N/A: Oi gente! Como prometido olha o Capítulo 10 ae! Bem, não exatamente no domingo, mas na segunda! É que eu calculei errado o tempo, acabou que eu só fui terminar o capítulo hoje! :\ Bem, espero que vocês gostem! Ah só uma coisinha... O relatório é só a primeira linha em itálico... o de baixo que tá separado por uma linha já é outra coisa :) Bem, sem mais palavras... E segue um capítulo legal para vocês! :)

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Observer Host.

"A maior prova de amor é a confiança." (Joyce Brothers)

"Se queres prolongar o amor não permitas que a desconfiança te domine em relação à pessoa amada." (Ovídio)

"Amizade é como música: duas cordas afinadas no mesmo tom vibram juntas." (N.D)

"Amizade é poder confiar em alguém de olhos fechados e saber que nunca vai tropeçar." (N.D)

Capítulo 10 – Confiança.

Nova York – 10º Dia.

Nada encontrado. Lugar suspeito sem alterações em seu curso de vida normal. Sem testemunhas. Sem mistérios. Sem fatos suspeitos. Normalidade.

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Estava andando em um beco escuro sem saída. Não tinha lugar para onde ir. Tudo o que eu via era sangue, pessoas inocentes, pobres mulheres segurando seus filhos marcados pelo terror, jovens se prostituindo, pais embriagados, e o pior de tudo, um homem normal, rico, jovem, bonito, observando tudo... Observando sem fazer nada.

Acordei como um trovão. Uma dor de cabeça repentina tomou conta da minha cabeça devido ao movimento brusco que eu havia realizado. Suspirei, e segurei minha cabeça com as mãos, e apoiei entre meus joelhos. Fiquei naquela posição por uns cinco segundos, e depois relaxei. Suspirei mais uma vez, e levantei calmamente, retirando os cobertores que eu estava usando.

Olhei minha imagem no espelho, e me assustei. Eu estava mais pálida do que o normal, e algumas orelhas profundas estavam se formando ao redor do meu rosto. Revirei meus olhos diante a imagem refletida, e tirei o pijama de bolinhas brancas, e coloquei um par de jeans, um dos casacos novos, um par de meias quentes, e uma boina. Penteei meus cabelos e deixei-os cair como uma cascata por baixo do pequeno chapéu de lã.

Desci a escada satisfeita por poder andar normalmente depois de míseros primeiros dias na cidade. Chegando ao saguão ouvi o familiar barulho matinal dos pensionistas.

- Não acredito Emmet que você escreveu aquilo em seu trabalho! – Ouvi a voz de Rosálie gritando com o pressuposto Emmet. – Parece que você não aprendeu nada em todo esse tempo!

- Ei... Eu não tenho realmente que tirar uma nota com aquilo! Posso muito bem me divertir com a cara do professor... Além do que você sabe que eu nunca gostei de obs...

- Bella querida! – Esme falou assim que me viu, cortando o que Emmet estava falando. Emmet ruborizou e Rosalie olhou para o lado. Enquanto os outros pensionistas me cumprimentavam com o costumeiro 'bom-dia'.

- Bom-Dia á todos.

- Bella o que você tem? – Mike disse sentando ao meu lado da cadeira, ele olhava visivelmente preocupado para o meu rosto.

- Nada de mais. Só tive um daqueles pesadelos chatos que sempre temos...

- Eu tenho uma teoria para pesadelos... – Jasper começou a falar, mas Alice o cortou com o olhar.

- Jasper, não queremos saber de suas teorias... Pelo menos não aqui, nem agora! – Jasper revirou os olhos e decidiu por ficar quieto novamente e se ocupar exclusivamente com sua xícara de chá.

- Você quer algum remédio, Bella? – Carlisle perguntou. – Para dormir melhor, ou coisa do tipo...

- Não precisa. Estou bem. – Sorri. – Onde está Edward? – Perguntei olhando ao redor e constatando que ele não estava ali.

- Edward saiu logo cedo. – Esme respondeu. – Ele tem algo de importante para resolver na cidade. Mas não deve demorar.

Assenti em concordância enquanto mastigava meu pedaço de pão. Hoje seria o dia da reviravolta. Eu voltaria á procurar emprego e não desistiria até conseguir.

- Hoje nós vamos ter um Showmício de Barack Obama. – Sr. Jack falou para todos. – Ele chegou á Nova York ontem, e está visitando os centros culturais e turísticos da cidade.

- Esse homem é muito bom para o país. – Sr. Jerry falou. – Ele está fazendo coisas em cem dias que o último presidente não fez em oito anos. Com certeza que eu vou nesse Showmício, seja lá o que for isso.

- Todos os nova-iorquinos que se prezem têm que ir lá prestigiá-lo. – Sr. Jack respondeu.

- Para mim não me interessa nada a ir. – Emmet disse. – Não vejo nada de mais do que a obrigação dele comparecer a uma das cidades mais desenvolvidas dos EUA. Além do que os outros moradores vão ir, e ninguém vai notar minha não-presença lá.

- Sim, por que "presença" todo mundo nota, Emmet. Se tratando de você! – Jasper disse fazendo todos rirem.

- Bom-Dia todo mundo! – Edward chegou com um sorriso no rosto na cozinha da pensão. Ele estava usando suas roupas novas, e seu cabelo estava mais bagunçado do que nunca. Ele pegou um pão da mesa e começou a comer. – Bom-dia Bella! – Ele deu um leve beijo na minha bochecha, me fazendo corar, enquanto ele subia as escadas saltitando e comendo seu pedaço de pão.

- Esse menino não tem jeito. – Carlisle disse abandando a cabeça divertidamente. Carlisle e Edward haviam quase assumido um relacionamento de pais e filhos. Na verdade, todos na pensão se tratavam como se fossem uma família. E isso chegava a me incluir. Por mais que me surpreendesse.

Depois que eu terminei o café subi as escadas de volta para meu quarto. No caminho bati na porta do de Edward e Mike.

- Pode entrar! – Ele disse lá de dentro. Mordi meus lábios e abri uma fresta da porta. Edward estava deitado sem camisa na cama enquanto lia um livro. Perdi a respiração ao vê-lo daquele jeito. Ele tinha o corpo perfeito. Abanei a idéia da minha cabeça, lembrando que ele era meu amigo, e apenas isso. E eu também tinha um namorado.

- Bella! – Ele disse enquanto levantava e se sentava na cama.

- Er... Tudo bem Edward? – Perguntei.

- Está sim. Não vai entrar? – Ele perguntou me olhando com a sobrancelha levantada. – Vamos Bella, eu não mordo. – Sorri sem jeito e fechei a porta atrás de mim.

- Por que você subiu todo alegrinho, hein? – Perguntei com certo receio, talvez eu estivesse invadindo a privacidade dele ou coisa do tipo.

- Ah... – Ele rolou os olhos. –Estou feliz, simplesmente. De vez em quando me dá esses momentos.

- Ah... – Não sei por que, mas eu não conseguia simplesmente abrir a porta de novo e sair por ela. Eu queria continuar a conversa com Edward.

- Algum problema, Bella? – Ele perguntou me encarando profundamente. Seus olhos me hipnotizando, e fazendo-me perder a respiração por uns instantes.

- N... não. – Abanei minha cabeça. – Quer dizer... Sei lá. Só queria saber como você estava só isso.

- Vem aqui Bella. – Ele disse indicando um espaço na cama dele vazia em sua frente. Nem sequer hesitei e sentei. Ele pegou minhas mãos e colocou entre as suas. Suspirou e me encarou profundamente nos olhos. Um torpor passou pelo meu corpo, e eu resolvi parar de controlar meus atos. – Você sabe que pode contar comigo simplesmente para tudo não sabe?

Assenti com a cabeça.

- Você sabe que você é a pessoa que eu mais me identifico aqui dentro. E agradeço aos céus pelo dia em que você entrou... Na minha vida.

As lágrimas começaram a cair dos meus olhos. Edward sorriu um pouquinho e esticou suas mãos e enxugou minhas lágrimas docemente.

- Qualquer coisa que você precisar é só contar comigo... Por que eu sou seu colega. Seu amigo.

As lágrimas agora insistiam em cair cada vez mais dos meus olhos. Eu estava confusa. Não sabia exatamente pelo o quê. Eu queria ficar ali, mas ao mesmo tempo eu não queria estar. Minha cabeça girava horrores e eu queria que alguma solução surgisse nos céus e me ajudasse.

- Edward... – Suspirei e sem pensar eu cai em seus braços. Sem hesitar, ele passou seus braços em volta da minha cintura e me segurou firme contra seu peito nu. As lágrimas jorravam nos meus olhos e iam para o peito definido dele, mas eu não ligava para isso. Eu estava quente em um dia frio... Eu tinha um encaixe, em um mundo desigual. Eu tinha um grande amigo, na falta de um pai, de um namorado, de uma mãe...

- Edward... – Eu solucei. – Por que eu estou fazendo isso? – Disse. Esperando que ele me respondesse.

Ele somente me apertou mais em seus braços e começou a me mover para frente e para trás, como em um balanço. E nesse momento eu percebi que eu estava desabafando. Não em palavras, não em exclamações, reclamações, mas sim em gestos, emoções. Eu estava reclamando do rumo da minha vida, estava reclamando por as coisas não serem tão fáceis, por eu não ter um emprego, não ter mais alguém que me apoiasse não ter mais uma família, não ter os meus sonhos realizados. Eu chorava por mim. Pela minha vida.

- Sabe uma coisa Bella? – Ele disse levantando minha cabeça coberta por lágrimas para encará-lo. Eu olhei para ele e vi ternura, carinho, compreensão em seus olhos. Senti que naquele momento eu não estava sozinha. Eu tinha alguém em quem confiar. Em quem me apoiar. Não importava as conseqüências. – Isso... – Ele disse enxugando minhas lágrimas e passando os dedos por seu próprio rosto. – É a maior qualidade do ser humano...

Ele beijou docemente a palma da minha mão. Depois a encaminhou para enxugar minhas próprias lágrimas. Ele sorriu um pouquinho e disse:

- Esse poder de chorar, desabafar... De 'explodir'... E a maior benção do ser humano também é saber enxugar as próprias lágrimas, na falta que alguém as enxugue...

Eu o apertei mais contra meu corpo e suspirei.

- Mas você Bella... Você sabe enxugar suas lágrimas, e também tem alguém que as enxugue. – Ele levantou meu queixo com as pontas dos dedos. – Você entende isso?

Assenti com a cabeça em meio às lágrimas. Edward soubera me apoiar, soubera me ajudar, guiar meus passos. Com um simples gesto, e simples palavras, ele soubera me dar forças novamente para seguir, lutar, ter esperança... E vencer os desafios.

- Você é o maior presente que eu jamais recebi em toda minha vida, Edward. – E com isso as lágrimas escaparam também dos olhos dele e nos abraçamos firmemente. Como bons amigos que nós éramos.

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Suspirei mais uma vez e entrei decidida na quinta loja do dia. Era uma loja de cosméticos.

- Bom-Dia! – Disse tentando parecer jovial. – Estou procurando um emprego... Eu sou nova na cidade, e...

- Desculpe, mas já temos funcionários suficientes.

- Ah... Você não tem nada para me indicar? Um lugar de que precise de gente para trabalhar?

- Desculpe, não... – Sai da loja sem jeito e triste. Mas logo ergui a cabeça e não me deixei abater. Era somente a quinta loja que eu ia hoje, e ainda tinha toda Nova York para percorrer. Eu não poderia me deixar abater.

Fui para outra loja que vendia móveis.

- Temos várias opções de preços, prazos, sem taxas de juros...

- Não, na verdade eu queria um emprego. – Disse sem jeito.

O funcionário me olhou de cima á baixo.

- Você é comunista? Você é de direita ou esquerda?

- É... Isso é necessário?

- Mas é lógico que é. O dono da loja é extremamente era Bush, não devemos ter funcionários de esquerda ou comunista...

- Não, não sou.

- Todos falam isso. Quem me prova que você não é? Quem? Quem?

Virei às costas e sai da loja o mais rápido possível. Não estava a fim de trabalhar com pessoas loucas.

Suspirei e me dirigi para algum outro lugar. Dessa vez uma loja de sapatos masculinos.

- Desculpe, só aceitamos homens...

- Somente homens? – Disse. Machismo agora, até em comércio?

- Sim. É melhor para atender os clientes.

- Mas vocês precisam de homens?

- Sim... Mas não vejo o seu interesse já que não é homem...

- É... Também não. – Disse. Saí da loja depois de agradecer por nada e suspirei. Talvez em minha luta, eu tivesse conseguido um emprego para Edward.

Depois fui á uma lanchonete mais afastada da área comercial. O nome dela era "Esfinge de Ouro". Era toda em dourado, e o aspecto dela era muito bom.

Entrei cautelosa, e me deparei com várias mulheres andando para todos os lados e ensaiando a coreografia de uma dança.

- Sim, em que posso ajudá-la?

- Eu queria um emprego. – Disse ao homem jovem e atraente que vinha me atender.

Ele me olhou de cima á baixo.

- Você tem certeza? Você não parece que faz muito esse estilo... – Ele disse apontando para as mulheres que dançavam e davam risadinhas.

- Tenho certeza de que posso trabalhar com isso. – Disse sorrindo. Mas é lógico que eu poderia ser garçonete! Não era exatamente o que eu queria, mas era um emprego.

- Você é maior de idade?

- Sim. Tenho vinte anos.

- Você mora sozinha na cidade?

- Moro. Em uma pensão. – Disse sem jeito.

- Bem... Apesar de você ser bem ajeitadinha, acho que estamos com um número bom de garotas... Mas você pode trabalhar como garçonete. Acho que precisamos de uma.

- Mas é exatamente isso que eu queria! – Disse começando a criar uma ponta de esperança.

- Era? – Ele perguntou confuso. – Bem, apareça aqui depois. Vamos ver... Amanhã? Pode ser? Não temos carteira assinada, mas você pode escolher receber um salário fixo ou viver de gorjetas... Mas as gorjetas vão mais para as meninas... A não ser que você também vá.

- Vá o quê?

- Enfim... Venha amanhã que eu irei dar seu uniforme! Ah... E qual é seu nome?

- Meu nome é Bella.

- Bella? – Ele disse sorrindo. – Meu nome Ricardo Diniz. Mas todos me conhecem como Diniz ou Ricardão.

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- Edward! Você não vai acreditar! – Disse praticamente quicando na frente dele na mesa da lanchonete perto da pensão. Estávamos almoçando juntos, e eu me preparava para contar a novidade para ele.

- Bella, se você parar de pular desse jeito, você pode me contar. – Ele disse brincalhão. Enquanto ele comia sua porção de ravióli.

- Eu. Consegui. Um. Emprego! – Disse pausadamente abrindo um largo sorriso no rosto dele.

- Que bom Bella! – Ele disse apertando minha mão por cima da mesa. Isso me fez estremecer, mas eu tentei não deixar transparecer aquilo. – Aonde?

- Em uma lanchonete no outro lado da cidade praticamente, não é grande coisa, mas pelo menos é um emprego! Chama "Esfinge de Ouro"!

- "Esfinge de Ouro"? – Ele disse parecendo surpreso. Seu olhar se perdeu por um momento como se ele estivesse recordando de algo.

- Você conhece?

- Eu... É... Não. – Disse por fim. – Não conheço não... – Mas ele continuava com um ar de preocupação.

- Boa – tarde, meninos! Estão gostando da refeição? – A garçonete que tirara a foto outro dia disse com um sorriso gentil no rosto.

- Maravilhosa – Edward disse sorrindo encantadoramente. A mulher sorriu bobamente por uns instantes, mas logo se recompôs. Dei um olhar de repreensão para Edward, que se fez de desentendido.

- Bem, lembram daquele dia da foto de vocês da promoção? – Eu e Edward assentimos com a cabeça e eu corei imensamente de vergonha. – Então o sorteio vai ser feito daqui cinco minutos. Vocês não querem ver?

- Cinco minutos? Claro. – Edward disse olhando para mim. Eu e Edward terminamos de comer, e depois fomos para o balcão onde tinham outros casais que também pareciam estar concorrendo à promoção. Eu queria ganhar, mas ao mesmo tempo achava meio desleal... Quer dizer, Eu e Edward não éramos basicamente um 'casal'.

A dona do estabelecimento pegou uma urna onde tinha várias fotos de casais. Ela colocou a mão sem olhar e retirou um cartãozinho. Ela abriu e dentro tinha uma foto. Ela olhou para a cara de cada um de nós com tom de suspense, e com um sorriso declarou.

- Ganhadores: Sofia e Tiago Lazare! – Fiquei desapontada com o resultado. Edward deu um olhar para mim de "não foi dessa vez" e eu revirei meus olhos.

A dona do estabelecimento perguntou se eles estavam por lá. E só uma mulher a tal Sofia que apareceu.

- Eu sou Sofia!

- E cadê o Tiago?

- É... – Ela assumiu um olhar triste. – Nós terminamos faz três dias...

- Então desculpe, mas a promoção só é válida para casais!

- Mas eu ganhei! Então eu tenho direito!

- Não, não tem. É claro somente para casais!

Sofia bufou de raiva e saiu do recipiente, de acordo que os outros casais que continuavam ali criaram uma ponta de esperança.

A dona retirou outro cartão, e declarou.

- Novos ganhadores: Isabella Swan e Edward Cullen!

- Ah! Ganhamos, Ganhamos! Edward. Ganhamos! – Disse pulando em cima dele de felicidade. Ele segurou minha cintura e foi pulando comigo enquanto as pessoas batiam palmas para a gente.

- Bando de morto de fome! – Alguém gritou do meio da lanchonete. Mas eu nem liguei. Na minha atual situação qualquer coisa que era de graça era o suficiente. Nem que fosse só uma semana!

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- Esme! Esme! – Cheguei gritando na pensão. Ela veio correndo toda descabelada certamente achando que algo de ruim tivesse acontecido.

- Menina, não me mata de susto!

- Esme! Estou tão feliz! Eu consegui um emprego! E ainda por cima eu e Edward ganhamos uma semana de café da manhã e almoço grátis!

- Fico feliz por você minha filha! – Ela disse me dando um abraço. – Você merece.

- Ela quase que quebrou o outro pé dessa vez. – Edward disse compartilhando do mesmo sorriso que eu. – Tive que quase carregá-la no colo e não deixar que ela se quebrasse inteira.

- Imagino! Mas você merece querida... Vocês dois. – Ela disse compartilhando um sorriso com Edward.

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- Bella, posso entrar? – Edward perguntou enfiando a cabeça na porta do meu quarto.

- Claro. – Já era início da noite, e eu ficara a tarde inteira tentando arrumar meu quarto e lendo alguma coisa.

- O que está fazendo?

- Estava tentando organizar meu quarto... E me colocar em dia com a leitura. – Disse sorrindo.

- Leitura? Vi que gosta muito de ler...

- E como! Em Forks, era meu passatempo. Já que não tinha basicamente mais nada para fazer.

- Ah... – Ele disse parecendo tímido e se encostando com as mãos para trás na porta.

- O que foi Edward? Quer perguntar alguma coisa? – Disse arqueando minha sobrancelha. Um ato que aprendera dele.

- Não... É... Na verdade, sim.

- Então pergunte. Você pode contar comigo para tudo. – Disse sorrindo.

- É... Certo. Bem, hoje tem o tal Showmício de Barack Obama, e eu estava me perguntando se você não queria... Quer dizer... Bem... Se você não queria ir comigo. – Prendi a respiração. Ele estava tão lindo inseguro e tímido daquele jeito. Que eu só pude sorrir.

- Claro Edward. Qualquer lugar desde que seja com você, eu vou.

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Arrumei-me cuidadosamente. Era uma das noites frias de Nova York, e eu precisava me agasalhar bem. Peguei uma calça jeans, mais um dos casacos novos, peguei minha boina, e deixei os cabelos soltos e encaracolados por baixo dela. Passei um batom cremoso sabor morango, e um lápis de olho fininho. Coloquei um escarpin, um dos poucos sapatos bonitos que eu tinha e olhei o resultado no espelho. Estava razoável.

Edward já me esperava lá embaixo. Ele estava usando uma blusa de manga longa de botões dobrada nos cotovelos. Com uma calça social preta, e sapatos pretos. E nos braços carregava uma jaqueta de couro. Ele estava absurdamente lindo. Perdi a respiração.

- Bella! Tudo isso é para o Edward? – Emmet perguntou da sala de TV. Revirei meus olhos para ele, mas na verdade não desviei minha atenção de Edward. Ele me encarava com a mesma intensidade. E sorria.

Ele caminhou em minha direção e estendeu um braço para mim. Eu aceitei ainda encarando-o. E ele sussurrou no meu ouvido.

- Devo dizer que eu tenho a colega mais linda do mundo...

- Acho que temos um encontro... – Emmet gritou da sala. Fazendo Edward revirar os olhos.

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Eu e Edward pegamos o metrô até a Flatiron Building. Que era onde seria realizado o Showmício. Era um dos primeiros grandes arranha-céus da cidade, e um dos mais famosos, o que explicava o porquê que seria lá o evento.

Nunca tinha ido lá, e eu estava muito excitada para conhecer pela primeira vez.

- Calma Bella. – Edward disse sussurrando no meu ouvido enquanto passava suas mãos em meus braços para me acalmar.

- Estou calma. – Disse. – Mas, isso aqui é muito lindo! – Disse sorrindo admirada.

- É mais ainda vendo lá de cima a cidade inteira.

- Você já veio aqui? – Perguntei confusa.

- Já ouvi falar. – Ele disse dando de ombros.

Subimos até o andar do Showmício que estava lotado por sinal. Perguntei-me porque eles não opinaram por fazer algo ao ar livre onde caberiam mais facilmente as pessoas.

Ao longe avistei o Sr. Jack da pensão e acenei. Eu e Edward nos sentamos perto da porta em cadeiras brancas de madeira e esperamos cerca de vinte minutos até que o presidente aparecesse.

O discurso começou e também as apresentações, e logo depois uma banda típica da cidade começou a tocar para homenagear o presidente. As pessoas começaram a dançar em uma pista improvisada, e eu me perguntei se era assim mesmo que os showmícios funcionavam. Mas pelo menos para o novo presidente sim.

- Vamos dançar? – Edward disse perto do meu ouvido me fazendo estremecer, devido ao grande barulho que se alastrava no andar.

- Eu não sei dançar. – Disse corando.

- Todos sabem dançar. – Ele disse com um sorriso torto. – Além do que eu estou aqui para te segurar e te guiar. – Ele estendeu a mão, e eu não consegui resistir á aquele par de olhos verdes. Aceitei sua mão e fui mordendo meus lábios até a pista.

Edward se virou de frente para mim e me encarou como se me pedisse permissão. Assenti de leve, e ele colocou as mãos em minha cintura enquanto a outra segurava minha mão. Passei uma de minhas mãos pelos seus ombros, e ele começou a me movimentar.

Pisei no pé dele, e eu sorri constrangida. Ele somente riu.

- Coloque seus pés em cima dos meus.

- Mas você não vai agüentar. – Disse.

- Claro que vou. – Ele disse. Erguendo-me e fazendo o que ele pediu. Corei mais ainda e olhei para o lado, constrangida.

Ele começou a rir baixinho enquanto me movimentava rapidamente para um lado.

- Você fica linda quando cora desse jeito. Você é tão fácil de ler assim...

- Sou fácil de ler? – Disse encarando-o. – Eu sou um livro aberto não é mesmo? – disse provocando-o. – Mas saiba que eu tenho um diário agora.

- Tem? – Ele disse arqueando uma sobrancelha.

- Tenho... Comprei quando voltávamos ontem do hospital.

- E o que você escreveu nele? – Corei de vergonha ao constatar o que eu tinha escrito.

- Bem... Como é um diário, é um segredo. – Disse contornando a situação.

- Sei... – Ele disse fazendo outro movimento rápido comigo.

- O que você mais gosta de fazer Edward? – Perguntei de repente. Ele sorriu um pouco.

- Eu? Ah... Você ainda não está pronta para saber isso.

- Por que não? – Eu disse confusa. – Quer dizer... É algo ruim, ou?

- Não, não! É algo bom! – Ele disse sorrindo. – Mas você ainda não quer saber...

- E como você sabe que não?

- Porque eu te conheço.

- Não, não me conhece.

Ele encolheu os ombros.

- Mas sei que não é à hora.

- E por que não?

- Somente confie em mim Bella. – Ele disse me olhando docemente. Eu assenti vencida com a cabeça e sussurrei.

- Eu confio.

Acabamos de dançar e fomos para uma espécie de varanda. Que dava para ver boa parte da cidade que estava toda iluminada. A estátua da liberdade brilhava e se destacava em meio á escuridão do céu. Tinham várias estrelas brilhando, junto com a lua cheia mais bonita que eu havia visto.

- Edward... – Disse me virando para ele. Ele estava debruçado na balaustrada encarando as estrelas. Ele virou o olhar para mim. – Quando eu vi você pela primeira vez, você tinha "caído" do céu... E... Eu estava pensando eu nunca perguntei para você nada sobre isso...

- Por que isso agora? – Ele disse levantando o corpo. Mas sua voz continuava doce. Suspirei e indiquei as estrelas.

- Olhei o céu... Lembrei de você.

- Bella... – Ele disse suspirando. – As coisas não são muito fáceis... De se explicar. Eu prefiro deixar isso para outra hora...

- Por que outra hora? Por que você se recusa a responder minhas perguntas?

- Porque eu não quero mentir para você. – Ele disse. Respirei pesadamente e desviei o olhar do dele.

- E por que não pode me dizer simplesmente a verdade?

- Porque ela não existe, Bella. Pelo menos não agora. – Ele disse calmamente.

- Você não me deixa escolhas... Você me faz me sentir como alguém que não merece confiança. Ou uma criança que não sabe entender ainda as coisas.

- Bella, não é isso. – ele disse se aproximando de mim e tomando meu queixo com suas mãos, me impulsionando a olhar para ele. – Eu nunca tentaria nada de ruim á você. Nada. – Ele disse com convicção. – E nunca esconderia coisas de você por você não entender, ou falta de confiança. É porque você realmente não está pronta.

- E quando estarei pronta?

- Quando eu estiver pronto.

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Edward me deixara extremamente confusa com suas palavras. De um momento para outro senti que ele escondia algo de mim.

Algo importante.

Essencial.

Só que eu não tinha idéia do que era. De repente descobri que não sabia nada da vida dele. Não sabia de seu passado. Se tinha namorada. Família. De onde viera. Não sabia dessas coisas... Apesar de termos tido inúmeras conversas, momentos... Eu não sabia praticamente nada. Só sabia seu presente e seu futuro imaginado. No restante, mais nada.

Saímos do Showmício em silêncio pegamos o metrô e depois fomos caminhando até a pensão. A noite caia escura, e estava esfriando cada vez mais. Segurei cada vez mais em meu casaco e estremeci de frio.

Edward sem dizer nada passou seus braços em volta de minha cintura e me colocou junto ao seu corpo. Senti-me quente repentinamente, segura e confortável. Eu sabia que ali nada iria me atingir. Que ele me defenderia. E que não importa o que quer que ele me esconda, era para o bem. Somente para o meu bem.

Diário de Bella Swan. 2ª página.

"Hoje Edward me disse palavras muito confusas. E eu idealizei que eu não o conheço da maneira que parece que conheço. De vez em quando eu tenho uma sensação estranha... De como que eu e ele sempre estivemos conectados. Que nos conhecíamos á uma longa data... Que sempre fomos amigos. Mas acho que isso deve ser simplesmente uma confusão de minha cabeça. Meus sentimentos e emoções estão tão misturados, que eu não me surpreenderia em estar criando coisas em minha estúpida e errática mente.

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N/A: E aí o que vocês acharam do capítulo? Espero que vocês tenham gostado. E ah.. Feliz dia das mães, atrasado! hehe... se tiver alguma mãe ai lendo, ou mãe de cachorro, de gato, papagaio... Enfim... Eu também sou mãe o/ Então parabéns para mim! haoiheoiea

Bem, eu queria agradecer imensamente as reviews ( mesmo sendo 4 de uma pessoa só... cof.. cof... menega.. cof.. cof), e dizer que eu fico muito motivada e inspirada com todos os recados maravilhosos que vocês me deixam!

Hoje eu não vou escrever um a um como sempre faço, mas prometo que no próximo capítulo farei :)

deixem reviews, e fantasmas apareceram que eu sei que vocês estão aí! *eu vejo no Story Traffic* hahahha!

Beeijos. E até mais!

Nat.