Para melhor entendimento:
Hipster: Basicamente uma pessoa que inventa moda.
Capitulo onze
O gongo da campainha ecoou pela casa pouco depois das dez. Sasuke dormia nas minhas costas. Ele não se mexeu. Com mais um par de horas de sono eu me senti felizmente metade humana. Me arrasto para fora da cama e de seus braços, tentando não acorda-lo. Coloco uma blusa e calça jeans e corro escada abaixo, fazendo o meu melhor para não quebrar o pescoço no processo.
Com toda certeza seriam mais entregas.
— Noiva bebê! Deixe-me entrar! — Naruto gritou do outro lado da porta. Seguido de um sonoro bater contra a madeira sólida. Definitivamente um baterista. — Saky!
Abri a porta e Naruto entrou com Jiraiya se arrastando logo atrás. Considerando o fato de o Jiraiya ter ficado bebendo e tocando música com o Sasuke até a madrugada, eu não fiquei surpresa com seu estado. O pobre homem sofria claramente com uma ressaca do inferno. Ele me olhou como se tivesse levado um soco nos dois olhos.
— Naruto. O que você está fazendo aqui? — Parei, esfreguei meus olhos, tentando dispersar o sono. — Desculpe, isso foi rude. É apenas uma surpresa vê-lo. Oi, Jiraiya.
Eu estava com esperanças de ter meu marido só para mim hoje, mas aparentemente isso não vai acontecer.
Naruto deixou cair minha mochila aos meus pés. Ele estava tão ocupado olhando em volta do lugar que nem sequer parece ter ouvido a minha pergunta, rude ou não.
— Sasuke ainda está dormindo, — eu disse, e vasculhei o conteúdo da minha bolsa. Oh, minhas coisas. Minhas coisas maravilhosas. Minha bolsa e telefone em particular foram uma maravilha de se ver. Muitas mensagens de texto da Ino, além de algumas do meu pai. — Obrigado por trazer isso.
— Sasuke me ligou às quatro da manhã e me disse que tinha escrito algumas coisas novas. Pensei em vir e ver o que estava acontecendo. Achei que iria querer de suas coisas. — Mãos nos quadris, Naruto parou diante da parede de janelas ponderando a magnificência da natureza. — Oh cara, olha só essa vista.
— Incrivel, não é? — Disse Jiraiya. — Espere até você ver o estúdio.
Mal pôs as mãos em volta da boca. — Rei Hipster. Desça aqui em baixo!
— Oi, querida. — Tsunade apareceu girando um conjunto de chaves em seu dedo. — Eu tentei fazê-los deixá-los por mais algumas horas, mas como você pode ver, não consegui. Sinto muito.
— Não importa — disse. Normalmente não sou muito de abraços. Nós não fazíamos muito isso na minha família. Os meus pais preferiram um método mais de comprimento de mãos. Mas o da Tsunade estava tão bom que eu a abracei de volta imediatamente quando ela jogou os braços ao meu redor.
Nós conversamos por horas na noite anterior no estúdio de gravação. Tinha sido esclarecedor. Casada com músico popular e produtor, ela vivia o estilo de vida por mais de vinte anos. Turnês, gravações, groupies... Ela tinha experimentado toda a comitiva rock'n'roll. Ela e Jiraiya tinham assistido a um festival de música e se apaixonado por Monterey com sua costa recortada e vistas panorâmicas do oceano.
— Um outro par de camas e mais algumas coisas estão a caminho, devem estar aqui em breve. Naruto e Jiraiya, ajudem a mover as caixas. Vamos empilhá-las contra a lareira. — De repente, Tsunade parou, me dando um sorriso cauteloso. — Esperem. Você é a mulher da casa. Você dá as ordens aqui.
— Oh, contra a lareira parece ótimo, obrigada — eu disse. — Vocês já ouviram ela falar, rapazes. Mexam-se.
Jiraiya resmungou, mas pesadamente foi em direção a uma caixa, arrastando os pés como os zumbis de The Walking Dead.
— Espera. — Naruto estalou os lábios em Tsunade e eu. — Eu não tinha ganhado meus beijos de olá ainda. — Ele pegou Tsunade em um abraço de urso, levantando-a do chão e girando até que ela riu. Abrindo os braços, deu um passo em minha direção. — Vem para o papai, menina cabelo-de-cama.
Eu coloquei a mão para parar ele, rindo. — Isso é realmente muito preocupante Naruto.
— Solte-a — disse Sasuke no topo da escada, bocejando e esfregando os olhos. Ainda usando apenas os jeans. Ele era minha criptonita. Toda a força das minhas convicções de ter cuidado desapareceram. Minhas pernas realmente vacilaram. Eu odiava isso.
Estávamos casados ou não hoje? Ele tinha tido muitas coisas noite passada, mas ele tinha bebido. Pessoas bêbadas e promessas não vão bem juntas, tínhamos aprendido isso da pior maneira. Eu só podia esperar que ele se lembrasse da nossa conversa e ainda se sentisse da mesma maneira.
— O que diabos você está fazendo aqui? — Rosnou o meu marido.
— Eu quero ouvir o novo material, babaca. Lide com isso. — Naruto olhou para ele, com a mandíbula dura. — Eu deveria bater em você merda. Porra, o meu kit favorito!
Com o corpo rígido, Sasuke começou a descer as escadas. — Eu disse que sinto muito.
— Talvez. Mas ainda vai ter que pagar, seu idiota.
Por um momento, Sasuke não respondeu. Tensão forrando seu rosto, mas havia um olhar de inevitabilidade em seus olhos cansados. — Tudo bem. Como?
— Tem que doer. Muito.
— Pior do que você aparecer enquanto Saky e eu estamos tentando ter um tempo sozinhos?
Naruto pareceu ficar um pouco envergonhado.
Sasuke parou no pé da escada, esperando. — Você quer resolver isso lá fora?
Tsunade e Jiraiya não disseram nada, apenas observavam a troca. Eu tenho a sensação de que esta não era a primeira vez que os dois se enfrentavam. Garotos serão sempre garotos. Mas eu estava ao lado de Naruto, e cada músculo estava tenso.
Naruto deu-lhe um olhar de medição. — Eu não vou bater em você. Eu não quero estragar as minhas mãos quando temos trabalho a fazer.
— E depois?
— Você já destruiu sua guitarra favorita. Por isso, vai ter que ser outra coisa. — Naruto esfregou as mãos. — Algo que o dinheiro não pode comprar.
— O quê? — Perguntou Sasuke, com os olhos cautelosos.
— Olá, Saky. — Mal sorriu e passou um braço em volta do meu ombro, me puxando contra ele.
— Hey — eu protestei.
No momento seguinte, sua boca cobriu a minha totalmente. Sasuke gritou em protesto. Naruto lançou um braço em minha volta, me prendendo e beijando-me duro, machucando meus lábios. Quando ele tentou colocar a língua na minha boca, no entanto, não hesitei em mordê-lo.
O idiota uivou. Tome isso.
Tão rápido quanto ele me agarrou ele me soltou. Minha cabeça girava. Eu coloquei a mão na parede para me equilibrar. Enquanto Naruto me deu um olhar ferido.
— Droga. Isso dói. — Ele cuidadosamente tocou a língua dele, em busca de danos. — Eu estou sangrando!
— Bom.
Tsunade e Jiraiya riram, muito divertidos. Braços em volta de mim por trás e Sasuke sussurrou em meu ouvido. — Bom trabalho.
— Você sabia que ele ia fazer isso? — Eu perguntei, soando claramente irritada.
— Porra, não. — Ele esfregou seu rosto contra o lado da minha cabeça, bagunçando ainda mais meu cabelo de cama. — Eu não quero mais ninguém tocando em você.
Era a resposta certa. Minha raiva derreteu. Eu coloquei minhas mãos em cima das dele e o apertei contra mim.
— Você quer que eu bata a merda da cara dele? — perguntou Sasuke. — Basta dizer uma palavra.
Eu fingi que considerava por um momento, enquanto Naruto nos olhava com interesse. Nós, obviamente, parecíamos muito mais amigáveis do que fomos em Los Angeles. Mas não era da conta de ninguém. Não do seu amigo, não da imprensa, de ninguém.
— Não — eu sussurrei de volta, minha barriga dando cambalhotas. Eu estava me apaixonando tão rápido por ele que me assustou. — Eu acho que você não se sentiria melhor.
Sasuke virou-me em seus braços e me encaixou contra ele, envolvendo meus braços ao redor de sua cintura. Era natural e certo. O cheiro de sua pele fez-me bem. Eu poderia ter ficado lá respirando-o para horas. Parecia que talvez estivéssemos juntos, mas eu não confiei em meu próprio julgamento.
— Naruto está se juntando a você em sua lua de mel? — A voz de Tsunade era pesada com descrença.
Sasuke riu. — Não, isso não é a nossa lua de mel. Se tivermos uma lua de mel vai ser em algum lugar longe de todos. Com certeza, ele não vai estar lá.
— Se? — ela perguntou.
Eu realmente amava Tsunade.
— Quando — corrigiu ele, segurando-me firmemente.
— Isso tudo é bonito de verdade, mas eu vim para fazer música — Naruto anunciou.
— Então você terá que espera — disse Sasuke. — Saky e eu temos planos para hoje.
— Nós esperamos por dois anos para você escrever algo novo.
— Merda de insistência. Você pode esperar mais algumas horas. — Sasuke pegou minha mão e me levou de volta pelas escadas. Excitação correu abundantemente através de mim. Ele tinha me escolhido e me senti maravilhosa.
— Saky, desculpe a boca Malvada — Naruto disse, sentando-se sobre a caixa mais próxima.
— Você está perdoado — eu disse com uma onda de rainha, me sentindo magnânima quando fomos subindo as escadas.
— Você vai pedir desculpas por me morder? — perguntou.
— Não.
— Isso não é muito bom, — ele gritou atrás de nós. Sasuke riu.
— Ok, rapazes, precisamos mover as caixas. — Ouvi Tsunade dizer.
Sasuke nos guiou pelo corredor, em seguida, fechou e trancou a porta do quarto atrás de nós.
— Você colocou suas roupas de volta — disse ele. — Tire-as.
Ele não esperou por mim para fazê-lo, agarrando a barra da minha camisa e levantando-a sobre a cabeça.
— Achei que atender a porta quase nua era não fosse uma boa ideia.
— Muito bom — ele murmurou, me puxando contra ele e me apoiou contra a porta. — Você parecia preocupada com alguma coisa lá embaixo. O que foi?
— Não foi nada.
— Sakura. — Havia algo sobre a maneira como ele disse meu nome. Me tornando uma bagunça tremenda. Além disso, a maneira como ele me encurralou, pressionando seu corpo contra o meu. Eu coloquei minhas mãos sobre seu peito duro. Não para afastá-lo, apenas a necessidade de tocá-lo.
— Eu estava pensando — eu disse. — Depois da nossa conversa hoje de manhã, quando nós, hum, discutimos sobre assinar os papeis na segunda-feira.
— O que tem isso? — Ele perguntou, olhando diretamente para mim. Eu não poderia ter desviado o olhar se eu tivesse tentado.
— Bem, eu não tinha certeza se você ainda se sentia da mesma maneira. De não assiná-los, quero dizer. Você tinha bebido muito.
— Eu não mudei de ideia. — Sua pelve alinhada com a minha, e suas mãos esfregando os meus lados. — Você mudou?
— Não.
— Bom. — Suas mãos quentes seguraram meus seios e eu perdi toda a capacidade de pensar com clareza.
— Você está bem com isso? — Ele deu as suas mãos um olhar aguçado. Eu balancei a cabeça. Falar tinha ido com o pensamento, aparentemente. — Então, aqui está o plano. Porque eu sei como você gosta dos seus planos. Nós vamos ficar neste quarto até nós dois estarmos satisfeitos que estamos na mesma página no que se trata de nós. De acordo? Eu balancei a cabeça novamente. Sem dúvida, o plano tinha o meu apoio.
— Ótimo. — Ele colocou a palma de uma mão entre os meus seios, plana contra meu peito. — Seu coração está batendo muito rápido.
— Sasuke.
— Hmm?
Não, eu ainda não tinha palavras. Então, em vez disso, eu cobri sua mão com a minha, segurando-o contra o meu coração. Ele sorriu.
— Esta é uma dramática encenação da noite em que nos casamos — anunciou ele, olhando-me. — Calma aí. Estávamos sentados na cama em seu quarto de motel. Você estava me montando.
— Eu estava?
— Sim. — Ele me levou para a cama e sentou-se na borda. — Venha.
Eu subi em seu colo, minhas pernas em volta dele.
— Assim?
— É isso. — Suas mãos agarraram minha cintura. — Você se recusou a voltar para a minha suíte no Bellagio. Disse que eu estava fora de contato com a vida real e era necessário ver como as pessoas viviam um pouco.
Eu gemia de vergonha. — Isso parece arrogante da minha parte.
A boca dele se curvou em um pequeno sorriso. — Foi muito divertido. Mas também, você estava certa.
— É melhor não me dizer muitas vezes, ou vai subir na minha cabeça. Seu queixo se levantou. — Pare de fazer piadas, baby. Estou falando sério. Eu precisava de uma dose de realidade. Alguém que pudesse realmente dizer não para mim ocasionalmente e mostrar a merda toda naquele cenário. Isso é o que nós fazemos. Nós empurramos um ao outro fora de nossas zonas de conforto.
Fazia sentido. — Eu acho que você está certo... É o suficiente?
Ele estendeu a mão para o meu coração novamente e bateu a ponta do seu nariz contra o meu. — Você pode sentir o que estamos fazendo aqui? Estamos construindo alguma coisa.
— Sim. — Eu podia sentir isso, a conexão entre nós, a enorme necessidade de estar com ele. Nada mais importava. Lá estava o físico, a maneira como ele foi para a minha cabeça mais rápido do que qualquer coisa que eu já tinha experimentado. Como maravilhosamente ele cheirava, todo o sono quente logo pela manhã. Mas eu queria mais dele do que apenas isso. Eu queria ouvir a sua voz, ouvi-lo falar sobre tudo e qualquer coisa.
Me senti toda iluminada por dentro. Como uma potente mistura de hormônios estava correndo através de mim na velocidade da luz. Sua outra mão enrolada em torno do meu pescoço, trazendo minha boca para a dele. Beijar Sasuke era jogar querosene no fogo dentro de mim. Ele enfiou a língua na minha boca acariciando contra a minha própria, antes de provocar os meus dentes e lábios. Eu nunca tinha sentido nada assim, tão bem. Dedos acariciava meu peito, fazendo coisas maravilhosas e me fazendo ofegar. Deus, o calor de sua pele nua. Eu me arrastei para frente, em busca de mais, precisando dele. Sua mão esquerda deixou meu peito para afunilar nas minhas costas, me pressionando contra ele. Ele estava duro. Eu podia senti-lo por meio de duas camadas de jeans. A pressão que proporcionou entre as minhas pernas era celestial. Incrível.
— Isso aí — ele murmurou enquanto eu balançava contra ele, pedindo mais.
Nossos beijos eram ferozes, famintos. Sua boca quente se moveu sobre minha mandíbula e queixo, meu pescoço. Do meu pescoço ele achou meu peito, ele parou e sugou. Tudo em mim se contraindo.
— Sasuke.
Ele se afastou e olhou para mim, com os olhos dilatados. Tão afetado quanto eu. Graças a Deus eu não estava sozinha com a respiração ofegante. Um dedo traçou um caminho lento entre os meus seios até o cós da calça.
— Você sabe o que aconteceu depois? — disse ele. Sua mão deslizou por baixo. — Diga Saky. — Quando hesitei, ele se inclinou e mordiscou meu pescoço. — Vá em frente. Diga-me.
Mordidas nunca me atraiu antes, nem em pensamento, nem em ação. Não que tivesse tido muita ação. Mas a sensação dos dentes de Sasuke pressionando em minha pele me virou do avesso. Fechei os olhos com força. Um pouco pela mordida e um monte por ter que dizer às palavras que ele queria.
— Você está nervosa. Não fique nervosa. — Ele me beijou, onde ele tinha acabado de me morder. — Então, de qualquer maneira, vamos nos casar.
Minhas pálpebras se abriram e uma risada assustada voou para fora de mim. — Eu aposto que não é o que você disse naquela noite.
— Eu poderia ter estado um pouco preocupado com a sua inexperiência. E poderíamos ter conversado sobre isso.
— Ele me deu um leve sorriso e beijou o lado da minha boca.
— Mas tudo funcionou bem.
— Que palavras? Diga-me o que aconteceu.
— Decidimos nos casar. Deite-se na cama para mim. — Ele agarrou meus quadris, me ajudando a sair de cima dele e subir no colchão. Minhas mãos deslizavam sobre o lençol de algodão fresco e suave. Deitei-me de costas e ele rapidamente desabotoou o meu jeans e tirou. A cama moveu embaixo de mim quando ele se ajoelhou acima de mim. Eu me senti pronta, meu coração batendo rápido, mas ele parecia perfeitamente calmo e sob controle. Bom, um de nós tinha que estar. Claro, ele tinha feito isso dezenas de vezes.
Provavelmente mais, com as groupies e tudo mais. Centenas? Milhares?
Eu realmente não quero pensar sobre isso.
Seu olhar subiu para encontrar o meu quando ele enganchou os dedos em minha calcinha. Não tinha pressa alguma, ele arrastou a última das minhas roupas pelas minhas pernas.
Ele desabotoou as calças dele. Os sussurros de suas roupas eram os únicos sons. Nós não quebramos o contato visual. Não até que ele virou-se para a mesa de cabeceira e pegou um preservativo, discretamente colocando-o debaixo do travesseiro ao meu lado.
Sasuke era indescritível. Lindo não começava nem a descrevê-lo, todas as linhas duras do seu corpo e as tatuagens que cobrem sua pele, mas ele não me dá muito tempo para olhar.
Ele subiu de volta na cama, deitado ao meu lado, levantou-se em um cotovelo. Sua mão se curvou sobre o meu quadril. O cabelo escuro caiu para frente, bloqueando o seu rosto da minha vista. Eu queria vê-lo. Ele se inclinou, beijando-me suavemente desta vez em meus lábios, meu rosto. Seu cabelo roçando contra a minha pele.
— Onde estávamos? — Ele perguntou, sua voz um estrondo baixo no meu ouvido.
— Decidimos nos casar.
— Hum, porque eu tinha acabado de ter a melhor noite da minha vida. Primeira vez que não me sentia sozinho por uma porra de um longo tempo. O pensamento de não ter você comigo todas as noites... Eu não poderia fazê-lo. — Sua boca viajou até meu pescoço. — Eu não poderia deixar você ir. Principalmente porque eu sabia que você só tinha tido um outro cara.
— Isso te incomodou?
— Isso me incomodou bastante — ele disse, e beijou meu queixo. — Você estava pronta para dar ao sexo outra chance. Se eu fosse estúpido o suficiente para deixá-la ir, você poderia ter encontrado alguém. Eu não podia suportar a ideia de você com ninguém além de mim.
— Oh.
— Oh — ele concordou. — Falando nisso, quaisquer dúvidas sobre o que estamos fazendo aqui?
— Não.
A mão no meu quadril traçando sobre meu estômago. Ele circulou meu umbigo antes de mergulhar mais baixo, me fazendo tremer.
— Você é muito bonita — ele respirou. — Cada pedaço de você. E quando eu me atrevi a pôr de lado o seu plano e pedir para fugir comigo, você disse que sim.
— Eu fiz?
— Você fez.
— Graças a Deus por isso.
Dedos acariciaram por cima do meu sexo antes de passar para os meus músculos da coxa apertando-os. Se eu quisesse que isso fosse mais longe, eu ia precisar abrir as pernas. Eu sabia disso. Claro que eu fiz. Memórias da dor da última vez me fizeram hesitar. Meus dedos estavam enrolados e uma cãibra estava ameaçando iniciar no meu músculo da panturrilha de todo o estiramento. Ridículo. Kiba tinha sido um idiota irracional. Sasuke não era assim.
— Nós podemos ir tão lento quanto você quiser — disse ele, lendo-me muito bem. — Confie em mim, Saky.
Sua mão quente alisou minha coxa enquanto sua língua percorreu o comprimento do meu pescoço. Era maravilhoso, mas não era o suficiente.
— Eu preciso... — Eu virei o rosto para ele, procurando sua boca. Ele encaixou seus lábios nos meus, fazendo tudo certo. Beijar Sasuke curou todos os medos. O nó de tensão dentro de mim se transformou em algo tão doce quanto o gosto dele, a sensação de seu corpo contra o meu. Um braço estava preso debaixo de mim, mas o outro estava a pleno uso tocando tudo dele que eu podia alcançar. Amassando o ombro e sentindo os duros planos e suaves das costas.
Quando chupei sua língua, ele gemeu no fundo de sua garganta e minha confiança aumentou. Sua mão deslizou entre as minhas pernas. Apenas a pressão da palma da mão tinha me feito ver estrelas. Eu quebrei o beijo, incapaz de respirar. Ele me tocou suavemente no início, deixando-me acostumar com ele. As coisas que seus dedos podiam fazer.
— Elvis não poderá estar conosco hoje — disse ele.
— O quê? — Eu perguntei, perplexa.
Ele parou e colocou dois dedos em sua boca, molhando-os ou me provando eu não sabia. Não importava. O que era importante era ele colocando a mão em mim, e rápido.
— Eu não queria compartilhar isso com ninguém. — A ponta do seu dedo empurrado para dentro de mim, me aliviando um pouco. Puxando para trás antes de pressionar novamente. Não tinha a mesma emoção ligada a ela como vinha com ele me acariciando, mas não doeu. Ainda não.
— Então, sem Elvis. Eu vou ter que fazer as perguntas, — disse ele.
Eu fiz uma careta para ele, achando difícil me concentrar no que ele estava dizendo. Não podia ser tão importante quanto ele me tocar. A busca do prazer governou minha mente. Talvez ele balbuciasse durante os preliminares. Eu não sabia. Se ele quisesse, eu estava mais do que disposta a ouvi-lo mais tarde.
Seu olhar permanecia em meus seios até que, finalmente, ele abaixou a cabeça, tendo um em sua boca. Minhas costas se curvaram, empurrando o dedo mais para dentro. A maneira como sua boca me sugou apagou qualquer desconforto. Ele me acariciou entre as minhas pernas e o prazer cresceu. Eu formigava da melhor maneira possível. Quando eu fiz isso, foi bom. Quando Sasuke fez isso, ele alcançou as alturas de estelar. Eu sabia que ele era muito bom no violão, mas isso tinha que ser o lugar onde o seu verdadeiro talento reinava. Honestamente.
— Deus, Sasuke. — Eu arqueei contra ele, quando ele se mudou para o meu outro seio. Dois dedos trabalhavam dentro de mim, um pouco desconfortável, mas nada que eu não poderia suportar. Não enquanto ele mantinha sua boca em mim, esbanjando meus seios com atenção. Seu polegar esfregou em torno de um ponto doce e meus olhos reviraram. Tão perto. A força do que estava construindo era impressionante. Minha mente estava brilhante. Meu corpo ia ser explodido em poeira, átomos, quando isso acabasse.
Se ele parasse eu choraria. Chorar e implorar. E talvez matar. Felizmente, ele não parou.
Eu fui gemendo, cada músculo tenso. Era quase demais. Quase. Flutuei, meu corpo ficou mole, saciada como nunca foi. Ou, pelo menos, até a próxima vez.
Quando abri os olhos novamente, ele estava lá esperando. Ele rasgou a camisinha com os dentes e, em seguida, a colocou. Eu mal dei uma respiração quando ele subiu em cima de mim, alojando-se entre as minhas pernas.
— Foi bom? — ele perguntou, com um sorriso de satisfação. Um aceno de cabeça foi o melhor que eu pude fazer.
Ele tomou a maior parte de seu peso sobre os cotovelos, seu corpo me pressionando para a cama. Eu notei que ele gostava de usar seu tamanho como vantagem entre nós dois. Funcionou. Certamente, não havia nada de chato ou claustrofóbico nessa posição. Eu não sei porque eu pensei que seria. Na parte de trás do carro dos pais de Kiba eu estava apertada e desconfortável, mas isso não era nada assim. Deitada debaixo dele, sentindo o calor de sua pele contra a minha, era perfeito. E não poderia haver dúvida do quanto ele queria isso. Eu estava lá, esperando por ele para entrar dentro de mim.
Ainda estou esperando.
Ele roçou seus lábios contra os meus. — Você, Sakura Haruno, concorda em ficar casada comigo, Sasuke Uchiha?
Oh, esse era o Elvis que ele estava falando. O que tinha nos casado. Huh. Eu segurei seu cabelo, a necessidade de ver seus olhos. Eu deveria ter lhe pedido para amarrá-lo.
— Você realmente quer fazer isso agora? — Eu perguntei, jogando um pouco. Eu tinha estado tão ocupada me preocupando com o sexo que eu não tinha visto isso chegando.
— Absolutamente. Estamos fazendo nossos votos novamente agora.
— Sim — eu disse.
Ele inclinou a cabeça, estreitando os olhos para mim. O olhar em seu rosto era claramente de dor. — Sim? Você não tem certeza?
— Não. Quero dizer, sim, — eu repeti, mais definitivamente. — Sim. Eu tenho certeza. Eu quero.
— Graças a Deus. — Sua mão saqueou sob o travesseiro ao meu lado, voltando com o anel estupendo brilhando entre os dedos. — Mão.
Eu estendi minha mão entre nós e ele deslizou o anel. Minhas bochechas doíam, eu estava sorrindo tão abertamente. — Você quis dizer 'sim' também?
— Sim. — Ele segurou meu rosto e me deu um beijo duro, urgente. Sua mão deslizou por meu lado, por cima do meu estômago em concha entre as minhas pernas. Tudo ainda estava sensível e, sem dúvida, molhado. A fome em seus beijos e a maneira como ele me tocava me garantiu que ele certamente não se importava.
Ele se encaixou em mim e empurrou. Isso foi tudo. E, de repente, merda, eu não conseguia relaxar. A memória da dor da última vez que eu tinha tentado isso, mexeu com minha mente. Molhado, não importa quando meus músculos tencionavam. Engoli em seco, minhas coxas apertando seus quadris. David estava duro e grosso e doía.
— Olhe para mim, — disse ele. O negrume de seus olhos cintilando. Sua pele úmida brilhava na baixa iluminação. — Hey.
— Hey. — Minha voz soou trêmula até para os meus próprios ouvidos.
— Beije-me. — Ele baixou o rosto e eu fiz isso, pressionando minha língua em sua boca, precisando dele.
Cuidadosamente, ele balançou contra mim, movendo-se mais profundo dentro de mim. A ponta do polegar brincando em volta do meu clitóris, neutralizando a dor. A dor diminuiu, chegando mais perto do antigo desconforto simples, com uma ponta de prazer. Sem problemas. Isso eu poderia suportar.
Dedos em volta da minha perna antes de deslizar para baixo da borda de uma nádega. Ele me puxou contra seu corpo e foi mais profundo dentro de mim. Balançando contra mim até que eu tinha levado tudo dele. O que era um problema, porque não havia um maldito espaço suficiente em mim para tudo aquilo.
— Está tudo bem — ele gemeu.
Fácil para ele dizer.
Merda.
Corpos grudados um no outro lá, imóveis. Meus braços estavam ao redor de sua cabeça tão apertados, agarrados a ele, que eu não estou certa como ele respirava. De alguma forma, ele conseguiu virar o rosto o suficiente para beijar meu pescoço, lamber o suor da minha pele. Ao longo da minha mandíbula e da minha boca. O aperto de morte que eu tinha sobre ele aliviou quando ele me beijou.
— É isso aí — disse ele. — Tente relaxar para mim.
Eu balancei a cabeça bruscamente, desejando que meu corpo descontraísse.
— Você é tão linda e, meu Deus, você faz eu me sentir incrível. — Sua grande mão acariciou meu peito, passando os dedos calejados pelo meu lado, me aliviando. Meus músculos começaram a relaxar gradualmente, ajustando a sua presença. A dor desvaneceu-se mais a cada vez que ele me tocou, sussurrando palavras doces.
— Isso é bom, — eu disse finalmente, minhas mãos descansando em seu bíceps. — Eu estou bem.
— Não, você está melhor do que bem. Você está incrível.
Eu dei-lhe um sorriso torto. Ele diz as melhores coisas.
— Você quer dizer que posso me mover? — Ele perguntou.
— Sim.
Ele começou a balançar contra mim novamente, movendo-se um pouco mais de cada vez. Gradualmente ganhando impulso com nossos corpos se movendo em conjunto. Nos encaixando, principalmente. E nós estávamos realmente fazendo, o ato. Falar sobre o sentimento íntimo com alguém.
Não poderia ficar fisicamente mais perto. Eu estava tão profundamente contente que era ele. Isso significava tudo.
Com Kiba não tinha durado mais que alguns minutos. Tempo suficiente para arrebentar meu hímen e me machucar. Sasuke me tocou e me beijou e levou o seu tempo. Aos poucos, o calor doce, aquela sensação de pressão aumentando, veio novamente. Ele tende a ter cuidado, me alimentando devagar, beijos molhados. Acariciando-se em mim de uma forma que só trouxe prazer. Ele foi incrível, me vendo tão de perto, avaliando minhas reações a tudo o que ele fazia.
Eventualmente, eu me agarrei em cima dele e o puxei duro. Pareciam fogos de artifício do Ano Novo brotando dentro de mim, quente e brilhante e perfeito. Muito mais como dentro e por cima de mim, sua pele colada à minha. Eu falei o nome dele e ele apertou com força contra mim. Quando ele gemeu todo o seu corpo estremeceu. Ele enterrou seu rosto no meu pescoço, sua respiração aquecendo a minha pele.
Nós tínhamos feito isso.
Uau.
As coisas doem um pouco. As pessoas estavam certas sobre isso. Mas nada como da última vez. Cuidadosamente, ele se afastou de mim, caindo na cama ao meu lado.
— Nós fizemos isso — eu sussurrei.
Seus olhos se abriram. Seu peito ainda arfava, trabalhando para conseguir mais ar para dentro dele. Depois de um momento, ele rolou para o lado para me encarar. Nunca houve um homem melhor. Disso eu tinha certeza.
— Sim. Você está bem? — Ele perguntou.
— Sim. — Eu me arrastei mais perto, procurando o calor de seu corpo. Ele deslizou um braço sobre minha cintura, me puxando mais perto. Nossos rostos estavam à largura de uma mão de distancia. — Foi muito melhor do que da última vez. Eu acho que eu gosto de sexo depois de tudo.
— Você não tem ideia de como estou aliviado ao ouvir isso.
— Você estava nervoso?
Ele riu me arrastando mais. — Não tão nervoso quanto você estava. Fico feliz que você tenha gostado.
— Eu adorei. Você é um homem de muitos talentos.
O sorriso dele assumiu um certo brilho.
— Você não vai se achar comigo agora, não é? Todos os trocadilhos pretendidos.
— Eu não ousaria. Eu confio em você para me manter aterrado, Sra. Uchiha.
— Sra. Uchiha, — eu disse, com uma boa dose de admiração. — Que tal isso?
— Hmm. — Seus dedos acariciaram meu rosto.
Eu peguei sua mão nua, inspecionando. — Você não tem um anel.
— Não, eu não. Nós vamos ter que corrigir isso.
— Sim, nós o faremos.
Ele sorriu.
— Ei, senhora Uchiha.
— Hey, senhor Uchiha.
Não havia espaço suficiente em mim para todos os sentimentos que ele inspirou.
Nem perto disso.
CONTINUA
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Graças a Deus consegui atualizar isso hoje, kkkkkk.
Espero que tenham gostadooo.
Obrigado minha Nega Gata pelo comentário!
Até semana que vem. XoXo
