Chapter X
Danton P.O.V.
Elle passou por mim com um olhar decidido, ela parecia ter envelhecido 10 anos no último minuto, não parecia mais minha irmãzinha de 11 anos, agora ela era uma mulher de no mínimo 20 anos.
- Elle, você quer dizer Volterra? Mas só nós? Você não prefere esperar os outros? – Tentei, a seguindo.
- Isso não é problema deles Dan, se você não quiser ir, tudo bem. – Ela começou a frase decidida e a terminou cautelosa. Era como se ela tivesse acabado de tomar consciência que eu podia não querer ir com ela para a toca do leão.
- É claro que eu quero ir, ela também é minha mãe! - Como ela pôde pensar que eu a deixaria enfrentar tudo aquilo sozinha? - Mas eu pensei que você iria querer esperar os outros.
- Eu não quero... Ver Ele... Agora. - Ela confessou, encarando o chão. Sequer conseguiu dizer o nome de Karl, derrepente ele só era "Ele".
- É melhor você reservar nossas passagem para o próximo voo para Roma. - Eu entendi e respeitei essa sua decisão, por isso mudei de assunto.
- Eu vou ligar para o aeroporto lá de cima... Eu vou pegar umas roupas, documentos, umas lentes de contato para você... - Ela disse enquanto já subia as escadas para o segundo andar.
Segui para o meu quarto, eu precisava deixar Jane sabendo disso, sabendo de mim, para onde eu havia ido. Resolvi lhe escrever um bilhete.
"Jane contei para Elle sobre nossa mãe, fomos para Volterra, por favor não conte nada a Karl. Com amor Dan."
- O próximo voo sai daqui a uma hora e meia... – Elle disse já entrando no quarto. - Essa noite chegaremos por lá. Aqui está sete pares de lentes, acho que é o suficiente. – Ela colocou as caixinhas sobre a mesa mais próxima. Precisei utilizar toda minha habilidade para esconder o bilhete de seus olhos, mas eles estavam tão frios, não sei se conseguiam ver muita coisa.
- Então é melhor nos apressarmos, vou pegar algumas roupas e te encontro lá em baixo. – Ela assentiu, puxando as alças da mochila.
- Okey, mas nós vamos no meu Jeep. – Ela tentou sorrir, uma tragédia, o Maximo que ela me deu fora um meio sorriso extremamente forçado.
Retribui seu sorriso, ao menos ela estava tentando sorrir. Ela me deu às costas e deixou o quarto. Fui até meu criado mudo dobrei o bilhete e escrevi o nome de Jane. Em cinco segundos tinha feito minha mala e pegado meu passaporte, precisei tirar um quando investiguei a situação em que se encontrava minha mãe. Assim que cheguei na sala me deparei com Elle encarando o nada, seus pensamentos pareciam longe, mas eu sabia onde estavam. Em Karl.
- Vamos?- A retirei de seu pequeno transe.
- Vamos. - Ela se levantou, mas se demorou um pouco mais. Olhando para os cantos da sala, se despedindo do cômodo, se despedindo da casa. Se virou e foi andando para a cozinha, saiu pela porta da garagem
- Toma as chaves. – Elle me jogou as chaves do Jeep e foi para o outro lado do carro.
- Você tem certeza? Eu podia cair da ponte com seu amado carro sabia? – Ironia pingou em meus lábios.
- Eu não estou muito bem para dirigir. E você nunca jogaria meu Jeep da ponte, você dirigi como um velho. – Ela me respondeu na ponta da língua, podia estar triste, podia estar quebrada, mas ainda era minha irmãzinha.
- Eu não dirijo como um velho coisíssima nenhuma. Eu sou cuidadoso, é muito diferente. – Entrei no carro, fingindo estar magoado, ela entrou em seguida, o mesmo meio sorriso forçado no rosto.
Elle passou toda a viagem olhando pela janela, se portanto como um vampiro mas do que nunca, completamente paralisada se não fosse sua respiração e seu coração. Eu não sabia se podia lidar com isso, Alec parecia ser mais experiente, ele me disse que ficou com ela em um momento triste da vida dela, quando Karl sumiu. Alec saberia o que fazer.
Chegamos ao aeroporto e fomos direto fazer o check-in. Não pude deixar de repara na atendente, ela me encarava boquiaberta, deslumbrada, humanas.
- No que posso te ajudar hoje? - Ela me pergunta um belo sorriso no rosto, o duplo sentido claro na frase.
- Eu e minha namorada temos duas passagens reservadas para Roma. – A cortei logo, ela não era Jane, não tinha seus cabelos loiros ou seus olhos intensos e vibrantes.A garota ficou completamente desapontada e derrepente a Elle estava passando o braço pelo meu e a encarando possessivamente.
- Nomes? – Ela nos perguntou seca.
- Danton Cavallieri e Electra Volturi. – Respondi no mesmo tom profissional. A garota sequer tentou esconder a risada que nossos nomes a provocou. De canto de olho vi o olhar assassino, de caçadora, que Elle a direcionou. A prendi com mais força em meu braço.
- Aqui está, seu voo é dentro de 30 minutos. Vocês podem esperar na área reservada. – Peguei as entradas de primeira classe da mão da garota e abri minha passagem para confirmar os dados, me deparo com um número de telefone escrito em um papel amassado e reviro meus olhos, humanas . Amassei o papel e o joguei fora, fui esperar o voo com minha irmã.
- Dan não precisava ter jogado o papel fora, eu não vou contar para Jane. - Elle disse derrepente, seu tom de voz confidente.
- Eu sei que você não vai, mas aquela humana era sem graça. – Fiz uma careta, ela quase riu.
- Você a ama? - Elle perguntou me encarando, séria demais. Fiquei sem graça na hora, se pudesse coraria. Não respondi, eu sequer havia dito isso para Jane ainda, eu sequer havia dito isso em voz alta ainda.
- Como você acha que ela vai reagir? Quero dizer ela não me vê faz tanto tempo e nunca viu você.- Mudei de assunto rapidamente.
- Eu não sei, se ela não for como Caius, já é um ínicio para mim. E você, ela te ama Dan. - Ela me assegurou com um tom de certeza que me lembrava minha mãe quando ela dizia que tudo ia ficar bem.
- Ell não precisa se preocupar, ela definitivamente não é como o Caius, e eu tenho certeza que ela ama você também.– A garanti.
- Você acha que Aro a ama? Ou é só para enfurecer Caius? Mas se for isso Caius ama minha mãe e não me ama. O que eu fiz de errado? Não entendo... Estou confusa. - Ela colocou o rosto sobre os joelhos e os abraçou, se fechando em uma bola. Eu abraçei seus ombros e comecei a cariciar seu braço, para reconfortá-la
- Acho queAro não é apaz da amar nada além do podere se Caius amasse mesmo nossa mãe acho que te trataria diferente, ou talvez ele a ame de um jeito torto, quem sabe até ele fingia não gostar de você por causa de Aro.São tantas possibilidades que eu não consigo pensar direito. Pela segunda vez nessa nova vida me sinto confuso.– Ela me escutou atentamente e concordou comigo. Confuso. Tudo estava confuso demais.
Ouvimos o chamado de nosso avião e seguimos para o portão 8, mais algumas horas, e estariamos tão perto dela como jamais estivemos nos ultimos 12 anos. A viagem se passou silenciosa, Elle ficou encarando a janela até cair no sono, eu me retirei para dentro de minhas próprias memórias repassando cada momento com ela. Minha mãe.
Eu já estou indo para você, só mais um pouquinho.
