Gente, desculpem a demora,estou sem pc... se tiver erros me perdoem, não deu para revisar.
Aviso! Esse capítulo fala só do comensal, como diz o próprio titulo...Como eu avisei no resumo da fic... tem tortura e violencia... cuidado aqueles que são averso a isso... OK... bjusssss
Capítulo 11 – O comensal
Os olhos do comensal permaneciam fechados mesmo depois de sua chegada silenciosa. Por um momento queria apenas respirar fundo e se preparar para o que iria fazer. Roubar a alma de alguém não era uma tarefa fácil ou reconfortante. Exigia muita força e concentração para não se deixar cair na fraqueza humana, porém esse comensal tinha diante dos olhos a resposta para qualquer temor que lhe viesse à mente. Harry Potter dormindo em sua cama após um pesadelo vivido com seu algoz, o dono de seu medo, aquele que o fazia tremer em meio ao sono e que o transformara em uma sombra.
Ah, sim. Esse era um motivo mais do que satisfatório. A vingança pelo outro. O comensal abriu seus olhos negros desprovidos de pena e sorriu sob a máscara prateada deixando-a escura com seus pensamentos impuros. Devagar e sem pressa se adiantou pela rua escura até a avenida iluminada pelos postes altos e carros que passavam solitários. Era tarde, mais de meia noite, era a hora certa.
A frente do hotel era simples com apenas uma porta dupla e uma placa iluminada em cima, aquela era a hora certa e aquele era o palco mais do que ideal.
Outro sorriso riscou a noite antes do comensal desaparecer.
A porta do quarto era simples, branca com um número acima do olho mágico. Ficou indeciso por um momento, o que faria? Bateria na porta e esperaria que viessem abri-la ou apareceria dentro do quarto? Por si escolheria bater na porta, dramatização sempre fora seu forte, ver o temor nos olhos da vítima era deliciosamente reconfortante. Sim, era a melhor escolha.
Três toques foram suficientes para se ouvir lá de dentro a movimentação e os xingamentos pela tardia hora.
– Quem é? – Perguntou a voz grossa do homem que fazia as entranhas do comensal se revirarem.
– Serviço de quarto, senhor. – Respondeu o homem sombrio tampando o olho mágico com a mão.
– Não pedimos nada. – Havia um pequeno tom exasperado naquela voz. O comensal lambeu os lábios, estava ficando cada vez melhor.
– É cortesia.
Houve um pequeno instante de silêncio em que provavelmente a vítima estava tentando ver quem era, mas estava impossibilitado. Depois de alguns segundos ouviu nitidamente a voz grossa tremer de medo.
– É ele, fique longe Petúnia, fique com Duda. Sai daqui, vá embora! – Gritou essa última parte.
– Que pena. – Sussurrou o comensal antes de apontar a varinha para a maçaneta e abrir a porta com facilidade.
Ao entrar viu o homem gordo na sua frente com raiva e medo, atrás de seu corpanzil dava para reconhecer o menino com sua mãe. Os olhos da mulher estavam arregalados olhando de si para o marido. Sim, era isso que sempre quis ver nos olhos castanhos dela, aquele medo racional. O desespero. Isso o alimentava.
– Dursley? – Chamou voltando a atenção para o homem. – Nunca lhe disseram que é falta de educação não abrir a porta para uma visita?
– O que quer? Saia daqui ou eu chamo a segurança.
– Pode chamar se quiser ter o peso de mortes desnecessárias em sua mente. Acho que não. Melhor sermos somente eu e vocês.
– Mas quem é você?
– Mas já se esqueceu de mim? – Perguntou a voz fria abrindo os braços em um sinal de surpresa e se aproximando um passo enquanto a porta fazia o claro barulho de tranca. – Eu disse que era para aguardar minha visita.
Em um movimento simples, mas extremamente lento, o comensal ergueu a mão coberta pela luva negra e a postou na máscara retirando-a lentamente e revelando seu rosto diabólico para as vitimas assustadas. A mulher gritou e o menino gemeu, mas o homem permaneceu quieto em seu lugar, completamente paralisado de medo ao ver as ônix o contemplarem com nada mais do que puro ódio.
– Você?
– Sim, eu.
– Você foi em minha casa, seu desgraçado. Você roubou aquela aberração de nós.
– Acho que começamos muito mal. – Disse o comensal baixinho se aproximando mais e fazendo o homem dar passos para trás. – Muitos humanos ficariam calados nesse momento, tornariam tudo muito mais chato, mas você é um homem de fibra, ainda está de pé, me encarando, me desafiando. Isso me deixa excitado, as pessoas não me desafiam.
– Não tenho medo de você
– Tem sim. Eu sinto, cada poro de seu corpo exala medo, cada olhar é temeroso e as batidas de seu coração o delatam. Só não tenha um ataque cardíaco agora, acabaria com toda a graça e eu seria obrigado a me divertir com sua mulher e filho.
O homem de negro se aproximou da mulher e estendeu a mão para seu rosto.
– Não se aproxime dela! – Gritou Tio Valter se aproximando.
O comensal nem ao menos olhou para trás, só estendeu o braço na hora certa e segurou o pescoço do homem com força o fazendo parar e arregalar os olhos.
– Por favor, sente-se. – O empurrou fazendo-o cair sentado em uma cadeira onde cordas apareceram para amarrá-lo. – Está me atrapalhando. Como eu disse. – Virou-se para Petúnia novamente. A mulher estava branca de medo. Duda estava no chão desmaiado. – Petúnia! A Túnia da Lilian.
– Não diga o nome da minha irmã.
– É você quem não deve dizer o nome dela. – Disse tocando o rosto pálido com as pontas de seus dedos. – A lembrança dela não merece ser lembrada pela sua boca suja e imunda. Eu queria tanto mata-la agora, por ela. Mas vou me conter por um momento, agora eu tenho um assunto para resolver com seu marido. Então, por gentileza, sente-se e assista nossa tranquila conversa.
Petúnia sentiu-se ser puxada e caiu no chão junto com seu filho. Cordas a amarraram apertado machucando a pele e quase rasgando seu pulso, mas a dor foi em seus lábios, grudados como se uma cola fosse passada por eles, na verdade era como se não existisse boca, apenas uma região de pele lisa.
A fome do comensal era enorme, seu desejo por vingança ultrapassava os limites da loucura. Seus passos eram lentos, não tinha pressa, o menino demoraria para acordar. Tinha todo o tempo necessário.
– Agora, o que farei com você? Te farei sentir dor? Um cruciatus não seria nada mal, mas seria tão pouco visto o que você realmente merece. – Dursley tremeu ao ver um sorriso se abrir horrivelmente naquele rosto invocado do inferno. – Oh! Eu sei exatamente o que fazer com você. – Disse sacando a varinha. – Muitas vezes eu uso magia para acabar logo com tudo, mas hoje tenho uma implicação. Infelizmente vocês não são trouxas quaisquer que eu posso matar e não ser descoberto, Dumbledore não vai encobrir meus passos dessa vez, além de que só de pensar em minhas mãos em você, fazendo o sangue jorrar e seus ossos quebrarem eu fico louco. Vou fazê-lo sentir exatamente o que ele sentiu, sofrer o que ele sofreu, até que você peça para morrer.
Em um movimento de varinha as cordas soltaram o homem gordo que não fez nada, apenas olhou para o comensal sem imaginar o que iria acontecer. Só se deu conta do que ele falara quando o primeiro soco atingiu seu rosto virando-o para a direita e fazendo-o cuspir sangue pelos machucados.
– Sim! – Riu-se o comensal olhando insanamente para sua mão que abria e fechava. – Exatamente como foi com meu pai. Sim, assim mesmo.
Valter nem mesmo teve tempo de entender quando o segundo soco foi proferido contra seu corpo acompanhado de um chute em suas entranhas. Petúnia queria gritar, fazer com que o homem parasse com aquilo, mas nada podia fazer além de chorar enquanto assistia a mão ensandecida fazer jorrar sangue de seu marido.
– É gostoso, não é? Sente o gosto do sangue na boca? O gosto metálico de seu sangue misturado com a bile que sobe de seu estomago chutado. Você gosta disso? RESPONDA! – Gritou o comensal segurando o braço do homem em uma posição anormal fazendo o osso estralar.
– Não. – Balbuciou Valter quase desmaiando.
– Ele também não gostava de sentir seu sangue na boca enquanto era chutado por você quase lhe causando uma hemorragia e ainda assim você continuou até deixá-lo quebrado. Mas agora tenho uma novidade para você, Dursley. Eu vou quebrar você.
A dor tornou-se insuportável quando o homem fez um movimento brusco girando seu braço e fazendo o osso se descolar. Valter Dursley desmaiou aos seus pés. O comensal olhou por alguns segundos o corpo mole no chão, havia um resquício de respiração em seu peito que subia e descia muito lentamente. Os olhos negros varreram o chão do quarto até se prenderem nos desesperados de Petúnia. Respirando fundo segurou o braço quebrado e sem aparentar dificuldades arrastou o corpo até ficar de frente para a mulher. Com um movimento fez a boca de Petúnia aparecer novamente e pode então ouvir os gritos da mulher.
– VALTER! O que você fez com ele? SOCORRO! Alguém me ajude, por favor, alguém!
– Isso, grita, Petúnia, grita! – Disse o comensal se aproximando e apertando o queixo magro da mulher. – Grita que eu quero ouvir o seu pedido de clemência para poder negá-lo.
– Por quê? – Perguntou a mulher chorando. – Por que está fazendo isso com a gente?
– Porque vocês fizeram isso com ele. – Disse o homem raivoso largando Petúnia e se aproximando de Valter levantando a cabeça ensangüentada e mostrando para a mulher. – Porque ele é apenas um garoto e vocês já o deixaram pior do que esse porco aqui.
– Não! Jamais toquei em Harry, eu não fiz nada.
– Exato. Você não fez nada, Petúnia. Nada. Apenas ficou olhando enquanto o porco do seu marido arrancava o sangue de seu sobrinho, seu sangue, sangue de Lilian.
– Por que se importa com ele? Por que está fazendo isso por ele?
– Porque... – Sussurrou o comensal olhando para a mulher com olhos perdidos em lembranças. – ele é bem melhor do que eu, mesmo sendo igual.
– Então nos mate. – Sussurrou a mulher por fim se entregando enquanto via o sangue escorrer no rosto de seu marido. – Mas deixe Duda.
– Ah, Túnia! – Suspirou o comensal ainda segurando a cabeça do homem. – Tenho outros planos para vocês.
– Use o feitiço! – Gritou ao vê-lo segurar firmemente a cabeça de Valter. – Use o feitiço, por favor.
– Seria inconveniente. – Disse ele olhando-a. – Não quero Dumbledore fazendo questionamentos e quando o menino perguntar, não precisarei mentir.
– Você o odeia, sempre odiou.
– Pois é. – Sorriu o homem. – Como a vida é engraçada.
– NÃO!
Os olhos de Petúnia se arregalaram ao ver as mãos enluvadas virarem a cabeça de Valter quebrando seu pescoço como se fosse um palito frágil. De repente todo o ar de seu pulmão escapou pela sua boca. Seu marido se fora. Ali no chão jazia um homem ensangüentado e sem alma. A alma fora roubada pelo ceifeiro que lambia os lábios satisfeito.
– Valter. – Sussurrou a mulher.
A capa do comensal passou pelo corpo inerte ao se aproximar da mulher. Novamente estendeu a mão e segurou o rosto magro. Dessa vez Petúnia nada disse, apenas continuou a sofrer calada a dor da recente morte.
– Não lhe matei, Petúnia, por ela e unicamente por ela. Mas vou lhe avisar. – Falou próximo ao rosto dela fazendo os olhos tristes o observarem. – Você vai embora e vai sumir. Se eu souber que você voltou ou chegou perto dele, eu vou fazer seu filho sentir o que ele sentiu.
Assim que o cérebro da mulher processou a citação de seu filho, seus olhos se arregalaram.
– Duda!
– Espero que tenha entendido.
A mulher assentiu calada e o viu se levantar. O homem era alto e sua aura negra transcendia o próprio mal. Petúnia olhou para seus olhos e se perdeu no emaranhado de almas que ali jaziam. Com completo vazio em seu corpo ela viu o homem recolocar a máscara prateada e sair daquele quarto o deixando silencioso como se jamais tivesse pisado naquele local.
Mas Petúnia sabia e sempre sentiria sua presença.
Olhou mais uma vez para seu esposo e sentiu o ódio levar para o torpor. A única coisa que sua mente ainda a lembrava era o ódio pelo assassino de seu marido. O ódio por Severus Snape.
N/A:
Veronica D.M. – Eu também amo quando escrevo ou quando escrevem sobre o Snape querendo proteger o Harry, acho tão fofo... Snape literalmente incorporou o comensal e se vingou dos Dursley, gostou? Snape quer que Harry não passe pelo que ele passou e é muito bonito ver ele tentando ser melhor que o pai dele...
Daniela Snape: Oieeee novamente,que bom que gostou... desculpe a demora, estou sem pc, mas farei o possível para postar logo o próximo
Countess of Slytherin: Que bom que está gostando da fic…. Continue comentando... bjusss
Dels76: Também adoro Snape paizão, gostou da vingança do Sev? Vou tentar não demorar muito para postar o próximo... bjusss
Inthedungeons: que bom que está gostando, tá vendo,após um convívio eles conseguem ficar juntos. Snape se vê muito no menino,ainda mais agora que convive com ele, acaba se lembrando de coisas que aconteceram com ele e que não desejava que acontecesse com ninguém. Snape se vingou mesmo...bjusss
Cheyenne: Oieee, que bom que está gostando... agora vc sabe o que o Sev fez com o Dursley... Comente... bjusss
