CAPÍTULO DEZ
— Não consigo entender por que esta conversa não pode ria esperar até a noite — disse Bella a Edward sentada à mesa de seu escritório algumas horas mais tarde, onde ele se encontrava, mais alto e poderoso que nunca no andar executivo da Swan Publishing.
Pensara que ao menos em seu escritório estaria a salva da invasão daquele homem, mas, tendo recebido um tele fonema de Edward há pouco tempo dizendo-lhe que estaria ali em breve, percebeu que até mesmo aquele lugar ficaria impregnado com as lembranças dele.
Edward trajava um terno marrom, uma camisa cor creme e uma gravata também marrom e parecia sombrio e distan te. Completamente diferente do amante desnudo que dei xara pela manhã.
Graças a Deus! Seu escritório era o último lugar no qual pretendia sucumbir ao desejo que sentia toda vez que fixa va o olhar naquele homem!
De alguma forma, nas últimas 24 horas, esquecera a ra zão pela qual estava se casando com Edward. Que estava sendo forçada a fazê-lo.
A atração física que sentia por ele bloqueava-lhe todo o bom senso a ponto de se permitir se apaixonar!
Porem, era um amor não correspondido. Edward nunca a amaria. Seria uma tola se permitisse que aquele sentimento lhe tomasse conta da mente como fizera com o coração.
Embora, com Edward naquele estado de humor arrogan te e distante, seria difícil permitir que aquilo acontecesse no momento.
— Não poderia esperar por que não estarei lá esta noite — informou ele, enquanto caminhava de um lado para ou tro do escritório, com a indocilidade de um tigre feroz.
Bella observou-o, cautelosa.
— E onde estará?
— O lugar não importa — disparou em tom brusco. — Só quero que entenda que tenho de partir a negócios. Imediatamente — acrescentou, afastando qualquer argu mentação.
Bella meneou de leve a cabeça.
— Não poderia ter me dito quando ligou há pouco e se poupar do incômodo de vir até aqui?
Edward lhe voltou o olhar, frustrado, não gostando da imagem que ela compunha sentada atrás da mesa do escri tório, vestida com um terninho preto sobre uma blusa cor creme. Os cabelos outra vez confinados em um perfeito coque, não a fazia se parecer em nada com a mulher fogo sa e desejável que dividira sua cama na noite anterior.
— Pensei que seria melhor vir aqui explicar minha via gem pessoalmente — redarguiu Edward. — Evitando assim qualquer... mal-entendido entre nós.
Bella se empertigou por trás da mesa. Um rubor suges tivo lhe corava a face.
— Mas como de costume não está explicando, apenas comunicando. — E deixou escapar um suspiro exaspera do. — Essa partida abrupta tem algo a ver com a visita de seu primo esta manhã?
Os olhos de Edward se estreitaram ao fitá-la.
— Por que pensa assim? — indagou na defensiva.
— Pelo amor de Deus, Edward — retrucou ela, liberando toda a impaciência ante a suspeita explícita no tom de voz masculino. — Há apenas duas horas saí de seu hotel e de repente você decide partir em viagem de negó cios. É lógico pensar que o conde Emmett... o conde Cullen — corrigiu mediante a carranca de Edward — de alguma forma seja responsável por sua decisão repentina de deixar Londres.
Era lógico que sim, mas Edward não pretendia discutir o motivo daquela repentina notícia.
E se não conseguisse seu intento, teria muitas explica ções a dar a Bella quando retornasse...
— Talvez — concordou Edward. — Mas não pretendo demorar. No máximo 24 horas.
Vinte e quatro longas horas, até onde Edward sabia.
Contudo, o fato de Bella haver comentado que ele po deria ter lhe comunicado que iria partir por telefone indica va que ela não tinha a mesma relutância em se separar dele.
E por que deveria? Haviam encontrado a química sexual perfeita na noite anterior, a qual Edward nunca ex perimentara com outra mulher. Porém, para Bella, aquilo não anulou o fato de ele a estar forçando a se casar.
— Compreendo — disse ela por fim. — Gostaria que fosse até sua suíte hoje à noite e verificasse se Maria e Carl estão bem? — ofereceu em tom casual. Não se atre veria a deixá-lo saber quão ansiosa estava em ver o bebê. Segurá-lo nos braços, ouvindo o adorável balbuciar, en quanto lhe acariciava o pescoço.
Ainda assim, os olhos de Edward se dilataram, surpresos ao ouvir a sugestão.
— Não quero incomodá-la com isso.
— Oh, não é incômodo algum — assegurou-lhe Bella.
— Acho que esqueci meus brincos em seu toalete e, dessa forma, poderei buscá-los.
— Se quer assim...
— Por que não? — retrucou ela, evitando-lhe o olhar, enquanto colocava em ordem alguns papéis em sua mesa.
— Fica em meu caminho para casa. Edward anuiu.
— Telefonarei para Maria, prevenindo-a para es perá-la.
— Se acha necessário — redarguiu Bella. — Não sus peita que eu fosse capaz de seqüestrar Carl, não? — con tinuou, ciente de que Edward ainda acreditava que não era fã de crianças.
— Devo ir agora — anunciou ele, forçando-se a par tir, embora continuasse a fitá-la com os olhos verdes enigmáticos.
— Sim — concordou Bella, parecendo enfeitiçada pelo olhar penetrante.
— Meu jato particular já está abastecido e pronto para partir—informou Edward, procurando o que dizer para pro telar a saída.
Jato particular? Sim, era óbvio que um homem como Edward optaria por aquele tipo de transporte. Da mesma forma como mantinha uma suíte privativa em todos os seus hotéis ao redor do mundo. E, sem dúvida, um carro o aguardava em cada capital internacional. Provavelmente deveria possuir uma casa na Sicília. Uma imensa e luxuosa vila para onde retornava sempre que podia.
— Manterei contato enquanto estiver fora — prometeu ele.
— Seria bom — retrucou Bella, com um sorriso inse guro imaginando por que Edward simplesmente não partia e acabava de vez com aquela despedida.
Afinal, quanto mais cedo partisse, mais cedo estaria de volta. Quando sentisse a dor da separação, já estaria se pre parando para o retorno dele.
Edward sabia que precisava partir mas, ainda assim, uma parte dele hesitava em deixar Bella, no momento em que estavam próximos de um entendimento.
Não!
Ao menos uma vez tinha de ser honesto consigo mes mo. Após ter feito amor com Bella, tê-la em seus bra ços durante toda noite, era ele a não querer se separar dela.
— Venha comigo — convidou em um impulso e, no mesmo instante, repreendeu-se em seu íntimo. Sabia que levá-la consigo seria uma grande distração e tinha de resol ver sozinho o problema que o levava à França.
— Acho que não seria uma boa idéia, não é? — recusou Bella de pronto. — Não — repetiu ao perceber a expressão de dúvida no rosto másculo. — Tenho muito trabalho a fazer.
— Em meu país, é costume dar um beijo de despedida na noiva antes de se viajar — informou, pretendendo não soar tão áspero, mas não obtendo êxito.
Bella exibiu um sorriso zombeteiro.
-Acho que já conversamos sobre noivado hoje.
-Estou certo de que ainda o discutiremos algumas ve zes antes de nos casarmos — rebateu Edward, contornando a mesa, erguendo-a por um braço e a puxando para si. —
— Talvez sinta um pouco de saudades durante minha ausên cia... — murmurou ele.
Um pouco? Já estava sentindo e Edward ainda nem havia partido!
— Talvez — concedeu, percebendo a pulsação acelerar com a proximidade do corpo másculo e sentindo a familiar languidez, quando suas coxas encostaram-se às dele.
Edward exibiu um sorriso vitorioso mediante a falta de convicção no tom de voz feminino.
— Talvez deva lhe dar algo para se lembrar enquanto eu estiver fora... — sugeriu Edward, ao mesmo tempo em que inclinava a cabeça e lhe tomava os lábios em um beijo possessivo.
Bella o correspondeu, impulsionada pelo redemoinho de emoções que lhe agitavam o íntimo, detestando a idéia da viagem de Edward e ciente do vazio que sentiria no mesmo instante em que ele transpusesse a porta do escritório.
— Bella, eu... Talvez devessem se casar o mais rápido possível! — sugeriu Charles Swan quando ambos se afastaram com expressão culpada, girando para encará-lo assim que ele emergiu da porta que conectava seu escritó rio ao da filha. — Ou então tranquem a porta — acrescen tou com uma passividade hesitante ante ao inevitável. — Corrijam-me se estiver errado, mas não se separaram há apenas algumas horas?
Bella sentiu a face queimar de vergonha por ter sido surpreendida numa situação como aquela pela segunda vez. Ainda que aquilo parecesse tê-lo convencido da inten sidade daquele relacionamento.
— Desculpe-me, Charles. — Foi Edward a se desculpar, ao mesmo tempo em que mantinha o braço na cintura de Bella enquanto a puxava para postá-la a seu lado. — Fui chamado a uma repentina viagem de negócios e desejava ver sua filha antes de partir.
— Claro — o pai concordou, compreensivo. — Voltarei mais tarde.
— Não é necessário — assegurou Edward, enquanto sol tava Bella. — Tenho de partir imediatamente. Eu lhe tele fonarei mais tarde — disse, dirigindo-se a ela.
— Não se esqueça de que chegarei em casa tarde, já que passarei no hotel para verificar como estão Maria e Carl — lembrou ela, determinada a fazer aquilo. Na ver dade, estava ansiosa por ir até lá!
Edward lhe voltou um breve e inquisitivo olhar, antes de cumprimentar a ela e ao pai com um gesto de cabeça e partir, deixando um silêncio tenso atrás de si.
— Maria e Carl? — indagou o pai.
— O sobrinho de Edward e a babá vivem com ele — ex plicou Bella, enquanto se dirigia à sua mesa, ainda se sen tindo um tanto embaraçada por ter sido surpreendida pelo pai em um momento de intimidade.
— O sobrinho de Carl? Seria ele o herdeiro que men cionou ontem? — quis saber Charles.
Bella fitou-o, cautelosa.
— Pensei ter mencionado que Carl era o sobrinho de Edward — mentiu ela.
— Não — retrucou o pai, categórico. — E esse sobrinho vive com ele?
— Sim.
— Qual a idade dele?
— Quase seis meses — retrucou Bella, sem saber onde o pai queria chegar com aquela conversa, mas ciente de que ele tinha uma intenção...
— E Carl é o filho de Alice, a irmã de Edward? — arriscou Charles.
— Sim, é. Pai, qual é o problema? — inquiriu Bella torcendo os dedos sob a mesa e cravando as unhas nas pal mas das mãos. O pai estava longe de ser um estúpido e se somasse dois mais dois... — Edward ficou com a guarda da criança quando Alice... morreu. E agora ele o adotou como filho — explicou.
— Foi por esse motivo que concordou em se casar com ele? — insistiu Charles.
Bella se sentiu empalidecer e agradeceu o fato de estar sentada. Do contrário, teria caído.
— O que quer dizer com isso? — questionou com um fio de voz.
O pai cruzou o escritório, e a fitou com olhar perscrutador.
— Ninguém entende melhor que eu como se sentiu quando descobriu que provavelmente não pode ser mãe, mas não deve se casar com um homem só porque ele já tem um filho para que possa amá-lo como se fosse seu! — Charles parecia perplexo. — Querida...
— Papai, como pode sugerir uma coisa dessas após sur preender Edward e eu do modo como o fez duas vezes nos últimos dois dias? — indagou, aliviada.
Por um pavoroso momento pensou que seu pai desco brira que Edward a estava chantageando para se casar, fazendo-a sentir-se culpada pela orfandade do filho de Alice.
O que seria desastroso, já que fizera tudo para esconder a verdade dele.
— Bem, isso é verdade — concordou o pai, zombeteiro, após matutar por alguns instantes. — Mas ambos terem se apaixonado dessa forma... após tudo que aconteceu é um tanto estanho, tem de admitir — acrescentou, hesitante.
Mais do que mera coincidência. Muito mais. Embora fosse importante que o pai pensasse que estava casando com Edward porque o amava.
— já lhe disse, papai, tem certas coisas que estão pre destinadas a acontecer — afirmou ela. — E amará Carl quando o conhecer. Ele é lindo — sorriu, sonhadora.
— Parece um Cullen, não? — indagou o pai com as sobrancelhas arqueadas.
— Sim, de fato — redarguiu Bella, radiante.
— Então é isso mesmo que deseja, querida? — inquiriu o pai.
— Sim, papai — assegurou-lhe Bella. Charles lhe voltou um sorriso indulgente.
— Nesse caso, é bom vê-la feliz, filha.
Estaria feliz?, imaginou ela, após o pai retornar ao pró prio escritório.
Estava apaixonada por um homem que não a amava, mas que iria se casar com ela e levá-la para sua cama todas as noites.
Para a cama de ambos, corrigiu ela mentalmente.
Porém, Edward não controlaria tudo naquele casamento. Não importava o quanto ele pensasse o contrário...
Edward estacou, imóvel e silencioso à porta do quarto de Carl, paralisado com a cena que se desenrolava diante de seus olhos.
A luz tênue do quarto de criança estava acesa, mas Carl não estava no berço como deveria às 23 horas. Em vez disso, encontrava-se adormecido e aninhado nos braços de Bella, que estava sentada na poltrona, também adormecida.
Carl estava dormindo nos braços de Bella!
Aquilo era inusitado. A última coisa que Edward espera ra encontrar após descobrir ao telefone que Bella ainda estava no hotel. Encontrava-se parado à porta do quarto do bebê há cinco minutos, observando os dois.
Bella não se importava muito com a criança. O primei ro marido pedira divórcio pelo fato de Bella tentar adiar a gravidez que ele tanto desejava. E ainda assim, lá estava ela, aninhando Carl tão ternamente como se a criança fosse feita de porcelana.
Edward não sabia o que fazer. Não tinha idéia de como aquilo acontecera.
Seus negócios em Nice estavam concluídos. Decidira voar de volta para a Inglaterra aquela noite, em vez de per manecer na França até o dia seguinte.
Porém, quando telefonou para Bella para lhe comuni car sua mudança de planos, Charles lhe dissera que ela ain da estava no hotel Cullen.
Certo de que seria impossível Bella ainda estar lá com Maria e Carl, Edward sequer se incomodou em telefo nar para conferir. Seus pensamentos haviam sido os mais sombrios durante o voo para Londres, imaginando o que ela ainda fazia no hotel, onde seu primo Emmett estava hos pedado e talvez...
Havia uma grande possibilidade, racionalizara Edward, de os dois terem se encontrado por acaso, enquanto Bella estivesse no hotel e também perfeitamente factível, conhe cendo Emmett, que o primo quisesse tirar vantagem do en contro inesperado para convidá-la para jantar!
Exceto pelo fato de Emmett não ter feito aquilo, já que Bella estivera em sua suíte durante todo o tempo... en quanto ele fizera tão sombrias conjecturas.
Não conseguia sequer entender por que Bella permane cera ali nas últimas três horas, ainda mais compreender por que motivo se encontrava no quarto de Carl segurando-o como se não quisesse deixá-lo nunca mais.
Girou para se afastar, pretendendo não acordá-los e pre cisando de um drinque após o dia cheio que tivera. Neces sitando de tempo e espaço para tentar desvendar o mistério de Bella e Carl.
— Edward?
Ele girou ao som da voz de Bella. A expressão fechada, enquanto erguia as sobrancelhas.
Bella o fitava, sentindo um frio no estômago quando vis lumbrou mil questionamentos nos olhos verdes.
E todos eles deviam ter ligação com o fato de ela se en contrar no quarto da criança, segurando-a enquanto dormia.
Evitando o olhar questionador de Edward, ergueu-se com cuidado sem acordar a criança.
— Deixe-me colocar Carl de volta ao berço e logo estarei com você — disse em tom suave, enquanto se diri gia ao berço e acomodava a criança, colocando o urso de pelúcia ao lado dele, antes de cobri-lo com o edredom. Er gueu-se, vagarosa. — Suponho...
— Conversaremos na sala de estar — interrompeu-a Edward em tom calmo, escancarando a porta para que ela saísse.
Bella voltou-lhe um olhar perscrutador ao precedê-lo no caminho para o outro aposento e o desviando rapida mente ao perceber a especulação que se refletia nos olhos penetrantes.
Não estava totalmente certa sobre a explicação que da ria para se safar daquela situação!
— Conhaque? — ofereceu Edward, abruptamente, quan do se encontravam a sós na sala de estar, com a porta fe chada para que não fossem interrompidos.
— Sim, obrigada — aceitou Bella, deslizando as pal mas das mãos pela saia do terninho. Retirara o spencer do conjunto algumas horas antes, quando se sentara no chão para brincar com Carl.
Havia sido uma noite bastante divertida até então. Pas sara o tempo brincando com aquela adorável criança, ofe recendo-lhe o jantar e lhe dando um banho antes de colo cá-lo para dormir. Porém, não deitara Carl direto no berço. Mais uma vez o segurara nos braços até que ele adormecesse recostado em seu ombro, sentindo-se feliz e relaxada a ponto de adormecer também.
E fora exatamente daquela maneira que Edward a sur preendera.
— Obrigada — agradeceu mais uma vez, quando Edward lhe estendeu o copo.
— Su... sua reunião de negócios acabou antes do previs to, então? — inquiriu, tentando distrair a atenção de Edward de qualquer assunto referente a Carl.
Edward sorveu um grande gole da bebida antes de res ponder.
— Como disse. Concluí meus negócios em Nice antes do previsto.
Voara para o sul da França naquele mesmo dia? Para Nice? O que havia lá que requeria sua atenção tão urgente?
— O quê...?
— Por quê?
Ambos disseram ao mesmo tempo.
— Você primeiro — cedeu Bella, antes de tomar um do conhaque. Tinha um pressentimento de que iria precisar daquilo.
Mas em vez de continuar falando, Edward a fitou por longos minutos, ainda encafifado com o motivo de Bella estar no quarto de Carl.
Acusara-a de resistir a ser mãe. Na verdade, usara aqui lo como ameaça, quando lhe disse que ser a mãe de Carl era parte da vingança que pretendia executar. Porém, Bella não o corrigira quando ele havia feito as acusações.
Tampouco o contradissera, quando ele lhe disse que cre ditava ao egoísmo dela o fracasso que obteve no primeiro casamento.
Mostrara-se sempre reticente em tocar em Carl na noite em que os apresentou, dando-lhe a impressão de que sentia uma certa repugnância em relação a bebês.
Porém, todas aquelas impressões pareciam se dissolver ante a imagem de extrema ternura que Edward vira estam pada na face feminina, quando Bella pousou Carl no berço antes de cobri-lo carinhosamente com o edredom.
Algo destoava naquele cenário.
Não que lhe importasse no momento.
Uma vez que confidenciasse a Bella o que ficara saben do em Nice aquele dia, duvidava que ela concordasse em lhe dar qualquer explicação!
Na verdade, Edward temia que ela nunca mais quisesse voltar a vê-lo após aquela noite...
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