CAPÍTULO 10

Mas se Harry estava parecendo satisfeito consigo mesmo, Gina estava tentando frear uma emoção totalmente diferente. Ela olhou da expressão divertida de Harley para a chocada de Draco, atrás da arrogância de Harry.

— Como você ousa! — Ela enfureceu-se com Harry, empurrando para trás.
O que foi um erro. Ela que já estava fraca dos efeitos da gravidez e falta de sono, começou a cair.

Harry moveu-se como um raio para pegá-la à medida que ela caia. Ele apertou-a em seus braços e embalou-a, sorrindo.

— É ainda o primeiro trimestre — ele disse a ela suavemente. — Você não pode ficar fazendo movimentos súbitos assim. Você poderia cair.

Ela olhou para ele, furiosa e sem nenhuma resposta para retaliar.
A posição ameaçadora de Draco relaxou. Ele olhou para Harry com emoções contraditórias.

— É seu bebê? — Ele perguntou devagar.

Harry deu a ele um olhar que podia ter começado um incêndio.

— Como você ousa! — Ele repetiu declaração de Gina, e conseguiu parecer não só indignado como também bravo. — Que tipo de mulher você pensa que ela é?

Draco limpou a garganta.

— Desculpe.

Gina estava tentando não sorrir. Realmente não era engraçado. Mas a defesa de Harry a ela a aqueceu por toda parte.

Harry relaxou um pouco, mas não soltava Gina.

— Você tem que ter certeza que ela faça paradas frequentes. — ele disse a Draco. — De forma que ela não fique muito cansada. Eu virei na hora do almoço todo dia e a levarei para um restaurante bom onde ela possa comer bastante proteína. — Ele pareceu pensativo. — Nada com hormônios ou antibióticos, claro, nós temos que pensar no bebê.

— Harry! — Gina ofegou, batendo em seu ombro.

— E ela positivamente não pode trabalhar até tarde. — Harry adicionou belicosamente.
Draco estava sorrindo agora, e tentava esconder isto.

— Certo. — ele disse agradavelmente.

Harley estava chocado. Ele realmente gostava de Gina. Mas o modo como Harry Potter estava olhando para ela era quase tangível. E ela estava grávida. Harley suspirou melancólico.

Ele não tinha muita sorte com mulheres, apesar de sua história de ter ajudado a acabar com um cartel de droga importante na área.

Harry olhou de volta para Gina.

— Sente-se bem agora? — Ele perguntou suavemente, e sorriu para ela.

Ela queria se enrolar em seu corpo forte e o beijar até que ficasse dolorida. O que nunca faria, claro.

— Eu estou muito melhor. — ela disse empertigada, e tratou de não deixá-lo perceber o que queria realmente.

Ele a colocou no chão.

— Nós temos que contar à sua mãe.

— Sobre o bebê? — Draco perguntou em voz alta.

— Sobre Belatriz Granger que foi presa em San Antonio. — Harry corrigiu. — Ela está sendo acusada de assassinato em primeiro grau pela morte do pai de Gina.

Draco e Harley assobiaram.

— Eu sinto muito, Gina. — Draco disse suavemente. — Se você precisar sair cedo, fique a vontade. Eu arranjarei alguém para ficar no seu lugar por enquanto.

— Não, é melhor se eu não chatear a mamãe alterando minha rotina. — Gina disse. — Eu farei isto quando eu sair do trabalho.

— Eu irei com você. — Harry disse facilmente.

Ela encontrou seus olhos e foi como ser atingida por um raio. Ela engoliu em seco.

— Obrigada.

Ele movimentou a cabeça, perdido com um olhar tão suave quanto faminto.
Draco chamou a atenção de Harley com o grande punho.

— Falando em rotinas, nós temos gado para mover. — Ele lançou um olhar em Harry. — Eu não percebi por que você estava aqui. Desculpe a recepção.

Harry encolheu os ombros.

— Sem problemas.

Draco hesitou.

— Eu farei com que ela descanse bastante. — ele adicionou. — Eu me lembro como minha esposa ficou, antes de nosso filho nascer. — Seu rosto fechou.

— Nós ouvimos que ela está vindo para uma visita. — Harry disse, sondando.

O rosto inexpressivo de Draco era difícil de ler.

— Nós estamos discutindo uma revisão dos direitos de custódia. Ela está viajando muito e o menino fica a maior parte do tempo em creches ou com uma babá. — Seus olhos relampejados furiosamente. — Eu quero trazê-lo para viver aqui.

— Você acha que ela deixaria? — Gina perguntou suavemente.

— Foi um divórcio difícil. — ele respondeu. — Mas eu estou começando a perceber o quanto de tudo isso foi minha culpa. Eu a fiz ir embora. — Ele encolheu os ombros. — Talvez nós possamos fazer as coisas ficarem melhores agora. — Ele olhou fixamente para Harry. — Você tentou dizer isso a mim, e eu esmurrei você.

Harry riu.

— Nenhum dano foi feito. Eu esmurrei de volta.

Draco deu um sorriso.

— Ele foi capitão nas forças especiais, sabia? — Ele perguntou a Gina. — Ele e Cag Hart serviram junto.

— Eu não converso sobre isto. — Harry disse brevemente.

— Bem, com licença. — Draco disse facilmente. — Não era como se você escondesse em um buraco e procurasse ficar de fora do combate, sabe.

Gina estava olhando para Harry com curiosidade.

Draco sorriu malicioso.

— Ele dirá a você algum dia, eu suponho. — ele disse. — Ou mostrará a você as medalhas, se ele estiver de bom humor.

Os olhos do Harry estavam ardentes.

— Eu estou indo! — Draco disse, com as palmas para cima. — Vamos, Harley, nós iremos carregar aquele touro que seu chefe quer.

— Sim, senhor. — Harley respondeu, com uma piscada para Gina. Harry olhou fixamente para ele. Ele ergueu suas palmas, também rindo, e seguiu Draco porta a fora.

Gina olhou fixamente para eles e então para Harry. Ele não parecia culpado. Ele parecia satisfeito consigo mesmo lá, de pé com um sorriso no rosto as mãos nos bolsos. Ele não era um homem que sorria frequentemente. E parecia fazer muito isto com Gina, ela notou. Aliviando seu embaraço.

— Agora você se casará comigo, não é? — Ele meditou com um sorriso nos lábios.
Com os olhos estreitados ela se sentou de volta na cadeira.

— Isso não foi justo.

Os olhos dele cintilaram.

— Nem ficar andando pala cidade com meu bebê debaixo de seu coração, e sorrindo para outros homens. Especialmente Harley Fowler. — ele adicionou, só para tornar isto claro.

Ela piscou.

— Eu não estou interessada em Harley, desta maneira.

— Bem, ele está interessado em você. Ou estava.

— Você não falando sério.

— Eu estou. — Com o sorriso enfraquecido ele olhou para ela, e sentiu uma nova e terna onda protetora. — Você não tem uma imagem própria muito boa. Eu tenho sido uma influência ruim para você, e não dei a você a atenção que você precisa. Isso vai mudar.

— Você se sente bem? - Ela perguntou cautelosamente.

— Talvez Draco não seja o único que fez um pouco de busca interior ultimamente. — ele respondeu. — Eu passei semanas afastando você, quando veio trabalhar para mim. Você nunca daria a mim qualquer outra coisa exceto preocupação e generosidade. Eu me ressenti disto. Suponho que eu soubesse que há muito tempo você estava entranhada em minha pele. Eu lutei contra isto, claro.

— Poderia ser somente o bebê. — ela começou.

— Não poderia.

Ela sorriu para ele, com seus olhos brandos.

— Bem, bem.

Ele sorriu de volta.

— Eu virei quando for para casa. Nós dois daremos a notícia a Sra. Weasley.

— A mamãe é forte. — ela disse a ele. — Ela parece muito delicada, mas ela é muito forte.

— Você também tem que ser forte. Quando este caso for a julgamento trará algumas lembranças dolorosas a vocês duas.

— Nós enfrentamos tudo aquilo quando Papai morreu. — ela tristemente disse. — Inclusive a perda do dinheiro e nossa casa. Pelo menos nós teremos alguma satisfação em ver a assassina ser julgada pela morte dele. Eu espero que ela vá para prisão.

— Eu também, mas você não pode mostrar suposição ao júri. Nós teremos que fornecer o promotor com toda a munição que nós pudermos conseguir. — ele adicionou. — Eu não quero que ela escape desta vez.

— Nem eu. — Gina concordou e sorriu para ele.

— Obrigada.

— Eu verei você às cinco. — Ele piscou antes de sair. Gina ficou sentada olhando fixamente depois que ele saiu, suspirando, até que ela percebeu que ela tinha trabalho a ser feito.

A Sra. Weasley soube que algo estava errado quando ela ouviu dois carros pararem na calçada, e especialmente quando ela viu Harry e Gina entrarem junto parecendo sombrios.

Ela se sentou diretamente em sua cadeira e dobrou suas mãos em seu colo.

— Certo. O que está acontecendo?

Ambos ficaram em silencio.

— Dois carros? Você dois aqui logo após o trabalho?Deve ser algo importante.

— Bem... — Gina começou.

Harry chegou mais perto.

— Eles pegaram Belatriz Granger. Ela está presa em San Antonio.

— Aleluia! — Sra. Weasley disse sorrindo.

Harry e Gina olharam perplexos para ela.

— Eu deveria desmaiar ou algo parecido? - A Sra. Weasley perguntou. — Desculpe. Eu estou muito feliz que eles a prenderam, e eu ficarei mais que feliz em testemunhar tudo que eu sei.

— Será estressante. — Gina começou, sentando no sofá em frente a sua mãe.
— Deixar ela escapar seria muito mais estressante. — Ela olhou para Harry solenemente. — E falando de estresse, quando você dois vão se casar?

O queixo de Harry caiu.

— É melhor ser logo. — ela adicionou firmemente. — Eu não quero que minha filha fique andando corredor abaixo em roupas de gravidez.

— Mamãe! — Gina exclamou, horrorizada.

— Ela pensa que eu sou surda. — A Sra. Weasley disse a Harry. — Eu teria que ser para não ouvi-la vomitando toda manhã. — Ela o estudou belicosamente. — Bem?

Harry realmente riu.

— Eu acabei de contar a seu novo chefe sobre o bebê.

— Será um escândalo. - A Sra. Weasley lamentou.

— Será um bebê. — Harry corrigiu, sorrindo ternamente para Gina. — Com pais que o amará e o quererá muito.

— Realmente eles irão. — Gina concordou, sorrindo de volta para ele.

— Então? — Sra. Weasley persistiu. — Quando?

— Eu suponho se nós nos apressarmos, poderemos nos casar semana que vem. — Harry disse. — Dadas às circunstâncias, quanto mais cedo melhor. Mas não será um grande casamento. Eu tenho casos que não posso adiar, então não haverá tempo para uma lua de mel ainda.

— Não importa a lua de mel, você tem que legalizar meu neto. — A Sra. Weasley continuou.

— Eu posso arranjar tudo. — Harry disse. — Ela pode comprar um vestido e eu cuidarei das flores e da recepção.

— Que tal o ministro? — A Sra. Weasley perguntou.

— Nós podíamos fazer um casamento no civil. — Gina começou, preocupada.

— Nós não faremos. — Harry interrompeu. — Nós teremos um casamento na igreja, Gina. — ele continuou suavemente quando viu seu rosto. Não é como se nós estivéssemos sendo forçados a isso. — Ele relanceou o olhar para a Sra. Weasley e clareou a garganta. — Bem, nós estamos sendo um pouco forçados a isto, porque nós saltamos uma etapa. Mas nós vamos ter um bom casamento, e ele precisa de um bom começo.

— Eu ficaria sem jeito em uma igreja. — ela murmurou.

— Até os puritanos cruzam a linha quando estão comprometidos. — Harry disse. — Deus não espera que as pessoas sejam perfeitas. Felizmente para todos nós.

— Eu suponho que sim. — Gina respondeu.

— As pessoas falarão. - A Sra. Weasley murmurou. — Infelizmente.

— Eles já estão falando, e rindo. — Harry disse a ela com um sorriso. — Este é um segredo desvendado para toda a cidade. A única coisa que eles estão curiosos é sobre onde nós vamos nos casar.

— Eu suponho isto seja a beleza de cidades pequenas. — Gina concordou, sorrindo de volta. — Não existe nenhum segredo real. Todos nós somos uma família.

— Exatamente. — Harry respondeu. — Agora vamos para o próximo assunto mais importante. — Ele assistiu seus rostos ficarem atentos. — Quem quer comida chinesa para o jantar? — Ele perguntou, rindo.

Ele foi buscar o pedido e trouxe tudo para a mesa. A Sra. Weasley e Gina já estavam sentadas à mesa e eles estavam todos famintos. Eles discutiram o caso contra Belatriz Granger, e o casamento que estava por vir. Quando Harry estava pronto para partir, a Sra. Weasley estava sorrindo e pareceu não ter mais pressentimentos.

Gina o acompanhou até o carro, notando o quão brilhante e claro o céu estava nesta noite. As estrelas estavam brilhantes. Ao redor havia uma fragrância das rosas que a Sra. Weasley cultivava em seu pequeno jardim.

A Sra. Weasley já anunciou sua opinião de viver com os recém casados e especialmente com as gatas siamesas de Harry. Ela disse que preferiria ser torturada. Então eles prometeram arranjar uma enfermeira como companheira para ficar com ela. Harry ligaria para a agência e pediria a eles para enviarem algumas pessoas para a aprovação da Sra. Weasley.

— Ela será muito mais feliz aqui, eu sei. — Gina disse a ele na varanda. — Ela ama cuidar de suas rosas. Nós podemos visitá-la frequentemente.

— Nós viremos frequentemente e traremos o jantar também. — ele disse. — Ela terá alguém qualificado para cuidar dela, então você não terá que se preocupar com isso. — Ele olhou para ela curiosamente. — Vê como as coisas acontecem facilmente, quando tem mesmo que acontecer?

Ela movimentou a cabeça e chegou mais perto dele. Estava frio, apesar das noites normalmente mornas. Ela olhou para ele quietamente.

— Você não vai acabar se ressentindo do bebê porque ele nos forçou a um casamento?

Ele a pegou pela cintura e a puxou ela.

— Se eu não me importasse com você, eu daria uma pensão para você e o bebê e nós não nos casaríamos. — ele disse surpreendentemente. — Eu não gosto da ideia de divórcio. É sujo e deixa uma trilha de luta para trás. Você e eu temos muito em comum. Nós somos basicamente o mesmo tipo de pessoas. Nós temos as mesmas atitudes. Nós amamos crianças e animais. Existe o suficiente para começar, e uma compatibilidade física que eu nunca esperei nem em um milhão de anos. Eu quero me casar com você. O bebê vai ser uma gratificação.

Ela tinha lágrimas nos olhos.

— Você pensou muito sobre isto.

— Eu tive que pensar. É por isso que eu sinto muito que você tenha me escutado conversando com a Dra. Lou Coltrain. — ele adicionou, identificando seu confidente pela primeira vez. — Eu não estava escolhendo bem minhas palavras, e eu estava confuso. Agora eu não estou mais.

— Você está certo disto? — Ela perguntou suavemente.

Ele movimentou a cabeça. Ele deslizou o dedo em sua bochecha suave.

— Eu tenho estado sozinho por muito tempo. E estou cansado disto. Eu me ajustarei, e então você verá.

Ela movimentou a cabeça, mas ainda pareceu preocupada.

— O que foi agora? — Ele perguntou.

— Eu estou assustada.

— Por se casar? — Ele perguntou com um sorriso interrogativo.

— Pelo bebê. — ela respondeu. — Eles não vêm com manuais de instrução. E são tão minúsculos, e tão frágeis…

Ele a abraçou, rindo suavemente.

— Todo mundo tem medo de serem pais. — ele disse facilmente. — Mas bebês são mais fortes do que parecem, e existe sempre a Dra. Lou. Ela tem muita experiência com as grávidas, e conhece um obstetra muito bom.

— Eu sei.

— Pare de se preocupar. — ele disse a ela. — Nós estamos juntos nisto.

— Eu suponho que estamos mesmo juntos nisto. — ela concedeu. — Nós teremos companhia, para o casamento. Hermione e Rony Prewett estão se casando.

Ele sorriu malicioso.

— Isso não é nenhuma surpresa. Ele foi e voltou ao escritório toda hora tentando conseguir que ela o perdoasse.

— É muito bem feito que ela tenha tomado o tempo dele sobre isto. — ela assinalou. — Ele e Lilá Brown eram um par venenoso. Você acha Lilá irá para a prisão por aquele incêndio premeditado?

— Ela provavelmente tentará deixar seu empregado ser preso em seu lugar.

- Não se preocupe. O chefe Remus tem outra acusação pendente, uma que ela não escapará muito facilmente.

— Você vai dizer a mim o que é? — Ela tentou.

Ele riu.

— Não agora. — E curvou-se e a beijou suavemente, arrastando-a para seus braços. Eles eram mornos e seguros contra o frio da noite. Ela suspirou e o beijou de volta. Sua boca estava tão morna quanto seus braços. Ele era perfeito para ela.

— Volte para dentro. — ele disse depois de um minuto, correndo as mãos pelos braços dela. Está frio aqui fora.

— Eu suponho que já seja primavera. — ela assinalou, tremendo.

— Se você não gostar do tempo, espere cinco minutos — ele repetiu a piada local.

— Eu acredito nisto. — Ela sorriu. — Nós realmente estamos casando semana que vem, ou isso era só para aplacar a Mamãe?

— Era para me aplacar, também. — ele respondeu sombriamente. — Eu não quero as pessoas fazendo observações maliciosas sobre você, da mesma maneira que eles estão falando sobre Ninphadora Tonks que mora com o chefe Lupin.

— Ela estava mal e machucada. — ela declarou. — Ninguém em sã consciência vai pensar qualquer coisa disto. Além disso, a Sra. Jewell está ficando lá o dia todo. E ainda tem irmãozinho de Tonks. Existem muitas pessoas para fazer companhia a eles.

— Ainda, existe conversa. — ele continuou. — E eles terão mais munição com você do que tiveram com Tonks, considerando sua gravidez. Não levará muito tempo até alguém notar que você comprou vitaminas pré-natais em Victoria.

Ela ofegou.

— Como você soube disto?

— Lou disse a mim. — ele disse simplesmente, e sorriu. — Bem, eu estou preocupado. — ele lembrou a ela. — É meu bebê, também. — Ele hesitou, franzindo as sobrancelhas quando olhou para Gina e então em seu estômago plano. Ele se sentiu… estranho. Nunca pensou em crianças, exceto uma vez, há muito tempo, com Cho. Desde então, desde o envenenamento fatal que a matou e a sua criança por nascer, ele tem sido agressivo sobre não querer filhos. Mas agora…

— Você está chateado. — Gina disse suavemente, chegando mais perto dele. — O que você tem?

Ele pareceu preocupado.

— Você sabe que eu tenho sido inflexível sobre nunca ter filhos. Eu não estou certo de que você saiba o por quê.

Ela tinha esquecido disto, o que fez seu coração doer. Ela soube que ele estava tirando o maior proveito de uma situação ruim, mas ela não queria lembrar de como ele se sentia a respeito de crianças.

— Alguns homens só não gostam delas. — ela começou.

Ele pôs o dedo em sua boca.

— Cho estava grávida quando morreu. — ele disse abruptamente. — Era minha criança.

Ela não pareceu chocada, como ele esperava. Ele fez careta.

— Cidades pequenas. — ela suavemente explicou. — Todo mundo sabe tudo.

— Você sabia disto?

Ela movimentou a cabeça.

— Eu sinto muito que acontecesse daquele modo.

Ele suspirou longamente.

— Sim. Eu também. Foi algo de que eu nunca me recuperei. Toda vez eu via Lilá Brown, tudo isso voltava. Ela matou um ser humano somente por que queria ser presidente de classe. E não pareceu ficar aborrecida com isto.

— Existem pessoas que não sentem nada. — ela respondeu. — Eu não entendo isto. Mas algum dia, ela pagará pelo do mal que fez.

— Quanto mais cedo, melhor. — ele respondeu.

Ela levantou os pés e tocou em sua bochecha.

— Sabia, sobre o bebê?

Seu rosto ficou tenso.

— Não. Eu não estou certo que ela estava confortável para dizer a mim sobre isto. Eu era mais inflexível naqueles dias sobre famílias do que eu sou agora, e isto queria dizer algo. Fez a minha culpa ficar pior. Eu perguntei-me se ela estava atormentada, pensando que eu não iria querer a criança. — ele adicionou fortemente. — É um ponto discutível. O bebê morreu com ela.

— Lilá soube? — Ela perguntou.

— Eu nunca perguntei. Não faria nenhuma diferença agora. Mas eu ainda adoraria ver ela conscientizar-se pelas coisas que fez. Ela não devia sair dessa ilesa.

— As pessoas não saem ilesa das coisas, Harry. — ela disse, soando muito mais amadurecida que era quando olhou para ele. — Pode passar anos, até toda vida. Mas as pessoas que eventualmente machucam outras pessoas pagam dobrado por isto depois.

Ele contornou sua boca suavemente. Ela o fez ele sentir confortado, seguro. Ele era um duro ex-capitão de forças especiais e ele realmente tinha as medalhas para provar isto. Mas ela o derreteu. Ele perguntou-se se ela tinha alguma ideia de como sentia pena de si mesmo agora. Era como o que ele sentiu por Cho, anos atrás. Cho. Ele viu seu rosto, no caixão, branco e ainda, o fim do felizes para sempre em seus olhos azuis. E teve náuseas.

Não era culpa de Gina, e quando ele viu seu olhar fixo e incerto, se sentiu pior. Ele curvou-se e ternamente a beijou. Ele estava angustiado, mas não queria que ela pensasse que era a responsável por isto. Ele estava lembrando Cho, como a tinha visto pela última vez, quando a luz dela saiu do mundo.

Ele tinha que sair dali, e ter tempo para ele mesmo ficar em paz com o passado.

— Descanse um pouco. Eu telefonarei para você amanhã. — ele disse a ela.

Ele prometeu almoçar com ela, mas ela podia ver que a discussão sobre Cho o estava ferindo. Ela sorriu.

— Eu esperarei ansiosamente por isto. — ela disse. — Dirija com cuidado.

Ele movimentou a cabeça ausentemente, virou-se, e foi para o carro. Ele não olhou para trás enquanto ia embora.

Gina hesitou antes de entrar. Ela não estava realmente preocupada. Ele não estava preocupado com sua compatibilidade física, e pareceu querer sua criança. Mas ele não estava completamente livre do passado. E precisava de tempo, e ela iria dar isto a ele. Ela o queria desesperadamente. Mas ele teria que querê-la da mesma maneira. Então ele teria que deixar sair a memória de Cho.

De alguma maneira, ela soube, ele administraria isto.

Ela e a mãe foram dormir cedo. Ela sonhou com o bebê, e despertou excitada com a ideia de trazer uma nova vida ao mundo. Ela não se importava de que sexo seria. Ela só queria uma criança saudável.

Ela perguntou-se como ela iria conseguir trabalhar e cuidar de uma família, ou se Harry realmente a queria. Ela gostava de seu trabalho, mas ela amava a ideia de estar com suas crianças enquanto eles fossem pequenos, levando-os aos lugares, lendo para eles, ficando com eles. Sua mãe desistiu do trabalho para ser uma mãe presente e dona de casa, e ela nunca lamentou isto. Gina sabia que ela seria como sua mãe. Se Harry fosse um operário comum, e ela tivesse que trabalhar ajudar fazer seu marido, ela sabia que entenderia. Mas eles estavam em situações diferentes. Ela queria tentar isto.

Quando chegou ao escritório de Draco Malfoy na manhã seguinte, ela notou que seu chefe estava parecendo intranquilo. Ele olhou para ela, e não sorriu.

— Eu fiz algo errado? — Ela perguntou.

Ele agitou a cabeça.

— Astória está a caminho.

— Desculpe?

— Astória. Minha… quase ex-esposa. E nosso filho.

— Oh. — Ela guardou sua bolsa. — Você precisa de mim para qualquer coisa?

— Não existe muito a ser feito. — ele respondeu. — Ele levantou-se da escrivaninha com as mãos nos bolsos de sua calça jeans. — Eu espero que ela queira me dizer o que ela disse ao telefone, que está disposta a considerar em deixar Trent comigo.

— Talvez ela esteja. — Gina disse.

Ele encolheu os ombros.

— É só que ela pode mudar de ideia se ela descobrir que Luna está trabalhando aqui no laboratório. — ele disparou.

— Ela sabe de Luna? — Gina quis saber.

Ele fez careta.

— Elas só se encontraram uma vez, em meu reencontro da faculdade. Luna não gostou dela e mostrou isso. Veja, Astória apenas era formada no segundo grau. Foi antes de ela voltar para a faculdade e conseguir sua graduação em direito. Luna estava em classe formando-se em uma ciência importante. Ela sempre foi inteligente.

Gina arqueou as sobrancelhas.

— Bem!

— Se ela pensar que eu estou envolvido com Luna, ela pode voltar direto para Nova Iorque com Scorpius. — ele disse desconfortável. — O que eu posso fazer? Eu não posso ficar sem o melhor biólogo que eu tenho!

— Você poderia mandar Luna para uma vigem de pesquisa no Colorado. — ela sugeriu.

Ele olhou para ela inexpressivamente.

— Colorado?

— Não é esta semana o seminário para peritos em inseminação artificiais patrocinado pela Associação do Pecuarista Nacional? — Ela perguntou.

Ele abriu a boca.

— É verdade! Recebemos um panfleto deles pelo correio na semana passada, lembra?

— Sim, eu lembro. — Ela verificou seu relógio. — Você pode colocá-la em um avião ao meio-dia, se você se apressar.

Ele riu.

— Gina, você é uma maravilha!

— Foi somente uma sugestão, chefe.

Ele suspirou.

— Agora, se ela aceitar…!

— Pergunte a ela. Mas seria melhor você se apressar. — ela assinalou. —Você não tem muito tempo.

— Eu farei isto agora mesmo. Ah, aquelas cartas na escrivaninha precisam ser respondidas, mas eu não tenho um tempo para digitar agora. Só trabalhe em cima dos registros de rebanho, certo?

— Certo.

Ele se foi antes dela ter uma chance até para responder. Ela se sentou, divertida, e ligou seu computador. Iria ser um dia interessante.

Duas horas mais tarde, ela estava concentrada em uma planilha eletrônica, listando diariamente cotas de ganho de peso e medidas da nova colheita de sêmen de touro, quando a porta abriu e uma mulher alta e loira entrou com um menino pequeno agarrado em sua calça.

Ela parou quando viu Gina na escrivaninha. Olhou feio, e perscrutou a mulher.

— Eu conheço você? — Ela perguntou devagar.

— Você é Sra. Malfoy?— Gina respondeu educadamente, e então fez careta, porque ela estava para se tornar a ex-Sra. Malfoy. E isso não poderia ser um modo politicamente correto de a chamar. Gina corou.

— Eu sou Astória Malfoy. — a outra mulher respondeu brevemente. Ela moveu-se com o menino. — Você é nova aqui?

— Sim, Madame. — Gina concordou. — Eu tenho trabalhado para o Sr. Malfoy de tempos em tempos só por algumas semanas.

— De tempos em tempos? — Astória quis saber, enquanto a criança a seu lado se debruçou contra sua perna.

— O Sr. Potter periodicamente me despede. — ela respondeu. — Ou então eu o deixo. Mas eu estarei voltando brevemente, porque nós estamos comprometidos. — ela adicionou depressa, antes que a outra mulher pudesse ter uma ideia errada sobre sua presença ali. Ela sorriu timidamente.

— Harry Potter está casando? — A Sra. Malfoy perguntou. Ela pôs a mão na testa. — Eu devo estar pior do que pensei. Ou talvez eu esteja ouvindo coisas.

— Não, é verdade. — Gina assegurou a ela. — Nós vamos ter um bebê.

— Um bebê. Agora eu sei que eu preciso me sentar. — A Sra. Malfoy se estatelou na cadeira na frente da escrivaninha e içou o menino para seu colo. — Onde está meu mar… meu ex-marido? — Ela corrigiu rapidamente.

— Eu acho que ele levou a srta. Lovegood ao aeroporto. — ela respondeu, e então podia ter mordido sua língua por mencionar isto.

— Luna Lovegood? — Seu rosto fechou-se. — O que ela está fazendo aqui? — Astória exigiu.

— Ah, ela está indo para uma conferência no Colorado. Ela é bióloga. — Ela não ousou adicionar que Luna trabalhava para o Sr. Malfoy, também.

Astória relaxou, mas só um pouco.

— Ela passa muito tempo aqui? — Ela perguntou cheia de suspeitas.

— Não muito, não. — Gina esperava não ter problemas por estar mentindo.

— Bom. Eu quero dizer, eu não iria querer meu filho perto ela. — Astória disse. — Ela tem um problema de atitude. — Quando Draco voltará? — Ela continuou.
Gina parecia passada e fez careta.

— A qualquer segundo. — ela murmurou desconfortável.

Astória olhou ao redor. Draco Malfoy estava de pé na entrada, seu chapéu baixo quase escondendo um olho, seu rosto tão rígido quanto aço. E ele não estava sorrindo.

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N/A: Ola, como estão? Como o prometido aqui esta o novo capítulo!

Apenas quero informá-los que faltam mais dois capítulos para chegarmos ao fim dessa adaptação.

Espero que estejam gostando do rumo da estória e aguardo comentários.

Resposta aos comentários

Mylle W. Potter: Que bom que voltou, já estava sentindo sua falta por aqui! Nossa começou a ler os capítulos as 3:47? Sem palavras, obrigado!

Fico feliz que esteja gostando da adaptação. Obrigado pelo comentário!

Thai: O Harry realmente sabe nos fazer ter essa relação de amor e ódio com ele, mas espero que agora que ele se abriu um pouco com Gina passem a compreendê-lo melhor. rsrsrs

Como o prometido capítulo postado no sabado, o próximo será no máximo na quarta-feira. Espero que tenha gostado e obrigado pelo comentário.

Larissa Cardoso: Tudo bem comigo e com vc moça? Que bom que minha demora valeu a pena, quando li este livro também torcia para que "Gina" não tivesse ficado gravada, mas no final gostei disso.

Sobre Tonks e Remus, pensarei com carinho sobre a proposta de fazer a adaptação da história deles que realmente é bem interessante, confesso, e se postar irei cobrar sua presença hein! Rsrsrs

Falta apenas dois capítulos para acabar, mas garanto que estou atrás de uma nova adaptação para não perder a presença de vcs.

Obrigado pelo comentário!