Capítulo 11 - O Nascimento De Uma Obsessão

Não era novidade para ninguém que Ron Weasley mudara muito quando a guerra findara e que o seu comportamento só decaíra desde então.

O ruivo, já por si só era explosivo e imprudente, discutia com toda a gente e teimava em crer que só ele é que tinha razão. Essa linha de pensamento levou-o a perder grande parte dos seus amigos e a ser ignorado pelos seus companheiros de trabalho, mas existia um limite de quanto poderiam ignorar da sua falta de profissionalismo. Longe iam os tempos em que lhe seguiam onda, temendo que este sofresse um surto.

Sempre que um ex-Death Eater estava de algum forma relacionado a um incidente, a sua primeira ação era amaldiçoar primeiro, prender depois… e… Bom, era isso… Sem investigação, sem interrogatório, sem nada… Para ele, ter sido um Death Eater era sinónimo de culpabilidade. Ainda quando fosse verdade que alguns deles eram culpados de diversos crimes contra a humanidade, a maioria dos que permaneciam em liberdade condicional, tinham sido submetidos à maldição Imperius ou haviam sido ameaçados e obrigados a unir-se a Lord Voldemort, para proteger os seus seres queridos. Mas nada disso importava a Ron.

Quando Neville abandonou o país, a atitude do ruivo auror só piorou ainda mais, se é que isso era sequer possível. Nem Hermione se escapava das suas crises… Esta havia tentado meter-lhe juízo naquela cabeça dura e convencê-lo a ver um especialista em St Mungus. Principalmente depois do que havia escutado Neville dizer na manhã em que este partira de Inglaterra.

Início do Flashback

― Que queres dizer com isso de que já não somos amigos? ― perguntou Ron estupefacto.

― Exatamente o que disse. És um monstro! Como pudeste fazer isso a Malfoy? Ele não te fez nada.

― Não me fez nada!? ― cuspiu exaltado, erguendo-se da cadeira ― Por causa dessa puta, Fred está morto e Bill foi mordido por Fenrir Greyback.

― Sabes perfeitamente que isso não é verdade! Malfoy nem sequer estava no castelo quando esses acontecimentos se deram. Toda a Sociedade Mágica está ciente de que Draco Malfoy é inocente e que não teve nenhuma participação na Batalha Final, por mínima que fosse. O único pecado de Malfoy, foi ter tido o azar de nascer sendo filho de Lucius Malfoy. A única razão pela qual ele foi exilado, foi para demonstrar ao Mundo Mágico que a guerra acabara e que deviam deixá-la para trás e começar a reconstruir-se. Mas tu… Tu não consegues seguir em frente, insistes que Malfoy é culpado de crimes que não poderia de forma alguma ter cometido e teimas em agarrar-te ao passado. Qual será a tua próxima acusação? Acaso vais dizer que Malfoy criou o Senhor das Trevas? Ou que ele é o Senhor das Trevas disfarçado e que o verdadeiro nunca morreu? Deixa-te de macaquices e aprende a viver contigo mesmo! ― exclamou Neville, mal parando para respirar.

― Se ele é tão inocente como tu dizes? Porque é que ninguém faz nada para o provar? ― perguntou o ruivo com um sorriso de vitória e um brilho de demência nos seus olhos azuis-céu.

― A resposta a essa pergunta é bem simples. É por culpa de pessoas como tu! ― gritou o moreno fora de si.

― Pessoas como eu? ― perguntou Ron com indignação.

― Sim, pessoas como tu! Ainda que todos saibam a verdade, temem dizê-la, por medo a serem julgados e mal-tratados pelas pessoas que pensam saber tudo e que não conseguem ver um palmo à frente do próprio nariz. Estás tão cego que nem te apercebes das loucuras que cometes. O que tu fizeste é um crime punível com prisão perpétua. Lançaste-me um Imperius e obrigaste-me a estuprar Draco Malfoy.

Do outro lado da porta, Hermione Granger conteve o grito de espanto.

― Ele mereceu e tu não te queixaste. Além disso, não lhe fizeste nada que eu mesmo não lhe tenha feito dezenas de vezes. Ah! E eu paguei generosamente por isso, quando muito sou culpado de solicitação e ele de prostituição. Nada mais…

― Nunca pensei que veria o dia em que te transformarias num monstro… Rebaixar-te ao nível dos Death Eaters. Estuprar Malfoy até deixá-lo inconsciente. Ele foi parar a um Hospital Muggle, Ron. Poderiam tê-lo matado… Como mago de sangue-puro, as substâncias que a medicina muggle utiliza são veneno para ele. Admite, Ron, perdeste completamente o juízo. As tuas palavras e ações são os maiores indícios da tua insanidade…

No corredor do Departamento de Aurores, Hermione cobria a boca com as mãos, contendo os soluços agoniados, que tentavam irromper furiosamente por entre os seus lábios para unirem-se às suas abundantes lágrimas.

Fim do Flashback

Hermione não queria estragar a amizade entre Ron e Harry, razão pela qual não lhe contou o que descobrira. Ainda assim, foi abrindo-lhe os olhos aos poucos e mostrando-lhe que o ruivo estava mentalmente instável e que necessitava de tratamento psiquiátrico com a maior brevidade possível. Como tal, Harry tentou utilizar a sua autoridade como Chefe de Aurores para ordenar-lhe que se apresentasse a uma consulta de medimagia, obrigatória a todos os aurores que operavam no terreno, mas este nunca compareceu. Em vez disso, desapareceu sem deixar rasto.

oOo

Draco suspirou ao abrir a porta do quarto de banho e confirmar que Ron Weasley não havia abandonado a suite de hotel por já oito dias consecutivos. O loiro estava preocupado pela saúde da sua mãe e estava desesperado por regressar a casa e ver por si mesmo como esta estava, mas o ruivo havia pago por adiantado e colocado a condição de que o modelo não tinha permissão de abandonar a suite sem ele.

O modelo havia pedido à sua amiga Ísis que velasse pela saúde da sua mãe durante a sua ausência, pois a doença desta era mágica, razão pela qual não podia deixá-la aos cuidados de um Hospital Muggle, seria como mandá-la para a morte. Pelo que pediu à topmodel que lhe fizesse esse favor e que informasse a sua mãe que lhe tinha surgido um imprevisto, salientado para não dizer a Narcisa, sob circunstância alguma, onde estava e muito menos com quem. Não queria causar-lhe mais preocupações. O importante era focar-se na sua recuperação.

O loiro sentiu o agarre possessivo de Ron sobre a sua estreita cintura e os beijos húmidos, seguidos de mordidas dolorosas no seu albino pescoço. O ruivo abriu o robe de seda, que cobria o corpo esguio e esbelto do modelo, sem cuidado e deixou-o cair no solo.

O auror pegou na perna esquerda de Draco e enlaçou-a na própria cintura, colando-se ao corpo recém-banhado do loiro, molhando assim a sua camisa. Levantou a outra perna, fazendo com que o modelo se agarrasse ao seu pescoço para não cair para trás. Avançou até à cama e deixou-se cair sobre o corpo quente e suave, que servia de barreira entre ele mesmo e os lençóis de seda negra. Separou-se levemente e admirou o contraste da pele pálida de Draco contra os lençóis escuros do leito.

Desfez-se da camisa, desatou o cinto e livrou-se das calças.

― O pequeno-almoço está servido, boneca. Se fores um boa putinha até te deixo comer um pouco.

Draco engoliu o choro que lutava por surgir e assentiu relutantemente. Essa seria a sua primeira refeição em três dias. Ainda que se tivesse de submeter a esse porco, o loiro obteria um pouco de alimento para poder resistir às provações que viriam. O modelo não fazia ideia de quanto mais tempo teria de suportar aquilo. Ron havia pago por uma semana e esta já havia terminado, pelo que por breves instantes pensara que havia sobrevivido ao tormento quase impune. Talvez uns quantos hematomas, mas nada de ossos partidos. No entanto, ver o ruivo aí essa manhã, só indicava que este havia conseguido uma extensão do prazo em que o torturaria.

― Afasta as pernas e geme o meu nome em alto e bom som, Malfoy! Ou asseguro-te que não verás nem uma peça de fruta ― Deslizou a mão por debaixo da almofada e retirou uma maçã verde e apetitosa. ― em muito tempo. ― Ron dá uma mordida na fruta e desce a cabeça, passando o pedaço para a boca do loiro. ― Isto é apenas uma amostra! Se te comportares bem… Terás mais de onde esta veio.

O loiro engoliu o pedaço de maçã com dificuldade e fechou os olhos, deixando-se à mercê do auror. Ron posicionou-se entre as pernas esbeltas e pálidas de Draco, empalando-o sem aviso. O modelo recordando a condição de Ron, engoliu em seco e abriu a boca, gemendo tentativamente:

― R-Rooon… ― O loiro abriu os olhos com medo, ao constatar que o ruivo havia parado de se mover. Descobrindo assim, que este o encarava fixamente boquiaberto. Temendo ter cometido um erro, Draco perguntou: ― Está tudo bem, We… Ron?

O auror espevita repentinamente e move-se abruptamente, arrancando um grito de dor dos lábios vermelhos e suculentos do modelo.

― Continua! Não pares… Quero escutar-te! Grita o meu nome! ― disse Ron, ofegando ao ouvido do loiro e estocando-o incessantemente. ― Diz o quanto estás a gostar! Diz que sou o único que te satisfaz! Diz que… me amas… ― murmurou o ruivo sem se aperceber. Draco arregalou os olhos admirado, sem que Ron se pudesse aperceber, mais ocupado em marcar o seu peito.

― Hmm… Ah! Rooonn… ― gemeu Draco, mas de dor ao ser virado repentinamente e ter o seu traseiro esbofeteado. O ruivo abocanhou uma das nádegas do loiro, deixando uma marca visível da sua arcada dentária, onde alguns fios de sangue já escorriam. ― Haaaaaaaaa!… ― gemeu Draco ao ter sido embestido surpreendentemente na sua próstata. Era a primeira vez que Ron acertava no ponto doce do loiro no decorrer de todos os longos meses que levava sendo estuprado pelo ruivo. Recordando uma vez mais, parte das demandas, o modelo gemeu sonoramente: ― Tããããooo booooom… Haaaaa! Rooon… ― Uma lágrima de embaraço e vergonha própria, deslizou pela bochecha corada pelo esforço e caiu sobre o tecido de seda negra.

Ron ejaculou no interior irritado e ferido do loiro pela atividade continua e sem descanso. O loiro colapsou sobre a cama, sem ter alcançado o orgasmo, pelo que o ruivo virou-o para proceder a realizar uma felação. Ao não obter a reação desejada, mordeu o pénis do modelo, relembrando-o da condição imposta para lhe ceder parte da sua refeição.

Era em momentos como estes, que Draco desejava ter engolido o seu orgulho e aceite a proposta de Longbottom.

― És o melhor… Haaa!… M-mais… Haaaaaa… Rooon! ― gemia o loiro.

oOo

Ron Weasley observou o seu adormecido acompanhante, analisando-o e ponderando a veracidade das acusações de Neville.

"Impossível! Ele é culpado e vou prová-lo!", pegou na varinha, realizando um movimento de pulso, retirando assim vários fios de prata da têmpora de Draco. "Cairás pelas tuas próprias mãos, sua puta! As tuas memórias provarão a tua culpabilidade…"


Notas:

Sei que foi curtito, mas ainda assim... espero que tenham gostado.

Muito bem! Agora, como não desejo ter a minha conta bloqueada, não vou fazer nenhuma publicidade aqui. Mas peço que se possível, passem pelo meu perfil. Coloquei lá um anúncio pequenito a uma novo projeto que comecei recentemente.

Bjs e espero vê-los em breve por... Bom, vão ao meu perfil e ficarão saber...