Eu estava remoendo meu plano na pracinha, enquanto jogava milho aos pombos, como um velho solitário. Será que daria certo? Sempre dá nos filmes...
Aurélia já tinha ido embora, mas prometi que sairíamos mais tarde.
Eu estava pensando em como iria esfregar na cara de Lily o meu novo e sério relacionamento, quando Sirius chegou correndo e arfando, como um cachorro com sede em um dia terrivelmente quente. Bom, estava bem quente e ele é meio que um cachorro, então a analogia não é tão boa.
Ele parou à minha frente, segurou meu braço e demorou alguns segundos puxando o ar para dentro. Depois de um certo tempo de hiperventilação, ele se abanou.
- Tem água?
- Não. Por que teria?
- Por que não? – sentou-se ao meu lado, ajeitou o cabelo molhado de suor, para trás e sorriu. – Tenho duas notícias. Uma boa e outra ruim. Qual você quer primeiro?
- Na verdade, também tenho uma notícia.
- Ei! Eu falei primeiro!
- Mas eu cheguei aqui antes.
- E o que isso tem a ver?
- Nada. Mas eu vou falar.
- Não mesmo, cara. To quase morrendo. E é do seu interesse.
- Meu?
- É sobre a Lily.
- Nada mais que venha...daquela "senhoura" me interessa. – tento evitar falar no nome dela, por isso substituo seu nome por "senhoura", "moça que destroçou meu coração" e "Penny". Penny porque parece "Lily" e ela sempre odiou esse nome. É como uma vingança interna.
- Tem certeza?
- Eu quero falar!
- Eu também.
- Ok. Par ou ímpar.
- Que infantil...PAR!
- Ahhhh...eu gosto do par. – falei tristemente.
- Não importa, eu escolhi primeiro.
- Poxa, eu perdi uma futura noiva...
- Ah, não vem com essa não. Par.
- Ímpar. – eu disse. Não adianta lutar contra o inevitável. – Um, dos, três e...já! – Deu ímpar. – Uhu! Ainda bem que não troquei.
- Então fala...
- Eu estou namorando.
Ele ficou algum tempo me olhando sem piscar. Fiquei encarando-o sorrindo, até que percebi que seus olhos estavam ressecando e logo ele poderia ficar cego.
- Hum...não vai dizer nada?
- Cara, arranjar uma namorada imaginária não vai te ajudar em nada a superar a... – ele parou e emendou rapidamente - ...Penny.
- Não é imaginária.
- Inflável também não é nada saudável...
- Há-há. É aquela garota do bar ontem.
- Você saiu com uma garota ontem?
- Desculpe, acho que você estava muito entretido na sua quinta garota para notar a minha...
- Deve ser isso mesmo. Mas você já está namorando? Quero dizer...você não conhece nada dela.
- E daí?
- Bom, ela pode ser uma serial killer.
- Sabe qual é a probabilidade de uma mulher ser serial killer, Almofadas? Um por cento em toda a população mundial.
- Pontas, você recebeu um "não" do amor da sua vida, teve que correr atrás de cocos e quase foi atacado por eles e ainda foi demitido. Tudo isso em um intervalo absurdamente curto de tempo. Acho que ser morto de forma lenta e cruel por uma mulher, não é nada muito distante da sua realidade.
- Você tem razão. – baguncei o cabelo preocupado. – Mas não é um namoro de verdade.
- Não te falei que era imaginário...? – ele revirou os olhos.
- Não é nada disso. Eu estou pagando Aurélia para fingir ser minha namorada.
- Você o que? – ele me olhou como se eu fosse louco.
- É isso mesmo! Imagina quando a...Penny ver! Vai ficar possessa, desesperada pelo meu amor.
- Você é um cara legal e, não sei porquê, as garotas te acham charmoso. Você não precisa disso.
- Sirius! – o ignorei. – Isso vai dar certo! Estou tão animado com isso que quase não penso em Penny, apenas quero ver minha vingança e a cara dela de desespero.
- Hum...bem, que bom que não pensa nela, mas acho que ela não vai ficar assim tão desesperada.
- E por que?
- Ela está saindo com um sujeito. E você sabe que nunca acho nenhum homem, além de mim, bonito, mas aquele cara é um deus.
Descartando a parte meio gay que Sirius proferiu, meu cérebro apenas processou a parte em que ele disse que Lily estava com outro.
Ela me superou. Me esqueceu...seguiu em frente e vai dizer "sim" quando esse Brad Pitt a pedir em casamento.
- E essa era a notícia ruim.
- Hum... – falei, ainda meio atordoado. – E qual é a boa?
- Eu e a Marlene ficamos.
De repente meus problemas se esvaíram, pois outra coisa absurda havia sido dita.
- O que?
- Isso mesmo. – ele sorriu triunfante. – Consegui.
- Como?
- Bem, depois que eu saí do bar, comecei a vagar, sem rumo, pela rua. Meus pés me levaram até a casa da Lene, mas eu não tinha percebido que era a casa dela. Fiquei tentando abrir a porta com a minha chave, até que ela apareceu na janela segurando uma panela de um lado e uma tábua de cortar carne do outro, como se fossem uma espada e um escudo. Aí ela viu que era eu, abriu a porta e disse: "Sirius?", eu respondi: "Lene...o que está fazendo na minha casa?" Então sorri bobamente e acho que eu estava tentando dar um olhar sexy e continuei: "Finalmente desistiu de resistir aos meus encantos não é, danadinha?" Ou algo do tipo. Não lembro direito do que aconteceu a seguir, acho que houve alguns gritos, ela me expulsando, depois a gente se agarrando e no dia seguinte acordei ao lado dela!
- Wow...você é mesmo encantador. – falei debochado.
- Agora estou indo à casa dela, para pedi-la em namoro.
- Ah sim. Boa sorte, então. – fiquei sentado, enquanto vi Sirius se afastando. Então, relembrando tudo que ele me dissera, alguma coisa me chamou a atenção e corri até ele. – Almofadinhas!
- Oi.
- Eu fui demitido?
- Ah é... – ele respondeu sem graça e me entregou uma carta. – Foi entregue hoje de manhã na sua casa.
Ah que ótimo. Minha vida estava cada vez melhor...
- Espera, o que você estava fazendo na minha casa?
- Ah...hum...eu meio que...dei uma festinha lá.
- Você fez o que? – o olhei horrorizado.
- É, convidei todas as meninas do bar para irem lá.
- Eu não acredito...e isso foi antes ou depois da Marlene?
- Antes. Eu ia para lá, enquanto andava pela rua, mas devo ter esquecido para onde ia e fui parar na casa da Lene. E depois que...sabe, ficamos juntos, esqueci completamente da festa.
- Ah que lindo. E por que minha casa e não a sua?
- Por que eu daria o endereço da MINHA casa? Depois alguma maluca fica me perseguindo ou sei lá...não sou bobo.
- Claro. – suspirei.
- Mas não se preocupe. Passei lá hoje, limpei os vômitos, expulsei todo mundo e prometo comprar vidraças novas.
Excelente. E como isso não se encaixava na notícia ruim que ele tinha para me dar?
To cada vez mais rolando ladeira abaixo.
Tenho uma namorada falsa, a garota que amo de verdade está com outro, fui demitido e agora minha casa virou bordel com cheiro de vômito e sem janelas.
O que mais falta acontecer?
Mil perdões pelo atraso de postagem, mas é que meu pc tá travando, aí tenho que ficar reiniciando e aí ele trava de novo...
Espero que eu consiga postar.
Ah! me ajudem pelo amor de Merlin! Esse é o último capítulo PRONTO que temos, porque a Ana, minha fiel companheira de fic, não escreveu mais. E se ela não escrever, EU não posso escrever (porque faz tudo parte de uma sequência) e aí a fic para. Se vocês gostam da fic (e leem minhas notas rs) mandem reviews dizendo: ESCREVE, ANA! Ou ESCREVE, CAROL! Vocês que sabem como vão chamá-la. É que eu a chamo de Ana. Não esqueça.
Ok. Vamos aos reviews:
Regina Wassaly - Não torçam pela Lily! Torçam pelo James rsrsrs. Era um plano dele U.U James jamais trocaria a sua ruivinha por loira alguma. Ele só quer provocá-la. Já a Lily, quer sair com o cara DE VERDADE. Hunf. Rs To brincando. Pode torcer pela Lily...ou não :D
Carol Mamoru - rsrsrsrs adoro o Sirius idiota e infantil. To escrevendo uma fic não postada, onde ele é ainda mais infantil rs.
Tadinho do James. Ele vai ficar muito tristinho. Mas agora a coisa vai começar a ficar boa. Adoro vinganças ^^
Harumizinha Potter - Seja bem-vinda! Continue lendo ^^
PS: Alguém aí gosta de mangás? (pelos nicks, imagino que sim). É que eu amo Bleach e queria saber se vocês leem. E se leem, o que acham: o Ichigo deve ficar com a Rukia ou com a Orihime (que só fala o tempo todo: "Kurosaki-kun...")?
Beijos e até semana que vem (espero).
