NOTAS INICIAIS: E aí, pessoas? Estou até com medo da reação deste capítulo porque, bem, fiz algo bem "ousado". Mas vou deixar de blablabla para vocês mesmos julgarem... Boa leitura!


GAROTAS TAMBÉM SÃO PERVERTIDAS

Capítulo IX - Sonhos


E mais uma vez seu sonho invadiu-lhe os pensamentos.

Em frente à mesa sobrecarregada com a papelada do Conselho Estudantil, Misaki oscilou a cabeça para afastar da mente as cenas que lhe vinham continuamente. Baixou os olhos ao sentir seu rosto corar, enquanto tentava desesperadamente impedir que retornassem as imagens extraídas do sonho ― seu primeiro sonho erótico.

Assim como a maioria de suas fantasias noturnas, não havia sentido algum nos fragmentos desconexos que seu cérebro fabricara em estado de torpor. Estes recortes, no entanto, envolviam situações muito íntimas entre ela e o namorado, e, mais que isso, foram intensamente vívidos. Ao despertar, ela demorou a acreditar que fora apenas sua imaginação, pois sua pele ainda estava aquecida com a memória, assim como sua respiração, descompassada, e seu pijama, úmido com suor e... fluidos.

Confusa e envergonhada, despediu-se rapidamente de Minako e Suzuna pela manhã ― ambas iriam visitar os avós de Shintani, aproveitando a folga que teriam naquele sábado. Misaki dirigiu-se ao colégio, pois sua semana letiva durava seis dias, já que estava inserida no processo do vestibular. Durante as aulas matutinas, pouco absorveu sobre o conteúdo lecionado pelos professores; agradecia pelo fato de que estava adiantada em todas as disciplinas, e portanto, não perdera nenhuma matéria nova enquanto dedos, línguas e sussurros teimavam por entretê-la mentalmente. Porém, a atividade como presidente exigia sua concentração, e os malditos pensamentos impediam-na de exercer sua função.

Respirou profundamente, enterrando seus dedos entre os fios castanhos. Não podia deixar que um empecilho destes lhe confundisse; era algo irresponsável e imaturo a se fazer. Pôs-se a trabalhar, portanto, naquele mesmo estado mental lastimável. E a tarefa, que comumente lhe exigia duas ou três horas de esforço ininterrupto, ocupou-lhe as cinco horas disponíveis entre o início das atividades vespertinas e o encerramento do horário de funcionamento do colégio.

Ao fim, exausta e sozinha, permitiu-se relaxar na sala por alguns minutos, apoiando sua cabeça sobre a mesa de madeira que, naquele momento, lhe parecia o mais sedoso travesseiro. O sono não lhe afetava, contudo; pretendia apenas aquietar-se após o cansativo expediente. Mostrou-se grata mais uma vez, pois não teria de ir ao Maid-Latte naquele dia.

Gradativamente, a libertinagem em sua mente deu lugar à estatísticas, censos e dados quantitativos, enquanto preenchia os inúmeros relatórios administrativos do Seika. Porém, ao terminar, a mente vazia preencheu-se da mesma maneira que anteriormente. Não conseguia concentrar-se em qualquer outro assunto, e passar o dia pensando em sexo era irritante e constrangedor. Não sabia como aquele pervertido conseguia.

― Merda... ― lamentou ela, quando a imagem mental de Takumi a beijar suas pernas lhe veio repentinamente.

O percurso até o pequeno sobrado onde morava seguiu sem maiores complicações, somente alguns dilemas internos. Sabia que ir ao apartamento do loiro seria um empenho ineficaz: o rapaz lhe avisara há algum tempo atrás que visitaria a família naquela tarde, e provavelmente permaneceria lá por bastante tempo, para manter-se a par de qualquer resolução de seus parentes.

― Cheguei ― anunciou ela, adentrando no vestíbulo, pois supôs que a mãe e a irmã já teriam regressado. Notou a ausência de dois pares de sapato femininos, substituídos por um par masculino. Sua mente processou a informação com rapidez. Como assim?!

― Bem vinda, presidente ― saudou o loiro, estendendo o tronco para enxergá-la da cozinha.

― Onde estão minha mãe e Suzuna? ― indagou ela, perplexa. ― E por que você está aqui? Não deveria estar em outra cidade?!

A morena encarava-o com dúvida e indignação. Se chegara, porque o cretino não lhe enviou uma mísera mensagem? Onde estava sua família, para não avisá-la sobre um atraso imprevisto? Por que ele estava na casa dela, afinal? E, principalmente, quando as insuportáveis reações físicas e mentais ao sonho que tivera chegariam ao fim?

― Olhe para o seu celular, Misaki ― pediu ele, num tom condescendente que a irritou. Ele não iria respondê-la? De maneira rude, ela retirou do bolso o aparelho, para descobri-lo desligado. Takumi suspirou antes de continuar: ― Sua mãe tentou te ligar para avisar que elas estão presas no interior porque o próximo trem só sairá pela manhã. ― Prosseguiu antes que ela lhe bombardeasse com outras inúmeras perguntas: ― Durante a viagem de volta da mansão, ela me ligou e pediu para que ficasse com você por hoje.

Havia certo contentamento em suas palavras. A primeira razão, evidente até mesmo para a morena, era o fato de que poderia vê-la ― era esta a sua atividade preferida, dentre as tantas que poderia desfrutar. O outro motivo, no entanto, era mais sutil, ainda que facilmente dedutível. Usui saíra mais cedo da reunião de família porque ela acatara a sua decisão de manter-se à parte das relações e transações realizadas pelos Walker. Gradualmente ganhava a liberdade de viver como queria, afastado de qualquer envolvimento social com a nobreza; apenas teria de tratar de assuntos burocráticos, longe das vistas do público.

― Acalmou-se agora, minha irascível vestibulanda com tendências violentas? ― Seu tom era divertido ao afagar o topo da cabeça da namorada.

Para disfarçar o rosto enrubescido devido à explosão emocional que protagonizara há poucos minutos, Misaki sentou-se sobre o assoalho, de costas para o rapaz, e retirou os calçados, enquanto balbuciava algo que vagamente sugeria uma resposta positiva. Mais que isso: ainda sentia com clareza a leve pressão com que ele lhe tocara casualmente o couro cabeludo. Era ridículo arrepiar-se internamente com um simples toque, mas ela não podia impedir-se de senti-lo.

Estava carente, afinal. E, talvez devido à sua atual ânsia, talvez por causa da desinibição que a competição proporcionara, ela não iria suprimir sua necessidade. Levantou-se num ímpeto para beijá-lo, confuso em seu último vislumbre. E, enquanto moldava seus lábios aos dele, Usui reagiu, aprofundando o que ela iniciara. Enfim percebeu o quão aquecido o corpo dela já estava ― seus pequenos dedos talhavam um rastro de fogo sobre a nuca e os ombros do loiro.

Enlaçou a cintura da morena, enquanto ela estendia-se para correspondê-lo com sua língua. Seus movimentos eram, apesar de veementes, também lânguidos; Takumi apenas rendeu-se às carícias de sua namorada voraz. Juntos, exploraram a boca e a pele um do outro; Misaki finalmente podia satisfazer os desejos de seu sonho. Quando ela afastou-se, ofegante e sôfrega, o rapaz mordeu seu lóbulo direito.

― Estava preparando algo para você comer ― sussurrou ele em sua orelha, bem-humorado apesar da excitação. ― Mas parece que Misa-chan está com fome de outra coisa.

― Takumi... ― repreendeu ela, ainda que ele tenha dito a verdade.

― Pode deixar,Misaki ― ele assegurou. Sua voz, num misto entre seriedade e atrevimento, era deliciosamente quente naquele momento, e deixava implícita a promessa de saciá-la.

Ansiosa, ela ignorou qualquer convenção ao puxá-lo levemente pelo pulso, guiando-o através das escadas e do corredor até seu quarto. Tão logo chegaram ao destino, ambos selaram os lábios novamente. A morena chupou-lhe o lábio inferior antes de empurrá-lo contra a cama e sentar-se sobre o seu quadril. Sentiu quando ele endureceu sob as vestes, e sufocou um gemido mordendo seu ombro e agarrando seus braços, ainda cobertos por camadas de tecido.

Como se pudesse ler seus pensamentos, Takumi retirou o próprio suéter; mas foi a namorada que despiu-lhe da blusa, para arranhar suas costas nuas enquanto roçava sua língua à dele, num beijo longo e explicitamente libidinoso. E os dois, que antes estavam sentados em uma extremidade do colchão, deitaram-se, aconchegando-se mais um ao outro. Já consciente do ponto fraco dela, o loiro puxou-lhe os fios da nuca com alguma força, porém sem a intenção de machucá-la ― e, extasiada com o prazer, ela gemeu contra seu ouvido.

Aproveitando-se de sua posição, ele lambeu a garganta exposta da namorada, enquanto percorria os quadris e coxas femininos com os dedos, para fincá-los sobre a pele macia, aquecida e ávida por carícias mais ousadas. Para correspondê-lo, a morena deslizou sua língua sobre a orelha, o pescoço e a clavícula do rapaz, com habilidade e intrepidez tamanhas a ponto de fazê-lo gemer.

Não havia embaraço ou restrição alguma nas ações dela, e Usui agradeceu mentalmente ao que havia deixado a namorada de tal maneira, seja lá o que fosse. Logo inverteu suas posições para deitar-se sobre ela, mas sequer conseguiu acariciá-la imediatamente, pois Misaki puxou-lhe contra si mesma para tomá-lo em um novo beijo. Como era bom senti-la exigente sobre seus lábios e molhada contra seus dedos ― que já haviam ultrapassado a barreira da saia escolar e encontravam-se sobre o tecido fino e úmido da calcinha.

Em sua região mais íntima, a temperatura dela atingia níveis críticos ― Takumi não pretendia mais esperar para descobrir o sabor de sua pele aquecida. Deixou de apalpá-la em sua intimidade; porém, antes de qualquer protesto, desabotoou a camiseta branca e liberou seus seios do sutiã (que possuía um conveniente fecho frontal) com rapidez, e permitiu às suas mãos e boca a sensação de apertar, lamber e sugar as mamas acetinadas e os botões gêmeos.

Após um dia no qual imaginou o loiro a tocá-la de inúmeras formas distintas, finalmente senti-lo acariciar sua pele nua era prazeroso a ponto de ser insuportável. Quando ele deixou de beijá-la apenas nos seios para também chupar sua garganta, enquanto permanecia a dedilhar a carne suave e os mamilos salientes, a avidez que lhe consumia antes de beijá-lo retornou, exercendo uma poderosa influência sobre o seu sistema nervoso. Qualquer mínimo contato a submetia a um deleite crescente, que somente seria extravasado por completo durante o orgasmo.

Enquanto retirava de Misaki as roupas que cobriam seus membros inferiores, o loiro beijou suas panturrilhas, assim como o fizera em sua mente. Estendeu-se para alcançar a pequena e rosada boca da namorada mais uma vez, num beijo lascivo e sedento, enquanto os dedos procuravam pelo abrigo das entranhas dela. De modo surpreendente, ela o impediu, segurando sua mão muito próxima a seu rosto ― e, de maneira ainda mais extraordinária, a morena sugou o indicador e o médio de Usui.

A língua cálida e úmida remexia-se, inquieta, entre ambos os dedos. Deus, como ela estava sensual enquanto os chupava ― foi o único pensamento coerente que o loiro conseguiu formular. Era tão... erótico. Quando ela os soltou, o rapaz não demorou a enfiá-los, completamente encobertos por saliva, em outra cavidade quente e molhada. Inicialmente, empurrava e puxava os dedos, mas ao perceber que os gritos dela acentuavam-se ao senti-lo em seu interior, deixou de movê-los para fora e passou a mexê-los, em um ritmo provocante, internamente.

Misaki arqueou as costas quando a língua do loiro uniu-se às carícias; involuntariamente, impeliu-se contra a boca que a sugava e lambia com voracidade. Com estímulos tanto internos quanto externos, logo alcançou o clímax, enquanto gritava o nome do namorado e agarrava-se ao lençol para não debater-se violentamente.

Apesar de livre da ânsia desmedida que a acometera, ainda restava na morena a ousadia que lhe permitira lamber os dedos de Takumi. E, quando ele despiu-se da calça e dos boxers para encontrar a própria liberação também, ela não impediu a si mesma de voltar à posição na qual haviam iniciado, sentada sobre ele. Nenhuma timidez a reprimiria agora.

― Tem mais uma coisa que quero fazer ― avisou ela, num sussurro.

Usui arregalou os olhos ao compreender; acenou levemente, em concordância. Não haviam mais obstáculos ― nenhum deles. E, ciente de sua própria vontade, Misaki pressionou o membro do namorado em sua mão direita, conduzindo-a para cima e para baixo, num gesto lento. O loiro, que antes a observava, fechou os olhos e gemeu, deleitando-se com o toque em sua região mais sensível.

Excitada com as manifestações de prazer de seu parceiro, e encorajada por elas, ela enfim abaixou-se, de olhos também fechados, envolvendo o órgão de Takumi com sua boca. Deslizou os lábios por todo o comprimento que a garganta lhe permitia, sugando com desejo sua forma aquecida, rígida e estranhamente suave ― como aço revestido por veludo. Ao lambê-lo em sua extremidade, com satisfação o ouviu gemer seu nome, enquanto endurecia sobre sua língua.

Novamente chupou seu membro, e gemeu ao senti-lo enrijecer sob suas mucosas; era indescritível a sensação de roçar seus lábios sobre a parte mais íntima de Usui enquanto ele lhe acariciava os cabelos e repetia seu nome com uma voz rouca e lasciva. Aos poucos, as mãos a comprimi-la adquiriam mais intensidade, assim como sua respiração cada vez mais falha. E Misaki não interrompeu-se; prosseguiu, deliciando-se ao proporcionar a ele este prazer, até que ele atingiu a liberação.

Com rapidez, engoliu o líquido, mas não a tempo suficiente de não prová-lo - os romances mentiam ao descrevê-lo como saboroso, mas tampouco seu gosto era bulímico. Ainda arfante, ele fitou-a, preocupado. A morena apenas sorriu em resposta. Está tudo bem, dizia sem palavras. E, desta vez para sua surpresa, ele içou-se sobre os cotovelos para beijá-la. Bem, alienígenas não tinham nojo do próprio esperma.

― Ainda não estou satisfeito, Misaki ― murmurou ele contra seus lábios.

― Seu alien pervertido e mimado. ― Apesar da ofensa, seu tom era brando ao trilhar sobre o peito do loiro pequenas carícias. Ao fim admitiu, sem encarar seus olhos, contudo: ― Eu nunca disse que estava satisfeita, também.

Takumi sorriu, malicioso, antes de beijá-la novamente. Suas línguas moviam-se em uma dança obscena; ainda estavam ávidos um pelo outro, mas o fôlego se fez necessário. Devido à experiência que adquirira com o tempo, Misaki envolveu o preservativo com facilidade e maestria ― aproveitou-se da situação para provocá-lo uma vez mais. O rapaz rosnou em resposta, enquanto deitava-a com a escassa gentileza que a crescente excitação lhe permitira.

Ambos, acabaram, por fim, em uma estranha posição, segundo ela. Estava parcialmente deitava, sobre os ombros e o quadril, de costas para ele, que provavelmente encontrava-se da mesma forma. Quando ele enterrou-se dentro dela, entretanto, a morena ignorou o estranhamento, assim como qualquer raciocínio minimamente compreensível; entregou-se ao arrebatamento com as investidas do namorado, mantendo suas pernas afastadas para facilitar-lhe os movimentos. A pélvis masculina chocava-se contra a dela continuamente, e a mão grande apertou-lhe a cintura, para em seguida apanhar seu seio sem desimpedimentos.

Com a conveniente disposição de seus corpos, o pescoço, os ombros e a orelha de Misaki também estavam ao alcance dos lábios de Usui, que beijou e lambeu a pele exposta enquanto acelerava ao penetrá-la. A namorada apenas explicitava seu prazer em murmúrios incoerentes, e estendeu um dos braços para trás, para cravar suas unhas sobre o cabelos loiros ao mesmo tempo em que tomou seus lábios de modo ardente, reiniciando a coreografia carnal. A mãos do rapaz, inquietas, deslizavam inquietas pela garganta e mamas expostas, e suas arremetidas, antes violentas, arrefeceram; tornaram-se mais lentas, provocantes, de modo a enlouquecê-la.

E eles assim alternavam entre um ritmo mais rápido, intenso e áspero, e outro, vagaroso e lascivo enquanto trocavam carícias e beijos cálidos. Entretanto, quando Takumi uniu suas pernas e pressionou-a contra a cama, investindo com força novamente enquanto sussurrava contra o ouvido da morena, ela não suportou muito mais até inebriar-se em um novo êxtase. O loiro não demorou a acompanhá-la, ao sentir suas entranhas a comprimi-lo.


― Você quer que eu me ajoelhe para te parabenizar desta vez? ― perguntou Usui, deitado e exausto após três rodadas. Lembrou-se da (formidável, tinha de sublinhar) performance oral de outrora.

― Não exagere, seu imbecil ― rebateu Misaki, também cansada e estendida sobre a cama. Estava eufórica, no entanto, após sua oitava vitória.

― É incrível que tenha sido tão boa em sua primeira vez ― ele declarou, direto.

― Eu... pratiquei ― revelou ela, comovida com o elogio, enquanto desviava o rosto. Após a última vez em que transaram em sua casa, quando ele demonstrou a ela o quão... gostosa era esta sensação, ela dedicou-se a aprender a fazê-lo para ele, buscando toda a informação possível em livros e revistas femininas. Não era de seu feitio deixar somente à cargo dele toda a ação durante o sexo ― podia ser ativa também. Mas arrependeu-se de sua honestidade mais uma vez quando ele levantou-se, subitamente interessado.

― Como assim, praticou? ― Em seus olhos ardia a curiosidade.

― Usei... hã... picolés. ― Sua expressão deformou-se em uma careta ao lembrar de suas primeiras tentativas ― e fracassos.

― Queria ter visto ― enunciou com um sorriso travesso, ainda que sincero.

― Não! ― Ela negou com veemência. ― Eu fiquei toda lambuzada. ― De alguma maneira, ela merecia o prêmio dedicado às pessoas que se arrependem de suas sentenças logo após proferi-las.

― Misaki toda lambuzada. ― Takumi pronunciou as palavras com um intervalo significativo entre elas, como se quisesse avaliá-las em conjunto em uma mesma frase. Seus olhos verdes estavam desfocados; sua mente, distante.

― Por que está tão quieto? ― indagou, exasperada. Ele enfim fixou seu olhar sobre o dela. ― Fale de uma vez!

― Não quero apanhar de você ― murmurou num tom contido, sorrindo para si mesmo. Levantou-se rapidamente, em direção ao banheiro, para não lhe dar outra oportunidade de questioná-lo.

Não demorou a descobrir o que ocupava os pensamentos do loiro; talvez o dia a imaginar perversões houvesse aguçado sua percepção sobre este aspecto. A concepção mental de si mesma, com o tronco sujo de sêmen, respondia às suas dúvidas. Contudo, o que a perturbava era o direcionamento de seus desejos: estremeceu ao imaginar como seria bom sentir o líquido quente a escorrer entre seus seios, barriga, coxas. Escandalizada com os próprios devaneios, sacudiu a cabeça para afastá-los, dando um leve tapa em cada uma de suas bochechas.

― Takumi idiota ― sibilou ela quando ele retornou, embora o sentido de suas palavras fosse distinto ao que o namorado supunha.


NOTAS FINAIS: SIM, Ayuzawa Misaki fez um boquete.

...

Fui ousada demais? Bem, não sei. Mas ela não podia deixar que o Usui fosse o único, né? Seria egoísmo da parte dela xD Mas foi bem difícil escrever este aqui - o mais difícil de todos! A única parte de mentalizei de imediato foi a reação da Ayuzawa ao sonho erótico - ela iria ficar com raiva, obviamente, porque sempre sente raiva de QUALQUER COISA. Ô mulherzinha irritada ela, hein xD

Só para esclarecer: estou escrevendo estes avisos com muito atraso, porque notei que quase ninguém comenta T.T Espero que sirva de incentivo ^^