Coragem & Guerra

"MOUSE

(cuts her off)

She wants to get up the guts.

MS. VAUGHN

Yes, Mary….

MOUSE

To do what she has to do…Only the girl part of her doesn't have the guts...so she says turn my milk to gall, and I think gall is poison.. But then what would happen to the baby? The baby would die….And she wants not to care about that….She wants not to care…to be like a guy, like a man…Men don't care, see…..

(Mouse – cortando: Ela quer ganhar coragem.
Srta Vaughn: Sim, Mary...

Mouse: Pra fazer o que ela tem que fazer... Só que a parte feminina dela não tem coragem... Então ela diz, transforme meu leite em fel, e eu acho que o fel é veneno... Mas então, o que iria acontecer com o bebê? O bebê iria morrer... E ela quer não ligar pra isso... Ela quer não ligar... Ser como um garoto, um homem... Homens não ligam, né?)"

Por mais que Gina conseguisse entender os motivos pelos quais ela não estava nessa batalha, odiava estar fora dela. Odiava não saber imediatamente o que estava acontecendo, odiava a sensação de super proteção, e acima de tudo odiava o tempo que a deixava ociosa para pensar em Draco. Por mais que a simples lembrança da sua última conversa a deixasse nervosa ao ponto de jogar copos na parede (para depois arrumá-los com um feitiço e jogar novamente), ela não conseguia evitar a entrada dele em seus pensamentos.

Ouvia o eco de suas palavras, o tom de sua voz fria, e seus nervos ficavam a flor da pele, como se só a força física pudesse puní-lo por ter falado daquele jeito com ela. Mas então lembrava do beijo e era como se um novo tipo de calor se apoderasse dela, reavivando as sensações que os toques dele despertavam, a forma como seus lábios se encontravam, a dança frenética e ritmada das línguas, a forma como os dedos dele tocavam sua pele e a arrepiavam... Não. Aquilo era simplesmente errado de se pensar. Ele não merecia o interesse dela. Não merecia seus olhares.

Mas ela desejava-o. Sonhava com seus braços, abraços e olhares. Ela o amava, e isso não podia ser negado. Não importava o merecimento, ele não mudava o que ela já sentia.

"Veja você aonde o barco foi desaguar

A gente só queria um amor

Deus parece às vezes se esquecer

Ai, não fala isso por favor

Esse é só o começo do fim da nossa vida

Deixa chegar o sono, prepara uma avenida

Que a gente vai passar"

Ela se sentou na cama de casal, olhando através da janela aonde a batalha começava sem que a maior parte dos transeuntes notasse o que estava acontecendo. O Rio Tamisa se estendia sob o Hotel, as pontes o cortando cheias de comensais, aurores e agentes da Ordem da Fênix escondidos. Ela tentava se concentrar para enviar boas energias para Harry e os outros quando ouviu uma batida de leve na porta. Aproximou-se da porta do quarto tensa, com a mão na varinha e ao abrir deu de cara com um rapaz de cabelos loiro-platinados e olhos cinzentos sorrindo de forma debochada. Todos os seus sentidos continuaram em alerta-máximo.

.- Aonde estão seus modos, Weasley? Não vai me convidar para entrar?

.- Me dê um bom motivo para fazer isso, Malfoy – falou rangendo os dentes.

.- Ora, eu vim aqui a mando de seu querido bando – respondeu o sonserino entrando no quarto sem ela ter feito a menor menção a deixá-lo entrar. – Me pediram pra te trazer algo.

Ele tirou uma das mãos do bolso, mostrando um pingente de fênix moldado em prata. Ela pegou-o, analisando a jóia com as mãos. Aquilo era usado apenas em casos extremos, quando havia a possibilidade de não se conseguir enviar um patrono com uma mensagem, mas apenas alertar que alguém estava em extremo perigo.

.- Mandaram lhe avisar que todos estão com um desses, menos Potter, claro, ou essa porcaria não pararia de mandar sinal.

Draco acendeu um cigarro, olhando pela janela. Parecia mais arrogante do que nunca tragando tranqüilamente como se nada estivesse acontecendo do lado de fora.

.- Muito obrigado, Malfoy. Agora você já pode ir. – falou tentando se controlar.

.- Ah, Weasley, pra que a pressa? Tenho certeza que você adorou a oportunidade de me ver. – Ele sorriu de modo debochado para a menina.

.- Não tenho motivo pra querer sua companhia, Malfoy – disse, as bochechas vermelhas de raiva. – Não enquanto você insistir em agir como se estivesse sempre certo.

Ele bateu a cinza do lado de fora do edifício, sorrindo de maneira sedutora.

.- Ok, eu sei que eu não fui uma das melhores pessoas do mundo, e que mesmo com meu charme irresistível você ficou brava, e claro, eu sei que eu sou...

Mas Gina não conseguiu se controlar. Aquele tom de voz. Aquele sorriso. Aquela pose. As lembranças dos dois juntos. Antes que pudesse realmente ouvir o que ele estava dizendo, tinha coberto a distância entre os dois e coberto os lábios dele com os seus. Um beijo. Mais um beijo. O encaixe perfeito entre os dois, o gosto de seus lábios, a batida frenética de seu coração, o suor brotando entre seus dedos que envolviam a nuca de Draco, as mãos firmes dele deslizando suavemente pela sua cintura. Ela se perguntava como poderia sobreviver sem um beijo daqueles.

"Veja você, quando é que tudo foi acabar

A gente corre pra se esconder

E se amar, se amar até o fim

Sem saber que o fim já vai chegar"

Enquanto isso, a batalha começava, luzes intermináveis de feitiços cortando o dia cinzento, a urgência estampada em cada rosto de Auror e sob cada máscara de Comensal. Os bruxos corriam, usavam poções, feitiços, azarações, sem ter tempo sequer de avaliar sua eficiência antes de se envolver em outro duelo. E no centro daquilo tudo, estavam Harry e Voldemort. Como se vivessem em um mundo a parte, os dois conversavam – discutiam – e nem sequer se atacavam.

Ambos sabiam que quem se movesse primeiro estaria em desvantagem. Nada atrapalhava a intensa concentração dos dois em fechar sua mente para o outro, surdos aos sons de explosões externas, ou os gritos dos demais combatentes. Tudo se espalhava em volta deles sem os abalar. Aquele era o momento tão esperado, depois de anos de lutas deixadas interminadas.

Rony e Hermione tinham sido separados pela batalha, cada um lutando com um pequeno grupo de comensais. Neville estava particularmente engajado em um combate com Bellatrix, totalmente pessoal. Ele sentia que aquela era a hora da vingança por todo o sofrimento que ela o tinha feito passar, por toda a vida diferente que ele poderia ter tido se não fosse a interferência da comensal. Os feridos eram muitos. Lupin combatia Greyback ferozmente. O mundo tinha virado uma mistura de sons, cores e sangue tão caóticos quanto um filme de Tarantino.

"Deixa o moço bater

Que eu cansei da nossa fuga

Já não vejo motivo

Pra um amor de tantas rugas

Não ter o seu lugar"

Os beijos de Draco desciam por seu pescoço, mordiscando-a com desejo. Ela arranhava suas costas, sua nuca em resposta, enfiava o dedo entre seus cabelos, o puxando mais pra junto de si. Seus corpos pareciam pegar fogo, de forma que as roupas não os impediam de sentir o calor um do outro. As mãos corriam sobre as roupas de Gina, desabotoando, desamarrando, desvendando sua pele nua. Ela suspirava baixinho no ouvido dele, totalmente enlouquecida pelo desejo. Suas mãos tremulas desabotoavam as vestes de bruxo que a separavam do corpo do loiro. Ele encarou por um instante seu conjunto de lingerie preta de uma forma que a fez corar de vergonha e prazer.

Agora Draco beijava seus ombros, seu colo, se dirigindo para seus seios, enquanto ela afundava seus dedos por entre os fios loiros dele, a respiração se tornando mais forte, mais ofegante. Gina o puxou para cima, se dedicando a beijar seu pescoço, sua nuca, e depois disso, toda a pele suave das costas do rapaz, por toda sua extensão, deixando seu lábio inferior se demorar mais em algumas partes. O sonserino tremia tomado por arrepios, e a ruiva começou a acariciar sua barriga enquanto beijava suas costas, percebendo o quanto aquilo o excitava. Aos poucos aquilo parava de ser um jogo de sedução e ia se transformando em uma demonstração de carinho, os beijos nas costas se transformando em um momento de adoração do corpo e da alma do homem que ela amava.

Ele virou-se para a mulher sentada na cama, soltando seu sutiã, e cobrindo seus seios com suas mãos grandes enquanto a beijava na boca delicadamente. A menina entrelaçou-o com suas pernas, aproximando ambos os quadris. Os lábios de Draco envolveram seus mamilos, a fazendo suspirar. A língua do rapaz fazia movimentos circulares, para depois suga-los com alguma delicadeza e mordiscar de leve, fazendo-na soltar pequenos gemidos de prazer. Ninguém poderia fazer com ela o que ele fazia. As faíscas que sua pele parecia soltar a cada pequeno beijo eram algo que ela jamais tinha experimentado com ninguém.

As mãos dele se ocupavam de livra-la do resto da roupa, aproximando seu corpo do dela. A pele das pernas dela roçava levemente suas coxas, causando-no arrepios. Beijou toda a barriga da moça, admirando e amando cada pequeno centímetro de pele dela, beijando seus quadris, suas pernas, e voltando a beijar sua boca. Deixou seu corpo pesar por cima do dela enquanto se beijavam, o instinto o fazendo deslizar pra dentro da ruiva. Como tinha sentido falta daquilo, de se sentir tão perto de alguém a ponto de se perder. Ao ponto de ser bom. Ao ponto de falar coisas carinhosas, logo ele, que sempre tinha sido frio, irônico e sarcástico.

"Abre a janela agora

Deixa que o sol te veja

É só lembrar que o amor é tão maior

Que estamos sós no céu

Abre as cortinas pra mim

Que eu não me escondo de ninguém

O amor já desvendou nosso lugar

E agora está de bem"

.- Eu quero ser sua pra sempre... Quero que todo mundo saiba disso... – Ela falou ofegante, o sentindo completamente conectado a ela.

.- Chega de me esconder... Chega de te esconder... Eu te amo, Virginia.

O som daquelas palavras a arrebatou, e ela o beijou apaixonadamente antes de responder.

.- Eu te amo...

Lá fora a batalha continuava, finalmente Harry e Voldemort se engajando no combate final. Eles usavam cada grama de sua concentração, sabendo que ali era o momento em que um deveria sobreviver e definir todo o destino do mundo mágico. Envoltos novamente na rede dourada de suas varinhas, eles usavam varinhas extras para mandar feitiços.

Gina e Draco continuavam a fazer amor, isolados do mundo. Conforme o ritmo ia aumentando, ambos faziam tudo para explorar todos os seus sentidos ao mesmo tempo. Lutavam pra sentir o cheiro do suor um do outro, o gosto de seus beijos, a sensação da pele dos dois roçando. Amavam os sons de prazer um do outro, e não deixavam de se olhar nos olhos nem por um momento. Ela podia sentir o clímax se aproximando, o ritmo se acelerando, e o sentimento no olhar de Draco que ela sabia se refletir no seu. Aquilo era a verdade. Aquilo era o que eram. Uma pessoa só dividida em dois corpos, e finalmente pareciam ver essa realidade enquanto estavam ali, em um momento tão intimo e mágico que as palavras não conseguiriam explicar.

E então, como uma grande explosão de calor, eles estavam juntos naquele momento. Gina podia sentir o prazer do orgasmo correndo por suas células, mas ao mesmo tempo era como se pertencesse a uma outra pessoa. Sabia que o resultado do orgasmo de Draco escorria para dentro de si, mas não sentia nada. Estavam juntos, acima disso. Desligados daqueles corpos lá embaixo, pairando no alto em um universo alternativo aonde só havia os dois e aquele olhar. Aquele amor. Aquela certeza. Aquela revelação. Aquela visão dos dois juntos tantas vezes, antes e depois.

Foi nesse momento em que o mundo daqueles corpos se encheu de amarelo, vermelho, laranja, o calor do fogo e os sons de uma grande explosão.

"Diz quem é maior que o amor

Me abraça forte agora

Que é chegada a nossa hora

Vem, vamos além

Vão dizer

Que a vida é passageira

Sem notar que a nossa estrela

Vai cair"

Nota da Autora: Antes de mais nada, eu devo dizer que preciso agradecer a GdG, porque ela me ajudou em um momento de surto, as 3 da manhã, quando eu não conseguia visualizar como deveria fazer esse capítulo. Eu sabia o que queria escrever e como deveria acabar mas não tinha a menor idéia de como começar. Ao Lucas, meu querido irmão por ter betado o capítulo no meio da madrugada, e corrigindo erros totalmente imbecis que eu cometi. Depois ao David, meu querido ex-marido, que me deu uma força pra escrever ontem, e que me forçou a ouvir Los Hermanos (A música é Conversa de Botas Batidas). Ah, sim, e queria avisar que basicamente, esse é o último capítulo da fic. O próximo é mais um epílogo.

Miaka: Se fosse tudo fácil, qual seria a graça da vida? XD

Dani Sly: Poxa, fico muito feliz que você tenha se cadastrado pra ler minha fic, é uma honra enorme! E, quem te indicou? rs Poxa, eu adoro aquela NC do capítulo 6, ela é ULTRA FOFA. Mas eu deveria dizer que gosto mais dessa NC desse capítulo. É menos detalhada, mas me passa um sentimento enorme. E, sim, reviews são essenciais pra nossa melhora, e pra nossa alegria xD

Franinha Malfoy: D/G tem que ser meio gato e rato. Ambos são implicantes até o último fio de cabelo, e isso que acontece com pessoas implicantes.

Line Malfoy: Atualizei! \o/ E, como assim tremer nas bases? Rs

Lilly Murdoch: Ah, eu adoro essa musica também :)

Ginny Daene Malfoy: Claro que tá difícil. São cabeças-dura, lembra? Rs

Pri: Tem o suficiente D/G action pra ti agora? E sim, digamos que tem uns dois parágrafos naquele capítulo que tem muuuuuito da minha vida pessoal, de como eu vejo as coisas. Nesse capítulo também, aliás. Mas eu sei, e você sabe, que o meu caso é um caso karmico, que se repete vida após vida, e que é o maior amor do mundo. O encontro. As duas partes. A verdade. E se não for pra funcionar agora, paciência. Afinal, do começo ao fim dos tempos, estamos ligados pela teia.