O SEGREDO DOS ANJOS – PARTE III

ASCENSÃO

Dama 9 e Hana-Lis

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Nota:

Os personagens de Saint Seiya não nos pertencem, pertencem a Masami Kurumada, Toei Animation e empresas licenciadas.

Apenas Diana e Aisty são personagens criadas única e exclusivamente por nós para essa trilogia.

Este é um trabalho de fã para fã sem fins lucrativos.

Uma boa leitura a todos!

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Importante!!!

Dama 9, Hana-Lis e amigos incentivam a criatividade e liberdade de expressão, mas não gostamos de COPY CATS. Então, participe dessa causa. Ao ver alguma história ou qualquer outra coisa feita por fã, ser plagiada ou utilizada de forma indevida sem os devidos créditos, Denuncie!

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Capitulo 11: A Oitava Chama.

.I.

-Vai demorar muito pra acharmos os outros? –Milo perguntou, pela enésima vez.

-Não sei; Mascara da Morte respondeu num resmungo.

-Mas...;

-Se não calar a boca, vou cortar a sua cabeça e pendurar por aqui mesmo, em vez de levar para Câncer; o canceriano avisou, com os orbes serrados perigosamente.

-Tudo bem, não esta mais aqui quem falou; o Escorpião falou, rapidamente.

-Puff! Quem dera; o canceriano resmungou, continuando a andar.

Parou com os orbes estreitos, fazendo quase com que o Escorpião se chocasse contra suas costas.

-O que f-...;

-Xiiiiii; ele sussurrou, mandando-o se calar.

Não estavam sozinhos, conseguia sentir um cosmo fraco, mas ainda sim, sentia algo diferente no ar. Provavelmente alguém os estava vigiando, mas quem?

-O que foi? –Milo perguntou num sussurro.

Saltou agilmente, arrastando o cavaleiro pelo colarinho, o chão a seus pés se desfez, abrindo um buraco enorme, ou melhor, uma imensa cratera.

-Céus; Milo falou, com os orbes arregalados, grudando no canceriano, indo pousar a vários metros de distancia da cratera.

-Hei, pode desgrudar, se não te jogo lá dentro; Mascara da Morte falou, empurrando-o para longe de si.

-Calma...; ele pediu, engolindo em seco, mal sentira um cosmo estranho se manifestar e quase virou poeira cósmica. –Quem será que fez isso?

-Não sei, mas acho que estamos no lugar errado; o canceriano comentou, apontando para trás de si.

Ouviam perfeitamente o som de milhares de passos como se estivessem marchando. Do caminho que haviam feito, uma infinidade de esqueletos surgiram, portando espadas, lanças e escudos, provavelmente alguma espécie de espectro.

-Aquele dragão não falou nada sobre isso; Milo falou, afastando-se, quase perdendo o equilíbrio, teria caído dentro da cratera se Mascara da Morte não tivesse o segurado pelo braço.

-É melhor olhar aonde pisa; ele avisou, afastando-se e arrastando-o consigo.

-O que vamos fazer? –Milo perguntou preocupado, vendo que os esqueletos não paravam de se aproximar e o pior aumentarem de numero.

-Lutar é claro;

-Mas...; O Escorpião falou tremendo.

-É um cavaleiro ou não?

-Sou, mas...; Ele não completou, no momento seguinte, estavam se atracando com aquela infinidade de esqueletos, pulverizando uns, desviando de outros e alem de tudo, tentando não cair dentro da cratera.

.II.

Sentia-se estranha, não sabia ao certo o que estava sentindo, apenas seu coração que parecia se comprimir e disparar em questão de segundos. Já estavam há algum tempo caminhando em silêncio. Atentos a tudo que estava no caminho que percorriam.

Não fazia a mínima idéia de onde estava a armadura, só pedia aos deuses que a encontrassem logo, ou que pelo menos encontrassem os demais.

-Acho que estamos andando em círculos; Saga comentou, depois de mais alguns minutos caminhando.

-...; Kamus assentiu, vendo que acabavam de passar por um pilar, onde a momentos atrás havia cravado uma estaca de gelo. –Estamos presos em alguma espécie de armadilha.

-Mas quem pode ter feito isso? –Aisty perguntou, parando de andar e voltando-se para os dois.

-Alguém que não quer que cheguemos as armaduras; Saga respondeu. –Estão ouvindo? –ele perguntou, ao ouvir o som de passos se aproximarem.

Voltou-se na direção que ele apontava, estranho, não se lembrava de sentir tanto calor como estava agora; ela pensou, deixando a gola da camisa mais frouxa, sentindo-a lhe sufocar.

-Esta se aproximando; respondeu num sussurro, sentindo gotas grossas de suor escorrerem de sua testa. –Esta muito quente; ela sussurrou.

-Aisty; Saga falou, vendo-a com a face em chamas e as roupas já coladas ao corpo.

-O que foi? –Kamus perguntou, aproximando-se rapidamente dela, vendo-a se desequilibrar.

-Esta quente demais; Aisty respondeu, sentindo a mente começar a se turvar.

-Siga sozinha; uma voz ecoou em sua mente.

-O que? –ela perguntou, apoiando-se nos ombros de Kamus.

-Não disse nada; o aquariano respondeu, levando uma das mãos a testa dela, sentindo-a extremamente quente.

-Siga sozinha, ou eles irão morrer; a voz repetiu novamente.

-Eu preciso ir; Aisty falou, desvencilhando-se dos braços do irmão.

-Aonde? –Saga perguntou preocupado, vendo-a mal conseguir se equilibrar.

-Não sei, mas preciso; ela respondeu, começando a caminhar na direção oposta a que haviam vindo.

-Aisty, espera; Kamus falou, tentando segui-la.

Mal deram dois passos para se aproximar da jovem, saltaram com rapidez, desviando-se de sabe-se lá o que, que causou uma imensa explosão no chão, abrindo uma cratera.

-AISTY; os dois gritaram não vendo a jovem na outra extremidade da cratera.

O desespero tomou conta dos dois, não sabiam se ela havia desviado ou caído. O pior de tudo, os passos se aproximaram, vindo mais rápido na direção que estavam. Revelando um exercito de esqueletos armados, prontos para fatiá-los.

.III.

-Droga; Milo praguejou, vendo que mal 'matavam' alguns esqueletos, vinte surgiam dos ossos quebrados.

Precisavam de um jeito de sair dali rapidamente, mas como, ao parecia que havia uma barreira invisível limitando-os entre os esqueletos e a cratera. Ou pulavam, ou lutavam contra aqueles espectros.

-Só há um jeito; Mascara da Morte falou, desviando de um esqueleto.

-Ah não, não vem não; Milo falou em tom desesperado, ao vê-lo se aproximar ainda mais da cratera. –Eu não vou pular ai;

-Então fique e lute contra eles sozinho, são muitos e estamos em minoria; o canceriano avisou.

-Mas...;

Novamente não terminou de completar a frase, sentiu o cavaleiro agarrá-lo pela gola da camisa novamente e puxá-lo consigo. Sentiu o corpo suspenso no ar, caindo numa queda livre pela cratera que estranhamente agora, parecia não ter fim.

-o-o-o-o-

Será que morreram? –ele se perguntou, sentindo as costas latejarem, sentiu algo úmido envolver seu corpo, definitivamente haviam morrido.

-Mascara; ouviu a voz do Escorpião soar de maneira longínqua. Será que fora pro inferno e levara ele de brinde? –o canceriano se perguntou. –"Por todos os deuses, que não seja isso"; ele pensou, abrindo rapidamente os olhos.

Viu que estavam numa espécie de lagoa, o "algo" úmido que sentira era água, haviam caído dentro de uma lagoa.

-Estamos vivos; Milo comentou, estendendo-lhe a mão para levantar.

Franziu o cenho, mas por fim aceitou. Não fora sua idéia mais inteligente pular no buraco, mas pelo menos não estava vendo nenhum esqueleto armado por ali.

-Nós caímos aqui; o canceriano balbuciou.

-...; Milo assentiu, saindo da beira da lagoa.

As águas eram cristalinas e ali, parecia completamente diferente do lugar que haviam visto quando chegaram, completamente sem vida. Onde estariam?

-Olhe aquilo; Mascara da Morte falou, apontando para uma silhueta esguia, estirada sobre a grama em volta da lagoa.

-Aisty; Milo falou, ao reconhecer os cabelos vermelhos da jovem, espalhados pela grama.

Desataram a correr até ela, a jovem parecia desacordada.

Virou-a de bruços, abaixando-se de forma que conseguisse ouvir sua respiração. Ela estava respirando; os dois pensaram aliviados.

-Como ela veio parar aqui? –Milo se perguntou, vendo que não havia passagem em nenhum canto.

-Depois vemos isso, precisamos acordá-la; Mascara da Morte avisou, chacoalhando-a levemente pelos ombros.

-Uhn! -ela murmurou, remexendo-se incomodada.

-Ai; o canceriano falou, soltando-a e se afastando levemente.

-O que foi? –Milo perguntou, vendo-o se afastar olhando para a própria mão.

-Saia daí;

-O que... Ai; ele não pode completar ao sentir sua mão queimar, levantou-se correndo, para ver no momento seguinte o local em volta da jovem simplesmente incendiar-se.

-O cosmo dela esta perdendo o equilíbrio; Mascara da Morte falou, conseguia sentir a oscilação de cosmo, o pior de tudo é que isso iria realmente acontecer com mais facilidade. –Maldito inferno astral; ele resmungou, lembrando-se da tendência que as pessoas tinham de ficarem mais sensíveis quando entravam em inferno astral, para si era mais fácil controlar suas emoções, porém não podia dizer o mesmo dela.

-O que vamos fazer, não podemos deixá-la ai? –Milo falou, chamando-lhe a atenção.

-Não podemos fazer nada, reagir só depende dela agora; o canceriano avisou.

.IV.

-Não basta só enfrentar demônios para seguir em frente;

Novamente aquela voz ecoando em sua mente, precisava tirá-la de lá. Seu cosmo estava se desequilibrando, mas aquela voz ecoando ali, não lhe permitia se concentrar.

Acha realmente que é esse o motivo? - A voz questionou...

-O que quer? –Aisty perguntou, sentindo como se chamas envolvessem seu corpo. Precisava se controlar logo, Kamus e Saga poderiam estar em perigo enquanto estava ali.

Acha que esse é o tipo de preocupação que alguém como você tem de ter?

-O que quer?perguntou novamente, ignorando a pergunta da voz.

Acha que esse é o tipo de preocupação que alguém como você tem de ter? – a voz repetiu.

-Acho; respondeu seca, quem aquela voz achava que era para lhe questionar esse tipo de coisa.

Pois não deveria;

-Para o inferno com o que se deve ou não. Não vou permitir que meus amigos se machuquem;

Você não esta em condições de escolher; a voz falou, um tanto quanto aborrecida com a resposta entrecortada.

-Tem certeza?

Seu cosmo inflamou-se furiosamente, agora por livre e espontânea vontade. Uma vez ouviu uma história interessante sobre as Fênix. Não que isso pudesse ter algo a ver, mas não custava nada tentar.

A lenda dizia que quando uma Fênix estava para morrer, ela construía um ninho de madeira no meio de um deserto, no local que ela soubesse ser o mais quente de todos. Quando seu corpo se inflamasse para renascer de novo, as chamas que a envolvia tornavam-se negras. Era a oitava chama da Fênix.

Quando seu cosmo chegasse ao ápice, queimaria assim. Porém não era uma chama comum, a oitava chama era fria, queimava igual ou mais do que o gelo. Seu cosmo entraria em equilíbrio perfeito se conseguisse chegar até esse nível.

Isso mesmo criança, me desafie; A voz ecoou de certa forma divertida em sua mente, como se lhe testasse, obrigando-a, querendo ou não, a seguir as regras do jogo.

Se é assim... Então, que o jogo comece; ela pensou.

.V.

-Onde ela esta? –Saga perguntou, enquanto eliminava alguns esqueletos. Precisava achar a amazona, não agüentava mais aquela agonia de estar ali lutando sem saber onde ela estava.

-Cuidado; Kamus avisou, empurrando-o para o lado, antes que fosse atingido por uma lança, disparada a distancia.

-O que vamos fazer? –o geminiano perguntou, vendo que o numero de esqueletos aumentava a cada novo golpe.

Olhou para trás, engolindo em seco. Definitivamente era loucura; kamus pensou, voltando-se para Saga que, parecia ter entendido o recado.

-Vamos; o aquariano avisou, saltando rapidamente.

-Já que não tem outro jeito; ele respondeu, desviando de novos golpes e saltando em seguida.

-o-o-o-o-

-Ta mudando de cor; Milo avisou, sentado a uma distancia segura da jovem, onde as chamas ainda não haviam tomado a grama.

-Esta escurecendo; Mascara da Morte comentou. –Parece uma Fênix;

-O que? –o escorpião perguntou, confuso.

-Nada; ele respondeu, balançando a cabeça levemente para os lados, deveria ser só impressão, mas era como se conseguisse ver mais alguém ali, não sabia ao certo quem era, mas viu a uma silhueta esguia ao lado da jovem. Era como se pudesse vislumbrar a imagem de uma jovem de longos cabelos azuis, tão azuis quanto uma noite sem estrelas e orbes de mesmo tom.

Quem será ela? –ele se perguntou, vendo que aos poucos o calor causado pelo cosmo de Aisty diminuía, porém as chamas aumentavam a cada segundo.

-A temperatura ta baixando agora; Milo falou, tremendo de frio.

-...; assentiu silencioso. Sim, ela iria elevar seu cosmo até que chegasse a ponto de ser consumida pelas chamas, talvez só assim conseguira equilibrá-lo a ponto de nada mais ser capaz de fazer frente a si.

Ela e Diana não eram amazonas comuns, definitivamente não eram...

.V.

Sentiu os pés descalços tocarem o chão regado por delicadas gotas de orvalho, uma leve brisa esvoaçar seus cabelos e um diáfano vestido branco que usava.

Caminhava sem pressa por aquele vale, era estranho como a paisagem mudara drasticamente desde que chegara ali.

Quando acordara naquele lugar estranho, seu cérebro simplesmente não admitia que um dos lugares que mais desejava conhecer em toda sua vida, se resumira a ruínas e destruição.

Um lugar frio e sem vida...

Mas estava em um lugar diferente agora, não sabia ao certo onde estava. Lembrou-se de ter sentido uma estranha onda de vertigem e cair na cratera, não sabia aonde aquele buraco iria dar, mas não demorou a ficar completamente inconsciente.

Havia uma voz que a pouco falara consigo e novamente se via perdida em um lugar desconhecido.

A chama da Fênix, ainda se lembrava disso. Parecia estranho, mas era como se tudo já houvesse sido planejado. Era coincidência demais se começasse a analisar.

Primeiro sua mãe, sendo uma alquimista eximia dominadora de fogo e seu pai um mago do gelo. Depois a entrada de Ares em toda essa história, o dom, as chamas que agora tentava dominar, tudo parecia lhe encaminhar para um mesmo ponto, lhe testando. Obrigando-lhe a se provar e descobrir seus limites.

Diversas vezes sentiu seu corpo tão quente como se estivesse sendo consumido por chamas, para em seguida a temperatura cair tão drasticamente como se estivesse chegando ao zero absoluto.

Agora estava caminhando ali, naquele campo que agora parecia transformar-se em um deserto de areia. Sua mente aos poucos começava a vagar novamente, perdendo-se em meio à paz daquele lugar, como se mais nada importasse.

.VI.

Conseguia ouvir ao longe algumas gotas de água caindo sobre algumas rochas, o barulho parecia ecoar dentro de sua mente, seu corpo doía, provavelmente pela queda. Ouve um momento que simplesmente achara que iria morrer, aquela cratera parecia não ter fim e quando pensou que tudo estava acabando, sua mente simplesmente escureceu e não sentiu mais nada.

-Será que ele ta morto? –teve a impressão de ouvir a voz do Escorpião, mas era impossível.

-Claro que não idiota; Mascara da Morte ralhou, dando um tapa na cabeça do Escorpião.

-Hei! –Milo reclamou.

-Cale-se, ele esta acordando; o canceriano falou.

Definitivamente, morrer e ir para o outro mundo com aquelas duas figuras era algo que definitivamente, não tinha como plano de pós-morte; ele pensou, abrindo os olhos.

-Finalmente; Mascara da Morte falou.

Virou-se de lado deparando-se com os dois cavaleiros, não, não estava morto; ele pensou, dando um suspiro aliviado.

-Onde estou?-Saga perguntou, olhando para os lados, estavam numa espécie de gruta, olhou para os lados procurando pelo aquariano que caíra junto, quando seu coração falhou uma batida. –Aisty; ele sussurrou, levantando-se correndo.

-Saga, espera; Milo falou tentando detê-lo.

-O que aconteceu? –Saga perguntou, tentando se aproximar da jovem, porém rapidamente Mascara da Morte jogou-se sobre ele, impedindo-o de tocar a barreira de chamas.

-Calma ai Romeu;

-Mascara da Morte, me solta; Saga mandou, se debatendo.

-Tem uma barreira ali que vai te fritar, seu idiota; o canceriano falou, jogando-o no chão, de forma que prendesse os braços do cavaleiro em suas costas e o impedisse de se mover, devido ao peso que suas pernas exerciam sobre as costas dele.

-Barreira? –Saga perguntou, afogando com ar devido ao esforço.

Ergueu os olhos vendo Kamus parado do outro lado, o mais próximo que podia chegar da irmã. Viu uma estranha barreira manifestar-se em tom vermelho, semelhante à parede de cristal do Mú.

Relaxou o corpo, fazendo com que Mascara da Morte finalmente o soltasse. Não entendia o que estava acontecendo. Há pouco tempo ela estava bem, antes de cair naquela cratera.

Mas espere; ele parou um momento, recordando-se que a jovem falara que estava muito quente, achou que fosse besteira, mas o cosmo dela deveria estar se descontrolando.

-Droga; Saga resmungou, levantando-se.

Aproximou-se com cautela e levou a mão até a barreira, afastou-a rapidamente antes que uma labareda o tocasse. Respirou fundo, definitivamente o caso era mais sério.

Aisty parecia estar dormindo, com uma expressão serena, igual aquela que vira no dia que seus poderes haviam se manifestado. Detestava sentir-se impotente diante de algo que acontecia com ela e não podia fazer nada.

-Ela esta assim há bastante tempo; Milo falou se aproximando.

-A encontramos desacordada, ai o cosmo dela começou a expandir; o canceriano completou.

-Faz parte do equilíbrio; Kamus falou, aproximando-se deles por fim.

-...; Saga assentiu silencioso, agora só poderia esperar.

-o-o-o-o-o-

Alexie observava as águas cristalinas que envolviam os pilares com um estranho sentimento de inquietação. Sabia que nem todos deuses compartilhavam da mesma opinião de Apolo sobre a destruição da terra.

Haviam deuses bons e generosos que lutavam pela humanidade e que não permitiriam que a terra fosse destruída por um capricho tão sórdido.

Sentiu uma energia hostil se aproximando, desviou rapidamente de flechas que foram lançadas em sua direção.

-QUEM SÃO? –ele gritou, mantendo-se na defensiva.

De maneira alguma permitira que alguém atravessasse os pilares e colocasse aqueles cavaleiros e as amazonas em risco. Sabia que eles estavam vivos e isso já lhe garantia o fato de que as Deusas do Destino estavam finalmente do lado certo.

Uma amazona de cabelos lilás surgiu entre as árvores, acompanhada de mais três, um bando provavelmente.

-Nos deixe passar pelos pilares em nome de Apolo; a garota avisou, caminhando de forma perigosa até o jovem.

-Terão de me enfrentar primeiro; Alexei avisou elevando seu cosmo.

-Não seja por isso; elas avisaram partindo para cima dele.

Porém diferente do que elas esperavam ele não tornara-se o guardião do jardim apenas por uma maldição de Ares. Ele fora escolhido porque ser o melhor guerreiro entre os seus.

Uma aura avermelhada o envolveu, quando uma imensa explosão de cosmo irrompeu os céus, fora tudo muito rápido, uma a uma as amazonas foram caindo ao chão.

Os orbes do jovem jaziam vermelhos como se houvessem sido pintados de sangue, ergueu a mão na frente dos olhos vendo que as unhas num rápido movimento havia se tornado em garras, retalhando-as antes mesmo que fossem capazes de notar de onde vinha o ataque.

Ouviu o som de palmas atrás de si e virou-se rapidamente, deparando-se com o próprio Deus da Guerra ali.

-Impressionante; Ares falou, com seu característico sorriso sádico.

-O que quer aqui? –Alexei perguntou, estalando as garras, pronto para usá-las novamente.

-Calma garoto, vim apenas acompanhar de perto os planos de Apolo serem destruídos; ele falou, sem esconder o sarcasmo.

-O que quer aqui? –o dragão repetiu, Ares não era tão previsível assim, muito menos inocente como queria demonstrar.

-Quanta desconfiança, assim me ofende sabia? –Ares falou, com ar ofendido, porém riu ao ouvir um rosnado contrariado do guardião. –Mas acalme-se garoto, vim apenas averiguar o andamento das coisas;

-Aonde quer chegar com isso Ares? –Alexei perguntou.

-Creio que já conheceu as duas amazonas?

-...; O dragão assentiu.

-E sabe que uma delas controla o fogo, não?

-Aisty;

-Uhnnnnnn! Mais bem informado do que eu imaginava; Ares falou com um sorriso malicioso.

-Agradeceria se fosse mais objetivo; Alexei ralhou.

-Não me desafie garoto; a divindade falou, com um brilho perigoso no olhar. –Mas não vim aqui pra isso;

-Veio pelo que então? –ele perguntou, vendo os orbes se abrandarem.

-Apolo já esta movendo seu exercito de amazonas, não sei quantas são, mas provavelmente o santuário será o alvo. Dessa vez Hipólita não as está liderando, ela esta com Apolo, como linha de frente para enfrentar os demais;

-Mas...;

-Quando eles saírem daí, mande-os diretamente para Rodes, se eles forem ao santuário primeiro tudo poderá ser em vão; Ares avisou, para no momento seguinte desaparecer.

-Uma emboscada; Alexei pensou, vendo as ondas quebrarem com suavidade nos pilares que erguiam-se até os céus.

Só esperava que eles fossem rápidos, não poderiam demorar muito ou o santuário cairia.

Continua...