Aqui estou eu
E ao alcance de minha mão
Ela parece dormir
Ela esta mais doce do que o mais
Selvagem sonho
Podia vê-la
E eu assisto-a ir embora
Mas eu sei que estarei caçando por toda parte
Toda parte...
Não há fim nas distâncias que irei
Percorrer para caçar por toda parte
Toda parte...
Não há fim nas distâncias que irei percorrer
Para encontrá-la de novo
Meus sonhos dependem disso
Através da escuridão
Eu sinto o palpitar do coração dela próximo ao meu
Ela é o mais doce amor que eu poderia encontrar
Então eu acho que caçarei por toda parte
Toda parte...
Você sabe o que significa te amar?
Eu estou caçando por toda parte
E agora ela está me dizendo
Que tem que ir embora
Eu sempre caçarei por toda parte
Faminto por você
Assisto dilacerar me em pedaços
Caçando por toda parte
Oh, não há fim nas distâncias que irei percorrer
Oh, por você eu estarei caçando por toda parte...

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Ela dormia profundamente. Ele estava acordado. Ainda não acreditava no que acabou de acontecer. Aquele anjo, ali, tão perto, respirando leve e docemente. A luz do luar entrava pelas janelas da cabine e ajudava as lamparinas a iluminar o ambiente, permitindo que Jack enxergasse a garota adormecida. Olhava-a com um carinho que não se imaginava capaz de sentir. Inclinou-se e beijou levemente o ombro da menina, que estava de costas para ele. Ela se mexeu e o lençol que a cobria deslizou, deixando à mostra suas costas. Quando ia ajeitar o tecido, percebeu uma marca nas costas de Julie. Chegou mais perto e afastou mais o lençol, e pôde ver o resto da marca, e mais uma. Fez com que a moça deitasse mais um pouco, e viu mais uma marca, e mais outra, e mais outra, e outra ainda... As costas tão belas e felinas eram totalmente marcadas, assim como os ombros e parte dos braços que podia ver. Sentiu um forte aperto no coração naquele momento, o fundo dos seus olhos de repente pareceram arder, um nó na garganta.

- Ah, Julie... – suspirou baixinho. Imaginou o quanto a menina devia ter sofrido. Com certeza alguém já havia descoberto que o jovem Julian era uma garota, e Jack sabia o que acontecia quando uma mulher era descoberta em um navio pirata. Tortura. Sofrimento. Feridas físicas e psicológicas. Nunca havia enfrentado isso no Pérola Negra, mas sabia o que podia acontecer. Um forte sentimento de piedade pela garota se apossou de seu coração. Teve vontade de protegê-la, cuidá-la. Beijou levemente as marcas. Adormeceu.

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Ele dormia profundamente. Ela estava acordada. Acordou num salto, na verdade. Ao perceber onde estava, Julie lembrou do que aconteceu naquela noite. Sorriu, feliz enfim. No momento em que foi levada até a cama ela sabia o que iria acontecer, e com a certeza veio todo o pavor que as lembranças disso lhe despertavam. Sexo, para ela, significava dor. Mas ele havia sido gentil com ela, e sentiu o carinho que ele lhe transmitia. Pela primeira vez não se sentira invadida, mas era com prazer que o recebera. Aquela, sim, havia sido a sua primeira vez. Durante a noite, pôde ver as marcas no corpo de Jack. Feridas provocadas por tiros, as muitas escoriações em todo o seu braço esquerdo (mostrando claramente que ele quase o perdera), a letra "P" feita com ferro em brasa no braço direito, as muitas marcas de espada em seu corpo. Era dura a vida de pirata. Lembrou do pai. Ele também tinha muitas escoriações. E ela mesma... quantas marcas, de batalhas travadas contra os mais variados inimigos, e de quando não tivera nem a chance de lutar. E por lembrar disso... Oh, não! E se a vissem saindo da cabine do capitão? Levantou-se e vestiu-se. Olhou mais uma vez para aquele que a havia feito se sentir mulher pela primeira vez. Beijou levemente sua testa e saiu.

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A fuga de Taquaré foi bem sucedida, e por enquanto a tripulação do capitão Ramone estava numa ilha de nenhum movimento português, chamada por eles de Valadares. Bem próxima dali estava a Vila de Nossa Senhora do Rosário de Paranaguá. Já havia amanhecido quando lá chegaram.

Estavam embrenhados na mata. Escondidos. Por enquanto estavam livres de qualquer milícia.

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O dia passou como todos os outros. O grumete limpava o navio, o capitão gritava ordens. Quando se cruzavam, Julie abaixava a cabeça, Jack olhava torto, e por vezes lhe lançava alguma tarefa. Gibbs foi o único a estranhar o fato do capitão não importunar o jovem Julian. Mas apenas "o garoto", o capitão e Elizabeth – que vira Julie entrar na cabine de Sparrow – sabiam o que realmente acontecia. Porem, a pequena morena, mesmo feliz pela noite que passou, ainda estava em dúvida quanto ao que aconteceu. Como assim, se arrepender pela manhã? Ouvira direito? Desde que saíra da cabine Sparrow com a lua ainda brilhando e os primeiros matizes da madrugada pintando o céu – e passou na cabine de Elizabeth para pegar as roupas de volta – só o vira novamente pelo convés, e as únicas palavras que ele lhe dirigira foram uma ordem para ajudar na cozinha e outra para subir à gávea. Continuava absorta em seus pensamentos – e em como as bolhinhas formadas pela água jogada no convés se tornaram interessantes de repente – quando Gibbs a chamou.

- Julian. Julian!

- Ah, desculpe – pulou o grumete.

- O capitão quer que você leve rum para ele.

- E-eu?

- Sim, e do rum que há no porão. Jack insistiu que você fosse levar.

A menina pegou o esfregão e o balde e foi para o porão. Largou-os por lá e revirou o local atrás da bebida, e lembrou de quando tropeçou no cabo do esfregão, indo parar nos braços de Jack. Um arrepio percorreu seu corpo. Sorriu. Encontrou uma caixa. Abriu. Nada. Teria de ir de mãos vazias. Maldição.

Subiu as escadas e atravessou o convés com o andar levemente arrastado que inventara para Julian. Como estava difícil naquele dia se fazer passar por homem, agora que se sentia tão mulher! Bateu na porta da cabine de Sparrow, e disse com a voz grossa que usava há sete anos.

- É o Julian, capitão.

A porta se abriu. Jack estava sozinho.

- Er... Não há mais rum no porão – disse, mantendo a voz, porem embaraçada. Jack manteve–se em silêncio por alguns instantes.

- Feche! Feche-a! – disse, por fim, fazendo um trejeito e apontando a porta. Julie obedeceu. Ao passar a chave, virou-se e encontrou Sparrow quase colado a si.

- Não era rum o que eu queria.

Jack aproximou o rosto cada vez mais. Todo o corpo de Julie estremecia enquanto os lábios dele cobriram os seus de maneira exigente.

- Senti sua falta, Julie... você saiu sem me acordar...

- Era necessário – respondeu entre suspiros – se me pegam...

Jack se afastou um pouco, olhou para a garota, parou com um pé na frente do outro e exibiu as palmas das mãos para cima.

- Mas eu sou o capitão! – falou, fazendo seus habituais trejeitos – e não sou qualquer um: sou o CAPITÃO JACK SPARROW! - dedo em riste – E ninguém aqui está apto a me contrariar, ou a qualquer um sob minha proteção. Não vê a Elizabeth?

Julie sorriu e o beijou num rompante.

- Hum, foi inesperado! – abraçou a cintura da menina. Mas o sorriso dela sumiu de repente.

- Mesmo assim... prefiro continuar desse jeito... – Jack pôde ver um súbito medo se estampar nos olhos dela. levantou seu rosto para ele com dois dedos. Havia um princípio de lágrimas neles.

- O que você esconde, menina? – disse baixinho e a abraçou, sem perder o ar engraçado de conquistador – quero saber o que seus olhos escondem... e também a ...

Batidas na porta interrompem o capitão, e ela se abre a tempo apenas do casal se soltar.

- Capitão! Precisamos de você no convés!

- Estou indo, Gibbs.

Julie estava em um canto da cabine, a cabeça baixa. Jack estava encostado em sua mesa. Esse foi o quadro encontrado por Gibbs ao abrir a porta.

E quanto a você, garoto – disse para Julie – se mais uma vez eu lhe mandar trazer rum e me vier de mãos vazias vai parar no próximo porto à nado! Agora saia daqui!

A menina saiu, apressada. Tentava a todo custo conter um riso nos lábios. Jack estava em polvorosa. Perdera outra oportunidade de saber da chave.

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Cap curtééésimo! Depois de tanta demora... Gomen, gomen mil vezes... Ando no meio de uma correria, tenho trabalhos e projetos pra entregar na facul, e em busca de um curso de teatro aqui em Curitiba... tá meo difícil de postar, já que uso o pc na facul...

Maaas... E então? O que acharam? A música é Hunting High and Low, do A-Ha, achei que tinha bem a ver com o cap.

Não pude deixar de comentar o tombo da Julie na forma de uma lembrança! É que foi um tombo típico meu, vocês não têm noção! A diferença é que não tem um Jack pra me pegar pela cintura TT A minha última estripulia foi feia (né, Polly? Kakakakkaka!), cês nem imaginam... Mas, sem mais delongas, vamos aos coments!

Anna Padfoot - Obrigada, amore! Valew a dica, mas é que de início não sabia se seria apropriado, devido a idade das meninas que entram aqui, mas quem aí que aos doze não assistiu Presença de Anita, né? Pode deixar que na próxima vai tar caprichado! Beijo!

Marília Quillin - Bigada, moça. Que bom que tá gostando! Faço a fic pra vocês! Bjx!

K - Antes de mais nada, putz, desculpa! Vc me add no orkut, né? Foi mal, é q fiquei um tempão sem entrar... Obrigada pelo elogio! Tua fic tá linda tbm, tá? Logo mais eu passo lá na Fúria do Destino que tá d+! Bjuuuuu

Lola - Lolita, luz de minha vida (já leu o livro do Nabokov?) O Jack, sabe né... Mas será ele um caso perdido ou abrirá os olhinhos para o amor? Só sei que se depender dessas gurias aqui do FFNet JACK SPARROW É O MAIOR PEGADOR! UHUU! Bjus p vc!

Lilys Riddle - Boa pergunta! Porque cargas d'água o rum acabou? E o vinho do bar da minha mãe? Saco... DRUNK UP ME EARTIES! Também gostei desse sinal de rspeito, mas sabe, né? Vindo do Jack, tudo é possível... Té +, guria! Bjooo

Taty Black - Eu também gostei de escrever, e fico feliz em ver que vocês estão curtindo! Dá mais ânimo de escrever! Beijão!