Aviso: essa fic possui palavreado pesado.
"Não importa como, mas por favor, venha para o meu lado e vamos nos lembrar até hoje a noite aqueles lábios carmins, nós dois lembramos... o gosto do mel."
Capítulo 9 – Um novo começo
(12:30 PM almoço)
- Você está com fome? – Trowa perguntou, colocando a cabeça para dentro do quarto. – Eu fiz sopa.
- Não, eu tô sem fome. – Duo disse, saindo do banheiro, tinha acabado de ter um enjôo e havia posto tudo para fora. – Muito obrigado, Trowa! Muito obrigado por me deixar passar essa noite aqui.
- Tudo bem, não se preocupe. Você tem certeza de que não está com fome? – disse colocando a bandeja no criado mudo enquanto Duo se deitava na cama novamente.
- Hn... eu acabei de provocar... gostaria de deitar mais um pouco. Depois que sabe eu não como alguma coisa! Se... se você não quiser ficar lá almoçando sozinho... você... você pode ficar aqui comigo...
- Claro! – Trowa disse, indo pegar seu almoço na cozinha, voltando logo depois. – Mas não se esqueça que você tem que comer, ou então a sua filha vai ficar fraca.
- Hn... – Duo fica envergonhado. – muito.. muito obrigado por se preocupar com ela.
- Para mim é um prazer, Duo! Bom... eu gostaria de conversar com você... se você não se importa.
- Claro que não, Trowa. Pode falar. Se eu puder te ajudar em alguma coisa.
- Eu queria falar sobre a sua filha, Duo! – Trowa falou, deixando seu almoço e se sentando na cama. – sobre o fato de você ser SRM positivo.
- ... – Duo fica mais sério. – hn... e... o que... tem isso?
- Duo, você sabe muito bem o quanto os homens com SRM positivo solteiros são discriminados pela sociedade.
- É, eu sei. Mas não ligo para o que as pessoas pensam. Elas não entendem nada sobre isso.
- E você também não, Duo. Você não vai conseguir criar esta criança sozinho, e então, enquanto você estiver cuidando dessa criança, quem vai administrar a boate, ou então o que você vai fazer quando ela perguntar porquê ela não tem pai?
- Eu... eu... não tinha... não tinha pensado nisso! – Duo abaixou a cabeça, derrotado. A verdade era que ele não poderia cuidar daquela gravidez sozinho. Ele precisava de ajuda. E muita.
- Duo, há também o fato de que essa criança vai nascer sem um nome... e quanto à educação dela? E se você não conseguir criá-la?
- Tr – Trowa... – as lágrimas saíram dos olhos de Duo de uma só vez. Doía dizer aquilo, mas era necessário... – O que eu vou fazer? Eu nunca tinha pensado nisso antes... não sabia que eu ia passar por isso! Eu sempre sonhei em... em ter uma vida feliz ao lado da pessoa que amo... como uma família.
- Duo... – Trowa finalmente viu o que havia feito com Duo. Ele o havia deprimido e aquilo com certeza não era uma boa coisa. – Não se preocupe, Duo, eu vou te ajudar.
- Você pode me ajudar? – aos poucos, as lágrimas de Duo foram cessando e ele encarou Trowa. – Você pode? Trowa...
- Duo... se você quiser... eu posso dar um nome para sua filha... eu posso ajudá-lo a criar seu bebê... eu posso me tornar o pai dela. Os olhos de Duo se arregalaram em choque. Mesmo depois de tudo o que ele fez: deixou Trowa no altar, o trocou por outro, e entregou sua primeira vez, que estava prometida para Trowa, para outro. E mesmo assim... – Mesmo depois de tudo o que eu fiz?
- É, Duo. eu ainda te amo, e se você quiser, eu me caso com você para ajudá-lo. Acho que fiz muitas pessoas tristes, está na hora de fazer alguma coisa que preste na minha vida. Mas se você não quiser, eu entenderei perfeitamente.
- ... eu... eu aceito! – Um sorriso surgiu no rosto dos dois e um abraço foi trocado, seguido de um beijo que Trowa deu na testa de Duo.
- Não se preocupe, Duo. Eu não vou pedir para possuí-lo, nem nada se você não quiser. Só quero ajudá-lo.
- Trowa... você... você é um ótimo amigo! Mas acho que de vez em quando, meu desejo irá falar mais alto. – Uma expressão sapeca surgiu no rosto de Duo, e mais por amizade do que por romance, ele deu um rápido beijo em Trowa.
:3 :3 :3
os pensamentos de Heero voavam até Duo enquanto ele andava pela rua. Agora poderia provar à Duo que ele era inocente.
Mas teria que esperar um pouco, já que tinha acabado de matar duas pessoas, e uma delas era seu advogado. Ainda bem que ele tinha usado luvas...
:3 :3 :3
(2:00 PM)
- Ahhh! Hoje está um dia tão lindo. – a voz de Quatre soa pelo cômodo. Sua felicidade se devia por apenas um motivo. – Ontem eu vi o Trowa mais uma vez. – Na noite passada ele podia jurar que tinha sentido a vontade de Trowa de beijá-lo na varanda da casa de Duo. – Eu tenho que ir conversar com ele! Talvez não hoje, mas... Ah! Meu deus.
:3 :3 :3
(18 de novembro 9:00 AM)
- Vamos, Ze-chan. – WuFei puxava seu noivo exausto pela cidade. Por quê ele insistia em entregar todos os convites pessoalmente?
- Wu... Wu... Wu-chan! Eu estou muito cansado. Por quê nós não pudemos vir de carro?
- Deixa de ser mole, Treize. Se você consegue ficar mais de duas horas transando, você pode andar durante uma hora.
- Mas nós já estamos andando há três horas... quantos ainda faltam?
- Só o do Heero, Duo, Trowa e os da minha família.
- Vamos logo, então. A casa do Trowa está mais perto. Vamos lá agora.
- Ze-chan... VOCÊ GRITOU COMIGO! Você não quer se casar comigo... é por isso que você está assim. – WuFei começou a chorar alto, chamando a atenção de algumas pessoas que passavam.
- Não! Não é isso! Wu-chan! Vamos logo, vamos. Não vamos perder tempo. A casa do Trowa fica bem ali.
- NÃO! VOCÊ É MUITO MAL COMIGO! SÓ É GENTIL QUANDO EU ESTOU DE QUATRO. VOCÊ NÃO LIGA PARA MIM E NEM PARA OS SEUS FILHOS! – disse, enxugando as lágrimas com uma mão, de um jeito infantil.
- Não, amor. Você é muito especial para mim, e nossos filhos também.
- Você está mentindo... nem uma licença você tirou. Tudo porque você não quer ficar perto de mim.
- WuFei, eu te amo de verdade. Eu só não tirei licença porque eu era o único pediatra lá no hospital! Mas eu te amo.
- Não me faça de idiota! Se você se esqueceu, eu trabalho no mesmo hospital que você. Sei quantos pediatras têm. E posso dizer que há pediatras suficientes para abrir um hospital infantil.
- "Merda! Esqueci que ele trabalha lá..." Wu-chan... é que todos estão de férias, afinal, estamos no fim do ano1 e há outros que estão de licença.
- CALE A BOCA! POR QUÊ VOCÊ NÃO QUER ME DIZER A VERDADE? EU VOU LÁ UMA VEZ POR SEMANA! PARE DE MENTIR!
- Wu-chan! Apenas acredite que eu te amo. Se eu ficasse de licença, o hospital pegaria no meu pé.
- Eu te odeio! Eu te odeio! Eu te odeio! – a raiva que WuFei estava sentindo começou interferir em sus sentidos, e ele logo começou a sentir uma tontura.
- Você está bem? Você não pode ficar nervoso. Meu amor, entenda, é para o seu bem. – Pegou o moreno no colo, e saiu em direção ao hospital. Os convites teriam que esperar.
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(10:00 AM)
- WuFei, você sabe muito bem que não pode passar por esse tipo de emoção, é perigoso para os seus bebês. – Ayame disse, após fazer uma série de exames para se certificar que os bebês deles estavam bem.
- Eu sei, mas é que esse insensível do Treize que sempre implica comigo. – o olhar de reprovação que Ayame lançou para Treize o fez tremer de medo.
- Vamos deixar essa conversa para depois, não é hora para isso, o importante agora é a sua saúde. – Treize diz, enquanto Ayame vai até a mesa, pegando um vidro com um líquido transparente.
- Aqui está. Tome tudo. – Ayame disse, entregando o vidro cheio de hormônios a WuFei. Pegou a seringa que estava em seu bolso e a injetou no braço de WuFei, a conectando em um recipiente cheio de soro. – Não se mexa até o soro acabar. – WuFei fez que sim com a cabeça e passou a beber o líquido. Ayame foi até Treize, o puxando outra sala, cheia de prateleiras entupidas de remédios.
- O que aconteceu com ele? – a preocupação de Treize era visível para qualquer um. Se tivesse acontecido algo de ruim a WuFei por sua causa, ele iria se matar.
- Olha, Treize, vou ser sincero com você: ele está muito estressado. Estressado até demais, e isso pode prejudicar bastante os bebês, ele pode até perdê-los. – O corpo de Treize parecia estar em brasas. WuFei poderia perder seus filhos... – a única coisa que ele quer agora é ter você ao lado dele. Ter você o apoiando.
- Mas eu tenho que trabalhar, não posso tirar uma licença agora.
- Não precisa tirar uma licença. Tire uma folga. Dois dias são suficientes. Viaje com ele para algum lugar, ou então fique em casa, cuide dele, fiquem juntos, faça o que ele quer.
- Mas meu trabalho... – a preocupação de Treize começou a aumentar, mas não iria fazer mal tirar uns dias de folga do trabalho... – Eu posso fazer um cruzeiro com ele.
- Claro, seria uma ótima idéia, como uma lua-de-mel adiantada. Além de tirarem férias, é perfeito para WuFei.
- Certo. Então eu irei tirar uma semana de folga. Será muito bom para nós dois. Então vamos, ou ele vai começar a levantar idéias porquê nós não estamos lá. – dito e feito. Foi apenas Treize entrar na sala, para WuFei explodir.
- Treize! Como você pode me deixar aqui sozinho e ir para a outra sala com o médico? Como eu vou saber se você não me traiu?
- WuFei! – beijou a testa do moreno e sorriu. – o que você acha de fazermos um cruzeiro?
- Qual o motivo dessa viagem?
- Não há nada demais, eu só quero viajar, como se fosse uma lua-de-mel adiantada.
- O que você quer com uma lua-de-mel adiantada?
- Não se estresse. Nós vamos nesse cruzeiro por dois ou três dias, voltamos, casamos e viajamos de novo.
- YAAAAAA! Vamos! EU TE AMO!
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(19 de novembro)
- Hoje o Duo vai ter que me ouvir! – Heero caminhava pela rua, em direção à casa de Duo. a verdade seria revelada naquele dia. – Bateu na porta com as costas da mão e se escorou no parapeito, esperando que a casa fosse aberta. Pode ouvir os trincos da porta se abrirem e o rosto de Duo aparecer pela fresta, mas quando o americano percebeu quem era, empurrou a porta rapidamente, a fechando. – Merda! Duo, abre a porta. Eu preciso falar com você!
- Vai embora, Heero! – Duo se encostou na porta, mas seu corpo não agüentou seu peso e ele escorregou pela porta até o chão.
- Eu não vou embora, Duo. Você precisa me ouvir.
- ... – Duo ficou em silêncio, seria melhor não ouvir o que Heero tinha para dizer.
- Duo, se você não abrir a porta, eu vou ficar esperando aqui até você sair. – mesmo as palavras saindo autoritárias, Duo não abriu a porta. Heero ficou esperando até de madrugada, mas Duo nem mesmo saiu de casa, até que Heero foi embora. A mesma coisa aconteceu no dia seguinte, e nos outros, até a vontade de Heero se tornasse nula e ele tentou mais uma única vez.
- Droga, Duo! você precisa me ouvir. – Heero, sem nem mesmo perceber, começou a chorar, apenas pequenas gotas solitárias. – Duo, me escute. Eu tenho que te dizer uma coisa. Por favor. Apenas me escute. Você não precisa voltar para mim, eu só quero um pouco da sua atenção.
- Da última vez que eu te dei a minha atenção, você me deixou grávido e me traiu com aquela vaca. – O americano finalmente abriu a porta e encarou o japonês com um olhar odioso.
- É sobre isso o que eu quero falar. Eu não te traí. Eu juro que não. Eu nunca te trairia e te deixaria gravido. Eu te amo.
- Você é um mentiroso. Não há nada que você possa fazer para remediar isso. Eu te odeio, Heero Yuy... "mas mesmo assim eu te amo". – Duo limpou uma única lágrima que escorria de um de seus olhos violetas, entrando em casa logo em seguida, batendo a porta com força.
CONTINUA...
1 – No momento em que nós escrevemos esta fic, estávamos no mês de setembro, então futuramente nós faremos referências ao natal, por isso não liguem.
Aviso: a partir da semana que vem, esta fic será postada na conta "Bakas Felizes", já que essa fic foi feita em dupla, e a conta é formada por mim, a BT34 e a Sweet Angel.
