Nenhum personagem da Saga me pertence.


- Oh, quantas reviews fofuxas! Amei cada uma, de verdade! *-*

Quando Não Se Pode Ser Salva


À essa altura eu já não sabia mais se queria tanta distância e bom comportamento...

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{K_POV}

Robert me levou até em casa, mas o caminho inteiro ele ficou em um silêncio estranho. Não era mais aquele garoto que me olhava demais apenas para me ver corada e rir de mim depois, ou aquele que fazia piadinhas e critícas bobas. Ele estava sério. E eu não sabia se era algo bom ou não.

- O que há com você?

- Você está bêbada, depois falamos disso.

- Disso o quê? - insisti.

- Kate... Por favor, agora não. - ele suspirou entendiado e mesmo estando curiosa, fiquei calada.

Nunca havia bebido antes e maldita foi a hora que decidi fazê-lo. Aprendi minha lição: jamais tentar mostrar para os outros aquilo que você realmente não é. Essa é a pior burrice que fará.

- Ela está bem? - ouvi minha mãe perguntando enquanto eu me arrastava atrás de Robert, evitando olhar nos olhos dela, seria vergonhoso demais.

- Sim, está. Só um pouco cansada da festa toda.

- Achei que não traria ela hoje. - sua voz era mais como um aviso velado do que um sermão propriamente dito.

- Eu disse que chegaríamos tarde...

Continuei me arrastando até meu quarto e me larguei na cama. A noite começara tão bem e agora eu já não sabia como a 'amizade' que eu tinha com Robert amanheceria. O que ele iria me dizer? Estremeci de medo e arrependimento e fechei os olhos. Se eu fosse enfrentar algo ruim, o melhor a fazer era estar descansada e pronta para ocultar qualquer possível reação.

De apenas uma única coisa eu tinha certeza: Eu não iria dar o braço a torcer tão cedo para Robert Black Cullen.

{R_POV}

Ela ia ter uma ressaca lascada. Bem feito.

Aqui estou eu, sentado no banco do motorista, com o carro estacionado do outro lado da rua dela. Kate Wellington era uma esquisita. Quando eu estava com ela, tudo era estranhamente diferente, era como se eu orbitasse à sua volta e eu a odiava por isso.

Vi quando um homem - provavelmente John Wellington, o irmão de Kate - saiu para o jardim, arrastando Barry e esperando que o cachorro se aliviasse de suas necessidades. John era o típico estúpido que achava que com apenas um pouco de força e cara feia podia domar o mundo.

Algumas vezes Kate deixara escapar como era sua relação com o irmão e acabei descobrindo que depois da morte do pai, John achara que era dever dele cuidar de tudo, e consequentemente, mandar em tudo - incluindo em Kate e em sua mãe. Ela também dissera que apanhara dele certas vezes e esse era um dos motivos por ter aprendido a esconder suas emoções ou reações na frente dele, apenas para não provocar sua ira. Quando ouvi isso, naturalmente tive vontade de colocá-lo em seu devido lugar. Mas quem eu era pra dar lição de moral nele? O que eu tinha a ver com tudo aquilo?

Barry olhou na direção do meu carro e seu grosso rabo começou a chacoalhar. John andou com passos largos até mim, sua cara se fechou quando viu de quem se tratava.

- Cullen.

- Wellington. - revidei no mesmo tom frio que ele.

- Se quer tentar algo com minha irmã, aviso que é bom desistir agora. - ele grunhiu sem rodeios e me fez rir.

- Querer algo com ela? Está louco? - "o que eu iria querer com ela?" guardei esse pensamento para mim mesmo.

- Dá pra ver como você olha pra ela. Só um babaca não perceberia. - ouch, essa tinha me pego desprevenido. Como eu olhava para Kate?

- Então eu sou um babaca.

- Certamente...

Dizendo isso, ele refez o caminho até sua casa arrastando um Barry que estava louco para correr em minha direção.

Fechei os punhos e cerrei os dentes. Aquela garota ainda me levaria à loucura. Já fazia quase dez dias que eu não saía com nenhuma outra porque só sabia pensar em Kate e no diário. Voltei para casa e sentei no sofá de couro do quarto, olhando para o teto e tentando não raciocinar sobre nada. Até que vi a jaqueta que eu ainda não havia devolvido à Kate e que ela também não fizera questão de pedir, olhei em seu bolso e encontrei a página dobrada do livro. Li o trecho novamente:

"Sou feliz até demais e, no entanto, não sou o suficiente. A felicidade que me salva a alma mata-me o corpo, mas não satistaz a si própria [...]"

Sim, minha felicidade não era satisfatória. Era como se faltasse algo. Uma peça do quebra-cabeças incompleto. Isso era clichê, mas o que mais eu poderia fazer? Era o que eu sentia.

Mas, raios, o que eu queria? O que me faltava? Eu tenho tudo que alguém sonharia em ter!

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No dia seguinte, evitei os olhares questionadores de Kate e pedi que ela continuasse a leitura do diário. Eu sentia como se precisasse ler tudo até o fim, entender meus avós e então me entender. Era a única solução que eu encontrara em minha noite insone.


Sim, quem me dera fosse com Billy Black ou Edward Cullen que eu estivesse preste a me casar. Mas não era. E eu teria que me conformar com isso...

- Então você foi pedida em casamento pelo James? - Rosalie estava rindo feito boba enquanto olhava em minha direção.

- Sim. - suspirei tentando ocultar minha tristeza.

- Isso é uma ótima notícia! - ela bateu palminhas e quando notou meu desânimo, falou: - Você terá o mundo aos seus pés! Ele é muito ri...

- Se me disser mais uma vez que ele é rico, juro que arranco tua língua com meus próprios dentes. - "Assim como quase fiz com Hastings."

- Bella, o que há com você? - Jasper apareceu na sala, com o sorriso mais lindo do mundo.

- Nada. E o que há com esse sorriso enorme? - não consegui evitar sorrir para ele.

- Alice me ligou. Ela virá semana que vem para acertarmos os detalhes do casamento.

- Casamento? - na hora, o casamento ofuscou a ideia de que Alice provavelmente viria acompanhada de Edward.

- Sim, eu a pedi em casamento! Diga que está feliz por nós!

- É claro que eu estou, cabelo de miojo! - rimos com o apelido antigo.

Continuei a semana toda recebendo as visitas constantes de James. Agora sua desculpa eram os preparativos do casamento. Sentia meu estômago revirar cada vez que olhava em sua direção, mas não deixava que essas reações pudessem ser lidas em meu rosto. Guardava tudo para mim e apenas descarregava em minhas noites intermináveis.

- Venha comigo para um passeio, noiva. - James tinha a mania ridícula de me chamar de noiva na frente de todos, apenas para me lembrar de sua ameaça e meu estado vulnerável.

Saímos para caminhar no parque, claro. Seguíamos lado a lado com James fazendo várias advertências como: "Não faça isso porque..." ou "Se você contar aquilo, eu vou..."

Eu não prestava a mínima atenção em suas recomendações, até porque já as ouvira tantas e tantas vezes, que se tornaram um mantra em minha mente. Na volta, ele tentou me beijar, mas a fúria em meus olhos o lembrou de nosso último contato íntimo e ele se afastou, resmungando algo como: "Logo você não poderá me negar. Seremos marido e mulher". E, embora eu fosse leiga no assunto pós-casamento, eu tinha uma certa noção do que acontecia entre os recém-casados e pensar nisso, me fez ficar pálida: eu pertenceria à James.

Abaixei a cabeça e fiz o maior esforço para não corar e não permitir que mais lágrimas rolassem por meus olhos. Minha vida agora estava condenada. Até que eu vi minha salvação.

Ele estava parado ao lado de Mary Alice, usava um terno impecável [N/A: Imaginem esse homem de terno, meu Deus... Eu sou apaixonada por homens vestidos de terno *-*] e conversava animadamente com a irmã. Meu coração queria pular pela minha boca e rastejar em sua direção. Mas o anel de noivado que James me dera, pesou de repente, me obrigando a lembrar da enrascada em que eu me encontrava. Eu não poderia ser salva.


Um capítulo mais curtinho apenas para desejar uma ótima Páscoa à todas vocês e muuuuuitos chocolates! Enquanto isso, eu vou me preparando mentalmente para um regime total depois das festas e dos doces kkk

Obrigada pelas reviews e por todas essas leitoras lindas que estão aparecendo *-* Isso me deixa mais feliz e motivada ainda! Thanks!

Reviews:

Janice: Eu também me empolgo às vezes com esses dois... Mas agora vamos voltar a focar em Beward, até o próximo extra deles (:

Ktia S: Mas agora você está de volta! Isso é o que importa! *-*

Kopenhage: A Kate te ouviu, florzinha! E o Rob é como todos os outros homens: nunca sabe o que quer! ^^

Criis: Ela tá mesmo querendo mandar ele pro céu, porque fala sério... Ninguém merece ser esnobado pela pessoa que ama...

danimelo: Acho que todo mundo às vezes acaba fazendo isso, né? O que é sempre uma pena... =(

Linii ih: kkk Dá um desconto, ele só tem dezessete aninhos.. Ainda nem sabe o que é um relacionamento com sentimentos verdadeiros ^^

mari a: Mais uma leitora fofuxa *-* Foi criativo mesmo? Uia. Dá um pouquinho de trabalho pra não deixar muito confuso, mas estou tentando! Obrigada (:

Leitoras-fantasmas, eu adoraria vê-las por aqui, mas fiquem à vontade para lerem ou comentarem quando quiserem :D (Esse vai ser meu novo tema-de-todos-os-capítulos! kkkk)

Até a próxima, xuxu's *-*