N.A.: Gente, essa fic é a minha felicidade, mesmo sendo a que menos tem reviews. Adoro demais e escrevo mais é pra quem gosta e comenta! Então obrigadinha: Kah, Cora e Ludq, vocês são umas lindas!
Miih, beta linda, obrigada!
Boa Leitura!
Nenhuma das personagens me pertence, apenas o plot. Agradeço AMC por criar/recriar personagens tão deliciosos.
Capítulo 10
A felicidade e expectativa era geral, todos esperavam por um local onde pudessem viver bem, na medida do possível, tentando resgatar o pouco senso do comum que tinham. Após a chegada de Rick, Gleen e Tobe com a novidade, todos ficaram perplexos, felizes e com medo. Era algo natural com o desconhecido novamente. Porém, eles já estavam planejando. Já diziam como queriam fortificar, como fariam com a comida, água, acomodações. Rick ajudava com poucas ideias, sua mente sempre correndo de encontro ao que acontecia em sua família. A pequena criança que viria, o mundo como estava, a salvação daquilo. Rick não pedira para ser o líder, mas sabia que todos confiavam suas vidas a ele, e ele tinha que lhes fazer jus.
Tobe e Gleen conversavam enquanto arrumavam todas as coisas de caça e limpeza de mantimentos, formulavam ideias de barricadas, de avisos e armadilhas. Ela lembrava-o sobre não apenas ter isso para os errantes, mas também para as pessoas. Por um segundo Gleen distraiu-se com Maggie, olhando-a enquanto ela passava carregando mochilas, e Tobe distraiu-se com lembranças do passado, o medo gelando suas veias. E foi então que um alto barulho correu a parte de fora das cabanas e um grito baixo chamou a atenção de todos.
Hershel e Rick correram na direção do grito e Lori chegou logo após, os outros ainda demorando um pouco mais por estarem dentro das cabanas. Gleen estava ajoelhado na terra e segurava com força a parte cortada e sangrenta do ombro de October.
"Foi minha culpa." Ele disse várias vezes quando Hershel perguntou o que havia acontecido. Carol correu para dentro da cabana e voltou com muitos panos e uma vasilha de água fria. Hershel soltou o braço de Tobe das mãos do garoto, que afastou-se apenas um passo, ainda resmungando que era sua culpa. Tobe travou o maxilar e reclamou de dor, sabendo que não era um grande corte, mas que era um atraso.
"Apenas um corte, mas está fundo o suficiente para deixá-la de molho." Hershel disse, sabendo que a morena não iria gostar daquilo. Sorriu levemente enquanto limpava o sangue que ainda saia e pressionou a ferida com um pano limpo e água.
Todos viraram-se quando a vegetação próxima se moveu estalando e prepararam-se para atacar o que estava saindo dali, atraído pelo grito, mas era Daryl que vinha correndo e arrastando algo.
"Mas que merda foi essa? Quem gritou?"
Daryl soltou o arco no chão, preparando sua faca para atacar algo ou alguém, mas viu que todos eles estavam reunidos em um canto onde limparam a comida da última refeição. Hershel segurava um pano coberto de sangue e Tobe estava olhando para o ferimento. Por um segundo seu coração acelerou ainda mais ao ver o sangue e imaginar que ela havia sido mordida. Porém, viu ao lado dela no chão e com um pouco de sangue uma pá. Entendeu o que acontecia e abaixou a faca, guardando-a. Aproximou-se agarrando a caça do dia e seu arco do chão.
As atenções voltaram para Tobe, que observava Daryl. Ele a olhava, mas ela não sabia o que aquele olhar significava. Não sabia se ele estava com raiva ou se ele apenas estava preocupado. Ou se não dava a mínima pra ela estar machucada. Tobe se irritou, aquilo era simplesmente desconcertante. Apesar de saber do temperamento e gênio dele, queria qualquer luz sobre o que tinha acontecido. Ela sabia dos sentimentos dela, sabia que por ela, eles poderiam tentar algo. Mas nunca poderia decifrar o que se passava dentro da cabeça dele, nunca conseguiria entender o que tudo aquilo significava.
Daryl evitou continuar olhando-a, deixando o animal abatido perto da porta da cabana, o arco ao lado. Virou-se, Merle rindo dentro de sua cabeça, mas era um riso diferente, um riso de cumplicidade, como se entendesse que ele queria vê-la, saber se ela estava bem. Colocou as mãos nos bolsos da calça suja de terra e lama, aproximando-se do grupo, sem saber o que fazer.
Rick analisou-o todo esse tempo, apenas observando o modo como ele olhava para a garota, vendo-a olhá-lo em retorno, uma expectativa brilhando nos olhos. Não sabia o que mais o incomodava, o fato de Daryl finalmente parecer ter emoções para alguém além dele mesmo, Merle e Sophia, ou se pelo fato de October ser apenas uma adolescente e estar tão envolvida com Daryl, que tinha o dobro da idade dela. Balançou a cabeça, precisava conversar com Dixon sobre isso.
"O sangue vai parar de sair em alguns minutos, mas vai precisar de alguns pontos. Precaução. E descanso. Esse ombro precisa de sossego para voltar ao normal." Hershel disse segurando o braço que ela já tentava movimentar. "October, precisa ficar quieta."
"Quanto tempo?"
"Alguns dias, uma semana talvez." O veterinário viu o desagrado no rosto dela e sorriu. "Sabe que poderá ajudar apenas nas coisas leves." Levantou-se, ajudando-a a se levantar também. "Vamos dar os pontos lá dentro. Preciso de algumas coisas."
Carol e Gleen ajudaram Hershel enquanto ele dava os pontos em Tobe, enquanto os outros voltaram ao que faziam. Rick viu que Daryl parara na porta da cabana, desajeitado, sem saber o que fazer consigo mesmo, apenas observando enquanto Hershel cuidava da adolescente. Achou que esse seria o momento perfeito para a conversa.
"Dixon, podemos conversar."
Daryl olhou por cima do próprio ombro e viu Rick sério. Algo estava acontecendo. Olhou uma última vez para October sentada próxima a pia da cabana, reclamando de dor. Seus olhos se encontraram e ele virou-se, afastando-se da porta e segundo para perto dos carros com Rick. O Xerife estava mais sério do que de costume, cruzou os braços e esperou que ele falasse.
"Encontramos uma vila próxima, vamos para lá. Conseguiremos barricar e fortificar com algum esforço, mas é um local seguro." Daryl quase sorriu. Por um momento, pensou em realmente abraçar o homem à sua frente, mas ainda havia algo no rosto sério e sincero que estava para ser dito. "Você dormiu com October?"
A pergunta não pegou Daryl totalmente desprevenido. Ele já esperava por algum tipo de interrogatório, apenas não esperava que o Xerife fosse fazê-lo de forma tão direta. Mudou o peso do corpo de uma perna para outra e ficou em silêncio. Aquilo não dizia respeito a mais ninguém.
"Não vou prendê-lo ou dizer para ficar longe dela... acredito que você sabe bem o que faz." Viu o homem a sua frente passar a mão pelos cabelos curtos. "Apenas... ela tem metade da sua idade, uma adolescente, você não pode..." Parou a frase. Nem ele mesmo parecia saber o que queria dizer. "Não pode simplesmente dormir com ela e..."
"Escuta essa, Rick." Daryl disse cortando-o. "O que faço, é meu problema. Ela é meu problema." Aproximou-se um milímetro de Rick, olhando-o dentro dos olhos. "Não enfie seu nariz no que não lhe diz respeito."
Passou por ele sem importando-se se ele tinha algo a dizer. Queria saber como ela estava, e o que eles fizeram ou não, era problema deles. Ninguém iria se intrometer. Sentiu como se Merle desse leves tapinhas em suas costas, felicitando-o.
Já havia chegado na vila há horas, os homens fortificavam o máximo que conseguiam, decidindo que pelo avançado da hora, já era quase de tarde o sol se esconderia em pouco tempo, que deveriam ficar em uma só casa. Decidiram por uma central, térrea, as mulheres trataram de arrumá-la o máximo que conseguiam, e Tobe sentia-se uma inútil apenas passando algumas coisas com a mão esquerda.
O ombro estava latejando, e sangrara um pouco após o almoço, mas não havia nada que pudesse fazer. Sentou-se em um banco próximo a onde os homens arrumavam os carros, observando-os. Daryl olhava-a as vezes, mas ainda não viera ter com ela. Era como se por um motivo ainda maior que o da noite passada, ele a estivesse evitando. Respirou fundo e evitou pensar que ele não a queria por perto. Era como se aquilo não fosse real, mas ao mesmo tempo ela sabia que poderia, e que talvez fosse exatamente o que ele queria.
Quando eles haviam terminado de arrumar tudo, começaram a conversar sobre a comida, como seria a próxima refeição. Daryl decidiu que esse seria o momento perfeito para aproximar-se de October. Viu-a sentada no banco próximo de onde estavam e começou a andar naquela direção. Ela sorriu fracamente para si, mas antes mesmo que tivesse dado seis passos naquela direção, um barulho baixo chamou sua atenção. Olhou para a direita, de onde o barulho vinha. Era um motor de carro e isso o preocupou muito. Correu na direção da barricada de carros que fizeram e viu que um carro aproximava-se, primeiro rápido, mas então, ao vê-lo, foi diminuindo a velocidade.
October andou rapidamente naquela direção, ficando totalmente exposta a quem estava no veículo estranho. Tentou ver quem estava dirigindo, tentando observar seu rosto, mas a luz do sol já era fraca, e não conseguiu ver quem estava dentro, ou quantos pessoas. Viu que Daryl observava o carro atentamente, assim como Hershel e Gleen. Então, o carro acelerou novamente, cantando pneu e girando 180 graus, voltando rapidamente na direção que viera.
"Conseguiu ver alguma coisa?" O motorista do carro perguntou para o passageiro, que segurava a arma no colo, o dedo no gatilho.
"Sim. Aquela vaquinha que penduramos está bem viva." Sua voz era baixa, mas séria.
O motorista sorriu abertamente. Teriam que pegar seu brinquedo de volta.
Miih: IHNSIUFBEIUF\IPBFUBIERBYURBFUFBUJBNRFJKD que emoção essa ultima frase.
