For the first time, I fell.
Por, Isabella.
Fandom: Supernatural
Disclaimer: É aquilo tudo, os personagens infelizmente não me pertencem, nem os trechos da música tema da fic e eu não ganho nada com essa história que inventei enquanto estudava álgebra... enfim, nada é meu, apenas a imaginação não muito produtiva.
Beta: Eu e Word! (não que se possa confiar muito em nós, hum?)
Shipper: Dastiel (Dean/Castiel)
EPÍLOGO
Desde aquela noite com Sam as coisas entre mim e Dean ficaram um pouco tensas. Algo entre nós, mas principalmente entre os irmãos. Entretanto, eu admito que Dean foi justo. Em momento algum ele me deixou sozinho, somente não trocamos nenhum afeto por um tempo. Sam não hesitou em deixar sua opinião explícita e isso magoou Dean porque, no fundo, eu também sabia que ele levava muito a sério a posição do irmão mais novo a respeito de sua vida. Mas quem era eu para intervir?
Eu me vi entre os dois, em constante expectativa, até que não agüentei mais o silêncio de Dean quando ficávamos sozinhos e o olhar analítico de Sam quando estávamos todos juntos. Assim, eu tive que defender minhas vontades. Mais explicitamente, Sam não foi a total favor da minha relação com Dean, e não era porque eu era um anjo – caído – e Dean um humano e nós dois éramos homens, mas porque ele acreditava que eu poderia colocar Dean em risco caso algo acontecesse comigo... ou por mim.
Vocês devem ter completa noção do amor incondicional que os Winchester têm um pelo outro, isso é história e faz parte de suas essências. De início eu decidi não lutar por Dean se tivesse que por sua vida em risco, mas por que eu deveria sempre me sacrificar? Eu caí por ele e nunca cobrei nada, exceto que agora pedia por reciprocidade. Era o mínimo que ele poderia me dar e eu faria o impossível para que tudo ficasse bem a ele, mesmo que o destino não tendesse para algo muito bom.
Eu me encontrei com Sam um dia e pedi a ele que fosse compreensivo e que deixasse Dean fazer sua escolha sem mais influências. Foi uma surpresa quando ele olhou em meus olhos e aceitou, prometendo ter uma conversa definitiva com o irmão. Não sei, mas eu talvez estivesse muito miserável mesmo.
Então em um final de tarde Dean me ligou (ele tinha me prometido dar um celular no início de tudo e finalmente tinha cumprido a promessa, até porque estava difícil comunicar comigo já que eu não era totalmente um anjo) e eu fui ao seu encontro. Estava na frente da casa de Bob, com uma garrafa de cerveja na mão, sem sua habitual jaqueta e somente com uma camisa; era um dia quente, e o sol estava a caminho de se pôr.
Eu andei até ele depois de um momento em que nos encaramos e parei à sua frente. Tudo que ele me disse eu posso resumir em três palavras: ele me escolheu. Depois que humildemente o perguntei se Bobby ou Sam estavam na casa e recebi uma resposta negativa, eu finalmente o abracei. Dean prontamente jogou a garrafa no chão e retornou meu abraço, deixando um beijo úmido em meu pescoço, em sinal de que ficaríamos ali quanto tempo precisássemos. E digo a vocês, foi o gesto mais significativo em minha vida.
- Não vou te perder, Cas. E não se preocupe com Bobby, ele vai aceitar assim como Sam o fez.
- Então seu irmão...?
- Ele chegou a essa conclusão depois que disse a ele para parar de agir como uma mulher.
Foram as últimas palavras dele antes que me puxasse para assentar sobre o Impala para ver o sol se pôr.
Não é uma noite comum. Raramente eu consigo olhar para o céu e encontrar tantas estrelas brilhando junto com uma lua cheia. Eu sempre gostei de como o vento frio da noite choca-se contra meu rosto e deixa minhas bochechas vermelhas, e hoje a brisa está um pouco mais amena, pouco chega a balançar meu cabelo. Mas ainda está frio e eu sinto falta às vezes do meu casaco bege; Sam me fez aposentar ele, a despeito do que Dean queria, dizendo que eu deveria mudar um pouco agora.
Desviei meu olhar do céu e olhei para a lâmpada no teto acima da minha cabeça. Já tinha me acostumado a não ver efeito algum em objetos eletrônicos e as próprias lâmpadas quando eu passava por eles, e isso com certeza me fez sentir que toda essa situação era real mesmo... e eu não queria mudar nada.
Olhei de volta para meu colo, onde repousa um caderno pequeno que eu comprei há pouco tempo. Preso ao arame está também uma caneta que eu sequer tinha aberto antes, mas eu espero fazer um bom uso dela um dia, talvez. Queria escrever minhas memórias, mas não sei se sou capaz de me expressar tão bem quanto a tudo que havia sentido nos últimos tempos.
Há poucas pessoas no motel, e o Impala está estacionado bem a minha frente junto com mais quatro carros. Ele me traz tão boas lembranças que não consigo conter um sorriso, e nem percebo passos lentos vindo atrás de mim rangerem a madeira do assoalho. Aliás, eu me sinto bem perdido em algum lugar bem distante na minha cabeça agora (só que sem o risco de fazer algo errado – ou certo – como o que deu início a essa história toda).
- Você tem que parar de pensar tanto, Cas. Não tem tantos neurônios assim pra desperdiçar, tem?
Aquela mão quente pousa no meu ombro me intimando a olhar para cima. Dean é a única pessoa capaz de me trazer completamente à realidade.
- Desculpe. O que disse? – eu não ouvi nada do que ele falou. Olhando para cima vejo Dean deixar escapar um sorriso sincero.
- Vamos entrar. Sam vai pedir comida chinesa. – ele me estende uma mão e me ajuda a levantar da escada.
Vocês sabem o quanto Dean é imprevisível? Eu também não sabia, até que do nada ele começou a demonstrar afeto em público. Tudo bem, ali não havia ninguém, mas eu gostei do quanto espontâneo ele foi ao pegar minha mão e entrelaçar nossos dedos. Eu olhei para nossas mãos e em seguida para ele, esperando que devolvesse meu olhar.
- Eu nunca experimentei comida chinesa. – disse quando ele olhou para mim de volta.
Agora minha rotina era ver o sorriso de Dean, e eu sabia que isso queria dizer que tudo iria ficar bem daqui para frente.
Fim.
É isso, folks! Me desculpem pela demora de alguns posts, especialmente deste aqui. Problemas em família, eu sequer estou vindo aqui.
Quero agradecer a todos que leram, que deixaram review ou não, e àqueles que um dia ( eu espero) vão voltar aqui. De vocês eu quero comentários também rs
Sou péssima com finais. Procurei uma frase de efeito, mas não consegui, então ficou simplisinha mesmo rsrs
Kisses!
Até a próxima :)
ps: eu não consegui upar a música, então vão aqui: http : / www . youtube . com / watch ? v = NVrT3E7CNi0 ( tirem os espaços);
- e depois aqui: http : / www . listentoyoutube . com / index . php (mesma coisa).
Espero que consigam baixar, vale a pena.
