Cara, você não imagina o que rolou entre James e Lily enquanto Remus, Jenna, Dara, Sirius, Regulus e Bill sofriam aquele ataque da Skeeter e da McKinnon. O que, se você, Loren – combinamos te chamar assim para quando conversarmos sobre você ninguém olhar espantado por termos um diário comunitário –, for parar para pensar, foi bem grave aquela reportagem; o choro de Dara pela separação do Regulus – ela me confidenciou como os dois começaram a namorar, mas eu coloco isso na roda de roda pé –; o ataque de fúria do Sirius – não que o Remus tivesse capacidade de relatar isso, porque continuava entorpecido por Jenna. Contando isso, são mais duas notas de roda pé –; a história da vida de Dara e Bill que todo colégio comentou durante toda essa semana que se passou. Realmente, é bem pior do que o caso 'Pottevans' – como apelidei –, mas não mais interessante. O fato é: James e Lily terminaram. Isso mesmo. TERMINARAM. Lily Evans e James Potter, o melhor casal da escola, tirando Alice Amon e Frank Longbottom, que ganham em disparada por estarem juntos desde o quarto, quinto ano sem nenhum rompimento aparente. Vamos me poupar um pouco de escrever e colar a reportagem mais importante dessa semana, escrita por Jenna Creeb, no Hoggy 's Daily:
"Uma flor sem perfume
Um lírio que, ao perder seu precioso perfume de sabonete, perdeu também suas pétalas
Como em um conto de fadas mordentes, a nossa doce e amável amiga, Lily Alexz Evans, encontrou em um sapo – ao menos para ela – um príncipe encantado, magnífico, esportivo e maroto. Oriundos de realidades diferentes – a ruiva uma nascida trouxa e o moreno um bruxo genuíno –, de personalidades parecidas e, ao mesmo tempo, rivais, dos mesmos círculos de amizades – sejam grifinórios, lufanos ou corvos –, de inestimável beleza. Simplesmente um casal perfeito e de junção obrigatória, como um vírus e uma célula hospedeira.
E eles passaram por tanta coisa juntos, como os incontáveis jogos de quadribol que Lily fingiu não assistir, as festas após todas as vitórias do time, que James procurou em outros lábios afogar a necessidade que tinha de beijar Evans. Potter tornou-se o garoto mais popular do colégio, como sua amada foi nomeada monitora e, conseqüentemente, monitora-chefe e a garota mais engraçada da turma de formandos. Eram divididos por um único ponto em comum com opiniões contrárias: Severus Prince Snape; a ruiva o tinha como melhor amigo enquanto o outro como arquiinimigo.
Motivo de várias brigas, a célebre do final do quinto ano, Snape deu sua última risada ontem, embora todos esperamos que não seja mesmo a última. O sonserino emboscou Lily em uma visita rotineira à Cozinha, em busca de baderneiros e a fim de desfrutar a comida e amizade dos elfos. Parece que o conhecido Seboso pela famosa gangue intitulada Marotos, a esperou para conversar e tentar, pela última vez, fazer com que ela o desculpasse por chamá-la de sangue-ruim (vide o fim dessa edição onde relatamos as memórias do quinto ano da turma de formandos, narrados por Emmeline Vance e Dorcas Meadowes). Sem ter por onde escapar, a leonina simplesmente deixou que sua antiga amizade se expressasse, consolando-o por fim – Snape, segundo Maná, uma elfa da Cozinha, 'chorava de cortar o coração' -. Infelizmente, James, acompanhado por Peter Pettigrew, chegou a tempo de flagrar um beijo roubado por Severus que, envolvido pelo abraço amistoso, não se controlou."
Apenas para esclarecer que não foi um beijo na boca, tampouco de língua. ECA. Acho que Prongs morreria se tivesse visto algo do gênero, voando para cima de Seboso, coisa que, eu sei, ele se controlou bastante para não fazer. Sério. Prongs entrou, olhou a intimidade dos dois, bateu palmas para o show e saiu do recinto, deixando Lily completamente confusa, constrangida e surpresa, o que ela se expressou dando um grito na intenção de chamar James. Mas meu amigo não voltou, de maneira alguma, forçando a ruiva ir atrás da gente, bem desesperada. Aproximando-se, tomou Potter pelo braço, dizendo:
"James, calma! Aquilo que você viu não significa nada.", começou a explicar, encarando o semblante fechado dele, que evitava olhá-la no verde esmeralda. Lily notou isso e apertou seus dedos sobre a pele do braço dele.
"Lily, solte-me.", avisou apenas uma vez, permitindo-se elevar o olhar e fitá-la tempo suficiente de focalizar todo seu desprezo naquele ato antes de encarar a Floresta Negra pela janela do corredor. A namorada obedeceu, juntando lágrimas em seus olhos, e avermelhando seus lábios e suas maçãs do rosto. Mas ela não se deixou abalar muito.
"Jay, por favor me escute! O Sev estava abalado com o fim de nossa amizade, estava frágil e só me deu aquele beijo de amizade por se alegrar com..."
"Faça-me o favor de não chamá-lo por aquele ridículo apelido na minha frente. Eu mudei muito por você para vê-la amorosa com outro. Um outro, aliás, que eu odeio e, não sei se você reparou, te ama mais do que qualquer outra coisa no mundo.", mandou, deixando-a sem palavras, boquiaberta. Não satisfeito, continuou: "Sinceramente? Eu não sei o que estou fazendo contigo, feito um palhaço apaixonado. A verdade é que vocês sempre se gostaram, e eu fui só um boneco nesse joguinho patético de 'amor ou amizade'. Bem, não tenho mais vontade de bancar o peão.", ele deu de ombros, fazendo cara de pouco caso, mas, na verdade, ele estava segurando para não ceder às emoções opostas àquela decisão. Pode-se dizer que Evans não ajudou muito, começando a chorar de indignação com aquilo tudo.
"James Jack Potter! Como ousa dizer algo assim a meu respeito? Acha mesmo que sou capaz de namorar alguém que eu não ame realmente?! Por Merlin, Jay! Você está enciumado, apenas isso, e sem necessidade. Olhe...", a ruiva se aproximou, fazendo James recuar e continuar a encará-la com descaso e leve irritação. Lily parecia ficar sem chão a cada minuto, chorando mais e mais por causa do silêncio que se instalou no local. Eu nem tentei me mexer, muito atento aos dois. James suspirou.
"Evans, acho melhor darmos um tempo.", soou seco e rude. A garota balançou positivamente a cabeça, procurando conter as infindáveis lágrimas, dando um meio sorriso tristonho. Ela mordeu o lábio inferior, fungando alto enquanto Prongs voltou a olhar o verde lá fora, fugindo do de dentro. James queria muito abraçá-la, fazê-la sorrir, mas não conseguia vencer o orgulho, especialmente depois da carta que recebera durante o café da manhã.
Sim, exatamente. Prongs recebera uma carta anônima – de fato, nada anônima, porque quem escreveu se revelou –, que Dara achara na porta de seu dormitório – nas masmorras não têm escadas que dividem as entradas dos dormitórios masculino e feminino, tendo uma lacra mágica que barra os garotos de entrarem no território do sexo oposto – ao subir para o Salão Principal. Estava mesmo endereçado ao James, o que nossa amiga sonserina concordou conosco ser muito estranho e, principalmente, que poderia ser uma armação. Entretanto, quando Potter pôs-se a ler cada linha, e seu rosto ficou arroxeado de fúria, perdeu as estribeiras, levantando-se de seu lugar – ao lado de Sirius e Dorcas, à frente de Remus e Emmeline – e começou a sair pelo Salão, que tivemos certeza de que se tratava de uma mentira. Padfoot e Moony me mandaram ficar por perto enquanto eles e Dara tentavam descobrir o que continha no pergaminho. O fiz, o que Prongs virou-se para mim, sorrindo meio desencantado com tudo. Então ele me mostrou a carta:
"Alô, chifrudo! É o Archibald.
- E o Bass!
Estamos cumprindo nosso dever de amigos, avisando que sua namorada...
- A santa e gata Evans.
... Está se encontrando com Severus Snape toda manhã, antes das aulas, no que ela te diz que faz a ronda pela Cozinha.
- AHAM! E eu tenho até uma foto, tirada por Mulciber.
E Dolohov!
- Sim, e o Dô. Bem, a foto está anexada. É o abraço mais gostoso que você já viu, não? E pode olhar quantas vezes quiser, porque é sim a sua namorada.
Passe feitiços se quiser, para se certificar que não forjamos a foto.
- Claro, claro. Faça isso e tire a dúvida; a dor da cabeça.
('Lily Evans, de fato a ruiva, abraçando amavelmente Severus Snape')
Tenha um ótimo dia!"
Encarei Prongs, um tanto desacreditado.
"Você levou essa bobagem sério?! Até a foto?!", quis saber. James entortou sua boca, como sempre fazia quando realmente dividido e desiludido.
"Na real? Não faço idéia, Wormtail. Eu tenho apenas uma certeza: é a Lily. Eu olhei bem para a foto, e tinha algo prateado brilhando em seu pescoço. Era o cordão que lhe dei no dia em que a pedi em namoro. Bom, pelo menos pareceu que era.", me respondeu, desolado.
"Hm... Você quer tirar a prova?", sugeri, no que ele assentiu com a cabeça e andamos para a Cozinha e, como você deve adivinhar, Loren, vimos aquilo narrado na notícia da Jen – que eu não vou me dar ao trabalho de colocar o resto, porque está a coisa mais melosa que já vi na vida. Pelo título dá para se imaginar –.
E foi por isso que Prongs preferiu dar um tempo para digerir tudo, e eu me surpreendi por Lily aceitar. Bem, Loren, você vai concordar comigo que ao consentir a ruiva admitiu a culpa. Pelo menos um pouco. Porém, ainda não tenho uma opinião formada, ao contrário de James que, neste exato momento está com Sirius e Remus, rondando os jardins do castelo em busca de diversão para esquecer sua decepção. Acredito que tem algo de muito errado nessa situação, afinal, a Lily não pára de chorar o tempo todo, evitando lugares onde nós, os Marotos, estamos e cabulando aulas no banheiro. Moony me disse que ela nem aparece mais nas reuniões dos monitores, tampouco para ajudar a controlar a baderna do castelo. De fato, esquisito e comovente.
De qualquer forma, tenho de ir. Vou encontrar os meninos para ver se nadamos no lago.
Worm.
Nota¹: Dara e Regulus sempre foram muito próximos, porque Dara foi a primeira pessoa que ele conversou, ainda no trem do primeiro ano da escola – mesmo que Regulus tenha apenas contado vantagem por ser um Black, dono de uma gorda quantia de ouro em Gringotes, e por ser um verdadeiro londrino –. Acredito que tenha sido aquele tipo de amizade à primeira vista, afinal, depois de devidamente escolhidos para sua casa, os dois continuaram a se encontrar e sentar juntos – embora eles discutissem muito por Regulus ser um "esnobe iludido" e Dara um tanto quanto diferente do resto da massa sonserina –. No terceiro ano, chegaram a saírem juntos para Hogsmeade. Todas as vezes, aliás. Alguns companheiros de casa, como Chuck, Nate, Mulciber e Avery, não gostavam dessa aproximação, porque Niz sempre se destacou entre as demais frívolas da Sonserina. Tanto se destacava que os quatro se interessaram pela mais jovem beldade de Hogwarts. Mas Regulus não se importava. Nem notava, na verdade, já que era absolutamente obcecado pelo irmão mais velho, Sirius – não que fosse adoração, era mais inveja. O ciúme de Padfoot ser o primogênito dos Black, apesar de seu descaso com a família; a cobiça por ser tão belo quanto Sirius e conquistar o coração de qualquer garota; o desejo explícito pelo poder e inteligência do irmão; a atenção que todos lhe dão; as habilidades no campo de quadribol do melhor batedor de Hogwarts. Bem, nesse caso, seria uma espécie de adoração sim, mas de forma invejosa –, e por todas as namoradas e garotas por quem ele se apaixonava. Ou seja, Regulus preocupava-se em tirar, ou recolher, as sobras do irmão.
Dara também não se importava em nada com a atitude pouco possessiva e um tanto fria de seu amigo e companheiro de turma. Pelo menos até descobrir, na volta das férias natalinas do quarto ano, que, de fato, o descaso dele a incomodava em demasia. Então, ao vê-lo beijando Dorcas – naquela ocasião, a mais nova ex-namorada de Padfoot – à porta do Saguão de Entrada, ainda carregando seu malão com dificuldade, a morena deixou de conversar com o Black, passando a namorar Calford Langdon – "ou só 'Cal'" –, um corvinal do sétimo ano na época. Digamos que o plano – "Na verdade, eu não tinha arquitetado nada do que aconteceria com o fim de nossa amizade. Foi uma questão de sorte, acho." – da sonserina teve seu êxito na última visita ao povoado bruxo; lá, Dara ganhou um grosso e pesado anel de ouro polido por duendes para simbolizar seu compromisso com Cal, o que ela exibiu para todas suas amigas felinas. Regulus ficou sabendo por Susan Habbadash que Mark Lopes – padrasto de Dara e pai de Bill – permitira – ou melhor, fizera um acordo com o senhor Edward Langdon, pai de Cal – a oficialização do namoro e futuro casamento, que aconteceria ao fim dos estudos da morena.
Regulus, também vindo de família conservadora, comunicou sua mãe, Walburga Black, a afronta de Lopes por não aceitá-lo como pretendente de sua enteada, o que causou muito rebuliço na família Black – tanto falatório que o Padfoot, que procurava manter a maior distância possível dos parentes, tomou conhecimento – e um jantar na casa dos Lopes. E, é claro, provocou uma grande briga entre Dara e Regulus pela infantilidade dele – "Onde já se viu envolver mãe e pai na conquista de uma garota?!" – e, por sua culpa também, a menina ter sido obrigada a ficar com ele. Não que ela achasse a situação muito ruim, claro; em duas semanas após a briga eles já estavam desfrutando – de maneira bem abusiva – a companhia um do outro – para ser mais exato, a boca um do outro –. E isso não só na escola, porque a Dara chegou a passar uma semana na mansão Black, do quarto para o quinto ano – o Padfoot diz lamentar ter fugido de casa uma semana antes da chegada dela. Ele queria muito tê-la visto de camisola no quarto de hóspedes. Ah, o Remus deu-lhe um tapa bem forte nas costas por esse comentário –.
Nota²: Eu, honestamente, não sei o que o enfureceu mais, se foi o namoro de Dara com Regulus, bem debaixo de seu focinho, ou a maneira como Regulus deixou Dara inconsolável – ela virou uma companhia para Lily no banheiro, junto do fantasma da Murtle –. O que aconteceu foi o seguinte: Sirius, com Bill, ficou ao lado da morena, tentando convencê-la de esquecer tudo e recomeçar – óbvio que o Padfoot queria que o novo começo fosse com ele –, mas a menina continuava com a mesma expressão vazia no rosto, enquanto seus fãs do Hoggy's Daily saiam de suas mesas para tentar forçá-la a comer o jantar – parece, segundo as anotações de Remus, que Dara tinha se escondido no Salão Comunal da Sonserina para chorar um pouco mais com privacidade –. Daí o ex-namorado se aproximou, acompanhado por Claire Lamartine – uma sonserina ruiva, de olhos verde-escuros e boca bem saliente. Ela é estranha, às vezes, sendo muito calada e, ao mesmo tempo, venenosa como sua prima, Louise Molière, outra ruiva, mas de olhos azuis e da Corvinal –, para conversar, porém sua mão estava dada a de Claire. Claro que a morena percebeu, erguendo-se e esbofeteando-lhe o rosto pálido. Regulus não gostou nada da recepção, alterando seu tom de voz ao dizer:
"NÃO OUSE ME BATER!!", o que fez o Sirius entrar em ação.
"CALE A BOCA, FEDELHO! ELA VAI TE BATER O QUANTO DESEJAR, COMPREENDEU?! E SE VOCÊ GRITAR NOVAMENTE COM A MINHA GAROTA, VAI APANHAR!!", ameaçou ao se levantar da mesa – Dara e Bill tinham se sentado conosco, sem a contestação de nenhum grifinório – e ficar frente a frente com o irmão. Entretanto, a afronta feita por Sirius não surtiu o efeito que ele esperava, pois Regulus simplesmente riu com desdém, mostrando seus traços sonserinos.
"A... como disse mesmo, sua garota?... Bem, a sua garota não tem nenhum direito de me bater, por mais desentendimentos que tenhamos, porque isso tira a razão dela. Não que eu realmente me preocupe. E, até onde eu saiba, Sirius, isso se Dara não tiver mentido mais cedo no Saguão de Entrada, ela não foi e, pelo que vejo, não é e não será a sua garota.", falou com arrogância antes de sair ainda com a mão de Claire bem segura na sua. Não preciso nem dizer que Dara se retirou do Salão Principal – junto de Lily, devo completar – falando que ia dar um passeio para arejar as idéias.
Digamos que Padfoot não agradou em NADA com a verdade cuspida por seu irmão menor, subindo a escadaria de mármore para o nosso Salão Comunal, seguido por mim, Remus e James – este já bem chateado com seus próprios problemas para querer saber os dos outros. Assim que chegamos, ele entrou direto no quarto –, onde descarregou sua raiva quebrando alguns enfeites, como de costume – Padfoot sempre foi bastante impulsivo e temperamental, não sei se já comentei isso. Ele não consegue controlar sua ira, mas o Moony ainda tem esperança que um dia ele deixará de ser tão descontrolado –, então Remus e eu tivemos de consertar tudo com feitiços. Se bem que o Lupin só quis ficar consertando por causa da nota de baixo.
Nota³: Jenna Creeb, a lourinha de olhos arroxeados dos sonhos de Remus – como se você já não soubesse – combinou com o mesmo de encontrá-lo no Salão Comunal após o jantar, para eles conversarem um pouco antes de dormir. Pelo visto, a menina não queria mesmo perder o contato com o meu amigo maroto depois da descoberta da tramóia de McKinnon. Além disso, ela queria continuar as investigações sobre o tal Mister W. que eles tinham ouvido falar – eu ainda acho melhor não mexer com essa pessoa. Não que eu tenha medo, não mesmo. É só que... bem, acho que esse sujeito possa ser perigoso, já que passa informações da Grifinória para os Sonserinos –.
O ataque de fúria do Sirius foi a desculpa perfeita para continuar no Salão, aguardando a 'parceira de trabalho', como ele diz. Estávamos absortos – pelo menos eu estava – arrumando o estrago enquanto o culpado se ocupava em subir para checar como estava o melhor amigo – sei. Bela maneira de se safar do trabalho –, quando Jen apareceu, definitivamente muito bonita para uma simplória conversa. Ela estava com o básico do uniforme – camisete branca, saia rodada preta, gravata vermelha e dourada – e seus cabelos de largos cachos presos em um rabo de cavalo, o que permitia uma plena e magnífica visão de seu rosto simpático. Alice estava com ela, ainda mais interessante e bela – não que eu ache isso... –. Elas se aproximaram, apontando as varinhas para alguns cacos ainda não restaurados e ajudando-nos. Jenna sorria acanhada, mas possuía uma expressão decidida para Lupin.
"Hm... Remus, será que você poderia... Quero dizer, não é para se sentir obrigado, okay? Bem... você gostaria...", ela mordeu o lábio inferior, o que fez os olhos de Moony brilharem loucamente, "Ah... você sabe o que eu quero dizer, não sabe?", o menino negou com a cabeça, ainda com os olhos cintilando de expectativa, "Ai, meu Merlin... Remus será que você... poderia... gostaria... am... de ir a Hogsmeade comigo?", mandou, bem ruborizada. Moony ficou tão surpreso, ou envergonhado, que demorou cerca de quatro segundos para dizer:
"Ah, poderia ir sim."
Desculpe, Loren, mas você há de convir que não era a resposta que nem eu ou Alice ou Jenna esperávamos ouvir. Foi tipo como se fosse a coisa mais banal do mundo a Creeb convidá-lo para sair. Era como se ele nem tivesse MIL fogos de artifício – umas luzes trouxas que arrebentam no céu em datas especiais – dentro do seu coração. Eu meio que fiquei boquiaberto quando ela lhe desejou boa noite, dando um tímido beijo em sua bochecha, e saiu com Amon para seu dormitório. Virei-me para Lupin, ainda abestalhado.
"Moony, você tem noção do que acabou de acontecer?", é que, talvez, ele poderia ter ficado tão extasiado que nem, de verdade, teria percebido que acabara de ser convidado pela menina que ele sempre se interessou. Não preciso dizer que eu estava certo.
"Hã?", seus olhos castanho-claros pereciam dois refletores quando me encarou, "Quer dizer que aquele convite, sabe como é, rolou mesmo? Quer dizer que não foi só minha imaginação ou sei lá?", ele foi se erguendo do chão, formando um sorriso vitorioso em seus lábios rosados. Eu dei uma risada de deboche, como James ou Sirius teria dado se tivessem visto toda a cena.
"Sim, Moony, rolou. E você reagiu da melhor maneira possível.", comentei, balançando negativamente a cabeça enquanto Remus corria para as escadas do dormitório para comentar com os outros. Deixando-me sozinho para arrumar as coisas.
Aê! Padfoot FINALMENTE – não me batam, pelo amor de Deus – postando um capítulo!! Mas também, a escola e o cursinho que estou fazendo... não dá tempo para NADA, sem mentira. Mas eu consegui, consegui, consegui!! Espero que me perdoem pelo sumiço e se esse capítulo tenha ficado meio – ou TOTALMENTE – ruim. É que eu o fiz na aula de redação, uma aula que eu costumo praticamente dormir.
Pattt: CARA, eu também AMO Gossip Girl, sem noção. Chuck Bass é o MELHOR, ele é meu tipo 'sonserino' ideal! E não repare na falação de Remus, porque a coisa fica um tanto pior quando é PÓS-lua cheia, mas deixemos isso para o próximo capítulo com ele narrando. ; marina / Evans, Lils: Obrigada, Marina. Por ler e comentar, essas coisas. ; Rose Anne Samartinne: Nossa, o Remus é MUITO GATÃO, AAAH!! Se eu já não tivesse o Sirius, catava esse pobre animal. E acredite mesmo que a Marlene é uma vadia! Aqui você PODE e DEVE! Pelo menos até o fim da fic, onde preparei algo especial para ela. Remus e garotas não se dão, como pôde ver nesse capítulo também. Quer dizer, ALÔ!, ele foi mais frio! Imagina como a Jen deve ter ficado toda 'hã?' Coitada. Mas eu acho que o Remmie era mesmo péssimo nessas questões amorosas, igual rolou com a Tonks e tudo o mais. Mas, veremos o resto, certo?
