Experimental Authors
Título Traduzido: Autores Experimentais
Autora: Orietta Rose
Tradutora: Flamingo in Chaos
Sinopse: Levi descobre que seus subordinados têm tomado um tempo para escrever e um deles já escreveu uma história interessante que leva a uma confissão surpreendente. Apresentando as obras originais de Jean, Sasha, Connie, Armin, Eren e Mikasa. Drabbles.
Disclaimer: Shingeki no Kyojin não me pertence. Nem essa história, ela pertence à Orietta Rose, a mim pertence somente à tradução.
Shingeki no Kyojin not mine. Neither this story, it belongs to Orietta Rose, to me belongs only to translation.
Capítulo Dez
Música: Tearin Up My Heart by Nsync
Ela não sabia o que dizer, inferno, inferno, ela não sabia nem o que pensar. Sua mente havia ficado em branco e em estado de choque.
O que ele estava dizendo? Provavelmente exatamente o que ele queria dizer. Heichou não era um homem de rodeios, ela sabia disso, mas essa confissão foi tão... Foi tão...
Ela não conseguia entender isso.
Ele queria que ela olhasse para ele.
"Saia daqui, Ackerman".
Assustada, ela não tinha notado ele levantar, mas lá estava ele abrindo a porta.
"Eles vão vir aqui, se você não sair em breve e estou susceptível a ferir Jaeger se eu vê-lo agora. O piralho tem o que eu quero e nem sabe disso.
Ela se encolheu com a insinuação, mas para sua surpresa descobriu que suas ameaças contra Eren não conseguiu levantar sua raiva habitual. Não que ela achasse que ele não estivesse falando sério, seu tom dizia que ele estava, mas ela estava muito presa em suas declarações sobre si mesma para ficar irada.
Ele estava certo sobre como Eren a via; Ele nunca a tinha visto mais do que como uma irmã e provavelmente nunca o faria. Em qualquer outra coisa Eren agiria sem restrições, mas ele nunca ficaria com ela. Enquanto ela era capaz de perder a cabeça com a menor provocação, a menor palavra contra ele, ele nunca ficaria inclinado a fazer a mesma coisa se fosse por ela. Não que ele tivesse muita chance, poucos tinham algo de ruim a dizer sobre Mikasa, mas Levi tinha criticado ela antes, e Eren nunca tinha tomado seu partido contra ele.
Eren nunca seguia seus conselhos. Eren nunca perguntava o que ela pensava. Eren nunca considerou como ela se sentia.
"Vá, Ackerman."
Ela achou difícil passar por ele, especialmente pela forma como ele estava olhando fixamente, mas ela passou com a cabeça erguida. Se alguém vê-la agora, não vai suspeitar de seu tumulto interior; a última coisa que ela queria agora era ser questionada sobre uma mudança na sua disposição.
Sua mão agarrou a dela, parando-a no meio do caminho.
"É melhor você pensar no que eu disse a você, piralha. Eu não vou esperar para sempre. Eu não sou um tolo doente de amor, eu não preciso de você, porra."
Enquanto ela se afastava, ela pensou que ele tinha deixado de dizer. "Ainda não", talvez. Ou talvez ela estivesse colocando palavras em sua boca. Ele podia não pensar assim. Não havia nada nesse mundo, além das necessidades humanas básicas, que Levi achasse necessário para sobreviver e ela pensar, mesmo que por um momento, que ela poderia ser elevada a uma posição inimaginável dessas era o cúmulo da estupidez. Não só isso, mas também era egoísmo. Quem desejaria ser isso para uma pessoa? Especialmente ela. Ela sabia muito bem que sentir essa necessidade por alguém era como viver em perigo constante.
Precisando de Eren, era uma maneira errada de sentir-se, mas ela não sabia que existia outra forma de viver. Ele a salvara e ela lhe devia por isso.
Talvez até mesmo sua confiança.
Ela tendia a ignorar a importância do fato de que Eren foi quem olhe permitiu que vivesse, embora de uma forma abstrata de nunca tivesse esquecido e isso resultou em agradecimento. Se não fosse por ele, ela teria morrido nas mãos de traficantes ou seria vendida para fazer algo que ela podia imaginar, ele tinha sido o único a motivá-la a lutar no passado, e desde então ela pensou que era capaz de lutar em qualquer coisa.
Eren era muito impulsivo e sempre pronto para lutar.
Armin era um gênio, mas as habilidades de batalha lhe faltavam.
Ela era a guerreira.
Porque ela sempre confiava que Armin cuidaria de si mesmo, ela se perguntava. Se qualquer coisa acontecesse era ele quem tinha a maior probabilidade de morrer. Ela deveria estar mais preocupada com a segurança de Armin do que Eren, quando ele entrou nisso. Ele era da família também.
Ela sabia o motivo. Ela adorava Eren de uma forma que ela nunca poderia amar Armin e isso fez a diferença. Ela adorava Eren.
Ele não se sentia da mesma maneira.
O que precisava ser feito?
Ela percebeu que nunca tinha tentado mudar para si mesma. Quando Eren disse que ela deveria cortar o cabelo, ela fez isso sem pensar duas vezes. Quando Eren pediu para confiar nele, ela se recusou porque ela podia prejudicar-se. Cada decisão que ela tomou, sobre cada coisa que ela fez, tinha haver com Eren.
Tudo, exceto aqueles sonhos.
Tudo, exceto essa história.
Tudo, exceto o que ela tinha feito com Levi.
Foi à primeira vez em anos que ela fez algo, porque ela queria.
"Se eu não te amasse Eren".
O que mudaria? Ele ainda iria ser sua família, ela sempre odiaria vê-lo ferido, mas ela poderia suportar vê-lo sem agir em sua defesa?
Para ver Levi treinar Eren até a exaustão sem reclamar, para permitir Hanji coagir Eren a participar em seus experimentos sem se preparar pra partir para cima da cientista, parecia uma aspiração impossível. Suas emoções eram sempre além do aceitável quando se tratava de seu salvador.
A ideia de sentir-se desse jeito era quase repugnante; era difícil acreditar que nem sempre ela sustentou esses pensamentos, mas uma vez ela tinha sido uma garota vivendo com seus pais vivendo em uma cabana fora da cidade principal. Ela não tinha nenhum conhecimento de Eren, nem de perdas e nem de medo.
O que ela não daria para voltar para aqueles tempos. Para viver aqueles dias novamente.
Mas isso não iria acontecer. Até os Titãs irem embora, que ela duvidava que fossem eliminados, ninguém poderia ser tão despreocupado. Então, qual foi o ponto em lutar em tudo?
Houve momentos em que tudo o que ela queria era parar, horas de escuridão, quando ela queria abandonar seus deveres e correr, mas a rendição era inaceitável e ela nunca o faria. Ela não era uma desistente.
Será que desistir de Eren significava sair?
Algo dentro de si lhe disse "não", que era a mesma coisa. Amar Eren do jeito que ela amou era uma causa perdida. Seria uma tática de vantagem deixa-lo ir. Se ela fizesse isso, poderia deixa-lo alcançar seu pleno potencial.
Talvez essa fosse a melhor forma de mostrar seu amor.
Ninguém veio procura-la. Não houve batida na porta, ninguém sussurrou "Mikasa" , através da fenda. Ela não tinha certeza se estava grata pela privacidade ou decepcionada por ela; de qualquer forma, era melhor, porque ela não estava em condições de entreter.
Chorar não era um hábito que ela mantinha, ela raramente era emotiva dessa maneira, mas ela não poderia colocar-se para baixo nesse instante de fraqueza. Era natural, não? Deixar Eren, algo pelo qual ela lutou ativamente durante anos e agora ela era confrontada com uma realidade que disse a ela o que iria acontecer.
Ela não iria dizer a ele diretamente, ela ficaria confuso e triste com sua declaração, em vez disso ela iria afastar-se lentamente. Lentamente viria o afastamento, retiraria si mesma de sua presença. Ela faria isso com tanto cuidado que ele iria ignorar a mudança enquanto ela acontecia. Ela iria pular para sua defesa, quando ele fosse criticado, pararia de tentar convencê-lo a tomar as decisões que ela pensa serem melhores e ela iria tentar deixar irem seus sentimentos românticos por ele.
Isso seria mais fácil falar do que fazer. Talvez com a ajuda...
Não.
Isso seria errado. Usá-lo dessa forma, quando ele tinha sido tão honesto com ela, estava fora de questão. No entanto, ela achava que ele estaria no direito de saber de sua decisão. Se não fosse por ele, ela nunca teria considerado fazer nada disso.
Antes que ela percebesse o que estava fazendo, ela estava no meio do corredor, com os pés levando-a de volta para cima. A cada passo seu ritmo cardíaco aumentava. Ela estava ansiosa de uma forma que nunca tinha estado antes.
O que ela diria a ele? Diria que estava certo sobre Eren e depois? Ela não tinha qualquer tipo de resposta para ele.
Na frente de sua porta, ela parou, encostada na parede em frente à entrada.
Ela tinha que responder. Agradecer-lhe não era o suficiente, ele precisava saber que ela não iria usá-lo. Desistir de Eren era uma coisa, substituir-lhe era outra.
"Eu quero que você olhe para mim".
Olhar.
Basta olhar.
"Olhar para ele".
Ela poderia fazer isso.
Fim
N/T: Obrigada pelo apoio durante todo esse tempo.
Flamingo.
