N/T: Personas, é isso aí, tivemos uma overdose de kakasaku dessa vez né ;D
2N/T: Flores, não esqueçam da classificação etária, ok. Esse cpt tem cenas (bem) maduras.
3N/T: As pms e reviews que ainda não foram respondidos, logo o serão. ;D
4N/T: Como sempre, a tradução é livre.
Uma kakasaku da lindona Silvershine
Versão em português para Anju Hime
Betado por Bela21
The Window
A Janela
Capítulo VIII
Akane
Parte II
.
.
.
.
Sakura tomou um gole de chocolate quente, um olho no relógio da parede e outro no aparelho de televisão. Seu programa favorito estava passando, mas ela não conseguia sentir seu prazer habitual. Ou era um episódio reprisado ou seu cérebro estava muito cheio de outros assuntos para permitir abrir espaço para aproveitar o leve entretenimento.
Ela se sentia amarga e deprimida.
Aqui estava uma jovem, sentada sozinha em casa numa sexta à noite como uma divorciada de meia-idade.
Como sua mãe.
Tudo que precisava para ficar igual a ela era um maço de cigarros e uma cabeça cheia de bobes.
Um suspiro escapou de seus lábios e ela tomou outro gole de sua bebida quente.
O show terminou e a previsão do tempo apareceu na tela, prevendo um clima desagradável e tempestuoso. Sakura olhou pela janela, para o céu que já estava escurecendo. Estava limpo por hora, mas amanhã à noite estaria, possivelmente, chovendo. E na noite seguinte.
Realmente, esta era sua última chance, por um tempo, para sair e se divertir um pouco...
Talvez pudesse encontrar hoje à noite um novo e decente namorado?
Sakura decidiu, então, que já tivera o suficiente. Chega de ficar deprimida. Chega de fingir ser sua mãe. Ela havia escolhido alguns homens péssimos no passado, mas isso não era desculpa para desistir. Com um pouco de maquiagem e com a ajuda de uma saia curta, poderia até encontrar seu futuro marido hoje à noite. Quem sabe?
Era melhor sair e avaliar suas opções do que se sentar em casa e se perguntar se seu professor era a mais brilhante perspectiva que teria na vida... que era, francamente, uma coisa muito deprimente.
.
.
.
Sakura já estava vestida e saía pela porta meia hora depois, mas não estava seguindo para o bar habitual. Estava começando a lhe ocorrer que todos os seus quatro namorados anteriores tinham sido apanhados no bar que costumava frequentar, o lugar era um verdadeiro auxílio à humanidade (para não dizer o contrário).
Então, resolveu ir ao bar da esquina da delegacia, esperando que este fosse o lugar onde os homens normais de Konoha estavam se escondendo. As bebidas eram mais caras, então, pelo menos, sabia que o padrão era provavelmente melhor.
.
.
Estava cheio quando entrou, mas não de forma esmagadora. Algumas pessoas olharam para cima quando ela passou e alguns olhares permaneceram em si, o que descobriu ser um bom sinal.
Não havia rostos familiares, então ela foi direto para o bar, sentando-se entre uma cadeira vazia e um homem com aparência livre, usando óculos e que estava bastante concentrado em seu notebook.
- Cordial Lime. – Pediu docemente ao barman. Ela não queria nada nem remotamente alcoólico, principalmente depois do que ocorrera na noite passada.
Enquanto esperava, preguiçosamente lançara seu olhar ao redor do local pensando em suas opções.
Havia vários homens de boa aparência, mas a maioria já estava conversando com outras mulheres. Mesmo assim, de boa aparência eram apenas superficialmente falando, assim como Sasuke havia lhe ensinado. Ela ficaria feliz em encontrar um homem medíocre, contanto que tivesse uma personalidade agradável.
Inferno, neste momento ficaria com qualquer um contanto que soubessem o que estavam fazendo na cama.
Então, de repente, avistou alguém que a fez congelar a respiração em seu peito e seu coração tropeçar.
.
.
Ele estava parado do outro lado do bar, inclinando-se despreocupadamente contra um pilar de madeira com uma bebida na mão e uma jovem mulher diante de si.
Estava conversando ela, fazendo-a rir e balançar a cabeça o tempo inteiro e, durante todo esse tempo, Hatake deslizava um dedo levemente ao redor da borda do copo.
Sakura não tinha ideia de que Kakashi flertava em bares...
Ela rapidamente desviou o olhar, com raiva de si mesma por ter, inadvertidamente, escolhido este bar, de todos os bares em Konoha - (os três) – e vir parar exatamente aqui, próximo da pessoa da qual estava tentando fugir.
Como poderia arrumar um namorado decente quando o objeto de sua afeição mais recente (e equivocada) estava parado a alguns metros atrás de si?
O barman depositou a bebida na frente dela, e Sakura ansiosamente pegou o copo, e deu alguns goles.
Será que ele ainda não a tinha visto? Será que ele havia notado quando ela entrou e só estava bancado o tranquilo? Será que estava olhando para seu bumbum nesse exato instante ou será que estava ocupado demais com aquela ruiva para notar qualquer um à sua volta?
- Com licença, este lugar está ocupado? - Um jovem indicou a cadeira vazia ao lado dela.
- Sim. - Respondeu tensa. - Vá embora.
.
Tarde demais.
Tardou até perceber o erro cometido por sua reação instintiva, e, em seguida, o rapaz já tinha ido embora.
Pelo que sabia, ela simplesmente poderia ter espantado seu futuro marido! Hatake Kakashi pode ter arruinado sua vida para sempre!
Não que ele tivesse percebido, é claro.
Ela olhou em volta outra vez para ver se ele ainda estava conversando com essa mulher, embora pela sua aparência, a mulher com certeza tinha uma idade aproximada da dela própria.
A garota estava flertando; piscando os cílios de modo feminino e inclinando a cabeça timidamente, e ele estava sendo charmoso, inclinando a cabeça em direção a ela e, provavelmente, usando aquele seu olhar que queria dizer "você".
.
Dessa distância era difícil dizer quem seduzia e quem estava sendo seduzido.
Não era ciúme que queimava como brasa na boca do estômago de Sakura. Era mais como um sentimento de grande injustiça e não importava o quanto de seu drink não alcoólico bebesse, o nó em seu estômago parecia somente apertar mais e mais.
Foi provavelmente uma péssima ideia beber álcool, mas que se foda, (oh, ok isso foi apenas uma metáfora).
– Com licença! - acenou para o barman. – Eu gostaria de um pouco de seu sakê mais barato, por favor.
Ele deu-lhe um olhar um tanto suspeito. - Quantos anos você tem?
A questão a sacudiu, como se ela não estivesse acostumada a ser perguntada sobre isso normalmente e hesitação, provavelmente, inundou-a nesse breve momento, o que somente serviu para que ela parecesse culpada ou coisa assim.
– Dezoito. - Disse, e mesmo que fosse a mais pura verdade, seu tom de voz era preocupado, o que soou bastante artificial.
- Trouxe sua identidade? - Perguntou o barman.
- Não... - Respondeu, franzindo o cenho. - Eu sou uma kunoichi. Não ando com identidade.
- Então, mantenha-se com seu drink sem álcool ou vá crescer um pouquinho mais, ok.
.
A boca de Sakura escancarou-se em indignação e ela estava prestes a soltar uma enxurrada de maldições em vista ao abuso do barman, porque caramba, ela já era crescida!
Mas, enquanto respirava fundo para se preparar para dizer umas boas verdades para o funcionário, um homem de óculos ao seu lado levantou a mão.
- Eu gostaria de um pouco de seu sakê mais barato, por favor? – Pediu educadamente ao barman.
Sakura olhou para ele, assim com o barman.
- Está comprando pra si ou pra ela? - O barman perguntou cético.
O homem deu de ombros vagamente. - Você se importa?
Aparentemente não. Contanto que o dinheiro passado para sua mão fosse de alguém com idade suficiente para ter linhas de expressão no rosto, então estava tudo certo.
O sakê chegou e o estranho entregou-o à Sakura com um leve sorriso antes de voltar sua atenção a seu trabalho.
Sakura foi desarmada com esse simples ato. - Quanto lhe devo? - Perguntou, remexendo em seus bolsos.
– Tudo bem. Veja isso como a minha boa ação do dia.
Ela não sabia o que fazer sobre isso.
Não sabia o que fazer ao notar que o homem ainda permanecia absorto em seu trabalho, bom, não parecia estar tão interessado em firmar uma conversa, então, talvez, ele realmente só estava interessado em fazer uma boa ação.
Além disso, ele era, provavelmente, muito velho para ela. Quase tão velho como Kakashi-sensei, pelo amor de Deus!
Embora o que Ino havia dito sobre as coisas que um homem mais velho era capaz de fazer...
Sakura olhou ao redor novamente, mantendo uma expressão irônica para Kakashi. Ele parecia estar chegando mais perto da menina...
Quando se virou de volta, percebeu que o estranho ao seu lado tinha seguido o seu olhar. - Se está de olho no companheiro de cabelos brancos, eu não manteria grandes esperanças se fosse você. - disse agradavelmente. – Outra pessoa parece já ter reivindicado território.
- Oh, não! Não é isso. - Sakura disse rapidamente. - Eu sou apenas... ele é meu professor.
- Uma aluna de Kakashi-sempai? - O homem pareceu surpreso. - Então deve ser Haruno Sakura. Ele já mencionou algo sobre você.
- É... você conhece Kakashi-sensei? - Foi a vez de Sakura ficar surpresa.
- Eu costumava trabalhar com ele. - disse o estranho. - Na ANBU.
- Oh. – Deixou escapulir. - Você está na ANBU.
Bom, então a sanidade do homem era uma causa perdida, não?
- Antigamente. - disse respondeu, encolhendo os ombros. - Agora estou na área de pesquisa e desenvolvimento.
Bem, isso era um bom sinal. – De quê? - Ela perguntou.
- Venenos.
- Engraçado porque eu... tipo, eu trabalho em pesquisa e desenvolvimento de antídotos. - Ok, isso não era engraçado, mas havia uma espécie de ironia sobre o assunto.
Talvez este homem pudesse ser seu futuro marido?
Ela olhou por cima do ombro, esperando ver se Kakashi ainda estava com sua amiga ruiva, mas tudo que encontrou foi apenas espaço vazio.
Os olhos de Sakura correram ao redor da sala, tentando localizá-lo, quando um clarão branco chamou sua atenção.
Ele estava cortando caminho pelo meio da multidão, em direção aos banheiros...
...E a cabeça vermelha seguia logo atrás de si, sendo puxada pela mão para acompanhar seus passos ligeiros.
Sakura tinha certeza que as pessoas não iam ao banheiro em duplas, a menos que fossem duas garotas.
O que significava apenas uma coisa...
Uma queimação desagradável se estabeleceu em seu estômago e ela não conseguia explicar o porquê. Talvez fosse simplesmente a noção de que até seu professor poderia ter a sorte que ela não tinha.
Talvez tenha sido porque uma mulher qualquer iria ver aquele rosto e os traços que se escondiam sob a máscara - um privilégio que Kakashi não concedia nem mesmo a amigos mais próximos e conhecidos.
Ou talvez estivesse apenas irritada com o fato de que ele estava saindo com outra mulher quando, pela manhã, parecia estar disposto a ficar com ela.
Não é da sua conta, disse a si mesma com firmeza. Esqueça.
Esqueça-o.
Com um sorriso corajoso, virou-se para o estranho ao seu lado. - Eu não cheguei a perguntar seu nome.
.
.
.
Kakashi não ligava para rapidinhas.
Não havia finesse numa rapidinha.
Nem tempo para saborear, aproveitar ou deleitar-se.
Nem tempo para colocar em prática sua habilidade verdadeira ou apreciar de forma correta.
Havia apenas um corredor mal iluminado, deserto e uma pilha de latas de cerveja e bem, no momento, isso teria apenas que bastar.
Ele preferiria tê-la levado para casa e passar algum tempo desfrutando o fruto do seu trabalho.
Não que ela tenha sido particularmente difícil, mas ele preferia que o ato principal demorasse mais do que as preliminares. Ela parecia estar caminhando para mais nada além de um suspiro, pequeno e levemente satisfatório no escuro e uma vez que isso ocorrera, Kakashi já não podia mais discutir.
Aquilo não satisfaria o comichão - porque tal comichão não era puramente por sexo. Era por companhia. E não seria apagado por nada menos do que uma ou duas noites deitado ao lado de outro corpo quente e só assim ele não se sentiria tão maldito e sozinho, pelo menos, uma vez.
Não, isso não iria satisfazer o comichão, mas seria o suficiente por agora.
.
Então Kakashi estava longe de sentir-se completamente feliz quando a empurrou em cima das caixas e ao mesmo tempo dava-lhe beijos ardentes, mãos posicionando-se abaixo da saia dela para arrancar sua meia-calça depressa.
Alguns poderiam dizer que era impossível para um homem como ele sentir-se deprimido, quando estava prestes a chegar ao céu, mas normalmente Kakashi conseguia ter sucesso onde outros muitas vezes falhavam.
Advertiu a si mesmo a não pensar muito nisso.
A garota era linda, maravilhosamente receptiva e concordou com o fato de que ele era um cara que não mantinha amarras. Que mais poderia pedir?
Bem, em primeiro lugar, talvez, um local mais privado.
Talvez ela pensasse que a ideia de fazer sexo no corredor entre os banheiros e o depósito de bebidas seria uma emoção, uma aventura, mas isso só o fez ficar tenso. Qualquer um poderia vir a qualquer momento e exibicionismo nunca tinha sido uma de suas qualidades.
Em segundo lugar, uma longa noite numa cama macia teria sido algo muito mais favorável.
Por fim, em terceiro lugar, Sakura estava lá.
Ele não queria que ela estivesse lá, mas ela estava.
Sentada ao bar conversando com um de seus antigos subordinados - um cara legal. O tipo de cara que seria bom para ela e pelo qual ela realmente poderia se apaixonar e um cara para o qual ela abriria as pernas e...
- Anda logo! - A garota em seus braços gemia, tateando os botões das calças masculinas.
Ele, enxotando as mãos da moça e começou a desabotoá-las sozinho. Ela estava ansiosa demais para deixá-lo tirar o preservativo do bolso, mas depois de alguns momentos Hatake teve o prazer de vê-la contorcer-se e suspirar tão logo entrara nela com uma estocada forte que sacudiu todo o seu corpo.
- Sim, oh Deus, sim! - Suas pernas enlaçaram ao redor dos quadris masculinos, incitando-o com força a estocá-la novamente.
Ela era receptiva, tudo bem. Quase até demais. Seus pequenos gemidos ofegantes começaram rápido com cada impulso dado e ele ficou preocupado em ser ouvido.
Parecia ser um trabalho muito difícil, administrar esse malabarismo com o corpo dela em cima dos caixotes e tentar concentrar-se em dar prazer a ambos, em achar seu próprio ritmo, e ao mesmo tempo se preocupar em não fazer muito ruído ou, ainda, ficar atento aos passos de alguém se aproximando.
- Não pare! – Argh.
Kakashi estremeceu com o crescente volume de seus gemidos e rapidamente a silenciou pondo-lhe um dedo contra os lábios. Ele tentou se lembrar do nome dela, a fim de avisá-la para ficar quieta, mas tal nome escapuliu de sua mente naquele momento.
Então, ele começou a enterrar o rosto no pescoço feminino, mordiscando e beijando sua garganta. Ela cheirava bem, mas não tão agradavelmente como a calcinha dobrada em seu bolso de trás.
Seus gemidos acalmaram-se enquanto ela o ouvia sussurrar algo sobre seu livro didático (Icha Icha) em seu ouvido, dizendo-lhe o quão quente e apertada ela era, e quão molhado e quão grande ele se sentia dentro de sua caverna estreita, o quão era especial e diferente, que ela era algo que ele nunca havia tido antes.
Era tudo uma bobagem desesperada, um completo clichê, mas ela caiu no papo furado dele.
E com cada estocada pontual, não demorou muito até que ela estivesse se movendo descontroladamente.
- Acho que estou chegando! - suspirou, atirando a cabeça para trás enquanto seu corpo começava a dar espasmos insanos.
Merda.
Kakashi não estava nem perto de estar chegando lá.
Ele não queria que esse encontro se esticasse por muito tempo, pois o risco da descoberta seria muito maior, mas até mesmo o doce contorcer e os espasmos do corpo feminino por si só não foram o suficiente neste momento.
Ele fechou os olhos e tentou dar uma ajudinha ao processo, usando juntamente sua imaginação. Ele precisava de algo – qualquer coisa para ajudá-lo a cair do abismo.
Mulheres nuas.
Mulheres nuas se beijando.
Mulheres nuas tocando uma a outra.
Sakura nua.
As bolas de Kakashi apertaram quase que violentamente e ele estremeceu. - Sim...
Sakura nua. Sakura nua tocando a si mesma. Sakura nua e de joelhos, chupando-o até a última gota. Sakura nua bem diante de si, empoleirada em uma pilha de engradados, gemendo enquanto ele a levava ao orgasmo.
Kakashi podia ouvi-la.
Podia sentir seu corpo apertando-se em volta de si, sentir suas mãos pequenas segurando em seu colete quando finalmente atingia o abismo. Ele poderia sentir o gosto dela enquanto sua boca a atacava num beijo feroz, engolindo os sons de êxtase em forma de gemidos.
E então ele finalmente se perdeu.
.
.
Seus quadris estocaram forte dentro dela, praticamente sem seguir um ritmo padrão enquanto prazer rugia quente em suas veias.
Um nome escapuliu de seus lábios e um gemido retumbou em sua garganta.
A garota gritava em seu ouvido, alto demais, estava quase certo disso, mas naquele momento só não se importava porque esse foi o melhor orgasmo de sua vida.
.
.
O êxtase desvaneceu rapidamente, como ele sabia que aconteceria e depois de algumas estocadas mais, ele se afastou.
Talvez tenha se separado rápido demais porque, enquanto tinha uma bela visão de uma jovem cansada e bem fodida, ela também parecia um pouco irritada. – Akane. - ofegou.
- O quê? - Ele estava muito ocupado arrancando a camisinha completamente.
- Esse é o meu nome. - disse. - Akane.
- Eu sei. - mentiu. Já tinha esquecido.
- Então por que me chamou de 'Sakura'?
- Oh, merda... - murmurou, dando-lhe um olhar apologético. - Eu chamei, não foi? Sinto muito. Isso foi incrivelmente rude da minha parte. Você provavelmente acha que eu sou um idiota completo.
- N-Não. - Disse rapidamente, surpresa com o seu pedido de desculpas rápido. - Não, eu só... bem, se você dissesse que havia uma outra garota, eu não teria... bem, se você tivesse pedido eu poderia ter ajudado.
Kakashi piscou. - O quê?
Ela se sentou e começou a endireitar a roupa novamente. - Eu costumava ter um namorado que fantasiava sobre Cherry Kobe. Sabe, a estrela pornô?
- Não, eu não conheço. - Outra mentira. É claro que ele conhecia.
- Bem, às vezes eu fazia um henge pra ele, você sabe, para me parecer com ela. Eu sou muito boa nisso. Eu sei como é querer alguém que você não pode ter, e eu não sei, mas se você quiser fazer isso de novo qualquer dia... se me der uma foto dela, eu poderia fazer isso por você.
.
.
Por um momento horrível, Kakashi contemplou a ideia.
Em seguida, tirou-a imediatamente de sua mente.
Que tipo de filho da puta pediria sua namorada para parecer como uma estrela pornô durante o sexo? E se ele pedisse que ela o fizesse, não seria melhor do que esse canalha.
– Esse é um talento fofo. - disse a ela gentilmente, dando uma passadela com o dedo indicador no nariz da moça. - Mas eu a prefiro como você é. Foi apenas um lapso. Sakura é minha gata.
- Oh! - Apesar de tudo, ela ainda pareceu aliviada. E então confusa. - Isso é um pouco estranho...
Ele encolheu os ombros. - Pense como eu me sinto. - disse ele severamente. - Quantas vezes é que um cara chama o nome de seu gato durante o sexo? Eu me pergunto o que um psicólogo faria com esse meu caso.
Foi uma recuperação magistral, se Kakashi pudesse dizer isso a si mesmo.
Ela riu de sua piada fraca e beijou-o. – Obrigada. – disse. - Isso foi realmente divertido.
.
.
Ela realmente era uma garota muito doce e tinha uma aparência muito próxima de Sakura.
Mas talvez tenha sido por isso que ele a escolheu em primeiro lugar?
Ele se permitiu ser beijado algumas vezes mais, antes que ela pulasse das caixas e terminasse de endireitar suas roupas. Pegou sua bolsa e começou a escrever na parte de trás de um guardanapo. - Eu sei que você disse sem compromisso. - Falou timidamente. - mas se mudar de opinião, este é o meu número.
Ele aceitou o papel e olhou para o número e o nome assinado - um nome que ela tinha sublinhado três vezes para dar ênfase, para o caso dele esquecer novamente. Ele sorriu. – Obrigado.
Ele não fez promessas, mas talvez lhe desse uma ligada...?
Com o humor reluzente, a moça colocou-se nas pontas dos pés para pousar pela última vez mais um beijo na bochecha masculina antes de sussurrar um "adeus" e desaparecer pelo corredor até o banheiro feminino.
Kakashi recostou-se contra os engradados e permitiu-se um momento para apenas respirar e pensar. Fisicamente, ele estava satisfeito.
Mas ele não estava realmente satisfeito. De forma alguma.
Perturbado, se afastou dos engradados e se dirigiu ao banheiro masculino para se limpar e verificar sua aparência antes de voltar ao bar.
Sua boca e bochecha estavam manchadas de batom, mas depois de algumas tentativas fracassadas de tentar limpá-las, acabou por decidir que as provas seriam escondidas sob a máscara de qualquer jeito.
.
.
O bar parecia mais cheio do que quando ele havia saído com aquela garota.
No momento em que voltou, tudo estava cheio de fumaça, então ele não fez nenhuma menção automática de tentar procurar por Sakura. Mas percebera que ela não estava mais no bar e nem na pista de dança, e nem em uma das cabines na parte de trás. Ela tinha ido embora e com seu antigo subordinado.
Kakashi não tinha certeza de como se sentia sobre isso.
Sua parte racional dizia-lhe que aquilo era uma coisa boa, que seu subordinado era um bom homem e um amante decente (bom, talvez, isso Kakashi não pudesse pessoalmente afirmar) e Sakura não cometeria um erro levando-o para casa.
A parte menos racional, mais primitiva de seu cérebro, dizia-lhe que ela ainda poderia conseguir algo muito melhor.
A parte que comichava há momentos atrás, simplesmente sugeriu que ela poderia ficar com ele.
Kakashi fez uma careta para seus pensamentos sombrios.
Era melhor ir para casa e deixar tudo para lá. Ele não tinha conseguido o que queria esta noite, mas haveria sempre outras noites.
Sim. Haveria sempre outras noites...
.
.
.
O céu rugia quando Sakura caminhava para casa, sozinha, olhando a rua iluminada que ainda estava molhada da chuva que caíra durante o dia.
Luzes cintilavam dos postes, era quase como se estivesse andando sobre a água.
O cara tinha sido legal, mas ele não estava interessado, na verdade.
Sakura suspeitou de que ele já estava ligado à outra pessoa e apenas estava sendo simpático e educado com ela. Seja qual for o motivo de sua indiferença para com ela, Sakura não se preocupou em saber detalhes. Ela não estava com vontade de fazer amigos hoje à noite, então, apenas se desculpou e decidiu ir ao banheiro antes de voltar para casa, sentindo que a noite, até o momento, já tinha sido um fracasso total e absoluto.
Foi quando estava saindo do banheiro que ouviu.
Ouviu uma voz feminina. Ouviu bem alto, porque a mulher não estava exatamente gritando baixo.
Logo no final do corredor, em algum lugar próximo ao canto dos engradados de cerveja, banhados em luz espantosamente fraca, ela os viu.
Ela sabia que era errado e perverso, e voyeurístico e se fosse pega fuxicando na vida sexual dele novamente seria algo horrível, no entanto, simplesmente não pôde se conter. Ele a fizera desta maneira. A fizera uma curiosa desde a primeira vez que o tinha visto com Yoshi e ela considerou o ato, por incrível que pareça, mais constrangedor do que emocionante.
De alguma forma, ele fazia o ato ser lindo.
Mesmo neste corredor sombrio e cheirando a álcool, mesmo inclinados sobre um engradado de garrafas de cerveja que tintilavam a cada movimento, aquilo era hipnotizante.
O corpo de Kakashi movendo-se com um só propósito, precisão e força, o rosto escondido contra o pescoço da garota que não parava de gemer. O rosto da moça corado e úmido, e ela parecia completamente alheia a tudo, no momento mais primitivo, e ela estava realizando esse momento com o sensei de Sakura, agarrando-o com força e gemendo a cada estocada. Era assim que garotas deviam gemer? Ela não parecia que estava fingindo, mas Sakura nunca tinha...
.
Então, alguma coisa mudou e, de repente, as estocadas foram tomando outro ritmo, mais intensas.
Sakura teve que desviar o olhar daquele momento de intimidade que estava testemunhando. Era tudo muito palpável. Muito erótico. Ela já havia feito sexo antes, mas nunca tinha sido assim. Parecia completamente diferente de qualquer coisa que já tivesse tido experiência e, assistir a cena, era muito inquietante, ao ponto de tirar-lhe o fôlego.
Ela queria ser aquela garota. Ela queria ser aquela a gritar de prazer, a ser penetrada por seu professor várias e várias vezes. Ela queria sentir o calor dele e, pela primeira vez, saber como era estar com um homem no auge de sua vida.
Mas os braços dele enlaçavam em torno de outra garota.
O nome que escorregou de seus lábios – foi muito fraco para Sakura ouvir da distância que estava – mas com certeza não era o seu.
Ele a provocava e brincava com ela, mas nunca iria tão longe a ponto de levá-la para cama.
Ele nunca iria segurá-la firme desse jeito, ela nunca chegaria a senti-lo tremer contra a sua carne ou ouvir sua respiração vacilar na pele de seu pescoço. Nunca sentiria o peso dele sobre seu corpo ou o poder de sua masculinidade dentro de si.
Mas, Deus, ela queria. Ela queria tanto que chegava a doer.
Isso é errado, seu cérebro avisou, nossa, você é tão pervertida quanto Jiraiya.
.
Sakura esquivou-se pelo canto, afastando-se tão silenciosamente como as circunstâncias permitiam. A última coisa que ela queria era ser pega pela segunda vez espiando os momentos íntimos de Kakashi. Ele poderia começar a pensar que ela realmente era uma pervertida.
E você não é?
A porta para o banheiro feminino reapareceu ao seu lado e ao som do riso mais acima do corredor, que parecia bastante alto para seu próprio alívio, Sakura abaixou um pouco naquele pequeno e mal iluminado lugar.
Seria melhor se esconder ali por alguns minutos até que tivesse certeza que Kakashi e a mulher tinham ido embora e fosse seguro para ela sair sem dar de cara com ele. E que lugar melhor para se esconder de um homem do que no banheiro feminino?
Sakura suspirou enquanto se movia para alcançar a pia e examinar sua aparência no espelho.
Ela não tinha dado uma boa olhadela na mulher que estava com Kakashi, no entanto, Sakura foi atingida por um sentimento de inferioridade.
Seu cabelo era de uma cor ridícula, que não era de um estilo particularmente elegante e ela ainda tinha aquela testa enorme. Supôs que era bonita, sim, de uma forma muito doméstica ou do tipo bonita 'por dentro', do tipo bonita que não sairia com caras que estivessem em sã consciência.
.
A porta rangeu atrás de si e Sakura começou a, imediatamente, fingir que estava lavando as mãos. Olhando para cima através do espelho, seu coração acelerou um pouco ao ver que era aquela mesma garota, a tal a qual havia acabado de se comparar.
A garota foi imediatamente até os espelhos para olhar para seu reflexo e Sakura a examinou muito discretamente.
A moça parecia observar seu reflexo de forma um tanto perdida, examinando-se bem de perto, e Sakura, na verdade, não podia culpá-la, afinal estava fazendo a mesma coisa segundos antes da moça entrar.
Ela era bonita, mas talvez, a partir da expressão distraída no rosto, a partir de tal perspectiva, Sakura não poderia dizer que a moça parecia completamente feliz com o que via no espelho. Sakura duvidava que essa moça fosse muito mais velha do que ela própria, possivelmente dezenove ou vinte anos. E possuía, provavelmente, a mesma classificação Shunin também.
A menina pareceu notar o olhar sobre si e seus olhos se encontraram no espelho. Sakura deu um sorriso breve e distraído e voltou a fingir que penteava o cabelo.
A outra mão da menina caiu contra a pia e ela soltou um suspiro. - Você já conheceu um cara do qual realmente gosta... mas o coração dele é, obviamente, de outra pessoa?
Sakura fez uma pausa, olhando para seu reflexo com os olhos nublados. - Uma ou duas vezes. - Disse sem rodeios.
- Pra minha sorte. – a menina disse, sorrindo sem um pingo de humor. - Eu acho que estraguei tudo até mesmo antes de começar.
Então ela se virou e se trancou no banheiro e começou a chorar.
.
.
Sakura ficou congelada fitando o espelho, perguntando se talvez devesse bater na porta e tentar confortar a menina... mas era difícil sentir simpatia quando você mesma se sente quase tão deprimida quanto aquela garota parecia estar.
Por fim, decidiu que não era da sua conta e que não deveria se envolver nisso e calmamente deixou o banheiro para voltar para a área do bar principal.
Para seu alívio, ela não topou com Kakashi enquanto fazia seu caminho em direção à rua e finalmente para o caminho de casa.
.
.
Foi exatamente quando arrastava seus pés pelo chão molhado e apertava os braços mais firmemente em torno de si mesma, e o céu começava a resmungar ameaçadoramente acima de si, que Sakura percebeu que estava em sérios apuros.
Claro, ela vinha dizendo isso já faz alguns dias, mas só agora compreendeu toda a extensão de seus problemas.
Atravessando uma fileira de lojas, Sakura começou a subir os degraus em direção à ponte em arco que atravessava o rio principal que cruzava toda Konoha.
Em noites mais quentes, às vezes gostava de parar por aqui e olhar para todas as luzes cintilantes da Vila, refletidas sobre as águas calmas, às vezes vinha com um amigo... mas, principalmente, gostava de vir sozinha.
Contudo alguém já estava lá, inclinando-se sobre o trilho vermelho, apesar da tempestade que o céu estava prometendo mandar.
Sakura pretendia passar reto por ali, até que se aproximou e percebeu que a tal pessoa era ninguém menos que seu sensei.
Ele se virou ao som de seus passos e endireitou-se para a posição ereta, parecendo quase tão surpreso ao vê-la como ela a ele.
Parece que ela havia deixado o bar no minuto exato após ter tirado a sorte grande.
- Olá. - Disse em voz baixa, seus braços enlaçando fortemente em volta de si mesma.
Ele balançou a cabeça levemente, movendo suas mãos lentamente para enfiá-las nos bolsos. Atrás de si, cordas com luzes pontilhadas iluminavam a noite até a torre Hokage, formando o fundo do cenário, num além-distante, um espectro quase que brilhante. As águas do rio corriam lentamente ao redor de si.
- Você está sozinha? - Perguntou suavemente. Sua voz baixa parecia ser o som mais natural do mundo para os ouvidos da kunoichi.
- Sim. - Respondeu hesitante, olhando para trás como se quisesse se certificar. - Por que não estaria?
- Eu te vi com alguém no bar.
Ah. Então, ele a viu. – Não era ninguém. - disse sem rodeios. - E você? Onde está a garota ruiva?
A cabeça do shinobi inclinou-se um pouco para trás, como se tivesse ficado surpreso ao saber que ela o tinha visto também. - Será que isso importa? Ela não está comigo agora.
- O que havia de errado com ela? - Sakura perguntou secamente. – Não era casada o suficiente para o seu gosto?
Um som suave e divertido lhe escapou. - Algo assim.
Seus olhos verdes se estreitaram sobre ele. - Mas, ainda assim boa o suficiente para... - E parou de falar, não era capaz de realmente deixar que as palavras simplesmente escapulissem.
Kakashi permaneceu impassível, mas ela sabia que agora estava ciente do quanto ela sabia.
Será que até então ele não sabia que ela realmente o tinha visto? Provavelmente não. Mas seu olhar agora parecia um tanto escrutinizador.
Balançando a cabeça, Sakura desviou o olhar. - Sabe, às vezes acho que você não é melhor do que Ikki. Vou pra casa. - Disse com firmeza e começou a passar por ele.
A mão de Kakashi pousou em seu ombro, parando-a.
O peso quente de seu toque pareceu que lhe havia queimado a pele, fazendo seu braço formigar nesse mesmo instante e Sakura olhou para o único olho visível de seu sensei em algo que poderia ser definido como hesitação.
Levou um momento antes de falar, como se estivesse pensando em suas palavras com muito cuidado. - Sakura, adultos podem querer, precisar e desfrutar do sexo. Não é nada para se envergonhar. - disse lentamente. - Quando você for adulta, vai entender isso.
A mão masculina parecia como ferro quente usado para marcar gado. – Eu sou adulta. - Ela respondeu fervorosamente.
- Você é mesmo? - Ele parecia bastante incrédulo.
- Sim. – Respondeu calma.
Sua mão caiu e voltou para o bolso. - É este o ponto em que eu tenho que pedir para provar isso?
- E como eu iria provar isso?
Se ele não estivesse usando essa máscara, Sakura tinha certeza que estaria presenciando um lento sorriso se espalhando por todo seu rosto. Imediatamente ela se arrependeu de suas palavras e deu um passo para trás. - Você é um pervertido. - disse com desdém. Ela estava grata porque estava escuro ou então ele poderia ter feito com que o vermelho em seu rosto brilhasse escarlate naquele exato momento.
- Então temos muito em comum. - Exclamou alegremente.
- Não! – Sakura retrucou um pouco depressa demais. - Eu não sou como você. Eu não sou como você em nada.
Kakashi apenas inclinou a cabeça para o lado e considerou-a com diversão, como se ela não fosse nada mais que uma criança insistindo que não estava cansada, enquanto bocejava ao mesmo tempo. Sakura esperou, mas quando ele não disse nada, ela sossegou e olhou para o outro lado da ponte. - Eu tenho que ir pra casa agora. Temos uma missão amanhã.
Ele ergueu a mão em um gesto de adeus silencioso. Sakura virou-se e começou a andar.
- O que eu disse esta manhã ainda está de pé, Sakura.
Sakura não parou seus passos.
Ela apenas lhe lançou um olhar cauteloso sobre o ombro e viu que ele já havia voltado à posição original, inclinando-se sobre os trilhos da ponte para observar as luzes da Vila.
.
.
Hatake Kakashi realmente era um homem desprezível.
Sem-vergonha, pervertido, respeitável, misterioso, jovem, sábio, velho, evasivo, sério, brincalhão...
Ele lhe causava repulsa em alguns aspectos e a atraía em outros.
Nada sobre ele seria tão simples e qualquer coisa que houvesse entre eles seria exatamente da mesma forma.
Isso apenas não valia a pena.
Mas se isso era realmente verdade, então...
... Então, por que ela simplesmente não podia parar de pensar sobre o assunto?
.
.
Continua
.
.
N/T:
Galera, na boa, a Sakura ou tem muitaaaa sorte ou muitoooo azar!
Pq caraaaaaaaa, presenciar DUAS vezes seu sensei... er... mandando ver é algo meio kármico!
ahaha
Lindonas, digam pra hime, curtiram?
Titia silvershine é muito boa com kakasaku, né. =)
.
Bom, moças, agora vou-me,
nos vemos amanhã com Em Nove Dias,
Bjitos
Hime ;DD
