NARUTO NÃO ME PERTENCE, NEM A HISTÓRIA! 11

OUTRA REFEIÇÃO intragável.

Hinata desejou estar em qualquer lugar exceto o restaurante à beira-mar com a mãe. Acordara irritadiça e cheia de dores esta manhã, e ainda por cima fizera o segundo teste de gravidez com outro resultado negativo. Não sabia se ficava desapontada, aliviada ou se devia comprar um terceiro teste. Precisava saber antes de ter maiores esperanças.

Ela e a mãe nunca tiveram um relacionamento do tipo com almoços de domingo, a menos que fosse para discutir negócios. Se a mãe dela a demitiria, Hinata queria que acabasse logo. Depois de quase uma hora conversando abobrinhas, Hinata só queria ir para casa e se enfiar na banheira de hidromassagem.

Mãe, por que estamos aqui?

A mãe dela parecia desconfortável e insegura, como Hinata nunca vira antes.

Percebi que nem sempre estive ao seu lado, e nem sempre entendo a sua determinação em fazer as coisas da maneira mais difícil, mas não quero te perder, Hinata. O sr. Uchiha disse que isso poderia acontecer.

Hein? O que o Sasuke tem a ver com isso?

Você é igualzinha a mim. Tão completamente focada na sua carreira e...

Mas não sou você nem quero. Sempre pensei que queria, mas, recentemente, percebi o quanto você perdeu da vida. – Hinata desejou não ter falado isso. – Sinto muito. Isso foi rude de minha parte.

E merecido, suponho. Perdi grande parte da sua infância e da do Neji.

Tivemos Tatsu. Mas teria sido bom ter você também.

Sim, talvez, mas tinha tanta coisa para provar... Naqueles tempos, uma mulher tinha de trabalhar duas vezes mais que um homem para manter-se no topo do mundo corporativo.

As coisas mudaram.

Em alguns aspectos, mas você ainda é tão ingênua quanto aos homens e quanto eu era, Hinata.

Não entendo.

Também fui uma jovem rica. Tive homens que disputavam a minha atenção. Deixei-me levar e me apaixonei. Duas vezes. E cada vez, percebi que não era a atração principal e meu coração se partiu. Estavam atrás do dinheiro do meu pai. Não queria que isso acontecesse com você.

Talvez você devesse me dar um crédito por ter sido capaz de reconhecer os caras que queriam dar um golpe do baú. Já namorei uns e terminei com vários. Mas isso não explica por que você está tão determinada a me empurrar para um casamento com Kõ.

Queria que você tivesse um casamento estável com base em compatibilidade profissional e financeira. Meu pai me arrumou um casamento adequado. Estava tentando fazer o mesmo com você e seu irmão para protegê-los da dor que passei.

Você não amava o papai quando se casou com ele? Nem um pouquinho?

Eu o respeitava e tínhamos muitos interesses em comum.

Isso soou familiar e triste para Hinata. A relação que sua mãe descrevera era exatamente o tipo de jogo que Hinata e Kõ tinham vivido, e se não tivesse conhecido Sasuke, provavelmente estaria agora escolhendo porcelana e prataria e se contentando com uma vida sem amor. Quase. Foi por pouco.

Se não o ama, então por que ficaram juntos por 38 anos?

Porque aprendi a amá-lo. Não tão ardentemente quanto você parece amar o sr. Uchiha, mas confortavelmente.

Mãe, não quero viver dessa forma. Quero mais do que isso.

Hinata, você pode se machucar.

Já estou ferida. Não posso imaginar uma dor pior. Mas sabe o que mais? Faria tudo novamente. Quando você falou com o Sasuke? – Se sua mãe tinha falado com ele recentemente, então ele não tinha deixado a cidade.

Ontem. Eu tentei suborná-lo.

Você o quê?

Meu pai tentou comprar cada um dos homens que partiram meu coração, e eles levaram o nosso dinheiro. Foi assim que soube que eles não me amavam. Sasuke me disse exatamente onde eu deveria colocar a minha oferta para cancelar o empréstimo bancário dele. Um lugar bastante inadequado, aliás.

Você não deveria ter feito isso.

Agi de maneira obtusa, mas quero o que é melhor para você, minha querida, e achei que sabia o que era certo. No entanto, estava errada. Acho que o sr. Uchiha, Sasuke, pode ser o homem certo para você.

Pode ser tarde demais.

Hikari se esticou sobre a mesa e cobriu a mão de Hinata.

Nunca é tarde demais. E você é minha filha. Se tem certeza de que ele é o homem que quer, então vai encontrar uma maneira de reconquistá-lo.

Não é assim tão fácil.

Nada que vale a pena é. E se há um bebê em jogo, então teremos de superar as dificuldades. Com ou sem casamento. Vamos? Imagino que esteja ansiosa para entrar em contato com Sasuke.

Mãe, Sasuke ainda nem disse que me ama.

Então imagino que fazê-lo dizer isso seja sua prioridade. – A conversa parecia surreal. Hinata seguiu a mãe até o carro, de forma automática. Amanhã era segunda-feira, dia de folga de Sasuke. Será que ela se atreveria a tentar mais uma vez? Poderia fazê-lo entender que os fatos estavam todos contra ela?

HAVIA MOMENTOS em que Hinata desejava que a cortesia não tivesse sido inculcada nela desde que nasceu. Este era um desses momentos. Queria ignorar a campainha da porta e ficar encolhida no sofá com seu café com sabor de amêndoas e chocolate suíço. Um café que lhe consolava o coração.

Não estava grávida.

Disse que estava doente no trabalho, porque não sabia o que fazer com a dor decepcionante da descoberta que fizera depois do almoço com a mãe. Precisava conversar sobre seus sentimentos confusos com Ino e Tenten, e ligara para elas mais cedo, mas não estavam em casa. Ainda bem. O que ela poderia dizer agora? Como poderia explicar essas emoções tão conflitantes?

A campainha tocou novamente, seguida por uma batida forte à porta. Relutante, largou a caneca, levantou-se e se arrastou com os pés descalços até a porta. Provavelmente era Neji ou seu pai verificando se estava tudo bem. Olhou pelo olho mágico e sua respiração ficou presa.

Sasuke.

Seu coração bateu mais forte e as palmas das mãos se umedeceram. Secou-as no short. O que ele queria?

Você nunca vai saber se não abrir a porta.

Ela deu uma olhada no espelho sobre a mesa da entrada e fez uma careta. Seu cabelo estava embaraçado e a pele pálida. Não se maquiara. Até seu esmalte estava lascado porque tinha mordiscado as unhas. Você está um desastre. Não havia tempo de se arrumar.

Atrapalhou-se com a fechadura, virou a maçaneta e abriu a porta. O ar sumiu de seus pulmões. Sasuke parecia maravilhoso, alto e sexy com seu queixo reluzente após o barbear da manhã. Seu lábio ainda estava um pouco inchado do soco de Neji.

Bom dia, Sasuke. – Um cumprimento tão formal, quando tudo o que ela queria era enfiar os dedos pelo cabelo dele e beijá-lo até que ambos ficassem tontos por falta de oxigênio.

Bom dia. Posso entrar?

Claro. – Afastou-se da porta. Olhou para a garagem, porque não tinha ouvido o rugido da Harley e viu a caminhonete dele estacionada ao lado do carro dela. Duas motos estavam lado a lado na carroceria da caminhonete.

Duas motos? O que era isso?

Não precisava vir. Ia te ligar mais tarde ainda hoje. Não estou grávida.

Sinto muito.

Sente muito eu não estar grávida?

Sim. Não. – Ele passou a mão pelo cabelo, bagunçando os fios do jeito que ela tanto queria fazer. – Sim. – Balançou a cabeça, parecendo tão perplexo com sua resposta, quanto ela. – Adoraria te ver grávida de um filho meu.

E essas palavras não fizeram nenhum sentido, já que ele havia terminado com ela. O fato de que ele não havia pulado de alegria quando ela deu a notícia devia ser um bom sinal.

Como você se sente quanto a isso? Sobre não estar grávida? – perguntou ele com os olhos apertados.

Desapontada.

Por quê?

O que quer dizer com "por quê"?

Ele diminuiu a distância, parando apenas polegadas de distância dela. A tentação de se esconder em seu peito largo e de enrolar os braços em torno dele a atormentava.

Você quer ter um filho? Um filho meu?

Isso importa?

Importa para mim.

Sim. Sim, eu gostaria de ter um filho seu.

Vamos dar um passeio. – Ele acenou com a cabeça em direção à porta da frente.

Por quê?

Tenho algo que quero mostrar. Pensei que você poderia querer tentar a moto. Tenho uma só para você na traseira da caminhonete.

Preciso trocar de roupa.

Eu espero.

Dez minutos mais tarde, ela se sentou na caminhonete, usando seus jeans de cintura baixa – porque eram os únicos que tinha – e uma camisa de popeline para fora da calça.

Passaram-se horas antes que ele falasse.

Sua mãe foi me ver.

Eu sei. Sinto muito. Ela não quis te insultar. Realmente pensou que estava fazendo a coisa certa.

Sim – disse ele, parecendo mais divertido do que irritado.

E você a ganhou quando recusou o dinheiro. Sasuke, não sei como posso me desculpar o suficiente.

Você viu o pior da minha família nesta semana. Eles...

Amam você – interrompeu ele.

Sim, acho que amam. Mas ainda assim...

Você tem sorte de tê-los.

A tristeza em sua voz bateu forte no coração dela. Ela se aproximou e cobriu a mão dele no assento do banco. Ele virou a mão e abriu-a, entrelaçando os dedos com os dela. Esse simples gesto deu esperança a Hinata, que se agarrou a esse sentimento enquanto eles se dirigiam para fora da cidade.

Estamos indo para a fazenda?

Sim.

Quando chegaram, Sasuke direcionou a moto dele por uma rampa estreita de metal da carroceria da caminhonete até o caminho de cascalho, e depois repetiu a ação com uma moto menor, azul brilhante. Enfiou a mão no alforje da moto e retirou um manual do proprietário.

Preciso ler antes de sairmos?

Não. – Sasuke jogou o manual longe e lhe entregou um conjunto de chaves e um capacete da mesma cor da moto. – Ela funciona da mesma forma que a minha, mas tem metade do peso. Experimente. Vamos dar algumas voltas pela fazenda.

O medo e a emoção correram por suas veias quando afivelou o capacete e montou na motocicleta. A sensação de liberdade preencheu Hinata enquanto o vento soprava sua camisa e acariciava seu rosto. Acontecesse o que acontecesse, compraria uma motocicleta, e não voltaria a ser a mulher que deixava o medo de decepcionar seus pais governar sua vida. E deste momento em diante, essa era a vida dela e pretendia viver cada segundo dela.

Hinata seguiu Sasuke por um portão aberto, dirigiu por um caminho e subiu uma pequena ladeira. A grama recém-cortada tinha um aroma delicioso. Quando ele parou e desligou o motor, ela juntou-se a ele e fez o mesmo. Ele tirou o capacete e desceu. Ela também. Por que ele havia parado aqui no meio deste pasto?

Este é um bom lugar para uma casa – disse ele.

É um lugar bonito.

Estou comprando a fazenda e vou construir exatamente aqui.

Você não vai voltar a sair em turnês?

Não. Todos que eu amo estão aqui.

Tenho certeza de que Sakura e as meninas ficarão felizes.

E você?

Eu?

Sasuke segurou os ombros dela. O olhar dele enfraqueceu-lhe os joelhos e fizeram seu coração bater mais alto. A esperança trouxe um nó à sua garganta.

Eu te amo, Hinata. Quero me casar com você e construir um lar. Bem aqui. – Sasuke colocou a mão em seu ventre e desenhou um círculo lentamente. – Quero ter muitos bebês com você.

Comigo?

Sim, contigo. Tenho um fraco por garotas boazinhas que querem ser más.

Eu gosto de ser má com você.

Bom. Porque eu estou com vontade de ser muito mau agora e pelos próximos cinquenta anos ou mais. – As mãos dele se enredaram no cabelo de Hinata e, em seguida, ele se apoderou de sua boca em um beijo profundo, roubando-lhe a alma.

Hinata sentiu-lhe o gosto, a aspereza de sua língua e o calor de sua respiração. Ela se contorceu, enrolando os braços em volta da cintura dele e fundindo-se ao seu corpo quente.

Ele levantou a cabeça e acariciou ternamente o rosto dela.

Deveria ter acreditado em você quando me falou sobre sua mãe e de sua infância. Mas nunca vou acreditar nessa história de você ser uma amante indiferente, fria, apática, insensível. Querida, você é a mulher mais sexy que já conheci.

E disso você entende.

Sinto muito por todas as outras mulheres. Mas juro que nenhuma delas me excitou tanto quanto você.

Não se desculpe, Sasuke. O seu passado foi o que fez de você o homem que amo.

Diga novamente.

Amo você. Você, meu rebelde teimoso.

E caso você esteja com medo da sua mãe estar certa quanto ao seu dinheiro...

Não estou.

E não tem de estar mesmo. Minha parte na herança dos meus pais foi suficiente para cobrir o empréstimo e dar uma entrada grande nesta terra. Se eu precisar mostrar a seus pais uma situação financeira...

Não vai ter de fazer isso. Já ganhou a confiança da minha mãe, o que era o mais difícil.

Ela levantou na ponta dos pés e pressionou os lábios contra os dele. As grandes mãos dele cobriram as nádegas de Hinata, levantando-a e pressionando-a com força contra o volume sólido de sua ereção. O beijo foi longo, lento e intenso. Ela queria chorar de desejo com o erotismo desse beijo. As mãos dele correram debaixo da camisa dela, a pele áspera friccionando sua cintura.

Ela arfou, recuou e agarrou sua mão direita. Bolhas em vários estágios de cicatrização cobriam as pontas dos dedos.

O que aconteceu?

Amar você me encheu de música. Não consigo tocar tão rápido quanto meu cérebro constrói as letras e melodias.

As palavras dele a tocaram profundamente. Hinata ficou com o coração apertado.

Jamais iria pedir-lhe para desistir disso. Eu disse em seu escritório. Se quiser voltar para a estrada, largo o meu emprego e te sigo onde for.

Ele ergueu a mão e beijou-lhe os dedos.

Você adora o seu trabalho. Não quero que você pare. Percebi que o que amo é a composição das músicas. Não é estar no palco, nem as fãs, nem as viagens. Posso ficar aqui com você, tocar o Renegado e escrever canções para outras pessoas cantarem. De acordo com o Rock Lee, meu empresário, consigo ganhar dinheiro suficiente para cuidar de você e de todos os bebês que vierem. A mão dele alisou-lhe o ventre, criando um turbilhão de desejo.

Ele caiu de joelhos na grama e enfiou a mão no bolso. O solitário de diamante que mostrou brilhou como fogo à luz do sol. Não era tão chamativo quanto o anel de Kõ, mas era dez vezes mais bonito.

Case comigo, Hinata Hyuuga. Deixe-me amá-la para sempre.

Com os braços em volta do pescoço dele, Hinata deslizou o corpo para baixo, aos poucos, até se ajoelhar com ele na grama e, em seguida, o beijou, derramando todo o amor dela nessa carícia. Os braços dele se uniram em torno dela, que ergueu os lábios e olhou nos olhos do homem que amava.

Só com uma condição. Você tem de se livrar dessa ideia maluca de que deve me sustentar. Ganho um bom salário, e sou boa no que faço. Posso diminuir minhas horas de trabalho para passar mais tempo com nossos filhos, mas este casamento sempre será uma parceria. Vamos cuidar um do outro.

Combinado.

Então sim, Sasuke Uchiha, me caso com você e passaremos o resto da vida juntos. Não consigo pensar em nada mais perfeito do que fazer música e filhos com você.

Sasuke deslizou o anel no dedo dela e Hinata sorriu em meio a lágrimas de felicidade. Esqueça o comum. Esqueça o chato. A aventura de uma vida inteira apenas começara. Poderia ser má quando quisesse e seria bom demais.

Olá, mais uma história finalizada, essa é possível que tenha tido mais erros de adaptação, pois o arquivo original era em pdf e traduzido por fãs, tentei corrigir o máximo que pude, mas provavelmente passaram muitos erros poela revisão, mas espero que tenha valido a pena ler, é uma história boa e quente, kkkk

Obrigada!