos.
Ponto final.
Interessante, não?
Não.
-OLHA O QUE VOCÊ FEZ, SEU INCOMPETENTE DESASTRADO!
-INCOMPENTENTE DESASTRADO!OLHA QUEM FALA, A DOIDA VARRIDA TARADA POR UMA LATA DE TINTA!
-TARADA O CARTAMBA!COM QUE COR VOCÊ SUGERE ENTÃO QUE EU PINTE A LUA?DE VERDE!
-NÃO DEIXA DE SER SUA CULPA!
-MINHA CULPA!QUEM É O CLEPTOMANÍACO QUE FICA ROUBANDO LATAS DE TINTA DE GAROTAS INOCENTES, HÃ?
Ele abriu a boca, muito surpreso, mas ao invés de recomeças a gritar como um louco desvairado (lalalala...), ele simplesmente pegou o pincel que eu estava usando para pintar a Helsie (...) e, do nada, fez uma mancha vermelha no meu nariz.
Isso não encerra a discussão.
Então, vingativa como só eu, peguei o pincel que ele estava usando para pintar a copa de árvore e fiz uma mancha verde no nariz dele.
-Touché!
Pelo jeito ele não ficou satisfeito.Pegou o rolinho que estava reservado para pintar a parede-de-papelão-do-castelo-da-cena-do-baile e o enterrou sem cerimônia na lata de tinta azul, para depois fazer uma listra de tinta azul em mim, que ia do joelho ao queixo, manchando totalmente o vestidinho super-feminino que a Sangô tinha me emprestado.
Agora é guerra.
Sabe, a essa altura do conflito, eu dispenso frescuras como pincéis e rolinhos.Eles só nos separam da carnificina em estado bruto do contato da pele com óleo artificialmente colorido, ou, em linguagem chula, tinta.Então, com um olhar predador, eu vasculhei a sala a procura da minha próxima presa.Eis que diante dos meus olhos surge uma lata de tinta amarela destampada, ainda pouco usada.Depois de um discreto sorriso maquiavélico, eu pulei para a lata, como um tigre a cassar sua presa, e enfiei a mão lá dentro, sorrindo de maneira assustadora para o Hanyou a minha frente.
-Há, você que pediu.
Então, iniciou-se a trajetória sangrenta (e colorida) da clássica guerra-de-tinta.Se você nunca fez uma guerra-de-tinta, você não deve se considerar um ser humano normal.Depois de eu fazer uma bola de tinta amarela e acerta-la bem no meio do peito do daquele Hanyou, este me retribuiu um sorriso tão maquiavélico quanto possível.
-Ah, então Milady declarou guerra...Felizmente, ela vai ter exatamente o que ela quer.
Ele se apoderou de uma lata de tinta roxo-berrante, e eu, de uma lata de tinta azul-olho-de-Daniell-Radcliffe (¬¬), e as hostilidades começaram.Ele enfiou as duas mãos na sua lata e as passou, se cerimônia, nas minhas bochechas prateadas.Eu, sem me deixar abalada, passei as minhas duas mãos meladas em tooooooooodo o peito dele, deixando um rastro azul vivo em sua linda camiseta vermelha-vivo.Sem se abalar, este virou sua lata na minha cabeça, ajudando a trajetória da tinta pelo meu corpo, tornando-o o mais melado (e roxo berrante) possível, desde de os meus cabelos (seria um erro total falar que eles eram pretos, já que agora eu não conseguia defini-los entre o prateado e o roxo-berrante, mas que decididamente não era preto) até os meus sapatos, agora totalemnte deploráveis e agora alagados em uma poça de tinta misturada.
Eu tirei o excesso de tinta do rosto, respingando propositalmente nele, e quando eu ia virar um balde de tinta amarelo-canário nele, um som, que com certeza tinha nascido das malvadas profundezas de Hades vindo diretamente para me importunar, se fez ouvir.Era o som rítmico e suave (mas ao mesmo tempo estarrecedor) de chinelas ornamentadas batendo suavemente no chão de pedra do corredor.
-Rin!
Meu sussurro desesperado só foi ouvido por um atônito Inuyasha, que também estava com as orelhinhas felpudas em posição de alerta.
Se Rin nos visse nessa cena, hã, comprometedora, com certeza uma suspensão seria uma tremenda sorte.
Basicamente, Inuyasha tinha as mãos meladas na minha cintura, enquanto eu segurava uma lata de tinta amarelo-canário a pouco centímetros de sua cabeça, ainda pingando de uma mistura não identificada de tinta prateada e roxo berrante.
É claro que euzinha aqui não percebi posição ainda mais comprometedora em que estava, sendo que eu estava colada ao corpo do Inuyasha, e ele maldosamente (não pensem no sentido sujo da palavra, por favor!) melava ainda mais minha cintura com tinta berrante.E eu estava de ponta-de-pé, fazendo um esforço tremendo para alcançar a cabeça dele com a alata de tinta, estava então quase encostando meu nariz no dele.
Qualquer ser com uma mente um pouquinho mais poluída que a minha já ia começar a ter divagações perigosas sobra a nossa posição acidentalmente comprometedora.
-Meu Deus!Ninguém deve ver a gente assim, ensopados na tinta que deveria ir para o trabalho!Ai meu deus, o que vamos fazer?
Numa rara demonstração de sangue frio, Inuyasha soltou a minha cintura e analisou racionalmente a situação.Estávamos cobertos de tinta, além de termos sujado inteiramente uma sala de aula com material pago pela escola, e que agora, ai invés de estar tingindo os papelões, estava sem cerimônia, todo espalhado pelo chão.
Há!Básico.
-Ok, a tinta no chão a gente pode disfarçar, dizendo que foi acidente, mas, e agente...?
Seu olhar frio e calculista (uma das únicas evidências de ele realmente tinha o sangue de sesshoumaru nas veias era aquele olhar que ele dava de vez em quando!) vasculhou a sala até uma porta tosca e meio esquecida, semi-escondida por alguns papelões.
Seu olhar se iluminou, de uma maneira ligeiramente sexy, devo admitir.
-Kagome!Cobre a mancha de tinta no chão com uma placa de papelão, que eu tive uma idéia!
20 segundos depois, quando a porta se abriu com um rangido, estávamos os dois no mais mórbido silêncio, cobertos com capas de chuva, sob o pretexto que não havia aventais, pintando muito concentrados a lua de papelão (com a tinta estante que tínhamos conseguido no almoxarifado e espremendo o cabelo do inuyasha & sorriso cruel &), eu me segurando para não rir da situação.
Graças aos Gnomos da Sorte (decidi agora confiar nos gnomos da sorte, já que Kami aparentemente me abandonou), que entrou na sala foi a infantil Rin, e não ( não quero nem pensar na possibilidade) o carrasco mau, mais conhecido por Sesshoumaru.
Nós fingimos que não a notamos, para simular uma concentração exemplar.Esta deu um sorriso luminoso e genuíno, feliz da vida.É por isso que eu adoro a Rin.Tão inocente, gentil e infantil...
-Meninos, por que estão de capa de chuva?
Ela então pareceu perceber, que naquela cena perfeita de um casalzinho pintando uma lua com esmero, havia algo estranho: Ambos estavam escondidos sobre capas plásticas de chuva amarelas, com o capuz, sendo que olhando-se pela janela era possível perceber o sol quase inacreditável que fazia lá fora, contando-se que eram 11 da manhã.Então ela estreitou os olhos de maneira confusa, como que para entender aquele estranho detalhe.
Inuyasha, percebendo a confusão da professora, levantou a cabeça e sorriu.
-Bem professora, a kagome aqui estava com medo de sujar a roupinha, então sugeriu que usássemos aventais.Mas naquele velho almoxarifado só havia uma dúzia de rodos, vassouras e produtos de limpeza, além de capas de chuva.Achei que seria melhor usa-las do que sujar a roupinha da kagome, e eu acabei acompanhando...
Por baixo do capuz amarelo, eu fiz uma careta assassina, jurando para mim mesma que da próxima vez que eu visse uma faca eu usaria contra aquele maldito Akita, mas pelo menos ele tinha livrado a nossa pele de uma detenção maior ainda...
-E bem, por que a sala está TÃO suja?
-Oh, vamos Rin, nós estamos PINTANDO, acidentes acontecem...
Rin sorriu, uma pontinha de desconfiança ainda visível em seus grandes olhos amendoados, e ia adentrar a sala, quando alguém do lado de fora chamou seu nome.
Ela virou sua cabeça, assustada e alegre, gritando de maneira alegre um tanto excitado "Sim, Sesshy-Sama?" que quase me assustou.
Eu quase pude adivinhar a careta de desagrado que Sesshoumaru fez ao ouvir tal carinhoso apelido.E é claro, me segurei para não cair na gargalhada.Imagina só acara dele ao ser chamado de "Sesshy-sama"?
-Bem meninos, eu tenho de ir, Sesshy-sama deve estar irritado, mas tratem de por favor limpar essa sala antes das seis!
E saiu desabalada pelo corredor, rodando o saião singelo do seu tomara-que-caia.
Finalmente, eu soltei o fôlego que estava contendo.
Diferentemente de Inuyasha, que encarou a situação tão normalmente quanto se ele tivesse apenas ido ao banheiro.
-"Não queríamos sujar a roupinha da Kagome?"
Ele me sorriu de maneira marota, e continuou a pintar freneticamente a lua, dando de ombros.
Depois que eu quase morri do coração, achei melhor parar (provisoriamente xD) com as confusões e realmente pintar o cenário de Cinderela, pelo menos até a hora do almoço, que aconteceria em mais ou menos uma hora.Depois, agente voltava para o ritmo de sempre.
Cuidado Sesshoumaru, você tem mais alguém para vigiar durante as férias!
Pelos Gnomos da montanha, que pensamento mais macabro foi esse!EU sou uma menina santinha certinha, que preza pela lei e ordem (putz, isso foi tão Lílian Evans), e nunca, NUNCA me tornaria uma baderneira, principalmente do calão do Inuyasha!Vou manter para sempre minha reputação de super-organizada sempre!Isso é uma promessa!
Fiz uma cara de resignada (que deve ter assustado o Inuyasha, já que não é classificado como "normal" uma menina do nada fazer uma cara de determinada, mas dane-se), e o resto do tempo passou-se em um silêncio irritante, pontuado pelo som dos pincéis se mergulhando em tinta para depois se esfregar no papelão.
Era como se eu necessitasse de ouvir alguma coisa em meio ao silêncio de fim de manhã.Talvez essa coisa fosse...
RIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIING!
O sinal.
Eu dei um pulo tão espetacularmente enorme que daria inveja a um cavalo de salto, e entendi de repente e expressão "com o coração na boca".Sério.Lá estava eu, devaneando calmamente sobre como eu sentia necessidade de ouvir algo para não ter uma ataque hisérico, quando o som simplesmente mais alto e estridente que eu já tinha ouvido DO NADA preenche o silêncio de maneira nada agradável.
Eu acho que é instinto humano, mas sempre que eu levo um susto homérico desses (o que , apesar da minha notável habilidade para levar sustus, não é tão fácil assim) eu tenho de me agarrar a alguma coisa.É como se o meu pobre coração fragilizado precisasse de um apoio, algo para se agarrar, para que ele não parasse de bater.
Vocês podem imaginar o resultado.
Kagome agarrada ao Inuyasha (só para esclarecer qualquer dúvida remanescente: foi TOTALMENTE sem-querer ¬¬), apertando-o tanto que ele já estava tendo dificuldades para respirar.
BÁAAAAAAAASICO.¬¬
Minutos depois, após mais um período de silêncio, a porta foi escancarada.Eu quase morri de preocupação achando que era o Sesshoumaru, já que eu tinha simplesmente expulsado aquela capa calorenta do meu corpo na hora em que eu pulei no meu Susto Homérico, mas para meu imenso alívio (e para o alívio do meu insaciável estômago também), era a Sangô, empurrando com uma cara alegre um carrinho com comida, seguida fielmente por Jakotsu, que vestia comicamente um macacão super-feminino rosa-bebê por cima da blusa do uniforme, além de um avental de babados e ursinhos.
-Pombinhos, mas que felicidade em velos!Rin Mandou que eu trouxesse o almoço de vocês, já que o Carrasco-Mau-Sesshouamru não deixou que vocês saíssem dessa sala até as seis da tarde...Mas por que vocês estão ensopados de tinta?
Ela deu um olhar malicioso, que eu prontamente ignorei.
-Sangô, nós estamos mexendo com TINTA...
-Eu não sabia que a sua falta de coordenação motora chagaria a tanto...
¬¬
-E o que é que o Jakotsu está fazendo aqui?
Inuyasha olhou desconfiado para o ser rosado a sua frente, se escondendo parcialmente nas minhas costas, estreitando os olhos para a bichinha, que parecia não ter notado o olhar quase assassino do Hanyou.
-Oras, meu bem, eu vim aqui para tirar as medidas para os figurinos!Ou você espera apresentar uma peça vestido nesses uniformes horríveis?
Ele(a) balançou a cabeça, como que para espantar tal absurda idéia da cabeça.
-Vem Kagome, você primeiro!
Ele fez uma cara de nojo, como que para expressar seu ódio eterno pelas mulheres, enquanto pegava uma fita métrica do bolso do avental fofinho e se preparava para me medir.
Cintura, busto, quadril, pernas, braços, costas, ombros, dentes (!)...
Duas horas depois, eu já estava me cansando de ficar em pé, ele terminou o serviço, anotando tudo minuciosamente numa prancheta em forma de margarida.
-Pra que me medir tanto?
-AlÔo, não sei se você se tocou, mas você vai usar a obra prima da peça, o vestido de Cinderela do baile, e o vestido deve ser PER-FEI-TO!E para iss, eu tenho que ter, minuciosamente, TODAS as suas medidas!
Não sei se eu quero usar algo que o Jakostsu (O JAKOTSU!) acha "PER-FEI-TO".
Provavelmente é um daqueles vestidos de bolo confeitado, onde tudo o que se vê são um monte de babados rosas e brancos.
O lado bom é que ninguém vai conseguir distinguir o meu rosto em meio a tanto tecido.
Há!
-Inuziiiiiiiiiiiinho!Agora é a sua vez de ser medido!
Inuyasha se escondeu ainda mais atrás de mim, fazendo cara de cachorro que está prestes a ser obrigado a tomar banho, abaixando as orelhinhas de maneira assustada.
-Ora Inuzinho, não se acanhe!
Jakotsu puxou o Hanyou pelo pulso, fazendo-o ficar de pé no centro da sala, e estralou a fita métrica de maneira energética, começando a medir o desconfiado Inuyasha.
É claaaaaaaro que Jakotsu não pode evitar tirar uma casquinha, abraçando o Inuyasha mais do que uma simples medição necessitava.
Era simplesmente hilário.
Enquanto eu quase me morria num acesso de risos mal disfarçado em tosses, Inuyasha fazia caretas indecifráveis, que só contribuíam para eu rir mais ainda.Cara, vocês não tem idéia de como é hilário!
Cara, quando o Jakotsu foi medir os quadris do Inuyasha, ele propositalmente passou a fita métrica bem na altura da bunda, ali depositando a mão manicurizada.Inuyasha deixou os olhos se tingirem de avermelhado, rosnando como um lobo enfurecido.
Nessa hora, eu não pude mais me conter.
-HAHAHAHAHAHAHA!
Inuyasha me lançou um olhar de secar oceano e congelar inferno, que acabo por tirar a graça da situação.
Quatro horas depois, Jakotsu se deu por satisfeito, e deixou, a muito custo, o Inuyasha se sentar em seu devido lugar, mas não sem mandar um beijinho com a ponta dos dedos para Inuyasha, que só resmungou um "Feh!", e sentou-se.
O silêncio, que estava tenso, foi quebrado por um som meio que um pouco improvável.
Um ronco alto, forte, e com certeza amedrontador.
Adivinhe de quem...?
Sim.Do meu estômago.
-Poxa Kagome, eu não sabia que você estava com tanta fome!Vem, vamos comer!
De dentro do carrinho, vinha um cheiro um tanto indecifrável.Sangô tirou uma grande panela de inox, e dois pratos, um par de Hashi e uma grande colher de servir.
-Experimentem!É a obra prima do nosso velho Cheff!Sabiam que ela está conosco a quase trinta anos?
Enquanto enumerava as qualidades do velho Cheff, Sangô serviu-nos uma massa branco-acinzentada, formada de pequenos caroços moles de arroz mal cozido, salpicado de umas coisinhas verdes e vermelhas pegajosas.
Inuyasha e eu fizemos idênticas caras de "Tem certeza de que isso é comestível?".
-Oras vamos pessoal, vocês nem provaram!Isso é arroz-de-creme com chucrute!
Com toda a coragem que eu consegui reunir em meu ser, eu peguei o par de Hashi e enfiei as pontas dos palitinhos dentro da coisa estranha, cuspindo logo em seguida.
O gosto era de algo que fora preparado especialmente o aniversário de Nicolau Maquiavel, há mil anos atrás.
-Sangô, você não tem nada comestível ai não?
-I Kagome, no refeitório na hora do almoço, só tinha essa gororoba ai e bolo de milho.
-Não me admira que a maioria dos alunos aqui sejam esqueléticos...
-Calma, na hora do jantar eu arranjo algo decente pra gente comer com a minha mãe!
-Jantar?Eu não posso agüentar até o jantar!
-Vamos Kagome, então só beba o suco de maracujá, e eu te trago algo clandestinamente no intervalo entre as aulas, ok?
-Eu vou ter que me contentar com isso, não é?
Ela assentiu tristemente a cabeça.
Eu bebi, de dois goles sôfregos, o suco ralo de maracujá, que, nas condições atuais, não estava tão ruim quanto eu esperava.
Mas só de pensar que eu deveria esperar mais algumas horas por comida, eu já entrava em depressão T-T.
Logo, aquele sinal "discreto" tocou, acabando brutalmente com o intervalo dos alunos, obrigando-os a irem para as salas de aula.
-Bem Kagome, vejo você daqui a pouco!
E assim, ela abandonou a sala de artes, indo feliz e contente para a aula de ciências, provavelmente dissecar sapos, enquanto eu e Inuyasha tínhamos que ficar colorindo papelão.
Blergh.
A tarde se passou sem mais incidentes, quente e ambos estávamos com fome, perdemos a força e a vontade de brigar (que milagre!) e nos comprometemos em acabar aquele estoque de papelão o mais cedo possível, para podermos nos livras daquela sala com cheiro de óleo de pintura e anilina, e tomar um refrescante banho para tirar toda aquela tinta mal cheirosa do corpo.
As horas se arrastavam como uma cobra com a coluna quebrada, lenta e dolorosamente, com o ar parado e conservando o calor modorrento.Só o que fazíamos era pintar, pintar e pintar.Depois que acabamos com todos os papelões, fomos decorar todos os acessórios que não eram de papelão no cenário, que apesar de serem poucas, davam um pouco de trabalho, como o tapete de chão da sala, onde nós deveríamos tingir o tecido no tanque (minhas mãos acabaram tingidas de amarelo ouro também ¬¬), alguns objetos na decoração do baile, que necessitavam de cuidados especiais com a cola quente (o que não impediu que eu me queimasse umas cinco vezes) e com os guisos, e mais algumas coisas.
Eram mais ou menos cinco e vinte quando finalmente acabamos tudo (o cântico dos querubins enche os ouvidos de Kagome Higurashi nesse momento!), e o meu ouvido não ouvia uma voz humana há séculos, já que o Inuyasha se mantivera quieto (quieto demais para o meu gosto!), e a Sangô nem deu o ar de sua graça, me deixando ainda mais faminta, numa fome quase animal.
Reunindo forças que eu não sei de onde vieram, eu abri a boca para falar alguma coisa.
-Inuyasha, você também está com fome?
-Uhum.
Estávamos os dois jogados no chão da sala, os olhos fechados, pingando de suor, ao que o calor parado da sala em nada ajudava.
Ninguém merece.
-Ei, o que você acha de roubarmos comida da cozinha?
Ele falou numa voz subitamente interessada.
Não me culpem por ter aceitado.Eu estava caindo de fome.
E afinal, o Sesshoumaru só nos proibiu de sair enquanto nós não terminássemos, e nós já terminamos tu-di-nho!
Saímos furtivamente pelos corredores, nos escondendo pelos cantos, apenas passando rapidamente no banheiro para pelo menos tirarmos o excesso de tinta que ainda escorria de nossos pobres rostos que, em um dia distante, já foram cor de pele.Fomos furtivamente nos escondendo pelos cantos, afinal, apesar de nós não estarmos fazendo nada tecnicamente ilegal, era melhor não arriscar.
Sempre que passava um professor, nós dávamos um jeito de escapar para dentro de um banheiro ou um armário de vassouras, até o piso de baixo, onde se refugiava nossa presa: A cozinha.
Nunca os azulejos apodrecidos e o leve cheiro perturbador de peixe me fizeram tão felizes.Eu tinha boas lembranças daquela cozinha.Fora lá onde eu ingeri minha primeira barra de chocolate naquela terrível instituição.
Nos refugiamos rapidamente na dispensa, entre picles em conserva e latas de leite e suco em pó e barras de caldo de galinha do ano passado, Inuyasha analisando o ambiente para ver se podíamos invadir se sermos vistos (que coisa mais 007).
-A barra ta limpa.
Ele sussurrou no pé do meu ouvido.
A cozinha, vazia pois estávamos ainda em horário de aula, era pequena, duas geladeiras, um fogão, um forno (onde se assava um bolo suspeito) e uma mesinha de três pés bambeante, coberta com uma velha toalha empoeirada, que devia ter sido amarela no tempo em que fora comprada..Atravessamos a cozinha em direção às geladeiras, quando um ruído foi ouvido, de trás da porta que dava para a cozinha particular das funcionárias.A dispensa já estava longe, e a porta começou a ranger.Havia uma portinha de vinil translúcido que dava para a área descoberta, e Inuyasha, numa falta de educação pura, me jogou contra ela, que com o meu peso se abriu facilmente, me estatelando no chão de pedra lá fora, quase me quebrando todinha.
É mais que óbvio que eu sempre me estatelo no chão, enquanto Inuyasha está seguro no meio da cozinha.Eu tenho um histórico de quedas bastante memorável.O que mais essa queda vai fazer diferença?Afinal, ninguém está muito interessado em verificar se Kagome está de pé (como todos os seres humanos normais) ou se ela está estatelada de maneira cômica no meio do chão da cozinha de um reformatório interno para GAROTOS!
Prêmio de melodramática 2006 vai para... Kagome!
¬¬
Inuyasha continuou de pé lá no meio da cozinha, com a mais inocente cara de santo que se pode imaginar.
Segundos depois, a porta revelou uma cozinheira, a mesma que tinha dado chocolate para Inuyasha naquele dia.Ela estava de carranca armada, pronta para brigar com o aluno que estivesse invadindo a cozinha a procura de doces, mas quando viu Inuyasha, sua expressão se suavizou.
-O que você quer, Inu?
-Maruki, você não sabe com eu estou com fome!Eu passei a tarde sem comer nadinha...
Ele fez uma cara tão impressionante de cachorrinho abandonado que até eu seria enganada!
-Tadinho do meu Inuzinho!Vem cá, tenho algo especialmente para você!
Por um momento, eu fiquei devaneando com uma barra de chocolate maciça, feita da mais pura essência de cacau brasileiro, se derretendo na minha língua faminta...
Mas Maruki não tomou o rumo das gavetas, onde o chocolate estaria (T-T ), mas foi para os congeladores, tirando um grande pote de sorvete lá de dentro.
Ta, sorvete nem chega perto da majestade do chocolate, mas dá pro gasto.
Afinal, eu amo todo o lado doce da vida ).
Ela abriu a gaveta de talheres, onde Inuyasha enfiou a mão e tirou de lá, furtivamente, duas colheres.Mas Maruki notou.
-Inu querido, para que exatamente você quer duas colheres?
Inuyasha, vendo que não dava para disfarçar, olhou incrédulo para a mão arregalando os olhos dourados, pasmo.
-Duas!Oh, é mesmo, eu nem vi...
E, um sorriso muito cara-de-pau, ele jogou de volta uma colher na gaveta.
Maruki não deixou de lançar um olhar muito desconfiado para o Hanyou, que fingiu nem notar.
-Obrigada Muruki querida...
E com um sorriso que poderia derreter o Pólo norte, fazendo Maruki suspirar languidamente, ele saiu pela porta da cozinha.
Ele saiu pela porta da cozinha.
A porta oposta a onde eu me encontrava.
LEVANDO O SORVETE COM ELE!
Se aquela obesa apaixonada não estivesse devaneando BEM NO MEIO DA COZINHA, eu juro que sairia correndo para dar umas naquele Hanyou.
Mas, como já foi citado, tinha uma vaca atolada bem no meio da cozinha, impedindo totalmente a minha passagem.
-Maruki, vem logo, daqui a pouco começa a novela!
Maruki parecer acordar de seu mundo povoado exclusivamente de Inuyashas e Marukis e saiu correndo porta adentro, com certeza não querendo perder nenhum beijo apaixonado daquelas novelas melosas.
Mal a porta bateu, Inuyasha apareceu, poupando meu trabalho de caça-lo e mata-lo para ficar com o pote de sorvete só pra mim.
Ele então transpassou a porta onde ele tinha me jogado recentemente (¬¬''), que dava para o exterior da propriedade.Lá fora soprava uma brisinha maravilhosa de fim de tarde meio nublado, acabando com aquele absoluto calor modorrento, e me fazendo me sentir um pouco (só um pouqinho) mais agradável debaixo daquela camada de tinta e suor (eca, que noujo!).Melhor ainda foi quando o Inuyasha rompeu, num som que veio encomendado direto do paraíso, o lacre da caixa de sorvete, liberando o maravilhoso sorvete de flocos de chocolate (ummm, meu favorito depois de chocolate puro!), e fazendo voar algumas lasquinhas de gelo da tampa, me fazendo sentir como se estivesse prestes a entrar no paraíso.
Logo Inuyasha abriu o baú do tesouro, revelando o tesouro que havia lá dentro.Leves e deliciosas bolas de sorvete de flocos povoam aquela pacata embalagem de sorvete.Inuyasha enterrou a colher lá dentro, tirando com sofreguidão uma porção do manjar dos Deuses e enfiou na boca, numa expressão de puro contentamento, tirando a colher lentamente da boca e fechando os olhos, só para me provocar.
-Minha vez!
Com uma agilidade quase selvagem, eu roubei a colher dele e tirei um pouco de sorvete de dentro do pote, e sem mais delongas, enfiei na boca.
O gosto era de indescritível manjar divino, escorrendo lentamente pela minha língua, o quente e o gelado numa doce confronto...Ai meu deus, eu to no céu...
Pra quem tava derretendo de fome, nada melhor que um potão de sorvete!
-Quem disse que você podia roubar a MINHA colher!
Eu ein, mas que possesivo...
-Quem mandou você deixar a Maruki ver que você tinha pegado duas colheres!
-Oras, se não fosse eu a gente estaria até agora caindo de fome, portanto, eu já estou sendo muito caridoso dividindo isso com você!E como se não bastasse, você ainda quer a minha colher!
E, de birra, ele engoliu mais uma enorme colherada de sorvete, só de birra.
-Mas que falta de cavalheirismo...
Murmurando inconformada, eu me levantei e fui buscar uma colher.Mal eu tinha me levantado, fui puxada para trás, caindo com toda a força no chão, tendo só a minha bunda para aliviar a queda.
Pensando bem, eu até pude ouvir os ossinhos do meu bumbum se partindo.
-Olha, como eu sou um ser muito legal e humilde, eu vou te deixar comer com a minha colher, ok?
-Como se eu fizesse questão da sua colher...
Mas, como eu estava com muita fome para ter disposição para discutir, eu simplesmente peguei a colher e continuei a comer sorvete calmamente, ou o mis "calmamente" que uma menina em fase de crescimento (a ta, só se for crescimento para os lados né fia?) conseguiria, eventualmente dividindo a colher com o Inuyasha.
E lá estava eu, dividindo sorvete com o Inuyasha, como se isso fosse a coisa mais normal do mundo, vendo os resquícios de sol aparecerem e desaparecerem inconstantemente por trás das nuvens cinzentas e carregadas, onde uma garoa fina caia, molhando toda a propriedade do internato.
Bem, desculpem-me dar tal fatídica noticia, mas estamos em meio ao apocalipse.
Então, o Inuyasha acabou com toda e qualquer sensação de contentamento, simplesmente passando a verso da colher todo melado de sorvete na minha bochecha, me fazendo parecer alguém que tinha acabado de levar um tombo desastroso na neve.
Pfffff.
-Ai, me desculpe, foi totalmente sem querer! &faz cara de cínico&, mas pode deixar que eu limpo...
Ele plantou então um beijo na minha bochecha, retirando suavemente os resquícios de sorvete da minha pobre bochecha.
E eu devo ter ficado incrivelmente parecida com um pimentão cozido em fogo alto.
Então, do nada, um som totalmente brutal e assassino invadiu a atmosfera suave e quase sonífera do colégio, um som tão agressivo que me fez cabriolar de susto.
RIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIING!
Novamente, o resultado foi uma Kagome totalmente assustada pendurada no pescoço de um Inuyasha com uma gota na cabeça.
Apesar de eu não estar raciocinando direito (tanto por causa do susto violento quanto pela minha genética), eu me lembrei: aquele era o sinal das seis horas!
Eu me levantei tão rápida como um raio, e comecei a correr tão rapidamente quanto eu pudesse, Inuyasha logo atrás.Sesshoumaru não poderia brigar com a gente se nós não estivéssemos na sala de artes depois das seis (já tinham passado uns vinte segundos das seis horas!), mas definitivamente a porta dos fundos da cozinha não era o lugar certo para dois alunos recém saídos de uma detenção, ainda mais com um pote de sorvete clandestino a tiracolo.
Em poucos minutos nós atravessamos o internato em direção aos dormitórios, passando por vários alunos no caminho, e até por alguns professores, mas fomos prontamente confundidos com alunos normais (eu não sei nem como, já que estávamos cobertos dos pés à cabeça com tinta), e logo estávamos na ala dos dormitórios.
Quando abri o quarto que dividia com a Sangô, meu alívio foi imediato: Ela já se encontrava lá dentro, arrumando freneticamente sua mochila, bufando com raiva de alguma coisa.
-Ah, olá Kagome.
Ela disse isso quase com tédio, como se fosse muito normal uma aluna entrar esbaforida no dormitório coberta dos pés à cabeça com tinta.
Ignorando prontamente o mau humor da Sangô, eu me sentei aliviada em minha cama, feliz por ter sobrevivido àquele dia.
Enquanto eu respirava lentamente em minha cama, tentando recobrar a calam, um raio cor de creme cruzou o aposento em alta velocidade, pousando exatamente sobre o meu colo.
Um gato.
Só que não era um gato comum.Este era uma gato no mínimo, diferente.
Este aqui tinha DOIS rabos.
Sabe, o dobro do que um gato comum costuma ter.
-Ah Kagome, esta é a Kirara.Ela estava com a minha mão na cozinha, mas eu decidi trazer ela pra cá...
-Sangô, isso é um gato trangênico...?
Ela fez uma cara muito confusa.
-Não Kagome, isso não é um gato trangênico, é só que a Kirara é uma espécie de gato muito raro.
-Ah.
Um silêncio incômodo se instalou, já que eu tinha insultado o gato da minha melhor amiga de trangênico, além de esta estar com uma raiva muito profunda que eu não sabia o que era.
-Sangô, você está bem?
Ela estava bufando mais do que um leão enfurecido.
-Oras, tirando o fato de que o Mirok roubou meu colar de bumerangue, está tudo bem, ó, maravilha...
Eu decidi não incomoda-la, já que ela já estava em um humor um tanto assassino para ser considerado seguro.
Depois de um banho realmente reforçado (na segurança do banheiro do meu pai, que já estava devidamente reformado, e eu decidi esquecer minha rixa com ele por apenas mais 20 minutos), eu e Sangô íamos descendo para o refeitório jantar, mas ai eu me cansei dos intermináveis bufos e sibilos da Sangô (ela parecia uma cobra com enxaqueca).
-Sangô, se você quer tanto o seu colar de volta, vai até o quarto do Mirok e pega ele!
Mal entendia eu que ela não estava brava por causo do colar,mas sim por causa do Mirok, a qual ela estava se importando mais do que seria considerdo seguro.Mas quem seria eu para saber disso?
Ela me encarou resignada, como se eu tivesse tido a idéia mias brilhante do mundo.
-Sim, disse ela com toda a sua raiva contida, vamos recuperar meu colar no quarto daquele idiota!
E, ao invés de descermos as escadas para o refeitório, nós mudamos o rumo em direção aos dormitórios.Sangô sabia exatamente qual era o quarto do Mirok, que ficava um andar acima do nosso,(isso poderia parecer suspeito para qualquer um que tivesse uma mente ligeiramente poluída, o que não é o meu caso) e, depois de colar o ouvido na porta (que, por interessante conhecidência tinha uma plaquinha de madeira escrito "Matzuyama Inuyasha e Hitsu Mirok")e constatar que o quarto estava vazio, ela o invadiu sem cerimônia.
Eu não tenho palavras para descrever tal aposento.
Duas camas sem ser de beliche (sobre uma delas repousava um ursinho que eu suspeito que seja do Mirok) estavam divididas em um quarto ligeiramente maior que o meu, com o papel de parede verde claro descascando e as camas mal arrumadas, dês da hora em que acordaram, duas malas abertas e exageradamente desorganizadas transbordando de roupas, que aliás se espalhavam por todas as superfícies do quarto, de chão a paredes, e duas cabeceiras com gavetas, onde se encontravam pequenos objetos pessoas, desde pentes à anéis e livrinhos de cabeceira.
Sangô prontamente atacou uma das mesinhas de cabeceira a procura do seu colar (como ela tinha certeza de que era do Mirok eu nunca vou saber...), mas eu, por curiosidade infantil em seu estado bruto, fui futucar nas coisas do Inuyasha.
As coisas do Inuyasha eram interessantes.
Sobre a cabeceira havia uma grande carta que deveria ser de sua mãe, onde eu não me demorei, um pente grosso, onde havia alguns fios prateados presos entre os dentes, uma escova-de-dentes azul, um livro intitulado "As crônicas do fim do mundo" que eu não dei muita atenção, alguns comprimidos em uma caixinha própria, um perfurme simplesmente di-vi-no, um celular...
Mas que celular!
Como eu não sou muita boa com marcas de celular, eu não saberia dizer qual é o modelo, mas é um daqueles bem pequeninhos, que abrem "para cima", preto, quase blindado de tão brilhante, lindo!
Bem diferente do meu tijolo, que poderia provocar um sério traumatismo craniano se acertasse uma cabeça...
¬¬
De repente, eu ouvi passos, o suficiente para me desesperar, já que estávamos clandestinamente fuçando em um dormitório masculino...
-Sangô, onde devem estar os meninos agora?
Sangô, que estava frustrada por não ter achado seu colar, simplesmente bufou, mas ficou petrificada ao ouvir os passos vindos na direção do quarto.
-Talvez, voltando do banho...?
Não precisou ela dizer mais nada, pulei em baixo da cama mais próxima (a do Inuyasha), enquanto Sangô se espremia no vão da cama do Mirok.
5 segundos depois, a porta se abriu, deixando dois seres, usando apenas uma toalha frouxa pendurada nos quadris, entrarem, seguidos de uma nuvem perfumada de vapor.
Há, eu devo ter feito Strip-tease no meio da santa-ceia para merecer isso.
Depois de exatamente um mês e três dias de espera, eis o capítulo!Mas calma &Mari se cobre das pedras e tomates que tentam acerta-la&, agora que estou de férias, eu finalemente posso atualizar com uma freuqência aceitável! \o/ E ainda mais quando eu finalmente achei a minha fonte de inspiração...Adivinhem o que eu ouvi para escrever o capítulo?Exatamente!Mozart!Vocês provavelmente estão simplesmente pedidndo a Deus para que arranjem uma autora menois doida, mas acreditem, a writter aqui está "gaterrésima"com um casaco por cima do sueter (o clima aqui de Brasília é meio doido, nem duvido que daqui a pouco começe a nevar...)e uma calça por cima da meia-calça de lã, ouvindo Mozart e assustando os pobres homens que vieram consertar os banheiro aqui de casa (no meio da manhã, uma menina vestida para aturar uma nevasca e ouvindo Mozart não deve ser muito normal...).Bem, esse cápítulo ficou meio insano (e gigante, com 33 páginas no word!), mas espero que tenham gostado!Bem, vamos parar de falar da minha vida (¬¬) e vamos às reviews!
Vicky L. Chan:Quatro palavras pra você, melodramática do meu harti:Aqui-está-o-capítulo!E eu já mandei e-mail para uma monte de gente pedidndo explicações de como se botar uma capa no profile, mas ninguém responde T-T Bem, tenha ótimas férias!Beijos!
Nakamura Inu:Que bom que está gostando tanto xDUou, você lê rápido, leu tudo em um dia O.ORi demais com a sua review, querdizer que você tá igual a Kagome?xDDDD também me diverti muito escrevendo a hora em que a Kagome teve que explicar ao Sesshoumaru por que ela precisava ir à cidade, e nem imagino a sua vergonha quando você teve que repitir a dose...e a cena do banheiro é uma das minhas favoritas Bem, Rrebeldes é um seriado (na minha humilde opinião, e sem querer ofender ninguém, é um seriado muito ruim >. ) espanhol, se não me engano, e Mia é uma das personagens principais, sendo que ela é a mais "sem moral", que gosta das roupas mais curtas possíveis!E antes que perguntem como eu sei disso sendo que eu nunca vi Rebeldes, eu tive a profunda infelicidade de ter que cantar (e dançar) uma música deles em espanhol, para um trabalho de espanhol, e já que o meu grupo inteiro AMAVA rebeldes, eu não tive escolha sem não concordar (e eu fui sorteada para ser a Mia >. ), well, eu não quero falar sobre isso ¬¬ Bem, muito obrigadão pelos elogios Beijos, e espero que continue gostando da fic!
Natsumi omura:Oie!Fico feliz que esteja gostando Eu tembém amo Sesshoumaru/Rin, e vai ter o casal deles na fic, é um dos meus shippers favoritos E eu ia olhar a sua fic, angel, mas você deixou o seu review anônimo e a opção "search" do não está funcionando, eu não sei se é por problemas no site ou ´se é o meu pc de birra mesmo ¬¬ mas, se você for deixar uma review de novo (dexa, dexa \o/), faz o login e ai eu leio com prazer a sua fic Mil beijos, e espero que continue lendo a fic
B á r b a r a :Oi oi ammm, sorry pela demora!Mas agora que eu to de férias, o próximo vem rapidex!Beijoes pra você!
Anielly Karise:Hei, Olá!Bigadu pelus elogios!Am, sobre o beijo?Anh...Bem...eh...Sabe... xD não se desespere, ele virá!xDDD bem, eu sei que não respondi à sua pergunta, mas pode deixar que eu não esqueci do Beijo não... Bem, beijos pra você xD ;
Kagome KC:Hei!Sempre fiel Ah, no pobrema não ter comentado no outro capítulo, você comentou nesse Uops, quer dizer que não fui só eu que axei a fic meio confusa...Mas o cap seis é o cap do "Verdade ou consequência" (eu não gosto de botar nomes nos capítulos por que assim que você vê o nome no cap você já sabe do que se trata, e eu gosto mais da surpresa xD).Bem, eu vou tentar ser menos confusa O.o E eu coompreendo, oitava série é uma bomba mesmo >. Kissus!
Jessicahg: Oizinhu!Bem, eu sei que eu demorei, mas eu fiz o possível... Nossa, COMO você consegue atualizar estando no terceiro ano!Isso é um trabalho para Hércules...Kissus!
Domenique:Oiz!Sempre fiel Beijoes e que bom que gostou!Kisses!
Jhé: Pode ficar tranquila, eu não vou desistir da fic não E sim, na oitava us professores fazem complô contra a genti ¬¬ E que bom que gostou do capítulo!Mil beijos menina!
JaqueHigurashi: Aqui está, aqui está, aqui está, aqui está, aqui está, aqui está, aqui está, aqui está,áqui está...xD
Leila:Hi Hi, que bom que está gostando daminha ficzinha a aprte do Inu abraçando a Kagome é no oito sim... que bom que gostou dela... Porenquanto (só por enquanto...)é a parte mais romântica da fic... Bem,Kisses pra você!Ja ne...
Neiva:Que bom que está acompanhando a fic Fico mtu²³² be happy! xDBeijos pa você menina!Ja ne
CyberTamis:Hey fofa, sempre fiel Sim , u sesshy d óculos escuro é tudo - Welll, sorry pela demora da atualização >. oitava é fogo... Welll eséro que tenha gostado do cap que passou xD Mil beijos pra você fofa!Kissus!
Nemo Letting Go: Oi miga!Que bom que não esqueceu de mim, mesmo depois de três mil anos xD Bem, eu já vi pessoas que botam capas de fic no profile, mas elas deves hospedar em uma site, coisa que eu difinitivamente não sei fazer ¬¬ Só pra conseguir um cadastro aqui no foi meia vida...Bem, eu espero que você ainda não tenha contratado nenhu, serial Killer pra botar no meu encalço, já que eu demorei pelo menos meio século xx!Bem, beijos pra você, miguxa fofosa xD
SraKouga: Hei, obrigadão pelos elogios &fica vermelha& e que bom que está acompanhando a fic Eu espero realmente que esteja gostando da ficzinha Kissus!
Manukaaaaa!Você comentou, moire Finaly! Eu sei que você de-tes-ta esse apelido, mas eu axo q fica mtu kawaii Hei, boa viajem, lindah! Yo t'aime a lot! kissus moire!
Rachel: aiaiai, fico até com vergonha de tantos elogios Mil neijos e Ja ne
Gente, desculpe se estou meio com pressa ou se respondi alguém mal, mas é pq eu axei q teria a sexta feira inteira para responder, mas a minha mãe xegou eim casa e disse que eu ia sair com a minha prima, eu eu tenhu da almiçar e sair!Potranto, beijos a tods q leram e comentaram ou naum
Kissus e Ja ne
Mari Moon
