Naruto não me pertence e nem essa historia mais um dia eu juro que faço um manga que ira vender milhões muhahahahahahaq coff...coff...

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Obra Surpresas do Desejo: Autor Sharon Kendrick

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Surpresas Do Desejo

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CAPÍTULO DEZ

— Seu marido está esperando para levá-la, Sakura.

— Obrigada. — Com as mãos um pouco trêmulas, Sakura pegou o bebê.

Era inútil corrigir a enfermeira. Deixe-a pensar que fossem casados se a versão mais comum da vida era essa. A triste verdade é que pouco disseram um para o outro. Suas palavras doces, murmuradas com carinhos, foram apenas para seu filho, e seus sorrisos reluzentes foram para a equipe de enfermeiras e médicos, aos quais estava muito grato.

— Imagine que ele queria manter aquela doação à maternidade em sigilo! — comentou a enfermeira. — E ele ainda distribuiu ingressos de teatro para todo o departamento também! Você é uma mulher de sorte, Sakura.

Sorte? Sakura não disfarçou a expressão ao arrumar a manta do filho pela oitava vez desde que o menino foi enrolado nela, perguntando-se para onde tinha ido o seu autocontrole.

Será que as outras mães se sentiam assim? Com tanto medo de cometer algum erro? De deixar o bebê cair, ou fazê-lo sentir frio, ou calor. Olhou a criancinha linda que lembrava tanto o pai, e queainda não tinha nome porque não conseguiam chegar a um acordo.

O parto havia sido há pouco mais de 24 horas, e Sakura ainda sentia dores por todo o corpo. Parte de Sakura desejava ficar um pouco mais no hospital, já que, pelo menos enquanto estivesse ali ela não teria de tomar nenhuma decisão importante.

Mas agora, as mães eram encorajadas a levarem seus filhos para casa o mais cedo possível, para que a família pudesse se "unir". Bem, ela não conseguia ver isso acontecendo no seu caso.

— Sakura?

Ela ouviu a voz aveludada de Sasuke e rezou internamente para que alguma luz a guiasse e a ajudasse a lidar da melhor forma com a situação. E para que conseguisse manter algum tipo de equilíbrio emocional.

Virou-se para ele e o viu admirando aquela criatura dormindo toda coberta em seus braços, sua expressão paterna acesa e brilhando. Em seguida, seu olhar ficou sério quando encontrou o dela. Estaria ele amaldiçoando-a por tê-lo envolvido nessa armadilha, mesmo com tanta alegria pelo nascimento do filho?, pensou ela.

— Está pronta? — questionou ele. Ela fez que sim.

— Posso segurá-lo?

— Sim, claro. — Sakura tentou dizer a si mesma que era mais do que justo que ele o pegasse, e ela o entregou com todo cuidado, torcendo para não mostrar seu pavor interior. Ao contrário dela, Sasuke parecia saber como fazer tudo, e apesar de seus braços fortes, conseguia segurar a criança tão gentilmente.

Ele passou o dedo pela bochecha do menino e murmurou alguma coisa em italiano antes de levantar a cabeça e voltar a falar em inglês.

— O carro está lá fora. Você consegue andar direito?

— Sim. Estou bem.

Eles se falavam como estranhos — estranhos íntimos — e a volta ao apartamento foi pontuada por longas pausas interrompidas apenas pelos sons do bebê. Talvez Sasuke estivesse tão inibido quanto ela pela presença do motorista, ou talvez fosse o espaço confinado e claustrofóbico da intimidade do carro. Tudo o que Sakura sabia era que assim que entrou em contato com a brisa implacável do dia de verão começou a tremer.

Não havia alegria quando entraram em seu apartamento, o lugar parecia abandonado e vazio, mesmo que ela só tivesse estado fora por pouco mais de um dia.

— Eu devo colocá-lo no berço? — perguntou Sasuke .

Ela concordou.

— Coloque sim. Ele não deve estar com fome. Eu o alimentei antes de sairmos. Vou fazer um café.

Não que ela quisesse café e, suspeitou, talvez nem ele. Mas ela precisava de alguma coisa para ocupar as mãos e os pensamentos, qualquer coisa que a impedisse de olhar para ele, e de pensar no que aconteceria dali em diante. Com calma, ela tirou o casaco e o pendurou no corredor. Em seguida colocou a água para ferver.

Mesmo um ato tão corriqueiro quanto fazer um café soava diferente agora. Era como se a experiência da maternidade a tivesse tirado do mundo e a forçado a ver tudo com outros olhos. Uma panela não era mais uma panela — de um dia para o outro ela havia virado um perigo para o bebê!

Quando voltou para a sala, viu Sasuke de volta do quartinho, parado, olhando para o jardim lá fora. Percorreu o corpo dele com os olhos e sentiu-se culpada, como se a fantasia sexual estivesse fora de cogitação agora que ela era mãe.

Sasuke vestia um traje mais casual, e seu cabelo estava desarrumado. Sakura impediu que as lágrimas descessem de seus olhos.

Sakura não conseguia compreender como, apesar da frieza dele com ela, pudesse ainda desejar que ele a amasse, talvez como nunca fosse capaz de fazer.

Com muito esforço, ela colocou um sorriso no rosto.

— Você quer café? — perguntou ela. Ele se virou e seu rosto se endureceu.

— O que eu quero, Sakura — respondeu ele, com calma, os olhos negros brilhando —, é que nós tomemos algumas decisões.

Ela o olhou preocupada.

— Isso não pode esperar?

— Até quando? — perguntou ele. — Até que ele tenha seis meses de idade? Um ano? Até que você decida que quer conversar? Isso aqui não diz respeito só a você, Sakura, não mais. Você me manteve fora da vida dele antes de ele nascer, mas esses dias já passaram. Somos nós três agora, e é melhor que você se acostume.

Nós três. De alguma maneira, as palavras duras dele tocavam exatamente no ponto que ela queria — a unidade segura na qual seu filho seria criado, o tipo de unidade que ela nunca havia conhecido.

— Sobre o que você quer falar, Sasuke ?

Ele percebeu o quanto ela parecia exausta, e se perguntou brevemente se ela precisaria de mais tempo. Mas resolveu endurecer. Madonna mia, ele não estava pedindo nada demais!

Ele deixou que seu olhar a examinasse. Ela havia amarrado os cabelos em duas trancas grossas, um estilo que a fazia parecer ridiculamente mais jovem, muito jovem para ser mãe. Pelo menos aquele coque horrível havia desaparecido!

— O nome dele, para início de conversa.

Sakura concordou. O nome era um assunto plausível.

— Você sugere alguma coisa?

— Você sugere? — perguntou ele.

— Você ainda não gosta de James?

Ele balançou a cabeça.

— William?

Ele gargalhou.

— Eu acho que nós dois sabemos que eu não vou me contentar com nenhum nome que não seja italiano, mia bella.

Sim, ela sabia disso. E ele não tinha razão? Com aquele cabelo negro e os olhos escuros e enormes, o filho deles não combinaria com um nome como Daisuki, ou Neji, ou Hayato.

— Está bem. Dê-me sugestões.

— Eu pensei em Hideki . — Ele estudou a reação dela. — Era meu pai, é forte e gosto dele. O que acha?

— Hideki. — Ela testou o nome. Fechou os olhos e imaginou a figura do filho — uma figura que já estava tatuada ali para o resto da vida. Sim, combinava com ele. Combinava perfeitamente. Abriu os olhos de novo, Sasuke estava observando-a com ansiedade. Volte a ser você mesma, pensou ela. Pare de ser esse saco de insegurança pós-parto. Volte a ser a mulher que pode lidar com qualquer coisa que a vida lhe apresente.

— Sim. Eu gosto.

— Ótimo. — Ele colocou café para os dois e ofereceu um dos copos a ela. Quando ela se aproximou, ele notou a fartura dos seios dela e sentiu a batida inesperada do desejo. Uma vontade repentina beijá-la.

Será que os homens sentiam atração por suas mulheres tão logo após o parto?, pensou ele, ciente de que pisava em terreno completamente novo. Com frieza, ele apagou o sentimento, pois o desejo Poderia obscurecer sua razão e ele precisava estar sóbrio agora.

Isso foi apenas o começo, temos outras coisas ainda mais importantes para tratar.

Ela ficou nervosa.

— Como por exemplo?

— Ah, por favor, Sakura. O futuro de Hideki está na berlinda aqui. Só por curiosidade, de que forma você vê esse futuro?

Era estranho ouvi-lo falar o nome do filho deles. Como se o bebê de repente tivesse virado uma pessoa real.

— Eu já pensei bastante sobre isso e acho que podemos chegar a algum acordo completamente amigável.

Ele levantou as sobrancelhas. Sakura parecia calma. Que controle incrível.

— É mesmo?

— Sim. Eu posso trabalhar em casa por enquanto, e depois fazer meio expediente.

Sasuke cerrou os olhos, surpreso.

— Você não está se esquecendo de alguma coisa nesse cenário lindo?

Sakura o encarou.

— O que seria?

— Onde fica o bem-estar do meu filho? E onde eu entro nessa história?

Ela notou o tom possessivo quando ele disse "meu filho" e sentiu o coração apertar. Nada disso estava acontecendo como deveria e Sakura queria garantir-lhe que não iria cobri-lo de exigências. Ela não pretendia se transformar em uma mulher que assombrava o ex-namorado com um bebê nos braços.

— Você sabe que pode ver o bebê sempre que quiser! — protestou ela.

— Quanta generosidade, mia cara — respondeu ele, com sarcasmo. — Mas você não está se esquecendo da distância geográfica?

Sakura também já havia pensado sobre isso.

— Certo, você mora em Roma e eu e Londres. Mas o mundo encolheu, Sasuke Você sabe disso. Você pode ver Hideki... — Suas palavras sumiram quando ele se inclinou para frente, os olhos cintilando.

— Quando? Uma vez no mês? Nas férias? Meu filho crescendo sem falar italiano? Você espera que eu tolere essa situação? — Ele olhou ao redor e fez um gesto arrogante com os braços abertos. — E você espera que eu permita que meu filho seja criado em um lugar assim1?

— Qual o problema? — questionou ela, indignada, pois tinha muito orgulho de seu pequeno lar. — Não há nada errado com o lugar em que vivo!

— Não estou dizendo que há, é ótimo para uma mulher solteira, mas não para uma mãe. Só tem um quarto, para início de conversa! Onde ele vai engatinhar quando começar a aprender? Ali, naquele minúsculo jardinzinho? Ou em direção aos carros lá fora?

— Milhões de pessoas criam seus filhos em Londres!

— Não o meu — disse ele, relutante. — A não ser que você esteja esperando que eu lhe compre uma casa. É isso que você quer?

Ela o encarou, humilhada pela insinuação.

— Eu não vou aceitar o seu dinheiro, não para uma casa! — disse ela com orgulho. — Você pode contribuir com o sustento dele, se faz tanta questão.

Sustento. Era uma palavrinha tão desalmada e tão parecida com a idéia que vinha se formando na mente dele desde que ela o havia avisado sobre a gravidez. Sabia que seria o único vínculo que teria com a criança, independente do humor dela.

— Eu não vou insistir em muito mais, além disso, cara — concordou ele, delicadamente.

Sakura encostou-se na cadeira e o examinou com preocupação.

— Você não vai mudar minha decisão. Não tem alternativa.

Ele lançou o ataque.

— Ah, tenho sim. — Sasuke pausou para aumentar o impacto da frase, como sempre fazia antes de anunciar algo importante.

— É?

— Você vai se casar comigo — disse ele.

— Ca... Casar com você?

Si, cara. Mi sposa.

Por um segundo de loucura ela deixou que seu coração flutuasse. Imaginou como seria se ele estivesse propondo isso da forma como geralmente acontece. Mas a expressão no rosto arrogante dele não transparecia emoção alguma além de autoritarismo. Posse. Assim como possuía hotéis e propriedades. Queria ter o filho e, para garantir isso, precisava se casar com a mãe dele.

— É a única solução plausível — prosseguiu ele.

Sakura engoliu os sentimentos feridos.

— Você acha?

— Tudo o que sei é que o casamento vai me dar direitos iguais em relação a Hideki. Vamos, Sakura, certamente você, enquanto mãe prática, consegue ver que isso é justo?

Sakura o olhou, as pernas bambas. A questão é que conseguia entender o ponto de vista de Sasuke. Desde já, ele amava Hideki com uma paixão que ela suspeitava ser rara para um homem como ele. Ela realmente tinha o direito de negar-lhe a possibilidade legal de participar da vida da criança?

Ela engoliu em seco.

— Mas o casamento é...

— É o quê? É prático, em primeiro lugar... coisa que deve lhe interessar bastante, Sakura. É um documento legal. Um contrato.

E lá estava ela acreditando como uma tola que casamento dependia de amor e romance.

— E o trabalho de cuidar do bebê é mais fácil se for dividido por duas pessoas — continuou ele, calmamente.

Será que ele havia percebido a dificuldade dela ao lidar com Hideki? Será que a julgava incapaz de cuidar do filho? Mas estas eram perguntas que ela não ousava fazer, e portanto escolheu uma que conseguisse verbalizar.

— E onde você supõe que vamos morar?

Sasuke estreitou os olhos.

— Só há um lugar para morarmos — disse ele, mansamente. — E esse lugar é a Itália.

— Sasuke ...

— Você acha que eu vou aceitar ver o Hideki crescendo em condições precárias em Londres quando ele pode ter todo espaço de que precisa nos campos da Úmbria, com o ar mais puro do mundo enchendo seus pulmões? — retrucou ele. — Eu tenho uma casa enorme nas montanhas, com empregados suficientes para dar-lhe o conforto que você quiser.

— Mas e minha independência? — arriscou Sakura, vendo a boca dele se contorcer de raiva. Ela reconheceu que usara a palavra errada. Queria explicar-lhe que sentia medo, como se estivesse misturando a própria identidade com as expectativas dos outros, mas pela repressão nos olhos negros dele, percebeu que ele não estava interessado nas necessidades dela. E por que estaria? Era seu filho, e apenas ele importava agora.

— Não há outra solução? — perguntou ela, fraca, percebendo que sua força e resistência naturais haviam diminuído após a gravidez. Por acaso a idéia de ter alguém cuidando dela pela primeira vez na vida não era inegavelmente atraente?

— Você está de licença-maternidade — racionalizou Sasuke , com cautela. — Então, não tem nada que prenda você e Hideki na Inglaterra agora. Você já me falou que não tem família.

Ele a fez parecer tão descartável quanto uma folha de papel! Ela o encarou, ciente de que ele já havia tomado conta da situação, e incapaz de rebater seus argumentos. O que a estava mantendo na Inglaterra a não ser o orgulho? E o orgulho não é inútil? Ela conhecia Sasuke bem o suficiente para saber que ele a esmagaria como uma mosca caso esse orgulho o impedisse de ver o filho.

— E eu logicamente posso arrumar uma babá — continuou ele — para ajudá-la.

— Uma babá? — repetiu ela, meio abobalhada.

— Nós vamos precisar de uma babá caso aconteça alguma coisa — disse ele, docemente. — Com dois pais que trabalham, é inevitável. Você ainda vai querer trabalhar, acho eu?

— Sim, claro — respondeu ela com firmeza.

Sakura sentiu uma ponta de ciúme ao imaginar uma menina bonitinha tomando conta de seu filho. Alguém que pudesse substituí-la? Que inevitavelmente se apaixonaria pelo chefe? Ela se sentiu como se estivesse no meio de uma neblina, lutando para ver o horizonte.

— Mas... mas...

Sasuke levantou as sobrancelhas de forma autoritária.

— O que foi, Sakura?

Ela o encarou antes de fazer a pergunta. A outra que estava querendo sair há tempos.

— Que tipo de casamento você tem em mente?

— Seus olhos se encontraram por um longo momento e então ele caminhou o olhar pelo corpo dela mais uma vez, agora com muito mais calma, como se suas palavras tivessem lhe dado permissão para essa intimidade.

Incrível como havia recuperado a boa forma, sua barriga parecia ter se dissolvido. Seus seios estavam maiores, verdade — o que não era tão ruim — e havia uma leveza nova e irresistível em seu rosto. Como um sorvete começando a derreter, fazendo com que a vontade de lambê-lo fosse pungente. Um novo tom mais tenso banhou sua voz.

— Eu acho que você sabe que tipo de casamento seria melhor, especialmente quando o sexo funciona tão bem entre nós. Podemos acertar esses detalhes depois, o importante agora é que você concorde com o contrato inicial.

Especialmente quando o sexo funciona tão bem? Acertar esses detalhes depois?

Ainda bem que Sakura estava sentada. Ele não teria conseguido falar isso de uma maneira mais fria e grosseira caso tivesse tentado. No entanto, ele não estava apenas agindo como ela sempre havia feito a vida toda? Mantendo as emoções de lado?

O problema era que seu coração havia entrado no jogo em algum momento. E ainda estava. E agora que eles compartilhavam uma criança, nunca mais haveria paz verdadeira, ou uma maneira eficiente de escapar dele e desse desejo latente. Ela poderia carregar seu nome e seu filho, mas seu amor nunca seria dela.

— E se eu não me casar com você?

Sasuke apertou os olhos, pois ele não a subestimava, mesmo que ela não estivesse em posição favorável para barganhar. Era uma mulher inteligente, si, mas não tinha os recursos dele. Mas, para um homem que sempre teve tudo, Sasuke percebeu que, sem Hideki, nada teria.

— Eu vou lutar contra você na justiça — respondeu ele. — Não importa quanto tempo leve e quanto custe, eu vou lutar pela custódia, cara. E eu vou vencer, Sakura, porque eu sempre venço.

— Então não há o que dizer, certo? — perguntou ela, com calma. — Sim, eu me caso com você. Pronto. Você venceu, Sasuke .

A expressão dele mudou quando ela mordeu os lábios e virou o rosto para o outro lado, e um pensamento repentino e inesperado veio-lhe à mente.

Se isso fosse uma vitória, parecia um tanto superficial

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*Momento Autora*

YO FLORES DA MINHA LIFE XP

Cá estou eu super atrasada em postar a fic é eu sei mais desculpem mesmo mais to trabalhando e estudando e fazendo cursos ai não tive tempo mesmo,mais agora to de volta e prometo terminar a fic essa semana bjs pra quem continua lendo amo vcs suas lindas