Miss Geek - Wow! Pois é Kori tem um segredo que ela mesma não sabe. Ela achou que se tratou apenas de um sonho, mas sabemos que é uma lembrança reprimida.

Talvez, ela tenha medo de como Jason reagira quando ela descobrir que é algo real. Cuspi a água que bebia, eu como escritora dos quadrinhos? Você está sendo muito generosa comigo.

No Capítulo Anterior: Decidida a deixar essa loucura de lado, ela fechou os olhos e se aconchegou mais contra ele, disposta a ter um merecido descanso.

XxxX

''Because of you, I never stray too far from the sidewalk
Because of you, I learned to play on the safe side, so I don't get hurt
Because of you, I find it hard to trust
Not only me, but everyone around me
Because of you, I am afraid''

[Kelly Clarkson- Because Of You]

A claridade forte dos raios de sol invadia o quarto, por entre os vãos da cortina e incidia na face, do homem adormecido.

Em um momento, as pálpebras de Todd tremularam. Um junco se formou entre as sobrancelhas. A consciência lentamente lutava pra vir à tona. Todd lançou o braço por cima dos olhos.

Um cantarolar começou a invadir os seus ouvidos. O homem grunhiu tornando-se mais desperto, e virou-se de lado.

O cantarolar, se tornou mais alto e mais alto e se transformou numa canção.

Because of you, I never stray too far from the sidewalk

Jason tateou o colchão. Ele amava Kori, mas... A voz dela era de sangrar os tímpanos!

Ele encontrou um travesseiro e o colocou sobre a cabeça.

— Because of you, I learned to play on the safe side, so I don't get hurt

Ele gemeu e se revirou na cama.

— Becauseeee

Deus do céu! Jason se sentou na cama. Pareciam dois gatos se pegando!

Ele passou as mãos pelo o rosto, suspirou e lançou um olhar de desalento para o criado-mudo, especificamente, para o relógio-digital, 11h45min AM.

Bem, pelo menos, ele tinha dormido um pouco, já que tinha passado boa parte da madrugada acordado expondo sobre seu passado, e depois... Um sorriso satisfeito brotou no rosto dele.

O barulho da água caindo do chuveiro, o fez olhar para a direção da porta do banheiro.

É de lá que vinha a cacofonia. Jason afastou o lençol, e levantou-se.

Ele marchou nu até lá, agarrou a maçaneta da porta, a abriu e entrou.

Jason fechou a porta, cruzou os braços e se encostou contra a parede fria de azulejos.

Because of you, I never stray too far from the sidewalk - Kori deslizava o sabonete pelo o corpo se ensaboando.

Jason tombou a cabeça pra melhor apreciar a vista. A voz era tenebrosa, mas o corpo divino.

Em um determinado ponto, Koriand'r virou a cabeça antes de volta-la novamente pra frente.

— Sua mãe nunca te disse que é feio encarar.

Todd sorriu torto e se aproximou. Ele a abraçou por trás envolvendo os braços ao redor dela. A água morna começou a encharcá-lo.

— Nunca fui um menino muito obediente. E... Não tem nada aí, que eu já não tenha visto.

Kori se inclinou pra trás e colocou uma mão por cima da dele.

— Você sempre tem algo a dizer em seu favor.

— O que eu posso fazer?- a mão de Jason subiu. — Eu tenho um raciocínio rápido.

— Pelo o jeito não é só o raciocínio – a ruiva retorquiu, ao sentir ''algo'' a cutucando-a.

Jason riu.

— É muita tentação pra um cara.

Os dois ficaram abraçados, até que não aguentaram mais, e se pegaram com entusiasmo.

É. A conta de água de Harper... Viria mais cara esse mês.

...Dia Seguinte...

O inevitável chegou. No domingo à tarde, um carro estacionou em uma das vagas, de uma clínica de reabilitação.

Kori sentada no banco de trás, ergueu o olhar, e observou através do vidro da janela, a ampla fachada, com os descritores ''Park Row Clinic''*.

Ela desviou os olhos e olhou para o lado. Lince mordiscava o lábio em um gesto claro de nervosismo, e pressionou a palma da mão na barriga imperceptível de grávida de dois meses.

Talvez, fosse uma forma dela de acalmar os ânimos, e garantir a si mesma que dessa vez, seria diferente porque havia um propósito maior, pra Roy realmente se entregar ao tratamento e lutar com tudo o que tinha, pra domar o vício.

Kori colocou a mão suavemente por cima da mão da morena.

— Você não pode ficar nervosa – a ruiva sorriu carinhosamente. — Vai fazer mal pro meu afilhado, ou pra minha afilhada.

Kori ainda estava em êxtase. Ela seria madrinha, porque estava com Jason, que segundo Lince, obviamente ocuparia o cargo de padrinho, por ser o melhor amigo do pai do bebê.

A cara de Jason foi... Impagável ao ouvir isso. Ele arregalou os olhos, ficou pálido, pôs a mão no peito, parecendo que ia sofrer a qualquer momento, um ataque cardíaco.

Se ele reagiu assim, com a notícia de que seria o padrinho de uma criança, Kori suspeitava que se algum dia, ele recebesse a notícia de que seria pai, cairia mortinho da Silva.

Lince suspirou e retornou o sorriso a garota.

— Você tem razão.

O silêncio então encheu o interior do veículo.

Na frente, Jason no banco do motorista, lançou um olhar de relance a Roy, no assento ao lado dele.

Harper encarava a clínica de forma fixa pela a janela.

— Bem... – o ruivo passou a língua pelos os lábios, e se virou, trancando o olhar com o melhor amigo. — Vamos acabar logo com isso.

Jason assentiu.

As portas se abriram, e simultaneamente todos desceram. As portas do carro foram fechadas, e o grupo parou para olhar para o prédio por um momento.

Jade se aproximou e entrelaçou os dedos da mão com a de Roy. Ela deu um suave aperto o encorajando. Roy a fitou, lembrando a si mesmo porque estava fazendo isso.

Pelos os dois amores dele. Por Lince, e pelo filho que estava a caminho.

E isso foi o bastante. O arqueiro começou a caminhar em direção à clínica, de mão dada com a namorada.

Jason e Kori seguiram logo atrás, abraçados, dando privacidade ao casal.

Na calçada em frente à porta do local, Harper depositou a mochila que trazia os pertences no chão, e virou-se ficando de frente pra Lince.

Um bolo se formou na garganta da morena, e mesmo que ela tivesse todas as habilidades eximias de um assassino, não evitou que ela derramasse algumas lágrimas.

O coração de Kori se partiu, e ela escondeu o rosto no peito de Jason, deixando cair às próprias lágrimas. A mão de Todd subiu e afagou o cabelo ruivo.

Roy levou as mãos ao rosto da mulher que amava, os olhos verdes querendo transbordar por vê-la assim.

É por isso, que ele não queria que ela viesse. Das outras vezes, em que se internou foi apenas ele e Jason. E já tinha sido difícil.

Com ela que bateu o pé e estava aqui agora então...

Harper olhou pro céu, na tentativa de reunir algum controle sobre as emoções. Porém... Quando sentiu as mãos de Lince agarrar fortemente o tecido da camisa dele, e a ouviu soluçar... O controle foi por água abaixo.

As lágrimas banharam o rosto do homem, e ele trouxe a mulher de encontro a si, e a abraçou apertado.

— Ei... - a voz dele quebrou. — Não é como se eu estivesse indo pra cadeira elétrica – ele riu tristemente. — E você vai poder vir me visitar, como das outras vezes.

— Eu... Sei – Lince ofegou. Ela fechou os olhos e inalou o cheiro dele. — Deve ser esses hormônios malucos da gravidez.

Harper acariciou o longo cabelo negro com carinho.

— Falando da gravidez, lembre-se do que combinamos. Que você vai chamar a sua irmã, pra ficar com você. Você pode passar mal, e eu não quero que você esteja sozinha naquele apartamento.

Lince assentiu. Ela e a irmã, Artemis, já estiveram em terrenos rochosos, mas hoje, tentavam reconstruir o relacionamento.

— Se isso te deixa mais tranquilo, tudo bem.

O ruivo desfez o abraço, mas continuou a segura-la.

Havia tanto sentimentos, ali entre os dois.

Dessa vez, foi Lince quem o confortou. Ela levou as mãos ao rosto de Roy, e secou as lágrimas que desciam.

— Seja forte. Vença esse vício de uma vez por todas – ela sorriu amorosamente. — Eu estarei te visitando frequentemente. E vou te ligar... Todos os dias. Eu te amo, Harper.

Roy bateu seus lábios contra os dela. Suas bocas se moviam em um frenesi. Suas testas se encontraram quando o beijo cessou.

— Eu também te amo Jade Nguyen. Assim como esse filho que está a caminho.

O casal abriu os olhos e Roy limpou as lágrimas que teimavam em descer no rosto da mulher.

Os namorados abraçados se viraram, vendo os amigos afastados na calçada. Kori nos braços de Todd olhava para o fluxo morto da rua, dando-os privacidade, enquanto Jason a segurava, e fazia o mesmo.

— Ei casal – Roy atraiu a atenção de ambos que o encararam. — Uma despedia seria legal.

Os dois se aproximaram. Lince soltou Roy, e se afastou dando espaço para os outros.

Harper trancou os olhos verdes com os verdes de Kori, e abriu os braços pra ela.

— Venha aqui, Lince é ciumenta, mas pra você ela abre uma exceção.

A morena riu querendo soca-lo.

A ruiva se aproximou.

— E eu sei que Jason é ciumento – Harper acrescentou quando a envolveu em seus braços. — Mas ele sabe, que a garota dele pra mim é homem.

Kori riu ao passar os braços em volta de Roy.

—– Jason está inseguro - o ruivo confidenciou baixinho. — Ele me contou mais cedo que disse que te ama. Ele sabe que você gosta dele. Mas não sabe se é o suficiente. Talvez, você deva descobrir por si mesma, se já deixou o passado ir, ou se ainda está presa a ele.

Koriand'r balançou a cabeça. Roy a soltou, e a garota enfiou as mãos nos bolos da calça jeans, absorvendo o conselho.

O arqueiro se aproximou do melhor amigo.

— Não me substitua. Logo eu vou estar apto pra voltar ao trabalho.

Ele apontou o polegar pra Kori. — A não ser que ela me substitua no período em que eu estiver ausente, já que ela faz parte da família.

Jason ignorou o absurdo. Ele já estava acostumado com a imaginação fértil do ruivo.

— Eu sempre soube que você era uma cadela possessiva, Harper.

Roy lhe mostrou o dedo do meio.

Então... A expressão dos dois se tornou séria.

— Cuide da Lince se algo surgir enquanto eu estiver internado.

— Eu o farei.

O ruivo estendeu a mão, e Jason a apertou.

Logo, os irmãos de alma trocaram um abraço.

Roy recolheu a mochila, e passou pela a porta da clínica direcionando um último olhar para as pessoas que o fitavam.

Ele abanou a mão, e então entrou.

XxxX

Na tarde do outro dia, um carro parou em frente à casa dos Anders.

No interior do veículo, Kori despassou o cinto.

— Acha que a Lince ficou bem?

— Pela centésima vez, sim – o ex-Robin repetiu, o que já tinha falado, como um perfeito disco arranhado, durante quase todo o trajeto inteiro de volta a Gotham.

— Ela está com a irmã, que nós vimos com os nossos próprios olhos que chegou. E se alguma coisa porventura acontecer ela vai me ligar.

A ruiva meneou a cabeça.

— Eu vou ligar pra ela mais tarde.

O homem assentiu e retirou a chave da ignição.

As portas se abriram, e o casal desceu.

Jason marchou pro porta-malas, e retirou de lá a bolsa com as roupas que Kori tinha levado.

A garota o esperou na calçada e assim que ele se aproximou, envolveu a mão no braço dele. Ambos subiram em silêncio, os poucos degraus da varanda de entrada da casa.

Todd depositou a bolsa em uma cadeira de balanço. Em seguida, envolveu as mãos na cintura delgada da garota, e a trouxe para si.

A ruiva sorriu e passou as mãos ao redor do pescoço dele.

— Tem certeza de quer mesmo ficar aqui? Podemos ir pro meu apartamento.

— Tentador. Mas... Eu preciso deixar que a minha família me veja – ela riu diante da expressão de cachorro que caiu da mudança que ele fez.

— E... – a ruiva o beijou brevemente. — Eu preciso recuperar as matérias da aula desta manhã que eu perdi.

Kori amava o que estudava. Embora fizesse bicos como modelo, graças a estonteante beleza que possuía o que ela amava mesmo, era estar atrás, da câmera.

Captar o mundo através da lente de uma câmera era... Único.

Desde o sorriso simples de uma pessoa, o brilho no olhar de alguém que recebeu uma boa ação que não esperava. Os detalhes, as cores riquíssimas da natureza.

Ela simplesmente amava registrar cada detalhe. Ela amava a fotografia.

— Tudo bem. Mas você vai ficar me devendo – Todd esboçou um sorriso cheio de segundas intenções.

— Anotado.

A ruiva encurtou a distância e colou os lábios sobre os dele.

Os momentos que passavam juntos, sempre pareciam passar rápidos demais. Era uma coisa... Louca, mas eles pareciam completos só quando estavam juntos.

A garota envolveu as mãos nos cabelos sedosos pretos, enquanto as bocas dos dois se moviam em total sincronia.

Ela quebrou o beijo, quando sentiu uma mão empolgada apertando publicamente aonde não devia.

— Jason – ela riu incrédula. — Há uma coisa chamada janela, e outra porta.

— Hã?

O coitado ainda estava muito apanhado no calor do momento.

Koriand'r rolou os olhos.

— As pessoas podem ver através de janelas, gênio. E sair a qualquer momento de uma porta. Se Galfore te pega apalpando o meu traseiro, aí sim você pode perder a esperança de cair nas graças dele.

Todd abriu a boca pronto pra falar, mas alguém foi mais rápido.

— Talvez Galfore não veja. Mas eu estou tendo a infelicidade de ter que presenciar isso.

Kori congelou. Ela se agarrou aos ombros fortes de Jason em choque ao ouvir aquela voz, que ela não tinha escutado por meses. Ela olhou pra expressão de Jason que se fechou. Isso não ia ser nada bom.

O casal se virou, com Jason se posicionando na frente, embora isso não a impediu de vê-lo.

Richard Grayson parado no gramado olhava para os dois com os olhos injetados em sangue.

Ele concentrou os olhos na figura do irmão adotivo, o olhar gritando... Traição.

— Fique. Longe. Dela – ele rosnou.

Todd balançou a cabeça diante da audácia.

— Acho que não.

Os olhos assustados de Kori focaram nos azuis de Richard.

Ele nem sequer piscou, ou tirou os olhos do irmão.

A ruiva focou na imensidão daqueles olhos que um dia, significou tudo pra ela, esperando sentir o familiar puxão que sentiu todas às vezes, em que olhou nos olhos dele no passado.

Nada. Ela não sentiu absolutamente... Nada.

Aqueles olhos eram apenas... De um mero conhecido. Não lhe eram atrativos, emotivos, ou sequer lhe roubavam o fôlego.

Kori desviou rapidamente o olhar e fitou as costas amplas do único homem, que lhe arrebatava todos os sentidos, com apenas um único olhar.

Ela agarrou um punhado da jaqueta de Jason.

Entendo finalmente que o amava.

Flashes percorreram a cabeça dela, dos momentos em que ele pouco a pouco, foi construindo o seu espaço no coração dela.

— Então, o garoto de ouro terminou com você?

Ela levantou a cabeça surpresa deixando o marcador pender na página do livro aberto, absorvendo os traços do rosto do homem parado a frente dela.

É bom ver você também. Você sabe as pessoas geralmente cumprimentam as outras primeiro depois de muito tempo sem se verem.

O homem instintivamente abriu um sorriso sarcástico.

Nunca me importei com as regras de etiqueta.

...

Estive ajudando um amigo meu a sair de algo pesado que ele se envolveu.

Ela se sentiu embriagada. Sentindo a região do rosto queimar onde a mão dele ainda repousava. Os olhos dele a fitavam com tamanha intensidade, que ela se viu presa, como se uma atração eletromagnética a forçasse a permanecer focada naqueles olhos, que pareciam gritar tantas coisas pra ela.

...

Olhando para os olhos dela mais uma vez como se buscasse permissão ele se inclinou, e a aproximou mais de seu corpo.

Ela não recuou. Ela já não tinha qualquer domínio sobre os seus sentidos.

A dança havia parado para eles, mas não a música. E os outros casais ainda dançavam.

Os narizes roçaram um do outro e os olhos se fecharam em antecipação, sentindo a respiração quente um do outro em seus rostos e as batidas descompassadas dos corações que mais pareciam um tambor.

Ele finalmente, selou os lábios nos dela.

...

Existe um... Nós?

Poderia existir se você não fingisse que não rolou uma química entre nós naquele bar.

...

Agilmente, ele a puxou pela a mão, virou-a pra si e grudou seus lábios nos dela de uma forma faminta, deixando a língua invadir a boca dela sem nenhum pudor. Isso sim era um cumprimento decente pra ele.

...

Kori?

Ela se afastou num sobressalto. Olhos torturados azuis e extremamente cansados como se tivessem visto e passado pelas as piores maleficências do mundo olharam pra ela.

A angústia que ela encontrou no fundo daqueles olhos a machucou até as entranhas, fazendo com que ela ofegasse.

Ela moveu a mão para o rosto de Jason. A palma da mão segurou o maxilar forte enquanto o polegar acariciou ternamente a bochecha.

Isso.

...

Acho que... Realmente eu te amo.

Ela abriu a boca em choque. Ela olhou pra ele completamente aturdida.

Acho que... – Ele esboçou um sorriso embaraçado. — Te amei desde a primeira vez que te vi.

...

Eu voltei depois de saber após meses atrasado que você estava disponível.

Ela retornou a atenção aos olhos dele. As emoções lá a deixaram sem ar.

Ele levou as mãos ao rosto dela. Ele se inclinou na direção dela, e a respiração dela acelerou, assim como o coração. Ele a olhava com tanta, adoração.

...

Ele ergueu a cabeça e a encarou surpreso.

Você tem certeza?

Ela puxou levemente o cabelo dele, recebendo um gemido rouco da parte dele.

Eu nunca estive tão certa em toda a minha vida.

Ele esboçou um sorriso genuíno. Um que só ela, conseguia arrancar dele.

Eles se encararam por um segundo, e quando deram por si, já tinham voltado a se beijar.

Ela não estava presa ao passado. Kori saiu do estupor.

Uma raiva fervente borbulhou, e ela só viu vermelho.

Como esse espírito de porco, que a deixou em cacos antes, tinha a cara de pau de aparecer e de fazer exigências, como se ainda tivesse algum direito sobre ela?!

Ela marchou possessa e se interpôs, entre a batalha sangrenta de olhares que os dois homens travavam.

Ela encarou Grayson com toda a fúria que possuía.

— Quem diabos você pensa que é pra aparecer na minha casa desse jeito?! E como você se atreve a falar com o homem que eu amo dessa maneira?! – ela tinha uma vontade súbita... De arrancar à cabeça dele.

CONTINUA

Park Row Clinic – no original é Hospital, no lugar de Clínica.

Estamos em reta final.

Abraços.