CAPÍTULO X

Hermione parou em frente à lareira, com os braços cruzados. Ao ver seus irados olhos castanhos, Draco desejou encontrar as palavras certas para convencê-la de que agira corretamente. Estendeu a mão para fazer-lhe um carinho.

— Pare com isso! — disse ela, desviando-se.
Draco suspirou. No passado, quando Hermione ficava zangada, conseguia acalmá-la com uma carícia.

— Lamento muito se a aborreci.

— Aborreceu? — repetiu ela, num tom estridente. - Fez mais do que isso, treinador. Estou confusa, com raiva e magoada por ter sido traída.

—Não me trate como um inimigo. Posso até entender seus sentimentos. Mas traição? Eu jamais a trairia.

— Discutiremos isso mais tarde. E agora me dê um bom motivo para eu não saber da audiência.

— Posso lhe dar mais de um.

— E aposto como o primeiro é que não esperava que Doug viesse me contar essa novidade.

Draco não poderia negar. Tim Sargent dissera que, além de ser um mau-caráter, Hammond era conhecido por sua astúcia e que jamais entraria em contato com Hermione, pois isso colocaria seu plano em perigo.

— Certo. Esta é uma delas.

— E a segunda? — indagou ela, os lábios trêmulos.

— A ultra-sonografia.

Hermione o fitou, indagadora.

— O que a ultra-sonografia pode ter a ver com essa história?

— Lembra-se de que você brincou, dizendo que para mim fora uma experiência quase religiosa? Pois não estava errada. Quando vi Sammi dentro de seu ventre, me dei conta de que o bem-estar dela de pendia do seu. Quando a vi ter contrações prema turas por causa de Doug, jurei que haveria de pro tegê-la. Foi então que pedi a Tim que filtrasse todas as informações que lhe desse a você.

— Ah! Então foi por isso que nunca consegui en contrá-lo no escritório! — Hermione franziu a testa, in trigada. — Mas isso ainda não explica por que con tinuou me escondendo as coisas após Sammi ter nas cido. Afinal, eu tinha o direito de ser comunicada a respeito do andamento do processo.

— Não vi necessidade de colocá-la a par de meros detalhes.

— Quando se trata de um processo de custódia, nenhum detalhe poderá ser classificado como mero. Ao menos para a mãe, que corre o risco de ficar sem o filho.

— Só que no caso de Sammi não havia a menor possibilidade de haver um processo.

— E se Doug se recusasse a assinar os papéis? Se ele insistisse em obter a custódia? O que o juiz acharia do não comparecimento da mãe da criança à audiência?

— Se fosse preciso ir tão longe, eu teria lhe con tado tudo. E estaria lá, com você.

— Pare com isso. Pare de ser charmoso, cuidadoso, doce e todas as coisas que costuma ser quando estou brava.

— Quer ouvir os outros motivos?

— Desde que seja breve!

— Eu e Tim bolamos uma estratégia. Você sabe qual, já que ouviu o que eu disse a Hammond. Ele não queria Sammi, mas sim a sociedade. Então o ameaçamos: se continuasse a fazer pressão, teria que aguentar as conseqüências da publicidade negativa.

— Se tinha tanta certeza de que iria funcionar, por que não me inteirou do caso? Eu entenderia!

— Queria que você continuasse a cuidar de sua filhaem paz. Tinhacerteza absoluta de que Ham mond roeria a corda. Portanto, não vi razão para que passasse por toda essa apreensão.

— E se eu precisasse encarar o juiz? Não pensou que precisaria estar preparada?

— É justamente para isso que você tem um advogado.

— Não. "Você" tem um advogado, um amigo. Eu não tenho nenhum dos dois.

— Isso é ridículo. Sou seu amigo.

Ela estava sendo mais dura do que Draco imagi nara. Para ele, a prioridade era protegê-la, e a Sam mi. E continuava pensando assim.

Hermione o fitou, sem saber se o esganava ou o abra çava. Mas, ao lembrar do que Draco havia feito, tinha vontade de gritar.

Sempre que enfrentava algum problema, era a Draco quem procurava, e ele fazia o mesmo. Mas agora estavam casados e ele não julgara importante discutir o processo envolvendo a custódia de Sammi. Para protegê-la, afirmara.

— Amigos não nos apunhalam pelas costas.

— Só tentei poupá-la. Você estava ocupada, tomando conta de Sammi, e só vinha dormindo quatro ou cinco horas por noite. Não precisava da ameaça daquele canalha para mantê-la acordada. Julguei ser melhor poupá-la de mais essa chateação.

— Acreditoem você. Nãosabe mentir, treinador.

— Fico feliz em saber disso.

— Na verdade, eu me culpo mais do que a você pelo que aconteceu. Negligenciei minha responsabi lidade. Devia ter exigido mais informações do ad vogado. E, se não ficasse satisfeita, contrataria um outro. Jamais me ocorreu que você e Tim Sargent agiam às minhas costas.

Draco tentara apenas ser gentil, um caso clássico de erro cometido por um bom motivo. E, se aquela amizade não tivesse por base a honestidade, prova velmente Hermione perdoaria o deslize. Na verdade, ca sara-se com ele porque na ocasião era sua melhor escolha, e tomara a decisão pelo bem de Sammi. Mas agora as coigas haviam mudado.

Inclusive para ela. Era a pior hora para descobrir isso, mas sua transformação devia estar tão evidente que até mesmo Doug a notara.

Estava apaixonada por Draco.

— Só lhe dei quatro motivos até agora. Não quer ouvir os outros seis?

— Não é necessário. — Hermione passou por ele, apres sada. — Vou subir para cuidar de Sammi.

— Precisa de ajuda?

— Não, obrigada. Desço quando ela acordar. — avisou, sem se voltar.

Gostaria de pegar os dez motivos que Draco lhe dera e fazer com que os engolisse. Perdera a amizade dele, ou, pelo menos, estava prestes a perdê-la. O começo do fim acontecera no dia em que haviam dito "aceito". Depois daquilo, a amizade nunca mais foi a mesma. Viver com Draco a fizera perceber que ele tinha tudo o que sonhava num homem.

Parou no meio da escada. Viver com Draco... E se não vivesse mais com ele? Agora que Doug desistira da custódia, não precisariam mais representar o pa pel de casal feliz. O divórcio era sua única chance. Se partisse, talvez houvesse uma chance de salvar aquela amizade.

Draco voltava do escritório de Tim Sargent, ansioso para contar as novidades a Hermione. Nos últimos dias ela se mantivera distante, o que o deixava maluco. Esperava que as notícias os reaproximassem. Mas, acontecesse o que acontecesse, não mudaria a deci são que acabara de tomar.

Estava aprendendo muito sobre essa coisa de so lidão. A frase "sozinho em meio a uma multidão" lhe veio à mente. Hermione e Sammi viviam naquela casa, mas não estariam mais distantes se morassem no Tibete.

Apesar de já ter o desculpado, só o que ouvira dela fora que erros, mesmo quando cometidos por razões nobres, continuam sendo erros.

Por mais que tentasse, não conseguiria derrubar aquela lógica. Mas poderia provar que aquilo jamais se repetiria.

Ao se aproximar da casa, avistou um carro des conhecido parado no pátioem frente. Pareciaque Hermione tinha companhia. Esperava apenas que a vi sita não demorasse. Estava ansioso para conversar com ela.

Abriu a porta da frente e gritou:

— Hermione? Onde está você?

—Aqui na sala. — ouviu-a dizer.
Encontrou-a sentada em uma das poltronas da sala. Diante dela, uma senhora de cabelos grisalhos trazia Sammi no colo. Tinha boa aparência e estava bem-vestida. A garotinha parecia à vontade em seus braços.

— Draco, esta é Sílvia Fellwock. Sílvia, Draco Malfoy, meu marido. — disse Hermione, num tom estri tamente profissional. Havia menos calor nela do que quando mandava algum aluno indisciplinado para a diretoria.

A senhora ergueu o bebê, desculpando-se por não poder apertar-lhe a mão.

— Como vai, sr. Malfoy? É um prazer conhecê-lo.

— O prazer é meu... — disse ele, meio intrigado. — Pode me chamar de Draco.

A mulher sorriu para Sammi e disse:

— Tem uma linda filhinha, sr. Malfoy.

— Obrigado. — Não se importou em corrigi-la, já que considerava Sammi sua filha. Não poderia amá-la mais. — Ela é linda, não acha? Uma cópia da mãe.

Sílvia olhou para Hermione; depois, novamente para o bebê.

— Tem razão.

Draco sentou-se com elas, e tocou delicadamente o rosto de Sammi enquanto falava:

— Foi muita gentileza de sua parte vir nos visitar. Julguei conhecer todas as amigas de minha esposa...

Hermione limpou a garganta.

— Sílvia está aqui em resposta ao anúncio que coloquei no jornal, solicitando uma babá.

— Babá? Por que não me disse? — Ele não queria uma estranha cuidando de Sammi. O que Hermione poderia saber a respeito de uma mulher que respon dera a um anúncio de jornal? — Por que escolheu a profissão de babá, Sílvia? Você tem filhos?

— Draco, eu cuido disso.

— Não há problema, sra. Malfoy. Admiro o in teresse de seu marido. A maioria dos homens deixa a tarefa às esposas, quando elas precisam retornar ao trabalho.

Trabalho? Hermione voltaria ao trabalho? Draco não pensara mais nisso. Era verdade que ela dissera que retornaria ao trabalho no início de agosto, mas a conhecia o suficiente para saber que lhe partiria o coração deixar a filha com uma estranha. Por que estaria fazendo aquilo? Por que não conversara a respeito?

Sílvia voltou-se para Draco. Parecia honesta e bon dosa, mas isso nada significava. Embalou carinho samente Sammi quando ela começou a ficar agitada.

— Tenho três filhos, já adultos. Os dois rapazes estão casados e a moça estuda fora.

Draco levantou-se e cruzou os braços diante do peito.

— Imaginei que, depois de ter os filhos criados, uma mulher preferisse descansar e dedicar algum tempo a si mesma. — disse. Fitou Hermione e percebeu reprovação em seu olhar.

— Não preciso do dinheiro, sr. Malfoy. Preciso preencher meu tempo com algo útil. Adoro crianças, especialmente bebês. — Encolheu os ombros antes de continuar: — Creio que comecei a me sentir um pouco sozinha.

Draco olhou para Sammi e em seguida para Hermione.

— Entendo muito bem o que é sentir isso.

— Por que se sentiria sozinho? — indagou a mu lher. — Tem tudo nesta casa.

— Você parece ser uma boa pessoa. — Nem ele mesmo conseguiu acreditar naquelas palavras. — Hermione e eu vamos discutir o assunto. Ligaremos para comunicar nossa decisão ainda esta semana.

Hermione se levantou e, quando ele a fitou, viu ódio em seus olhos.

— Sei que está tentando ajudar, Draco, mas eu cuido disso.

— Bem, eu já vou indo, sra. Malfoy. — Sílvia levantou-se e entregou Sammi a Draco.

Ele a colocou em pé, apoiada no ombro, e respirou seu perfume. Hermione aproximou-se da babá e aper tou-lhe a mão.

— Vou verificar as referências que deu. Deve en tender que tenho outras candidatas para entrevistar.

— Claro. Hoje em dia precisamos ter muito cui dado com aqueles que admitimos em nossa casa.

Hermione sorriu amistosamente.

— Tenho seu telefone. Ligo assim que decidir.

— Obrigada, sra. Malfoy.

Ela acompanhou-a à saída, e Draco ficou aguar dando que retornasse. Tinham alguns assuntos a discutir.

Hermione retornou pouco depois. Cruzou os braços diante do peito e encarou-o.

— Você não tinha o direito de se intrometer desse jeito. A escolha da babá é minha. Por que fez isso?

— Eu poderia fazer-lhe a mesma pergunta.
Quando Hermione se aproximou, Draco só conseguia pensarem beijá-la. Fazer amor com ela. Precisava de uma mulher, e queria que soubesse que essa mulher era ela. Mas tinham coisas a resolver antes disso.

— Por que colocou o anúncio?

— Pretendo retornar ao trabalho dentro de algu mas semanas, e alguém precisa ficar com Sammi. E, graças a você, provavelmente perdi a candidata melhor qualificada.

— O que viu de tão especialem Sílvia Fellwock?

— É experiente, bondosa e não cobra muito, pois não precisa do dinheiro. E tem carro. Eu não pre cisaria levar Sammi até a casa dela. Sílvia iria pegá-la na minha casa.

Draco não gostou de ouvi-la dizer minha casa. O que pretendia com aquilo?

— Não entendo por que ela faz questão do emprego.

— Imagino que gostaria de ser avó, e que seus filhos não estão colaborando. Aparentemente, casa ram-se com mulheres muito envolvidas com o tra balho, e que por isso preferem não ter filhos.

— Ao contrário de você, que planeja deixar que uma estranha crie sua filha.

— Não está sendo justo, Draco.

Ele suspirou.

— Sei disso. Me desculpe.

— Eu adoraria ficar em casa cuidando de Sammi, mas não tenho escolha. Preciso trabalhar.

— Não, você não precisa.

— E como espera que eu lhe dê um teto, que a alimente e a vista? Nada se consegue na vida sem trabalho.

As palavras eram de Frank Granger, pai dela.

— Seu pai era um sábio. Ainda sinto falta dele.

— Eu também sinto. Papai tinha razão ao dizer isso, e sou-lhe grata por ter me ensinado a tomar conta de mim mesma. Enquanto eu viver, nada fal tará à minha filha.

— Exceto a coisa mais importante.

— O quê?

— Você. — Ele viu lágrimas brotarem nos olhos de Hermione. — Não quero magoá-la. Só estou tentando fazê-la entender meu ponto de vista.

— Então eu devo ter perdido alguma coisa. Con tinuo sem entendê-lo.

Sammi dormia em seus braços e Draco tentava concentrar-se na conversa. Precisava ser o mais persuasivo possível para tentar convencê-la. Mas seria difícil fazer isso com um bebê no colo.

— Tentarei fazê-la entender assim que colocar Sammi no berço.

— Deixe que eu faço isso.

Draco notou-lhe o desespero. Hermione parecia querer aproveitar cada segundo que lhe restava ao lado da filha, e era compreensível. O pior era que o tempo daquele casamento também se esgotava. Se Hermione partisse, ele morreria de saudade.

— Sabe que não me importo de colocá-la na cama. — afirmou.

— Vá, então — concordou Hermione.

— Quando voltar, quero lhe fazer uma pergunta.

Ao retornar, Draco encontrou Hermione caminhando de um lado para outro na sala.

— Muito bem — disse ela. — Quero que me explique uma coisa: acha que reforçar o fato de que outra pessoa terá o prazer de criar minha filha poderia me ajudar em algo? E não diga que foi cruel apenas para ser gentil.

— Não volte ao trabalho. Fique em casa cuidando dela, e deixe-me tomar conta das duas.

Hermione fitou-o, muda pelo espanto.

— Isso não faz parte do acordo que fizemos. — respondeu finalmente.

— E daí?

— Nosso acordo diz que ficaríamos casados du rante quatro meses, e esse prazo está se esgotando — disse ela, os lábios trêmulos. — Preciso lhe agra decer. Tenho Sammi e meu emprego de volta graças a você.

— Tire uma licença-maternidade. Terá mais tem po para pensar.

— Estive no médico e ele me deu alta. Estou apta para o trabalho.

— Fique, Hermione.

— Quatro meses foi suficiente. Minha vida agora estáem ordem. Nãohá motivo para prendê-lo por mais tempo. Não quero que esse trato afete nossa amizade. Tenho medo do que poderá acontecer se continuarmos no pé em que estamos. Eu não su portaria... — Interrompeu o que iá dizendo e vol tou-se, embaraçada.

Draco não se sentia preso. Pela primeira vez sen tia-se livre, como se vivesse plenamente. Tinha pro pósitos, alegrias e satisfação. Percebera que, sem Hermione e Sammi, sua vida não teria significado.

Aproximou-se dela e colocou a mão em seu ombro. Hermione estremeceu, tensa. Resistiu quando ele tentou fazer com que se voltasse. Em seguida relaxou e virou-se.

— Lembra-se de que decidimos que esse prazo poderia ser mudado?

— Você sugeriu, mas não concordei.

Draco sabia que Hermione era teimosa, mas agora ela estava exagerando. O que estaria acontecendo? An daria assustada com alguma coisa? Se ele não des cobrisse o que havia, na certa a perderia.

— Não quero que vá embora.

— Não quero abusar da sua boa vontade. Eu e Sammi já estamos aqui há muito tempo.

— Por que continua insistindo nisso? Gosto de tê-las aqui em casa.

— Preciso ir.

— Não precisa, não.

— Claro que preciso. Resisti casar-me com você porque temia que isso fosse arruinar nossa amizade.

— Mas não arruinou.

— Ainda não, mas poderá arruinar se a situação per durar — disse ela, os olhos fixos nos lábios tentadores.

— Está totalmente enganada. Essa situação ape nas nos aproximou.

— Não diga isso

— Por que não? De que tem medo?

— Das mudanças. O que temos é perfeito, ou pelo menos era. Gostaria que as coisas continuassem como sempre foram. Não quero que mudem.

Então ela também percebera a mudança no rela cionamento! Sentia-se fortemente atraída por ele, e isso a assustava.

— É muito tarde. As coisas entre nós já não são mais as mesmas. Mudaram sim, mas para melhor...

— Não entende? Preciso voltar ao trabalho, e mo rar em outro lugar. Tenho que partir antes que mais mudanças aconteçam, enquanto ainda houver chan ce de voltar a ser o que éramos antes.

Draco sempre detestara rótulos, e agora sabia o porquê. Eram muito limitados e não deixavam es colha. Só havia um modo de quebrar as defesas de Hermione: mostrar-lhe que mudar podia ser bom. Segu rou-a com força pelos braços e puxou-a para perto de si. Ela afastou-se.

— O que está tentando fazer?

Com um só movimento ele a abraçou, anulando qualquer tentativa de resistência.

— Vou beijá-la.

Silenciou-lhe os protestos com um beijo sedutor, e percebeu que a tática funcionava quando a ouviu suspirar antes de ceder e abraçá-lo com força.

Quando seus lábios se tocaram, Hermione sentiu que a chama do desejo se transformava em uma paixão incontrolada, uma ânsia física que permanecera adormecida em seu íntimo por muito tempo. Ela o desejava desesperadamente. Assim como o sol nascia todos os dias, Hermione sabia que o queria em sua vida, para partilhar alegrias, tristezas. Queria ser sua esposa de verdade.

Draco vibrou de prazer ao sentir a intensidade com que ela correspondia ao beijo. Isso o deixou fora de controle, inebriado pela vitória.

— Fique comigo — murmurou, roçando os lábios no pescoço esguio de Hermione.

— Draco...

As coisas haviam mudado para melhor. O rela cionamento atingira um nível mais íntimo, mais gostoso. O importante eram os sentimentos, não as palavras.

— Eu quero você, querida... Deixe-me amar você...

— Não diga isso, Draco.

— Por que não? Sei que também me quer.

— Eu estaria mentindo se dissesse que não. Só que não posso... — Seus olhos pareciam implorar compreensão.

— Não?

Draco, porém, decidiu resolver as coisas a seu modo. Pegou-a no colo e carregou-a para o quarto.

— O que pretende fazer, Draco? — perguntou ela, assustada.

— Acabar com nossa amizade.

— Não...

— Assim poderemos seguir em frente.

— Não faça isso. Ponha-me no chão!

Ele parou no mesmo instante e manteve-a segura por um momento, saboreando sua maciez, sua fra gilidade, antes de colocá-la no chão.

Hermione afastou-se.

— Por que não? O que há de errado?
Tristeza e confusão mesclavam-se no rosto dela, desesperando-o. Tudo o que desejava era abraçá-la e fazê-la feliz.

— Pode tomar conta de Sammi para mim? Só por algumas horas.

— Sabe que sim. Aonde vai?

— Procurar um apartamento.

Pegou a bolsa e as chaves do carro. Mas, antes que pudesse sair, ele a impediu.

— Não faça isso. Vamos conversar.

— É muito tarde — disse ela, balançando a cabeça.

— Costumávamos conversar quando surgia algum problema, lembra-se?

— Garanto que tudo voltará ao normal assim que eu encontrar um lugar para morar. Agora, deixe-me ir.

Draco passou as mãos nos cabelos, desespe rado, mas deixou-a passar. Não tinha o direito de impedi-la. Fizera tudo por ela, exceto dizer que a amava.

— Posso não ser o seu homem ideal, Mi, mas eu a amo — confessou, olhando para a porta fechada.

N/A: Gente, desculpa mesmo pela demora, mas a minha vida ta uma bagunça. Continuo em semana de prova (uma desgraça) e preparando minha festa de 15 anos (vendo todos os detalhes). Além disso, a internet ta péssima, fiquei praticamente uma semana sem conseguir acessar direito, to até postando do 3G da minha mãe. Ta uma loucura, mas aqui estão dois capítulos e o próximo vem logo, logo.

Mila Pink: Oi, demorei muito para atualizar, mas aqui ta a continuação, falta um capitulo pra acabar e eles vão se acertar logo,

RaposoGrabriela: Da muita raiva mesmo da Hermione, mas ela ta mudando o modo de pensar... Desculpa a demora, mas vou atualizar rapidamente... Bjzzz

Ines Granger Black: Com as provas ta dando tudo certo. Muito obrigada pela homenagem, eu amei! A Hermione vai se tocar logo,logo (to escrevendo muito essa expressão). Mais um capitulo para o final, uhhhh, que ansiedade (rsrsrsrsrs). Bjzzzz