CAPÍTULO DEZ

Quando Bella entrou no escritório de Edward, o co ração dela disparou como se estivesse correndo uma maratona.

No momento em que o olhar cor de mel de Edward cruzou com o dela, um desejo tomou conta de seu corpo como uma descarga elétrica. O belo rosto de Edward se iluminou com um sorriso conforme caminha va na direção dela.

- Seja bem-vinda.

Bella sentiu-se entrando com o pé esquerdo quando ele a cumprimentou naqueles termos.

- Gostaria de fazer uma visita pelo prédio? Edward perguntou suavemente. Era a primeira vez que ela visitava os escritórios na Grécia.

- Talvez mais tarde. Eu vim até aqui porque tenho uma coisa importante para falar.

Com um olhar pacífico; ele observou os lábios car nudos e úmidos, as curvas sensuais dos seios dela para então voltar-se para da com o olhar ousado.

- Eu gosto do vestido.

- Por favor, deixe-me falar - Bella inter rompeu.

- O calor que ela sentiu na pélvis fez com que ela comprimisse as pernas com força. Ficava chocada com a facilidade com que ele despertava desejo nela.

Edward recostou-se na cadeira atrás de sua mesa de vidro observando-a com grande expectativa.

- Eu considero nosso casamento muito valioso. - Bella afirmou.

- Certo.

- Portanto, se você não voltar para mim...

Edward estendeu as longas mãos.

- Mas eu não fui a lugar nenhum.

- Não me interrompa. Se você destruir nosso casamento, eu permitirei que a Swan International destrua sua empresa. - Bella concluiu com rigi dez, e estava tão tensa que seus joelhos balançaram.

Edward a observou com um silêncio fulminante o olhar brilhava e o corpo estava imóvel, mas ainda as sim aparentemente relaxado.

- Você acha que não sou capaz, mas eu sou - ela jurou trêmula. - Nós éramos muito felizes juntos e o dinheiro não deve interferir nisso.

- Eu deveria saber o que estava fazendo quando chantageei uma Swan para tomar nosso casamen to verdadeiro. Você aprende rápido...

Bella respirou fundo, nervosa. Ela fez aquilo, o ameaçou como um dia ele a ameaçara de tirar-lhe tudo o que ela mais prezava. Mas ela não fazia aquilo com satisfação, sentia-se mal, envergonhada.

Com a boca seca, ela perguntou:

- E então, o que você diz?

- Você trouxe as armas pesadas?

Ela ruborizou e seu estômago se revirou.

- Isso não é uma resposta séria.

Edward continuou observando-a.

- É sim. Coerção não funciona comigo. Você acha que o Phill não tentou?

- Então sua resposta é não?

- Eu estou dizendo não?

Ela podia sentir o rosto corar. De repente, ela co meçou a perder o chão, tinha se metido em uma sinu ca de bico. Ela levantou a cabeça, projetou o queixo para frente e sacudiu os ombros como se a resposta dele não significasse nada para ela. Ela virou-se e co meçou a caminhar em direção à porta.

- Mas se você me pedir para ficar com você de li vre e espontânea vontade, acho que podemos chegar a um acordo com facilidade.

Com os olhos lacrimejando, Bella parou onde estava.

- Eu senti sua falta na noite passada - ele acres centou.

Ela respirou fundo antes de virar-se para encará-lo.

- Sentiu?

- Eu estava acostumado a ser casado.

-. Estava?

O choro estava preso na garganta. Ela saiu das al turas, mergulhou nas profundezas e agora estava na superfície com medo de fazer suposições.

- Eu agi por impulso ontem. Comportei-me como o Phill.

A respiração de Bella estava se normalizando outra vez.

- Eu não o culpo por ter ficado irado.

- Havia duas encomendas esperando por mim quando cheguei ao escritório esta manhã. Eram duas cópias daquele filme.

- Meu Deus, meu avô mandou uma para você também?

- Revendo aquilo, eu recobrei meu senso de hu mor. Lutei para manter nossa reconciliação em segre do, e foi uma loucura fazer aquilo. Não me ocorreu que estava querendo fazer exatamente o que Phill Swan queria que eu fizesse - Edward comunicou iro nicamente.

- Aquilo sempre foi um obstáculo entre nós.

- Sim, quando eu era jovem. Não mais. Eu gosto de pensar que amadureci. - Havia uma lamentação naquela declaração. - Apesar de ter claramente me sentido infantil na noite passada, quando minha ro mântica tentativa de surpreender minha mulher com uma visita surpresa culminou com o ataque de um monte de cachorros babões e de alguns seguranças.

Os tranqüilos olhos azuis de Bella se estreita ram de espanto conforme recordou o ocorrido na noi te anterior.

- Era você na noite passada?

- Sim, era eu - Edward confirmou.

Ela se moveu e foi na direção dele para colocar as suas mãos sobre as dele.

- Por que não disse que era você?

- Ia estragar a surpresa.

- Eu queria tanto que você viesse - Bella declarou com uma voz instável. - Se eu soubesse que estava lá fora, tão perto de mim...

- Eu tinha uma reunião muito importante hoje pela manhã. Depois pensei em ir até lá e entrar de forma convencional.

- Se eu soubesse disso, não precisaria ter vindo até aqui.

- Mas é um prazer saber que você luta por mim. - Edward declarou, puxando-a com as mãos fortes mais para perto de si.

- Um prazer?

- Tem uma coisa que já deveria ter dito há muito tempo, algo que nunca disse para nenhuma mulher: eu amo você.

Ela ficou de boca aberta.

- Sério?

- Mais do que tudo. Por um momento deixei meu orgulho me dominar e agi por impulso, mas nunca deixei de amá-la e não acredito que poderia deixar.

Ela estava tão tensa que mal podia respirar olhan do para ele, esforçando-se para ver a comprovação de suas palavras naquele lindo rosto. Toda a emoção profunda, a afeição e a sinceridade que ela sempre so nhou ver estavam estampadas nos olhos de Edward. Ele a beijou e a paixão que nunca esfriou se reacendeu, desta vez confiante e cheia de afeto que não mais pre cisava ser escondido.

- Vamos sair daqui - Edward sugeriu emocionado, segurando-a pela mão.

O trânsito estava péssimo, mas isso não os aborre ceu, porque estavam muito ocupados se beijando para perceberem.

- Quando você se apaixonou por mim? – ela fi nalmente perguntou ao afastá-lo para respirar.

- Eu não sei, sinceramente. - Edward gemeu. Para satisfazer sua necessidade de contato físico constan te, ele pegou a mão de Bella e lambeu um dedo de cada vez. - Primeiro, nós éramos amigos, mas sem pre houve a barreira de não saber o que tinha aconte cido de errado entre nós em nossa noite de núpcias, e o sentimento tomou-se platônico.

- Eu deveria ter contado, mas estava tão machu cada e constrangida, além de realmente pensar que você tinha ficado bêbado por infelicidade de ter se casado comigo.

- Não, eu não estava totalmente infeliz. De fato, no altar, eu estava tentando suprimir a fantasia sexual de como iria descobrir o luxuriante corpo virgem de minha noiva - Edward confessou, fazendo os olhos azuis de Bella se arregalarem de espanto para, em seguida, rir da expressão dela.

- Às vezes você é tão inocente.

Mas por incrível que pareça, aquela declaração franca foi mais importante do que qualquer outra coisa para dissipar a dor e a insegurança que molestaram seus pensamentos sobre o ocorrido naquele dia du rante tanto tempo. Bem, ela realmente se lembrava da maneira como o olhar ardente de Edward passeou pelo decote de seu vestido. Mesmo sentindo-se complexa da na época, ela agora estava satisfeita em saber que já naquele tempo o excitava.

- Você ainda é tão sexy - Edward murmurou, agar rando-a com desejo dentro do elevador, enquanto su biam para o apartamento dele. - Sempre fui louco por você.

Edward empurrou a porta do apartamento para abri-la e deu um chute para fechá-la, imprensando Bella contra a porta para beijá-la com sofreguidão.

- Nós precisamos de mais privacidade - ele ad mitiu a caminho do quarto.

- Não a vila do meu avô, aquele não era um lugar feliz para mim. Eu acho que deveríamos vender aqui lo e procurar um outro lugar onde pudéssemos morar quando estivermos por aqui.

Entre beijos e conversas eles se deitaram na cama.

Tirando as roupas de forma frenética, eles fizeram amor compulsivamente, revi vendo a força daquela paixão com satisfação e alívio.

Depois, Edward cobriu o rosto dela com as mãos:

- Eu amo você - ele disse intensamente. - Eu amo tanto. Quando pensei que tinha perdido você na noite passada, fiquei aflito. Não consegui dormir. Você significa muito para mim

- Eu também amo você. Nem acredito que eu nunca tenha dito isso antes.

- Você nunca disse isso. Nosso casamento teve um começo muito infeliz.

- Não olhe para trás - Bella murmurou. Você não estava pronto para esse tipo de compro misso.

- Mas agora estou totalmente comprometido. Quando você pediu o divórcio, foi um sinal de alerta. Fiquei confuso, não sabia qual era o problema comi go, mas então percebi que precisava fazer algo antes que a perdesse. Mas você estava tão determinada... e a idéia do Banco de espermas me destruiu.

Bella passou os dedos pelo peito musculoso dele e sorriu indefesa.

- Eu tenho que admitir que você está muito mais alegre.

- Você esta me deixando muito seguro, sra. Cullen - Edward censurou com a voz rouca curvando-se sobre ela para beijá-la com uma investida habilidosa.

Não é o fim!

Vejo vocês no epilogo:)

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