Quando voltamos pra casa já havia anoitecido e meu pai já não estava em casa. Ele apenas deixou um recado com Dolores que era pra estarmos no hotel as 7.

Eu fui me arrumar e Edward cismou que ficaria no quarto de hóspedes. Tivemos até uma discussão por causa disso, mas ele disse que queria respeitar meu pai e que não cederia a minha chantagem emocional.

Então ele foi se arrumar no quarto de hóspedes e eu resolvi tomar um banho de banheira, já que eu estava com saudades da minha banheira.

Quando acabei sequei meus cabelos no secador e resolvi deixá-los soltos.

Usei umas técnicas de maquiagem que Rose tinha me ensinado e fui me vestir.

Coloquei o vestido que comprei com Edward e calcei aquelas armas preta nos pés.

Eu nunca na minha vida tinha vestido algo tão feminino, tão ousado.

O vestido era vinho, de couro e tomara que caia. Ficava colado no meu corpo marcando minhas humildes curvas.

Até que eu gostei do resultado quando me olhei no espelho.

Ouvi batidas na porta do meu quarto.

- Entre! – eu já sabia que era Edward.

- Estou me sentindo ridículo nesse ter... – suas palavras sumiram quando ele me olhou. – Meu Deus! – ele arregalou aqueles lindos olhos azuis.

- Eu sei. – bufei passando meu Diamond. – Estou ridícula!

- Ridícula? – ele se aproximou de mim. – Na verdade eu não tenho palavras pra descrever como você está linda. – ele me beijou.

Um beijo cheio de desejo e que acendeu meu corpo na hora.

- Edward... nós temos que ir. – ele agora beijava e cheirava meu pescoço.

- Porra eu amo esse seu perfume! – ele fingiu não me escutar.

Começou a acariciar meus seios por cima do vestido, até que ele o abaixou e abocanhou meu seio direito.

- Isso é golpe baixo! – falei meio trêmula com a sensação da sua língua rodeando meus mamilos suavemente.

O empurrei.

- Você sabe que eu não agüento quando você me toca aqui. – puxei meu vestido, tapando meus seios de novo.

- Eu adoro ver você entregue a mim, apenas tocando-os. – ele pressionou meus seios por cima do vestido e eu gemi. – Tão fácil... – ele deu um sorriso torto.

- Idiota! – dei um tapa no seu ombro e peguei minha bolsa carteira. - Vamos?

Ele suspirou pesadamente e me estendeu a mão.

Fizemos o caminho até o hotel em silêncio. O único som no carro era Lifehouse que tocava no meu Ipod conectado ao rádio. Eu amava Lifehouse e Edward também.

Eu ofereci pra que ele dirigisse, mas ele não aceitou e depois eu me lembrei que ele não saberia dirigir na América, já que os britânicos dirigiam de uma forma esquisita e diferente da nossa.

Em poucos minutos chegamos ao hotel.

O manobrista abriu a porta do carro pra mim e eu lhe passei a chave do carro.

Edward me ofereceu seu braço e eu cruzei o meu no dele.

E assim seguimos pra dentro do salão no hotel onde estava sendo realizada a festa da empresa do meu pai.

- Vamos dançar? – ele perguntou depois de um tempo que havíamos chegado.

- Não acho uma boa ideia. – fiz uma careta.

- Uma música. Eu prometo. – ele me estendeu a mão e eu a peguei.

Fomos pro meio do salão, onde outros casais dançavam ao som de uma música lenta e Edward passou seu braço firmemente pela minha cintura. Eu automaticamente deixei minhas palmas deslizarem do seu peito até a sua nuca.

- Você está realmente linda. – ele disse.

O tom da sua voz era triste.

- Obrigada. Você também está muito bonito nesse terno. – falei. – Deveria vesti-lo mais vezes...fica... sexy em você. – mordi os lábios.

Ele sorriu aquele sorriso lindo, mas em seguida seu rosto caiu.

- O que foi Edward? – perguntei tocando seu rosto.

- Como você vai me apresentar às pessoas Bella? – ele perguntou.

- Como um amigo? – não era uma afirmação. Eu perguntei e esperava que ele tivesse a resposta.

Ele me encarou por alguns segundos e eu vi mágoa no seu olhar.

Ah merda!

- Eu preciso beber alguma coisa! – ele se virou e saiu, me deixando sozinha na pista de dança.

O que ele esperava que eu dissesse?

Como ele queria que eu o apresentasse? Custava ele me falar?

Era só o que faltava... magoei Edward Cullen.

Meu pai não conhecia Emmett, mas sabia da sua existência e eu agradeci mentalmente mil vezes por meu pai não me questionar por Edward dormir na minha cama, sendo que ele sabia que o nome do meu namorado era Emmett.

Merda!

Olhei em volta e não o vi.

Peguei uma taça de pro seco de um garçom que passava perto de mim e fui me sentar em nossa mesa.

- Isabella? – alguém me chamou assim que eu sentei a mesa.

Me virei pra olhar e era Lauren, uma das secretárias do meu pai.

Eu a odiava por saber que ela foi uma das muitas que passou pela cama dele.

- Oi. – fiz questão de ser seca.

- Quanto tempo! – ela sentou a mesa sem ser convidada. – A festa está ótima, não está?

Assenti.

- Charlie é bom em tudo que faz! – ela afirmou e eu pude sentir o veneno escorrendo junto com suas palavras.

- Tenho certeza disso! – falei amargamente.

- Aquele gatinho que está com você... é seu namorado? – ela perguntou.

- Não... er... um amigo. – ainda bem que Edward não estava na mesa pra ouvir isso.

- Que bom! – ela deu um gole na sua bebida e sorriu pra mim. – Então você não se importará se eu for falar com ele?

O ciúmes contorceu minha barriga.

- Fique a vontade Lauren! – forcei um sorriso.

Me levantei e peguei mais uma taça de pró seco.

Fui até um espaço aberto que tinha no salão, uma espécie de varanda e acendi um cigarro.

Depois disso minha festa foi um inferno.

Lauren achou Edward antes de mim e colou nele a festa inteira.

Meu sangue estava fervendo!

Da onde eu estava eu podia ver ela tão colada nele que parecia um corpo só.

Ele sabia que eu estava vendo, ele estava me vendo da onde estava e me provocava quando cochichava no ouvido dela ou passava a mão pela sua cintura.

Imbecil!

Perdi as contas de quantas taças de pro seco eu bebi e quantos cigarros eu fumei.

Só sabia que estava tonta e enjoada.

Isso que dá beber bebida cara, se fosse Heineken eu não estava mal.

Fui ao banheiro, passei um gloss e sequei o suor na minha nuca. Quando saí dei de cara com Edward.

- Saí da minha frente! – pedi educadamente.

- Não! – ele disse sério.

- O que você quer? – perguntei. – Qual a porra do seu problema?

- Você? – ele retrucou.

Eu o olhei incrédula.

Eu? Eu era seu problema?

- Bom saber Edward! – assenti magoada. – Seu problema acabou! Estou saindo da sua vida! – me desviei dele e saí.

- Bella? – ele me chamou, mas eu fingi que não ouvi e segui meu caminho.

Saí do hotel, fui até a calçada e pedi que meu manobrista trouxesse meu carro.

Uma vez dentro dele segui pra minha casa.

Fui até o bar do meu pai na sala de estar e me servi uma dose de Whisky, puro e sem gelo. Acendi um cigarro e me joguei no sofá.

Ele que fosse pro inferno!

Ele aquele charme, seu sotaque idiota, seu corpo, sua boca, a merda das suas mãos no meu corpo... pro inferno!

Idiota!

Minha vontade era de tacar o copo que eu segurava longe de tanta raiva.

Meu celular tocou. O peguei na minha bolsa e atendi. Era meu pai.

- Oi Charlie! – fui grossa.

- Onde você está Isabella? – ele perguntou.

- Em casa. Não estava me sentindo bem. – menti.

- Ok. Eu vou demorar por aqui e acho que nem sei se volto pra casa, portanto não se preocupe. – ele disse.

- Ok! – nos despedimos e eu desliguei.

Meu celular voltou a tocar. Era Edward. Eu não atendi.

Meu celular apitou, era meu toque de mensagens.

"Onde você está? Não te acho!"

Respondi.

"Talvez porque não quero ser encontrada!"

Outra mensagem.

"Me desculpe, ok? Nossa situação me tira do sério!"

Respondi.

"Não existe mais 'nossa situação'. Acabou Edward!"

Outra mensagem.

"Sei que não é isso que você quer. Não é o que eu quero!"

Não respondi.

Eu realmente não queria que ele se afastasse de mim.

De uma forma doentia e masoquista eu precisava dele. Eu queria ele.

"Bella, eu estou sem carteira e sei que você está em casa. Só me passe o endereço. Preciso pegar minhas coisas e ir pra um hotel."

Merda!

Eu o trouxe pra Los Angeles, não podia deixá-lo largado, sozinho e sem dinheiro.

Merda de coração mole!

Juro que minha vontade era deixá-lo dormir na rua.

Peguei a chave do meu carro e dirigi de volta ao hotel.

Quando entrei no salão, agora um pouco mais vazio, Edward estava sentado numa mesa sozinho.

- Vamos, vim te pegar! – cutuquei seu ombro.

- Obrigado! – ele pediu.

- Não me agradeça! – falei. – Só não quero morrer de remorso se acontecer alguma coisa com você.

Me virei e saí andando. Eu esperava que ele me seguisse.

Entrei no carro e fiquei esperando ele entrar.

- Bella... – ele começou quando se sentou no banco do carona, mas eu o interrompi.

- Não quero ouvir Edward! – falei pra ele e liguei o rádio no último volume.

O silêncio era esmagador entre nós dois.

Tocava Take me away do Lifehouse!

Eu adorava essa música... mas hoje, na atual situação que eu me encontrava, ela me fez chorar.

" (...)

Eu tento seguir meu caminho em direção a você

Mais ainda me sinto tão perdida

Não sei o que mais posso fazer

Eu já vi tudo isso

E isso nunca foi o suficiente

Isso continua me deixando precisar de você

Leve-me embora

Leve-me embora

Não tenho mais nada a dizer

Apenas me leve embora

Não desista de mim ainda

Não esqueça quem eu sou

Eu sei que ainda não cheguei até lá

Mas não me deixe ficar sozinho aqui

Dessa vez o que eu quero é você

Não há mais ninguém que possa ocupar seu lugar

Eu já vi tudo isso e nunca é o suficiente

Isso continua me deixando precisar de você"

Quando chegamos em casa fui correndo pro meu quarto e me joguei na minha cama.

Eu estava com raiva de mim por me permitir gostar dele, gostar de estar com ele. Raiva por só ele saber como me tocar, me satisfazer.

Raiva dele por tentar fazer ciúmes barato em mim. Quem ele pensa que é? Logo com aquela vadia da Lauren.

Eu detestava que alguém me visse chorando. Eu não gostava que as pessoas me achassem fraca, vulnerável ou ficassem com pena de mim.

- Posso entrar? – ouvi a voz de Edward. – Por favor?

Eu nada disse. Nem me mexer eu me mexi.

Senti o colchão afundar ao meu lado e logo depois suas mãos nos meus cabelos.

- Me desculpe Bella! Eu não sei o que deu em mim, eu... – o cortei.

- Pára! – pedi levantando meu rosto do travesseiro. – Você tem razão. Eu sou um problema pra você. Nós somos um problema... isso não é certo.

- Eu não me importo se é certo ou errado Bella. Não se você estiver do meu lado. – ele esticou sua mão e tirou uns fios de cabelos que estavam grudados no meu rosto por causa das lágrimas. – Eu nunca vou me perdoar por te deixar triste assim. Me desculpe.

- Edward... – ele colocou seu dedo indicador nos meus lábios.

- Só me deixe te amar, não estou te pedindo nada, além disso. Só deixe eu ficar do seu lado... apenas te amar. – ele sussurrou. – Eu não preciso de uma definição pra estar ao seu lado. Você pode até me chamar de amante se quiser. – nós rimos – mas não me prive da sua presença... eu não sei se consigo.

Eu também! – pensei, mas não falei.

- Edward... eu estou confusa não quero magoar o Emmett, mas acabo magoando você e isso me mata por dentro. Você é especial pra mim, mas se eu te faço mal eu acho que seria muito egoísta da minha parte querer que você ficasse comigo... eu não quero te fazer sofrer. Eu gosto de você...

Mas do que eu gostaria. – quis acrescentar, mas me calei.

- Bella... – ele suspirou e me abraçou.

Sua respiração quente atingiu meu pescoço causando um arrepio e logo depois ele deu um beijo no mesmo lugar.

Ele arrastou a ponta do seu nariz até meu ouvido e então ele cantou pra mim, numa voz rouca e sussurrada.

- Cause you're all I want. (Pois você é tudo que eu quero) – sua mão entrou por baixo do meu cabelo. - You're all I need. (Você é tudo que eu preciso) – ele cheirou meu pescoço. - You're everything, everything. (Você é tudo, tudo).

Reconheci na hora o refrão de Everything do Lifehouse.

Devo confessar, essa música cantada na voz rouca e britânica de Edward ficava bem melhor que a versão original.

Resolvi devolver na mesma moeda.

Me afastei dele e olhei nos seus olhos.

- And how can I stand here with you and not be moved by you? Would you tell me how could it be any better than this? (E como eu poderia ficar aqui com você e não me comover com você? Me diga, como isso poderia ficar melhor?). – sussurrei pra ele.

De forma nenhuma eu cantaria. Minha voz é péssima!

Ele me encarou com aqueles incríveis e intrigantes olhos verdes e me puxou pro seu colo. Me acomodei ali, de frente pra ele, uma perna de cada lado da sua cintura.

- Faz amor comigo Edward. – pedi mordendo meus lábios.

Ele segurou meu cabelo pela minha nuca e me beijou.

Um beijo, intenso e cheio de sentimento... cheio de amor.

Ele se afastou dos meus lábios somente pra deitar meu corpo na cama e se encaixou entre minhas pernas.

Foi gentilmente a lateral do meu corpo, abrindo o zíper do meu vestido. Ergui um pouco do meu corpo pra ajudá-lo na tarefa de tirá-lo.

Sua boca veio urgente aos meus lábios, me beijando, mas dessa vez o beijo era carregado de desejo, de tesão. Mas mesmo assim sua língua era gentil, era quase um carinho que ela fazia ao tocar na minha.

Edward nunca havia me tocado assim. Seu carinho, sua dedicação por mim estava em cada gesto, em cada toque. Suave, mas intenso.

Ele afastou sua boca da minha e eu soltei um muxoxo de decepção.

Nada do que eu havia provado se comparava a boca de Edward. Nada. Seu gosto era único... cigarros, menta e alguma coisa que só ele tinha.

Seus beijos desceram pelo meu pescoço até se encontrarem nos meus seios.

Ele me torturou lenta e deliciosamente. Sua língua saboreava minha pele, enquanto suas mãos me apartavam no mesmo local.

- Deus! Eu... assim não vou agüentar! – gemi.

Ele sabia exatamente onde me tocar, onde me dava prazer.

Ele sabia conduzir meu corpo com maestria. Só ele, apenas ele.

- Eu não quero que você agüente baby! – ele sussurrou.

- Edward... eu quero você! – mordi meus lábios.

Passei minhas mãos por seu terno e ele caiu deslizando pelos seus ombros. Desfiz o nó da sua gravata e desabotoei sua camisa, fazendo ela cair no mesmo movimento que seu terno em cima da cama.

- Sem pressa Bella. – ele pediu enquanto minhas mãos passeavam por seu peito nu. – Eu quero te amar sem pressa.

Eu apenas assenti. Aquele momento não precisava de palavras.

Ele continuou seu caminho de beijos parando na minha barriga. Sua língua continuava a me saborear e eu senti suas mãos no elástico da minha calcinha.

Ele a desceu, passando ela lentamente pelas minhas penas. Seus dedos tocavam minha pele suavemente deixando um rastro de fogo no local.

Ele jogou minha calcinha pra fora da cama e me invadiu com dois dos seus longos e maravilhosos dedos.

Eu corpo sofria por antecipação. Eu precisava dele, precisava de um contato, um atrito, qualquer coisa que me fizesse explodir chamando seu nome.

Depois dos carinhos que ele fez nos meus seios, eu estava perto, bem perto do meu ápice. Eu só precisava de mais um estímulo.

Involuntariamente minha mão desceu pelo meu corpo e eu alcancei meu sexo, enquanto Edward mordia e apertava com vontade a parte interna das minhas coxas.

- Hey! – ele me repreendeu. – Seria um pecado se fosse fizesse isso. – ele disse tentando ficar sério. - Eu estou aqui baby! – deu meu sorriso preferido.

- Edward... eu não agüento mais. – resmunguei.

Ele me invadiu de novo com seus dedos, se movimentando deliciosamente dentro de mim.

Eu impulsionei meu quadril, rebolando na sua mão, pra aumentar aquele contato.

Fechei meus olhos e aproveitei a sensação. Não era como tê-lo dentro de mim, mas diminuía minha angustia.

Senti sua barba por fazer, aquela barba linda e loira que eu amava, roçar na minha virilha e abri meus olhos.

Oh Deus! Ele não ia fazer isso? Ia?

Senti sua respiração quente no meu sexo e só aquilo já me fez gemer.

- Edward não! – pedi, mas minha voz não convencia nem a mim.

Ele fingiu não me ouvir e passou sua língua em toda a extensão do meu sexo.

- Você é deliciosa! – ele sussurrou. – Minha! – apertou minha coxa e voltou a me atacar com sua boca.

Seus movimentos eram sutis e aquilo estava me enlouquecendo. Ele me mordia, sugava e lambia como se só existisse aquilo no mundo, como se fosse apenas nós.

Eu já tinha passado por essa experiência antes, mas nunca, nada se comparava a intensidade do que Edward estava me proporcionando.

Não demorei muito e explodi num orgasmo violento, maravilhoso.

Me apoiei nos meus cotovelos a tempo de ver aqueles cabelos bagunçados saindo do meio das minhas pernas.

- Sabe que isso não vai ficar assim. – falei.

- Não? – ele me olhou com malícia. – E o que você tem em mente Swan?

Eu o empurrei e ele se deitou no lado oposto que eu estava.

O ajudei a se livrar da calça social e de sua boxer branca.

Arfei ao ver todo aquele volume pra mim. Eu não estava acostumada, nunca me acostumaria a ter Edward pra mim. Nunca me saciaria dele. Nunca.

O segurei entre minhas mãos e comecei a estimulá-lo lentamente.

- Vai me torturar? – ele perguntou fechando os olhos e jogando a cabeça pra trás.

- Não. – umedeci meus lábios. – Apenas te dar prazer.

Dito isso eu o acomodei na minha boca. Minúscula, comparada ao comprimento de Edward.

Ajudei os movimentos com minha mão na base do seu membro ao mesmo tempo em que minha língua passeava por ele ainda dentro da minha boca.

- Porra Bella! – ele arfou. – Caralho!

Eu continuei, sabendo que ele estava enlouquecido, assim como ele me deixou minutos atrás.

- Pára! – ele pediu saindo da minha boca.

Não tive como conter um resmungo de insatisfação.

- Não me leve a mal... – ele disse – Estava... porra... gostoso pra caralho, mas eu te quero de outro jeito.

Ele veio engatinhando por cima de mim como um felino caçando sua presa.

- E como seria Cullen? – bati meus cílios.

Ele abaixou a cabeça e sussurrou no meu ouvido.

- Dentro de você baby! – senti sua língua úmida e quente percorrer toda a extensão da minha orelha.

Eu o empurrei novamente e sentei em seu quadril sem que nos encaixássemos.

Eu não queria apenas transar com ele. Eu queria passar pra ele segurança. A segurança dos meus sentimentos por ele. Ainda estavam meio nublados, mas a cada dia eu tinha mais certeza sobre eles.

Eu o amava.

Não dá forma como um dia eu amei o Emmett.

Eu o amava incondicionalmente, apaixonadamente... era como um órgão vital, que se fosse arrancado de mim, eu não sobreviveria.

Deus! Como eu o amo e preciso dele.

Me ergui e quando sentei em seu colo novamente nos encaixamos, gemendo juntos ao sentir como nos completávamos perfeitamente.

Comecei a subir e descer em seu colo lentamente.

Uma de suas mãos nunca deixou meu rosto, enquanto seus olhos me queimavam com seu olhar e a sua outra mão estava na base da minha coluna, me sustentando, me guiando.

- Oh Edward! – gemi quando ele soltou a mão que estava na minha coluna e acariciou meu seio.

- Vem pra mim Bella! – ele pediu.

Pela sua pulsação dentro de mim eu sabia que ele estava próximo do seu ápice.

Aumentamos as investidas e logo senti meu corpo todo se arrepiar, uma corrente elétrica percorreu meu corpo e eu não ia agüentar, ia explodir.

Deus! Como eu precisava dele, o queria.

Eu precisava externar isso... me queimava por dentro.

Ele levou seu polegar ao meu ponto sensível e eu não agüentei, explodindo num orgasmo intenso.

Continuei a investir nele.

Ele se concentrava em nossas investidas e seus olhos estavam apertados numa única linha.

- Ed...olha...pra mim! – pedi no meio de gemidos.

Ele abriu os olhos e me fitou. Seus olhos estavam escuros de desejo.

Segurei seu rosto com as minhas duas mãos e deixei que meus sentimentos ultrapassassem todas as barreiras criadas por mim e irrompessem pela minha boca.

- Eu te amo! – sussurrei.

E aquilo foi o suficiente pra ele se derramar dentro de mim.

Ainda ficamos naquela posição.

Ele sentado e eu em seu colo, nossos corpos ainda estavam encaixados perfeitamente e sua cabeça estava no vão dos meus seios.

- Eu te amo Isabella! – ele finalmente me olhou e confirmou que meu sentimento por ele era recíproco. – Nos dê uma chance. – ele pediu.

Eu o beijei com todo amor e carinho que eu pudesse demonstrá-lo naquele momento.

- Vem vamos dormir. – o puxei pra deitarmos. – Amanhã vou te levar a praia.

Ele deitou e eu me aninhei ao seu peito.

- Bella? – ele me chamou.

- Dorme! – brinquei dando uma risada.

Eu estava exausta e acreditava que ele também.

- Como nós vamos ficar? – ele perguntou cauteloso.

Levantei minha cabeça e o olhei.

- Podemos conversar amanhã? – mordi meus lábios. – Meus olhos estão lutando comigo pra ficarem abertos. – sorri.

- Tudo bem. – ele desviou seu olhar do meu e olhou pro outro lado do quarto.

- Boa Noite! – eu disse.

- Boa Noite! – ele devolveu tocando meus lábios com os seus.

Logo eu dormi, ou melhor, apaguei.

Amanhã nós conversaríamos sobre "nós".

Eu já havia decidido... era ele que eu queria.

Foda-se estabilidade e segurança.

Eu queria viver... queria amar e ser amada. E no momento quem me proporcionava isso era Edward. Se pra isso eu tivesse que passar por instabilidade, ou viver loucamente, eu toparia, desde que ele estivesse ao meu lado.

Eu amava Emmett, mas não mais como homem. Acho que ficou um carinho por tudo que passamos juntos, eu não podia negar, nós tínhamos uma história e nada, nem ninguém apagaria que Emmett já fez parte da minha vida.

Eu fui muito feliz com ele, mas não era mais.

Não era mais ele quem me completava, quem eu amava... era Edward.

Amanhã eu o levaria a praia, tomaríamos Frozen Yogurt na Santa Monica Boulevard e andaríamos de patins no píer.

Tem anos que eu não ando de patins no píer.

Me mexi, me aproximando mais dele.

Eu não queria que houvesse mais espaço entre a gente, eu não queria mais nenhuma, por menor que fosse, distância nos separando.

Mesmo inconsciente eu senti seus braços me apertando mais contra eles.

E ali eu percebi que estava tudo bem, que tudo ficaria bem.

Desde que estivéssemos juntos.