Hello ^^

Antes de qualquer coisa, gostaria de agradecer as 126 reviews do último capítulo de Private Party, 96 delas só no Nyah. Brigadão gente, vocês são demais! Fiquei muito emocionada, nunca recebi tantas em um capítulo só!

Eu sei que demorei muito com esse capítulo, admito, e desde já agradeço a compreensão de quem sabe que os últimos dias para mim têm sido difíceis. Só me resta fim de semana para escrever, mas os dois últimos que passaram não tive como, por isso só consegui terminar o capítulo hoje.

Apesar da minha excitação com o feedback do último capítulo, não posso deixar de comentar aqui que fiquei triste com algumas reviews que li. Gente, eu tenho uma história em minha cabeça, e irei seguir o meu cronograma de acontecimentos. Eu sempre digo que as reviews servem para vocês deixarem suas impressões sobre a história, se estão gostando ou não, e críticas serão sempre bem-vindas, só acho que algumas pessoas deveriam analisar bem o que escrevem, antes de deixarem algo tão rude. Confesso que fiquei muito desmotivada, e me desculpe a maioria, eu não gosto de generalizar, e é por esse motivo que não deixo de escrever. Isso aqui é um passatempo, tanto para mim, quanto para vocês. Vocês não pagam para ler, assim como não sou paga para escrever, mas mesmo assim nos divertimos e só queria que algumas pessoas lembrassem que isso aqui é uma fanfic e não vida real.

Quanto as postagens, eu vou continuar escrevendo no meu ritmo, quando der. Porque se tem uma coisa que aprendi desde a minha outra fanfic, Talvez Seja Amor, é que jamais escreverei um capítulo por pressão, por pressa, por cobranças. Quem me conhece sabe que sou muito exigente com o que escrevo, então peço paciência que o capítulo saíra sempre que eu conseguir concluir e ficar do jeito que me agrada, ok?

Bom, já falei demais, agora vou deixar com vocês. Espero que curtam esse capítulo, que ficou pequeno porque precisava terminar onde terminou. Nos vemos nas notas finais.

Boa leitura ;)

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POV BELLA

- Não vá.

Eu endureci no instante em que sua mão agarrou o meu braço no ar, sentindo o jato de eletricidade percorrer o meu corpo, como sempre acontecia quando alguma parte dele tocava uma parte minha. De repente eu me senti cansada. Não um cansaço físico. Na verdade cansada de tudo isso.

Minha cabeça, meus sentimentos, tudo estava em uma completa e devastadora desordem. Edward me enfraquecia. E embora uma parte de mim quisesse ignorá-lo, apertar o botão do elevador e ir embora, a outra metade desejava ficar, a parte de mim que eu odiava no momento, que deixara minhas pernas paralisadas naquele piso, que me impedia de me mover.

Por que nós, seres humanos éramos tão complicados? Por que simplesmente não fazíamos a coisa certa, sem que ficássemos divididos, sem que tivéssemos dois lados divergindo, que nos impedia de discernir qual conselho, atitude deveríamos seguir, qual o que tinha razão, em qual confiar.

Eu só queria que tudo isso desaparecesse.

Viro-me muito lentamente, para que eu pudesse encará-lo. Noto uma discreta mudança na expressão do seu rosto quando estamos um de frente para o outro, provavelmente decorrente da percepção das lágrimas que deixei escapar dos meus olhos, todavia ele se mantém sério, rígido, os olhos segurando os meus, assim como a sua mão ainda segurava o meu pulso.

- Por que eu deveria ficar? – finalmente perguntei. Minha voz soando fraca, esgotada.

- O que você quis dizer com 'Não é esse tipo de relacionamento que eu estou interessada'? – ele respondeu minha pergunta com outra.

Meu corpo tensionou e a minha respiração ficou presa na garganta.

Hesitei com o que eu ia dizer. Eu tinha medo de pronunciar aquelas palavras, de dizer a verdade. Mas eu precisava dizer. De que adiantaria omitir, esconder o que sentia por ele? Afinal de contas, a descoberta dos meus sentimentos fora o principal motivo que me trouxe aqui esta noite.

Abri a boca e fechei. Não era porque precisava dizer a ele que significava que as palavras sairiam facilmente. Não, não era fácil. Mas precisava ser dito, e eu tinha que dizer isso agora.

Fechei meus olhos e respirei fundo, abrindo-os em seguida, encontrando-o olhando para mim, esperando minha resposta.

- Eu estou apaixonada por você, Edward. – revelei, com um tom de voz baixo e quebrado, meu coração pesava em meu peito.

Seus olhos se arregalaram, e então ele soltou o meu braço, enquanto eu assistia várias emoções diferentes cruzarem o seu rosto. Choque. Surpresa. Confusão. Incredulidade.

Eu fiquei olhando para ele, esperando que dissesse alguma coisa, mas Edward parecia em transe, quieto, sem se mexer enquanto olhava para mim.

Ele não ia falar nada?

Um silêncio angustiante e ensurdecedor caiu sobre nós.

De repente estava em pânico, meu coração batia em um ritmo anormal, descompassado. Ele iria confirmar agora o que eu mais temia, o que eu não queria ouvir. Que era apenas sexo, que eu não devia ter me apaixonado por ele e que sumisse de sua vista.

Mas ele não estampava mais expressão alguma. Estava em branco. Desprovido de alguma emoção enquanto nos encarávamos.

Quando o impulso de pedir a ele para dizer alguma coisa estava quase me vencendo, inesperadamente Edward virou as costas para mim, entretanto permaneceu parado, imóvel no mesmo lugar. Ergui a minha mão para tocar o seu ombro, mas antes que meus dedos fizessem contato, ele se afastou, mas não sem antes murmurar:

- Espero que não se incomode em voltar para casa de táxi. – E quando parecia que não poderia ficar dolorosamente pior, sem dizer mais uma única palavra, Edward voltou para o apartamento, deixando-me naquele corredor sozinha.

Olhei para o local vazio onde antes ele estava, completamente chocada.

Ele nunca voltou.

Eu só havia percebido que meu corpo tremia quando estendi o braço para apertar o botão do elevador. Quando a porta se abriu, olhei uma última vez para trás, na esperança de que o encontraria ali, prestes a me impedir de ir embora, dizendo que sentia o mesmo por mim, que não era apenas sexo e que tudo entre nós ficaria bem a partir de agora, e me puxaria de encontro a seu corpo para selarmos um beijo apaixonado, como nos filmes.

Mas eu não estava vivendo um conto de fadas, muito menos protagonizando um filme. Na minha vida real não existia príncipe encantado ou homem perfeito.

Entrei no elevador antes que a porta se fechasse, apenas querendo ir embora, lidar com a bagunça e o buraco em meu coração partido.

Quando as portas se fecharam, fechei meus olhos e encostei-me na parede lateral, sentindo uma dor profunda em meu peito, sentindo como se todo o ar tivesse se esvaído dos meus pulmões, desejando que eu nunca tivesse dito a ele, me esforçando para não derramar as lágrimas que ameaçavam cair.

Minhas mãos, minhas pernas não paravam de tremer quando as portas do elevador se abriram no térreo. Por sorte a porta de entrada do edifício estava aberta, onde um grupo de cinco pessoas – dois homens e três mulheres – pareciam estar se despedindo, embora não soubesse quem realmente estava indo embora. De cabeça baixa passei por eles e finalmente estava na rua.

Eu não fazia idéia de como consegui chegar a minha casa. Também não conseguia me lembrar em que momento as lágrimas começaram, mas elas continuaram quando entrei em meu quarto e segui para o chuveiro, escorrendo silenciosamente e lento por minha face, misturadas à água quente da ducha, que levava embora qualquer vestígio dele que estava impregnado em minha pele.

Algum tempo mais tarde, quando parecia que não havia mais lágrimas para derramar, voltei para o quarto. Vesti o primeiro pijama que encontrei, vendo o relógio no criado mudo marcar vinte e cinco minutos após a meia-noite, em seguida subi em minha cama, me deitando em posição fetal enquanto agarrava um dos travesseiros, com os cabelos molhados e sem forças para me levantar novamente e apagar a luz do quarto, que só então lembrei que ainda estava acesa.

Fechei os olhos, implorando para que a dor que sentia fosse embora. Meu peito estava tão apertado que eu mal conseguia respirar. A dor de ser fortemente machucada. Sua reação, suas últimas palavras, me destruiu, devastou. Eu poderia conviver com a sentença de não ser correspondida, porém não esperava a frieza, a indiferença com que ele recebera minha confissão.

Eu me sentia exausta devido a todas as coisas que haviam acontecido. Pior de tudo é que era tudo minha culpa. O que estava pensando quando decidi contar sobre meus sentimentos? Era óbvio que conseguiria nada além de um coração partido.

Eu não sei por quanto tempo fiquei ali, naquela posição, até ouvir um barulho de chaves vindo provavelmente da sala. Minha mãe. Não tinha certeza se ela estava chegando de um plantão ou se estava com o Phil, mas uma coisa era certa, ela viria a meu quarto ao notar a luz acesa. Sentei-me, e antes que eu pudesse me levantar para apagar, Renée abriu lentamente a porta do meu quarto.

- Oh. Que bom que ainda está acordada. – disse ela parecendo animada, irrompendo o quarto. – Tenho uma novidade para te contar. – acrescentou com um brilho de entusiasmo nos olhos, caminhando em direção à minha cama e sentando-se na borda. E quando ela finalmente olhou no meu rosto, sua testa se enrugou. – Bella?

Eu juro que tentei segurar as lágrimas, mas não consegui. No segundo seguinte desabei. Grossas e pesadas lágrimas escorriam por todo o meu rosto, borrando minha visão. O meu corpo inteiro tremia enquanto os soluços escapavam da minha garganta. Renée envolveu seus braços ao meu redor, perguntando-me repetidas vezes o que tinha acontecido, mas eu não conseguia fazer cessar o choro e explicar a razão, porém ela, mesmo sem saber o que havia me deixado naquele estado, me reconfortou.

Não saberia definir o tempo que eu ficara ali deitada com a cabeça apoiada no colo de minha mãe, que permitiu que eu chorasse sem interferir ou fazer perguntas, enquanto me segurava e acariciava os meus cabelos, como fizera muitas vezes quando eu ainda era uma criança, como no dia em que eu perdera o meu cachorrinho, o Brucy, quando eu tinha sete anos; como no dia em que meus pais se separaram; ou ainda quando tive minha primeira desilusão amorosa, aos quatorze anos, ao encontrar no boliche o garoto da escola por quem eu nutria uma platônica paixonite adolescente, aos beijos com outra garota.

Foi somente quando me acalmei, restando-me um rosto úmido e um par de olhos inchados e vermelhos, que Renée decidira quebrar o silêncio.

- Meu bem... você quer falar sobre isso? – sussurrou com uma voz doce.

Limpei com as mãos a umidade em meu rosto e sentei-me na cama. Respirei fundo antes de contar-lhe tudo, desde o início, apenas omitindo a parte do motel, ela não precisava saber sobre isso. Deixei-a pensar que a festa havia sido na casa de Rosalie, e que a nossa primeira noite tinha sido em um dos quartos.

Desculpei-me por estar contando sobre o assunto apenas agora, contudo minha mãe carinhosamente dissera que estava tudo bem, que eu não me sentisse obrigada a contar-lhe tudo. Renée e eu sempre fomos muito abertas uma com a outra, nunca escondemos nada, compartilhávamos tudo que acontecia com qualquer uma de nós. Ela sabia sobre as minhas experiências sexuais anteriores, e estava agora ciente da atual.

Sentia-me mais leve por finalmente compartilhar o assunto com ela, que além de mãe era uma amiga. E embora após saber tudo minha mãe houvesse opinado, me aconselhado, tentado preencher minha mente de esperanças como sempre fazia, suas palavras, no entanto, eram apenas um consolo vazio.

Horas mais tarde, quando acordei de manhã com o claro dia refletindo através das janelas, após o que parecia ter sido a noite mais longa da minha vida, terminando apenas quando me senti exausta demais para chorar e manter-me acordada, fiz uma promessa silenciosa a mim mesma que aquela tinha sido a última vez que chorava por Edward, ou por qualquer outro homem. Especialmente na frente da minha mãe, que ficara todo o tempo comigo, me consolando, permitindo que eu colocasse tudo para fora.

Prometi a mim mesma que me recuperaria, que passaria por essa desilusão amorosa, ou por qualquer outra que viesse a enfrentar. Prometi ao meu coração que eu seria forte, que o rasgo que ali se encontrava com o tempo iria curar, e que um dia encontraria alguém que o valorizasse, alguém que corresponderia aos meus sentimentos.

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- Oh meu Deus, Alice. É perfeito! – exclamei fazendo um eco no apartamento vazio.

- Gostou? – perguntou-me enquanto abria as janelas. – Olha só o tamanho da lareira! – disse com entusiasmo.

- Eu amei. É tão sua cara. – comentei enquanto digitalizava com os olhos o imóvel que ela estava alugando, no East Village.

- Eu sei. – ela riu. – Vem. Venha ver os quartos. – disse, me puxando pela mão.

Exploramos o resto do apartamento, composto por sala, cozinha, dois quartos com banheiro em cada um deles, área de serviço, um pequeno escritório e uma pequena varanda. Tinha sido uma pechincha levando em consideração o seu tamanho e por estar localizado em um bairro valorizado.

- Dá uma olhada nessa cama, Bella. – disse com evidente excitação, se jogando na mesma, o único móvel de todo o apartamento. Alice ainda iria mobiliar o novo lar, e a cama tinha sido o primeiro a chegar.

- Uau. – murmurei, incapaz de balbuciar outra palavra. Era imensa.

- Não vejo a hora de estreá-la. Melhor dizendo, não vejo a hora de me mudar.

- Eu posso imaginar. O apartamento é perfeito. – comentei enquanto voltávamos para a sala de estar.

- Você sabe, ainda pode vir. Sempre foi um sonho nosso morarmos juntas.

- Não, Alice. Você precisa desse tempo para você. Ficar sozinha, ter finalmente sua vida, responsabilidades. – Eu estava imensamente feliz que estava dando tudo certo para Alice. Um emprego, um apartamento, vida nova. Sem deixar de fora o fato que ela e Jasper finalmente oficializaram o namoro. Mas embora tivéssemos feito vários planos de dividirmos um apartamento um dia, não sentia que era o momento.

- Você também, Bella.

- Minha mãe pretende se casar no final do ano. De qualquer maneira morarei sozinha quando ela for embora. – disse dando de ombros.

- Ainda está longe, e eu sei que você não quer morar naquele bairro pelo resto de sua vida. – disse ela com um sorriso cúmplice.

- Sim, mas... ainda preciso pensar o que farei. Por enquanto prefiro deixar as coisas como estão.

- Bom, você que sabe. As portas estarão abertas para quando decidir. – disse carinhosamente. – Podemos agora então comemorar? Você viu aquele bar na esquina, o Jimmy's? É para lá que vamos. – recitou, pegando a bolsa.

- Espera. E Jasper? – perguntei.

- O que tem ele? – ela inquiriu.

- Você disse que ele estava vindo para o apartamento, que iriam comemorar. – lembrei a ela.

- E ele virá. Mas a nossa comemoração ficará para mais tarde, em minha nova cama. – ela piscou um olho para mim.

Eu ri, caminhando em direção à porta enquanto Alice apagava as luzes.

- Não esqueça que temos um diploma para receber amanhã. – eu disse a ela, em tom de diversão.

- E eu estarei lá, baby. Linda, feliz e recém-fodida.

Nós rimos, saindo do apartamento.

Alice tinha se mostrado muito mais que uma amiga desde aquela noite, como um porto seguro. Fazendo-me companhia, tentando me animar, me colocar para cima. Não houve uma noite em que ela saiu de perto de mim. Estava funcionando e eu consegui manter minha promessa de nove dias atrás. Ela não me pressionou quando implorei que não me pedisse para contar sobre o meu encontro com Edward, não naquele dia. Contei apenas três dias depois, pedindo que ela não tocasse mais no nome dele e a fiz prometer também não contar nada a Jasper, apesar de Alice desconfiar que ele sabia o que tinha acontecido naquela fatídica noite, no apartamento do amigo, embora não tivesse fornecido muitos detalhes a ela, como sempre. O que era bom. Eu não queria mais falar sobre o assunto. Mas isso não significava que Alice não tentava colher informações sobre Edward.

- Bella, Jasper vai praticamente todos os dias no apartamento de Edward. Você não acha que há alguma coisa errada?

- Alice, por favor, não.

- Certo. Me desculpe.

Essa tinha sido a última vez que ela tocara no nome dele na minha frente, dois dias atrás.

Rosalie, por sua vez, não chegou a tomar conhecimento sobre o que aconteceu. Com a descoberta da gravidez, a futura mamãe teve suas férias adiantadas, para cuidar da saúde durante os primeiros meses de gestação, além de estar ocupada com os preparativos do casamento marcado para 3 de julho, nos Hamptons. Mal tivemos tempo para conversar, e o que ela sabia era apenas sobre a noite que eu passara no apartamento de Edward, quando Emmett encontrou minhas coisas na sala. Em uma rara oportunidade em que ficamos sozinhas, ela se desculpou pela reação que tivera, por eu não ter contado que tinha me encontrado com Edward após sua festa de aniversário, e também por tentar empurrar o primo, Sean, para mim, justificando que não queria que eu criasse expectativas em relação a Edward.

Se ela soubesse...

Embora sentisse falta de sua companhia na empresa, eu não estava sozinha no setor. Finamente havia sido contratada uma estagiária. Rebecca, vinte anos recém completos, viera de uma cidadezinha do Arkansas e dividia com mais duas universitárias um pequeno apartamento em Nolita, segundo a mesma me narrara no primeiro dia de estágio na Fortune, quatro dias atrás. Rebecca lembrava um pouco de mim quando estava no início da faculdade, cheia de planos e ambições, embora ela parecesse fazer a linha intelectual, nerd, com aqueles óculos de grau de aro preto e aparelho nos dentes. Rosalie, que viera à empresa para assinar as férias no segundo dia de Rebecca conosco, disse-me que a primeira coisa que faria ao voltar ao trabalho seria ensiná-la a se vestir bem e a se maquiar. Eu apenas sorri, embora tivesse que concordar com ela. Rebecca não era feia, só precisava de um empurrãozinho.

Após Alice e eu brindarmos com Bloody Mary no Jimmy's, voltei para casa, dirigindo o Hyundai i30 que antes dividia com a minha mãe e agora era apenas meu, uma vez que ela adquirira um novo carro. Estacionei-o na garagem, em seguida subi ao apartamento, onde após um longo banho deitei-me em minha cama. Como acontecia todas as noites, Edward fora o meu último pensamento antes que eu sucumbisse ao sono.

A sexta-feira chegou tão rápido quanto a quinta-feira tinha ido. Finalmente chegara 26 de maio, dia da cerimônia de formatura. Eu sabia que o dia seria agitado como o anterior, que tivera os eventos do Class Day. Pela manhã teríamos uma cerimônia no Yankee Stadium, com todas as escolas e faculdades da Universidade de Nova York, em seguida uma celebração privada no gramado da NYU, apenas para a minha classe, onde receberíamos nossos diplomas simbólicos – o oficial chegaria meses depois –, e por último uma recepção para convidados num salão de festas próximo ao campus.

Coloquei o vestido longo azul tomara que caia, com pedrarias e o busto plissados, que comprara para a ocasião. No cabelo nada tão sofisticado, fiz alguns cachos com ajuda de uma pranchinha, deixando os fios soltos. Não seria uma escolha inteligente fazer um penteado, pois usaria um boné durante a cerimônia no Stadium, e mais tarde o capelo. Uma maquiagem leve, para o dia, e então agarrei a beca de formatura, junto com o capelo e segui para a sala, onde Renée e Phil me aguardavam. O namorado e futuro noivo da minha mãe viera nos buscar, onde seguimos em seu carro até o Bronx.

Encontramos meu pai, Sue e Seth em um restaurante praticamente ao lado do estádio, pois com o grande fluxo de pessoas, seria impossível nos encontrarmos na frente de um dos portões. Era a primeira vez que Renée e Charlie ficavam no mesmo metro quadrado com seus respectivos parceiros, e após Phil ser apresentado ao meu pai e a Sue, caminhamos em direção ao Yankee Stadium. Segui por um portão diferente deles, por ser formanda, em seguida telefonei para Alice, na tentativa de localizá-la. Quando nos encontramos, não paramos de reclamar o quão ridícula era aquela roupa, especialmente o boné que recebemos ao chegar. Nos acomodamos em nossos assentos, aguardando o início da cerimônia, que começou pontualmente às 10 da manhã.

Com bandeiras tremulando ao vento e milhares de formandos em suas becas e bonés violeta, alguns com capelos na cabeça, enfeitávamos as arquibancadas do Yankee Stadium, onde ouvimos o discurso do presidente da NYU, seguido pelo discurso de reitores e convidados, e em seguida nos foi concedido o grau, onde um representante de cada classe recebia em nome dos demais o diploma simbólico. Ao final da cerimônia, duas horas depois, uma tocha cerimonial foi acesa, arrancando aplausos de todos os presentes, que lotavam as arquibancadas.

Alice e eu nos juntamos aos nossos parentes, onde optamos por almoçarmos nas proximidades do Yankee Stadium, e ao finalizarmos, seguimos em carros separados para o campus da NYU, onde ocorreria a cerimônia privada da turma de Contabilidade 2011 às 3 da tarde. Após retocar a maquiagem, desci do carro e segui ao encontro dos meus colegas de turma. Conversas paralelas se estendiam enquanto todos aguardavam o início da celebração. Jasper chegara minutos depois, se juntando à Alice, logo em seguida, Rosalie e Emmett. Estávamos os cinco conversando quando o mestre de cerimônia anunciou que estaria dando início em poucos minutos, solicitando que todos se acomodassem nos assentos dispostos no gramado. Vestidos de becas e com o capelo em nossas cabeças, nos acomodamos em ordem alfabética nos primeiros assentos, nossos familiares e amigos ocupariam os assentos do meio para o fundo.

Houve novamente muitos discursos. A maioria deles emocionantes, como a de uma ex-aluna da turma de 85. Eu ouvia atentamente a todos eles, sentindo a nostalgia da formatura me consumindo, especialmente quando chegara a vez de Angela, oradora da turma, discursar. Ela conseguiu arrancar lágrimas de todos os presentes, eu incluindo.

Após os discursos fomos chamados um a um para receber o diploma simbólico. Observei, quando chegara a minha vez, os marejados olhos dos meus pais, que estavam de pé e batiam palmas fervorosamente. Sorri para eles, segurando o canudo.

Após todos receberem, voltamos aos nossos assentos, e após um último discurso do presidente de nosso departamento, a cerimônia foi encerrada com gritos de todos os formados, e os capelos atirados para o alto.

Eu estava oficialmente formada.

Após isso, uma multidão se formara. Cumprimentos, abraços e choros se espalharam pelo gramado, quando os nossos familiares e amigos se aproximaram. Todos tirando fotos, querendo guardar uma recordação, um registro desse dia que marcava o início de uma nova etapa em nossas vidas.

Alice, Angela, Jessica e eu trocamos um abraço coletivo, nos dirigindo em seguida para a enorme placa indicativa da cerimônia de formatura, onde tiramos inúmeras fotos, juntas, separadas, em duplas, de todo tipo. Feito isso, Jessica e Angela voltaram para as suas respectivas famílias, ao mesmo tempo em que os meus familiares, os de Alice, e nossos amigos, se juntaram novamente a nós. Mais uma rodada de fotos, e então caminhamos lentamente para a saída do campus, onde seguiríamos para o salão onde ocorreria uma recepção para os formados e convidados.

- É tão perto que dá para ir andando. – disse Alice, de mãos dadas a Jasper, que ao pararmos envolveu os braços em torno da cintura dela, que depositou a cabeça no ombro dele.

- Não é melhor esperarmos que todos sigam para lá? Ainda tem tanta gente aqui. – comentou o meu pai.

- Seria bom que fôssemos agora, assim não enfrentamos um tumulto ao entrarmos. – disse minha mãe.

- Tem razão, Renée. – concordou Mary, a mãe de Alice.

- Você vai querer ir caminhando e deixar o carro aqui? – Alice perguntou a Jasper, erguendo a cabeça para olhá-lo. – Jasper? – ela chamou sua atenção quando ele não respondeu, mas o seu namorado parecia não ter escutado. Seus olhos estavam direcionados a um ponto atrás de mim.

Alice virou a cabeça em um rompante, olhando na mesma direção que Jasper. Fora então que percebi Emmett focado no mesmo ponto, assim como Rosalie. No segundo seguinte os demais também se viraram para olhar o que quer que estivesse localizado atrás de mim.

Com uma curiosidade evidente e um vinco se formando em minha testa, virei-me lentamente. O meu coração parou e a cor deixou o meu rosto quando os meus olhos encontraram o que todos estavam olhando. Ou melhor, quem.

Edward.

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E como disse na nota inicial, capítulo precisava terminar aí, por isso ficara pequeno. E o próximo, para alegria geral dos leitores de Private Party, O TÃO ESPERADO POV EDWARD!

Mas antes, enquanto o capítulo não vem, o que vocês acham que o Edward foi fazer na cerimônia de formatura da Bella? Aliás, como ele sabia onde era? Palpites? hauhsuahushauhs

Bom, galero, vou me despedindo por aqui, agradecendo mais uma vez a chuva de reviews do último capítulo, sejam bem-vindos os novos leitores, e espero que a quantidade de comentários continue no mesmo ritmo rsrsrs. Quem sabe o número de recomendações também não aumente dessa vez? Sete é tão pouquinho mimimimimi

Amo vocês e tenham um ótimo início de semana.

Patti ;)