A Certeza da Vida e do Amor Incondicional.

- O Sesshoumaru está vivo?!

Está pergunta ecoou em minha mente centenas de vezes durante muito tempo. Eu queria somente ouvir uma única resposta. Um sonoro sim. Mas não foi o que o agente Suikotsu fez. Ele ficou em silêncio olhando para o nada. Aquilo me deixou nervosa. Eu queria socar a cara dele, mas não podia.

- Por favor, senhor Shichinintai... eu imploro... – respiro fundo para não desaguar na frente dele - ...só... me responda...

- Senhorita ScottGreen... eu não posso ajudá-la.

O agente Suikotsu fica sério, olhando para a frente, sem fazer movimentos bruscos. Então movimenta o braço e coloca, sutilmente, um pedaço de papel em minha mão, sempre olhando para a frente.

- Só leia quando se certificar que está realmente sozinha. Agora vá.

Entendo o que quis dizer e escondo o papel dentro do bolso de minha saia.

- Desculpe por incomodá-lo...

Saio do carro e sigo para minha casa, com uma vontade enorme de ler o tal papel. Quando chego em casa procuro pelos meus pais pela casa toda e vejo que não estão. Com certeza foram para o culto na igreja e levaram Eikichi com eles. Vou para o meu quarto, tranco a porta e só então retiro o papel do meu bolso. Abro e leio a mensagem.

"Hotel Resort Loews Santa Mônica, suíte 425, amanhã às 19 h."

Eu mal pude dormir a noite esperando que o dia clareasse e que a noite chegasse logo. Quando deu o horário da saída do serviço, sai correndo e peguei um taxi, pois foi só mencionar o nome do hotel que o motorista já conhecia, pois é um hotel de turismo conhecido. Ao chegar na recepção disse que precisava ir ao quarto 425 e o atendente simplesmente me deu a chave, não perguntando nada, como se soubesse de algo. Peguei o elevador direto para o quarto andar. Encontrei o quarto e fiquei parada na frente da porta, esperando, tentando manter o controle. Será que eu encontraria Sesshoumaru lá dentro?

Coloquei a chave e destranquei, mas não abri, ainda hesitando, meu coração acelerado. Então girei a maçaneta e entrei no primeiro cômodo, e nada. Procurei nos demais e não havia ninguém. O quarto do hotel de número 425 era uma suíte luxuosa. Aproximei-me da cama e sobre ela tinha um bilhete do agente Suikotsu dizendo para esperar. E essa espera durou cerca de uns quarenta minutos. Tentei manter a calma, tinha que manter. Foi quando ouvi o trinco da porta e a mesma sendo aberta e depois fechada. Não me virei de imediato para ver quem era. Minha respiração ficou descompassada e aos poucos fui virando o meu rosto para ver a figura masculina que ali estava. Era ele, Sesshoumaru. Vivo. Tão vivo que mal dava para acreditar. Quando nossos olhos se cruzaram muita coisa foi dita. E ao mesmo tempo, nada foi dito. Eu não pronunciei palavra alguma e tão pouco ele, apenas ficamos nos olhando. Uns segundos eternos. Meu desejo era pular nos braços deles e beijá-lo, e dizer tanta coisa! Mas não. Primeiramente ele tinha que explicar o porquê de ter forjado a própria morte e ter feito eu sofrer tanto. E não só isso. Também queria saber se ele antes de morrer sabia que eu estava grávida dele. E como teve coragem de me deixar sozinha com um filho nos braços.

- Rin... Deve estar com muita raiva... entendo sua reação e...
Enquanto ele falava e se explicava, algo dentro de mim gritava. Por que eu ainda estava parada ali na frente do homem que eu amo, o pai do meu filho que ainda não corri para os seus braços?!
Era hora para se transformar numa estátua e ouvir explicações? Isso poderia esperar.
Apesar da pequena distância entre nós eu arremessei meu corpo contra o dele num abraço tão apertado que quase o sufoco.
- Sesshoumaru!
Sou envolvida naqueles braços musculosos. Sinto um alento percorrer por todo o meu corpo como se eu me livrasse de correntes que me prendiam. A sensação de libertação é grandiosa. Meu coração parece que vai explodir de tanta alegria. Como era bom saber que ele está vivo! E que esse pesadelo chegou ao fim! Choro agarrada a ele. Sesshoumaru acaricia meus cabelos, me aperta em seus braços novamente, e só ouve meu pranto a ser derramado. Eu acho que chorei por uma eternidade. Precisava.
- Rin...- segura meu rosto com suas mãos e passa o dedo polegar a para secar as lágrimas - ...acalme-se...
- Sesshoumaru...Eu... - Seguro seus pulsos -...Por quê?
- Eu vou te contar tudo. Quero que se acalme primeiro.
- Mas é que... -meu desespero é maior - ... Eu vi o seu túmulo! O que foi aquilo?! - Eu volto a chorar e ponho a mão em minha boca para me conter, mas não consigo.

- Calma! - Ele voltar a me abraçar -Esta tudo bem agora!
- E se você for embora de novo?! Eu não vou aguentar! Eu... Eu... Eu não...
- Isso não vai acontecer! Estou aqui com você! - segura meu rosto e me faz encará-lo - Não vou sair do seu lado.
- Se você for embora de novo eu não vou suportar... Eu juro que me mato... Eu juro...
Eu não sei explicar o que estava se passando comigo, entrei em completo desespero ao vê-lo ali. Treinei minha mente para conter as emoções e focar apenas em conversar com ele para saber o que aconteceu, mas tudo foi por água abaixo. Entrei em pânico com medo dele sair daquele quarto e eu nunca mais poder vê-lo novamente. Sesshoumaru me abraçou e tentou me acalmar mas meu desespero era maior.
- Sesshoumaru! - agarrei o colarinho dele - Prometa que não vai me deixar?! Agora temos um filho! Prometaaaaaaa!
- Eu prometo! Agora acalme-e!
- Promete mesmo?!
Sesshoumaru abre a gaveta do criado-mudo e pega um frasco de comprimidos e retira um.
- Tome!- serve um copo de água que tinha ali - Beba!
- O que é isso?
- Um calmante. Vai ajudar a relaxar.

- Vai fazer eu dormir? Mas eu não quero tomar !Quero ficar acordada! E se voce for embora quando eu acordar?!
- Não vou em bora!

- Precisamos conversar!

- Faremos isso com você calma! Agora tome!
- Mas Sesshoumaru...
- Rin! Engole a droga do comprimido!
Não era um pedido, era uma ordem. Olhei nos olhos dele e vi um Sesshoumaru sério e que não estava brincando. Se eu não tomasse por bem então, ele o faria a força. Eu não estava em boas condições emocionais. Tinha perdido completamente a razão quando tive a certeza que ele estava vivo alguma vê-lo ali diante de mim. Engoli o comprimido e tomei toda a água do copo.
- Ótimo!
Eu fiquei olhando para ele, enquanto ele segurava meu rosto e secava as minhas lágrimas me olhando seriamente. E aquele olhar sério foi substituído por um olhar carinhoso.
- Rin... Minha Rin ...
Ele voltou a me abraçar e pôs minha cabeça recostada em seu peito. Aos poucos fui me rendendo ao sono que veio e todo o meu corpo todo amolecer. Tentei resistir em vão. A última frase que eu ouvi de Sesshoumaru foi um pedido de perdão. O calmante dado por ele era forte e logo fez efeito. Assim que adormeci ele carregou me nos braços e me pôs na cama, cobrindo-me com um lençol. Alguém bate na porta do quarto e Sesshoumaru abre.
- Então?
- Como presumi. Ela não aguentou o baque quando constatou que eu estava vivo.
- Eu lhe disse. - Suikotsu pega uma bebida do bar - Durante todo esse tempo ela nunca acreditou que você estivesse morto. Tinha algo nela que dizia o contrário. Enquanto todos diziam que você estava morto, ela insistia que nãoquando não. É NO DIA que os levei até o seu túmulo ela percebeu que estava sendo observada
- Eu sei. A Rin é muito perspicaz.
- Vai contar tudo?
- Eu devo isso a ela. E depois, conversarei com os pais. E ainda tem o meu filho que não conheci. Céus, um filho! Quando que eu podia imaginar que teria um!
- O menino é a sua cara! Não tem nem como dizer que não é seu. Um teste sanguíneo seria só pra constatar a prova.
Os dois homens riram.
- Pois é.
- Você ama essa garota?
- Mais do que posso imaginar. – Sesshoumaru me olha na cama - Quando fui parar na colônia ela foi a primeira pessoa que eu vi. E mexeu comigo de um jeito que mulher alguma tenha feito.
- Uma simples garota.
- Uma simples garota amish. Que vivia num mundo proibido, até que tudo aconteceu.
- Bom eu vou avisar os pais dela.
- Entrarei em contato.
- Ok.
- Ah! Suikotsu!
- Sim?
- Obrigado. Por tudo.
O homem assentiu com a cabeça e saiu do quarto. Sesshoumaru ficou sentado na poltrona me observando, talvez buscando palavras para quando fossemos conversar. Quando despertei já era início de noite. Nao sei por quanto tempo dormi.
- Oi.
- Oi... - olho para ele e sorrio, e sinto um alívio em saber que está ali comigo e que não foi embora.
- Sente-se melhor?
- Sim... O remédio que você me deu serviu para me derrubar.
- Eu não queria te dar mas foi preciso. Você estava alterada e
eu presumi que isso aconteceria.
- Sesshoumaru...- segurei sua mão.
- Rin. Eu vou explicar o porquê de tudo. Apenas me escute.

- Eu fui embora três dias depois que tudo aconteceu. Recebi uma mensagem de Suikotsu avisando que os russos tinham me descoberto. Eu tive que sair da colônia o mais rápido possível pois eu era o alvo deles e quem estivesse próximo de mim também corria risco de morte.
- Podia ter me dito...
- Não podia! E é isso que eu quero que você entenda. Não podia deixar que eles soubessem que eu criei vínculos. Iriam atrás de você, de seus pais e os matariam.

Sinto um calafrio percorrer o meu corpo só de pensar que poderia estar morta, não só eu como os meus pais.

- Você despertou uma semana depois. E eu já estava longe, na Europa. Comecei uma busca implacável a cada um dos que queriam a minha morte. Minha equipe de agentes entrou em contato comigo e quase que um deles foi abatido em campo pelo inimigo. Então, para não ver ninguém morrer por minha causa forjei minha morte. Foi quando o agente Suikotsu foi dar a notícia da minha falsa morte.

- Ele não sabia?

- Ninguém soube. Enganei até mesmo a minha equipe de agentes e os meus superiores, e ninguém dos meus colegas de serviços acreditou quando veio a falsa confirmação. Ficaram arrasados.

- Eu sofri tanto... quando soube...
- Eu sei.
- Até os meus pais...

- Estou ciente que causei muito sofrimento a muita gente. Mas foi preciso. Talvez nem receba o perdão de alguns por ter feito o que fiz.

- Você me enviou uma carta dizendo para eu ... procurar outra pessoa, para seguir com a minha vida!

- Eu tinha que ser o mais convincente possível.

- Ler aqui foi cruel demais...

- Me perdoe...

Vi o sofrimento estampado no rosto de Sesshoumaru. Ele se sentia culpado pela atitude que teve que fazer para sobreviver e isso abalou a vida de muitos.

- Depois de um ano e meio, quando tive a certeza de ter eliminado a todos é que voltei para a América e procurei meu amigo, que me ajudou junto ao serviço secreto, pois até então era dado como um agente morto em campo. Estou respondendo a um processo por forjar a minha própria morte. Corro o risco de ir preso.

Além de sofrer o que já sofreu, Sesshoumaru ainda podia perder a liberdade. Era muito ruim ouvir isso dele, mas era a mais pura verdade.

- Matou os inimigos.. Não foi piedoso?
- Nesse tipo de vida não existe misericórdia, Rin. Ou mata ou morre.
- Mesmo assim! Ainda acho que poderia ter me contado!
- Rin! Não dava! Não poderia colocar a vida de todos em risco!
- Você não confiava em mim? Eu não contaria nada para ninguém!
- Não é questão disso! - Sesshoumaru fica irritado - Não vou me ater a detalhes do que poderia ter ou não feito!

Me levanto da cama, respiro fundo.

- E também, aquela vez no cemitério, eu tive a nítida impressão que alguém me observava... – me viro para ele – e tenho certeza que era você.

- Está certa. Era eu mesmo. – Sesshoumaru se aproxima de mim e pega na ponta do meu cabelo. – Vim duas vezes para cá. No cemitério e quando meu filho nasceu.

- Quando o Eikichi... – o encaro, surpresa

- Sim. – ele fala tranquilamente – No mesmo dia que ele nasceu. Assim que o levaram para o berçário, eu fui vê-lo. Pedi a uma enfermeira que me permitisse pegar no colo.

Eu me emociono com o relato dele. Então Sesshoumaru conheceu o nosso filho recém-nascido.

- Mas Sesshoumaru, por que não me procurou?!

- Ainda não podia. E nem faria isso. Não ia colocar a vida do meu filho em risco.

Aquele homem parado ali na minha frente era incrível. Como se mantinha firme diante das adversidades? Devido ao estilo de vida que tem era proibido, impedido de viver plenamente momentos importantes que toda pessoa tem direito.

- Por que só agora resolveu se mostrar?

- Você estava perto de me descobrir. Então resolvi abrir o jogo. Não estava mais aguentado ver o seu sofrimento.

- Háháhá! – eu rio com sarcasmo. – Cansou de ver sofrendo?! Que ótimo? Então, como devo agir agora? – enxugo uma lágrima – Devo ter felicitar? Devo soltar fogos?

- Rin...- ele tenta me abraçar, mas eu m afasto dele

- Não! Pare!

- Rin! Se eu pudesse voltar no tempo, faria tudo diferente! Agiria de uma forma que não fizesse sofrer a tantos com eu fiz! Também sofri com tudo isso, não foi fácil para mim. Acha que eu não queria vir para você? Ach mesmo Que não desejei que esse inferno acabasse logo para poder voltar para você? Como acha que foi tudo isso para mim, as escolhas que tive que fazer? Pensa que é fácil forjar a sua própria morte? E que o pior de tudo é saber que vai causar a dor mais profunda na pessoa que ama?!

Eu olho para ele, que tem o semblante triste.

- Não foi fácil para mim vê-la chorando sobre o meu túmulo... e não poder correr até você... te envolver em meus braços... e dizer que tudo era uma mentira. No hospital foi o mesmo... vê-la sofrendo para trazer o meu filho ao mundo e sequer poder segurar sua mão, desejando estar perto...

Sesshoumaru fica em silencio, já não tinha mais o que falar.

- Me desculpe...

- Pelo que?

- Você está aqui se explicando e eu agindo com infantilidade. Eu sou mesmo uma idiotaaa!

- Tudo bem, Rin.

- Sesshoumaru, me perdoe... – corro até ele e o abraço – me perdoe...

- Minha Rin...

Eu o encaro e ele me dá o sorriso mais lindo e me beija. Sinto o doce toque dos seus lábios sobre os meus, num beijo dado com delicadeza. Mas eu exijo mais e invado sua boca com minha língua, e logo a dele me corresponde e o beijo casto se torna ávido, o abraço fica mais apertado e tudo vem numa urgência que não podemos esperar.

- Sesshoumaru... eu senti tanto a sua falta... eu pensei que nunca mais o veria de novo...

- Rin... não teve um só dia que não pensasse em você, que não desejasse que estivesse em meus braços... como agora...

A aproximação dos nossos corpos dá vazão ao desejo ora adormecido, e então nos amamos ali naquela suíte. Sesshoumaru me envolveu nos braços, forçando o beijo, introduzindo mais a língua, quente, úmida, doce, que entrava e saia com velocidade, procurando a minha e no contato, sugava deliciosamente. Me mordia os lábios, não muito carinhoso. Com a outra mão ele acariciava minhas costas. Envolvi os meus raços em torno do pescoço dele, e simplesmente me entreguei de corpo e alma para aquele homem, que me desejava muito mais do que podia supor. O que sinto por Sesshoumaru é algo inexplicável, é um amor que transcende o tempo e qualquer coisa que se possa imaginar. Lentamente, Sesshoumaru tira minhas roupas, não deixando de me de beijar e de me abraçar. Ao mesmo tempo, faço o mesmo, tirando-lhe as roupas. Me pega no colo, me deita na cama e fica em cima de mim. Suas carícias se intensificam, assim como tudo.

Sesshoumaru se acomoda em cima de mim, beijando-me com luxúria. Encaixa o seu quadril em mim, e sinto seu membro duro, latejante, que ele esfrega sobre o meu sexo, meu corpo explode com a sensação de prazer que o sexo dele me proporciona e gemo alto. Então abro as pernas e sua ereção entra, com a pressa de estar dentro de mim, chegando ao centro do meu corpo. Depois que sente que está totalmente dentro de mim, Sesshoumaru, erguendo-se, geme. Acaricio suas costas nuas, com cuidado devido as cicatrizes que tem, e seguro seu rosto com as mãos, ficamos olho no olho, a respiração ofegante, sentindo a onda de prazer percorrendo em nossos corpos. Com um movimento rápido, ele começa a bombear dentro de mim, movendo os quadris, entrando e saindo num ritmo frenético, me tomando, me dominando com sua vontade. Ele é um mestre sexual enquanto me possuí, me ofertando um prazer incrível. Eu sinto o meu corpo arder como se estivesse em chamas. Mais estocadas no meu sexo desejoso dele e no último instante, gozou dentro de mim, jorrando forte. Quando Sesshoumaru erminou, jogou a cabeça para trás, respirou profundamente e gemeu o meu nome.

- Aaaaaaah Rin...

Tenho a mesma sensação de prazer quando atinjo o orgasmo quase que junto dele. E não paramos por aí. Assim que Sesshoumaru se recompôs, baixou a cabeça, chupou os meus seios, ao mesmo tempo que passava as mãos pela lateral do meu corpo, me acarinhando. Dos seios, desceu pelo meu corpo, beijando minha barriga e parou próximo a minha intimidade. Me olhou sorrindo satisfeito.

- Eu vou provar do seu gosto misturado ao meu, Rin...

Ele colocou minha pernas em seus ombros e bocanhou meu sexo recém penetrado, chupando, enfiando a linguá, sorvendo meu néctar

Sinto meu corpo arder como se estivesse em chamas. Meu peito num sobe e desce, tão ofegante que eu mal podia conter, parecia até que eu estava febril de tão quente que se sentia. E Sesshoumaru continuou com o sexo oral em mim.

- Aah... Se-sesshouu-maruu...

Gemi, chamndo por ele, que resvalava os lábios, a língua, a boca toda na minha feminilidade. Acariciava os seios enquanto que continuava a me chupar. Senti sua língua se tornou preguiçosa ao me lamber, finalizado o ato.

Ele fica debruçado sobre mim, me olhando, gostando de ver o jeito que me deixou, cheia de vontade, de prazer, e querendo mais.

- Eu vou ter dar mais...

Deslizou dois dedos para dentro do meu sexo, que me excitaram e que foram muito bem-vindos. Arqueei meu corpo, abraçando os músculos que me eram do que o suficiente em que me agarrar. Completamente excitada e pronta para ser devorada novamente pelo meu seu homem. Senti a pressão do seu corpo sobre o meu, quando ele deitou sobre mim entrelaçou meus dedos nos deles, me beijando. Afastou as minhas pernas para abrir espaço, seu membro duro entrando de novo em mim, direto para o meu centro, contra a minha pele sensível, fazendo-me gemer entre os beijos. Ele me encara.

- Gosto de vê-la assim... – sorri sobre os meus lábios - ... completamente rendida a mim, pronta para o meu bel-prazer...

Assenti uma vez, tomando-lhe a boca de novo, bebendo do gosto dele, sentindo sua ereção entrar e sair lentamente, numa tortura incessante que eu entendi que se me perderia para sempre ali com ele. Sesshoumaru me penetrou devagar, sentindo-me arquear contra seu peito, enquanto que observa meu rosto, se deliciando em ouvir os meus gemidos, que traduzidos seriam como um pedido por mais prazer. Movendo-se com cuidado, ele entrou e saiu do meu sexo úmido e apertado, sustentando o ritmo, pois ele queria ir cada vez mais rápido. Eu o segurava firme pelos ombros, passei minhas as pernas em volta de sua cintura para que ele me atingir mais fundo, para que ele se movimentasse mais duro dentro de mim, pois nós dois estávamos próximos do ápice. Senti sua excitação e comprimi minhas pernas nos seus quadris, impulsionando-o para mais, e ele afundou o membro rijo dentro no meu centro e num ato maravilhoso, derramou-se dentro de mim. Como era bom pertencer ao homem que eu jurei amar até o último dos meus dias. Nos amamos de novo e de novo, intensamente, e por mim, não pararia nunca. O cansaço e o sono vieram, e dormimos abraçados. Nem só de amor que se vive. A vida exige atenção em outras coisas que também são prioritárias. E tínhamos tanta coisa para fazer depois que o dia clareasse. De madrugada acordei, e sentei na poltrona de frente a janela da suíte com vista para o mar. O cheiro da brisa marítima encheu meus pulmões. Estava completa, livre, liberta, acho que senti um pouco de tudo de bom o que vida pode oferecer neste momento. Observei Sesshoumaru deitado, e dormia profundamente. Seu semblante estava sereno, aliviado, sem aquela expressão de cansaço e dor. O que este homem sofreu, as coisas pelas quais passou, o inferno pelo qual passou e a as dores que viveu para chegar até aqui e finalmente, me encontrar e ficar comigo. Olhando para o seu rosto, dentro de mim eu tive a certeza que eu havia encontrado o meu lugar no mundo quando nossos caminhos se cruzaram naquele dia na beira do rio, quando o vi ali, ferido, precisando ser socorrido, precisando de mim. Acredito piamente que o nosso amor é forte, e será para sempre. E o primeiro passo para eternizá-lo será vivê-lo cada dia. Eu, ele e nosso filho. Com toda a certeza do meu coração eu desejo este homem para a minha vida toda, ainda que tenhamos vividos juntos muito pouco e ainda existem tantas coisas pela frente pelas quais passaremos juntos. Eu não quero outro em minha vida que não seja Sesshoumaru!

Pelo pouco tempo que entrou em minha vida, Sesshoumaru me mostrou o poder de um amor de verdade, daqueles que só aumenta com o passar dos dias, que passa a ser incondicional, que te fortalece, faz sonhar e desejar sempre mais. Quero ter a certeza de acordar todos os dias com a sensação que o nosso amor nunca vai parar de crescer. E também ter a certeza que ele foi a melhor coisa que aconteceu na minha vida.

Pelo pouco tempo que entrou em minha vida, Sesshoumaru me mostrou o poder de um amor de verdade, daqueles que só aumenta com o passar dos dias, que passa a ser incondicional, que te fortalece, faz sonhar e desejar sempre mais.