Meu Fantasma
Disclaimer: Bleach não me pertence e todo aquele bla bla bla.
Capítulo 11 - Promise
"O que você está aprontando?" – Ichigo começou, nervoso.
"Se você me ouvir irá saber, Ichigo."
Diante do silêncio e da expectativa dos dois jovens, Urahara suspirou, pronto para uma longa conversa.
"Várias vidas estão em jogo e preciso da ajuda de vocês."
o.o.o
Ichigo se calou, fitando o chão. Não entendia o que estava acontecendo ali e o porque do colega de classe ter aparecido ali amarrado e sobre protestos. Ele era apenas um funcionário de uma loja localizada em um lugar quase deserto com um chefe estranho, apenas aquilo! Mas de repente, tudo virara de ponta cabeça e ele não percebera. Com o canto do olho fitou Hitsugaya, que parecia apreensivo, mas estava conseguindo se controlar.
"Vocês sabem que Hinamori-kun foi sequestrada pelo próprio pai." - Vendo ambos assentirem, Urahara continuou. - "Ele planeja por as mãos na herança da família que ela herdaria da mãe, Mimi-san foi muito esperta em proibí-lo de administrar o dinheiro até que ela completasse a maioridade."
"Por quê isso?" - Hitsugaya perguntou, cruzando os braços.
Urahara suspirou novamente, abrindo e fechando seu leque, o que irritou profundamente o Kurosaki.
"A família Hinamori possui grandes economias e seria um dinheiro essencial para que Aizen conseguisse mais poder como capanga de um mafioso poderoso." - Yoruichi falou, sem fitar os jovens. - "Mas logo ele pode deixar de ser um peixe pequeno e transformar a nossa vida em um verdadeiro inferno."
"Tem algo suspeito aí." - Hitsugaya falou. - "Minha mãe me trouxe até aqui porque vocês eram parceiros do meu irmão e daquele homem. Então porque eu estou solto, inteiro e estão contando tudo isso para nós?"
"Você é realmente esperto." - Urahara bateu palmas, com um grande tom de ironia na voz. - "Na verdade não somos o que parecemos. Eu ajudo sim, e intermedio os carregamentos deles, mas apenas para ganhar a confiança deles. Nada que um passado falso não ajude. E é por isso que estamos assim, neste momento." - Completou, fitando Toushiro, com um de seus costumeiros sorrisos misteriosos. - "Eu sou um mercenário, digamos assim. A Yakuza é mais complexa do que imaginam e quando alguém está com a vida ou condição financeira ameaçada, me contratam por um bom preço. E a minha missão da vez é acabar com Aizen Sousuke, antes que ele se torne uma ameaça para todos."
"Como dois estudantes podem te ajudar nisso tudo?"
"Não quero somente a ajuda de vocês. Quero que trabalhem para mim por um período." - Urahara falou, calmamente.
Ichigo estava boquiaberto. Além de toda aquela história, Toushirou permanecia impassível, apenas ouvindo e respondendo com perguntas rápidas, sem evidenciar o que ele estava sentindo. O garoto apenas queria mais informações, enquanto o ruivo tentava digerir a situação que se encontrava e rezava para que saísse vivo no final de tudo aquilo.
"Aizen pretende se livrar do corpo de Hinamori-kun amanhã, e vai me entregá-lo. Vocês ficarão em um carro disponível somente para esse transporte, mas entregaremos um corpo falso, que já encomendei, enquanto a menteremos a salvo aqui."
"C-como assim?" - Ichigo arriscou perguntar. - "Eles vão matá-la?"
"Somente se vocês não agirem certo." - Ele respondeu, fechando seu leque e se levantando. - "Agora com licença, tenho que contatar Byakuya-kun, ele é meu aliado e estava procurando pelo Toushirou-san."
Dito isso, ele e Yoruichi saíram da sala, deixando ambos pensativos. Ichigo cerrou o punho, era uma responsabilidade realmente grande. Fitou Hitsugaya e se surpreendeu ao ver que ele tremia, com a cabeça baixa, não deixando à mostra seu olhar. Provavelmente todo o peso da verdade da situação caíra nos ombros dele somente naquele momento, não se impressionava com tamanha reação.
"Urahara!" - Hitsugaya gritou e saiu do cômodo de repente, assustando o Kurosaki. Encontrou-o parado no corredor, o fitando com uma cara interrogativa. - "E a minha mãe?"
"Kino-san está intermediária entre os dois lados... A pena dela vai ser definida no futuro, quando ela decidir nos ajudar ou permanecer ao lado do homem que sempre a ameaçou, simples."
O jovem ficou parado, vendo o homem voltar a andar, provavelmente para a entrada da loja. Cerrou o punho, sentindo seu ódio aumentar cada vez mais pelo irmão, pois sabia que a vida dela estava nas mãos dele. E tudo o que ele fizera, no final, fora magoá-la e acreditar que ela havia o abandonado...
"Lamentável." - Murmurou consigo mesmo e voltou para o cômodo, observando um curioso Ichigo, que fitava o teto com um semblante nervoso.
o.o.o
Hinamori estava fitando o teto como sempre, depois de ter comido quase que desesperadamente a comida que lhe haviam fornecido. Seu pai saíra com Ichimaru e não voltara ainda, mas garantia que a visitaria ainda naquele dia. Seus olhos estavam opacos, sinal de que se cansara de chorar, pois sabia que não iria adiantar nada. Perguntou-se se sua mãe havia sofrido da mesma maneira ou pior, e então um forte sentimento de solidão invadiu-a. Se pudesse, estaria na escola, tentando estudar enquanto ria das brigas da amiga com o namorado e voltaria para casa com Hitsugaya, para chegar em casa e ler seu precioso livro...
A lembrança do objeto a abatia mais ainda, pois ela sabia que ele havia se perdido, dificilmente ela o encontraria, caso sobrevivesse. Era o que mais desejava, sobreviver, visitar o túmulo de sua mãe e agradecer pela vida que tinha, pois apesar das perdas era uma vida feliz, ela sabia. Suspirou e se acomodou melhor no canto onde estava, fitando as mãos e os pés amarrados. Para a sua sorte, as mãos estavam amarradas na frente do corpo, o que machucava bem menos e facilitava para comer.
Algumas horas mais tarde, Hinamori percebia que anoitecia e a porta se abriu levemente, revelando um homem que não lhe era estranho. Ele se aproximou e abaixou-se para deixar ali um prato com comida e um copo de leite. Só então ela pode ver os olhos por trás dos óculos escuros. Era cego. Aquele mesmo homem cego que topara quando sua carteira sumira.
"Você...!" - Ela murmurou, vendo que atraíra a atenção dele.
"Lembra-se de mim?" - Ele falou, com um tom de voz gentil. - "Faz um bom tempo, pequena."
"Você é aliado deles?" - Ela perguntou, encolhendo-se.
"Sim, eu sou." - Ele falou, ainda agachado, sem se levantar. - "Peço desculpas pela sua carteira, precisávamos da sua identidade."
Hinamori surpreendeu-se com a gentileza daquele homem, fitando o silenciosamente por alguns segundos. Tousen se levantara e rumara para a porta, parando quando ouviu-a murmurar:
"Tudo bem, agora não importa mais."
"Posso te dar um conselho, pequena?" - E não esperando por algum murmúrio de resposta, Tousen continuou: - "Não perca as esperanças."
E assim ele saiu do aposento, fechando a porta e trancando-a. Hinamori fitou a comida sem fome, pensando sobre o conselho dado. Esperança. Aquela palavra lhe parecia tão vaga no momento, que não conseguia se lembrar do seu significado. Talvez ainda existisse algum sentimento no seu íntimo, mas ela sentia-se triste e sozinha demais para buscá-los. Riu consigo mesma quando viu que o pai não retornara como prometera e achou melhor, pensando que teria sua última noite mais tranquila.
o.o.o
No dia seguinte, Rukia preocupou-se quando viu que Ichigo e Hitsugaya também não compareceram à aula. Seu coração se apertou e no primeiro intervalo, correu para ligar para a casa do ruivo, ouvindo do sogro apenas que ele alegara dormir na casa de um amigo, mas que não sabia se iria a escola ou não.
Estava preocupada demais para assistir às aulas, então sentou-se em um dos bancos do pátio e ficou a observar as nuvens, pensando no que Ichigo estaria fazendo no momento. Tinha um pressentimento ruim, não conseguia afastá-lo por mais que quisesse. Apertou a gravata do uniforme, desejando que no final, tudo ficasse bem.
"Voltem pra mim... Por favor!"
o.o.o
"Eu ainda não acredito que ele quer que a gente ajude ele à acabar com o cara!" - Ichigo falou, fitando duas mudas de roupas entregues para os mesmos. Hitsugaya estava alheio, fitava o teto, não prestando atenção ao que o amigo dizia. - "Ei!"
Hitsugaya piscou várias vezes e fitou o ruivo. Não se importava, ele queria salvar a amiga. Estava preocupado, não sabia das consequências caso chegasse tarde demais... ele perderia a razão. Seu coração estava apertado, não sabia o que fazer! A ansiedade o matava, seu coração batia forte demais para quem queria salvar apenas uma amiga...
"É só salvar a Hinamori." - Ele falou, pegando a muda de roupas com o seu tamanho. Era uma blusa de mangas compridas preta, na frente os kanjis da loja urahara e calça de mesma cor.
"Só?" - Ichigo falou, arqueando uma sobrancelha. Estava óbvio que Toushirou não estava normal, ele também estava muito perturbado, somente não queria demonstrar e, pior ainda, não sabia esconder aquilo. - "Posso ver claramente que você está mais abalado que qualquer um aqui!"
Hitsugaya arregalou seus olhos e fitou Ichigo, surpreso. Por fim, deu de ombros e se sentou em um canto, bufando. Não negava que seu coração estava apertado... Estava preocupado demais com a segurança da amiga, se acontecesse algo com ela ele não iria se perdoar.
"Toushirou," - Ichigo começou, sentando-se do seu lado. - ", você gosta da Hinamori, não é?"
"QUE?" - Hitsugaya se levantou em um pulo, tomando uma coloração vermelha no rosto. - "Mas é claro que não! De onde você tirou uma bobagem dessas?"
"Está escrito na sua testa, idiota."
"NÃO ESTÁ NÃO! Como eu gostaria de uma molhadora de camas chorona como ela?"
Ichigo apenas permaneceu em silêncio, com um olhar de "não adianta fazer essa cena que eu sei muito bem que você gosta dela", contendo o riso pelo amigo parecer uma criança quando se tratava daquele assunto. Era realmente inusitado ver Hitsugaya berrar tanto em tão pouco tempo. O mesmo murmurou alguma coisa e se sentou novamente, com os punhos cerrados.
"Vamos nos concentrar em salvar a Hinamori e só." - Completou, fuzilando o ruivo com o olhar. Ichigo soltou uma risada baixa.
Logo batidas foram ouvidas na porta e a cabeça do Urahara apareceu, sério. Fitou os dois meninos e suspirou, não gostava de envolver inocentes, mas aqueles dois, por serem amigos de Hinamori, se esforçariam mais que qualquer um para mantê-la sã e salva.
"Está na hora, sigam-me."
Depois de andarem por corredores, o que pareceu uma eternidade e um fato estranho, já que a loja não aparentava ser tão grande daquele jeito, chegaram aos fundos da loja, onde Tessai estava no volante de uma grande van preta, a mesma com as portas traseiras abertas. Urahara guiou a dupla até lá, que se sentaram perto de Yoruichi no veículo, enquanto Kisuke iria no banco da frente junto com seu empregado. Os meninos observaram apreensivos um grande saco estirado do outro lado da van, parecia haver alguém ali dentro.
"É o corpo falso." - Yoruichi respondeu, simplesmente.
"Vocês... por um acaso... mataram alguém e colocaram ali?" - Ichigo perguntou com um arrepio percorrendo sua espinha.
"Algumas coisas podem permanecer em segredo." - A mulher piscou.
Assim, as portas todas do carro foram fechadas e o mesmo começou a andar. Demorariam entorno de meia hora para chegarem ao destino, Aizen se escondia do outro lado da cidade. O silêncio predominava entre todos, tanto da parte da frente como da de trás do carro, até que Yoruichi levantou-se e se colocou na frente dos dois jovens.
"Agora me ouçam. Urahara vai entrar primeiro e negociar com Aizen todos os detalhes. Um de vocês me seguirão pelos corredores até onde a menina está e me ajudarão a trazê-la aqui. O outro deve ir até mais adiante e entrar no escritório, com certeza encontraremos muitas provas dos crimes daquele homem. Se um de vocês dois forem vistos, todos os que vocês conhecem estarão em perigo."
Ambos engoliram em seco.
"Ichigo, você me ajuda a trazer a menina, Toushirou, você por ser menor e mais ágil vai até o escritório." - Terminando de falar, Yoruichi se aproximou se Hitsugaya, apontando um dedo perigosamente para a face do mesmo. - "Você principalmente, não deve ser visto. Eu falei para o Kisuke comprar uma peruca para você se disfarçar melhor, mas não, um gorrinho qualquer poderia ajudar."
o.o.o
Hinamori estava deitada no chão, sua respiração ofegante. Tudo girava à sua volta, desde que seu pai viera e lhe aplicara uma injeção, não tinha forças nem mesmo para piscar. Seus olhos lacrimejavam, mas não era por vontade própria. Estava se sentindo seca, sua garganta queimava, não sabia o que haviam injetado em seu corpo. Talvez fosse veneno, talvez fosse um tranquilizante, uma droga, não sabia. Mas se continuasse daquele jeito por muito tempo, aí sim, não saberia o que aconteceria. Por que tinha que passar por aquilo?
Ouviu quando a porta fora aberta e duas pessoas a carregaram para fora cuidadosamente. Foi colocada em um carro preto, deitada sobre um colchão velho, mas confortável. Ela continuou parada, sem se mover, como um vegetal, ouvindo sussurros e passos todo o tempo. Até que viu uma terceira sombra aparecer e avançar sobre si rapidamente. Ela não entendia nada, mas aqueles cabelos lhe pareciam tão familiares...
As portas do carro foram fechadas. Ela sentiu vontade de fechar seus olhos também. Não queria ver para onde seria levada, estava tudo confuso demais. Surpreendeu-se quando percebeu que conseguia fechá-los e já podia movimentar as pontas dos dedos. O efeito daquela injeção já estava passando, mais um pouco e poderia se mecher. Mas não sabia se poderia reagir e fugir para algum lugar, estava sendo vigiada por três! E ela era só uma, baixinha e magra.
"Hinamori!"
Seu coração bateu acelerado. Aquele terceiro, que não saíra de perto em nenhum momento, assim que a vira fechar os olhos, a segurou e a colocou deitada em seu colo, enquanto passava os dedos por seu rosto, limpando as lágrimas já secas... Ela conhecia aquela voz. Abriu os olhos e não evitou que um som abafado saísse de sua garganta, diante da visão daquele rosto.
A emoção que sentia era tanta, que sentiu que daquela vez chorava porque queria. Será que havia morrido? Ou ele a havia salvado? Ela não sabia o que estava acontecendo ali, mas finalmente estava se sentindo bem depois de tanto tempo! Aqueles olhos verdes a acalmavam... e ela queria ficar daquele jeito para sempre.
o.o.o
"Urahara-san." - Aizen falou, estendendo uma das mãos para um aperto. - "Que bom que veio."
"Huhu" - Ele riu falsamente. - "Afinal eu sou necessário para esses tipos de trabalho, não é?"
"Vamos entrando, temos mais coisas a negociar." - Ichimaru, que estava do lado do chefe falou, indicando a entrada da casa.
"Vamos. Meus homens irão tratar da menina devidamente."
Assim que entraram, Yoruichi desceu da van, de braços cruzados, fitando longamente a porta por onde o homem entrara. Atrás de si, Ichigo e Hitsugaya também desciam do veículo, com gorros tampando deus cabelos incrivelmente chamativos. A mulhar à frente também chamava a atenção, não só pela aparência incomum, mas também por ser incrivelmente bela. Claro que todos já a conheciam e confiavam nela como parceira de Urahara, então ela não teria problemas.
"Agora é a nossa vez, evitem olhar para os lados ali dentro, mesmo que não encontrem ninguém no caminho."
Assim, os dois seguiram a mulher, andando por um longo corredor com as cabeças baixas e passos leves. Passadas algumas portas Yoruichi parou diante de uma, olhando para os lados, coçando a cabeça para logo em seguida abrí-la. Fez um sinal de que acertara quando viu Hinamori jogada no canto do quarto e o coração do Toushirou parou de bater na hora. Se não visse a pequena movimentação no peito da mesma, diria que ela estaria morta.
"Não perca tempo aqui, vá logo. Eu e Ichigo cuidaremos dela com cuidado."
Hitsugaya assentiu e relutantemente seguiu em frente, até a última porta do longo corredor. Olhou envolta e apurou os sentidos, não ouvia nenhum passo ou sinal de que havia alguém por perto além de Yoruichi e Ichigo. Até que a porta atrás de si se abriu e ele pensou em correr, porém seu pulso fora segurado. Ele parou ao sentir duas mãos femininas, pequenas e trêmulas. Virou-se e deu de cara com sua mãe, o fitando calmamente.
"Voc-"
"Eu sabia que Urahara faria isso, por isso o levei até ele." - Kino sorriu, puxando-o para dentro do escritório. - "Faça o que tem de fazer filho, não vou te impedir."
Hitsugaya a fitou angustiado, mas logo observou os papéis sobre a mesa, abriu cuidadosamente as gavetas e observou as estantes. Diferente do resto da casa que não parecia haver muita coisa, o escritório era muito bem decorado. Reconheceu pela letra que quem trabalhava ali era o irmão e não Aizen. Sentiu uma vontade enorme de tacar fogo em tudo ali, mas seria uma coisa que só faria se ninguém mais corresse riscos.
Parou quando viu, ao canto, uma pasta lotada de papéis. Abriu-a e suspirou, finalmente havia achado o que queria. Ali estava o resumo das ações do que os homens vinham fazendo, desde o início. Pegou-os e retirou alguns papéis do lixo, desamassando-os e substituindo os documentos roubados. Colocou tudo no lugar e saiu do aposento, fitando a mãe, como se quisesse conversar com a mesma.
"Você não tem tempo, querido. Vá e ajude aquela menina a esquecer tudo isso! Nos veremos de novo, eu garanto."
"Mã-"
"Kino-chaaan? Está aí?"
Kino arregalou os olhos e empurrou o filho para a saída, enquanto ouvia os passos de Ichimaru vindo na direção contrária. Fechou a cara e se sentou em um canto, como quando estava quando ele a deixara ali. Hitsugaya correu e conseguiu facilmente sair dali, sem saber o que aconteceria com sua mãe. Esperava que o irmão não encostasse um dedo na mesma ou ele pagaria mais tarde.
Encontrou Yoruichi fitando a porta de braços cruzados assim como quando chegaram e entregou a ela os documentos. Ela os folheou rapidamente e sorriu satisfeita, mandando-o entrar no carro. Hitsugaya não precisou pensar duas vezes, em um segundo já estava lá dentro e fitava chocado Hinamori, que continuava do mesmo jeito de quando a vira. Ichigo estava sentado em um canto, também a observava preocupado.
"O que fizeram com ela?"
"A doparam." - Ichigo falou, mais sério do que o habitual. - "Ela vai ficar um tempo sem poder se mecher, mas acho que não vai deixar nenhuma seqüela."
Hitsugaya voltou a fitá-la, cerrando os punhos. Ela estava ali, parecendo um vegetal e ele não fizera nada para ajudar naquele tempo. Somente agora conseguira vê-la, mas o que o frustrava fora que não fora ele que a tirara daquela casa. Ele apenas roubara documentos! Soltou uma exclamação alta quando a viu fechar os olhos movimentar a ponta dos dedos, fracamente. Imaginava como ela estaria abatida e confusa em relação à tudo, quando ela melhorasse lhe explicaria tudo.
"Hinamori!"
Pegou-a pelos ombros e colocou-a deitada com a cabeça em seu colo, passando a mão pelo rosto e vendo a marca das lágrimas secas. Ela abriu os olhos e o fitou, voltando a chorar. Ele não sabia o que fazer para que ela parasse, mas sabia que a partir daquele momento, ela estaria com ele e ele não deixaria que ela chorasse nunca mais. Esboçou um sorriso sereno, aproximando sua face da mesma, ignorando se Ichigo e Yoruichi estavam ali e o carro já estava partindo. Ele apenas queria ficar perto dela, o máximo possível.
"Está tudo bem. Eu estou aqui e ninguém mais vai te machucar, eu prometo."
Continua.
Aleluia! Finalmente terminei o capítulo, depois de muito pensar e repensar, estudar para as próvas, me descabelar, etc. Eu queria ter postado esse capítulo há dois meses, mas se eu fizesse isso, ou teria saído péssimo ou eu teria me ferrado em todas as matérias da escola, ficaria de castigo e sem escrever. Mais quatro capítulos e eu acabo a fic, eu acho. E espero, tenho mais projetos que quero postá-los logo, já começei dois que estou muito empolgada pra escrever e com mais variedade de casais dessa vez xD!
Quanto a promoçãozinha que eu fiz, ninguém acertou, mas todo mundo acertou metade! Viva! xD É, tava na cara que eles iriam salvar a Hinamori... vamos ver se salvaram mesmo, só o futuro nos dirá, hoho. Eu não tinha outro jeito de fazer o Hitsugaya um pouco mais emocional... E queria ter colocado mais emoção no capítulo, mas aí isso não saía nunca. Só não sei se viajei demais com o Urahara, mas fic tem que ter graça poxa, senão eu não me perdoaria.
Agradecimentos à Niika, Danipj, Papillon Holie e Arice-chan. Foram poucas reviews, mas foram boas, quem se importa. Quem lê e não comenta não dou a mínima, significa que preciso melhorar e eu sei que preciso.
Mas enfim, vou parar por aqui antes que meu pc trave (ele não estava querendo nem ligar hoje de manhã) e não dê pra postar hoje. Seria maravilhoso se quando ele voltasse do concerto houvessem reviews sobre o capítulo! Então façam um esforço vai, pleeease.
Kissus!
