O mês se passou rápido.

Quando Edward viu já tinha pouco mais de três meses que ele trabalhava para Swan.

O emprego era bem tranquilo, ela nunca recebeu uma ameaça e ele estava começando a desconfiar se seu pai dizia mesmo a verdade.

Mas as horas extras que ele fazia, o deixavam bem cansados e com uma angustia dentro dele.

Isabella tinha um dia agitado, revisando contratos, fazendo reuniões e até dando palestra na faculdade da cidade.

Cada dia que ele a via ela parecia mais e mais velha, por causa do trabalho, ela parecia levar um peso enorme nas costas e o único momento que ele viu ela relaxada e parecendo alguém com menos de 30 anos, era quando estavam os dois sozinhos na cama.

E isso aconteceu mais vezes que Edward havia pensado.

Algumas vezes ao invés de almoçar ela dizia que queria ir para o hotel e ele já sabia realmente qual era os planos dela, outras era depois quando ela saia do escritório. E pelo menos um dia de todo final de semana ela ligava dizendo que estava indo para o hotel e o queria lá. Simples assim.

Ele estava disposto e a esperando a cada vez que ela o queria.

Era sempre fantástico está com ela.

E ele já havia tido que comprar outra caixa de preservativos.

Aquele quarto de hotel havia se tornado o esconderijo deles.

E a cada vez que ele via sua expressão de prazer, seus conectados aos dele, ele se segurava ao máximo para não dizer o que estava sentindo dentro de seu coração.

Ele a amava.

E não sabia o que fazer com isso.

Ela sempre era tão fechada, o momento que parecia mais aberta era quando estavam na cama, mas aí ele não queria conversar.

Sempre depois que eles atingiam o ápice do prazer ele a puxava para si, querendo abraça-la ou falar sobre algo, Isabella se fechava, ficava fria e fugia dele. Ou o distraia com seus toques, beijos e caricias nada indecentes e em lugares inapropriado.

Ele se sentia de mãos atadas, não sabia o que fazer.

Ela realmente tinha um coração de ferro e ele estava começando a duvidar se um dia ele seria feliz com ela.

Queria tanto poder abraça-la, expor tudo o que sentia para ela, mas sabia que no dia que fizesse isso ele a perderia para sempre.

O que era melhor?

Continuar amando-a em segredo, sendo felizes no raros momentos que estavam juntos?

Ou ele dizer a verdade e quem sabe conseguir fazer ela se apaixonar por ele, será que isso era possível?

— Edward querido, não esqueça que vamos para o rancho do avô de Emmett, mais tarde — Esme disse antes que ele saísse de casa.

— Eu não esqueci mamãe, vou ver se consigo sair mais cedo — avisou.

— Sim bebê, amo você, bom trabalho hoje — ela disse beijando sua bochecha.

Ele rolou seus olhos.

— Eu já tenho mais de 30 anos mãe — ele falou.

Seu pai que estava ali riu do filho.

— Mas nunca deixará de ser meu bebê, agora vai lá trabalhar — ela disse o empurrando.

Ele sorriu saindo dali.

No horário de sempre, Edward estava parado em frente à casa da Swan, ela saiu como sempre, andando no seu salto alto e de cabeça erguida, a expressão séria, carregando uma maleta preta de couro e uma marrom de baixo dos braços.

Seu coração se acelerou e ele tentou não demostrar como ela o afetava.

— Bom dia Edward — ela disse entrando no carro.

Ele acenou com a cabeça, ela sempre o cumprimentava agora, mas nem por isso ele suspeitava de que o que eles tinham pudesse se tornar algo há mais.

Ele deu a volta e entrou no carro, saindo dali.

— Senhorita Swan, queria falar sobre algo com você — ele disse chamando a atenção dele. Ele odiava ter que ser formal assim, com a mulher que estava apaixonado, mas querendo ou não, ela era sua chefe e ele tinha que ser profissional, mesmo que sempre sentisse vontade de agarra-la e beija-la fortemente antes dela entrar no carro.

— Pode falar — ouviu a voz dela dizer.

Ele respirou fundo.

— Queria saber se poderia sair mais cedo hoje, vou viajar — ele comentou.

— Viajar, mas você tem trabalho segunda de manhã — ela disse parecendo chateada.

— Sim, eu voltarei domingo à noite — ele falou.

— Oh... hum... nesse caso tudo bem — ela disse.

Ele agradeceu.

Fez-se silencio.

Ele olhou pelo retrovisor vendo que ela parecia pensativa e mastigava seu lábio.

— Posso perguntar a onde você vai? — ouviu a voz dela baixa, mas concisa.

— Vou para uma casa do avô do meu cunhado, vai ter uma festa de bodas dele e meu cunhado chamou todos da minha família para ir — ele disse.

Ela acenou com a cabeça e não voltou a falar nada.

...

Edward estava folheando o jornal quando seu telefone tocou.

Ele atendeu vendo que o número era do escritório de Bella.

— Sim?

— Sr. Cullen, aqui é Zafrina secretária da Srta. Swan.

—Sim, aconteceu algo?

— Oh, eu não sei bem sr. Cullen, mas acho que deveria vim para cá — ela disse.

— Já estarei aí — ele disse desligando.

Saiu andando apressado em direção ao prédio e felizmente o elevador estava no térreo, ele entrou apressado no elevador.

O que teria acontecido?

Algo com Bella?

Não, nada poderia acontecer a ela.

Quando finalmente ele saiu do elevador, correu para a sala de Bella.

Zafrina estava em frente a porta.

— Senhor Cullen, finalmente eu não sei o que aconteceu, eu deixei uma encomenda que chegou para a senhorita Swan e depois ouvir um grito, ela trancou a porta, mas tenho a chave reserva...

— Eu cuido disso, Zafrina — Edward falou pegando a chave da secretária que assentiu.

Ele colocou a chave na fechadura e abriu a porta.

Entrou apreensivo olhando ao redor.

O escritório dela tinha alguns papeis jogados no chão, ele não a viu em nenhum lugar, mas se aproximou da mesa, ouvindo um soluço.

Olhou notando que ela estava sentada no chão, escondida atrás da mesa, abraçando seus joelhos e parecia chorar.

Aquilo quebrou seu coração.

— Bella — ele disse agachando ao lado dela.

— Edward — ela disse erguendo seu rosto, sua voz estava rouca, seus olhos e nariz vermelho, seu rosto úmido de lagrimas derramadas.

Ele nunca a tinha visto tão frágil assim e sentiu uma dor no seu coração.

— Edward — ela repetiu o nome dele, como se seu nome fosse um sopro de ar fresco e o abraçou.

Ele colocou os braços ao redor da cintura dela, puxando ela para seu colo, sentando no chão, atrás da mesa.

— Calma, vai ficar tudo bem Bella — ele disse esfregando suas costas, consolando-a.

Ela fungou apertando forte ele e respirando fundo em seu pescoço.

— Eu não quero que me veja chorar — ela soluçou escondendo seu rosto no pescoço dele.

Ele ficou esfregando suas costas a relaxando até ela parar de chorar.

— Você é humana Bella, não pode ser forte todo momento — ele disse suavemente beijando sua testa — O que aconteceu? — perguntou.

Ela respirou fundo, se acalmando mais.

Era tão bom ficar ali com ele, daquele jeito.

Mas agora ela não podia se dar ao luxo disso.

Não podia correr o risco de ficar assim com ele.

Sabia que não resistiria.

— Edward preciso que você contrate seguranças para meu pai e mais dois para ficarem na minha casa e ficar me protegendo a noite — ela disse — Confio em você para isso — ela disse limpando suas lagrimas erguendo seu rosto.

Querendo mostrar que era forte, mesmo que por dentro ela não se sentisse assim.

Ele a ajudou a ficar em pé.

— Me conte o que aconteceu — ele pediu outra vez.

Bella engoliu em seco e apontou para a caixa retangular azul em cima da sua mesa.

Ele pegou os papeis que tinha dentro, eram imagens de uma mulher no chão morta, seu peito sangrava em diversos lugares, era imagem típica de que as policias tinha, quando ocorria um assassinato.

Mas o bilhete que tinha ali escrito com palavras de jornais e revista formando uma frase que fez seu sangue gelar.

Sua mãe já foi a muito tempo, mas quem será o próximo? Será você ou seu pai, Coração de Ferro?

— Tem certeza que é direcionado a você? — ele perguntou.

— Sim, meu avô me chamava assim, ele tornou isso público em algumas entrevistas, qualquer um podia saber — ela disse sem parecer querer encarar as fotos de novo.

— Devemos chamar a polícia e...

— Não, nada de polícia, vai trazer a atenção que essa pessoa quer. Eu nunca recebi uma ameaça assim antes, por favor apenas contrate alguns seguranças para meu pai e para minha casa, acho que é melhor assim — ela falou.

— Como você quiser Bella, mas eu vou investigar isso — ele disse colocando os papeis dentro da caixa e a fechando.

Bella pegou o telefone.

— Zafrina, vá a sala de reunião e diga que eu já estou indo — Bella disse desligando.

— Você está muito abalada e nervosa Bella — Edward disse preocupado.

— Eu não posso deixar isso me abalar, tenho uma empresa para governar — disse.

— Não, você precisa ir para casa e relaxar, Bella, você está muito nervosa esses dias e ver isso... essas fotos, precisa tirar um tempo para você e...

— Se eu ficar em casa sozinha será pior e.

Edward pensou em convida-la imediatamente para ir com ele para o rancho, mas controlou sua língua e falou outra coisa.

— Se quiser eu posso ficar com você — ele disse antes que pudesse pensar direito no que falava.

Porra isso não era muito melhor do que convida-la para ir ao rancho era?

— O que? — ela parou o olhando.

— Você precisa relaxar Bella, se acalmar, isso foi um abalo emocional muito forte, você parece tão sobrecarregada, sinto que vai explodir a qualquer momento, passar um dia longe disso tudo vai ajudar você — ele disse — E eu posso ficar com você na sua casa, minha família vai, só vai casal e eu não queria ir mesmo — ele disse dando de ombros.

Bella ficou ainda mais chocada.

Como ele podia saber tão bem o que ela sentia?

— Você tem que ir é sua família— ela disse se repreendendo por que queria aceitar a oferta dele. Mas o que isso significaria?

— Minha família, não vai se importar — você é mais importante nesse momento, completou em pensamentos.

— Eu vou falar para Zafrina cancelar meus compromissos de hoje — ela disse o olhando.

Edward assentiu, indo ligar para sua mãe e avisar as mudanças de plano.

Algo dentro dele disse que tudo iria mudar naquele dia.

...

Ela havia adormecido no caminho para lá.

Para sua surpresa quando ela chegou no carro, ela entrou e sentou ao seu lado no banco de motorista sem dizer nada, ele também não falou, não disseram nada e ele começou a dirigir para a casa dela, sempre olhando para ela pelo canto do olho, até que percebeu que ela havia adormecido com a cabeça encostada no vidro.

Edward nunca imaginou que um dia veria Bella naquele estado, pela primeira vez pode realmente ver que lá no fundo ela era apenas uma mulher que ainda tentava superar a perda da mãe.

Edward a amava tanto e agora com a ameaça isso era um risco para ela.

Como ele iria protege-la corretamente se sempre perdia o foco quando a via?

Ele não podia correr esse risco.

Saiu do carro quando chegou e pegou Bella em seu colo, não queria acorda-la.

Só quando parou em frente a porta que percebeu que não poderia abri-la sem chave nem nada.

Apertou a campainha esperando que tivesse alguém ali. Para sua surpresa a porta se abriu, era uma mulher que usava um uniforme.

— A srta. Swan está bem? — a mulher perguntou vendo Bella nos braços do homem.

— Sim, sou seu segurança Sr. Cullen, ela dormiu no caminho para cá, não queria acorda-la, onde fica seu quarto? — Edward perguntou educadamente.

A mulher olhou para Edward demoradamente antes de dar um sorriso amável.

— Vou mostrar — a mulher disse e se virou, Edward a seguiu.

Eles subiram uma escada e andaram por um corredor.

Edward olhava ao redor vendo como a casa era ampla, com grandes janelas luxosa, mas sem exagero. Com uma decoração moderna, as paredes em tons de bege. Ele notou um piano perto da entrada, será que Bella tocava?

Tanta coisa que ele não sabia sobre ela.

A senhora abriu a porta e ele entrou.

Ele agradeceu.

Edward nunca imaginou que um dia estaria realmente no quarto de Bella.

Mas ali estava ele.

No quarto dela.

Era espaçoso, com grandes janelas, uma cama de casal coberta com uma colcha dourada volumosa e luxuosa.

Ele andou até ela a colocando deitada ali.

— Bella você está em casa em seu quarto... eu vou ficar de vigia se não tiver problemas. Não quero deixa-la sozinha — ele disse a despertando, acariciando a bochecha dela levemente.

Seus olhos encontraram os dele.

— Então fique aqui comigo — ela disse puxando sua nuca.

— Bella isso não é uma boa ideia... eu não posso mais ficar assim... eu não sou homem para você e a partir de agora serei somente seu segurança — ele disse decidido. Era perigoso de mais para ela ele tinha que ter cuidado agora, não poderia ser pego desprevenido.

— Não — ela disse uma dor cruzando seu peito, seus olhos ficaram mais atentos e ela se sentou na cama mais desperta. Nunca iria aceitar aquilo.

Sabia que aquela não era a melhor escolha, sabia que ela estava se pondo em risco e ele também, era o que mais preocupava ela, mas ela não conseguia mais ficar assim.

Não queria mais fingir que não se importava com ele, que ele não era importante, que ele era apenas um cachorrinho que a seguia por aí, um mero segurança.

Porque ela se importava, porque ele havia se tornado importante, porque ele nunca foi um cachorrinho, porque ele era muito mais que seu segurança.

— Você não é só meu segurança. Você é mais e eu estou cansada de fugir disso — ela disse admitindo em voz alta o que realmente queria, sentiu um alivio imediato em seu peito.

Ele foi pego de surpresa pela declaração, sua boca se entreabriu e seu coração se aqueceu e se encheu de amor por aquela mulher.

Aquelas palavras era tudo que ele sonhava ouvir e pensou que nunca as escutaria.

Sem se conter colou seus lábios aos dela em um beijo apaixonado.

Tudo foi esquecido.

Todo o maltrato, as patadas, a diferença entre eles.

Naquele momento só existia os dois ali.

Um homem e uma mulher, que se completavam de uma maneira única, especial e rara.

E tudo que importava para ele naquele momento era ela.

E para ela era ele.

Suas línguas se entrelaçaram e eles se acariciaram lentamente e suavemente, Bella sentiu seus olhos querendo se encher de lagrimas, porque ela sentiu algo tão profundo naquele beijo.

Mas ela queria mais, queria senti-lo por inteiro.

Queria pela primeira vez em sua vida fazer amor. Mesmo ela não sabendo como fazia isso.

Ela podia nunca ter feito, mas seu coração sabia.

As mãos deles deslizaram delicadamente um pelo corpo do outro, desabotoando e retirando as roupas lentamente.

Quando ambos perceberam, estavam nus, suas roupas retiradas e jogadas no chão.

Edward estava dentro de Bella, no lugar que ele já sentia que era sua casa e Bella se sentia completa com ele ali dentro dela, junto dela.

Os toques, as caricias, os beijos eram suaves, carinhosos e cheios de amor, de ambas as partes.

Os movimentos sincronizados, em um ritmo que fazia ficarem cada vez mais cheios de prazer.

Quando finalmente o ápice chegou, eles entrelaçaram a mão um no outro, e de olhos e almas conectados eles gozaram juntos gemendo e se entregando a tudo que sentiam.


Nota da Autora:

Foram só meus olhinhos que se encheram de lágrimas com esse capítulo?

Nem acredito que Bella finalmente se declarou para ele. Como será que vai ser agora? E essas ameaças...

Aiaia tanta coisa ainda para acontecer...

Segunda tem mais

Comentem!

Beijos