Capítulo 11: Uma idéia magnífica no novo ano...

  Gui acordou com os gêmeos o balançando, se sentou na cama com uma cara de poucos amigos e com uma voz fraca perguntou aos dois, que sorriam animadamente:

  - O que houve?

  - Vêm com a gente.

  - Porquê? – Gui perguntou revoltado e sonolento.

  - Deixa de ser chato vêm! – Fred puxou o braço de Gui, mesmo que esse não se movimentou nem um pouquinho.

  - Está bem... Está bem..

  Gui se levantou, soltando alguns xingamentos, trocou de roupa rápido, não penteando os cabelos, deixando-os todo desarrumado. Não estava com vontade de fazer nada além de dormir, por um bom tempo. Mas era o irmão mais velho.. a voz de sua mãe entrou rapidamente em sua cabeça.. "Lembre-se Gui, você é o maior, tem que dar exemplo". Gui deu a língua e revirou os olhos, definitivamente, ser o irmão mais velho era um saco! Saiu de seus pensamentos quando George puxou seu braço novamente.

  - Estou indo, George, estou indo. – Gui disse, sem disfarçar o sarcasmo.

  Os dois gêmeos empurravam ele, sem necessidade, pois ele já estava andando. Viu ao longe, Charles e Percy. Bem, se Percy estava ali, então não era nada de errado. Foi até os dois. E viu Charles se dirigir a ele:

  - Hei, Gui, venha com a gente! Vamos ali!

  Gui olhou para o irmão e sorriu. Já estava mais acordado agora, embora seu estômago reclamasse de fome, ele correu bastante. Chegou junto com os irmãos, num pequeno lago, um pouco longe da Toca. A neve estava calma, hoje, não estava revoltada, então começaram a brincar. Primeiro de bolas de neve, o local tinha muitas árvores, embora depenadas, elas os protegiam bem, as diferenças de atitude, da neve, faziam montinhos, aonde eles se escondiam e tacavam bolas de neve um no outro. Depois brincaram de pique-pega, por pura implicância seguiam bastante Percy. Por fim descansaram, Percy se levantou e disse:

   - Mamãe deve estar preocupada conosco. Vamos logo.

   - Deixa disso, mano! Senta aê também! – Convidou Charles.

   - Não! Mamãe deve estar furiosíssima! – insistiu Percy.

   - É verdade pessoal, vamos voltar.. – Gui falou pensativo.

   Os garotos voltaram, pulando e cantando cantigas. Assim que chegaram, a mãe estava fora da casa olhando para todos os lados preocupada, não estava nevando na hora, mas era perigoso eles saírem sem dar notícia. Estava ficando nervosa, quando eles chegassem iria dar um bom sermão neles! Virou-se e avistou os meninos, com seus casacos e as botas. Bufou e foi até eles já estourando:

   - O que pensam que estão fazendo? Oras! Gui! Como pode deixar que seus irmãos saíssem, e pior, foi com eles! Percy? Até você? Oh! Fred e George vocês dois estão bem? Oh, céus! Gui como pode deixar! E Charles, você também deveria ter impedido!

   Gui deu a língua e virou a cara, ótimo, iria levar um esporro, já estava levando mais levaria mais ainda. Os gêmeos sufocaram um riso, Charles também e Percy fazia uma cara de "sinto muito". Sra. Weasley continuou:

  - E nem comeram nada, devem estar mortos de fome! Gui, você deveria...

  - Tê-los impedido? – Gui completou com ódio.

  Sra. Weasley parou de falar rapidamente. E Gui assustado consigo mesmo arregalou os olhos, os gêmeos que preparavam uma bola para tacar em Percy pararam, Charles se virou pra Gui, e Percy balançou a cabeça discordando.

  - GUI! Não te dei permissão para me responder, oh, meu Merlin, meus filhos não me respeitam mais..

  - Mãe, desculpa eu não queria.. foi por impulso. – Gui disse nervoso, estava tão..

arrependido.

  - Está bem Gui, sem mais saídas hoje sem me avisar, agora entrem e tomem o café.

  Os quatro entraram, mas Gui ficou na porta esperando a mãe, queria se desculpar, mas entrou na casa se sentando ao lado dos irmãos na cozinha e começou a comer, e dali não se tocou mais no assunto.

                                           ***************

  Já Henry e Hurt se sentiam os donos de Hogwarts, que estava praticamente vazia,  apenas os professores e uma meia dúzia de alunos estavam lá. Corriam pelos corredores e entravam em várias salas. Mas Hurt ficava horas conversando com alguns professores. Henry começara a ler livros de Quadribol, portanto ficava horas olhando os livros da biblioteca. Hurt no fundo gostava disso, um companheiro na Biblioteca, que geralmente costumava a ser Dave, mesmo esse resmungando a cada segundo.  Mas Hurt não deixou de perguntar:

  - O que houve Henry? Você não costuma vir a biblioteca.

  - É.. mas eu gostaria de saber mais sobre Quadribol, qual é o nome daquele livro mesmo?

  - Quadribol através dos séculos?

  - Esse! Vou lê-lo! Ele é interessante?

  - Como eu não sou muito fã de Quadribol não sou a pessoa certa a dizer, mas creio que seja sim. – Hurt disse sem tirar a atenção do livro grosso que lia.

   - Deve ser sim. – Henry sorriu, mas Hurt continuou a ler o livro sem tirar a atenção dele.

   Henry já estava acostumado com essa grosseria de Hurt, como ele classificava, ele falava com a pessoa lendo, Madame Pince estava fazendo algo com o livro então ele teria de esperar, olhou para a janela, vendo a floresta proibida.

   Essa floresta é tão estranha, não sei, ela tem um ar de suspense e mistério, ah claro terror também. O que será que ela tem aí dentro? Bichos estranhos e exóticos? Monstros? Centauros? Eu gostaria de saber, mas pra isso... Epa!

   Os olhos de Henry brilharam e ele abriu um largo sorriso. Balançou o braço de Hurt que pareceu irritado com isso, pois estava lendo outro livro. E esse começou a reclamar.

   -  Por Merlin, Henry! Esse livro é essencial para que eu consiga terminar o meu relatório de feitiços, e você sabe que ele como uns livros aê, não se pode ler fora da biblioteca e..

   - O que você acha da floresta proibida? – Henry o cortou, e parecia não ter ouvido nem metade do que o amigo dissera. 

   Hurt que parecia muito empolgado em dar suas explicações parou, ficou pensativo e pro fim disse sem se importar voltando ao seu livro:

   - Acho interessante, e intrigante. E acima de tudo misteriosa, mas porque você me perguntou isso?

   Henry de um sorriso maroto, e Hurt bateu o livro na cabeça sabendo o que isso queria dizer.

   - É porque eu tive uma idéia.

   - Não diga! – Hurt disse sarcástico seguido pelo sorriso também – Droga, tô vendo que isso não é um bom sinal.

   Henry apenas sorriu e continuou a olhar a floresta proibida pela janela, enquanto Hurt  reclamava e falava com si mesmo.

                                        *******************

   Dave olhou para seu próprio nariz e depois voltou o olhar para a TV.  Puxou o cobertor mais para si e por fim espirrou. Ah sim, nosso querido amigo, que se considerava pela milésima vez a pessoa mais azarada do mundo, estava resfriado.

   - Droga, odeio essa porcaria de resfriado. – Ele disse pela milésima vez.

   Como se não fosse o bastante, ele tinha que tomar os habituais remédios caseiros feitos pela sua avó e a sopa feita pela sua mãe. Sentia uma imensa saudade dos doces e refrigerantes que a avó tirara do caminho dele.

   Pelo menos o pai deixava ele ver TV, o que fazia sua mãe e sua avó não poderem reclamar. Talvez o único bom motivo era que ele tinha a desculpa de não poder fazer os deveres que a avó insistia que ele fizesse nas férias, para aperfeiçoar sua matemática e letra, era o que ela dizia. Mas Dave achava melhor dizer que aperfeiçoava a raiva dele. 

   Estava jantando com a família, uma macarronada, que ele gostara muito, afinal, a mãe dele liberara ao pedido do pai dele para deixar de comer um dia a tal terrível sopa. Dave tinha até tirado de sua cabeça aquela idéia de que era a pessoa mais azarada do mundo, se aquilo não tivesse acontecido. O que aconteceu foi que Terry se esquecera de todas as advertências que Dave tinha dado, dizendo que não era para lhe mandar cartas por corujas e Terry mandara para ele uma carta na sua mais nova coruja!

    Era uma bem negra com algumas listras na cabeça, vermelhas. Estranha, Dave definiu assim que a viu, mas a cara de Terry mesmo. Infelizmente o nosso amigo não teve tempo de raciocinar, assim que a coruja entrou na casa parando na cadeira ao lado dele, sua avó deu um berro daqueles ensurdecedor:

   - Tirem isso de minha casa! Tirem! Tirem! Isso é cosia do demônio! Tiremmmm!!! – A senhora berrava tanto, que acordaria qualquer pessoa dormindo a raios de quilômetros a frente.

   Dave não sabia se ria ou chorava, mas por um momento de lucidez no meio daquela bagunça pegou a carta e rapidamente a escondeu, enquanto pegava a coruja pela asa e levava para fora de casa. Olhou para trás e viu a mãe abanando a sua própria mãe *a avó de Dave*, que ainda falava cansada que o demônio havia entrado em sua casa, e seu pai estava com a mão na boca tentando disfarçar o riso. Dave deu um sorrisinho fraco, era sua família né? Doida mais sua. Afagou a cabeça da coruja e disse na esperança de que ela entendesse:

   - Vá até a janela do meu quarto, aquela ali. – Ele apontou e coruja rapidamente pousou lá – Nossa, bicha esperta! Quero uma dessas pra mim!

   Dave voltou rápido para sua casa, e viu a avó mais calma agora saindo da mesa e caminhando para sua cama. Sua mãe cansada disse a ele:

   - Dave, isso é sério, nada de coisas mágicas perto de sua avó sim? Você sabe isso a mataria. – Ela disse com uma voz cansada depois se virou para o marido com uma cara irritada - ROBERT! Pare de rir!

   - Claro, Mary, desculpe-me, mas foi engraçado.

   - Você sempre foi implicante com mamãe e sua mania de religião. Deixe-a em paz. Dave, acabou de comer então suba, vou conversar com seu pai.

   Dave ainda não comera o tanto de macarrão que ele queria, mas como via que sua mãe parecia mais irritada do que o normal, achou melhor fazer a vontade dela. Subiu rapidamente para seu quarto, quis ficar na escada e ouvir a conversa, mas não achou sensato. Entrou no quarto e abriu a janela deixando a coruja de Terry entrar, ela deu uma bicadinha nele que o fez dar um xingamento e a coruja o olhou censurando. Pegou um pedaço de pão que ele pegara na cozinha para dar a ela e deu enquanto abria a carta. 

Olá Dave,

  Seu Natal e ano novo foram bons? Os meus foram normais. Bem essa daí é a Lori, isso Lori. Estou com saudades de todos! Pelo menos falta pouco para voltarmos não é?

Bem é isso..

  A gente se v

      Terry.

  Dave por um momento ficou feliz pelo amigo não tê-lo esquecido. Mas logo como se não bastasse lhe veio a cabeça que o amigo poderia ter sido mais atencioso e não ter mandando a coruja para falar só isso. Escreveu algo rápido e deu para a coruja:

   - Dê a seu dono.... Lori.

   Dave depois de ver a coruja levantar o vôo espirrou mais uma vez, abrir a janela não fora uma boa idéia, mas deixar a coruja morrer ali fora também não. Se deitou cansado em sua cama, o resfriado o deixara bem fraco. Se deitou derrotado na cama e depois olhou para a pilha de livros, fizera só os deveres de Feitiços e História da Magia, ainda tinha muitos pergaminhos a serem escritos pela frente.

                                        *****************

   Terry ergueu os braços feliz para cima. Mais um dia para ser feliz, mais um dia para ser aproveitado, mais um dia de férias, mais um dia de saudades de seus amigos *nessa hora ele desceu os braços emburrado*. Desceu as escadas de casa dando de cara com seu tio Arthur mexendo em algo que estava montando.

   - Ei o que é isso? – Terry perguntou curioso

   - Um quebra cabeça trouxa. – Ele riu – Pelo menos as peças não ficam fugindo da gente!

   - Pior que é, mas porque você está o desfazendo? Papai ficou a noite montando isso. – Terry disse um pouco sarcástico, o tio iria ter que arranjar um jeito de desfazer o que fez ou melhor refazer.

   - Sério? Eu poderia com um feitiço arruma-los, mas vou montar, não tenho nada pra fazer mesmo.

   Terry teve vontade cair no chão. Montar? Ele estava doido? O pai tirara a imagem da imagem montada que tinha em um papel, embora ele *Arthur* devia se lembrar da imagem, mas mesmo assim eram umas mil peças. Arthur que percebeu a cara do sobrinho riu e disse:

   - Oh, meu caro Terry, é fácil! E divertido.

   - Ah... é – Terry disse sarcástico, ele gostava de quebra cabeças, mas uma coisa era montar um que ele vira a imagem outra era um que não tinha visto a imagem dele inteiro.

   Então os dois começaram a colocar as peças, com Arthur freqüentemente consertando erros de Terry. O que resultava muitos berros de ambos os dois, o que chamou a atenção da sra. Thorne.

   - Meninos, mas o que diabos... – Ela parou de falar -  O QUE SIGNIFICA ISSO?

   - Calma mamãe é só que.. – Terry tentou se explicar.

   - Vocês dois ficaram loucos? Seu pai irá mata-lo Terry! Arthur, oh céus como você deixou isso?

   - Qual é cunhada? A gente tá montando de novo, Loius vai entender!

   - Vai é? Então você que se entenda com ele!

   Sra. Thorne saiu reclamando. E Arthur pareceu não se importar, era isso que Terry admirava no tio essa calma nesses momentos. Se fosse ele estaria desesperado. Deu um sorriso e se pois a trabalhar como o tio. Depois de longas horas trabalhando, finalmente terminaram.

   - Cara eu tô quebrado, e ferrado meu! – Arthur disse se alongando – minhas costas estão tão ferradas que tão me dando uma puta dor!

   - Eu também, até que foi fácil né? – Terry arriscou – Vou fazer um lanche e você?

   - Boa idéia, vamos lá. – E os dois foram em direção da cozinha.

                                         ****************

    Gui fechou satisfeito o livro sobre Poções e deu um berro de triunfo, conseguira terminar a tarefa do professor. Se contentou a cantar uma canção que ele, Terry e Henry fizeram certa vez sobre Snape:

    - Seboso, com seu fedor, acaba com o humor. Seboso, com seu nariz em cima de nós, provoca o nosso ódio. Seboso, com seu cabelo oleoso, provoca nosso mau-humor. Seboso, com sua chatice, é destinado a morrer. Seboso oh.. seboso você sofrerá conosco, sofrerá como nunca previu, porque estamos de mau-humor graça a você. Oh seboso...

    Podia nem rimar, nem ser engraçada, mas ambos os três adoravam cantar com suas vozes desafinadas no entanto animadas. Gui estava lá cantarolando enquanto arrumava os pergaminhos e seus livros, fizera já todos os deveres. Estava passando os olhos na quantidade de páginas do texto sobre a matéria de História da Magia quando viu pela janela Charles com Ginny no colo andando rapidamente seguido por Ron, aquilo não cheirava bem, ele logo pensou. Largou os livros e pergaminhos e desceu rápido as escadas. Ele sabia que se tratando de Charles não era algo seguro e o irmão estava com Ginny e Ron o seguindo, certamente o irmão menor seguira Charles tentando se mostrar. Correu para a cabaninha aonde os patos e galinhas ficavam no inverno e onde eles guardavam os trenós entre outras coisas. E viu ainda de longe Charles tirar o trenó com esforço e Ginny sentada na cadeira da frente do trenó junto a Ron. 

   Gui parou o irmão e perguntou: " não estava pensando em descer a ladeira com os dois no trenó estava?" Bem pelo que deu a entender ele estava. O tempo de Gui correr até lá e berrar foi o que Charles disse a palavra que "acionava" o trenó, e pulou nele que logo desceu a ladeira e Gui por experiência própria dele, e dos gêmeos sabia.. que dias como aqueles que na noite anterior tivera uma pré-tempestade de neve era perigoso descer a ladeira principalmente de trenó. Parou logo na beira da ladeira preocupado, e agora o que daria? Merlin queira que nada de mal aconteça, Gui pensou.

   Já Charles que descia contra o vento rapidamente berrava de alegria seguido por Ginny e Ron. Ele estava lendo para ela um livrinho de criança de um ursinho muito brincalhão que adorava rolar ladeiras, logo a idéia de ir com ela e Ron, que ouvia a história também, no trenó brotou e assim ele foi com os dois, disfarçadamente. Estava tudo indo muito bem até que ele falou para o trenó parar num lugar que já não era mais ladeiras, mas o trenó continuou. Charles sentiu um frio percorrer a espinha e já com um mal estar repetiu mais uma vez a palavra.. e nada. Se desesperando continuou a falar a palavra. E os dois pequenos ao lado dele pareceram perceber o perigo porque começaram a chorar. Charles ralhou para Ron que homens não choravam e para ele acalmar Ginny porque estava tudo sobre o controle.

   Gui que estava parado descansando, olhando e rezando ao mesmo tempo na beira da ladeira percebeu que na parte aonde eles costumavam a parar quando desciam a ladeira quando ela não estava tão perigosa, Charles não parara. Pensando no pior saiu correndo descendo ladeira abaixo. Ele nunca alcançaria o trenó, e certamente Charles não ficará sabendo da palavra nova que os gêmeos tinham dado para desligar o trenó. Então começou a berrar para Charles:

   - A palavra pra desligar é "Finium" Charles!!!

   Mas já Charles que agora olhava para Gui longe deles, só ouvia parte das palavras assim não entendendo. Ficando os dois desesperados, com um berrando e outro tentando escutar, o tempo estava correndo e o trenó também. Por sorte Ron que também tentava escutar perguntou a Charles indeciso:

   - O Maninho disse Finitium ou Finium? – E assim o trenó parou com uma trancada fazendo os dois garotos mais Ginny quase caírem.

  Gui deu uma parada rápida quando o trenó parou. Deu um suspiro aliviado e se jogou no chão cansado. Charles se jogou contra o banco do trenó e pois-se a respirar rapidamente ainda meio assustado, Ginny parara de chorar e Ron dava berros de alegria que logo Ginny  o seguiu  fazendo o mesmo.

   Gui se sentou no chão coberto da neve olhou para o trenó parado um pouco longe e se levantou se dirigindo para lá. Parou do lado do trenó com a respiração ainda ofegante, e olhou para os dois irmãos e a irmão. Ron e Ginny logo pularam em cima dele. Gui depois de abraçar e acalmar os dois se dirigiu a Charles ainda chocado com aquilo tudo, o garoto se virou para o irmão e com os olhos vermelhos com algumas lágrimas e com a voz sufocada, disse:

   - Eu pensei que ia morrer.

  - Eu pensei o mesmo em relação a você. – Gui disse sendo sincero depois respirou fundo – Não me mate do coração... você realmente quase me matou de susto, meu irmão.

  Charles assentiu com a cabeça ainda meio chocado e se levantou, pegando Ginny no colo que abraçou ele. E Ron foi até Gui indo do lado dele ainda meio assustado. Quando chegaram com esforço até a porta da cabana Gui disse:

   - Isso será um segredo nosso sim? Daqui a pouco eu dou um jeito de enganar os gêmeos dizendo que eu esqueci o trenó lá,  eles me ajudam a traze-lo de volta, afinal aqueles dois são os únicos que entendem aquela porcaria.

   Charles assentiu assim como Ginny e Ron. E assim os quatros entraram na casa cansados e ... chocados.

(continua...)

N/A: Se eu disser que uma coisa parecida com a que acontece com o Charles aconteceu comigo vocês acreditam ^^' ? Pois é! Eu fiz algo parecido! Meus primos estavam comigo! O papel do Gui ficou como o do meu primo mais velho. Mas obviamente não foi na neve muito menos com trenó. A idéia do trenó e da neve foi tirada da série de uma família pioneira do E.U.A chamada "O Caminho Para o Lar". Mas é isso, comentem viu? B-jus e até o próximo capitulo! Madame Mim.