"Sem Chão"

AUTOR: Larysam

BETA: Pollyta

FANDOM: J2, Padackles

PARES: JARED/JENSEN,

NOTA1: Os atores de Sobrenatural, ou quaisquer outros atores de quaisquer outros seriados, não nos pertencem. Somos apenas fãs que gostam de brincar com as inúmeras possibilidades que se apresentam na relação dos mesmos. Meus textos não têm fins lucrativos.

ADVERTÊNCIA: O conteúdo desta história é adulto. Estão advertidos, portanto, os leitores.

RESUMO: O dia estava terminando como sempre. O que acontece quando seu mundo vira de cabeça para baixo sem nenhum aviso e de repente se sente sozinho?

--------------------------------

CAPÍTULO 11

Eles tinham perdido completamente a noção das coisas a suas voltas. Chris olhava a cena, atônito, não era exatamente assim que ele imaginava que a discussão ia terminar, mas aproveitou a deixa e saiu do quarto. E, assim, eles aprofundavam o beijo, beijo que aquecia a alma de Jared, que por um momento o fez esquecer-se de onde estava, só havia ele e Jensen, Jensen lhe beijando, Jensen lhe segurando com firmeza, Jensen lhe devorando a boca, Jensen preenchendo aquele vazio que lhe ia ao peito. Mas, de repente, Jared se lembrou do motivo de ter esse vazio no peito, da culpa, do medo... Medo de machucar aqueles a quem ama. E empurrando Jensen, interrompeu o beijo.

- Não. – Sua voz saiu fraca.

- Jay, eu sei que você quer, eu sinto. – Jensen começava a se reaproximar.

- Por favor, Jensen, me deixa sozinho. – Só então, Jensen viu as lágrimas nos olhos de Jared. – Por favor.

- Ok. – Jensen confirmava com a cabeça, mordendo os lábios. – Mas, eu não vou embora, Jared, nem vou desistir de você. – E meio relutante Jensen saiu.

Depois que Jensen saiu do quarto, Jared se encolheu na cama e começou a chorar como há dias não chorava, mas dessa vez chorava pelo que estava deixando escapar, por quem achava que não merecia, chorava por Jensen.

------------------------

Jensen foi direto para o seu quarto onde sentou na cama, colocando a cabeça entre as mãos.

- Droga, droga, droga. Porra, Jensen! – Gritou em nervosismo e sentiu alguém sentar do seu lado. – Como alguém pode estragar tudo assim, Chris?

- Jensen, o que aconteceu? Eu saí do quarto e vocês estavam se entendendo. – Chris tinha uma mão no ombro do amigo.

- O que tem é que eu estraguei tudo. Porra, tudo o que eu tinha que fazer era ter paciência, não o pressionar, deixá-lo vir até mim como minha mãe tinha falado e eu estraguei tudo! – Jensen puxava os cabelos.

- Jensen pare agora com isso ou eu serei forçado a enfiar algum senso nessa sua cabeça. Nem que seja na porrada!

- Eu não devia tê-lo beijado, Chris, mas eu realmente não pensei no que estava fazendo. – Jensen voltou-se para Chris. – Eu fiquei com tanto medo dele me afastar de vez depois que ele viu Danneel me beijando.

- Ok, porque você não começa me explicando que porcaria foi essa de beijar a Danneel?! Eu pensei que você não queria mais nada com ela, Jen.

- Porra, Chris! Será que você não está escutando o que eu estou falando? Foi ELA quem me beijou e antes que eu pudesse ter alguma reação, Jared apareceu. – Jensen riu sem graça. – E eu pensei que isso só acontecia em filme.

- Se acalma tá, Jensen. Era por isso que eu não queria você tão... – Parou ao olhar que Jensen lhe enviou – Certo, péssima hora para falar sobre isso. Mas, como eu falei, Jared está confuso, Jensen. Imagina como deve estar a cabeça dele. Ele encontra-se emocionalmente abalado, começa a se aproximar de você e talvez a sentir algo diferente, então, ele vê você e Danneel se beijando – Outro olhar de Jensen – Tá bom, ela te beijando. – Corrigiu mais uma vez ao olhar que Jensen lhe lançava. – E logo depois você se declara para ele e o beija. Não é a toa que ele está confuso.

- E eu ao invés de ajudá-lo, estou a foder ainda mais com a cabeça dele.

- Pode parar aí agora mesmo Jenny boy! – Chris havia virado Jensen para olhá-lo nos olhos. – Nada de ficar se culpando, até porque Jared está bem melhor e graças a você. E se você continuar com isso, eu vou chutar seu traseiro. – Jensen sorriu diante a seriedade do amigo. – Assim é melhor, agora me deixe mudar o horário do meu vôo.

- O quê? Não, Chris, você já atrasou sua tur... – E agora Jensen parou diante o olhar de Chris.

- Eu vou mudar para amanhã de manhã e se for preciso eu remarco para depois de amanhã. – E piscou para o amigo. – Sem chance eu deixar vocês, dois, sozinhos essa noite.

Assim, que o amigo saiu do quarto, Jensen se deitou na cama, pensando em como consertar tudo isso e impedir que Jared o afaste. E ficou desse jeito por muito tempo.

------------

Chris tinha saído do quarto de Jensen, ligado para o aeroporto, mudado sua passagem e feito outras ligações para ajeitar tudo referente à sua turnê. Terminadas as ligações, Chris considerou em ver como Jensen estava, mas mudou de direção e foi até o quarto de Jared.

Chegando à porta, bateu levemente e entrou. Indo ate a cama, percebeu que Jared estava dormindo e que provavelmente tinha adormecido enquanto chorava. Mas, não saiu do quarto e sentou-se na poltrona ao lado da cama.

- O que eu faço com vocês, dois? – Chris suspirou depois de um momento. – Jared, você precisa sair logo dessa fossa e perceber o cara maravilhoso que está bem na sua frente.

- Eu sei. – Chris se assustou com a voz baixa de Jared, percebendo que o moreno estava bem desperto.

- Desculpa, mas não retiro nada do que eu disse. – Jared continuava na mesma posição sem nem olhar para Chris.

- Eu não o mereço.

- Como é que é?Me desculpe, mas acho que não entendi. – Isso definitivamente não era o que Chris esperava.

- Eu não o mereço. Só machuco quem está perto de mim. – Jared falava pausadamente, tentando segurar o choro que lhe ameaçava novamente. – Olhe o que aconteceu com os meus pais, Chad e agora mesmo eu estou machucando Jensen.

- Porra, Jared, o que aconteceu com os seus pais foi um maldito acidente. – Chris não acreditava no que escutava. – Chad é um filho da mãe que correu assim que a coisa apertou um pouco. E Jensen... é, ele está machucado agora, mas porque pensa que você vai afastá-lo. Ele te ama, Jared, e está disposto a ficar do seu lado mesmo como amigo, você faz idéia do que isso significa?

Jared abaixou a cabeça, fugindo do olhar de Chris.

- Olha, eu sei que você está perdido, confuso e que está sofrendo. Mas, você realmente precisa enxergar o que ainda tem ao seu redor. Jensen lhe ama e está disposto a lutar por você, mas se você continuar a afastá-lo, pode ser que finalmente um dia você consiga e dai, será tarde demais.

Chris se levantou, apertou com afeto o ombro de Jared. Parou na porta antes de sair e só virando o rosto, falou mais uma vez.

- Pense direitinho no que eu lhe falei, Jared. Mas, pense principalmente se é isso que você quer e se está disposto a arriscar. – E saiu deixando Jared com o olhar perdido para janela. Ele sabia que Jared tinha escutado cada palavra que ele tinha dito.

Descendo as escadas e entrando no quarto de Jensen, Chris o encontrou ainda deitado e encarando o teto. Aproximou-se e sentou do lado do amigo.

- Pretende ficar assim a noite inteira?

- É uma idéia.

- Tem lugar para mais um então? – Jensen arqueou uma sobrancelha, mas deu espaço para Chris deitar do seu lado.

- Obrigado.

Permaneceram deitados assim, sem falar nada só olhando para o teto. Chris sabia exatamente por onde a cabeça de Jensen andava.

- Eu falei com ele. – Jensen prendeu a respiração. – Eu pensei que ele estava dormindo, mas ele me respondeu quando falei.

- E? – Jensen engoliu em seco.

- Jared está com medo, Jen. Ele não quer lhe machucar, ele não quer se machucar. – Isso fez Jensen se levantar e encarar Chris.

- Como é?

- Pois é. – Chris riu sem graça. – E ele não percebe que está fazendo exatamente isso lhe afastando. Disse-me que não o merece.

- Ah, eu vou falar com ele agora. Ele está maluco. – E já ia saindo da cama quando sentiu a mão de Chris lhe segurando.

- Você não vai a lugar algum, Jen. Ele está mais confuso do que tudo, se culpa pelos pais, o que eu não consigo entender porque, pelo merda do Chad e por você. – Soltou a mão de Jensen. – Deixe-o tentar reorganizar seus pensamente, entender o que está sentindo.

- Eu não sei se consigo ficar calado, sabendo o que ele está pensando – Jensen suspirou –Como ele pode se sentir tão pouco? Ele é a pessoa mais maravilhosa que eu conheço.

- Obrigado pela parte que me toca. – Chris brincou com Jensen.

- Cala boca. – Jensen sorriu.

- Sério, Jensen, você mesmo falou que precisa ter paciência.

- Eu sei, é só que... – E voltou a se deitar. – Certo, eu vou esperar.

"Só espero que você não tenha que esperar por muito tempo, Jen. Para o seu bem e o dele."

E assim, eles ficaram o resto da noite, sem conversarem mais nada, só encarando o teto numa cumplicidade e companheirismo até adormecerem.

--------------

Jared não conseguia dormir. Todos esses dois últimos meses voltavam a lhe assombrar, sem contar que cenas do acidente que ele nunca presenciou lhe viam a mente, toda vez que fechava os olhos. Ele queria se aconchegar nos braços de Jensen, aqueles braços que lhe passavam conforto e segurança. Mas, como ele podia fazer isso com Jensen? Como Jensen podia querer alguém tão quebrado? Não, Jensen merecia alguém por completo, alguém que não recuaria aos seus toques nem por milésimos, que pudesse se dar por inteiro e, no momento, Jared não estava inteiro.

Ele queria fazer o medo ir embora, mas só duas coisas conseguiram fazer isso: a bebida e Jensen. Jensen, agora, não era viável, não para Jared de qualquer forma, então sobrou a bebida, ela não fazia as coisas irem embora completamente, mas pelo menos o fazia esquecer. E com essa decisão, desceu as escadas o mais silenciosamente que conseguiu e foi até o bar, encontrando logo o que procurava, um litro de uísque.

Sentou no sofá e começou a tomar cowboy mesmo. Suas mãos tremiam, mas tomou a primeira dose num gole só. Quando encheu o copo, não se preocupou com quantas doses havia. Parou um instante com o copo a meio caminho da boca.

- Por quê?! – Jared gritava agora. – Por que você simplesmente não vai embora?!

- Simples. – Jensen começava a se aproximar de Jared que recuou até suas pernas baterem na cama. – Porque eu quero ficar! Porque a porra da minha vontade conta também... E... Porque eu te amo!

E... Porque eu te amo!

Porque eu te amo!

eu te amo!

"Porque ele tinha que complicar tudo agora? Por que ele não me falou antes? Ele não podia ter me dito isso, não agora. Não depois... Ele não tem esse direito!". Jared bebeu o líquido e voltou a abaixar o copo. "Eu não sou mesmo, ele não me ama, não o novo eu e mais cedo ou mais tarde, ele vai perceber isso e me deixar também. Mas, se ele me ama mesmo... A quem eu estou tentando enganar? Não vou conseguir fazer isso de novo. Mas, então, o que eu faço?"

E com esse último pensamento, Jared entornou o uísque mais uma vez e se levantou bruscamente, sentindo uma tontura, mas balançou a cabeça e foi devolver a garrafa pro seu lugar. Não voltou ao quarto, sentou na sala no chão mesmo, encostado ao sofá, onde seu tamanho gigante passaria despercebido por quem passasse pelo corredor. Bom, exceto para dois monstrinhos.

---------------------

No dia seguinte, Jensen acordou cedo, não que tenha conseguido dormir. Foi à cozinha com a intenção de deixar os cachorros entrar, mas eles não estavam lá, então, se lembrou que não havia colocado-os para fora. Sendo assim, eles só poderiam estar no quarto do Jared.

"Jared... Como serão as coisas agora?"

Como Chris ainda estava dormindo e ele não queria acordar o amigo, dirigiu-se até a sala. Entrou sem prestar muita atenção e se jogou no sofá. Um barulho abafado o fez pular e, por um momento, pensou ser um dos cachorros, mas o som não parecia com um latido. Só lhe restava...

- Jared. – Jared encontrava-se sentado no chão e encostado ao sofá, onde repousava a cabeça com Saddie e Harley dos seus lados. Jensen, então, percebeu que devia ter batido na cabeça do moreno. – Foi mal, eu não vi você ai, lhe machuquei?

Jared balançou a cabeça, dizendo que não sem sair da posição em que se encontrava ou olhar para Jensen.

- Não escutei você se levantando.

- Não consegui dormir, então resolvi descer. – Jared fechou os olhos. – Não quis lhe acordar.

- Teve outro pesadelo? – Jensen antes que percebesse, estava alisando os cabelos de Jared, mas esse afastou a cabeça, sentando-se numa posição mais ereta.

- Não foi só isso.

- Quer falar? – Jensen mordeu os lábios enquanto esperava a resposta de Jared.

- Não, na verdade não. – E olhou finalmente para Jensen.

- Jay...

- Olha, Jensen, eu realmente não quero falar sobre o que aconteceu ontem. Não dá para fingirmos que nada aconteceu? – Jared falou com sua voz baixa.

- Jared, você acha que consegue fingir que não sentiu nada? – Jensen não acreditava no que Jared pedia.

- Eu... eu nã-não senti nada, Jensen. Nem você. É melhor assim.

- Para quem? – Jensen estava em pé. – Porque eu sei o que eu senti e estou sentindo. Sei também que você sentiu algo. Então, quer parar de dizer o que é melhor para mim! Porra, Jared, eu sei o que quero!

- Jensen, por favor. – Jared lhe implorava com aqueles olhos de cachorro sem dono, e Jensen sentiu raiva por ele usar isso nesse momento.

- Por que você faz isso comigo? Droga, por que você faz isso a você mesmo?

- Jensen, eu não posso. – Jared balançava a cabeça. – É melhor assim, por favor.

Jensen usou toda sua vontade para permanecer calado. Precisava ter paciência. E a contra gosto não respondeu. Eles ficaram assim, parados em silêncio com Jared evitando seus olhos até Chris aparecer na sala, o que aconteceu alguns minutos depois.

- Bom ver que vocês não se comeram. – E se jogou no sofá. – Que tal um café da manhã decente? Seria bom antes de pegar um avião, o que me dizem?

- Se está a fim de comer algo decente por que não vai você mesmo fazer? – Jensen respondeu, toda aquela conversa o tinha deixado de mau humor

- Opa, eu sou visita aqui! – Chris respondeu, tentando suavizar o clima.

- Não vem com esse conversa para cima de mim, Chris que...

- Eu cozinho. – Jared falou de repente, fazendo tanto Jensen como Chris olharem para ele. – Quê?

- Não, Jared, não precisa. – Jensen começou a falar quando se recuperou da surpresa.

- Deixa disso, Jensen, eu posso muito bem cozinhar e Chris tem razão, ele é visita. – Foi dizendo isso e se levantando rumo à cozinha.

- Confesso que por essa eu não esperava. – Chris falou assim que Jared saiu da sala. – O que vocês fizeram antes de eu chegar aqui?

- Quê?! Nada, não fizemos nada. – Chris lhe lançou um olhar de descrédito. – Agrh... nós discutimos, está bem? – Jensen levou as mãos aos cabelos. – Como ele pode me pedir para esquecer tudo o que aconteceu ontem?!

- Jen, você disse que ia ter paciência. – Chris não pode deixar de notar a testa franzida do amigo.

- Ele me chamou de Jensen, Chris. A porra do tempo todo ele me chamou de Jensen!

- Jens...

- Eu sei. Eu não devia ter pressionado e tido paciência. E que devia está agradecendo por ele estar falando comigo e me deixar chegar perto e não ter se fechado completamente. – E levantou a cabeça. – Mas, você não pode me culpar por tentar, não depois de você ter me dito como ele está se sentindo!

- Bem, você fica quieto aí que eu vou ver como o grandão está se saindo. Não, não. Pode ficar bem paradinho, esfrie essa cabeça dura e depois sim, pode vir nos fazer companhia. Dê a ele um pouco de espaço.

Chris não se deixou abalar pelos olhares de Jensen e seguiu até a cozinha. Jared estava distraído e não percebeu quando o cantor se aproximou e ficou a lhe observar. Todos os ingredientes já estavam separados, mas não pode evitar rir da bagunça que já estava se formando. Só então, Jared tomou consciência da sua presença.

- Acho que estou a presenciar um furacão passando por essa cozinha. – Jared sorriu sem graça ao comentário do amigo.

- É... acho que eu estou fazendo um pouquinho de bagunça. Mas, espere pelo resultado, você não vai se arrepender.

- É bom. – Chris então se aproximou. – Eu ia perguntar se precisava de ajuda, mas acho que posso ir arrumando sua bagunça.

- Chris. – Jared virou-se par Chris e disse meio inseguro – Você tem mesmo que ir?

- Jared, eu sei que você está com medo e tentando evitar o Jensen, mas vocês vão precisar resolver isso.

Jared ia falar algo, mas foi interrompido por Jensen que entrava na cozinha naquele exato momento. Ele tinha uma expressão de poucos amigos, que Chris não conseguia entender. Jensen trazia um copo na mão, que depositou na mesa com um pouco mais de força do que o necessário.

- Você tem alguma coisa para me dizer, Jared?

- Jensen, eu não acho...

- Agora não, Chris. – Jensen o interrompeu e voltou-se para Jared que continuava seus afazeres como se nada estivesse acontecendo. – Jay!

- Não, Jensen. Eu não tenho nada para lhe dizer.

- Você esteve bebendo ontem a noite, não foi? – Jensen se aproximava de Jared, mas Chris se colocou em seu caminho. – Porra, Jared! Você ainda está se recuperando e tomando medicamento, o que você tem na cabeça?!

- Eu sou adulto, Jensen. Eu decido o que eu faço ou deixo de fazer. – Jared finalmente tinha se virado para Jensen.

- Se você esqueceu, eu estou responsável por você desde que você saiu do hospital. – Jensen passou uma mão pelo rosto. – Será que você não ver que a última coisa que você precisa é isso?

- Eu nunca lhe pedi para fazer nada por mim. Oh, espere, mas você me ama agora, não é mesmo? – Jared estava transtornado. – Pois, eu sinto muito, mas isso não vai dar certo.

- Ok, vocês dois parem agora com isso! – Chris fez sua voz se destacar, chamando a atenção dos dois para si. – Jensen, o que eu falei sobre esfriar a cabeça? E Jared, você...

- Merda! – E vendo o café da manhã queimado, Jared desligou o fogo e saiu o mais rápido que conseguiu da cozinha. – Bom, o café está pronto, sirvam-se. – Disse enquanto saia.

Assim, que Jared saiu da cozinha, Chris voltou-se para Jensen.

- Não me olhe assim, porra! Ele estava bebendo uísque, quase ½ litro. Ele ainda está tomando medicação. – Jensen deixou-se cair na cadeira mais próxima.

- Jensen.

- Eu sei que eu extrapolei, mas eu estou com medo, Chris. Quando Jared foi encontrado, o médico disse que no seu sistema não tinha nenhuma droga, só um considerado nível de álcool. – Tomando uma longa respiração, olhou para o amigo a sua frente. – E se eu o estiver perdendo novamente? Só que dessa vez por minha culpa?

- Jen, por que você não vem comigo só por uns dias? Tenho certeza que o Misha ou até mesmo o Jim conseguirão lidar com Jared. – Enquanto Chris falava Jensen já discordava com a cabeça. – Só um ou dois dias? Vocês precisam dar-se um tempo.

- Não. Se eu sair agora, mesmo afirmando que é só por um dia, ele vai pensar que eu desisti dele. E é de mim que ele precisa e eu preciso consertar isso. Ele estava indo tão bem!

- Está bem, eu vou mudar meu vôo...

-Não! Chris, você não pode ficar adiando sua turnê. Além do que isso é algo que somente eu e mais ninguém deve resolver.

- Jensen, eu não acho que essa seja uma boa idéia.

- Sinceramente, eu também não, mas você não pode ficar aqui para sempre. Vamos, já está na hora de pegar sua mala.

Chris pareceu meio inseguro em ter que sair deixando os dois assim, mas conhecia bem Jensen e quando ele colocava uma coisa na cabeça, ninguém tirava. Seguiu, por fim, Jensen até o quarto, onde pegou os poucos pertences que tinha. Ficaram ainda um tempo como a noite passada, em silêncio na companhia do outro até que deu a hora e ele foi pra porta, acompanhado por Jensen. Parando, Chris virou-se para o amigo e segurou seu o rosto nas duas mãos

- Ei bro, não pense duas vezes antes de pegar o telefone se precisar. – Largou o rosto de Jensen só para tomá-lo num abraço. – Tenha paciência, você vai chegar até ele.

Jensen se soltou do abraço surpreso, mas agradecido pelo que o amigo lhe dizia, eram poucas palavras que lhe renovavam a esperança, pois Chris não teria dito aquilo senão acreditasse.

- Caso contrário, eu volto para colocar algum senso naquele cabeça-dura. – Jensen riu.

- Obrigado. E é melhor você ir se não quiser perder o seu vôo e eu já cansei dessa sua cara. – Chris lhe deu um leve murro no ombro e saiu.

Jensen voltou para sala, mas esta estava vazia, Jared tinha se escondido no seu quarto. Depois de um tempo pensando, resolveu subir e confrontar Jared.

Chegando ao quarto, a porta, para sua surpresa, estava aberta. Jared estava sentado na cama, alisando os cachorros. Aproximou-se, sentando ao lado do amigo e alisando os pêlos de Saddie.

- Então? – Jensen perguntou sem jeito.

Jared abaixou a cabeças, mordendo os lábios e parecia pensar no que dizer.

- Eu... eu... Desculpa-me. Eu não devia ter lhe dito aquilo.

- Jared, por que você faz isso? Eu só queria entender.

- Se um dia eu consegui entender, prometo que lhe falo. – Disse com um sorriso sem graça.

- Isso não está certo. – Pela primeira vez desde que tinham se conhecido, Jensen sentia algo errado na companhia do amigo.

- Não, não está, Jensen. Mas, isso é só mais uma coisa, tem muito mais errada. – Jared jogou o corpo para trás e fechou os olhos. – Mas, eu não posso, não consigo. Sinto muito, Jensen.

- Porra! Quer parar com isso! – Jensen se pegou gritando e vendo a expressão perdida de Jared continuou. – Não faz isso, tá bom, pare de me chamar o tempo todo de Jensen.

Jared desviou o olhar e não falou nada. Jensen soltou um suspiro triste e se levantou para sair do quarto.

- Jay... só... só não se machuque mais, ok?

Jared olhou para Jensen e eles ficaram um tempo assim com os olhos presos nos do outro. No final, Jared cortou o contato e deu-lhe as costas. Jensen sentiu o coração falhar por um segundo e saiu do quarto

J2J2J2J2J2J2J2

Nota: Desculpem pelo atraso, mas minhas aulas voltaram e me atrapalhei um pouco com a volta ao corre-corre da minha vida. Mas não se preocupem, que eu vou tentar não demorar para postar o próximo capítulo.

Nota¹: Esse capítulo já foi mais paradinho, mas prometo que o próximo vai ter um pouco mais de ação e quem sabe algumas surpresas... será que vão ser boas? k k k. Obrigada a todos que me deixam reviews.

Nota²: Mary, eu sei que lhe falei que você ia gostar desse capítulo (ainda espero que goste =p), mas tive que mudar meus planos, que por sinal surgiram de uma forma que eu gostei muito, pra dá uma reviravolta na história mesmo.