Disclamier: Naruto pertence a Masashi Kishimoto.

Revisado em: 17/10/2014


Dura Separação

Sasuke: Fica comigo. Pelo menos essa noite...

Sakura o olhava esperar uma resposta. Inconscientemente, seus olhos pousaram nos lábios que habitavam seus sonhos. Pensar era difícil. Ainda não sabia dizer se estava sonhando ou não. Sempre pensou em sua primeira noite de forma especial. Nunca que considerou um esconderijo inimigo. Também nunca pensou que estivesse a um passo de se entregar para um nukenin, mas agora isso não importava. Não era mais virgem... Seu próprio filho tinha lhe tirado a inocência. Por outro lado, nunca havia feito isso antes. Sua situação era delicada... A lógica dizia que era errado. Apesar de tudo, Sasuke era um inimigo. Seu coração, por outro lado, perguntava por que não se entregar ao pai de seu filho já que ainda o amava?

Sasuke aparentemente viu o combate nos olhos da jovem. Não gostava daquele brilho. Preferia vê-los iluminados pela paixão. Sem se aguentar mais, se inclinou e se apossou dos lábios puros da garota. Ambos com quase dezoito anos. Nenhum jamais tinha sentido algo assim. Privados da vida social por treinos, promessas e vingança. O primeiro beijo verdadeiro deles. O toque cálido os consumindo. Os corações rezando para que o bebê não acordasse. Aos poucos, Sasuke a deitava de barriga para cima enquanto se posicionava sobre o delicado corpo. Cessaram o beijo por alguns segundos nos quais se avaliavam. Sakura apoiava as mãos na nuca dele. Sasuke estava acomodado entre as pernas femininas. Sentiu-se arrepiar quando ela dobrou uma e roçou o pé pela sua. Apertou a coxa responsável pelo ousado, sensual e altamente desejável movimento. O outro braço era usado para sustentá-lo acima dela. A mão firme ao lado dos seios que acalentavam e nutriam seu filho. Os olhos presos um no outro. Procurando aprovação ou repulsa. Qualquer sinal para continuar ou parar. De repente, a jovem o puxou pela camisa para mais um beijo. Os lábios já não eram o suficiente. Sasuke deslizava pelo pescoço da jovem. Absorvia o perfume, a maciez e a reação dela ao ser tocada na região. Sakura deixava as mãos passearem pelos músculos dele. Passava as unhas com suavidade por cima da camisa branca. Em um movimento mais ousado, a puxou para descobrir um ombro e beijá-lo no local. Sasuke suprimiu o gemido que queria escapar. Não podia esquecer que o filho dormia ali perto. As roupas eram removidas com calma e reverência. A cada pedaço de pele exposto, um novo brilho no olhar. Amaram-se com calma e carinho. Era a primeira e podia ser a única noite deles juntos. Não queriam se lembrar dela como algo feito as pressas e de maneira selvagem. Aproveitavam as oportunidades para descobrir como tornar o momento melhor. Sakura se preocupava com o prazer que Sasuke sentia. O Uchiha só queria saber de proporcionar a melhor experiência para a Haruno. Entre beijos, sussurros e baixos gemidos, eles foram felizes.

Na manhã seguinte, Sakura descansava confortavelmente sobre o peito nu do amante. Ainda não tinham fechado os olhos. O corpo deles se recusava a se render ao cansaço. Não queriam que o sol nascesse e acabasse com o momento. Infelizmente, o desejo deles não foi ouvido. O astro rei já mostrava seu esplendor. Eles sabiam disso, pois no quarto um relógio apitava seis horas da manhã.

Sasuke: Temos duas horas antes de nos chamarem.

Sakura: Eu sei. Se importa de ficar só me abraçando?

Sasuke: Não.

Um choro de bebê foi ouvido ao fundo. O casal, ao invés de resmungar, sorriu.

Sasuke: Mas acho que o Júnior se importa. Espere aqui.

Após beijar calmamente os lábios rosados, o Uchiha se levantou. Sakura o olhou de cima a baixo. Seus olhos se concentraram em leves marcas avermelhadas nas costas do mesmo. Ainda não acreditava que tivera uma resposta tão selvagem às sensações da noite anterior. Sasuke, no entanto, não se importara. Ele pegou o bebê do berço e levou até a mãe. Este se aninhava e começava a mamar feliz por não encontrar nenhum obstáculo entre ele e seu alvo. Sasuke sentou na cama novamente e abraçou a cintura da kunoichi. Apertava-a possessivamente. O tempo deles acabava rapidamente. Possuíam poucos minutos. Batidas na porta foram ouvidas seguidas da voz de Kabuto:

Kabuto: Sakura. Partimos em meia hora. Apronte-se.

Os dois somente se olharam. Sem escolhas, começaram a se arrumar. Um banho rápido. Colocar na mochila o essencial. Trocariam de covil novamente. Se Orochimaru descobrisse sobre a noite anterior, teriam sérios problemas. Na hora combinada, o quarteto do som a escoltou até a superfície. Um verdadeiro exército para garantir que ela não fugiria. Sasuke não poderia vencer todos. Um suspiro de pesar escapou pelos lábios femininos. Logo, todos andavam calmamente. Aquela viagem, porém, tinha algumas surpresas.

Sasuke andava mais atrás de Sakura. Admirava-a. Em sua mente, imagens da maravilhosa noite iam e vinham. Precisava tirá-la de lá antes que alguém a ferisse. A floresta pela qual passavam era estranhamente familiar. Logo que a reconheceu sentiu que aquele era o dia. Estavam no país do fogo. Sakura chegaria a Konoha rapidamente. Faltava só o momento ideal.

Todos andavam tranquilos. De repente, uma kunai é arremessada em direção ao sannin. Ele habilmente se esquiva. Anbus aparecem de todos os lados e uma violenta luta se inicia. Sasuke faz seu papel em proteger Sakura e de deixá-la ser "resgatada" pelos ninjas de Konoha. Enquanto olhava o ninja com a máscara característica da Vila Oculta da Folha se afastar carregando a jovem de cabelos cor-de-rosa sentiu seu coração parar de bater. Sentiria saudades. Mas a segurança dela e do filho eram mais importantes. Com um pouco de sorte, seus caminhos se cruzariam novamente e ela estaria o esperando. Assim como ele a esperaria. Suspirou e se despediu mentalmente, depois fugiu. Os ninjas do som só tinham o grande número como vantagem. Eram muito fracos e facilmente derrotados. Logo que despistou os atacantes, se encontrou com o sannin. Ainda não tinha se perguntado do por que Orochimaru fugiu, mas a resposta para essa pergunta chegou. Nos braços de Kabuto, Júnior chorava descontroladamente. Em algum momento, eles o tiraram dos braços de Sakura. O mundo do Uchiha entrou em colapso. Como faria para tirar o filho das garras do mestre das cobras?

Com medo de que eles sequestrassem Sakura novamente, Sasuke se aproximou e pegou o bebê no colo. A atitude impressionou a todos. Ninguém pensou que um dia o Uchiha iria agir como o pai do projeto em público. Ele se afastava de todos. A criança ainda chorava desesperadamente. Longe dos ouvidos curiosos, Sasuke acalmava o bebê, sussurrando em seu ouvido:

Sasuke: Shhh... Calminha. Também tenho saudades da mamãe. Também a quero de volta. Mas precisamos ser fortes. Ele iria matá-la... E nós não queremos isso. Queremos? Seja corajoso meu filho. Seu pai vai ficar mais forte e acabar com quem nos impede de ter a mamãe com a gente. Está bem? Mas você precisa parar de chorar. Vamos Júnior. Pela mamãe.

Para a surpresa do Uchiha, o bebê olhava para o nada quieto. Não tinha mais o ar de bebê brincalhão, porém não chorava mais. Ambos pensavam somente em ter Sakura de volta. Orochimaru olhava admirado. Não precisaria mais da kunoichi. Sasuke daria conta do recado. Melhor assim. Os nukenin continuaram rumando para o esconderijo. Dessa vez chegaram sem complicações. Na manhã seguinte, Sakura acordava no hospital sentindo que algo estava errado antes mesmo de reconhecer o ambiente.