Reviews:

Lloiza: Aaah, eu precisava usar o "quem é o bofe"... Tiago tah bem lerdinho mesmo. Mas não por muito tempo.

Sophie: Eeeh, to precisando aprimorar umas ideias para APUS, para escrever um capitulo beeem aprimorado para que vocês recebam o que merecem. xD BjinhOs

Mari: não posso revelar nada sobre a mãe biológica da Lil, nem sei quem vai ser ainda. xD To postando. Tardiamente, mas to aqui.

Alice: Essa sociedade vai dar o que falar! Vai ser pura provocação! Hasuhsauhsaas. xD BjinhOs

Anna Leal: Ebaaa! Que booooom que está gostando. Sempre ótimo ter mais alguém acompanhando a fic! xD

: Oii! Ah, ninguém gosta da Petúnia. Fato. Todos esperam muito da sociedade. Esse primeiro encontro não vai dar em muita coisa. Mas prometo mais provocação nos outros. Ah, bom, pensei sobre uma participação do Sirius. Espero atender aos seus pedidos daqui a uns dois capítulos.

Mila Pink: ahsuhsausahsa. Curiosidade até hoje não matou ninguém... Prometo testar essa teoria o máximo possível! Petúnia aproveita todas as oportunidades para acabar com tudo, né? BjaOO

Beleite: Ri muitooo da sua review. xD

"-Eu posso pensar em muitas coisas que quero fazer com você em uma sala escura."Adorei essa parte também. A resistência da Lily é realmente impressionante. Vou ver o que posso fazer com a sala escura. xD e bom, seus personagens continuam sendo os mais pervertidos. Ahsushausahsa. Os meus continuam com roupa, né? por enquanto.

Gabi: Lily tenta sempre ser sensata, né? Triste pelos pais, mas a vida não pode parar. Ela tem que se ajeitar no mundo bruxo como os pais esperavam que ela fizesse. =D

Paulinha: Você resolveu me dar o ar de sua graça, éé? Sim, sim, review 100! Vai ganhar presentinhooo! Demorei um pouquinho, mas to aqui. Com capitulo novo! :*

Helena Black: Que bom que está gostando. Continue acompanhando a fic! Bjoo

Lina: Oii! Ah, sem problemas pelo atraso. Eu não estou muito adiantada também, né? Sim, eles são SÓCIOS! \n.n/ Onde você moraa? Talvez eu de um jeito e mande uma balinha pelo correio! Sashausahuhsa. Pq minha imaginação tah com um graaaande problema! Até os capítulos estão meio empacados. BjinhOOs.

Beatriz Cotrim: Bom, se vocês conseguirem não resolver o mistério até o final da fic, já fico feliz. Que bom que está gostandoo! BjinhOs.

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Fogos de Artifício

Décimo Primeiro Capítulo

Lily POV

Acordei levemente preocupada com o que tinha feito no dia anterior. Tudo bem, não levemente. Totalmente preocupada.

Provavelmente esse era o pior trato que eu faria em toda a minha vida.

Eu provavelmente não estava sóbria quando apertei a mão de Tiago Potter.

Mas agora estava feito.

E eu levaria isso até o fim.

Os fins justificam os meios. Não foi isso que disse Nicolau Maquiavel?

Quando eu saí do banho, Lene e Alice ainda estavam dormindo. A única acordada era Claire Soriano que estava parada com os braços cruzados perto da minha cama. Fingi que não a tinha visto e me dirigi para o baú que ficava ao lado da cama, separando alguns livros que utilizaria.

-Evans. – ela me chamou e eu me virei lentamente.

-Sim? – respondi no meu tom mais inocente possível.

-Você sabe sobre o que eu quero falar. – ela disse parecendo óbvia – Eu vi o Ti saindo do nosso dormitório. E você estava aqui sozinha. Além disso, ontem eu perguntei para o Black onde o Tiago estava e ele me disse que ele tinha dito que ia sair com você.

Primeira missão do dia: matar Sirius Black.

Ele com certeza tinha se divertido ao distorcer a verdade para a garota.

-O nosso amor, é infinito. E não vai ser uma vadiazinha como você que vai estragar tudo com esse seu jogo de santinha. – ela continuou.

Ok, desisto da minha missão. Ela merece.

Talvez eu mude o objeto da missão... Ao invés de matar Sirius eu poderia cuidar da Soriano...

-Evans! Você está me ouvindo? – Claire gritava.

-É claro, querida. – disse, em um falso tom amistoso – Eu estou louca pelo seu namorado. – ironizei.

-Eu sabia. – ela disse, não sentindo o sarcasmo.

-Claire, essa é a última vez que eu te direi isso: eu não estou atrás do Potter. Se ele não gosta de você, eu não tenho nada a ver com isso! Continuaria do mesmo jeito se eu não estivesse aqui. – eu disse nervosa.

-Ela tem razão. – Marlene disse. Ela tinha acordado e estava sentada em sua cama enquanto nos ouvia discutir.

Soriano bufou irritada e entrou no banheiro batendo a porta com força.

-Você deveria tê-la irritado por mais tempo. Agora eu só vou tomar banho quando ela sair. – Lene reclamou.

Algum tempo depois, eu, Lene e Lice descíamos para o Salão Principal.

Os Marotos já estavam sentados na mesa, e eu procurei um lugar distante deles para me sentar, mas Alice queria ficar perto de Frank que estava ao lado deles. Assim, eu me vi sentada entre Potter e Black.

-Oi Lily. – Potter disse.

-É Evans, Potter. – respondi secamente.

-Mal jeito, Pontas. – Sirius comentou desagradavelmente.

-Eu estava pensando Lily, você não gostaria de sair comigo um dia desses? – o garoto perguntou sorrindo.

-Minha resposta não mudou, Potter.

Ele abriu a boca para responder, mas foi interrompido pela sua namorada.

-Ti! – ela disse animada, sorrindo para ele, não sem antes me lançar um olhar ameaçador.

-Claire, eu não... – ele começou a dizer.

-Tiago, eu sei que você não estava bem e eu te desculpo por tudo o que você disse. – ela disse sorrindo, como se estivesse doando um fundo de milhões de dólares para uma entidade em apoio aos Elfos Domésticos.

-Você não entendeu, eu não estava bêbado. Eu sei exatamente o que eu disse e eu acho que se tem alguém a ser desculpada, essa pessoa é você. Nós não temos mais nada. – ele disse firme.

E por alguma razão, eu me senti mal. Eu odiava Claire Soriano. Fato. E também não gostava de ver o Potter com ela. Algo que eu nunca entendi. Mas se de algum modo ele fosse um namorado fiel, ele não seria uma pessoa tão ruim quanto me parecia ser.

Agora minha vida parece um clichê horrível.

-Ti, você não vai me trocar por ela, vai? – ela continuou com a voz chorosa apontando para mim.

-Ele bem que queria, Claire. Mas a Lily não aceitou a troca. – Sirius comentou, fazendo Potter olhar para ele furioso.

-Você me ama, Tiago Potter. Espero que perceba isso, antes que se envolva com essa aí. – ela concluiu furiosa, saindo do salão com passos firmes.

-Ok, você terminou com sua namorada, e agora eu estou sendo ameaçada. – bufei para Potter e ele apenas sorriu para mim.

-Não acho que as ideias de tortura de Claire sejam muito perigosas... No máximo ela achará que se você estiver com uma das unhas quebradas terá vergonha e não se aproximará de mim. – ele comentou displicente.

-Se eu morrer, Potter, ou se tiver alguma unha quebrada... – acrescentei lembrando-me do que ele tinha dito – Você irá sentir muito remorso. E se não sentir, eu farei com que sinta. – conclui em uma voz que esperava soar ameaçadora.

-Não se preocupe, Lil, se ela tentar alguma coisa, eu apenas irei salvá-la novamente. – Potter respondeu sussurrando, e por algum motivo eu senti o ar ir embora por um segundo.

-Acho o seu comentário totalmente desnecessário, Potter. – enfatizei seu sobrenome.

-Você não acha que agora que somos sócios – ele enfatizou a palavra que eu tinha utilizado no dia anterior – poderíamos nos chamar pelo primeiro nome, Lil?

-Não vejo por que, já que a única coisa que cria uma relação entre nós são os negócios.

-Tudo bem. Encontre-me hoje, depois das aulas na biblioteca. – ele concluiu em voz baixa para que ninguém ouvisse e eu me levantei para ir para a aula.

Não sei se é necessário mencionar isso aqui, mas preciso comentar que passei o resto do dia pensando no meu encontro com Tiago Potter.

Isso não é um encontro.– lembrei a mim mesma.

Na verdade, tecnicamente é sim um encontro. – uma voz na minha cabeça respondeu.

Um encontro de negócios.

Mas ainda assim um encontro. E você mal pode esperar para vê-lo.

Isso é mentira.

Eu estava na sala do professor Flitwick, esperando que a aula começasse. Não havia mais ninguém na sala.

-Imaginei que você estaria aqui. – Giulia disse entrando na sala.

Não pude ficar mais agradecida. Eu realmente não queria continuar conversando com minha própria consciência. Quero dizer, isso não é normal, certo? Bom, Pinóquio fazia isso, e a vida dele não foi muito fácil... Embora no final ele tenha conseguido ser um garoto de verdade.

Isso é um ponto relevante.

Mas eu não queria ser uma garota de verdade. Eu já tinha isso.

Então, o que eu queria?

Que Tiago Potter desistisse de seus joguinhos estúpidos para tentar me conquistar?

-Lily, você está bem? – Giulia perguntou e eu tive que interromper meus pensamentos ilógicos.

-Melhor impossível. – murmurei melancólica, fazendo-a revirar os olhos.

-Eu sinto muito pelos seus pais. Eu... Bom, se você precisar de algo, saiba que pode pedir, ok? – ela concluiu com um sorriso simpático.

-Obrigada. E, de verdade, eu estou melhor. – eu disse.

Esse foi o momento em que os alunos resolveram entrar na sala em sua normal agitação e eu vi a conversa como encerrada.

Quando as aulas acabaram eu fui para a biblioteca com uma desculpa qualquer sobre algum trabalho atrasado.

Chegando lá Tiago Potter estava sentado em uma das mesas com uma pilha de livros e jornais velhos a sua frente.

-Por que você não conta a elas que está comigo? – ele perguntou assim que eu sentei em frente a ele.

-Não é que eu não queira contar que estou com você, Potter. – disse, me perguntando como ele sabia que eu tinha inventado alguma coisa para poder ir à biblioteca sozinha – Elas não sabem é o que estamos fazendo.

-Ah. – ele disse compreensivo – Bom, por onde você quer começar?

-Eu pensei que você já soubesse, Senhor-as-garotas-curtem-detetives.

-Bom, e eu sei. – ele disse pigarreando antes de iniciar seu discurso – Imagino que seus pais tenham tomado cuidado. Então não te registraram como bruxa, e você também não deve ter nascido em um Hospital bruxo. A primeira pergunta seria: ''de onde veio o bebê?". Então, imaginei que essa informação estaria em arquivos trouxas, mas nesses arquivos seus pais estariam registrados como Luke e Sarah Evans.

Talvez Tiago Potter fosse melhor em investigações do que eu pensei que ele seria. Ele tinha pensado em muita coisa.

-Eu pensei em olharmos jornais antigos procurando bruxas que tiveram filhos há dezessete anos. Ou arquivos de adoção trouxa.

-Tem um pequeno problema. Tem um álbum cheio de fotos de minha mãe grávida. Ela realmente estava grávida.

-Então temos que descobrir o que houve com o bebê e que sua mãe teve. – ele respondeu direto.

-E se... e se Petúnia estivesse mentindo? – eu perguntei – E se eu realmente tiver nascido trouxa?

Por um lado, eu sabia que as chances de eu realmente ter nascido trouxa eram mínimas. Mas eu não podia acreditar que eu tinha vivido em tantas mentiras por tanto tempo.

-Você não acredita realmente nisso. Você quer acreditar que seja mentira, e eu não a culpo Lil, mas você sabe que as probabilidades de ser verdade são maiores. – Potter afirmou e eu assenti. Quando olhei em seus olhos, vi que estes estavam fixos em mim e desviei o olhar, desconfortável.

Peguei um jornal da pilha e comecei a folheá-lo procurando por alguma notícia que nos interessasse.

-Oi Ti! – uma garota que aparentava ser do quinto ano veio até nossa mesa.

-Oi Lizzie. – ele disse.

-É Lucy. – ela respondeu parecendo decepcionada.

-Ah sim. – Potter disse passando a mão no cabelo, bagunçando-o ainda mais e a garota pareceu se esquecer que ele tinha errado seu nome, já que o olhava encantada.

-Eu me diverti muito aquela noite, Ti, espero que você me procure um dia desses. – ela falou sorrindo para ele.

-Claro, Lucy, eu te procuro por aí. – Potter respondeu sorrindo para a garota que saiu com um sorriso enorme.

Como ela podia ser tão idiota? Era óbvio que ele não a procuraria. Ele nem sequer se lembrava dela.

A inocência da garota me impressionava. Ela sofreria muito. Principalmente se continuasse saindo com garotos parecidos com Tiago Potter.

-O que foi Lily? – Tiago Potter perguntou percebendo que eu o encarava.

-É Evans para você. E eu não acredito que você não se lembre do nome dela!

-Ah Lils, você não espere que eu me lembre de todas as garotas que já beijei, certo? – ele perguntou, trocando o sorriso conquistador que usava com Lucy para um provocador, e acrescentou – Imagine se nós tivermos uma filha, qualquer nome que você resolver colocar nela eu terei que dizer "Ah, esse nome me lembra uma garota que beijei um dia". É melhor não saber nomes, confie em mim.

-Então, Potter, reze para que seu filho seja homem. A não ser que você tenha experiência com esse lado também. – respondi ácida.

-Vocês não acham que está meio cedo para planejar filhos? – Giulia disse se sentando ao nosso lado.

-Nós não estávamos planejando filhos. – eu disse rápida enquanto Potter ria.

-Acho que Lucas é um bom nome se quiserem mesmo um garoto. – ela continuou ignorando meu comentário.

-Eu pensei em Tiago. Como o pai. – Tiago Potter respondeu.

-E você com certeza espera que ele venha arrogante e convencido como você? – perguntei.

-Não necessariamente. Alguns dos sete podem ser inteligentes e orgulhosos como a mãe. – ele retrucou.

-Sete? – Giulia perguntou encarando Tiago Potter incrédula.

Dessa parte em diante da conversa eu não consegui ouvir mais nada que eles diziam. A discussão que se originou não passava de um zumbido. Minha visão começou a ficar embaçada. Os traços se confundiam em minha mente, e logo tudo que eu podia distinguir eram sombras pretas flutuando por todos os lados. Por um momento eu reconheci a voz de Giulia me chamando preocupada, mas eu não conseguia me focalizar.

E então, não tinha mais nada.

x.x.x.x.x.x

Eu estava correndo desesperada. Não consegui me localizar, só sabia que tinha que chegar lá rápido. Entrei em um cômodo no andar superior e fechei a porta. Tinha um berço no quarto, no qual um pequeno garoto me encarava com os olhos arregalados. Ele tinha os cabelos bagunçados e os olhos verdes como os meus.

Mas eu sabia que não tinha tempo para reparar nesses detalhes. Não conseguia localizar minha varinha em nenhum local próximo, então peguei tudo o que via pela frente e empilhei na frente da porta, para segurá-la.

Quando ouvi passos na escada o bebê começou a chorar.

Eu não sabia do que exatamente estava fugindo

O bebê chorava.

Soltei um grito abafado. A porta estava sendo forçada. Quando tudo o que estava a segurando finalmente cedeu, eu gritei de pavor.

E então, tudo estava escuro novamente.

x.x.x.x.x.x

Tiago POV

Eu estava discutindo com Giulia sobre minha teoria de montar um time de Quadribol, quando percebi que Lílian estava mais pálida que o normal.

-Lily! – Giulia a chamou, mas ela não respondia. – Lily!

A garota sacudiu a ruiva, mas Lily nem ao menos piscava.

Eu me levantei desesperado no momento em que ela fechou os olhos, e teria caído se Giulia não a tivesse segurado.

Eu a peguei no colo e nós corremos em direção à Ala Hospitalar.

-O que houve? – Madame Pomfrey perguntou quando entramos carregando Lílian ainda desacordada – Deite-a ali. – ela apontou para uma maca vazia.

Eu deitei Lily cuidadosamente na maca, observando seu rosto que estava extremamente pálido enquanto Giulia contava a Madame Pomfrey o que tinha ocorrido.

-Teremos que esperar que ela acorde. Tudo pode não passar de cansaço... – ela começou uma longa explicação, mas foi interrompida por um grito abafado.

Virei-me e vi Lílian agitada na cama, ainda com os olhos fechados, após algum tempo, ela soltou outro grito, este mais alto e agudo. Aproximei-me e peguei sua mão, que estava gelada.

-Lily, Lily, calma. – eu disse suavemente e percebi que ela se acalmou de repente, apenas voltando a dormir tranqüilamente.

-Ela vai ficar bem? – Giulia perguntou preocupada.

-Provavelmente, Srta. Cavalcanti.

-Provavelmente não é uma resposta muito tranqüilizadora. – a garota retrucou.

-Muitas coisas tem acontecido na vida da Srta. Evans, ela está bastante exausta. – eu ia perguntar sobre os gritos quando ela acrescentou – E ela vem tendo esse tipo de sonhos desde que sofreu a Maldição Cruciatrus.

Lene e Alice escolheram esse momento para abrir a porta com um barulho ensurdecedor. Sirius e Remo vinham logo atrás.

-Nós estávamos procurando a Lily e um garoto do primeiro ano disse tinha visto o famoso Tiago Potter carregando uma ruiva inconsciente. – Alice disse com a voz bastante alterada devido à preocupação.

-O que houve? – Marlene perguntou parecendo bastante preocupada.

-Lily desmaiou novamente. – Giulia respondeu.

-Ela precisa descansar, e eu tenho certeza que logo vai acordar se vocês continuarem gritando aqui. – Madame Pomfrey disse brava nos colocando para fora.

-Deixe-nos esperar que ela acorde primeiro. – Alice pediu.

-Não. Já se passou do toque de recolher. Espero que todos voltem ao seu dormitório devidamente. Sua amiga irá ficar bem. Estará na primeira aula de amanhã.

Assim, nos vimos fora da Enfermaria, enquanto a porta se fechava atrás de nós.

Estávamos andando em direção à Torre da Grifinória, tentando não chamar atenção de Filch e sua gata estranha, Giulia já tinha tomado a direção do Salão Comunal da Corvinal, quando ouvimos a voz do diretor se aproximando.

Olhamos para o lado procurando algum lugar para entrarmos, mas as salas deste corredor eram todas utilizadas como depósito.

-Ah, que agradável surpresa – Dumbledore disse quando nos viu.

Ele vinha acompanhado de Minerva McGonagall e Amanda Heyne, todos com expressões preocupadas.

-Imagino que vocês estavam visitando sua amiga. – ele continuou, parecendo ignorar nossas expressões – Ela já acordou?

-Não. – eu tomei a palavra quando percebi que ninguém iria responder.

-Nós iremos vê-la. E não achem que nós não percebemos que já se passou do horário. – o Diretor concluiu com um pequeno sorriso e continuou seu caminho para a Enfermaria.

Chegando ao Dormitório, eu fui o primeiro a tomar um banho. Vesti a calça do pijama, guardei os óculos e me deitei.

Fechei os olhos e fingi que estava dormindo. Depois de alguns minutos as luzes foram apagadas e os outros também se deitaram.

Eu queria entender o que estava acontecendo comigo.

Eu não sabia por que aquela garota me interessava tanto.

Ela era a segunda que me rejeitava. A primeira tinha sido Marlene McKinnon, e eu não criei nenhuma obsessão por ela. Então o fato de eu me impressionar tanto com Lílian Evans não era apenas ego ferido.

E de algum modo, eu tinha um instinto protetor com ela, vê-la sofrer me fazia mal. Era impossível descrever o que tinha sentido aquela noite ao perceber que os gritos que escutava eram dela. E o modo que ela havia ficado triste quando soube da morte dos pais, aquilo tinha mexido com algo dentro de mim, de uma forma que nenhuma garota tinha feito.

Eu já havia me sentido atraído por inúmeras garotas, mas tudo não passava de um interesse físico, e as dimensões desse sentimento estavam me deixando nervoso.

E eu tinha que admitir, estava soando como um veado apaixonado.

Lilian POV

Acordei me sentindo exausta. E como em um flash me lembrei de meu sonho.

Esse não era com os meus pesadelos usuais, esse era mais real. Era como se eu estivesse me lembrando de um fato, e não sonhando com ele.

-Como a senhorita está se sentindo? – a diretora da Grifinória perguntou, e eu pisquei algumas vezes até conseguir focalizar a imagem que me rodeava.

Madame Pomfrey, Amanda Heyne, Alvo Dumbledore e Minerva McGonagall estavam ao redor da minha cama. Ok, não era exatamente uma cama. Era uma maca da Enfermaria. E eu estava começando a ficar cansada da Enfermaria.

-Ótima. – eu respondi.

-O que a senhorita sentiu antes de desmaiar? – Madame Pomfrey perguntou, colocando a mão na minha testa.

-Eu estava ouvindo a discussão de Giulia e Potter, minha visão ficou embaçada e comecei a ver vultos, sombras por todo lado. – respondi tentando me lembrar claramente o que tinha acontecido.

-Você conseguia ouví-los? – a enfermeira perguntou.

-Sim, eu ouvia Giulia me chamando. Mas não conseguia responder. Era como se ela estivesse muito longe.

-Com o que a senhorita sonhou? – Dumbledore perguntou – É o mesmo sonho das outras noites.

-Não. Todas as noites em que não tomo a poção, eu tenho o mesmo sonho com... aquela noite. – respondi, sentindo minha voz tremer em nas duas ultimas palavras – Mas esse sonho de hoje, foi mais real. – disse, esperando que ele entendesse.

-O que aconteceu? – ele perguntou me encarando profundamente, e de algum modo eu me senti à vontade de contar a ele. Eu sentia que de algum modo, ele poderia entender. Então expliquei com o que tinha sonhado. – O que isso significa, diretor? – perguntei ao acabar meu relato.

-Imagino não ter a resposta a essa pergunta, Srta. Evans.

-Recomendo que a senhorita descanse mais um pouco. – a enfermeira disse enquanto eu percebia uma troca de olhares entre o diretor e a professora McGonagall – Tome essa poção, amanhã, a senhorita poderá voltar às aulas normalmente.

-Encontre-me em minha sala na hora do almoço, Srta. Evans – o diretor disse antes de se retirar com os outros professores.

Eu bebi a poção estranha e senti o cansaço tomar todo o meu corpo.

Em alguns instantes tinha mergulhado em um sono. Sem sonhos.

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N/B: Sempre terminando em partes tensas. A Maria Clara deveria imitar os bons exemplos da irmã-carioca-perdida. Não os maus. Não terminar em partes tensas. Aiaiai.

Preciso dizer que, estou meio babaca de sono (cheguei as 23h da faculdade) e quando li 'Giulia' me sobressaltei. Cara, uma das falas da Giulia – é estranho dizer isso – eu pensei antes de ler. Que lindo. Adivinhe qual foi? Conto depois, se interessar.

A história começa a caminhar para uma parte cheia de suspense, estou ansiosa para acompanhar.

Comente, comentem x)

Beijos!

Giulia Cavalcanti.

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N/A: Oláááá! Er... vocês sumiram, né?

Ok, admito, desapareci!

Antes de qualquer coisa, quero passar a culpa toda para a garotinha ali em cima. Sim, sim, se eu demorei a culpa é toda da Giulia.

Ok, não toda, mas não custa nada falar que foi, né?

Então: Obrigada pelas 13 reviews de vocês! Isso é um recorde! Posso contar com vocês para manter esse número? Que tal se tentarmos aumentar para 15?

O que acharam do capitulo? Sem muito romance, mas... Eu tenho planos para o futuro.

Então só para deixar aquele gostinho:

- - SPOILERS - -

"POV Lily

-O que você acha de ir comigo a Hogsmead? – repeti entediada.

-Eu acho que seria uma ótima ideia. – respondeu e um enorme sorriso voltou a preencher seu rosto."

E aí? Consegui deixar um gostinho de curiosidade?

Então esperem o próximo capitulo. Que só virá com reviews! Que tal 15? Isso é um alerta para as minhas leitoras fantasmas. Mandem pelo menos um alô.

Um graaaande beijo para todas,

Maria Clara